domingo, 25 de junho de 2017

"Meus 15 Anos" é comédia musical para adolescente com clichês, mas sem apelação

Larissa Manoela estreia como protagonista e conquista público com simpatia e interpretação (Fotos: Paris Filmes/Divulgação)

Maristela Bretas


Livremente inspirado no livro homônimo, de Luiza Trigo, "Meus 15 anos" apresenta a atriz teen Larissa Manoela em seu primeiro papel como protagonista, após três produções para jovens - "O Palhaço" (2011), Carrossel - O Filme (2015) e Carrossel 2 - O Sumiço de Maria Joaquina (2016), este último já mostrando o potencial da atriz. E a jovem dá conta do recado e segura o filme com uma boa interpretação.

Menina dos olhos do SBT e Televisa, Larissa Manoela ganha destaque com esta produção ao interpretar Bia, uma garota de 14 anos que vive com o pai viúvo, só tem um amigo e todos na escola a acham esquisita. O enredo lembra alguns filmes atuais sobre adolescentes ao tratar de bullying, jovens que são isolados por colegas, brincadeiras e situações humilhantes.

Na escola, Bia tem apenas Bruno (Daniel Botelho, muito bem no papel) como amigo e com quem forma uma dupla musical - ele tocando atabaque e violão e ela compondo e tocando Ukulelê. Mais uma motivo para serem a piada entre os colegas. Para piorar, o pai dela, Edu (o comediante Rafael Infante) trabalha num shopping e cada dia aparece na escola para buscá-la vestido com uma fantasia diferente (e mais esquisita).

Bia insiste que só quer ser invisível, mas no fundo sonha em se enturmar com os colegas. E a situação surge quando Edu inscreve a filha num concurso que dará uma festa de 15 anos à ganhadora. Claro que ela ganha, já que é a protagonista, e Bia será Cinderela por uma noite, com direito a príncipe e Anitta cantando no baile.

Como não poderia deixar de ser ela vira o centro das atenções da escola e todos querem se tornar seus amigos para ganharem um convite. Até mesmo Thiago (Bruno Peixoto), o garoto mais cobiçado pelas meninas, o que acaba despertando ciúmes em Bruno (que tem uma paixão platônica por Bia). Sem ter como escapar da situação criada pelo pai, a jovem terá de vencer seus medos, viver novas experiências, inclusive do amor, e aprender a crescer.

O filme é recheado de clichês, com momentos de inveja, falsas amizades mas também reforça bons valores, como família. O carinho e o cuidado de Edu com a filha e a amizade sincera entre Bia e Bruno, que nunca abandona a amiga, mesmo quando é desprezado por ela.

Larissa Manoela é o destaque da produção e se esforçou para desempenhar um bom papel. Aprendeu inclusive a tocar ukelelê. A atriz passa uma imagem simpática, canta, dança e interpreta uma Bia muito segura do que quer em alguns momentos e também a de uma ingênua sonhadora, como as garotas de sua idade. Clique aqui para ver o depoimento do elenco sobre o filme.

Já parte do elenco juvenil de "Meus 15 anos" não é tão expressivo, o que colaborou para que Larissa aparecesse ainda mais. A cantora Anitta faz uma ponta, no papel dela mesma, dando inclusive conselhos musicais para Bia. Os momentos engraçados ficam por conta de Polly Marinho, como a promoter da festa, e Victor Meyniel, seu assistente Joseph Charles.

Sem grandes pretensões mas com muitas mensagens incentivadoras e clichês do início ao fim, "Meus 15 Anos" é uma comédia romântica musical feita para a faixa de 10 a 15 anos. A trilha sonora confirma isso, usando sucessos internacionais (como "A Thousand Years", de "A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2") e nacionais interpretados por Anitta, a própria Larissa Manoela, Clarice Falcão e até Claudinho e Buchecha com "Fico Assim Sem Você". Quem for ao cinema deve assistir "Meus 15 Anos" como uma distração saudável, sem a apelação de muitas produções atuais. Um filme para a família, com direito a valsa de debutante e muito brilho.



Ficha técnica:
Direção: Caroline Fioratti
Produção: Paris Entretenimento / Televisa / SBT
Distribuição: Downtown Filmes / Paris Filmes
Duração: 1h30
Gêneros: Comédia / Romance / Musical
País: Brasil
Classificação: 10 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #Meus15anos #LarissaManoela #RafaelInfante #Anitta #DanielBotelho #CarolineFioratti #comedia #romance #musical #DowntownFilmes #ParisFilmes #Televisa #SBT #CinemanoEscurinho

quinta-feira, 22 de junho de 2017

"A Garota Ocidental" é uma história de liberdade versus tradição

A atriz francesa Lina El Arabi como a sofrida Zahira tem atuação sob medida (Fotos: Cineart Filmes/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Nada mais oriental do que "A Garota Ocidental" ("Noces"), filme paquistanês em coprodução com a Bélgica, Luxemburgo e França, e que no Brasil ganhou o subtítulo "entre o coração e a tradição", uma obviedade desnecessária - é bom que se diga. Qualquer pessoa é capaz de identificar, logo nas primeiras cenas do longa, que se trata da história de uma jovem estudante paquistanesa que vive na Bélgica e entra em conflito com a família assim que atinge a maioridade.


Enquanto os pais da bela Zahira querem - praticamente obrigam - a filha a escolher, via skype, um marido paquistanês entre três candidatos apontados por eles, ela deseja ser livre e trilhar seu próprio caminho.


A pegada oriental de "A Garota Ocidental" é também facilmente identificada. Os cortes e ângulos são diferentes do que o espectador está habituado a ver no chamado cinemão, que tem como seu modelo mais característico o feito em Hollywood. Até a luz das cenas parece estranha nos primeiros momentos do filme. Os closes são privilegiados e quase não se vê ângulos abertos, o que imprime um intimismo necessário ao drama que o diretor belga Stephan Streker se propõe a contar.


Além da atriz francesa Lina El Arabi como a sofrida e tumultuada Zahira em atuação sob medida, destacam-se no elenco, em interpretações intimistas, Babak Karimi como o pai da jovem, e Sébastien Houbani, irmão e confidente de Zahira, personagem-chave na trama.



Importante dizer que o filme é baseado em fatos reais. No fim, uma surpresa assusta o expectador e aumenta o peso da narrativa, como se o diretor quisesse assustar o público. Se, durante quase toda a projeção, os diálogos sobre feminismo, direito, honra e tradição se arrastam com pouquíssima ação, o final choca, sacode, faz pensar.


Apesar do uso constante de modernidades como a internet e o celular, apesar do ambiente descolado e juvenil das baladas, com muita dança, música e bebidas, a tradição e os conceitos arraigados têm força e poder para transformar o destino das pessoas. "A Garota Ocidental" trata, principalmente, de escolhas. Uma bela produção que entra nesta quinta-feira em cartaz com distribuição da Cineart Filmes.



Tags: #AGarotaOcidental #Noces #LinaElArabi #SébastienHoubani #Babak Karimi #StephanStreker #drama #Paquistão #CineartFilmes #CinemanoEscurinho

segunda-feira, 19 de junho de 2017

"Tudo e Todas as Coisas" é distração romântica para adolescentes

Amandla Stenberg e Nick Robinson são os protagonistas desta moderna história de amor (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


O que você faria se sofresse de uma doença rara, vivesse numa redoma de vidro, tivesse uma mãe superprotetora e do lado de fora de sua janela surgisse o amor de sua vida, sem que pudesse tocá-lo. Pois este é o tema de "Tudo e Todas as Coisas" ("Everything, Everything"), baseado no best-seller escrito por Nicola Yoon e dirigido por Stella Meghie.

O filme tem uma história típica de romance de adolescente, com dois atores jovens, conhecidos de outras produções - Amandla Stenberg (“Jogos Vorazes”), como Maddy, e Nick Robinson (“Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”), como Olly. O elenco conta ainda com Anika Noni Rose (“Dreamgirls: Em Busca de um Sonho”), como a mãe de Maddy, e Ana de la Reguera (“Sun Belt Express”), a enfermeira que cuida da jovem desde pequena.

Maddy tem uma doença rara - ela sofre de Síndrome da Imunodeficiência Combinada e seu corpo não é capaz de combater vírus e bactérias do mundo exterior. Além do drama da jovem, o filme aborda também a paranoia da mãe dela, que por medo de perdê-la cria a adolescente numa redoma de vidro. Uma prisão de alto luxo. E é da janela de seu quarto que ela vê chegar à casa ao lado seu vizinho Olly, um rapaz com pinta de rebelde. O interesse de um pelo outro é imediato.


A jovem está desesperada para experimentar o desejado e estimulante mundo além das paredes de seu quarto – e a promessa de seu primeiro amor. Os olhares trocados apenas pelo vidro das janelas e as conversas pelo Whatsapp criam um profundo laço entre ela e Olly. E os dois vão fazer o possível para ficarem juntos, ignorando a doença e todas as pessoas que tentarem afastá-los.

Um enredo sem nada de especial, seguindo o estilo da autora de relacionamentos interraciais, mas "Tudo e Todas as Coisas" agradou ao público jovem presente à sessão. Principalmente aqueles que leram o livro, cujo final é diferente da versão cinematográfica, segundo eles. Mas o casal principal deu conta do recado. Gostei mais da atuação de Amandla Stenberg. Achei Nick Robinson um pouco devagar para um jovem apaixonado que faria tudo pela amada. Mas vale a sessão como distração.



Ficha técnica:
Direção: Stella Meghie
Produção: Alloy Entertainment
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 1h37
Gêneros: Drama / Romance
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #TudoeTodasasCoisas #EverythingEverything #AmandlaStenberg #NickRobinson #StellaMeghie #AlloyEntertainment #WarnerBrosPictures #CinemanoEscurinho

quinta-feira, 15 de junho de 2017

"Colossal" nos monstros e nas bebedeiras, mas pecou no roteiro

Anne Hathaway e seu monstro são as estrelas desta cômica ficção científica (Fotos: Paris Filmes/Divulgação)

Paula Milagres e Maristela Bretas


O diretor Nacho Vigalondo abraçou "Colossal" do início ao fim, sendo o criador da ideia original, roteirista e produtor executivo. Mas conseguiu apenas fazer um filme que ironiza monstros do tipo "Godzilla" e robôs gigantescos como os de filmes japoneses que destroem cidades inteiras, no estilo "Power Rangers". E só se a intenção era explorar os medos e as raivas do ser humano que o transformam em algo incontrolável, a ideia passou só de raspão no roteiro. E pior, não soube aproveitar o talento de uma grande atriz.

Anne Hathaway e Jason Sudeikis conseguem salvar parcialmente o filme com suas atuações como Glória, a jovem sem rumo que adora um álcool e ele como seu amigo de infância. Mas ela se apavora quando percebe que suas bebedeiras libertam seu monstro interno, o mesmo acontecendo com o personagem dele, Oscar.


Glória é uma jovem que está sem emprego. Passa a maior parte do tempo ocupando sua cabeça com bebidas e noitadas, o que atrapalha também em seu relacionamento com Tim (Dan Stevens), que acaba se separando dela. Sem dinheiro, namorado e procurando mudanças, ela volta a sua terra natal, onde reencontra Oscar. E logo no primeiro dia instalada na cidade, fica sabendo do ataque de um monstro a Seul, na Coreia do Sul.

O ataque acontece às 8h05 da manhã. Ela se assusta com o fenômeno, semelhante ao ocorrido há 25 anos quando era criança. Vendo o telejornal, ela percebe que o monstro repete certas manias suas, como por exemplo, coçar a cabeça. Oscar e seus amigos Garth (Tim Blake Nelson) e Joel (Austin Stowell) se surpreendem com o fato e começam a ajudar a desvendar o mistério.


Ela tenta, de todas as formas, deter o ser gigantesco que continua atacando todos os dias a cidade sul-coreana, sempre no mesmo horário, coincidentemente quando ela está em uma pracinha de sua pacata cidade. Para piorar um robô nas mesmas proporções entra na história, porém sem controle, trazendo sérias consequências.

Se a intenção era discutir o monstro que cada um de nós carrega, o diretor perdeu o fio da meada apesar da originalidade da forma como tentou explorar o tema. Há momentos que o filme está mais para uma comédia, de final previsto mas interessante. Na trilha musical uma curiosidade: o tema de abertura da série de TV "The Flash", do canal Warner.



Ficha técnica:
Direção: Nacho Vigalondo
Produção: Brightlight Pictures
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h30
Gêneros: Ficção científica / Ação /Comédia
Países: Espanha / Canadá
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #Colossal #AnneHathaway #DanStevens #AustinStowell #JasonSudeikis #NachoVigalondo #ficcaocientifica #acao #comedia #ParisFilmes #CinemanoEscurinho

sábado, 10 de junho de 2017

"Neve Negra" reúne ótimo elenco em suspense interessante mas previsível

Drama está sendo considerado o maior filme argentino do ano (Fotos: Paris Filmes / Divulgação)


Maristela Bretas


Ricardo Darín retorna às telas no papel de um homem amargo, quase eremita, dividindo desta vez as atenções com outros dois ótimos atores argentinos - Leonardo Sbaraglia e Federido Luppi. A produção "Neve Negra" ("Nieve Negra") é um suspense bem interessante e está sendo considerado o maior filme argentino do ano. Não sei se é chega a tanto - seu roteiro é bem previsível em várias cenas, inclusive no final, a partir do momento que se descobre o motivo que levou dois irmãos a se afastarem um do outro por anos.

Darín interpreta Salvador, o mais velho dos filhos de um caçador e que vive isolado na cabana da família nas montanhas. Marcos (papel de Sbaraglia) é seu irmão do meio e ambos eram maltratados pelo pai que tinha atenção apenas para a filha e o caçula. E foi neste ambiente hostil e de tratamentos diferenciados que os quatro filhos foram criados até uma tragédia fazer com que a família se separasse.


O enterro do pai e a possibilidade de vender por uma fortuna o terreno na montanha onde está a antiga cabana da família faz Marcos retornar à terra natal, acompanhado de Laura (a atriz espanhola Laia Costa) sua namorada grávida. Ele terá de se reaproximar de Salvador para tentar convencê-lo a aceitar a venda da área e deixar o lugar. O reencontro dos irmãos irá reviver traumas antigos do passado.

A condução de "Neve Negra" pelo diretor Martin Hodara é muito boa, com o drama familiar relembrado em flashbacks. Além de uma ambientação sombria e pesada, predominando o branco da neve e o cinza, o que ajuda a tornar a história mais tensa e ao mesmo tempo cansativa. 

Darín como sempre está muito bem, um rosto marcado por traumas e uma vida solitária, como se vivesse de culpas e rancores. Também Sbaraglia e Luppi (como Sépia, amigo da família) se destacam em suas atuações. Este último, juntamente com Laia Costa, são responsáveis por alguns dos melhores momentos do filme. Se os atores fizeram bem sua parte, o mesmo não se aplica ao roteiro, que deixa a desejar ao apresentar um suspense previsível.

"Neve Negra" é um filme que vale a pena ser conferido, principalmente pelo trio masculino. Mantém um bom grau de suspense e drama até que um simples diálogo entre os irmãos praticamente conta o final. Mesmo assim este pode surpreender pela forma como é conduzido.



Ficha técnica:
Direção: Martin Hodara
Produção: Gloriamundi Produccuiones / A Contracorriente Films / Bowfinger Inti Pictures / Pampa Films
Distribuição: Paris Filmes 
Duração: 1h30
Gêneros: Drama / Suspense
Países: Argentina / Espanha
Classificação: 14 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #NeveNegra #NieveNegra #RicardoDarin #Leonardo Sbaraglia #Federido Luppi #LaiaCosta #MartinHodara #drama #suspense #ParisFilmes #CinemanoEscurinho

terça-feira, 6 de junho de 2017

"Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar" encerra a saga de Jack Sparrow

Produção recupera a essência do original e novamente se destaca pelos efeitos visuais (Fotos: Walt Disney/Divulgação)

Maristela Bretas


Foram cinco filmes, nem todos excelentes, mas que atraíram milhares de espectadores aos cinemas e garantiram muitos milhões de dólares em bilheteria. E a franquia foi bem encerrada com "Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar" ("Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales"), com Johnny Depp comandando a festa e Javier Bardem interpretando o Capitão Salazar, um de seus piores inimigos do passado. Sem esquecer a ótima participação de Geoffrey Rush, como o capitão Barbossa.

A produção acerta algumas arestas, apresenta novos participantes e reúne antigos como Orlando Bloom (Will Turner) e Keira Knightley (Elizabeth Swann) e arrasa como sempre nos efeitos especiais, principalmente nas cenas de batalhas no mar e nas aparições dos navios piratas, como o do capitão Salazar e o Pérola Negra. 


Mas acabou na hora certa, Johnny Depp parece estar mais entediado que o próprio personagem Jack Sparrow. Mesmo assim, ele brilha e ainda abre espaço para outros estrelarem, como Geoffrey Rush e Kevin McNally, que faz Gibs, o fiel escudeiro que acompanha o pirata malandro desde o primeiro filme.

"A Vingança de Salazar" também traz outro astro do rock para a telona. Se o guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, foi o pai de Sparrow em "Piratas do Caribe - No Fim do Mundo" (2007) e "Navegando em Águas Misteriosas" (2011), desta vez quem ganha o título de tio do pirata é o ex-Beatle Paul McCartney (irreconhecível), numa rápida aparição.

O novo filme tem duas caras novas (mas conhecidas do público) para dividirem as atenções com o elenco famoso - Brenton Thwaites ("O Doador de Memórias" - 2014), como Henry Turner, filho de Will e Elizabeth, e Kaya Scodelario (da franquia "Maze Runner"), como Carina Smith. O jovem casal é simpático, mas está muito aquém de Bloom e Knightley. Eles fazem importantes ligações entre os demais personagens. Já Bardem tem seu talento pouco aproveitado e faz um vilão limitado, para cumprir roteiro.

Na história, Salazar é o capitão espanhol de um navio que se tornou inimigo de Sparrow no passado e que agora lidera um navio fantasma e sua tripulação. Seu objetivo é caçar todos os piratas existentes, principalmente Jack, que para poder escapar dele precisará encontrar o Tridente de Poseidon. O artefato dá a seu dono o poder de controlar o mar. Ele terá de contar com a ajuda de sua não tão fiel tripulação e dos jovens Henry, que quer quebrar a maldição de seu pai, e Carina, que sabe como chegar ao tridente.

"A Vingança de Salazar", mesmo sem apresentar muitas novidades, recupera o brilho da franquia, perdido com alguns antecessores e apresenta ótimas cenas de lutas, bela fotografia, o humor sarcástico e divertido dos personagens e, principalmente, a essência da história original. Muito bom e merece ser conferido.



Ficha técnica:
Direção: Joachim Ronning e Espen Sandberg
Produção: Walt Disney
Distribuição: Disney/ Buena Vista
Duração: 2h09
Gêneros: Aventura / Fantasia / Ação
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #PiratasdoCaribeAVingançadeSalazar#PiratasdoCaribe #JohnnyDepp #JavierBardem #GeoffreyRush #JackSparrow #capitaoSalazar #capitaobarbossa #piratas  #acao #aventura #fantasia #Disney #BuenaVista #CinemanoEscurinho

domingo, 4 de junho de 2017

"Amor.com" é comédia romântica ditada pelas redes sociais

Ísis Valverde e Gil Coelho são os protagonistas que tentam namorar apesar de pertencerem a  mundos diferentes (Fotos: H2O Films/Divulgação)

Maristela Bretas


Apostando no estilo comédia romântica, "Amor.com", da diretora estreante Anita Barbosa, usa o relacionamento de dois youtubers para mostrar como a exposição na internet afeta a vida das pessoas, tanto dos ídolos quanto de seus fãs. E que tudo é muito breve, desde o amor entre dois jovens completamente diferentes ao sucesso nas redes sociais. O que importa para os milhares de seguidores (às vezes milhões) destes jovens famosos da internet é saber ou criticar o que eles fazem, o que comem, como vivem, o que vestem, quem namoram.

O filme é uma verdadeira vitrine - como todo filme nacional, que precisa de bons patrocinadores para sair do papel - vende de produtos de beleza a vestuário e games. Ísis Valverde, que interpreta a blogueira de moda Katrina Soutto, está muito bem no papel e domina as cenas. Ela passa da arrogante garota propaganda de sucesso à jovem quase próxima do mundo real capaz de se interessar pelo técnico em informática Fernando, papel de Gil Coelho. Quando os dois se conhecem, em uma situação complicada, acabam se apaixonando e o romance dos dois vira "febre" na internet quase impossível de controlar.

A história do casal que pode ser chamado de "fofo" é simpática e convence. Pode agradar principalmente ao público mais jovem que quer ver gente bonita (Valverde foi uma boa escolha) e elegante, vivendo um mundo de sucesso superficial proporcionado pela Internet. Mas também vai torcer para que o estranho casal se acerte.

Assim como no mundo real, duas pessoas de mundos diferentes, principalmente se uma delas é famosa, acabam virando alvo de críticas muitas vezes cruéis e ofensivas de estranhos que usam as redes sociais para exporem suas opiniões como juízes da verdade. No filme, a diretora Anita Barbosa soube explorar esta parte, mostrando o outro lado da fama e como isso pode interferir na vida pessoal. "Amor.com" trata de com questões como bullying digital, nudes, privacidade, sucesso, limite nas relações pessoais e profissionais.

O roteiro apresenta um casal completamente oposto em gênero, número e grau, mas que ao mesmo tempo se completa quando não deixa o mundo virtual interferir em seu relacionamento. O que é praticamente impossível por causa da visualização do canal de moda de Katrina e da forma como ela vive, sempre em função do que exigem seus seguidores. Já Fernando leva uma vida tranquila, não se preocupa com a aparência e não gosta de sua privacidade exposta e comentada na Internet. Faz pequenos bicos consertando computadores enquanto tenta impulsionar seu canal de games no Youtube.

Gil Coelho, com sua cara cachorro que caiu do caminhão de mudança, garante o lado cômico do longa, juntamente com João Côrtes, no papel de Panda, amigo de Fernando, e Carol Portes, a Roberta, irmã de Katrina, além de Alexandra Richter, no papel da sempre inconveniente mãe do nerd. No elenco estão também Marcos Mion, Joaquim Lopes, César Cardadeiro, Felipe Roque e Aline Guimarães. O filme conta, ainda, com a participação de influenciadores digitais reconhecidos, como Carol Sampaio, Carlos Santana, Ellen Jabour, Jacaré Banguela, Lala Rudge, Mica Rocha, Thássia Naves, Thaynara OG.

"Amor.com" é um romance nacional leve, ideal para uma sessão da tarde, mas que dá uma "cutucada" na realidade virtual que vivemos hoje, vigiados 24 horas nas redes sociais.



Ficha técnica:
Direção: Anita Barbosa
Produção: Total Entertainment / Miravista
Distribuição: H2O Films
Duração: 1h32
Gêneros: Romance / Comédia
País: Brasil
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

"Mulher Maravilha" arrasa-quarteirão e redime DC de erros passados

Produção sobre a super-heroína esbanja cor, efeitos especiais e a simpatia da atriz Gal Gadot (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Finalmente a DC se encontrou e mostrou que tem potencial para disputar de igual para igual com a Marvel na grande tela. "Mulher Maravilha" ("Wonder Woman") é um filmaço, esbanjando bom astral e simpatia da personagem interpretada por Gal Gadot (confesso que não colocava muita fé na atriz para este papel) e de seu apaixonante parceiro Chris Pine ("Star Trek - Sem Fronteiras"), no papel do piloto Steve Trevor.


O clima sombrio dos filmes do Homem Morcego deu lugar a um ambiente de muita cor e sol, com belas locações como a da ilha de Diana, no Sul da Itália. Até mesmo a nublada Londres tem versões diferentes, quando vista pelos olhos de Diana e Steve Trevor. Mas a produção foi um giro de 360 graus da DC e da Warner, depois da pouca aceitação de "Batman vs Superman - a Origem da Justiça", onde a Mulher Maravilha faz sua primeira aparição, e de um bem prejudicado "Esquadrão Suicida", ambos de 2016.


Gal Gadot fez por merecer o papel de Diana Prince/Mulher Maravilha, que segundo entrevista dada por ela, não sabia que era o da protagonista quando fez os testes para o filme. E incorporou a super-heroína dos pés à cabeça, como um dia o fez Linda (de nome e de rosto) Carter, a Mulher Maravilha do seriado de TV dos anos 70 e 80. Mostrou uma Diana forte na luta e nas decisões que toma, mas ao mesmo tempo sensível ao sofrimento das vítimas da guerra, equilíbrio conquistado graças à direção de Patty Jenkins.


Muitos espectadores não sabem, mas Gadot estava grávida de cinco meses do segundo filho quando precisou regravar algumas cenas externas, até de lutas, para o estúdio de Londres. Um pano verde foi usado pela turma dos efeitos especiais para "photoshopar" a barriga da atriz. Não dá para acreditar, ficou perfeito. Os efeitos visuais são responsáveis também pelas melhores partes dos filmes, usados em grandiosidade principalmente nas batalhas.


Chris Pine dispensa comentários, sempre bem e lindo, faz a mulherada se derreter na cadeira com seu olhar. Fez o par ideal da protagonista e é sempre um chamariz de público. Mais um ponto positivo para diretora na escolha do elenco, que conta ainda com Connie Nielsen (Hipólita, mãe de Diana), Robin Wright (a guerreira amazona Antíope), Danny Huston (o coronel nazista Ludendorff) , David Thewlis (o oficial britânico Sir Patrick) e Elena Anaya (Dra. Maru).


A adaptação dos quadrinhos começa na origem da Mulher Maravilha, na infância de Diana, uma princesa que vivia numa ilha paradisíaca junto com sua mãe e outras centenas de amazonas. Treinada para ser uma guerreira invencível mas totalmente ingênua sobre os perigos do mundo dos homens, ela acaba descobrindo que um grande conflito ameaça o mundo quando o piloto americano Steve Trevor cai com seu avião nas areias da costa. 


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Convencida de que é capaz de vencer a ameaça de destruição causada por Ares, deus da Guerra, Diana deixa a ilha com Trevor. E é no front, junto com outros soldados que estão lutando na Primeira Guerra Mundial, que ela vai descobrir todos os seus poderes e seu verdadeiro destino.


A trilha sonora composta por Rupert Gregson-Williams (o mesmo de "A Lenda de Tarzan" e "Até o Último Homem") conta com as eletrizantes "Wonder Woman's,  Wrath" (música-tema da heroína), e "Action Reaction", além de "To Be Human", interpretada em parceria por Sia e Labrinth.


Sem desmerecer os comentários e críticas de que se trata de uma produção filme que ressalta o empoderamento das mulheres e coisas do gênero, "Mulher Maravilha" é para ser curtido como um ótimo blockbuster, com muita ação, explosões, tiros e porrada, sem precisar de uma análise socio-psicológica-ambiental-feminista e mimimis afins. Vá ao cinema e saia de lá elétrico, de queixo caído e dizendo "doidimais!","duca!", "filmaço!". É uma grande aposta da Warner para este ano, que inclusive usou o elenco feminino da série de TV "Supergirl" num comercial chamando para o filme. Clique aqui para ver.

PS: Não espera por cenas pós-crédito chamando para "Liga da Justiça", próxima produção que a super-heroína aparece. Faz parte do roteiro.



Ficha técnica:
Direção: Patty Jenkins
Produção: DC Entertainment / Atlas Entertainment / Wanda Pictures / Cruel and Unusual /Tencent Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h21
Gêneros: Ação / Aventura / Fantasia 
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 5 (0 a 5)

Tags: #MulherMaravilha #WonderWoman #GalGadot #ChrisPine #PattyJenkins #acao #aventura #fantasia #superheroi #DianaPrince #SteveTrevor #WarnerBrosPictures #DCComics #LigadaJustiça #CinemanoEscurinho