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23 março 2026

“13 Dias, 13 Noites” - a fuga do Afeganistão em obra recheada de tensão

Longa é baseado na biografia de Mohamend Bida, ex-chefe de segurança da embaixada da França no Afeganistão na época da ocupação (Fotos: California Filmes)
  
 

Eduardo Jr.

 
As cenas do Talibã tomando Cabul e retirando direitos das mulheres são de 2021, mas devem estar frescas na memória de muita gente. O que pouco se viu e se fala é sobre a negociação e a retirada de franceses do Afeganistão. 

Este é o mote de “13 Dias, 13 Noites” ("13 Jours, 13 Nuits"), do diretor Martin Bourboulon ("Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan" - 2023). Distribuído pela California Filmes, o longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 26 de março. 


A obra é baseada no livro autobiográfico do comandante Mohamend Bida, que foi chefe de segurança da embaixada da França em território afegão na época. 

A história mostra franceses e afegãos buscando abrigo e tentando deixar o território. A missão de Bida é levar o grupo de quase 500 pessoas até o aeroporto para escaparem de uma Cabul dominada pelo Talibã.  


Sim, é um filme de guerra. Mas não se engane com as cenas em dias claros ou com a tela preenchida por cores. Por trás disso está a tensão que deixa o espectador na ponta da cadeira. 

As conversas sussurradas, os personagens que surgem e não se sabe se são de confiança… tudo é motivo para esperar o pior. 


O protagonista Bida (vivido Roschdy Zem) canaliza essa tensão, que aparentemente impacta até sua vida pessoal. Não por acaso apresenta um semblante carregado e quase nenhum sorriso. 

Ele é quem se esforça para proteger agentes ameaçados pelo Talibã, que enfrenta o perfil burocrata do embaixador e tenta garantir a sobrevivência do maior número possível de cidadãos.       


Alcançar esse objetivo demanda negociar com colegas militares, dialogar com o inimigo, enfrentar conversas que podem ser encerradas a bala, e superar traições e artifícios que podem deflagrar uma guerra entre países. 

Ação e suspense se unem ao contexto político para criar uma obra muito interessante. O longa foi indicado ao Cesar na categoria de Melhor Montagem. Mais um incentivo para ir aos cinemas e conferir a produção. 


Ficha Técnica:
Direção:
Martin Bourboulon
Roteiro: Martin Bourboulon e Alexandre Smia, com colaboração de Trân-Minh Nam
Produção: Chapter 2 e coprodução de Pathé Films e M6 Films
Distribuição: California Filmes
Duração: 1h52
Países: França e Bélgica
Gêneros: biografia, drama, ação, guerra

21 abril 2023

"Os Três Mosqueteiros - D'Artagnan" - um clássico em dois capítulos

Nova versão francesa tem luxo, ação e boas interpretações (Fotos: Paris Filmes)


Maristela Bretas


Está em cartaz nos cinemas - "Os Três Mosqueteiros - D'Artagnan" ("Le Trois Mousquetaires: D'Artagnan"), produção baseada na obra de Alexandre Dumas de 1844 que, desta vez, será dividida em dois capítulos. 

O primeiro episódio do famoso clássico da literatura francesa conta a trajetória do imprudente D’Artagnan (François Civil) e sua jornada para se tornar um dos mosqueteiros do Rei Luis XIII (Louis Garrel) e lutar pela França.


Para assistir ao segundo capítulo, filmado simultaneamente com o primeiro, o público precisará esperar até dezembro deste ano. 

A história começará a partir do final deste episódio inicial e vai se chamar “Os Três Mosqueteiros: Milady". Ele será dedicado à personagem de Eva Green, a vilã Milady de Winter.


Com muitas lutas de espadas, tiros e punhais, "Os Três Mosqueteiros - D'Artagnan" é um filme com planos-sequências que fazem o público se sentir dentro da ação. 

Algumas cenas, no entanto, são longas demais e muito rápidas, deixando o expectador um pouco confuso.


As boas interpretações do elenco, especialmente de Vincent Cassel, Eva Green e François Civil, são destaque do filme. Mas o diretor Martin Bourboulon soube distribuir bem os papéis do elenco, dando a cada ator e atriz a devida importância de seu personagem na história.

Além da ação e do elenco, outro ponto que chama atenção é o luxo da produção, com riqueza de detalhes na reconstituição de época e cuidado com o figurino. 


No filme, D'Artagnan, nascido em Gasconha, no sul da França, está a caminho de Paris para se tornar um mosqueteiro. Mas é deixado para morrer depois de tentar salvar uma jovem de ser sequestrada. 

Ao chegar à cidade a procura de seus agressores, ele se une aos três mosqueteiros - Athos (Vincent Cassel), Porthos (Pio Marmaï) e Aramis (Roman Duris) - para defender a França dividida pelas guerras religiosas e ameaçada pela invasão da Inglaterra. 


Eles precisam provar sua lealdade à coroa e enfrentar as articulações do Cardeal Richelieu (Eric Ruf), que está tentando derrubar o rei do trono.

Entre uma luta e outra, o caminho de D'Artagnan se cruza com o da jovem Constance Bonacieux (Lyna Khoudri), a confidente da rainha Anna (Vicky Krieps). Ao salvar a rainha e sua amada, ele ganha uma inimiga mortal, Milady de Winter, aliada do cardeal.


O longa, inteiramente filmado na Normandia, Bretanha e Altos da França, apresenta ao público belíssimas locações destas regiões francesas. 

O custo estimado desta primeira produção foi de 70 milhões de euros. Agora é esperar que o segundo capítulo dê o encerramento esperado à obra de Dumas.


Ficha técnica:
Direção: Martin Bourboulon
Produção: Pathé Filmes
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h01
Classificação: 14 anos
País: França
Gêneros: aventura, ação