sábado, 19 de janeiro de 2019

Com atuação fascinante, Nicole Kidman salva "O Peso do Passado"

Drama policial explora o sentimento de culpa e seus reflexos até mesmo nos descendentes dos envolvidos (Fotos: Concorde Filmverleih/Divulgação)

Wallace Graciano


Ao longo da história da sétima arte, várias produções ficaram marcadas por atuações individuais que ultrapassaram a obra como um todo. E, certamente, os atos de Nicole Kidman frente às câmeras de "O Peso do Passado" ("Destroyer") entrarão para o hall de protagonistas que roubaram a cena.

Na obra dirigida por Karyn Kusama, Kidman dá vida a Erin Bell, uma detetive de polícia que vive à sombra do passado, no qual encarou parte de um plano perigoso para conseguir, ao lado do seu parceiro, desmantelar uma gangue de criminosos. O que não esperava é que sua infiltração no mundo do crime organizado traria à tona uma dura chaga que não seria curada ao longo do tempo.

E é nesse momento que Kidman consegue encarnar com um talento incrível a protagonista. Com esplendor, a talentosa atriz leva o espectador à catarse com sua atuação, expondo os fantasmas do passado e o enrijecimento do espírito humano em suas feições.

Porém, infelizmente, o roteiro fica distante do talento da atriz que o interpreta. Frágil, com vários buracos, sem clímax ou plot twist relevante, o enredo apenas vira um mero script de uma atuação maravilhosa.

Em suma, Kidman dá a "O Peso do Passado" uma atuação magnífica, mostrando o quão devastador é o sentimento de culpa e seus reflexos até mesmo nos descendentes. Na película, a atriz consegue levar ao espectador a sensação de como é sobreviver sem viver.
Classificação: 16 anos
Duração: 2h03
Distribuição: Diamond Films



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