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04 fevereiro 2026

“Matriz de Arte & Fé" – documentário conta a história e o esplendor da Matriz de Santo Antônio de Santa Bárbara

Filme foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo e nasce também de uma relação pessoal do diretor
com a cidade (Fotos: Divulgação)
 
 

Da Redação

 
A Matriz de Santa Bárbara, em Minas Gerais, acaba de ganhar um documentário especial: “Matriz de Arte & Fé – A História e o Esplendor da Matriz de Santo Antônio de Santa Bárbara”, que vai contar a trajetória e os aspectos artísticos e culturais desta importante igreja mineira do período Barroco. 

O lançamento será nos dias 7 e 8 de fevereiro, às 20 horas, no Cine Vitória, espaço histórico da cidade que hoje abriga a Câmara Municipal de Santa Bárbara. A entrada será gratuita, com vagas limitadas. 

Os ingressos poderão ser reservados clicando no linkA partir do dia 09/02, o filme estará disponível gratuitamente no site: https://matrizartefe.com.br


Com 30 minutos de duração, o documentário, primeira obra da produtora mineira Thema Audiovisual, articula pesquisa histórica e entrevistas com especialistas para refletir sobre o papel simbólico, cultural e artístico da Matriz ao longo do tempo e sua permanência na vida da cidade.

Segundo Bruno dos Anjos, diretor do documentário e da Thema Audiovisual, a produção se mostrou muito interessante desde a etapa de pesquisa. "O período histórico em que a Igreja Matriz de Santo Antônio foi construída, assim como seus símbolos e elementos artísticos, remetem a uma era fundamental da formação cultural de Minas Gerais".


O filme foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo, a partir de edital da Prefeitura de Santa Bárbara, e nasce também de uma relação pessoal de Bruno dos Anjos com a cidade. "Por ser santabarbarense, o projeto é uma tentativa de projetar um pouco do encantamento que esse templo exerceu sobre mim desde a infância — especialmente a pintura atribuída a Manuel da Costa Ataíde, um dos principais nomes da arte colonial brasileira".

O processo de produção envolveu pesquisa histórica, levantamento iconográfico, gravações e entrevistas com pesquisadores e professores da UFMG que são referência na área. "Um dos principais desafios foi organizar esse material de modo a construir uma narrativa cinematográfica, já que a proposta era realizar um filme, e não um conteúdo didático ou uma videoaula", explica Bruno dos Anjos.


   

A produção se desenvolveu ao longo de aproximadamente 10 meses, desde a pesquisa inicial até a finalização. "Optamos por uma linguagem que vai na contramão das tendências audiovisuais contemporâneas, privilegiando um ritmo mais reflexivo e contemplativo, em diálogo com a própria estética barroca que o filme aborda".

Para a equipe de produção, a experiência foi criativamente estimulante e abriu a possibilidade de desenvolver uma série dedicada a outros monumentos do Barroco Mineiro. "No momento, o objetivo é levar o documentário ao maior público possível, o que inclui a participação em festivais e a circulação em plataformas digitais e multimídia", concluiu.


Ficha técnica:
Direção:
Bruno dos Anjos
Produção: Thema Audiovisual
Apoio: Prefeitura Municipal de Santa Bárbara e Ministério da Cultura
Exibição: Youtube e no site https://matrizartefe.com.br
Duração: 30 minutos
Classificação: Livre
País: Brasil
Gêneros: documentário, história

03 fevereiro 2026

Sobreviver a um mundo em ruínas: "Destruição Final 2" é ação, suspense e exageros

Do bunker à esperança de um novo mundo, sequência encerra a jornada da família Garrity iniciada
em 2020 (Fotos: Diamond Films Brasil)
 
 

Maristela Bretas


"Destruição Final 2" ("Greenland 2: Migration") encerra a saga da família Garrity apostando em uma escala maior de ação e em um mundo ainda mais hostil do que o apresentado no filme de 2020, "Destruição Final: O Último Refúgio". 

Sob a direção de Ric Roman Waugh, a continuação se passa cinco anos após o impacto do cometa Clarke, quando a Terra segue profundamente marcada por tempestades radioativas, instabilidade geológica e pela degradação quase total da sociedade humana.

Desta vez, John Garrity (Gerard Butler), sua esposa Allison (Morena Baccarin) e o filho Nathan (Roger Dale Floyd) são forçados a abandonar a relativa segurança de um bunker na Groenlândia para enfrentar uma jornada extremamente perigosa rumo ao sul da França. 


A região surge como um possível novo ponto de esperança, um raro local onde a vida pode voltar a florescer em meio ao planeta destruído. No entanto, o caminho até lá se revela brutal: paisagens em ruínas, um deserto congelado implacável e grupos humanos dispostos a tudo para sobreviver.

Assim como no primeiro filme, o maior acerto está no foco na família. O roteiro mantém John como um protagonista movido quase exclusivamente pelo instinto de proteção, disposto a ajudar não apenas os seus, mas qualquer pessoa que cruze seu caminho em situação de perigo. 


Gerard Butler sustenta bem esse herói cansado, enquanto Morena Baccarin entrega uma Allison sensível e resiliente. A química entre os dois funciona, criando um casal crível e emocionalmente envolvente, sem cair no melodrama excessivo, mesmo nos momentos mais duros.

Tecnicamente, o filme é competente. O CGI das cenas de catástrofe e perigo é bem utilizado, reforçando a sensação constante de ameaça. O destaque fica para a sequência da travessia do cânion, que se mostra o momento mais tenso e bem construído do longa. 


Por outro lado, algumas cenas exageram na ação, especialmente a passagem por uma região em conflito armado, com tiros e explosões por todos os lados, o que acaba soando um pouco excessivo e menos verossímil.

No fim das contas, "Destruição Final 2" não pretende reinventar o gênero catástrofe. Não há grandes reviravoltas nem uma história memorável, mas o filme cumpre sua proposta de entretenimento, oferecendo ação, suspense e um desfecho aceitável para a trajetória da família Garrity. 

Para fãs de filmes catástrofe, é um encerramento digno e o ingresso não será desperdiçado.


Ficha técnica:
Direção: Ric Roman Waugh
Produção: Lionsgate
Distribuição: Diamond Films Brasil
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h39
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: ação, catástrofe, suspense, ficção

01 fevereiro 2026

Mostra de Cinema de Tiradentes reafirma seu papel estratégico no audiovisual brasileiro

Encerramento da 29ª edição que contou, de 23 a 31 de janeiro, com a presença de mais de 38 mil pessoas (Fotos: Leo Lara, Jackson Romanelli e Leo Fontes/Universo Produção)
 
 

Da Redação

 
Após nove dias de intensa e diversificada programação gratuita online e presencial, a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes encerra com números expressivos e consolida seu papel estratégico no calendário cultural brasileiro como espaço de lançamento, reflexão crítica, formação e articulação do audiovisual nacional. 

Os vencedores deste ano foram: o documentário "Anistia 79" (RJ), de Anita Leandro, que conquistou os prêmios Carlos Reichnbach de Melhor Filme na Mostra Olhos Livres e  Melhor Longa pelo Júri Popular; o mineiro "Para os Guardados", de Desali e Rafael Rocha, na Mostra Aurora, pelo Júri Jovem; “Entrevista com Fantasmas” (RS/SP), de LK, como Melhor Curta pelo Júri Oficial na Mostra Foco; e “Recife Tem um Coração” (RN), de Rodrigo Sena, como Melhor Curta pelo Júri Popular.

O nome de destaque desta edição foi a diretora e atriz Karine Teles, que teve sete filmes de sua trajetória exibidos na Mostra Homenagem.

O evento reuniu realizadores, profissionais do setor, pesquisadores, imprensa e um público de idades variadas. Mais de 38 mil pessoas participaram das ações, que movimentaram a cidade histórica e seu entorno, gerando impacto direto na economia local. 


A partir do tema central “Soberania Imaginativa”, a Mostra propôs um olhar sobre a invenção como gesto central do cinema nacional atual, valorizando a autonomia criativa e a diversidade de vozes e territórios. 

Com uma programação que celebrou o cinema brasileiro, a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes exibiu 137 filmes nacionais, provenientes de 23 estados, entre longas e curtas-metragens, todos em pré-estreia, espalhados em 21 mostras ou sessões especiais. 

Os títulos, entre produções e coproduções estaduais, refletiram a diversidade e vitalidade da produção nacional. A Mostra exibiu trabalhos de Rio de Janeiro (30 filmes), Minas Gerais (27), São Paulo (22), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (7), Ceará (7), Bahia (6), Goiás (5), Pará (4), Paraná (3), Paraíba (3), Distrito Federal (2), Rio Grande do Norte (2), Maranhão (2), Espírito Santo (2), Sergipe (2) e Amazonas (2), Amapá (1), Santa Catarina (1), Rondônia (1), Piauí (1), Mato Grosso (1) e Alagoas (1).


4º Fórum Tiradentes 

A 29ª Mostra também sediou o 4º Fórum de Tiradentes – Encontros pelo Audiovisual, que reuniu mais 70 profissionais em seis grupos de trabalho e promoveu a sessão de abertura, três debates temáticos, seis painéis e uma sessão plenária. 

Com o tema central “Convergências de políticas públicas para o fortalecimento do setor audiovisual brasileiro”, o Fórum contou com a presença de representantes dos governos federal, estadual e de BH, de entidades e profissionais do setor audiovisual, entre outros.

Raquel Hallak - Coordenadora geral do Fórum

As discussões resultaram na Carta de Tiradentes 2026, documento que sistematiza propostas e diretrizes e será encaminhado a gestores públicos e instituições do setor. 

O texto reafirma a necessidade de convergência entre União, estados e municípios para superar assimetrias regionais e garantir um Sistema Nacional do Audiovisual baseado no equilíbrio federativo, na descentralização e no planejamento de longo prazo.

“A efetividade da Carta de Tiradentes 2026 dependerá do compromisso contínuo de todos nós, profissionais, instituições, redes e territórios representados aqui, em difundir, incorporar e transformar essas proposições em práticas concretas”, afirmou Raquel Hallak, coordenadora geral do Fórum. Leia a íntegra da carta clicando aqui.

Público presente

Atrações culturais

Além das exibições e debates, a Mostra promoveu uma programação artística diversa, com 32 atrações que ocuparam diferentes espaços da cidade, reforçando a integração entre cinema, artes e território. A edição também contou com o lançamento de sete livros, ampliando o debate sobre audiovisual e cultura brasileira.

O evento reafirmou Tiradentes como protagonista de sua própria narrativa ao contar com programação que incluiu uma exposição instalada em painéis urbanos no Cine Petrobras na Praça, a exibição de cinco filmes realizados na cidade — um longa-metragem e quatro curtas-metragens - e a participação de uma ala temática no Cortejo da Arte, tendo a Serra de São José como referência simbólica. 

Mais do que cenário, a cidade se apresentou como espaço de memória, experiência e imaginação, com atividades que ocuparam a praça central e promoveram o encontro entre moradores e visitantes.

Petrobras na Praça

Números da Mostra
● Filmes: 137 filmes de 23 estados brasileiros
● Atividades Formativas: 17 atividades com 623 vagas (10 oficinas, 2 workshops, 2 laboratórios e 3 masterclasses)
● Jornalistas credenciados: 97
● Número de pousadas parceiras: 21
● Número de restaurantes parceiros: 16
● Veículos de imprensa: Mais de 600
● Seminários: 160 profissionais em 59 debates e bate-papos
● Homenageada: Karine Teles, com 7 filmes exibidos na Mostra Homenagem
● Livros lançados: 7
● 4º Fórum Tiradentes: 6 grupos de trabalho, 5 debates, Carta de Tiradentes 2026 elaborada com a colaboração de 70 profissionais do setor
● Atrações artísticas: 32
● Conexão Brasil CineMundi: 20 projetos audiovisuais em desenvolvimento (14 projetos de longa + 6 wip), selecionados para rodadas de negócios com 22 convidados e players do mercado internacional, vindos de 12 países. Foram realizadas 70 reuniões entre os produtores e realizadores dos filmes WIP e convidados.
● Equipe de trabalho: 184 pessoas
● Empregos gerados - diretos e indiretos: mais de 2500
● Empresas mineiras contratadas: 280
● Público: Mais de 38 mil pessoas
● Recursos injetados na economia local: mais de R$ 10 milhões
● Plataformas digitais do evento: 4,2 milhões de visualizações e mais de 300 mil acessos contabilizados no site, vindos de 74 países.


Serviço:
29ª Mostra de Cinema de Tiradentes
Data de realização: de 23 a 31 de janeiro de 2026
Saiba mais: http://www.mostratiradentes.com.br/
Fotos do evento: https://www.flickr.com/photos/universoproducao/

31 janeiro 2026

O som da espera e o silêncio do mundo em "A Voz de Hind Rajab"

Filme retrata a noite de angústia de voluntários durante a chamada de uma criança palestina presa dentro
de um carro sob fogo cruzado (Fotos: Divulgação)
 
 

Marcos Tadeu
Parceiro do blog Jornalista de Cinema


Mais do que uma estreia, o filme "A Voz de Hind Rajab" ("The Voice of Hind Rajab") em cartaz no Una Cine Belas Artes, reafirma o cinema como espaço de memória, denúncia e responsabilidade histórica. 

Dirigido por Kaouther Ben Hania e distribuído pela Synapse Distribution, o longa parte de um fato real ocorrido em Gaza, em janeiro de 2024, quando Hind Rajab, uma criança palestina de apenas seis anos, ficou presa em um carro sob fogo cruzado após um ataque que matou sua família.

Durante horas, Hind manteve contato com voluntários do serviço de emergência do Crescente Vermelho, pedindo ajuda enquanto se escondia entre os corpos dos parentes. Do outro lado da linha, havia promessas de resgate. Do lado dela, apenas o medo. A ligação termina de forma abrupta, interrompida pelo som de tiros. O socorro nunca chegou.


Desde o início, o filme deixa claro que não está interessado em neutralidade. Ao contrário, assume um posicionamento firme ao expor a violência sistemática contra a população civil palestina, especialmente crianças. 

A narrativa se constrói a partir da espera — do tempo que se arrasta, da angústia que cresce e da sensação de abandono. Ben Hania evita mostrar a violência de forma explícita, mas isso não suaviza a experiência. O horror não é visto: ele é ouvido, sentido e compartilhado com o espectador.

O trabalho de som é decisivo para o impacto do filme. Vozes frágeis, silêncios prolongados e ruídos distantes criam uma atmosfera sufocante, onde cada segundo parece mais pesado que o anterior. 

A interrupção da chamada não é apenas um recurso narrativo, mas um golpe seco, que corta qualquer ilusão de esperança. O público permanece preso à mesma espera que Hind viveu, sem saída emocional possível.


Ao assumir claramente sua posição política, o filme abre mão de nuances mais amplas do conflito. Os personagens não são desenvolvidos como indivíduos complexos, mas aparecem como extensões de um trauma real e coletivo. Essa escolha pode incomodar quem espera um drama mais tradicional, mas faz sentido dentro da proposta: registrar, denunciar e impedir o esquecimento.

O ritmo é duro e cansativo — de propósito. Não há alívio, não há pausa, não há conforto. A experiência é difícil, quase insuportável em alguns momentos, mas esse desgaste é parte essencial do filme. O desconforto não é um efeito colateral: é uma tomada de posição.

Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e escolhido para representar a Tunísia na corrida pelo Oscar 2026, "A Voz de Hind Rajab" se impõe como um filme necessário, ainda que profundamente incômodo. Não busca agradar, nem entreter. Funciona como documento político e humano, exigindo do espectador mais do que empatia, mas um posicionamento.


Ao colocar uma criança no centro da narrativa, o longa desmonta qualquer discurso que tente justificar o injustificável. Uma ligação interrompida se transforma em um grito que continua ecoando muito depois do fim da sessão.

No fim, o filme expõe uma realidade que insiste em se repetir: enquanto o conflito entre Palestina e Israel segue sendo tratado como disputa geopolítica, quem paga o preço são corpos civis, famílias inteiras e crianças que nunca tiveram escolha. 

Hind Rajab não é uma exceção trágica — é o retrato de uma violência contínua, normalizada e frequentemente silenciada. O cinema aqui não oferece consolo, porque a realidade também não oferece. O que resta é a memória — e a recusa em aceitar o esquecimento como resposta.


Ficha técnica:
Direção: Kaouther Ben Hania
Distribuição: Synapse Distribution
Exibição: Una Cine Belas Artes
Duração: 1h30
Classificação: 14 anos
País: Tunísia
Gêneros: guerra, drama

27 janeiro 2026

"Song Sung Blues": uma história de superação ao som de Neil Diamond

Hugh Jackman e Kate Hudson protagonizam a dupla "Lightning & Thunder" que conquista fama levando aos
palcos um show dedicado ao músico (Fotos: Focus Features)
 
 

Patrícia Cassese

 
Não se trata, claro, de um expediente obrigatório. No entanto, pesquisar ao menos um pouco sobre o filme a que se vai assistir colabora, e muito, para a fruição - principalmente se a produção em questão se debruça sobre fatos reais. É o caso de "Song Sung Blue", que estreia no dia 29 de janeiro deste 2026 nos cinemas do Brasil. 

De pronto, o título já vai dizer muito às pessoas de espírito nostálgico, mesmo que sequer tivessem nascido à época: trata-se do título de uma canção homônima de Neil Diamond que estourou mundialmente no inicinho dos anos 1970 - foi lançada em 1972, dando sequência a uma série de hits emplacados pelo artista norte-americano, hoje octogenário, como "Sweet Caroline" (1969) e "I Am... I Said" (1971).


Vale dizer que, no recente Globo de Ouro, o longa-metragem dirigido por Craig Brewer foi classificado na categoria musical ou comédia, colocando o nome de Kate Hudson - que o protagoniza junto a Hugh Jackman - como candidata a melhor atriz. O prêmio, você se lembra, acabou indo (merecidamente) para Rose Byrne, por "Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria". 

Se entendemos que foi uma imensa forçação de barra dizer que esse último título se enquadra no gênero comédia, é também estranho ver "Song Sung Blue" rotulado de musical. É que, ainda que a música seja a espinha dorsal da empreitada, ela está totalmente vinculada à história real - e não, não há números de dança coreografados, reunindo elenco e figurantes, tal como em "Emilia Perez" (2024), para citar um exemplo recente.


A história real sobre a qual "Song Sung Blue" se baseia é a de um casal de Milwaukee que, no auge do sucesso de Neil Diamond, cria um espetáculo em homenagem ao artista. 

O início flagra justamente o encontro dos dois, nos bastidores de um show que apresenta covers dos artistas em voga na época, como Elvis Presley e James Brown. São performances levadas muito a sério pelos empenhados intérpretes, ainda que em cada um habite o sonho de fazer fama para além daquilo. 

Ao se cruzarem nas coxias, Mike (Jackman), que se apresenta como Don Ho, e Claire (Hudson), que solta a voz a bordo do repertório de Patsy Cline, se aproximam e, em pouco tempo, criam a dupla "Relâmpago & Trovão" (Lightning & Thunder"), que passa a levar aos palcos um show dedicado a Diamond. 


E sim, o relacionamento não se limita apenas ao profissional - não tarda, os dois juntam as escovas de dente, numa ação que arrebanha também os dois filhos de Claire e, eventualmente, a filha de Mike. 

O que ambos não sabem, ali, naquele momento de felicidade, é que a vida reservaria ao casal momentos muito, muito trágicos, incluindo um acidente que muda drasticamente o destino de todos. 

Por outro lado, guarda também surpresas do âmbito do inacreditável, como o da dupla abrir um show para o Pearl Jam, a convite do próprio Eddie Vedder.


É importante frisar que a história incrível desse casal da vida real já havia sido levada à tela por meio de um documentário, dirigido por Greg Kohs - que, fica a dica, está disponível no YouTube. Craig assistiu à produção conduzida por Greg e, impressionado, partiu para contar a história com atores. E sim, as escolhas de elenco são bem acertadas. 

Jackman e Hudson se mostram extremamente empenhados, assim como o elenco de apoio, que traz desde veteranos, como Jim Belushi, a bons expoentes da nova geração, como os jovens Ella Andersen, King Princess (cantora, compositora, instrumentista e produtora) e Hudson Hensley, que fazem os filhos do casal. 

Outro ator que os fãs de "White Lotus" vão se deliciar em rever é Michael Imperioli, que integra a banda que acompanha Mike - na série da HBO, ele marcou presença na segunda temporada, passada na Itália.


Embora não seja um filme pretensioso no sentido de trazer inovações na sétima arte ou ficar marcado na história do cinema, assim como a passar o rodo na temporada de prêmios, "Song Sung Blue" não vai fazer o espectador sentir ter desperdiçado seu tempo nos cinemas. 

Principalmente se, como dissemos no início, adentrar a sala escura sabendo que o que será mostrado ali, na telona, é a representação de um episódio real. 

Isso porque, em determinado momento, quem ignorar essa particularidade certamente vai se fazer uma pergunta do tipo "mas como ele não agiu assim ou assado?". E, óbvio, ninguém consegue perscrutar o que se passa na cabeça do outro.

No frigir dos ovos, "Song Sung Blues" é um filme sobre resiliência. Sobre enfrentar adversidades, provações da vida, e tentar superá-las da maneira que dá, já que a vida assim o exige. 


Tudo isso ao som do repertório de um artista - Neil Diamond - cuja voz potente ressoou muito nas rádios brasileiras, inclusive em versões, como a de Diana (1948 - 2024) para "I Am... I Said". Recentemente, "Porque Brigamos" também ganhou cover (excelente) de Bárbara Eugênia. 

Certo, talvez o filme peque um pouco na parte final, ao incorrer com força no melodrama - justamente por isso, recomendamos, aos mais sensíveis, levar um pacotinho de lenços de papel. Como se trata de vida real, quem quiser saber o motivo, basta recorrer ao caso real. Mas, ainda assim, recomendamos. 

O talento dos dois atores centrais merece ser conferido - e as músicas do artista reverenciado, clamam por serem cantadas pelo público - mesmo que, óbvio, baixinho, para não atrapalhar quem está do lado.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Craig Brewer
Produção: Focus Features, Davis Entertainment
Distribuição: Universal Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h13
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: musical, drama

25 janeiro 2026

“Dinheiro Suspeito”: suspense da Netflix testa a amizade de Matt Damon e Ben Affleck

Além das duas estrelas, longa policial baseado em história real conta com um bom elenco formado
por atores e atrizes premiados (Fotos: Netflix)
 
 

Maristela Bretas

 
Há atores que dificilmente você imagina fazendo o papel de vilão. Eles já nasceram com cara de mocinho, mesmo quando tentam fazer cara de mal. Ben Affleck é um exemplo disso em "O Contador" (2016). 

Outro que não perde a cara de "filho de vó" é Matt Damon. Como seu papel em "Jason Bourne" (2016), que apresenta o ator bem afiado no papel do superagente. 

A dupla também trabalhou junta em outra produção de sucesso - "AIR: A História Por Trás do Logo" (2023), que conta a criação da linha de tênis para basquete Air Jordan, da Nike.


Agora, no suspense policial "Dinheiro Suspeito" ("The Rip"), um dos lançamentos da Netflix de 2026, como saber qual deles é o vilão? Com mais de duas horas de duração, recheado de reviravoltas e com um bom elenco de apoio, os dois queridinhos de Hollywood entregam boas atuações e muita química. Damon e Affleck são velhos amigos e sócios no Artists Equity, estúdio que produziu o filme. 

O longa conta a história de um grupo de policiais da equipe tática da Divisão de Narcóticos de Miami que descobre um esconderijo com milhões de dólares em dinheiro vivo - uma tentação capaz de virar a cabeça do mais correto dos policiais. 

E agora: entregar o dinheiro ou dividir entre a equipe? A operação pode colocar em xeque a confiança e a união do grupo? Em quem confiar?


A produção é baseada em uma história real sobre uma operação conduzida em 2016 por Chris Casiano, à época chefe da Narcóticos da polícia do Condado de Miami-Dade e amigo do diretor Joe Carnahan. 

Durante uma investigação de tráfico de drogas, a equipe de Casiano encontrou escondido na parede de uma casa a quantia de US$ 24 milhões (R$ 128,9 milhões) em dinheiro vivo e preciso aguardar a chegada de reforços para remover a fortuna.

O filme também presta uma homenagem ao filho de Casiano, Jake William, que morreu aos 11 anos vítima de leucemia e foi a inspiração para o personagem de Matt Damon, que perde um filho para o câncer. 


A atuação do elenco é um dos destaques. Merece atenção a participação da premiada Teyana Taylor, vencedora do Globo de Ouro 2026 como Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação em "Uma Batalha Após a Outra" e agora cotada para disputar o Oscar na mesma categoria. 

Também estão no elenco Steven Yeun ("Minari - Em Busca da Felicidade" - 2021), vencedor do Emmy, do Globo de Ouro e do Critics Choise de 2024 como Melhor Ator; Catalina Sandino Moreno ("Bailarina - Do Universo John Wick" - 2025), indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 2005; além de Sasha Calle (a Supergirl de "The Flash" - 2023) e Kyle Chandler ("Manchester a Beira-mar" -2017).

O filme tem mais suspense do que ação, poucas locações, poucos efeitos visuais e sem grandes perseguições. O final é muito bom, mas não chega a surpreender. 


Afinal, como revelou Matt Damon em entrevista de divulgação do filme, "a Netflix solicita a repetição de informações cruciais da trama, até 4 vezes, em produções como 'Dinheiro Suspeito', para garantir a compreensão do público, que assiste a conteúdos distraído com celulares e redes sociais".

Mesmo assim, esses pontos não estão interferindo nos números de "Dinheiro Suspeito". Desde a sua estreia, em 16 de janeiro, o longa vem liderando o ranking global da plataforma e já é considerado o maior lançamento da Netflix em 2026. São mais de 41 milhões de visualizações em quase 90 países. 

Eu gostei e recomendo. Confira e me conte aqui o que achou.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Joe Carnahan
Produção: Artists Equity
Exibição: Netflix
Duração: 1h52
Classificação: 16 anos
País: EUA
Gêneros: suspense, drama, policial, ação

23 janeiro 2026

"A Vingança de Charlie" - um suspense de terror sobre traumas, medos e reviravoltas

Katheleen Kenny e seu agressor centralizam todo a ação e são os únicos a aparecerem (Fotos: Sofá DGTL)
 
 

Maristela Bretas

 
Gosta de um bom suspense de terror, daqueles que prende do início ao fim. Então a dica do blog de hoje é "A Vingança de Charlie" ("Sorry, Charlie"). O filme, lançado em 2023, entrou no catálogo da plataforma Filmelier+, streaming da Sofá DGTL que pode ser acessada pelo Prime Vídeo por aluguel.

Dirigido e produzido por Colton Tran, o longa vai contando aos poucos o drama de Charlie, em ótima atuação de Katheleen Kenny. Recém mudada para uma antiga casa que recebeu de herança da avó, a jovem é atraída à noite pelo choro de um bebê no jardim. 

Ao sair da residência, a jovem é atacada e estuprada por um homem de roupa preta e máscara de caveira, que estuprava suas vítimas somente para vê-las grávidas dele. 


Meses depois, um suspeito é preso por ter atacado outras mulheres usando o mesmo método para atrair as vítimas. Mas Charlie nunca se esqueceu da voz de seu agressor e não acredita que "O Cavalheiro" (papel de Travis William Harris e voz de Connor Brannigan), como foi identificado, seja aquele que a atacou.

Ainda morando na casa, ela agora trabalha como voluntária de um serviço de apoio emocional a pessoas que sofreram algum trauma (tipo um CVV). Charlie ainda tem pesadelos com seu estuprador, especialmente por causa da gravidez indesejada avançada, resultado do ataque. 


Para piorar, ela se sente vigiada constantemente, mesmo com os amigos e familiares insistindo que é apenas coisa da cabeça dela. É essa tensão que vai tomando conta do filme. Toda a ação ocorre num espaço - a casa de Charlie.

À medida que as suspeitas de Charlie vão tomando forma e seu agressor ganha corpo, ela percebe que ele está mais perto do que imaginava. A partir daí, o longa dá uma reviravolta com um final surpreendente que deve agradar ao telespectador.

Segundo o diretor, o filme teria sido inspirado em eventos reais, o que o torna ainda mais tenso. Não bastasse a voz sussurrante e ameaçadora ao telefone do verdadeiro "Cavalheiro", a máscara de caveira ajuda a compor o perfil do assediador implacável. 


O pacote fica completo com a trilha sonora de Alexander Taylor, que conta com uma canção macabra de ninar e outras como "Now I Just Don't Care" e a música de encerramento - "I'm Still Here" ("Eu Ainda Estou Aqui").

Claro que os erros padrões dos filmes de terror acontecem, mas no caso de "A Vingança de Charlie" há pelo menos uma explicação para que todas as vítimas do agressor tenham cometido o mesmo erro. 

Segundo o filme, "estudos mostram que o choro de um bebê provoca simpatia e cuidados nas mulheres, gerando uma reação instintiva de cuidado, mesmo em indivíduos que não tiveram experiência com a maternidade". E é exatamente deste instinto que o suspeito se aproveita.


O filme é todo centrado em Charlie, que vai levando a vida tentando superar seus traumas e medos após a agressão. Por sua linha telefônica chegam diariamente ligações de seus pais, de amigos, da psiquiatra que a atende e das pessoas que procuram o serviço de apoio emocional. 

Mas nenhuma delas aparece, apenas suas vozes são ouvidas, reforçando o ambiente isolado e escuro vivido pela protagonista. Toda a ação ocorre na casa de Charlie, com destaque para a piscina no jardim. 

"A Vingança de Charlie" é um dos bons lançamentos dos catálogos de streaming para abrir a temporada de terror de 2026. Não emprega efeitos visuais grandiosos de um blockbuster, a história é interessante e os atores, mesmo pouco conhecidos, dão conta do recado. Vale conferir.


Ficha técnica:
Direção: Colton Tran
Produção: Night Night, coprodução com a Colton Tran Films
Distribuição: Synapse Distribution
Exibição: Filmelier+ disponível na plataforma Prime Video, com aluguel a partir de R$ 6,90.
Duração: 1h15
Classificação: 16 anos

País: EUA
Gêneros: terror, suspense

22 janeiro 2026

"Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno" decepciona ao tentar reproduzir famosa franquia

Longa novamente dirigido por Christophe Gans é uma adaptação do videogame "Silent Hill 2"
(Fotos: Paris Filmes)
 
 

Maristela Bretas


"Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno" ("Return To Silent Hill") estreia nesta quinta-feira nos cinemas tentando ressuscitar o prestígio de uma das franquias mais cultuadas do terror psicológico, mas acaba entregando um retorno decepcionante. 

Dirigido novamente por Christophe Gans, o longa é uma adaptação de "Silent Hill 2", um dos jogos mais aclamados da série, porém com menos impacto, menos personalidade e muito mais problemas. Até oferece um susto ou outro nos primeiros 10 minutos e mais nada.


A história acompanha James (Jeremy Irvine, de "Mamma Mia 2" - 2018), um pintor atormentado que recebe uma carta misteriosa de Mary (Hannah Emily Anderson), seu amor perdido após a separação, pedindo que ele retorne à estranha cidade de Silent Hill para um possível reencontro. 

O que ele encontra, no entanto, é uma cidade devastada por um incêndio, tomada por névoa e lembranças fragmentadas de uma comunidade tão bizarra quanto ameaçadora. Conforme James revisita memórias de seu passado com Mary, figuras tenebrosas começam a surgir, colocando sua sanidade mental à prova.


Entre essas presenças está o icônico Piramidy Head, vivido novamente por Robert Strange, uma das poucas conexões diretas com o imaginário dos jogos da Konami e do filme original. 

Também chama atenção a presença da jovem Eve Templeton, embora sua personagem seja pouco explorada pelo roteiro. Infelizmente, mesmo com elementos reconhecíveis para os fãs, o filme falha em construir tensão verdadeira ou aprofundar seus personagens.


Apesar de tentar se aproximar mais da estética e da mitologia da famosa série de videogames Silent Hill, o longa entrega uma versão diluída e confusa desse universo.

O terror psicológico dá lugar a cenas repetitivas e previsíveis, que apostam mais em criaturas grotescas do que em atmosfera. A direção de Gans parece presa ao passado, reciclando ideias sem o mesmo cuidado ou impacto visual que marcaram a série de videogames.


O roteiro, por sua vez, se perde em explicações vagas e revelações sem peso emocional. O drama de James nunca se desenvolve plenamente, e sua jornada entre culpa, amor e trauma não encontra força suficiente para envolver o espectador. O resultado é um filme que parece sempre à beira de algo interessante, mas nunca chega lá.

No fim, “Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno” soa como uma continuação desnecessária. Ao tentar agradar fãs dos jogos e do primeiro longa, acaba entregando uma experiência inferior, esquecível e sem o impacto psicológico que tornou Silent Hill um nome tão marcante no terror. 

Um retorno que confirma que algumas portas talvez devessem permanecer fechadas.


Ficha técnica:
Direção e roteiro:
Christophe Gans
Produção: Davis Films, em parceria com Electric Shadow
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h46
Classificação: 16 anos
País: EUA
Gênero: terror

15 janeiro 2026

"Davi: Nasce Um Rei" - uma animação cristã sobre força e fé

Com linguagem acessível a todas as idades, filme narra a trajetória do pastor de ovelhas que se tornou
o segundo rei do povo de Israel (Fotos: Heaven Content)
 
 

Maristela Bretas

 
Entrou em cartaz nos cinemas nesta quinta-feira (15), em versão dublada, a animação cristã "Davi: Nasce Um Rei" ("David") que narra, em linguagem acessível a todas as idades, a história bíblica do jovem pastor de ovelhas que enfrentou o gigante Golias com sua fé inabalável e se tornou o segundo rei dos judeus. 

Produzido pela Heaven Content e Sunrise Animation Studios, o longa traz mensagens fortes, de fé e esperança, transmitidas por meio de músicas entoadas pelo elenco, especialmente pelo protagonista, que recebeu as vozes originais de Brandon Engman (Davi menino) e Phil Wickham (Davi adulto).


"Davi: Nasce Um Rei" tem uma narrativa envolvente, até mesmo para aqueles que não conhecem bem as histórias de grandes personagens bíblicos. O lado divertido para as crianças são as ovelhinhas, com seus olhos grandes e muita energia. 

Elas são as companheiras fieis de Davi no início de sua jornada, antes mesmo de ser escolhido para ser o novo rei dos hebreus.

Das canções da mãe que embalavam seu coração às silenciosas conversas com Deus, Davi era um menino adorado por todos, especialmente por seus animais e a irmã caçula. Nascido em Belém e oitavo filho de Jessé, enfrentou e venceu o gigante filisteu, que desafiava o exército de Israel. 


Com sua fé inabalável em Deus e usando apenas uma funda e uma pedra, Davi matou Golias com uma pedrada na testa. Mas sua jornada estava apenas começando. Ele ainda teria de enfrentar outros desafios, como os inimigos do povo hebreu e a inveja do rei Saul (voz de Asim Chaudhry), além de ter sua fé testada a todo instante.

Claro que os detalhes mais violentos narrados na Bíblia são aliviados ou deixados de lado na animação, exatamente por ela ser direcionada a um público infantil. Afinal, o objetivo é apresentar um personagem jovem de coração bom e devoto a Deus.


Os diretores Brent Dawes e Phil Cunningham também tiveram uma grande preocupação com o visual, o ponto mais forte da animação. Eles entregam uma produção com cores vibrantes e um traço bem definido, especialmente dos personagens mostrados em closes que emocionam e ajudam a reforçar as mensagens de coragem e fé inabalável, mesmo nas horas difíceis. 

Também são belas as cenas abertas dos locais por onde Davi passa, tanto dos campos de batalha quanto de pastoreio. 


Mas a animação falha no excesso de músicas cristãs contemporâneas que interrompem a narrativa em momentos importantes. Mesmo tendo Joseph Trapanese (do live-action de "A Dama e o Vagabundo" - 2019 e "O Rei do Show" - 2017) como responsável pela trilha sonora e as poderosas vozes de Lauren Daigle (vencedora de dois Grammys) e do cantor evangélico Phil Wickham.

Outro ponto negativo é o fato de o roteiro dedicar pouco tempo para momentos importantes da trajetória de Davi, como o confronto com Golias, fato que mudou sua vida. Era para ser um dos pontos de maior destaque, mas passou mais rápido que o passeio de Davi com suas ovelhas do início do longa.


Excelente bilheteria

- "Davi: Nasce Um Rei" custou cerca de US$ 60 milhões;
- Arrecadou mais de US$ 70 milhões apenas nos cinemas norte-americanos;
- Ocupou a 2ª posição nas bilheterias dos EUA, atrás apenas de "Avatar: Fogo e Cinzas" (2025) nas primeiras semanas;
- Superou "Som da Liberdade" (2023) e outras animações do gênero, como "O Rei dos Reis" e "O Príncipe do Egito"
- Se tornou a animação com temática religiosa de maior bilheteria, segundo a fonte Angel Studios.

Com estes números, a expectativa é de que o longa deverá obter uma boa bilheteria no restante do mundo, agradando ao público, especialmente o cristão. Vale ser conferido pelo visual, a linguagem simples e pela história deste importante personagem de várias religiões.


Ficha técnica:
Direção:
Brent Dawes e Phil Cunningham
Roteiro: Brent Dawes, Kyle Portbury e Sam Wilson
Produção: Sunrise Animation Studios, com coprodução da Angel Studios e 2521 Entertainment
Distribuição: Heaven Content em parceria com a 360 WayUp
Exibição: salas das redes Cineart e Cinemark e Cinépolis Estação BH
Duração: 1h49
Classificação: 10 anos
País: EUA
Gêneros: animação, família, bíblico, musical