quarta-feira, 13 de junho de 2018

"Sol da Meia-Noite", romance adolescente para fazer chorar

Bella Thorne e Patrick Schwarzenegger formam o belo casal que só pode se encontrar à noite (Fotos: Diamond Filmes/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Há dois tipos de filmes que fazem chorar. O primeiro carrega na trilha sonora, exagera nas canções melosas, escancara dramas e tragédias, explora desencontros. O segundo guarda sutilezas, deixa pistas, traz metáforas, tem poesia, valoriza silêncios. No primeiro caso, o espectador se esquece do que viu dois quarteirões depois que sai do cinema. No segundo, o público leva a história para casa, guarda, reflete e continua se emocionando com ela. "Sol da Meia-Noite" ("Midnight Sun"), dirigido por Scott Speer, se encaixa com perfeição na lista do primeiro grupo. 

Histórias que envolvem doenças graves costumam não ter erro quando a ideia é fazer chorar. Se a doença for rara e acometer um personagem jovem e bonito, aí é tiro certeiro. Melhor ainda se a vítima da tal doença se apaixonar por alguém que promete amá-la para sempre. É o caso de "Sol da Meia-Noite". Devia ser praxe a gentileza de entregar lencinhos ao espectador junto com os ingressos, mesmo sendo classificado como filme adolescente, praticamente uma sessão da tarde.

Katie Price (Bella Thorne) tem 17 anos e, desde que se entende por gente, tem consciência de que não pode se expor minimamente à luz do sol sob pena de ter um grave e mortal câncer de pele. Portadora de Xerodermia Pigmentosa, ela vive em sua casa praticamente na penumbra e só raramente sai à noite. Mora com seu pai, Jack Price (Rob Riggle), um fofo que faz tudo para que a filha não se entristeça nem se sinta muito diferente. Sua única amiga é a também fofa Morgan (Quinn Shephard), que não se incomoda de brincar com ela só à noitinha.

Enquanto passa seus dias no quarto, a jovem assiste à vida pela janela, de onde se acostuma a ver Charlie Reed (Patrick Schwarzenegger, cópia fiel no sorriso e na voz do pai, Arnold Schwarzenegger) - primeiro criança, depois já adulto - e, claro, se apaixona por ele. Mas ela só vai se encontrar com seu amado numa das raras noites em que sai de casa para tocar e cantar suas canções na estação de trem.

Para enternecer ainda mais o público e tentar amolecer os corações, "Sol da Meia-Noite" mostra paisagens belíssimas, sempre contrastando visões noturnas e diurnas. Não há como não chorar. Ainda bem que o final não é óbvio, o que confere certo mérito ao filme.
Duração: 1h33
Classificação: 12 anos
Distribuição: Diamond Filmes



Tags: #SolDaMeiaNoite, #BellaThorne, #PatrickSchwarzenegger, #XerodermiaPigmentosa, #RobRiggle, #drama, #romance, #DiamondFilmes, #CinemarkPatioSavassi, #CinemanoEscurinho

terça-feira, 12 de junho de 2018

Cineart Boulevard e Sessão Azul exibem animação para crianças com autismo

Cineart Boulevard Shopping tem feito sessões especiais adaptadas a cada dois meses (Foto: Sessão Azul/Divulgação)

Maristela Bretas


Sábado é dia de cinema. O Cineart Boulevard Shopping, em parceria com o projeto Sessão Azul, vai dedicar a exibição das 11 horas da sala 1, no dia 16 de junho, a uma turma muito especial que vai poder curtir a divertida animação "Gnomeu e Julieta: Os Mistérios do Jardim", em versão dublada. Crianças com distúrbios sensoriais, especialmente as que sofrem com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), e suas famílias terão a sessão de cinema adaptada. Os ingressos devem ser adquiridos na bilheteria do cinema e a meia entrada vai valer para todos.

Cineart Boulevard Shopping
(Foto: Rede Cineart/Divulgação)
A proposta é possibilitar a ambientação de crianças com TEA no cinema, permitindo a este público frequentar sessões regulares ao longo do tempo. Na sessão não haverá trailers comerciais, a sala de cinema vai permanecer com luzes levemente acesas, o som ficará mais baixo e a plateia tem liberdade de circulação e expressão, como cantar, andar, dançar e gritar. Em Belo Horizonte, as sessões são realizadas com o apoio do Centro de Medicina Integrada Victus, Coordenação Motora Infantil, Coletivo Padecendo no Paraíso e Sair do Casulo.


Sessão passada no Cineart Boulevard Shopping
(Foto: Sessão Azul/Facebook)
“Cada sessão conta com profissionais devidamente capacitados, que fazem o acompanhamento e a orientação às famílias de forma que as sessões funcionem como uma espécie de treinamento para as crianças na adaptação ao ambiente do cinema. Também há orientações para os pais sobre como lidar com as dificuldades de adaptação da criança ao novo ambiente, de forma que auxiliem diretamente para realizar e facilitar esta ambientação”, detalha a psicóloga Carolina Salviano, uma das idealizadoras do projeto e fundadoras da CapaciTEAutismo.

Sessão passada no Cineart Boulevard Shopping
(Foto: Sessão Azul/Facebook)
A decisão de iniciar a realização destas sessões, segundo ela, ocorreu após a entidade observar vários casos em que as famílias de pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo deixavam de ter um convívio social maior por receio da reação do autista em locais com muitos estímulos – como ir ao shopping, restaurantes, frequentar festas ou ir ao cinema. Além das poucas as opções de entretenimentos especializados para estas famílias no Brasil.

Sessão passada no Cineart Boulevard Shopping
(Foto: Sessão Azul/Facebook)
“Entendemos que o cinema exerce um papel de inclusão extraordinário que não podemos deixar de fora. Promover atividades culturais é uma extensão do trabalho terapêutico e o cinema é, também, uma forma de engajar familiares neste processo. A Cineart tem investido em parcerias que viabilizem o acesso de crianças e adultos que têm algum tipo de limitação às salas de cinema e o projeto Sessão Azul é uma delas”, reforça o gerente geral da Rede Cineart, Lúcio Ottoni.

O projeto Sessão Azul é realizado a cada dois meses em Belo Horizonte, sempre no Cineart Boulevard Shopping. As próximas sessões estão planejadas para os dias 18 de agosto, 20 de outubro e 15 de dezembro (sábados). A escolha do filme fica a critério do público, por meio de votação no site http://www.sessaoazul.com.br.


"Gnomeu e Julieta: Os Mistérios do Jardim"
(Foto: Paramount Pictures/Divulgação)
Sobre o filme

Dirigido por John Stevenson, o filme conta a história dos gnomos Gnomeu e Julieta, que chegam à Inglaterra, preocupados em preparar o jardim para a primavera e rever os amigos britânicos. No entanto,a dupla começa a perceber que os gnomos estão sendo sequestrados em toda a cidade. Eles recrutam os famosos detetives Sherlock Gnomes e seu fiel parceiro Watson para investigar o mistério do desaparecimento dos gnomos do jardim de Londres. A comédia de animação é uma sequência de "Gnomeu e Julieta" (2011) e foi produzida pela Metro Goldwyn Mayer, Paramount Pictures e Rocket Pictures, com 1h27 de duração e classificação livre.

Serviço:
Cineart e projeto Sessão Azul para crianças com Transtorno do Espectro do Autismo
Data: 16/06 (sábado)
Horário: 11 horas
Local: Sala 1 - Cineart Boulevard Shopping - Avenida dos Andradas, 3000 - 3ª piso - Santa Efigênia
Ingressos: na bilheteria, ao preço único de R$ 12,80 (meia para todos)
Versão: Dublada
Duração: 1h27
Classificação: Livre


Tags: #sessaoazul, #TranstornoDoEspectroDoAutismo, #TEA, #autismo, #CineartBoulevardShopping, #cinemas.cineart, #sessaoadaptada, #familia, #animação, #GnomeuEJulietaOsMistériosdoJardim, #ParamountPictures, #CinemaNoEscurinho

sábado, 9 de junho de 2018

"O Processo" - O impeachment que a grande mídia não mostrou

O filme, dirigido por Maria Augusta Ramos, não tem a intenção de ser panfletário e não distorce informações (Fotos: Vitrine Filmes/Divulgação)

Carolina Cassese


Com o objetivo de retratar o processo de impeachment de Dilma Rousseff, o filme “O Processo”, dirigido por Maria Augusta Ramos, estreou nos cinemas no último dia 17. O documentário se destaca por não apresentar entrevistas ou intervenções diretas, apenas cenas dos bastidores, e pode ser conferido na sala 3 do Cine Belas Artes, sessão às 16h40.        

Diante do turbulento contexto político do Brasil, não é espantoso que os espectadores do longa sejam reativos às cenas. Especialmente quando figuras como Eduardo Cunha, Aécio Neves e Antonio Anastasia aparecem na tela, o público explicita seu desprezo. O filme não tem a intenção de ser panfletário e não distorce informações (diferentemente do que acontece em “O Mecanismo”), mas dá mais espaço para os petistas, especialmente para Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias e José Eduardo Cardozo. A calma de Hoffmann contrasta com a efusividade de Lindbergh, e Cardozo é o responsável pelos comentários mais ponderados.

Em entrevista à Carta Capital, Maria Augusta Ramos comentou sobre a produção do filme “O Processo”. Sobre a parcialidade do documentário, Ramos pontuou: “Não é que seja a perspectiva da defesa: eu acompanho muito mais os bastidores da defesa porque a defesa me deu esse acesso. Eu tive acesso a reuniões da liderança da esquerda, da minoria que era contra o impeachment. A oposição não me deu esse acesso. Se tivesse dado, eu certamente teria filmado mais. Mas eu acho que era importante, sim, apresentar o argumento da direita, o argumento pró-impeachment. Para expor isso, eu escolhi, por exemplo, o senador Cássio Cunha Lima, que tem uma lógica de argumentação inteligente, ou que, pelo menos, faz sentido”.

Outra figura defensora do impeachment que aparece frequentemente na tela é Janaína Paschoal, jurista brasileira. Ela é responsável pelas cenas mais cômicas do filme - aparece fazendo alongamentos e tomando Toddynho no Senado. A relação de Paschoal com a religião fica explícita, já que na maioria de seus discursos contra Dilma ela evoca a figura de Deus (e da família tradicional brasileira). As expressões faciais dos personagens representados, que Maria Augusto Ramos capta com brilhantismo, dizem mais do que seus discursos.


O longa ganha também por ter um enfoque bem definido. A diretora não tem a intenção de, por exemplo, retratar todas as manifestações a favor e contra Dilma - apenas as que acontecem em Brasília. Figuras emblemáticas no atual contexto político brasileiro, como Lula e Sérgio Moro, praticamente não aparecem no longa (já que a intenção é realmente tratar sobre o processo de impeachment de Dilma).

“O Processo” não é um filme leve de se assistir, mas é fundamental para um maior entendimento da atual conjuntura social e política do Brasil. Escancara justamente o impeachment que a grande mídia evitou mostrar: inconsistente, misógino e revanchista.  “Eu não acredito em neutralidade, acho que um filme é uma visão de mundo. Meu filme é o meu statement, é a interpretação da minha experiência cinematográfica vivendo e filmando tudo o que aconteceu (...). Mas eu também não estou aqui para explicar, especialmente numa situação tão complexa quanto essa. O que eu quero é possibilitar questionamentos”, afirmou Ramos.
Classificação: Livre
Duração: 2h17



Tags: #OProcesso, #impeachment, #DilmaRousseff, #MariaAugustaRamos, #VitrineFilmes, #NofocoFilmes, #cinemanoescurinho

quarta-feira, 6 de junho de 2018

"Oito Mulheres e Um Segredo" - uma aula de vigarice com charme e glamour

Filme dirigido por Gary Ross tem um elenco diversificado até no talento (Fotos: Barry Wetcher/Warner Bros. Pictures)

Maristela Bretas


O elenco feminino pode não ter nomes tão talentosos quanto "Onze Homens e um Segredo" (2001), "Doze Homens e Outro Segredo" (2004) e "Treze Homens e Um Novo Segredo" (2007), mas o diretor Gary Ross (que assina o roteiro com Olivia Milch) soube explorar bem o potencial de cada uma das integrantes da quadrilha do maior roubo de joias de Nova York em "Oito Mulheres e Um Segredo" ("Ocean's 8").

Se nos três  filmes masculinos dirigidos por Steven Soderbergh brilharam George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon e Andy Garcia, na produção feminina as estrelas são as premiadas Sandra Bullock, Cate Blanchett e Anne Hathaway, que dão banho de charme, beleza, talento e vigarice. Também entregam ótimas interpretações as atrizes Helena Bonham Carter, Sarah Paulson, Mindy Kaling, Awkwafina e a cantora Rihanna.


Além das atrizes, o que mais chama a atenção é o planejamento minucioso do roubo, cada detalhe cronometrado sem que nenhuma das personagens tivesse uma importância menor no plano. Excelente também a escolha dos figurinos de gala e das joias, assim como a trilha musical de Daniel Pemberton.

Para que a trama mantivesse a mesma linha de condução, com cada passo sendo pensado e trabalhado minuciosamente até o grande roubo nada melhor que ter o próprio Soderbergh como um dos produtores. O filme de Gary Ross, no entanto, supera nos divertidos diálogos entre as personagens, principalmente quando Debbie e a parceira Lou Miller (Blachett) vão recrutar as especialistas para a quadrilha.


Helena Bonham Carter está muito bem como a decadente estilista de moda Rose, cujo mau gosto para se vestir chega a causar espanto. Sarah Paulson é Tammy, uma pacata dona de casa que leva uma segunda vida como receptadora de objetos roubados. Rihanna se garante como a hacker jogadora de sinuca Nine Ball, enquanto Mindy Kaling é Amita, especialista em fazer e desfazer joias que odeia viver com a mãe. Awkwafina é Constance, uma divertida golpista batedora de carteira e relógio incorrigível.

Destaque para James Corden, que faz o investigador de seguros, e a rápida aparição de Elliott Gould, interpretando Reuben Tishkoff, um dos integrantes da quadrilha de Danny Ocean, papel de George Clooney, que é a ligação entre as produções. Danny é o irmão "tecnicamente morto" de Debbie Ocean (Sandra Bullock), citado no filme e mostrado apenas em uma foto - uma pena, é sempre um prazer ver aquele "sonho de consumo" num filme.


Cinco anos, oito meses, 12 dias se passaram até que Debbie Ocean fosse solta da penitenciária, depois de cumprir pena por aplicar golpes. E todo esse tempo só serviu para que ela planejasse o maior e mais ousado roubo de sua vida. Para isso terá de formar um time com as melhores especialistas em cada área e contar com sua antiga parceira de golpes Lou, na escolha.

O alvo é um colar de diamantes que vale cerca de 150 milhões de dólares e que estará pendurada no pescoço da famosa atriz internacional Daphne Kluger (Anne Hathaway), durante o evento do ano, o Baile de Gala do Museu Metropolitan, de Nova York. O plano precisa correr perfeitamente para que a equipe consiga entrar no evento e sair de lá com as joias à vista de todos.

"Oito Mulheres e Um Segredo" é um filme divertido, que prende pela trama leve e muito parecida com as produções de 2001, 2004 e 2007, porém atualizada. Na execução do roubo perfeito, a quadrilha emprega tecnologia avançada, sem deixar de lado o velhos truques como uma carta na manga. Na prática, uma verdadeira aula de vigarice com glamour e sofisticação.



Ficha técnica:
Direção e roteiro: Gary Ross
Produção: Warner Bros Pictures / Village Roadshow Pictures
Distribuição: Warner Bros Pictures
Duração: 1h50
Gêneros: Comédia / Policial
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4 (0 a 5)

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sábado, 2 de junho de 2018

"Paraíso Perdido", um filme de cortar os pulsos

A história se passa quase toda numa boate nada convencional, onde uma família nada convencional se apresenta (Fotos: Vitrine Filmes/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Mais do que revolucionário, "Paraíso Perdido" é um filme libertário, atrevido e contemporâneo, verdadeiro discurso contra o preconceito. "Qualquer maneira de amor vale a pena" - é o que inspira o longa. E é esse sentimento que também parece mover os personagens. A história se passa quase toda numa boate nada convencional, onde uma família nada convencional se apresenta em performances que arrebatam e emocionam o pequeno público presente. Tudo é único, peculiar, inesperado.

Pode até ser que a trama criada pela diretora Monique Gardenberg se torne confusa em determinado ponto da história, mas isso não atrapalha nem tira o brilho do filme. Pelo contrário. Certa estranheza e uma pequena dose de esquisitice acabam por conferir charme e poder ao filme. E o elenco parece ter sido escolhido a dedo.

A começar pelo patriarca do núcleo, José, interpretado por um Erasmo Carlos extremamente à vontade, passando pelo novato Jaloo, que faz o travesti Ímã, uma descoberta da diretora. Completam a família Júlio Andrade, encantando como o cantor Ângelo; Hermila Guedes como a ex-presidiária Eva; Júlia Konrad como a grávida Celeste, e Seu Jorge como o filho adotivo Taylor, que sonha ser ator.

Correndo por fora, compartilhando dores e delícias com o grupo, estão Marjorie Estiano como a misteriosa Milene, Humberto Carrão como o sensível e atormentado Pedro; Felipe Abin como Joca, o namorado de Celeste; Malu Galli como a cantora surda Nádia e Lee Taylor, numa atuação comovente como o policial Odair, personagem central da trama. Tudo se encaixa de uma forma tão natural, que a credibilidade e empatia com o espectador são imediatas. Tudo se encaixa.

Um detalhe do longa que merece destaque: a música. "Paraíso Perdido" é todo embalado e costurado por canções populares que algum desavisado pode chamar de bregas. Pode, mas não deve. O diretor musical do filme é Zeca Baleiro e isso faz toda a diferença. Que ninguém espere cantorias manjadas do tipo "Eu não sou cachorro não", "Sandra Rosa Madalena" e "Receba as flores que te dou". Baleiro não se rendeu ao óbvio.

Os cantores e cantoras da boate dilaceram o peito do espectador apresentando pérolas românticas como "Sonhar contigo", de Adilson Ramos ("este é o meu maior desejo/ tomar tuas mãos, calar tua voz num longo beijo"), "Impossível acreditar que perdi você", de Márcio Greick ("não, eu não consigo acreditar no que aconteceu"), "Tortura de amor", de Waldick Soriano ("hoje que a noite está calma/e minh'alma esperava por ti") e "As minhas coisas", de Odair José ("o meu casaco com você se acostumou/ sentiu tanto a sua falta/ que de tristeza desbotou").

Não há sombra de crítica, riso ou deboche. Pelo contrário, há reverência, respeito ao sentimento. O ambiente é simples, a luz é baixa, o drinque barato está à mão e o clima é de pecado. De cortar os pulsos. "Paraíso Perdido" pode e deve ser conferido no Belas Artes 3 (sessões de 14h e 21h) , Cinemark BH Shopping 10 (16h20 e 21h30) e Net Cineart Ponteio 2 (18h40 e 20h50).
Duração: 1h50
Classificação: 14 anos



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