sábado, 27 de junho de 2015

Ba-ba-ba, banana! Os "Minions" chegaram para invadir sua praia

Bob, Kevin e Stuart fazem uma longa jornada em busca   do mais malvado dos vilões que vai comandar os Minions   (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Eles são desastrados, cheios de boas intenções, estão do lado dos vilões, mas não tem como não se apaixonar por estas estranhas figuras chamadas Minions. E estes amarelinhos fofos se destacaram tanto em "Meu Malvado Favorito 1 e 2" que ganharam uma animação só para eles - "Minions" ("The Minions"), dirigida por Pierre Coffin (o mesmo dos filmes anteriores), que também dublou todos os Minions deste, e Kyle Balda (de "Monstros S.A.).

Mesmo sendo uma animação para o público infantil, tem muito adulto na fila esperando para ver estes pequenos seres amarelos unicelulares de macacão azul que só são felizes quando estão juntos e servindo aos mais malvados vilões.  O idioma desta turminha é universal, uma mistura de inglês, francês, italiano, russo, espanhol, que ninguém entende, mas todo mundo compreende. Seja durante as brigas, nas brincadeiras ou quando estão com fome e o único desejo é comer BA-NA-NA. É diversão do início ao fim, com muitas trapalhadas, principalmente quando tentam agradar ao chefe.

Até conhecerem Scarlet Overkill e Herb, seu companheiro de crime, cujas vozes originais são de Sandra Bullock ("Gravidade") e Jon Hamm (da série "Mad Man"). A excelente narração ficou a cargo de Geoffrey Rush ("Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas").

Um ponto negativo da versão para o português: o fato de uma grande atriz ser a top em vilania nas novelas não quer dizer que ela seja a mais indicada para dublar a vilã em uma animação. A escolha de Adriana Esteves não foi das melhores, apesar de todo marketing em cima do nome dela. A voz de Scarlet perde o impacto, fica sem graça e sem a crueldade que se espera da primeira supervilã feminina do mundo, que por sinal não é das mais malévolas mas é bem estilosa. Sandra Bullock dá um pouquinho mais de gás na personagem com a voz original.

Já Vladimir Brichta segura bem o papel de Herb, o gênio criativo do casal que faz de tudo para agradar sua amada Scarlet. O casamento na vida real com Adriana Esteves dá uma cumplicidade bem especial à dupla do mal. Tirando este ponto, que a meninada nem vai notar, "Minions" é diversão pura e vai encantar ao público que aguardava ansioso o filme, que explica a origem destes personagens.

A história dos Minions começa no início dos tempos, quando eles surgiram como organismos unicelulares amarelos, evoluindo ao longo das eras, sempre servindo ao mais malvado dos vilões - do T-rex a Napoleão Bonaparte. Sem nunca terem tido sucesso em manter esses mestres por muito tempo, ao perderem o último, entram em profunda depressão. 

Para salvar sua gigantesca família, o Minion chamado Kevin pensa em um plano, e juntamente com Stuart, o irmão adolescente rebelde, e o adorável pequeno Bob se aventura mundo afora em busca de um novo chefe maligno para servirem. O trio deixa a congelante Antártida e seguem até a cidade de Nova York da década de 1960, onde conhecem Scarlet Overkill e Herb. A aventura continua em Londres, onde precisam fazer de tudo para salvar os Minions da extinção. Ao longo da jornada vão conhecendo personagens - do bem e do mal - e fazendo novos amigos, entre eles, a Rainha da Inglaterra.



Além da atuação dos nossos amiguinhos, dois pontos se destacam na produção e vão agradar aos adultos: a ambientação do filme nos anos 60, tanto em Nova York quanto em Londres, e um repertório musical desta década que inclui The Beatles ("Got to Get You Into My Life"), Jimi Hendrix ("Purple Haze"), Rolling Stones, The Doors, The Turtles ("Happy Together"), The Who ("My Generation"). Além da trilha sonora composta pelo brasileiro Heitor Pereira, responsável também por "Meu Malvado Favorito 1 e 2". O cantor Michel Teló faz a versão da música em português.

"Minions" é a aposta do ano da Universal Pictures de uma bilheteria milionária em animação e entra numa forte disputa com a excelente produção "Divertida Mente", da Disney Pixar. Não é a toa que o filme dos amarelinhos está dominando a maioria dos espaços, sendo exibido em 32 salas de cinema de 17 shoppings de BH, Contagem e Betim. Imperdível, com direito a um balde gigante de pipoca e refrigerante na mão, não importando a idade. Um ótimo programa para o fim de semana.

Ficha técnica:
Direção: Pierre Coffin e Kyle Balda
Produção: Ilumination Entertainment e Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h31
Gêneros: Animação / Aventura
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 4,5 (0 a 5)

Tags: Minions; Sandra_Bullock; Adriana_Esteves; Vladimir Brichta; Pierre_Coffin; banana; animação; Ilumination_Entertainment; Universal_Pictures; Cinema-no_Escurinho

terça-feira, 23 de junho de 2015

Kurt Cobain renasce em "Montage of Heck"


Foi Kurt Cobain e a banda Nirvana quem revolucionou um mercado do rock que estava estagnado (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Wallace Graciano


Sempre tive uma certa curiosidade em entender a relação de uma pessoa e seu ídolo, tanto que fiz do assunto o tema do meu TCC da pós-graduação. É bacana ver alguém distante pode ter tanto impacto na vida de um fã. Ainda mais interessante quando esse ícone muda uma ideologia ou comportamento, seja ele uma divindade, personalidade ou jogador de futebol. Há quem também tenha um grupo musical como marcante. E quando se trata de bandas, vejo o Nirvana como o caso mais extremo de idolatria.

Não há apenas um aspecto de admiração pelo trabalho. Os fãs de Nirvana têm um tratamento que beira ao dado às divindades. Por mais estranho e controverso que pareça, via que as letras niilistas (e sarcásticas também) do Kurt Cobain, líder da banda, guiavam o comportamento deles. O mais curioso é que essas músicas afetam as gerações que conviveram com a banda e as que nem sequer eram nascidas no auge do movimento grunge.

Falo isso porque já tive 14 anos. E ser adolescente e gostar de rock no meu tempo implicava necessariamente em ter alguma frase do Cobain rabiscada no all star preto. À época, servia para dramatizar a relação com um mundo controverso que descobríamos a cada dia. E olha que o Nirvana era coisa do passado naquele período. 

O tempo passou e essa percepção do que e quem está ao redor foi se expandindo. E ela me fez abandonar essa idolatria ao Kurt. Na verdade, ela se tornou uma "idolatria infiel", se assim posso dizer. A medida que lia sobre ele, não conseguia mais compreender como sua figura (não o músico) era inspiradora, principalmente por ser extremamente autodestrutivo e ser afetado por aqueles que o transmitiam empatia. Beirava como uma contradição ao meio que ele sonhou estar.

Porém, bastou assistir o documentário "Kurt Cobain: Montage of Heck", no último sábado, para renascer um pouco daquele sentimento da adolescência. Durante as mais de duas horas que a película passava na telona, vi o quão importante Kurt foi para a música. 



Foi ele quem revolucionou um mercado do rock que estava estagnado. Em cinco anos entre o lançamento do Bleach e sua morte, Kurt foi voz de uma geração, trouxe uma nova ideologia e mudou uma tendência em um período que só se tem espaço para "mais do mesmo". O mais curioso, que vi durante o filme, é que ele fazia isso em uma luta intensa com o estrelato repentino. O que dá uma sensação ainda maior de autenticidade à mensagem que ele passava.

Esse impacto nenhum outro artista conseguiu causar nessas duas últimas décadas. Não à-toa, Cobain se tornou um dos imortais da música. Daqueles que sempre terão sua obra relembrada.

E ela foi muito bem trabalhada nesse documentário. Não sei se vocês são fãs do Nirvana. Podem achar a banda uma porcaria e entenderia perfeitamente essa visão. Porém, mesmo que pensem assim, mas gostem do mundo dos grandes astros do rock, sugiro que assistam o "Montage of Heck". É daqueles filmes que te não te deixam pensar, pois é uma carga pesada de informações a cada nova passagem. No fim, te arrebata quando você tenta assimilar.

Ficha técnica:
Direção: Bret Morgen
Produção: HBO Documentary Films / Public Road Productions
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 2h25
Gênero: Documentário
País: EUA
Classificação: 14 anos

Tags: "Kurt Cobain: Montage of Heck"; Kurt_Cobain; Nirvana; rock; documentário;

"O Homem Que Elas Amavam Demais" vale mais pela bela presença de Catherine Deneuve

Filme aborda o rumoroso caso de desaparecimento de uma jovem na década de 70 (Fotos: Europa Filmes/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


De cara, pelo título, o espectador desavisado pode pensar que se trata de um romance. Não é bem assim. Pelo menos da forma como convencionalmente se conhece um romance. Paixão há, e ardente, mas a maneira como é mostrada não chega a contagiar. Na verdade, "O Homem Que Elas Amavam Demais" começa como uma produção leve, passa pela área de intriga e negócios, ameaça - sem convencer - esbarrar no suspense e acaba como um filme de tribunal baseado em fatos reais.

Talvez por um problema de roteiro, a película dirigida por André Téchiné fica no meio do caminho ao tentar contar um rumoroso caso que aconteceu efetivamente na Riviera Francesa nos anos 70, no auge dos cassinos. Renée Le Roux (Catherine Deneuve) é dona de uma casa de jogos de luxo que vai mal das finanças e é assessorada nos negócios por seu braço direito, o advogado Maurice Agnelet (Guillaume Canet). O filme começa com a chegada à França da filha de Renée, Agnes (Adèle Haenel), recém-divorciada que, claro, se envolve com o advogado.

Até onde dá para entender, o filme tenta insinuar que Maurice Agnelet é inescrupuloso e sedutor. Mas nada disso fica muito claro, talvez por se tratar de uma história verídica. O Maurice de Guillaume Canet não tem nada de sedutor, embora seja mostrado como mulherengo que, quase de repente, enlouquece de paixão a jovem Agnes.

A esta altura da trama, o espectador começa a ter dúvidas sobre a personalidade do advogado, mas a atuação de Canet é discreta além da conta. Nem mesmo quando Agnes trai a própria mãe nos negócios orquestrada por ele, nem quando tenta o suicídio e, por fim, quando desaparece sem deixar vestígios, nem mesmo assim o filme esquenta.

Ignorantes - e/ou distantes - do caso verídico acontecido há décadas na França, a maioria dos espectadores brasileiros dificilmente vai se envolver. Restam o prazer de rever Catherine Deneuve, que se mantém linda e elegante, e a oportunidade de tomar conhecimento que, nos anos de 1970, houve sim uma guerra de cassinos no Sul da França com direito à participação de mafiosos italianos e do sumiço de uma jovem cujo caso se arrasta até hoje nos tribunais.

O título do filme em francês é "L'Homme qu'on aimait trop", que em tradução literal, significa "O homem que se amava". Talvez fosse esse o melhor nome.



Tags: "O Homem Que Elas Amavam Demais"; Catherine_Deneuve; Guillaume_Canet; Adèle_Haenel; Europa_Filmes; drama; romance; suspense; década_de_70; Cinema_no_Escurinho

sábado, 20 de junho de 2015

"Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza" dá nova vida à saga de Goku

Akira Toriyama trouxe de volta um dos mais impactantes vilões da série: o imperador galáctico Freeza (Fotos: Fox Film do Brasil/Divulgação)

Wallace Graciano


Quando saiu a notícia de que a Goku e seus amigos voltariam à telona em “Dragon Ball Z – A Batalha dos Deuses (2013)”, muitos fãs da série já apontavam a película como mais um “caça-níquel”. Felizmente, o resultado foi positivo e deu novas cores para a saga.

Obviamente, a Toei Animation não perderia a oportunidade de criar uma continuação. E ela veio. Para delírio dos fãs, Akira Toriyama resolveu trazer de volta um dos mais (para não falar “o mais”) impactantes vilões da série: o imperador galáctico Freeza.

“Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza", que está em cartaz nas principais salas de cinema do país, se passa como um prólogo de “A Batalha dos Deuses”, entre a morte de Majin Boo e o início da saga GT.

Após um breve período de paz, os remanescentes do exército galáctico comandado por Freeza tomam como rumo a Terra para ressuscitar seu antigo líder com as esferas do dragão. E conseguem com a ajuda do imperador Pilaf.

Após voltar à vida, o antagonista coloca um único objetivo em sua mente: vingar-se de Goku. Para tal, o vilão se isola em um intenso treinamento para conseguir expandir seus poderes e rivalizar com o Saiyajin. O que ele não contava é que Goku e Vejeta faziam o mesmo, sob o comando de Whis, que lhes aponta seus erros durante a luta.



Sem saber da localização de seu carrasco, Freeza chega à Terra e é informado que ele não se encontrava ali. Sádico como de costume, ele tenta destruir o planeta, mas é impedido por boa parte dos personagens da saga, incluindo o Mestre Kame (!), que entra na batalha à espera dos Saiyajins, os únicos capazes de rivalizar com o imperador galáctico.

Após finalmente retornar à Terra ao lado de Vegeta, Goku entra em combate com Freeza. Neste ponto, a película tem seu ápice com as transformações dos protagonistas em "Deus Super Saiyajin" e “Freeza Dourado”, respectivamente. É desnecessário falar que a batalha fica de tirar o fôlego.

“Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza” certamente trará sorrisos aos fãs, pois conseguiu trazer um novo roteiro sem deixar de lado as cenas de ação peculiares à série e a dublagem original brasileira (um pequeno cuidado que faz uma grande diferença).



O que o destoa "O Renascimento de Freeza" de “Batalha dos Deuses” e das outras 13 películas não é a nova transformação do herói da história. Mas, sim, o cuidado em como conduzir o principal vilão de toda a saga.

Ficha técnica:
Direção: Tadayoshi Yamamuro
Roteiro: Akira Toriyama
Duração: 1h33min
Animação: Akira Toriyama, Tadayoshi Yamamuro
Idioma: Dublado em Português
Distribuição: Fox Film do Brasil
País: Japão
Gêneros: Anime/Ação/Aventura
Vozes em Português: Wendel Bezerra, Alfredo Rollo, Carlos Campanile, Vagner Fagundes, Fabio Lucindo, Luiz Antônio Lobue
Nota: 4,5 (0 a 5)

Tags: "Dragon Ball Z – O Renascimento de Freeza"; Tadayoshi_Yamamuro; Akira_Toriyama; Goku; Toei_Animation; animação; ação; Cinema_no_Escurinho

quinta-feira, 18 de junho de 2015

"Divertida Mente" - são tantas emoções!


Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza - emoções básicas que controlam nossa mente (Fotos: Disney-Pixar/Divulgação)

Maristela Bretas


Sabe aquela voz na sua cabeça que fica mandando você fazer alguma coisa errada. Ou aquela outra que fica falando para não fazer porque vai dar errado? Tem ainda aquela que faz você detestar comer uma verdura ou vestir uma roupa nada a ver. Pois é, essas vozes são nossas emoções. Às vezes elas aparecem separadamente. Mas quando se misturam a cabeça da gente roda e pode acabar numa confusão. Ou numa grande aventura.

Alegria, tristeza, raiva, medo e nojo. Alguém consegue viver sem estas emoções? Impossível. Pois elas vão aprontar todas com a menina Riley em "Divertida Mente" ("Inside Out"), a animação da Disney-Pixar em 3D mais esperada do ano que é simplesmente nota 10.

A produção estreia nesta quinta-feira e prova, mais uma vez, que a Pixar sabe como mexer com os sentimentos do público. Desta vez, com a mente humana. O filme provoca várias reações, tanto risos (que chegam a gargalhadas) ao choro. Os personagens exploram a todo tempo valores importantes, como respeito à família, amizade, boas memórias, imaginação e honestidade.

A garotinha que conduz a história é Riley, de 11 anos, mas quem está no centro de controle da vida dela são cinco emoções, principalmente Alegria, que esbanja otimismo e tenta garantir que a jovem sempre esteja feliz. 

Mas Alegria (que parece a fada Sininho) não consegue trabalhar sozinha e precisa contar com a ajuda de outras emoções essenciais - a Tristeza (que sempre acha que as coisas podem ficar ruins), o Raiva (guardião da justiça), o Medo (excessivamente preocupado com a segurança) e a Nojinho (um lado feminino bem "fashion" que detesta brócolis).

Quando a família de Riley se muda do interior para uma cidade grande, as cinco emoções precisarão se reorganizar para ajudar a menina no período de transição. No entanto, um erro de Tristeza pode atrapalhar tudo e colocar em risco todas as memórias básicas - boas e ruins - da jovem.  Ela e Alegria são sugadas para o "Arquivo" da memória de Riley e não conseguem voltar ao centro de controle.

O comando das emoções fica por conta de Raiva, Nojinho e Medo, que precisarão impedir que os "reinos" guardados na mente da garota - Memória de Longo Prazo, Terra da Imaginação, Pensamento Abstrato e Produções de Sonhos - desapareçam para sempre.

Entre uma trapalhada e outra as emoções correm contra o tempo para que Riley não perca suas memórias. E o pior, a menina está se tornando uma adolescente. Quer coisa mais confusa? Só perde para o conflito de emoções dos pais dela.

Apesar de Alegria e Tristeza dominarem as cenas, Raiva e Nojinho dão um show quando resolvem "consertar as coisas" e fazem mais trapalhadas, com ataques de fúria engraçadíssimos, muito charme e "mimimi". O cantor Léo Jaime e a humorista Dani Calabresa garantem bem esta parte com a dublagem para o português dos dois personagens. As vozes de Alegria, Tristeza e Medo ficaram a cargo de Miá Mello, Katiuscia Canoro e Otaviano Costa.

Uma das melhores e mais divertidas cenas do filme é a conversa entre os pais de Riley na hora do jantar, quando as mentes de cada um mostram como é o comportamento dos adultos quando não sabem como tratar com uma adolescente em constante mudança. Até Sidney Magal entra na parada.

"Divertida Mente" é demais: emocionante, colorido e muito real. Uma animação para todas as idades que mexe com as emoções. Como outras produções da Disney-Pixar: a franquia "Toy Story", "Carros I e II", "Up: Altas Aventuras", "Procurando Nemo", "Monstros S.A". É daqueles filmes que vale a pena ter em casa quando for disponibilizado em DVD ou Blu-ray.


GALERIA DE FOTOS


Ficha técnica
Diretor e roteirista: Pete Docter
Produção: Pixar Animation Studios/Walt Disney Pictures
Distribuição: Disney/Buena Vista
Gêneros: Aventura / Comédia / Família
Duração: 1h34
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 5 (0 a 5)




Tags: "Divertida Mente"; Walt_Disney; Pixar; Léo_Jaime; Dani_Calabresa; Miá_Mello; Katiuscia_Canoro; Otaviano_Costa; Pete_Docter; emoções; mente_humana; aventura; família; comédia; animação; alegria; raiva; medo; nojo; tristeza: Cinema_no_Escurinho


domingo, 14 de junho de 2015

"Jurassic World" é a volta ao Mundo dos Dinossauros de Steven Spielberg

Parque temático Jurassic World permite que visitantes circulem entre animais pré-históricos que estavam extintos (Fotos Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Há 22 anos Steven Spielberg encantou o mundo ao produzir um filme que aproximou os seres humanos dos animais extintos, mas que sempre chamaram a atenção, principalmente das crianças. Nascia em 1993 "Jurassic Park - Parque dos Dinossauros", um dos maiores sucessos da carreira do famoso diretor e que nunca deixou de atrair novos fãs. Duas sequências depois, não tão bombásticas - "O Mundo Perdido - Jurassic Park" (1997) e Jurassic Park 3 (2001) - mas que também chamaram a atenção do público em busca de aventura e ação, Spielberg resolveu reunir uma equipe de velhos companheiros de grandes produções e dar sequência ao primeiro filme.

E atingiu seu objetivo ao produzir o quarto filme da franquia - "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros", em cartaz nos cinemas de BH. Ele recupera o fio da meada e mostra o sonho do Dr. John Hammond (cientista do primeiro filme) realizado após sua morte, com a criação de um parque temático em que visitantes do mundo pudessem vivenciar a emoção de observar dinossauros de verdade.

Como não poderia deixar de ser, todos os ingredientes dos filmes de Spielberg estão presentes: aventura, ação, efeitos especiais excelentes, a exploração da ganância do ser humano e, principalmente, muitas cenas feitas pela perspectiva de um menino de 11 anos, como aconteceu em "ET - O Extraterrestre". Para fechar o "pacote" da produção era necessária a escolha de um diretor que soubesse contar a história que todos esperaram após 22 anos. O cargo foi entregue a Colin Trevorrow, que desempenhou bem o papel.

Mas nada disso seria possível se os atores não ajudassem. Difícil não comparar com o primeiro filme, quem assistiu "Jurassic Park - Parque dos Dinossauros" vai entender. O mocinho Sam Neill (não tão mocinho assim), não era bombado, mas garantiu seu lugar de herói ao lado da mocinha Laura Dern (também não tão jovem), do aventureiro Jeff Goldblum e das crianças, que não poderiam faltar. E os vilões eram enormes e as grandes estrelas da produção. 

E Chris Pratt não fez feio e garantiu sua estrela de herói do momento (como fez em "Guardiões da Galáxia"), interpretando Owen, um ex-militar especialista em comportamento animal que trabalha em uma base de pesquisa na mesma ilha do parque. Ele é bom de tiro, sabe como ganhar a mocinha com seu jeito rústico e ainda consegue controlar quatro velociraptores agressivos, sempre dispostos a atacar alguém.

Para formar o par nada romântico com Pratt a escolhida foi Bryce Dallas Howard (de "Histórias Cruzadas"), que vive a obstinada executiva Claire. Ela supervisiona todo o funcionamento do parque - desde a parte estrutural às atrações e desenvolvimento de novas espécies no laboratório, de forma que nada saia errado e os visitantes encontrem sempre uma novidade, de preferência mais exótica ou agressiva. Ela é o oposto de Owen, com que já teve um pequeno "affair". Nem mesmo a chegada de seus sobrinhos Zach (Nick Robinson), de 16 anos, e Gray (Ty Simpkins), de 11 anos, afasta Claire de sua rotina. 

Situado em Isla Nublar, uma ilha da Costa Rica (a mesma de Jurassic Park) e construído ao redor de uma rua principal das mais movimentadas, Jurassic World é um prodígio dos mais sofisticados, repleto de atrações impressionantes. As crianças montam em pequenos triceratops no jardim zoológico. O público vibra com os saltos que um mosassauro dá para fora d’água para pegar e comer um tubarão branco que fica pendurado como isca. As famílias ficam fascinadas ao ver dinossauros de todos os tipos e tamanhos caminhando novamente, tudo exibido com segurança para entretenimento dos visitantes.

Mas algo muito maior, com pelo menos 12 metros de altura vai mudar toda a rotina do parque temático. O novo dinossauro, criado nos laboratórios do Jurassic World sob a supervisão do Dr. Henry Wu (interpretado por BD Wong, o mesmo de "Jurassic Park") e patrocinado pelo bilionário Simon Masrani (Irrfan Khan, de "As Aventuras de Pi"). A nova espécie é uma mistura ultrassecreta de DNAs aplicada em um Tiranossauro Rex, que acaba tendo tamanho e força muito maiores e até inteligência. Ele recebe o nome de Indominus rex, sempre viveu no isolamento até que consegue escapar e vai fazer um estrago no parque e em seus visitantes e funcionários.

Mesmo sem abandonar os saltos altos, Claire precisará deixar seu protegido escritório e contar com a ajuda de Owen para tentar parar o gigante assassino. E ainda salvar seus sobrinhos que ficaram perdidos no parque junto com outros animais pré-históricos antes que Indominus rex os encontre. Para piorar o caos, dinossauros e aves pré-históricas também fogem por terra, sobre água e pelo ar, e atacam tudo que veem pela frente.

O filme conta também com a inesquecível música-tema da franquia composta pelo brilhante Michael Giacchino, autor de outros sucessos como "Jornada nas Estrelas", "Os Incríveis", "Ratatouille", "Planeta dos Macacos - O Confronto", "Up: Altas Aventuras", "Missão Impossível 3", "Star Trek - Além da Escuridão" e, mais recentemente, "Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível" (em cartaz) e "Divertida Mente" (que estreia dia 11 nos cinemas brasileiros).


Ou seja, "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros" tem tudo para agradar ao público, como sempre acontece com os filmes de Steven Spielberg. E no final, ressurge um velho conhecido dos fãs de Jurassic Park, que vai fazer toda a diferença e deixar novamente sua marca. O filme é imperdível, uma das grandes estreias do ano, como já era esperado. Fica uns pontinhos atrás do primeiro, que ainda é o melhor de todos, mas vale a pena ser conferido.


Quase um parque de verdade

Para que o parque temático fosse ainda mais real, "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros" ganhou um site com toda a programação de funcionamento, horário, mapas, tempo de espera das atrações e até valor dos ingressos. Como acontece com os parques da Universal (produtora do filme), em Orlando, na Flórida - o Universal Park e o Isle of Adventure. Boa sacada dos produtores. Clique aqui para ver.


GALERIA DE FOTOS


Ficha técnica:
Direção: Colin Trevorrow
Produção: Universal Pictures/ Legendary Pictures / Amblin Entertainment
Distribuição: Universal Pictures 
Duração: 2h05
Gêneros: Ação/ Aventura / Ficção científica
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4,8 (0 a 5)

Tags: Jurassic_World_O_Mundo_dos_Dinossauros; Jurrassic_Park_Parque_dos_Dinossauros; Universal_Pictures; Steven_Spielberg; Colin_Trevorrow; Chris_Pratt; Bryce_Dallas_Howard; ação; aventura: ficção_científica; Cinema_no_Escurinho

quinta-feira, 11 de junho de 2015

“Qualquer Gato Vira-Lata 2” não deveria ter passado do primeiro

Conrado e Tati estão juntos e viajam para Cancun para o lançamento do livro do professor (Fotos Paris Filmes/Divulgação)


Maristela Bretas


Se o primeiro foi fraco, dificilmente a continuação de um filme pode ser melhor. E “Qualquer Gato Vira-Lata 2” não fugiu à regra. A produção não convence como comédia e a história manjada do romance do professor bobão com a aluna gata, que precisa disputar o amor da jovem com o garotão sarado nas praias de Cancun piora a situação. Não passa de mais um filme nacional ruim com muita divulgação, que aproveita atores de novela (não que sejam os melhores) para tentar atrair o público da telinha para a telona. 

É o caso de Cléo Pires, Malvino Salvador e Dudu Azevedo. Cléo, que interpreta Tati está mais madura, com boa voz e belo visual que vai atrair o público masculino. Mas ela ainda tem uma longa estrada até chegar aos pés da mãe, Glória Pires, que com menos idade já era sucesso garantido nas produções.

No filme, Tati (Cléo Pires) e Conrado (Malvino Salvador), que terminam juntos o primeiro, viajam a Cancún, onde ele participa de uma conferência para o lançamento de seu livro. Lá, ela aproveita a ocasião para pedi-lo em casamento, com transmissão via internet para todos os amigos no Brasil. Mas, Conrado responde apenas um “Posso pensar?” e a moça explode em fúria. O ex dela, Marcelo (Dudu Azevedo), aproveita para tentar reatar, enquanto Ângela (Rita Guedes), a ex de Conrado, está na mesma conferência tentando provar que o livro dele é uma furada.

Um momento no filme chama a atenção e chega a ser emocionante – o reencontro e as pazes entre Cléo e Fábio Jr., seu pai na vida real, e de quem a atriz se mantinha afastada há anos. As cenas ficaram bacanas, ele chega a cantar um de seus sucessos a pedido dela, como se fosse uma música para ninar. 

Já Malvino Salvador volta no papel do professor, agora namorado da aluna bonitona, mas continua com cara de bobão em um personagem muito fraco, sem carisma e nem um pouco engraçado. Na disputa pelo coração da jovem está Dudu Azevedo. De onde tiraram que esse menino é ator, só porque fica o tempo todo mostrando músculo? Fala sério, ele é muito ruim!  Desperdício de talento também para Rita Guedes.




Se há atores (de verdade) que provocam algum riso, eles estão no elenco secundário e alguns conhecidos de novelas e programas de TV: Letícia Novaes, como Paula, a amiga encalhada de Tati; Álamo Facó, como Magrão, o melhor amigo de Marcelo e com uma queda forte por Paula; a menininha Me Maia (essa sim tem futuro), que interpreta Júlia, a filha de mentira de Marcelo.

Stella Miranda ta,be´m segura o papel como Gláucia, a sogra de Tati que não vê a hora de transar com um amante latino; e Marcelo Saback, o amante latino que come todas e todos no filme. Sem esquecer do quarteto de mariachis cantando "Cucurucucú Paloma", muito bom.

Resumo da ópera: assistir "Qualquer Gato Vira-Lata 2" é desperdício de dinheiro, não vale o ingresso, a pipoca e o refrigerante.

Ficha técnica:
Direção: Roberto Santucci e Marcelo Antunez
Produção: Globo Filmes
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h44
Gênero: Comédia / Romance
País: Brasil
Classificação: 12 anos
Nota: 2 (0 a 5)

Tags: Qualquer Gato Vira-Lata 2; Cléo Pires; Malvino Salvador; Dudu Azevedo; comédia; romance; Paris Filmes; Globo Filmes; Cinema no Escurinho

sábado, 6 de junho de 2015

Tempo, tempo, tempo, tempo - "A Incrível História de Adaline" encanta como um bom conto de fadas

A bela Blake Lively interpreta Adaline, que nasceu em 1908, torna-se prisioneira do seu destino (Fotos Diamond Films Brasil)


Mirtes Helena Scalioni


Histórias sobre o tempo sempre fascinaram a humanidade, curiosa por decifrar - e dominar? - seus meandros. Da mesma forma, os humanos sempre se encantaram com o destino, intrigados com seus mistérios. Quando os dois temas estão juntos - tempo e destino - está pavimentado meio caminho para o sucesso de uma obra. 


É esse o caso de "A Incrível História de Adaline", filme que conta a longa vida de Adaline Bowman, americana que, ao sofrer um acidente de carro aos 29 anos, passa a sofrer também de um estranho fenômeno de jamais envelhecer.

Em interpretação contida e discreta de Blake Lively, Adaline, que nasceu em 1908, torna-se prisioneira do seu destino. Solitária, não pode criar laços para não revelar seu segredo. Vive fugindo e se mudando, sempre adotando identidades falsas, o que levanta a suspeita da polícia. Ponto para a atriz, que soube emprestar sua indiscutível beleza para que sua personagem se transformasse ao longo do tempo modificando apenas figurinos e penteados.

Mas chega um dia em que Adaline conhece Ellis Jones (Michiel Huisman) e se apaixona. Sim, trata-se de um filme de amor. Na verdade, um conto de fadas onde o príncipe, claro, é rico, lindo, gentil, inteligente e capaz de, pelo amor, libertá-la. E "A Incrível História de Adaline" seria só mais uma fábula romântica não fosse o aparecimento de Harrison Ford na trama. Maduro, o ator permanece com seu charme irresistível e seu personagem é a chave para mudar a vida da bela protagonista.


Há quem não goste de filmes narrados. No caso desse, a narração não compromete. Pelo contrário, complementa os muitos flashbacks necessários para dar ao espectador a dimensão do tempo e da longa vida de Adaline. 

Enfim, a imortalidade e a juventude eterna, velhos mitos que intrigam os humanos, são a grande riqueza do filme que só tem um pecado: tentar explicar com uma ciência que está mais para ficção os fenômenos que poderiam ser simplesmente vistos como magia0
.



O filme pode ser visto na sessão de 17h50 da 4 do Cineart Ponteio Lar Shopping, e nas sessões de 13h20, 16 horas e 21h30 da sala 2 do Cinemark Diamond Mall, todas  em versões legendadas. Classificação: 12 anos

O site Por A mais B, de Anna Foureuax e Beth Barra, que está sempre ligado nas tendências de Moda, Beleza, Viagem e Costumes também assistiu "A Incrível História de Adaline". Leia a matéria da jornalista Beth Barra sobre as oito décadas de moda na vida da personagem.


Tags: A Incrível História de Adaline; Blake Lively; Michiel Huisman; Harrison Ford; Kathy Baker; Diamond Films; drama; romance; Cinema no Escurinho

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Tomorrowland" é uma homenagem ao sonho de Walt Disney de um futuro melhor

Filme reúne ação, aventura e esperança num cenário grandioso e com elenco de peso (Fotos Walt Disney Studios/Divulgação)

Maristela Bretas


Poderia ser mais um filme dos estúdios Disney, com uma historinha comum, de pessoas comuns e uma grande aventura envolvendo jovens, como aconteceu com "Fuga Para A Montanha Enfeitiçada". Mas "Tomorrowland - Um Lugar Onde Nada é Impossível" ("Tomorrowland"), que estreia nesta quinta-feira (4), aposta não só na criação de uma história sobre um mundo no futuro com propostas melhores, mas na forma de tratar um projeto que começou na década de 50 pelas mãos de um visionário chamado Walt Disney.

O filme é uma grande homenagem ao criador de Mickey e centenas de outros personagens que marcaram gerações, na animação e no cinema. Para Disney, "o futuro não era estático, mas um projeto que nunca acaba”.

Para quem teve oportunidade de conhecer Epcot, na Flórida, ou Tomorrowland, na Califórnia, o filme é como estar num destes parques, com suas atrações futuristas e propostas de sustentabilidade, redução nas emissões de gases tóxicos e preservação da natureza. Uma verdadeira "Terra do Amanhã".

Um detalhe interessante logo na abertura do filme foi a troca do tradicional Castelo da Cinderela pela imagem da futurística Tomorrowland. A partir daí, o diretor ganhador de Oscar Brad Bird, o roteirista Damon Lindelof e o produtor executivo Jeff Jensen se envolvem por completo no mundo projetado por Walt Disney. E vão além, com uma produção de qualidade, bem conduzida, com muita ação, e mensagens de amizade, respeito e otimismo, no estilo dos estúdios.

Isso sem contar os efeitos especiais que são excelentes (a Disney não ia deixar por menos), além de uma forte campanha mundial para divulgação do filme, que traz nomes de peso no elenco. Estrelado pelo também premiado duas vezes com o Oscar, George Clooney, o filme conta a aventura de Casey Newton (Britt Robertson), uma adolescente otimista e vibrante que é transportada para outra dimensão após encontrar um misterioso boton com a letra "T". 

Sua curiosidade acaba por colocá-la no caminho de Athena (Raffey Cassidy), uma menina vinda do futuro, e de um grupo de homens estranhos que não querem que elas descubram o segredo do boton.

As duas vão precisar da ajuda de Frank Walker (Clooney), um cientista que foi um sonhador no passado, mas que se tornou desiludido e vive isolado do mundo. Juntos eles vão embarcar em uma missão repleta de perigos para encontrar um lugar escondido no tempo e no espaço conhecido como Tomorrowland. E tentar salvar da extinção o mundo de Casey.

No filme estão ainda Hugh Laurie como o brilhante cientista David Nix que controla Tomorrowland; Kathryn Hahn e Keegan-Michael Key, como o casal Ursula e Hugo Gernsback, donos de uma loja de gibis e artigos de ficção científica e que garantem ótimas cenas de luta e tiros com armas de laser; Thomas Robinson, que interpreta Frank com 11 anos, um inventor idealista e sonhador; e Tim McGraw, no papel de Ed Newton, pai de Casey e engenheiro da Nasa ameaçado de demissão com o fim do programa espacial.

George Clooney, que não é pai, mas tem se mostrado muito "família" em produções recentes, tira de letra o papel do cientista decadente e paranoico com segurança, enquanto Hugh Laurie não perde a pose e sua principal característica - o sarcasmo, principalmente quando se refere à humanidade ameaçada. Parece o "Dr. House" falando.

Britt Robertson (que está em cartaz nos cinemas com o romântico "Uma Longa Jornada", ao lado de Scott Eastwood), cumpriu bem a função e não ficou para trás quando divide cenas com o top megacharmoso George Clooney (que não fica feio nem quando está desarrumado e com barba por fazer).

Já Raffey Cassidy é de uma presença que encanta, com um olhar doce e ao mesmo tempo frio quando enfrenta o inimigo - ela já é conhecida do público por "Branca de Neve e o Caçador" e "Sombras da Noite". Ponto também para o garoto Thomas Robinson, que tem na bagagem duas produções - "Coincidências do Amor" e "O Protetor".


Num momento onde a indústria cinematográfica investe em produções que exploram a violência, o medo e um fim do mundo catastrófico, com pessoas sem esperança e cada vez mais isoladas em suas conexões, "Tomorrowland" vem com uma mensagem totalmente oposta, propondo que se as pessoas acreditarem não será impossível fazer um mundo melhor. Utopia? Pode ser. Mas não custa tentar. O filme tem uma história comum, mas que ganha destaque por sua criação baseada no sonho de um homem de visão e pela atuação do elenco.

Curiosidades

- A história de "Tomorrowland" começou com uma caixa com uma etiqueta “1952”, supostamente descoberta por acaso nos arquivos dos Estúdios Disney. A caixa misteriosa continha todo tipo de modelos e plantas, fotografias e cartas fascinantes que pareciam ter relação com a origem de Tomorrowland e da Feira Mundial de 1964-1965, em Nova York, que apresentou tecnologias radicais.

- O sucesso da Feira Mundial permitiu que Disney arrecadasse fundos para seu próximo grande projeto, o Experimental Prototype Community of Tomorrow, ou Epcot. A visão de Disney era de uma cidade modelo que seria um contínuo experimento de desenvolvimento urbano e organização; era para ser a verdadeira Tomorrowland onde a tecnologia se unia ao planejamento urbano para criar um ambiente otimizado para se viver.

- Walt Disney morreu antes de o Epcot poder ser construído, e a Disney Company decidiu que não queria administrar uma cidade sem as ideias dele. O conceito da comunidade modelo foi modificado para se tornar uma grande e “permanente Feira Mundial”, com dois pequenos distritos residenciais para funcionários e suas famílias. O parque é um dos quatro que compõem o complexo Walt Disney World, em Orlando, na Flórida.

- Já Tomorrowland foi criada por Walt Disney como uma área da Disneylandia em 1955, numa época em que os americanos imaginavam um futuro otimista. E é um dos parques mais visitados do complexo.


- Para a Feira Mundial de 1964, a Walt Disney Company criou três atrações, sendo a mais conhecida "It’s a Small World", instalada na Disneylândia (em Anaheim, na Califórnia), cuja entrada é lembrada no início do filme "Tomorrowland" quando o pequeno Frank segue Athena e um grupo de cientistas numa atração de barco.

- As outras duas atrações, embora meio ultrapassadas para os padrões atuais, "Carousel of Progress", instalada no Parque Magic Kingdom, em Orlando, e "Great Moments with Mr. Lincoln", na Disneylandia, foram revolucionárias no modo como usaram robôs e tecnologia para criar uma atração rica e temática. Ambas ainda estão em atividade.

- A Cidade das Artes e Ciências em Valência, na Espanha, desenhada por Santiago Calatrava, serviu de inspiração para a criação do cenário de Tomorrowland.

- As plantações de milho e trigo mostradas nas imagens foram cultivadas especialmente para o filme em duas fazendas - uma no Canadá e outra nos EUA.

- Além dos cenários na Espanha e no Canadá, outras locações incluíram a atração “It’s a small world” da Disneylândia, uma praia nas Bahamas e uma cena da segunda unidade em Paris. No total, o filme teve mais de 90 combinações diferentes de cenários e locações, e se mudou dez vezes.

- O figurinista Jeffrey Kurland teve que vestir quase 400 figurantes no período de 1964 para as cenas do Hall das Invenções da Feira Mundial.

GALERIA DE FOTOS


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Brad Bird e Damon Lindelof
Produção: Walt Disney Pictures
Distribuição: Disney/Buena Vista
Duração: 2h10
Gêneros: Ficção científica/ Aventura/Ação
País: EUA
Classificação: 10 anos
Nota: 3,5 (0 a 5)

Tags: Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada É Impossível; Walt Disney; George Clooney; Hugh Laurie; Britt Robertson; Disneylandia; Epcot; futurista; Feira Mundial de 64; ação; aventura; ficção científica; Estúdios Disney; Cinema no Escurinho


quarta-feira, 3 de junho de 2015

BH recebe pela primeira vez a Mostra do Filme Livre

"A Mulher que Amou o Vento", da mineira Ana Moravi, é um dos destaques da MFL 2015 (Fotos: MFL/Divulgação)

Maristela Bretas


Para os amantes do cinema experimental independente, uma grande oportunidade de acompanhar, pela primeira vez em Belo Horizonte de forma integral, a Mostra do Filme Livre (MFL), que acontece no até o dia 22 de junho no CCBB-BH, na Praça da Liberdade. Constam da programação mais de 260 filmes entre longas, médias e curtas metragens – com todas as sessões gratuitas.

Mais de 10 mil pessoas já conferiram a programação da Mostra nas três capitais pelas quais passou desde abril deste ano: Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. A programação está no site www.mostradofilmelivre.com.br. Neste ano, a Mostra homenageia o diretor Maurice Capovilla, com a exibição de oito de suas produções, entre os dias 18 e 21 de junho, no Teatro II.

Premiados na MFL 2015


Entre os filmes a serem exibidos na MFL em BH está o longa-metragem “Ela Volta na Quinta”, que garantiu ao mineiro André Novais o Troféu Livre, entregue na segunda-feira durante a abertura do evento. Ele está na lista dos 10 diretores agraciados com a premiação. Novais acaba de retornar da França, onde exibiu seu mais recente trabalho, o curta-metragem “Quintal”, selecionado para a “Quinzena dos Realizadores”, mostra paralela ao Festival de Cinema de Cannes.




Vencedor dos prêmios de melhor ator e atriz coadjuvante no Festival de Brasília de 2014, o filme “Ela Volta na Quinta” terá exibição única no dia 11 de junho, às 20 horas, no Teatro II do CCBB-BH. Primeiro longa-metragem de André Novais, a película conta a história de um casal de idosos da periferia de Contagem que atravessa uma crise conjugal que interfere na vida dos filhos.

Retrospectiva de Carlos Magno

Outro destaque de Minas Gerais na Mostra do Filme Livre é a retrospectiva do diretor Carlos Magno Rodrigues, no dia 17 de junho, às 18h30, no Teatro II. A sessão é seguida por um debate sobre a carreira do diretor com mediação de Gabriel Sanna, um dos curadores da MFL.


 


Formado em Artes Visuais pela UFMG, Carlos Magno chama a atenção pela forma autoral e o tom quase confidencial de seus primeiros vídeos. Nos anos 2000, com a proliferação de festivais e mostras, seu trabalho cavou um espaço importante na cena e hoje, após 20 anos e diversos prêmios e homenagens, é tido como um dos alicerces do cinema de autor no Brasil, especialmente quando se pensa em curta-metragem.

Durante a MFL, o público confere os seguintes curtas de Carlos Magno: “Andrômeda – a menina que fumava sabão” (2009, 15 min); “1976 – Lugar sagrado” (2010, 6 min); “Alexandre Illich” (2008, 12 min); “Sebastião, o homem que bebia querosene” (2007, 10 min); “IGRREV – Igreja Revolucionária dos Corações Amargurados” (2007, 15 min); “Antes de tudo” (2004, 5 min); “Imprescindíveis” (2003, 5 min); “Coração Rebelde” (1999, 2 min); “O Corte de cabelo do diabo” (1998, 5 min); “Para quem enxerga e não entende bem as palavras” (1997, 5 min); e “Michelangelo Antonioni” (1995, 3 min).

Filmes mineiros na programação


 “Guignard Imaginário” , de Isabel Lacerda integra a sessão Extra Belo Horizonte

Durante a MFL serão exibidos ainda outros 14 filmes (longas, médias e curtas-metragens) produzidos em Minas Gerais: Os longas “A Mulher que amou o vento”, de Ana Moravi (67 min); “Ruídos Mudos”, de Haendel Melo (23 min); “Tigre”, de João Borges (15 min); “O Bagre africano de Ataléia”, de Aline X e Gustavo Jardim; e os curtas “Os cantos da terra livre”, de Gabriel Bilig (27 min); “Brisa secreta das alturas”, de Fábio Carvalho (14 min); “Vila-Aeroporto”, de Danilo Vilaça (10 min); “Tormenta”, de Fernanda Salgado e Fernando Mendes (14 min); “A Varinha Mágica”, de Ramon Faria (5 min); “Atemporal”, de Sara Não Tem Nome (1 min); “Texto Simples”, de Francisco Franco e Josimar Freira (3 min).

Os filmes “Sandra Espera”, de Leonardo Amaral (20 min), “A Mudança”, de Erick Ricco (25 min), e “Guignard Imaginário” , de Isabel Lacerda (26 min) integram a sessão Extra Belo Horizonte e serão exibidos no dia 6 de junho, às 15 horas, no Teatro II.

SERVIÇO
14ª Mostra do Filme Livre em BH – MFL 2015
Data: Até 22 de junho
Local: CCBB BH - Praça da Liberdade, 450 – Funcionários
Funcionamento: de quarta a segunda, das 9 às 21 horas
Horário das exibições: consultar programação em www.mostradofilmelivre.com/15/agenda.php
Informações: (31) 3431-9400 | ccbbbbh@bb.com.br
Ingressos: Entrada franca, com distribuição dos ingressos meia hora antes da sessão.
Classificação: consultar programação por sessão

Tags: Mostra do Filme Livre; CCBB-BH; curta-metragem; longa-metragem; Cinema no Escurinho