segunda-feira, 29 de junho de 2020

"Wasp Network - Rede de Espiões": a arte de fazer um bom filme a partir de um livro

O elenco conta com nomes como Wagner Moura, Gael Garcia Bernal, Penélope Cruz, Edgar Ramirez, Ana de Armas e Leonardo Sbaraglia (Fotos: Memento Films Distribution)

Mirtes Helena Scalioni


Quando contam uma mesma história, o livro é sempre melhor do que o filme. A tese continua válida para "Wasp Network - Rede de Espiões", em cartaz na Netflix. Só que, desta vez, o longa dirigido pelo francês Olivier Assayas consegue, se não surpreender, no mínimo encantar até mesmo os que já leram o excelente "Os Últimos Soldados da Guerra Fria", do mineiro Fernando Morais, no qual a produção foi baseada. 

Ambas as obras instigam leitores e espectadores, talvez por se tratar de uma história que poucos sabiam: na década de 1990, jovens cubanos foram infiltrados em organizações de ultradireita instaladas em Miami, que tinham como objetivo minar a economia cubana e matar Fidel Castro. O grupo foi chamado, na época, de Rede Vespa.


Só para lembrar, com o fim da União Soviética, Cuba ficou sem apoio financeiro e entrou em crise. A única saída viável a médio prazo para o país de Fidel Castro era o turismo. Exatamente para impedir que essa ideia prosperasse, e na tentativa de desestabilizar o governo, grupos anticastristas estabelecidos na Flórida orquestraram inúmeros ataques terroristas à ilha, que iam desde explodir bombas em hotéis e pontos turísticos até sobrevoar cidades jogando panfletos contra o presidente cubano, ou matando plantações com venenos jogados por aviões. Ou seja: virou guerra. O que poucos sabem é que, a partir das informações obtidas por esses espiões cubanos infiltrados em Miami, muitos ataques - e consequentemente mortes - foram evitados.


Para contar essa história verdadeira, minuciosamente pesquisada e descrita por Fernando Morais em seu livro, foi montada uma equipe poderosa de produção, que uniu brasileiros, franceses, espanhóis e belgas. O elenco também é tão diverso quanto estelar. Só para ficar nos principais, "Wasp Network..." conta com o brasileiro Wagner Moura (Juan Pablo Roque), o mexicano Gael Garcia Bernal (Manuel Viramontez/Gerardo Hernandez), a espanhola Penélope Cruz (Olga Salanueva), o venezuelano Edgar Ramirez (René Gonzalez), a cubana Ana de Armas (Ana Margarita Martinez) e o argentino Leonardo Sbaraglia (Basuto), todos absolutamente brilhantes em seus papéis. 


Em certo momento, para clarear possíveis confusões de tramas e personagens, a direção faz opção por uma voz em off que, além de esclarecer, contextualiza o funcionamento da Rede Vespa.  

É difícil falar sobre o filme sem cometer spoiller. Melhor, portanto, é contar, genericamente, que embora se trate de um longa de espionagem, não há carrões, mulheres lindas de biquini, mansões ou armas poderosas. Há sim, algumas cenas de ação, como um ataque aéreo no espaço cubano, mas o que o diretor conseguiu mesmo foi fazer um thriller político com alguns toques de humanidade ao abordar questões familiares e afetivas por trás das missões.


Atenção para a cena em que Olga, a personagem de Penélope Cruz, é obrigada a deixar sua filhinha de cerca de um ano aos cuidados de uma tia. A atuação do bebê merece Oscar. Como tanto americanos quanto cubanos têm considerado que "Wasp Network - Rede de Espiões" tendeu para o lado oposto, é sinal de que as escolhas de Olivier Assayas foram acertadas. Um filme imperdível.  


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Olivier Assayas
Exibição: Netflix
Duração: 2h08
Classificação: 14 anos
Gêneros: Ação / Suspense / Drama

Tags: #WaspNetworkRedeDeEspiões, @WagnerMoura, @PenelopeCruz, @AnaDeArmas, @GaelGarciaBernal, @EdgarRamirez, @FernandoMorais, #Cuba, #espionagem, #baseadoemfatosreais, @Netflix, @cinemanoescurinho, @cinemaescurinho

sexta-feira, 26 de junho de 2020

"Feel The Beat” - Um passo atrás para chegar a um lugar melhor

Sofia Carson é a dançarina que terá de rever sua vida e seu comportamento para voltar a brilhar (Fotos: Netflix/Divulgação)

Silvana MonteiroEspecial para o blog


Quer amaciar um coração duro como pedra e conquistar um sonho sem pisar em outras pessoas. Então assista "Feel The Beat", produção da @Netflix que estreou no dia 19 de junho e está entre os filmes mais vistos desta semana. Chegou ao top 2 de títulos. O enredo discute persistência, garra, busca pela realização profissional e, mais do que nunca, como uma jovem com um temperamento difícil vai ter que se estabacar, no mais amplo sentido da palavra, e compreender que não precisa ser arrogante e cruel pra se dar bem na vida.


A obra é um bom exemplo de que não se deve seguir um sonho às cegas, sem dar valor às pessoas e circunstâncias que te guiaram até ele.  É um daquelas histórias que perpassa pela insolência da protagonista, até sua queda e seu renascimento permeado de humanidade e empatia. Segue muito a linha de produções românticas, indicadas para verem vistas com a família, como as da Disney.

Coincidência ou não, a protagonista escolhida foi Sofia Carson, da franquia "Descendentes" (2015), também da Disney Studios. Ela interpreta April, uma bailarina do interior que busca, incansavelmente, pela fama na Broadway. Para isso, trocou sua cidadezinha e largou pra trás o pai (Enrico Colantoni) e o namorado Nick, vivido por Wolfgang Novogratz, ator que tem sido bem requisitado para comédias românticas teen da Netflix, como "Nosso Último Verão" (2019) e "Você Nem Imagina" (2020), ambas em exibição na plataforma.


Falar em exposição vergonhosa nas redes sociais é pouco pra descrever a trajetória da jovem, disposta a tudo para conseguir um lugar como bailarina em um musical da Broadway. Até mesmo jogar uma professora palco abaixo, ter esse momento gravado e viralizado na internet e se expor diante de um jurado pelas avenidas da capital do mundo.


Ah, mas pra conquistar tudo que ela quer, o destino vai fazê-la voltar para tudo que deixou. O primeiro desafio é ensinar um grupo de meninas desengonçadas do estúdio de dança da comunidade e que ainda é dirigido por sua antiga professora Barb, interpretada por Donna Lynne Champlin. Esse é o clímax do filme.


É bem fácil o telespectador experimentar amor e ódio por April ao vê-la ensinando de forma perversa menininhas indefesas, diga-se maltratando as alunas, ao mesmo tempo em que tenta se reerguer do fracasso pessoal e voltar a brilhar.


Mas acima de tudo, precisará entender que respeito, empatia e o amor de seu pai, do ex-namorado e do povo de sua cidade são bem mais importantes que a fama pura e simples. Uma produção leve, com muita dança e boa fotografia - a região de Wisconsin, terra natal de April, proporciona um belo visual. Ideal para relaxar e assistir com a família no sofá, com bastante pipoca.


Ficha técnica:
Direção: Elissa Down
Distribuição: Netflix
Duração: 1h49
Gêneros: Comédia / Família / Romance
País: EUA
Classificação: Livre

Tags: #FeelTheBeat, @NetflixBrasil, @SofiaCarson, @WolfgangNovogratz , #Liçãodevida, #dança, #filmeparaafamília, #esperança, #comedia, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Sem consistência, 2ª temporada de "Coisa Mais Linda" decepciona

Pathy Dejesus, Maria Casadevall, Mel Lisboa e Fernanda Vasconcellos protagonistas da série dramática (Fotos: Netflix/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Uma série que tem como protagonistas quatro mulheres bonitas e como pano de fundo a luta delas por liberdade e independência parece já nascer predestinada ao êxito. E se o cenário for o Rio de Janeiro dos anos de 1960 e a trama for embalada pelos acordes de uma incipiente Bossa Nova, pode-se dizer que o sucesso é garantido. 

Com figurino impecável e uma trama envolvente, "Coisa Mais Linda" encantou o público em sua primeira temporada em 2019 na Netflix. Puro charme. E o público vai descobrindo, aos poucos, que aquela época, quando a mulherada era submissa e muitas vezes submetida aos pais e maridos, não tinha nada de Anos Dourados.



Só para relembrar: Maria Luiza (Maria Casadevall) - Malu, para os íntimos - se muda de São Paulo para o Rio para se encontrar com o marido e lá descobre que Pedro (Kiko Bertholini) fugiu com o dinheiro do casal. Sozinha e quebrada, ela decide lutar pelo seu sonho de criar um clube de música, projeto que acaba aproximando-a de Adélia (Pathy Dejesus), Thereza (Mel Lisboa) e Lígia (Fernanda Vasconcellos). 



Enquanto Adélia é uma ex-empregada doméstica negra e moradora de favela, Thereza e Lígia fazem parte de uma elite carioca tradicional e hipócrita. Cada uma com suas dores e frustrações, as quatro formam um forte laço de amizade e solidariedade. A duras penas, o "Coisa Mais Linda" é inaugurado e segue de vento em popa, com música ao vivo, animação e - como convinha à época - muito cigarro, muita fumaça.

Paralelamente, a ala masculina da história se comporta, em sua maioria, como mandava o figurino daqueles tempos: maridos e namorados autoritários, ciumentos e até violentos, e uns poucos compreensivos, modernos. Também não chama muita atenção essa parte do elenco, composto por atores pouco conhecidos, muitos deles com atuações sofríveis. 


Leandro Lima como o músico Chico, o, digamos, galã da história, embora toque um violão impecável como convém a um bossanovista, mostra-se inexperiente e inexpressivo quando atua, assim como Alexandre Cioletti como Nelson ou Kiko Bertholini como Pedro, e Gustavo Vaz como Augusto. No time dos rapazes, quem brilha é o experiente Ícaro Silva, como o baterista Capitão e, de certa forma, Gustavo Machado como o produtor musical Roberto.

Mas o que prevalece é mesmo o protagonismo das personagens femininas, enriquecidas por um figurino perfeito, cinturinhas finas e marcadas, sapatos de saltos bem altos, saias justas. E não são só os vestidos. As quatro atrizes da primeira temporada - às quais se junta Larissa Nunes como a cantora Ivone na segunda - dão show. Destaque para Mel Lisboa, que se entrega de corpo e alma à extrovertida e atrevida Thereza, a mais moderna e libertária do grupo. 


Já da ambientação não se pode dizer o mesmo. O Rio, bonito como sempre, parece genuíno quando as cenas acontecem nas praias, mas muito falso quando as tomadas são na favela, onde moram Adélia, o Capitão e um jogador de futebol, Miltinho (Breno Ferreira), que surgiu na segunda temporada. O morro, na visão de quem concebeu os cenários e locações, é claro, limpo, aberto e colorido, quase de papelão. Parece fantasia.  

Quem viu a primeira temporada se lembra de que ela terminou com um suspense: no réveillon de 1969 para 1970, todo mundo na praia de Copacabana e a alegria das mulheres é interrompida por tiros saídos da arma de Augusto, marido de Lígia. Quem morreu? O mistério só foi desvendado agora, com a exibição da segunda fase que, diferentemente da anterior, parece ter vindo com outro propósito. 


A causa feminista permanece, a luta por liberdade continua, assim como o discurso e as mensagens contra o preconceito racial. Mas a série ficou um tanto inverossímil, quase infantil. O foco agora está predominantemente na personagem de Malu, seus amores, dúvidas e armações. 

Comportamentos incoerentes dos personagens, diálogos e situações improváveis e até vocabulário impróprio para a época (ninguém falava "transar" naquele tempo) são frequentes na segunda temporada. Isso acaba por enfraquecer e desvirtuar a ideia inicial da série. Fica faltando um choque de realidade. Quem, em sã consciência, aceita que um jogador de futebol famoso, que faz muitos gols no Maracanã, continue vivendo na favela, mesmo que no início dos Anos 60? 


Outro absurdo difícil de engolir são as cenas no tribunal no julgamento de Augusto. Todo mundo dando palpite, brigando, sem nenhum respeito à cerimônia e rituais que a ocasião pede. Enfim, muito fracos e inconsistentes os capítulos. Mas quem tiver paciência de ver, mesmo que de forma crítica, pode acabar embarcando numa terceira temporada quando ela vier. 

Espertamente, os criadores de "Coisa Mais Linda", Giuliano Cedroni e Heather Roth, repetiram o truque do final da primeira fase e terminaram a segunda, de novo, com um suspense: um dos personagens cai na piscina do Copacabana Palace durante uma festa em que todos os personagens estão presentes. 

Pelos atritos prévia e cuidadosamente armados, fica a pergunta: quem matou? A ideia não é exatamente original. Mas pode prender o espectador.   


Ficha técnica:
Criação: Heather Roth e Giuliano Cedroni
Exibição: Netflix
Duração: Média de 45 minutos por episódio
Classificação: 16 anos
Gêneros: drama / romance

Tags: #CoisaMaisLinda, @Netflix, @MelLisboa, @PathyDejesus, @FernandaVasconcellos, @MariaCasadevall, #seriedramatica, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

terça-feira, 23 de junho de 2020

"Um Crime para Dois" - comédia pastelão romântica de pouca graça

Issa Rae e Kumail Nanjiani interpretam o casal principal que se envolve em um assassinato (Fotos: Netflix/Divulgação)

Maristela Bretas


Fim de noite, buscando algum filme bem leve, de preferência uma comédia para dormir sem estresse e os canais a cabo não ajudam com as opções? Melhor procurar nos streamings com cuidado. Tem muita produção que deixa a desejar. É o caso de "Um Crime para Dois" ("The Lovebirds"), em exibição na Netflix. A ideia é boa, mas pouco original, lembra "Uma Noite Fora de Série" (2010), com Steve Carell e Tina Fey. Mas o produto final é fraquinho, mesmo explorando comédia, romance e alguma coisa de ação.



No filme, o casal Leilani e Jibran, interpretados por Issa Rae e Kumail Nanjiani, está em crise e começam a falar em separação quando um acidente muda suas vidas. Os dois acabam envolvidos em um assassinato e precisam se unir para encontrarem o assassino e provarem sua inocência. E quanto mais se aproximam do criminoso, mais mortes vão ocorrendo pelo caminho.



Rae e Nanjiani têm uma boa química, convencem como um casal romântico desde o momento em que se conhecem. Os diálogos são bons, algumas piadas rápidas e bem colocadas, exceto quando as brigas começam e se tornam histéricas. Mas nem mesmo o talento da dupla consegue salvar o roteiro mediano de Martin Gero, que apresenta o vilão logo nos primeiros minutos e entrega um final previsível, sem qualquer comicidade e pouco romântico.


Ficha técnica:
Direção: Michael Showalter
Exibição: Netflix
Duração: 1h27
Classificação: 14 anos
Gêneros: Comédia / Romance / Aventura policial
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: #UmCrimeParaDois, @Netflix, @IssaRae, @KumailNanjiani, #comedia, @cinemanoescurinho, @cinemaescurinho

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Site Espaço Itaú de Cinema exibe "Deerskin: A Jaqueta de Couro de Cervo", somente hoje

Jean Dujardin foi fundamental para a construção do personagem Georges e sua loucura (Fotos: Califórnia Filme/Distribuição)

Da Redação


Dirigido por Quentin Dupieux, "Deerskin: A Jaqueta de Couro de Cervo" está na programação do Festival de pré-estreias online do Espaço Itaú de Cinema. O filme foi exibido na Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes de 2019 e no Festival de Cinema do Rio e ficará disponíveis até esta segunda-feira (22) no site do Espaço Itaú de Cinema (www.itaucinemas.com.br/espacoitauplay), a R$ 10,00, sendo 20% do valor destinado à Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais (APRO), que vai auxiliar aos profissionais do audiovisual afetados pela pandemia.


Protagonizado pelo vencedor do Oscar, Jean Dujardin, que interpreta Georges, que tem toda a sua vida mudada ao encontrar uma fascinante jaqueta de couro de cervo. A vestimenta passa a ser sua principal obsessão e o leva até uma jornada de possessividade, ciúmes e comportamento psicótico. Quando menos percebe, Georges se tornou outra pessoa.

"Deerskin: A Jaqueta de Couro de Cervo" é uma comédia onde o humor se encontra na subversão do personagem, colocando o nonsense a favor do suspense crescente sobre um homem obcecado por sua nova jaqueta. Fala sobre a loucura, ao mesmo tempo em que mostra a angústia existencial do personagem, misturando humor e terror, por trás de brincadeiras aparentemente inconsequentes.


Jean Dujardin, que ganhou o Oscar por seu papel em “O Artista”, foi fundamental para a construção desse personagem. "Durante as filmagens o personagem estava praticamente encarnado nele, era totalmente habitado por Georges no set, podíamos ver nos olhos dele que não estava fingindo, ele viveu o filme ao mesmo tempo em que se divertia muito”, lembra o diretor.

Quentin Dupieux tem em sua filmografia algumas comédias absurdas, como “Rubber” e “Au Poste!”, propõe aqui uma síntese dessas abordagens, personalizando a jaqueta de cervo, enquanto transforma um falso filme que Georges afirma estar preparando em um projeto de consequências extremas. "Eu realmente queria me confrontar com um personagem que descarrila, sem artifício, sem meus truques habituais. Aqui, o personagem é concreto. O mundo ao seu redor também. Você poderia passar por alguém como George na rua. Você poderia até ser o George e isso é assustador”, conclui.


Ficha Técnica:
Direção: Quentin Dupieux
Distribuição: Califórnia Filmes
Gênero: Comédia
Países: França / Bélgica
Duração: 1h38
Site: www.itaucinemas.com.br/espacoitauplay

Tags: #DeerskinAJaquetaDeCouroDeCervo, #Deerskin, @QuentinDupieux, @JeanDujardin, #comedia, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

terça-feira, 16 de junho de 2020

Cineart traz de volta um sucesso do passado: o cinema no drive-in

Cinear Drive-in em Alphaville tem capacidade para 101 carros (Fotos: Karina Alves/Cineart)

Da Redação


A Cineart, parceira do @cinemanoescurinho, lançou em BH uma proposta que traz o cinema de volta às telas. É o Cinear Drive-in, uma oportunidade para o público de assistir a filmes numa super tela, a céu aberto, sem sair do próprio carro, com conforto e segurança, cumprindo o distanciamento social necessário neste período de pandemia do Covid-19.

Inicialmente, o Cinear Drive-in está funcionando em dois locais em Nova Lima. O primeiro espaço foi montado no Condomínio Alphaville e, em breve, também entrará em funcionamento a segunda área, instalada no estacionamento da casa de eventos Mix Garden, ambos em Nova Lima. 

Cada espaço tem capacidade para 101 carros, com distanciamento de 1,5m entre os veículos, não havendo vaga marcada, sendo o estacionamento por ordem de chegada. As telas utilizam a mesma tecnologia de cinema, com projetor digital. O áudio dos filmes será captado por frequência de rádio, com acesso dentro do carro. 

E cinema sem pipoca e refrigerante não tem graça. Para garantir ainda mais segurança, os ingressos e os combos de pipoca e bebida serão comercializados, antecipadamente e exclusivamente, pelo site  www.cineart.com.br e app da Cineart. Não haverá venda local. 

Ludmila  Simão, responsável pelo Marketing do Cineart

“A Cineart viu no cine drive-in, sucesso nos anos 50 e 60 nos Estados Unidos, e que ganhou força no Brasil nos anos 70, uma oportunidade de trazer ao público um entretenimento fora de casa e com a segurança exigida neste momento. Sabemos que a experiência em assistir a um filme exibido por uma telona é diferenciada", diz Ludmila Simão, responsável pelo setor de marketing da Cineart.

A programação pode variar a cada semana. De hoje a domingo (21), duas sessões estão confirmadas, uma às 17h45, com exibição da animação “Pé Pequeno” e outra às 20h30, com o longa “Nasce uma estrela”, com Lady Gaga e Bradley Cooper. Nesta semana as sessões estão confirmadas no Cinear Drive-in do Alphaville.

O Cinear Drive-in também está aberto à comercialização de sessões exclusivas, ingressos corporativos e mídia na tela. Informações pelo e-mail: comercial@cineart.com.br

Serviço: 
Cineart - Cinear Drive-in em Nova Lima
Alphaville: Avenida Princesa Diana, 55, Lagoa dos Ingleses - Alphaville
Mix Garden: Rua Projetada, 65 - Jardim Canadá (em breve)
Capacidade: 101 carros
Dias e horários: quarta a domingo, às 17h45 e às 20h30
Ingressos valor único por carro: quarta-feira R$ 60,00. Quinta a domingo R$ 80,00


Tags: @cineart_oficial, #cineardrivein, @mixfardeneventos, @alphavillecentrocomercial, #cinemanodrivein, #supertela, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Uma seleção de filmes para assistir a dois no Dia dos Namorados

Produções vão aquecer os corações nesta data especial (Fotos: Califórnia Filmes/Divulgação)

Da Redação


Um jantar a dois, um vinho especial, um sofá aconchegante abraçadinho com o amor. Pra que sair de casa? A diversão pode ser bem romântica e caliente no Dia dos Namorados. Para ajudar no clima, a Califórnia Filmes preparou uma boa seleção de seus filmes para assistir agarradinho. Confira!

Retrato do Amor 
("Photograph" | Direção: Ritesh Batra) 
Pressionado por sua família a se casar o mais rápido possível, um determinado fotógrafo de Mumbai convence uma tímida estranha a fingir ser a sua mulher durante algum tempo. Apesar da relutância, ela aceita a proposta e os dois desenvolvem um laço que vai mudar suas vidas. 
Onde ver: Google Play, Youtube, AppleTV, Looke 


Doentes de Amor 
("The Big Sick" | Direção: Michael Showalter) 
O comediante e motorista de Uber paquistanês Kumail (Kumail Nanjiani) e a estudante de psicologia Emily (Zoe Kazan) se apaixonam em Chicago, mas encontram dificuldades no momento em que suas culturas entram em conflito. Quando Emily contrai uma doença misteriosa e é colocada em coma, Kumail tenta enfim resolver o conflito emocional entre sua família e seu coração. 
Onde ver: Telecine Play, Globo Play,  Apple TV, Google Play, Youtube


A Bela e a Fera 
("La belle et la bête" | Direção: Christophe Gans) 
A versão francesa deste clássico. Bela é uma jovem sensível e compreensiva, que sempre põe os outros em primeiro lugar. Quando seu pai se vê em uma situação complicada após contrair uma dívida e perder sua liberdade, ela não hesita em viver em um castelo ao lado de uma assustadora criatura para que possa salvá-lo. Com o tempo, ela passa a sentir afeto pela fera. 
Onde ver: Prime Video, Telecine Play, Globo Play 


Guerra Fria 
("Zimna wojna" | Direção: Pawel Pawlikowski) 
Durante a Guerra Fria entre a Polônia stalinista e a Paris boêmia dos anos 50, um músico amante da liberdade e uma jovem cantora com histórias e temperamentos completamente diferentes vivem um amor impossível. 
Onde ver: Now, Vivo Play, Google Play, Youtube, Telecine Play, Apple TV, Looke


Todos os Caminhos Levam à Roma 
("All Roads Lead to Rome" | Direção: Ella Lemhagen) 
Maggie embarca em uma viagem para Itália, com Summer, sua filha adolescente. Mas ao chegar lá, a jovem foge roubando o carro da mãe. Maggie contará com a ajuda de um ex-namorado para encontrar a filha. 
Onde ver: AppleTV, PrimeVideo,  Telecine Play, Globo Play


De Carona para o Amor 
("Tout le monde debout" | Direção: Franck Dubosc) 
Jocelyn, bem-sucedido homem de negócios, é um sedutor e mentiroso experiente. Apesar de cansado de si mesmo, acaba seduzindo uma jovem bonita, fingindo ser deficiente, até o dia em que ela lhe apresenta sua irmã, que é realmente deficiente. 
Onde ver: Telecine Play, Apple TV, Now, Vivo Play, Looke 


Paris Pode Esperar 
("Paris Can Wait" | Direção:  Eleanor Coppola) 
Anne (Diane Lane) está casada com o produtor de cinema Michael (Alec Baldwin). Ele a ama muito, mas não tem tempo para dedicar à esposa. No trajeto de Cannes até Paris, Anne é acompanhada pelo sócio de seu marido (Arnaud Viard). O trajeto deveria demorar sete horas, mas ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor enquanto apreciam as paisagens francesas. 
Onde ver: Telecine Play, Globo Play


A Eterna Namorada 
("Big Stone Gap" | Direção: Adriana Trigiani) 
Na pequena cidade de Big Stone Gap, nas Montanhas Apalaches da Virgínia, Ave Maria Mulligan (Ashley Judd) é uma farmacêutica de 35 anos auto-proclamada a solteirona da cidade. Ela leva uma agradável vida ao redor de amigos e hobbies, até que um dia percebe que não era nada do que imaginava. Cercada por propostas de casamento, parentes gananciosos e celebrações, Ave Maria Mulligan organiza uma viagem que pode mudar sua visão de mundo e seu lugar nele
Onde ver: Google Play, Youtube, Apple TV 


Beijei uma Garota
("Toute Première Fois" | Direção: Noémie Saglio, Maxime Govare)
 Após beber muito em uma noite, Jérémie  acorda num apartamento desconhecido ao lado de Adna, uma adorável sueca, tão divertida quanto atraente. O problema é que Jérémie é homossexual convicto e está de casamento marcado com Antoine. Confuso com a atração que sente pela mulher, tudo piora quando ele volta a encontrá-la. 
Onde ver: Telecine Play, Youtube


Quem Você Pensa Que Sou 
("Celle que vous croyez" | Direção: Safy Nebbou) 
Desconfiada de seu marido Ludo, Claire Millaud, de 50 anos, decide criar um perfil falso em uma rede social. Lá, ela atende por Clara, uma bela jovem de 24 anos. Alex, amigo de seu marido, é uma das pessoas com a qual o avatar interage. O homem acaba se apaixonando por Clara, enquanto Claire, por trás das telas, também nutre um sentimento de amor por Alex que pode  trazer complicações para ambos. 
Onde ver: Google Play, Youtube, Telecine Play, Apple TV, Now, VivoPlay, Looke


Um Amor à  Altura 
("Un homme à la hauteur" | Direção: Laurent Tirard) 
Um dia, a advogada Diane perde seu telefone celular, mas logo recebe a ligação de um desconhecido que encontrou o aparelho e quer devolvê-lo. Quando se encontram, Diane tem uma surpresa: o homem tão simpático ao telefone tem apenas 1,36 m. Os dois logo se apaixonam, mas ela não está pronta para lidar com o preconceito de namorar um homem tão baixo. 
Onde ver: Now, Telecine Play, Vivo Play, Globo Play


Agora e para Sempre 
("Now Is Good" | Direção: Ol Parker) 
Tessa Scott (Dakota Fanning) sofre de leucemia em estágio terminal e decide organizar uma lista de tudo aquilo que precisa fazer antes de morrer. Em primeiro lugar está seu principal desejo: perder a virgindade. Quando ela conhece Adam (Jeremy Irvin), encontra uma companhia e um amor com quem compartilhar seus momentos. 
Onde ver: Globo Play, Telecine Play


Um Novo Olhar 
("Blind" | Direção: Michael Mailer) 
Bill Oakland (Alec Baldwin) é um bem sucedido romancista. Em um acidente de carro, ele acaba perdendo a visão e sua esposa morre. Anos depois, a socialite Suzanne Dutchman (Demi Moore) é obrigada a ler para ele três vezes na semana em uma pequena sala devido a um acordo por estar associada à informações privilegiadas do marido, um homem de negócios. A convivência faz despertar o amor entre eles. 
Onde ver: Now, Telecine Play


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quarta-feira, 10 de junho de 2020

"O Método Kominsky", uma história sobre a velhice e a amizade: o que dá pra rir, dá pra chorar

Michael Douglas e Alan Arkin brilham com ironia e inteligência na série da Netflix (Michael Yarish/Netflix)

Mirtes Helena Scalioni


Houve quem dissesse que "O Método Kominsky" ("The Kominsky Method") seria a versão masculina de "Grace and Frankie". Pode ser. Afinal, ambas as séries da Netflix tratam, de forma irônica e inteligente, da velhice. Enquanto na produção das mulheres brilham os talentos de Jane Fonda e Lily Tomlin, na outra, Michael Douglas, de 74 anos, e Alan Arkin, de 84, esbanjam experiência e charme num bate-bola raro de se ver. 


Houve também quem se queixasse de que "O Método Kominsky" não deveria ser classificado como comédia, gênero no qual a série venceu o Globo de Ouro de 2018, além de ter faturado o troféu de Melhor Ator para Michael Douglas. Puro exagero e purismo. O que torna a produção diferente, instigante e contagiante é exatamente o humor ácido, a forma sagaz com que os dois personagens lidam com as agruras da velhice. 

Os diálogos, extremamente aguçados e hábeis, fazem rir sim, mas também ajudam a pensar, a refletir. Não é fácil ficar velho, mas é possível enfrentar essa fase da vida com uma boa dose de deboche e sarcasmo. Por que não? Se fosse totalmente séria e chorosa, talvez não fizesse tanto sucesso.


"O Método Kominsky" é mais um sucesso do roteirista e produtor Chuck Lorre, que já assinou êxitos como "Two and a half man". Passando dos 60 anos, Chuck mostra que sabe mesmo como cativar o público, mesmo que o tema seja pesado e difícil. Talvez por isso, ele tenha juntado às inevitáveis dores do envelhecimento uma relação de amizade que se mostra forte, verdadeira e comovente - claro que daquele jeito masculino de ser amigo. 

Nem é preciso dizer que Michael Douglas e Alan Arkin estão perfeitos. Ambos se entregam com gosto e sem pudores aos papéis de Sandy Kominsky e Norman Newlander. O primeiro, ator em fim de carreira e professor de uma escola de interpretação de atores; o segundo dono de uma bem-sucedida agência de artistas. As diferenças entre as personalidades dos dois também ajudam a enriquecer a série. 



Sandy é mulherengo, desorganizado financeiramente e conquistador. Norman fez carreira brilhante, tem dinheiro, gosta de trabalhar e acaba de perder a mulher com quem foi casado por mais de 40 anos. Os dois já levaram pelo menos um Oscar pra casa: Douglas, em 1987, por sua atuação em "Wall Street", e Arkin como ator coadjuvante em 2006 por "Pequena Miss Sunshine".

Como se não bastasse todos esses predicados, "O Método Kominsky" tem outros atributos. Trata-se de uma série pequena - apenas duas temporadas até agora com oito episódios cada. Os capítulos também são mínimos. Impossível ficar cansado. Claro que não há cenas de violência nem de perseguições com carros. Mas tem muito de humanidade, empatia e humor nos diálogos, mesmo quando falam de câncer, medo da morte, próstata, perdas, dores, velórios, brochadas, limitações. O que dá pra rir, dá pra chorar.


Ficha técnica:
Direção: Chuck Lorre
Duração: 30 minutos cada episódio
Classificação: 12 anos
Gênero: Comédia
Exibição: Netflix

Tags: #OMetodoKominsky, #TheKominskyMethod, @MichaelDouglas, @ArlanArkin, #comedia, @ChuckLorre, @seriedeTV, @Netflix, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

quinta-feira, 4 de junho de 2020

"Trilogia do Baztán" para quem curte suspenses policiais de roer as unhas

"O Guardião Invisível" e "Legado nos Ossos" são boas opções para assistir na Netflix (Fotos: Divulgação)

Maristela Bretas


Para quem ainda não teve oportunidade de ler a Trilogia do Baztán, da escritora espanhola Dolores Redondo, a Netflix disponibilizou para seus assinantes as produções cinematográficas "O Guardião Invisível" ("El Guardián Invisible"), de 2017 e "Legado nos Ossos" ("Legado en los Huesos"), de 2019, baseados nos famosos best-sellers homônimos. São duas boas opções para assistir em casa, o segundo ainda melhor, do tipo que deixa a gente roendo as unhas aguardando o desfecho. Fui conferir após indicação do meu amigo e editor do @jornaldebelo, Robhson Abreu.

O desfecho da obra no cinema, assim como na literatura, será com "Oferenda à Tempestade" ("Ofrenda a la Tormenta"), o terceiro e último filme, cujo lançamento na Espanha foi adiado por causa da pandemia do Covid-19 e agora está previsto para este mês. A autora conquistou com os três livros e outros na mesma linha de suspense policial mais de dois milhões de leitores, atingiu 193 edições e foi traduzida em mais de 30 países.


"Oferenda À Tempestade" (Divulgação)

A Trilogia do Baztán é ambientada em Elizondo e cidades vizinhas, na Província de Navarra, norte da Espanha. O local inclusive virou ponto turístico de leitores que querem conhecer os detalhes apresentados nas obras de Dolores Redondo e vividos pela personagem principal, a inspetora Amaia Salazar (vivida por Marta Etura). A policial tenta solucionar uma série de assassinatos cometidos nos arredores do Vale de Baztán ao longo dos três filmes.

O diretor Fernando González Molina foi fiel à trilogia literária, mesclando os mesmos elementos reais de uma investigação - crime bárbaro, tensão, suspense e perseguições - a fatos fantásticos, como bruxaria, e dramas pessoais. Ao retornar a sua cidade, a inspetora terá de rever parentes e velhos conhecidos que a fazem lembrar a todo o momento porque deixou Elizondo e nunca mais quis voltar, especialmente o contato com Rosário sua mãe, a personificação do mal.


"Legado nos Ossos" (Divulgação)

O Guardião Invisível


Em "O Guardião Invisível", a fotografia é o destaque, explorando bem as belezas naturais da região cercada por rios, matas, montanhas e estradas margeadas de muito verde. Um cenário atraente, mas ao mesmo tempo sombrio por causa da chuva e da neblina. 

'O Guardião Invisível (Foto: Manolo Pavón /Divulgação)

O filme peca pela narrativa arrastada, que chega a ser cansativa em algumas partes. Mas não a ponto de tirar o interesse na trama, que ganha mais agilidade da segunda metade pra frente, oferecendo um bom desfecho, que faz querer ver a sequência - "Legado nos Ossos".

No filme, assim como no livro homônimo que vendeu mais de um milhão de cópias, a inspetora Amaia é apresentada ao espectador. Ela tem de voltar a sua terra natal para desvendar as mortes de várias adolescentes na região cometidas por um serial killer. As vítimas sempre são encontradas da mesma maneira: asfixiadas, nuas e com um doce típico da região pousado na região do púbis.




Legado nos Ossos

Dando sequência, encontramos Amaia Salazar, um ano depois de solucionar os crimes em Elizondo e prestes a dar a luz a um bebê. Mas um novo mistério ligado à trama anterior fará com que ela retorne ao Vale de Baztán para investigar outra série de assassinatos e suicídios. As vítimas são encontradas com bilhetes apontando para uma figura do folclore da região basca - o Tartalo.

Com o nascimento do filho, a inspetora e o marido decidem ir morar na cidade natal dela. No entanto, cada vez mais os crimes parecem estar relacionados à sua família. O filme é tenso, com um bom suspense que prende na cadeira, mesmo  não se preocupando em apontar quem são os mocinhos e os vilões e o que esperar de cada um deles. 

Misticismo e rituais de bruxaria estão entre os destaques, mas o roteiro não deixa de lado assuntos polêmicos como a violência contra a mulher e a dificuldade de conciliar o trabalho e maternidade. Não é a toa que a produção chegou a ficar entre os dez conteúdos mais procurados na Netflix.




Oferenda à Tempestade

Para encerrar a Trilogia do Baztán temos o aguardado "Oferenda à Tempestade", sequências direta de "Legado nos Ossos". A história se passa um mês após a inspetora ter solucionado os crimes dos ossos. A morte de um bebê dá início a uma nova investigação e Amaia Salazar vai enfrentar as origens de seus pesadelos, enquanto desvenda segredos obscuros do vale de Baztán. Ela tem certeza que tudo está relacionado com sua mãe Rosário, interpretada por Susi Sánchez.

O elenco, além de Marta Etura, conta também nos três filmes com Leonardo Sharaglia, como o juiz Markina, Carlos Librado (policial Jonan Etxaide), Patrícia Lopez Arnaiz (Rosaura Salazar), Elvira Minguez (Flora Salazar) e Paco Tous, como o médico forense dr. San Martín. A expectativa agora é de que esta produção encerre tão bem a trilogia como aconteceu na obra literária.



Ficha técnica:
Direção: Fernando González Molina
Classificação: 16 anos
Duração: O Guardião Invisível: 2h09 // Legado nos Ossos: 2h01
Países: Espanha / Alemanha
Gêneros: Policial / Suspense

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