quinta-feira, 23 de junho de 2016

Vinte anos depois, a história se repete com mais efeito catástrofe alienígena

A história é quase a mesma com efeitos mais grandiosos e destruição em massa (Fotos: Fox Films/ Divulgação)

Maristela Bretas


Mesmo sem Will Smith, uma das estrelas do filme de 1996 (Capitão Steven Hiller), que é lembrado em fotos como herói ao longo da nova história, "Independence Day - O Ressurgimento" ("Independence Day: Ressurgence") é uma produção que vai agradar aos fãs pela quantidade e qualidade dos efeitos especiais e visuais, apesar da repetição da história e de alguns diálogos da primeira versão. Os alienígenas também são os mesmos, mas estão mais poderosos, destrutivos e pior, em número muito maior. Passados 20 anos desde o primeiro ataque, nem mesmo criando defesas contra uma nova invasão, as forças de segurança não esperavam algo tão colossal.

E se já não bastassem os alienígenas em abundância, eles ainda têm a seu favor uma rainha-mãe vingativa e gigantesca, quase indestrutível. Junte a tudo isso batalhas aéreas semelhantes às de "Independence Day", com novas armas muito mais atraentes para os dois lados. Não poderiam faltar as mensagens constantes de patriotismo e supervalorização dos EUA como os heróis salvadores do planeta. Com direito a bandeira americana para todos os lados e discursos nacionalistas, remetendo 4 de julho, Dia da Independência do pais (como também ocorreu no primeiro).

Do elenco anterior estão de volta Jeff Goldblum (Dr. David Levinson), Bill Pullman (ex-presidente Tom Whitmore), Judd Hirsch (Julius Levinson) e Vivica A. Fox (Jasmine Hiller, agora como viúva do capitão Hiller). E são os três primeiros que retomam seus postos para dar a sustentação necessária ao filme. Para esta produção entraram novos rostos, alguns experientes, como Sela Ward (atual presidente dos EUA) e William Fichtner (general Adams).


O novo trio de combatentes - Liam Hemsworth (Jake Morrison), Jessie Usher (Dylan Hiller, filho do capitão Hiller) e Maika Monroe (Patrícia Whitmore, filha do ex-presidente) não é muito carismático, ao contrário do grupo original. Nem o romance do irmão de Thor com a lourinha bonitinha e sem sal convence muito. Muitos gritos e frases patrióticas, mas falta talento nas veias.


GALERIA DE FOTOS


Nesta continuação, duas décadas depois, a Terra vive a paz entre os povos que sofreram o primeiro ataque e criaram uma aliança de segurança usando as armas e a tecnologia do antigo inimigo. A nova invasão, no entanto, vai mostrar que não estavam preparados para o que estava por vir. Entram em cena os sobreviventes de 1996 - Dr. Levinson, o pai dele Julius, e o ex-presidente Whitmore - que terão de se unir aos jovens combatentes contra os novos alienígenas, ainda mais devastador, que quer a extinção do Planeta.


Mas se o público busca diversão, passe por cima disso tudo, compre seu ingresso e um balde de pipoca e aproveite o filme que unem ficção, ação e catástrofe. Não sobra pedra sobre pedra. E mais: o final deixa claro que Independence Day pode ganhar um terceiro capítulo, com batalhas no espaço, novos rostos integrando a força de segurança e um forte aliado.

"Independence Day - O Ressurgimento" estreia nesta quinta-feira em 34 salas de cinemas de BH, Betim e Contagem, nas versões dublada e legendada, em sessões 2D, 3D, Imax e XD. A produção vem com força total para tentar arrebatar bilheterias e ameaçar a liderança de dois fortes concorrentes - "Invocação do Mal 2" e "Como Eu Era Antes de Você".



Ficha técnica:
Direção, roteiro e produção: Roland Emmerich
Produção: 20th Century Fox
Distribuição: Fox Films do Brasil
Duração: 2 horas
Gêneros: Ficção / Ação
País: EUA
Classificação: 10 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #IndependenceDayORessurgimento, #IndependenceDay, #alienígenas#4dejulho, #invasão, #JeffGoldblum, #BillPullman, #LiamHemsworth, #JessieUsher, #MaykaMonroe, #SelaWard, #JuddHirsch, #RolandEmmerich, #ficção, #ação, #FoxFilms, #20thCenturyFox, #CinemanoEscurinho, #PortalUAI

terça-feira, 21 de junho de 2016

As Tartarugas Ninja deixam as sombras e voltam com muita pizza

Quarteto ganha reforço de mais heróis e novos vilões remetendo as Histórias em Quadrinhos (Fotos: Paramount Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Elas estão em sua terceira tentativa e ainda não encontraram um rumo certo. Não sabem se querem apenas divertir ou serem super-heróis parrudos transformados. Estou falando das Tartarugas Ninja, que estão no cinema com mais uma de suas histórias em "Fora das Sombras” ("Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the -Shadows"), desta vez recuperando três personagens dos quadrinhos para dar um suporte ao quarteto quelônio e à bela e ruim de serviço Megan Fox.

Mas mesmo com ajuda extra, o filme não é nenhuma maravilha. Tem piadas para todas as idades e uma dupla muito boba, que garante alguma diversão - Bebop (Gary Anthony Williams) e Rocksteady (Stephen Farrelly), dois vilões idiotas com piadas ainda mais bobas, mas que podem agradar a garotada. A outra novidade é o Stephen Amell (o Arqueiro Verde da série de TV "Arrow"). O público feminino que acompanha a série (como eu) talvez assista ao filme só pela presença dele, que interpreta o policial Casey Jones. Se os fãs novamente garantirem uma boa bilheteria possivelmente o veremos novamente, agora integrante da turma de heróis.

Megan Fox, que só tem beleza, encabeça o elenco e não é pelo talento. A queridinha do produtor Michael Bay, interpreta novamente a repórter April O'Neil, parceira dos heróis. Mas não evoluiu muito como atriz deste "Transformers". Talvez um botox a mais, que a faz sonho de consumo de muito adolescente e dos marmanjos também, que nem vão reparar se ela faz bem seu papel.

Não pode reparar nas falhas e erros grotescos, como a viagem dos heróis ao Brasil para capturar uma peça alienígena na Floresta Amazônica e eles despencarem das Cataratas do Iguaçu. Alguém deveria ter ensinado geografia ao diretor Dave Green. Tem até participação especial da brasileira Alessandra Ambrosio, no time das que faz uma figuração apenas para tornar o ambiente mais belo para o público masculino.

Na história, Raphael (Alan Ritchson), Michelangelo (Noel Fischer), Donatello (Jeremy Howard) e Leonardo (Pete Ploszek) vão enfrentar novamente seu maior inimigo, o Destruidor (Brian Tee), que consegue escapar do caminhão escoltado por Casey Jones que o levaria a uma prisão federal. Na fuga ele contou com a ajuda de um Krang (na voz original de Brad Garret), um alienígena muito mais perigoso e de outra dimensão que quer destruir a Terra. 

Os inimigos ainda vão contar com a ajuda de dois fortes bobalhões no combate aos heróis, que terão Casey como seu mais novo parceiro. Com fortes indícios de que venha a ser também o par romântico de Fox em outras possíveis futuras edições. E desta vez, o quarteto precisará deixar os esgotos de Nova York para enfrentar seus inimigos em plena luz do dia.

A produção é razoável, tem muita pancadaria, ação, briga de família, vilões daqui e de outra galáxia, um novo integrante muito gato, uma dupla abobalhada mais divertida e a mocinha que só tem beleza. Distração para uma sessão da tarde, que pode ser curtida com pizza. "As Tartarugas Ninja - Fora das Sombras" está em cartaz em 32 salas de 18 shoppings de BH, Betim e Contagem, nas versões dublada e legendada, em 2D e 3D.




Ficha técnica:
Direção: Dave Green
Produção: Paramount Pictures / Platinum Dunes / Nickelodeon Movies
Distribuição: Paramount Pictures
Duração: 1h52
Gêneros: Aventura / Ação
País: EUA
Classificação: 10 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: #astartarugasninjaforadassombras, #tartarugasninja, #TeenageMutantNinjaTurtles, #TMNT, #MeganFox, #StephenAmell, #MichaelBay, #DaveGreen, #ação, #aventura, #ParamountPictures, #NickelodeonMovies, #CinemanoEscurinho, #PortalUAI

sábado, 18 de junho de 2016

"Mais forte que o mundo" e a diferença entre brigar e lutar

Filme narra a dura trajetória de um grande lutador na conquista do titulo de melhor do mundo (Fotos: Paris Filmes/Divulgação)

Maristela Bretas


"Mais Forte que o Mundo - A História de José Aldo" é uma homenagem ao grande campeão brasileiro de UFC, dono do cinturão da categoria peso pena por dez anos, cuja trajetória foi marcada por violência e duras conquistas. O diretor Afonso Poyart soube captar bem esta história e passá-la ao público, mostrando os altos e baixos da carreira de José Aldo da Silva Oliveira Júnior, mais conhecido como José Aldo, primeiro a conquistar este título para o Brasil e consagrado com o prêmio de Lutador do Ano de 2010.

Na cinebiografia, José Aldo é interpretado pelo ator José Loreto, que além de apresentar um porte físico muito bem trabalhado, entrou de cabeça no personagem, passando boa credibilidade, principalmente nas cenas de luta. O papel da namorada ficou para Cléo Pires, que vem melhorando a cada filme suas interpretações e soube mostrar a importância e a força de Vivianne, mulher de Aldo, na vida pessoal dele e em sua carreira.

O segundo escalão, que na verdade dá a sustentação à primeira metade do filme contou com o talento de dois tarimbados atores, que deram a carga emocional necessária para o passado do lutador precisava - Jackson Antunes (excelente no papel) e Claudia Ohana, interpretando os pais de Aldo. Antunes é Seu José, um alcoólatra truculento, que bate na mulher Rocilene (Ohana) e quando não está cambaleando pelas ruas, está despejando sua agressividade na família e principalmente no filho. Ao mesmo tempo, se mostra seu maior incentivador. Já a mãe é uma mulher trabalhadora, sofrida, vítima de violência doméstica, e que atura tudo para manter a família unida.

José Aldo e as duas irmãs assistem a tudo e sofrem com a mãe. Para descarregar sua raiva ele se torna um bom lutador de jiu-jítsu, mas sempre se mete em confusões pelas ruas de Manaus, sua cidade natal. Cansado das agressões, brigas e prisões, ele decide deixar o Amazonas e tentar a vida como lutador no Rio de Janeiro, onde percebe que o sucesso fácil é uma grande ilusão. Trabalhando numa academia ele conhece Vivi, aquela que se tornará sua esposa um dia. E Dedé Pederneiras (Milhem Cortaz), o treinador que o levará à vitória nos ringues e ensinará a diferença entre brigar e lutar.

Mas José Aldo nunca apagou o passado de agressões e violência. E são estes sentimentos mal resolvidos que o transformam no toro furioso que massacrou durante anos seus opositores no octógono. Claro que numa biografia de um lutador tinha de haver luta. E apesar de não ser o foco principal, as cenas dos treinos e das disputas foram muito bem feitas, usando técnicas como slow-motion, demonstrando grande preocupação do diretor com o lado estético da produção.

"Mais Forte que o Mundo - A História de José Aldo" é um filme que passa a primeira metade explicando o passado do lutador e de onde vem toda a sua fúria na hora de lutar. A partir do momento em que ele chega ao Rio, a narrativa é explora o crescimento desse amazonense de apenas 1,71m nos ringues pelo mundo, até a conquista do cinturão na categoria peso pena.

No elenco estão ainda Rafinha Bastos, Rômulo Arantes Neto, Paloma Bernardi e vários representantes do mundo das lutas, uma vez que o filme conta com o apoio dos organizadores do UFC. Ótima produção, que vale a pena ser vista mesmo por aqueles que, como eu, não gostam da violência das lutas. Ele pode ser conferido em 15 salas de shoppings de Belo Horizonte e Contagem.



Ficha Técnica:
Diretor, roteirista e produtor: Afonso Poyart
Produção: Black Maria / Globo Filmes / Downtown Filmes / Paris Produções
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h55
País: Brasil
Gêneros: Drama / Biografia / Esporte
Classificação: 14 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #maisfortequeomundoahistóriadejosealdo, #JoséAldo, #lutador, #UFC, #MMA, #pesopena, #JoseLoreto, #CleoPires, #JacksonAntunes, #ClaudiaOhana, #RafinhaBastos, #AfonsoPoyart, #MilhemCortaz, #drama, #biografia, #esporte, #ParisFilmes, #DowntowFilmes, #BlackMaria, #CinemanoEscurinho, #PortalUAI

quinta-feira, 16 de junho de 2016

"Ponto Zero" é angustiante e sombrio como um pesadelo

Diretor escolhe caminhos não convencionais para falar sobre o rito de passagem de um adolescente (Fotos: Pandora Filmes/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Salvo engano, a expressão ponto zero significa um tal equilíbrio de energias, algo semelhante a um vazio. Na dramaturgia do diretor gaúcho José Pedro Goulart, "Ponto Zero" pode ser entendido como um rito de iniciação de um menino, algo como a dor do crescimento.

Ênio é um adolescente típico dos seus 14 anos. Não é popular na escola, não tem amigos e se esconde por trás de uma franja que cobre boa parte do rosto. Começa a se interessar por sexo, fala pouco - quase nada - e enfrenta uma grave crise conjugal dos pais. Para completar, seu pai, um radialista de nenhum escrúpulo, trata muito mal a mãe e vive às voltas com amantes e mulheres de programa. E ela, a mãe, usa uma dose de chantagem levando o menino para, na falta do marido, dormir ao lado dela. Ou, às vezes, obrigando o filho a vigiar o pai.


Revoltado, numa noite chuvosa, Ênio pega o carro do pai e sai dirigindo pela cidade em busca não se sabe de que, talvez de si mesmo. A partir daí, são muitos os sustos, agonias e surpresas, misturando realidade e delírio. E é a parte maior do longa, o que o torna ainda mais impactante.

O silencioso e atormentado Ênio é interpretado pelo estreante Sandro Aliprandini, que se sai bem. Estão muito bem ainda os veteranos Eucir de Souza como o pai e Patrícia Selont como a mãe, dos quais o espectador nem sabe os nomes.

Há muitas maneiras de se contar uma história assim e José Pedro Goulart escolheu uma bastante incomum. O filme não é linear, as imagens são desequilibradas, a luz é escura e os ângulos eleitos pela câmara não são nem um pouco convencionais. Resultado: "Ponto Zero" é claustrofóbico e angustiante como um pesadelo que parece não ter fim. 




Tags: #pontozero, #JoséPedroGoulart, #SandroAliprandini, # EucirdeSouza, #PatríciaSelont, #drama, #PandoraFilmes, #CinemanoEscurinho, #PortalUAI

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Com química fraca e pouca emoção, "Como Eu Era Antes de Você" faz chorar pouco

Emilia Clarke e Sam Claflin formam o casal principal do romance adaptado da obra de Jojo Moyes (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Ele tem um sorriso de derreter corações. Ela sorri com os olhos e é capaz de amolecer o mais duro dos corações. O texto foi adaptado de um dos best-seller da escritora água com açúcar Jojo Moyes, que também foi roteirista do filme. Tudo apontava para mais um drama de fazer chorar do início ao fim e sair do cinema com o peito aliviado e apaixonado. Pronto para virar também um sucesso de bilheteria, o que pode até acontecer. Mas alguma coisa se perdeu no caminho.

Ao contrário das produções do gênero do também escritor e roteirista Nicholas Sparks, "Como Eu Era Antes de Você" ("Me Before You") é um romance comum de história fraca, mas que poderia ter ganhado contornos mais emocionantes com um bom roteiro. No entanto, antes mesmo do meio da narrativa já se sabe como vai terminar. E isso tira a graça de quem vai ao cinema para ver uma produção como esta, para fazer chorar mesmo, como diriam minhas amigas de coração mole.

Mesmo assim, o público feminino (adolescente ou não) deve levar um lencinho na bolsa, porque vai ter choro. O casal é fofo - Emilia Clarke (de “Game of Thrones”) e Sam Claflin (da saga “Jogos Vorazes”) -, mas há momentos em que falta química entre eles, apesar de Clarke estar ótima em seu papel e ter presença mais marcante que seu par. 

Talvez a direção não tenha aproveitado devidamente o potencial destes dois atores, explorando melhor o lado "meloso". As cenas precisavam ter sido mais intensas, feitas com o coração. Clarke e Claflin tinham tudo para ficarem marcados como o par romântico do ano. Mas parece que não vai ser desta vez.

O enredo poderia ser mais atraente, até para compensar a adaptação, como faz Sparks com seus livros, que atraem milhares de leitores, que o seguem também nos filmes. Podem ter histórias fracas, mas faturam. Moyes, claro, quer seguir o mesmo caminho de sucesso, mas vai precisar aprender a fazer mudanças. Não li o livro de mesmo nome, mas o filme "Como Eu Era Antes de Você" é fraco, esperava mais, principalmente pela grande divulgação.

O longa-metragem conta a história de Louisa “Lou” Clark (Clarke), uma jovem sonhadora e alegre que mora em uma cidade no interior da Inglaterra. Sua vida vai mudar ao perder o emprego e, precisando ajudar no sustento da família, aceita trabalhar como cuidadora e acompanhante do belo e amargo Will Traynor (Claflin), um banqueiro rico que se tornou tetraplégico após um acidente ocorrido dois anos antes. Ele está prestes a desistir de tudo, mas Lou está determinada a mostrar ao jovem a alegria de se viver. Para ajudar a dar o clima certo, a música-tema do casal é “Not Today”, da banda Imagine Dragons. O filme tem trilha sonora do compositor Craig Armstrong (“O Grande Gatsby”).

Apesar de todos esses pontos negativos, espero que essa primeira tentativa sirva de lição para próximas produções, se acontecerem. Acho que vale a pena conferir "Como Eu Era Antes de Você" nos cinemas. Como uma dessas mulheres de coração mole, também chorei no final. Para os fãs de Moyes, uma boa oportunidade de ver no cinema um de seus livros adaptados. O filme entra em cartaz oficialmente nesta quinta-feira, mas já pode ser visto em várias salas que fizeram pré-estreias no último final de semana.




Ficha técnica:
Direção: Thea Sharrock
Produção: New Line Cinema / Metro Goldwyn Mayer (MGM)
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 1h50
Gêneros: Drama / Romance
País: Reino Unido
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #comoeueraantesdevocê, #EmiliaClarke, #SamClaflin, #romance, #TheaSharrock, #Imaginedragons, #WarnerBrosPictures, #NotToday, #NewLineCinema, #CinemanonoEscurinho, #PortalUAI

domingo, 12 de junho de 2016

"Invocação do Mal 2" é terror de dar pulos na cadeira do cinema

O diretor James Wan repete a fórmula e garante uma boa continuação do sucesso "Invocação do Mal" (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Se o trabalho de caça ao sobrenatural do casal Ed (Patrick Wilson) e Lorraine (Vera Farmiga) Warren foi muito bem apresentado em "Invocação do Mal" (2013), não poderia ser diferente na continuação, que está em cartaz nos cinemas de BH. "Invocação do Mal 2" ("The Conjuring 2: The Enfield Poltergeist") atrai tanto quanto o primeiro (ainda melhor) e não deixa a peteca do terror cair, oferecendo muitos sustos e pulos na cadeira do cinema.

Mas desta vez, o diretor, roteirista e também produtor James Wan (o mesmo do primeiro filme, de "Sobrenatural" e "Velozes e Furiosos 7") foca na vida cotidiana dos dois demonologistas que vivem nos EUA, mesclando com o sofrimento de uma família londrina que está sendo atormentada por um espírito nada amigável que quer expulsar todos da casa onde moram e que um dia foi dele.

Na América, Ed e Lorraine vivem quase uma vida normal, dando palestras e criando a filha adolescente. Mas os espíritos do passado voltam a perseguir Lorraine e sua família, sete anos após os eventos de "Invocação do Mal" (2013). Mesmo dispostos a abandonar os casos de aparições, eles são chamados pela Igreja Católica para ajudar a família britânica, formada pela mãe e quatro filhos. O maior problema está na filha Janet, atormentada e possuída pela entidade.

A trama é baseada no caso Enfield Poltergeist, registrado no final da década de 1970 pelo casal Warren. Segundo depoimento da própria Lorraine, o pior que enfrentaram em sua vida. Inicialmente descrentes de que estivesse realmente ocorrendo um evento poltergeist, a dupla acaba se envolvendo emocionalmente com a família Hodgson e decide ajudá-la. Só não estava preparada para o que estava por vir.

Muitos sustos, dá para pregar na cadeira de tanta tensão, a narrativa é ágil, sem deixar brecha para cochiladas, até mesmo quando mostra o amor que une o casal paranormal. Todos os adolescentes da família estão bem em seus papeis, mas o destaque fica para a atriz Madison Wolfe, que interpreta Janet, a menina de 11 anos possuída. Quase tão boa quanto Linda Blair, de "O Exorcista".

Já a trilha sonora de Joseph Bichara (também responsável por "Invocação do Mal", "Anabelle" e "Sobrenatural") é um combustível a mais no suspense e ajuda a fincar você na cadeira à espera de um ataque fantasma. Ao mesmo tempo, apresenta momentos românticos que se encaixam bem ao enredo, apesar de ser um filme de terror, usando uma das baladas mais lindas de Elvis Presley, "Can't Help Falling in Love".


Então, só posso dizer que para quem aprecia um bom terror, "Invocação do Mal 2" vale a pena ser visto. Inevitável comparar com o primeiro, que foi um sucesso mundial e atingiu a maior bilheteria de fim de semana de um filme de terror com roteiro original. Foram US$ 319 milhões arrecadados no mundo e ainda atingiu a segunda maior bilheteria neste gênero de todos os tempos, perdendo apenas para "O Exorcista". A continuação consegue ser muito boa, bem melhor que "Anabelle", e pode se tornar outro grande sucesso de bilheteria do gênero.

O filme está em cartaz em 24 salas de cinema de 18 shoppings de BH, Betim e Contagem, nas versões dublada e legendada.



Ficha técnica:
Direção: James Wan
Produção: New Line Cinema / Safran Company
Distribuição: Warner Bros.Pictures
Duração: 2h14
Gênero: Terror
País: EUA
Classificação: 14 anos 
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #invocaçãodomal2, #PatrickWilson, #VeraFarmica, #terror, #poltergeist, #TheConjuring2, #JamesWan, #LorraineWarren, #EdWarren, #CinemanoEscurinho, #PortalUAI

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Um outro lado do paraíso que encanta, comove e enche de esperança

Filme nacional destaca as atuações de Eduardo Moscovis e do garoto Davi Galdeano (Fotos: Europa Filmes/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Se for verdade que um bom filme nada mais é do que uma história bem contada em imagens, movimentos e emoções, pode-se dizer que "O Outro Lado do Paraíso" é um ótimo longa. A saga de uma família que sai de Minas em busca de uma vida melhor em uma Brasília ainda em construção em 1963 é contada pelo ponto de vista de um dos seus membros, Nando, menino de 12 ou 13 anos. Isso confere à narrativa um toque ainda mais simples e direto, quase inocente, mas rico em credibilidade. E reside aí o grande trunfo do trabalho dirigido por André Ristum.

Trajetórias de homens sonhadores sempre emocionam. E Antônio, vivido por Eduardo Moscovis, é o típico sonhador místico, que acredita um dia atingir o "Evilath", o éden que vê na Bíblia. Ele vende a casa na zona rural, compra uma caminhonete e se muda com mulher e três filhos para Brasília, atraído pelo discurso e pelas promessas do presidente João Goulart, que jura fazer do Brasil um país justo e melhor. Baseado no livro autobiográfico do escritor mineiro Luiz Fernando Emediato, "O Outro Lado do Paraíso" encanta e comove também porque, no fundo, é uma história de esperança.

Outro destaque do longa de Ristum é, sem dúvida, a atuação de Davi Galdeano, que interpreta Nando. O pequeno ator é um achado. E surpreende como o pré-adolescente que idolatra o pai aventureiro e, ao chegar a Brasília, se decepciona com uma Taguatinga pobre e feia que não se parece em nada com a capital que esperava.

É por meio dos olhares, gestos - e narrativa - do menino que o espectador, aos poucos, vai descobrindo que aquela cidade não é exatamente o paraíso, principalmente quando o golpe militar de 1964 é deflagrado, acabando de vez com as esperanças de Antônio. Há outros encantos em "O Outro Lado do Paraíso". Um deles é a descoberta de Nando, ao mesmo tempo, de dois amores: uma colega de escola e os livros. As atuações discretas e corretas dos demais membros da família também merecem destaque: a mãe Nancy (Simone Iliescu), a irmã mais velha (Camila Márdila - aquela de "Que Horas Ela Volta?"), Jonas Bloch como o avô materno e outros, cada um dando sua contribuição na medida, sem exageros.




Deliciosas imagens antigas de documentários também enriquecem e dão um toque especial ao filme. É preciso citar ainda a trilha sonora de Patrick de Jonah e as incursões vocais mineiríssimas do magistral Milton Nascimento. Em tempos de Brasil polarizado, história e músicas podem levar, providencialmente, a um silêncio necessário no final.

Com 1h55 de duração, o drama "O Outro Lado do Paraíso" pode ser conferido nas salas 2 do Belas Artes (sessão de 21h40), 7 do Cineart Contagem (16h15) e 5 do Cineart Paragem (15h10). Classificação: 10 anos

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Como num passe de mágica, "Truque de Mestre: O 2º Ato" é ainda mais surpreendente

Os Quatro Cavaleiros agora vão enfrentar um inimigo maior, a tecnologia avançada (Fotos: Jay Maidment/Paris Filmes/Divulgação)

Maristela Bretas


Os Quatro Cavaleiros (na verdade cinco) estão de volta, com novos truques de ilusionismo. Mas o que J. Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), Merritt McKinney (Woody Harrelson), Jack Wilder (Dave Franco) e a recém-integrante Lola (Lizzy Caplan), além do líder, Dylan Rhodes (Mark Ruffalo), não esperavam é que a mágica que conheciam tão bem seria usada contra eles. 

Esta é a história de "Truque de Mestre: O 2º Ato" ("Now You See Me 2"), que entra em cartaz nos cinemas de BH nesta quinta-feira. Uma produção tão boa quanto a primeira, talvez até melhor. Os atores estão mais seguros de seus personagens, até mesmo Lizzy Caplan que entrou agora tem uma participação bem convincente.

Para não cair no dilema que derruba a maioria das continuações, o segundo filme tinha obrigação de oferecer um retorno triunfal do grupo. Um verdadeiro espetáculo, muito maior que o anterior. E isso foi feito pelo diretor Jon M. Chu ("G. I. Joe: Retaliação"), e o roteirista Ed Solomon (responsável também pelo sucesso de "Truque de Mestre" e "MiB: Homens de Preto"). Eles ainda contaram com um coprodutor especial - o mestre da magia David Copperfield.

Mas é um filme de mágica o tempo todo? Sim, e muito boa. Tem muita ação, não tem tiro, as bombas são de fumaça para causarem efeito, as cartas adquirem tamanhos gigantescos, e até a chuva ganha um balé especial nas mãos de Atlas (Eisenberg). Tudo acontece de forma ágil, às vezes tensa e às vezes até cômica, envolvendo o público em todo processo.

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Os famosos mestres da mágica que há um ano se uniram para expor o inescrupuloso empresário Arthur Tressler (Michael Caine) agora são foragidos do FBI. Para limparem seus nomes, eles terão de aplicar outro grande golpe, desta vez a vítima é o bilionário da tecnologia, Owen Case (Ben Lamb). Só não contavam que o inimigo da vez Walter Mabry (papel de Daniel Radcliffe, que está parecendo um chapeleiro louco megalomaníaco). usaria tecnologia avançada para superar a magia.

Não poderia faltar nesta versão a participação sempre espetacular de Morgan Freeman, como o mágico profissional Thaddeus Bradley, preso em "Truque de Mestre" pelo também agente federal Dylan Rhodes e que está em busca de vingança por ter sido enganado pelo quarteto.

Com certeza, "Truque de Mestre: 2º Ato" merece ser conferido. Assim como o primeiro filme, que está sendo exibido nos últimos dias na programação das TVs a cabo por causa desta estreia. Mesmo sem conhecer a história original será possível compreender a continuação, que além de um novo grande golpe vai esclarecer alguns fatos que ficaram pendentes em "Truque de Mestre". O filme vale pela trama, pelos truques de ilusionismo, pelas ótimas atuações de Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson e do experiente Michael Caine e, principalmente, pelo surpreendente final.



Ficha técnica:
Direção: Jon M. Chu
Produção: Summit Entertaiment / Lionsgate Company
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h55
Gênero: Ação / Suspense
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4,0 (0 a 5)

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domingo, 5 de junho de 2016

O divertido mundo quase perfeito de "Zootopia" chega às lojas em DVD e Blu-ray

Nova animação da Disney diverte e provoca a sociedade atual (Fotos: Walt Disney Studios/Divulgação)


Maristela Bretas


Chega às lojas e locadoras nesta quarta-feira (8) o mais recente e estrondoso sucesso dos estúdios Disney, a animação "Zootopia: Essa Cidade é o Bicho". O filme, que arrecadou mais de US$ 900 milhões será comercializado nos formatos Blu-ray, Blu-ray 3D e DVD, com materiais extras que vão desde documentários sobre a criação dos personagens, produção da trilha sonora até cenas inéditas.

E "Zootopia" é imperdível, podendo se tornar um forte candidato ao Oscar 2017 de Melhor Animação, como aconteceu com outro sucesso da Disney neste ano - "Divertidamente". O filme tem ação, aventura, provoca boas gargalhadas ao fazer alusão a situações comuns, do tipo "entrevista de jogador de futebol após a partida".

Apesar de ser uma animação com bichos de todos os tamanhos e espécies, vivendo em harmonia, algo bem indicado para crianças, "Zootopia" aborda temas bem reais e cotidianos. O celular constante, as baladas, o preconceito, o bullying na infância, o efeito das drogas e a busca pela realização dos sonhos na cidade grande.


As mensagens são bem sutis em algumas situações e abertas em outras, de forma a fazer com que o público mesmo o infantil, perceba que os seres vivos (no caso os animais) não são perfeitos, cometem erros e precisam mudar o que está errado.

E a responsável por esta mudança é uma coelhinha que não gosta de ser chamada de fofinha - Judy Hopps (voz original de Ginnifer Goodwin, da série de TV "Once Upon a Time"). Ela mora com os pais e mais de 200 irmãos e irmãs uma fazenda isolada. Filha de agricultores plantadores de cenouras há décadas, sempre sonhou em ser uma policial, se mudar para a cidade grande, Zootopia, onde todas as espécies de animais convivem em harmonia, e tentar fazer um mundo melhor.

 A pequena mas destemida heroína enfrenta o preconceito e as manipulações dos outros animais, e só poderá contar com a ajuda do maior de seus inimigos do passado, a raposa Nick Wilde (Jason Bateman, de "O Presente"), um trambiqueiro que vive aplicando golpes pelas ruas.

Entre brigas e salvamentos, a dupla vai tentar descobrir porque animais estão sumindo de Zootopia e por que alguns voltaram a ser selvagens. A investigação vai levar Judy e Nick a uma grande conspiração que vai afetar toda a cidade.

A dublagem em português de Judy e Nick foi feita pelos atores Monica Iozzi e Rodrigo Lombardi e, tomando o lugar na bancada do Zoo News, fazendo a voz do apresentador Boi Chá, ninguém menos que o versátil jornalista Ricardo Boechat.

Para a canção tema "Try Everything", Shakira emprestou sua voz à personagem Gazella, a estrela pop de Zootopia que mais parece uma Lady Gaga. No elenco de vozes estão ainda Idris Elba (Chefe Bogo), Jenny Slate (vice-prefeita), Nate Torrence e Bonnie Hunt (pais de Judy) e J.K. Simmons (prefeito Lionheart).

Galeria de Fotos

Um filme para todas as idades que merece ser visto e com grandes mensagens, bem no estilo Disney que, de forma positiva, tem abordado cada vez mais em suas produções infantis temas que afetam diretamente as crianças e sua formação.


Ficha Técnica
Direção: Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush
Produção: Walt Disney Animation Studios
Distribuição: Disney/Buena Vista
Duração: 1h48
Gêneros: Comédia de Animação/ Aventura/ Família
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 4,8 (0 a 5)

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