Animação dirigida por Andy Serkis é uma repaginação piorada da obra de George Orwell (Fotos: Angel Studios)
Silvana Monteiro
Com estética peculiar e diálogos estranhamente bestializados "A Revolução dos Bichos" ("Animal Farm") se distancia da essência crítica criada por George Orwell e se aproxima de uma versão piorada da própria obra que pretendia revisitar.
A animação, que estreou nesta quinta-feira nos cinemas, revela-se um produto moldado para impacto imediato, amplificado por sombras excessivas e frases feitas muito mais para vídeos curtos do que para o cinema.
O romance original discute como um grupo de animais organiza um novo sistema baseado em igualdade e justiça coletiva. Aos poucos, porém, o ideal revolucionário passa a ser ameaçado pela ascensão autoritária de dois animais de uma espécie, os quais concentram o poder e transformam o local em um regime totalitário.
Já no filme dirigido por Andy Serkis a situação se inverte quando a fazenda é vendida e os animais vão ser retirados dela.
Nesse ponto, a tirania é bem estética e a escolha de inserir Lucky como ponto afetivo revela justamente esse movimento. O filme parece desconfiar da inteligência das pessoas e cria uma âncora emocional didática para conduzir o espectador por uma narrativa que, no livro, dispensava mediações tão evidentes, influenciando na perda da força visceral da história. Obviamente que é legal ter um contraponto afetivo, mas no contexto dessa adaptação, fica muito simplista.
Há ainda uma contradição curiosa na própria aparência da animação. Em muitos momentos, a animação lembra produções infantis genéricas dos anos 1990, revestidas por um acabamento tosco. O filme alterna entre humor escatológico, referências contemporâneas e discursos políticos, sem representar uma obra tecnicamente bem equilibrada.
Essa indecisão também atravessa Napoleon o porco que lidera a distorção dos objetivos de um grupo. No livro, ele era assustador justamente porque compreendia o poder como administração fria e absoluta da realidade. Aqui, surge quase como caricatura performática. Até a manipulação ideológica perde sofisticação: slogans substituem contradições; frases de efeito ocupam o espaço onde antes havia reflexão político-social.
Talvez o aspecto mais interessante do filme seja involuntário. Esta adaptação parece menos uma leitura de Orwell e mais um retrato da atual dificuldade de lidar com profundidade sem convertê-la em entretenimento acelerado.
No fim, o ponto positivo desta animação é que, de tão previsível e espetacularizada, mesmo quem nunca leu o livro ou nunca viu as demais adaptações, vai conseguir assistir e talvez, querer de fato ler a obra original para contrapor ou confirmar algo visto no filme.
O roteiro de "A Revolução dos Bichos" deixa a história pouco atrativa para crianças e abobada demais para adultos. É um filme que nos mostra a incapacidade de limites para adaptações. Adaptar não é o problema, como fazer isso de forma mais interessante? Fica a pergunta.
Ficha técnica:
Direção: Andy Serkis Produção: Angel Studios, Aniventure, Cinesite e The Imaginarium Studios Distribuição: Paris Filmes Exibição: nos cinemas Duração: 1h36 Classificação: 10 anos Países: Reino Unido, Canadá e EUA Gêneros: animação, fantasia
Retomando a química cômica que deu certo entre Eddie e o simbionte Venom no primeiro filme, de 2018, a Sony Pictures e os estúdios Marvel apostaram na sequência e lançaram "Venom: Tempo de Carnificina". A tentativa era atrair o público e, logicamente, arrecadar uma boa quantia em bilheteria com mais um filme solo do vilão, num estilo similar ao de "Coringa".
Para quem não viu este segundo filme da franquia, ele pode ser conferido em várias plataformas de streaming por assinatura. E se preparar para o final da trilogia com "Venom: A Última Rodada", em exibição nos cinemas. Confira a crítica no blog clicando aqui.
A sequência chegou aos cinemas em 7 de outubro de 2021, anunciando o arqui-inimigo: Carnificina. Na história, temos os vilões Cletus Kasady (Woody Harrelson) e sua namorada Frances Barrison (Naomie Harris) retomando seus papéis do filme original.
Eles estão presos num instituto para tratamento de pessoas com comportamento violento, mas com a ajuda de seus simbiontes, conseguem escapar.
Um ano após os eventos de "Venom", Eddie Brock (Tom Hardy) tenta retomar sua carreira como jornalista, enquanto a criatura simbiótica deseja, a todo custo, dominar o corpo de seu hospedeiro e se alimentar de bandidos.
Eddie é chamado para entrevistar Kasady, condenado à morte. A situação muda quando a execução falha e o simbionte Carnificina (Gary Hecker) o liberta, desencadeando uma nova ameaça para Eddie e Venom.
A premissa até parece promissora, e a relação entre Eddie e Venom ainda proporciona boas risadas. A ação tenta se destacar, mas cai em um campo tão artificial e sem graça que praticamente repete o que o original já fez.
O maior problema do filme é a caracterização de Kasady como Carnificina. O enredo falha no desenvolvimento, tanto do roteiro quanto da ação. O personagem tinha potencial para ser uma grande ameaça ao longo da trama, mas parece haver um receio em mostrar todo o seu poder, deixando isso para as cenas finais, que resultam em uma luta sem graça.
Falta tempo suficiente para que "Tempo de Carnificina" desenvolva sua mitologia e o ritmo apressado não permite que a maior novidade da sequência seja explorada adequadamente.
Nem mesmo Cletus Kasady, apresentado como um serial killer, é bem desenvolvido, mesmo depois de ser libertado. O pouco que nos é mostrado sobre sua fama de perigoso é distribuído aos poucos ao longo dos 97 minutos de duração do longa.
No elenco, além dos protagonistas e dos dois vilões, retornam à trama os atores Michelle Williams (como Anne, ex-namorada de Eddie), Peggy Lu (Sra. Chen) e Reid Scott (atual namorado de Anne).
As cenas de ação, que prometiam ser mais brutais e viscerais, não entregam nem uma gota de sangue ou violência como foram anunciadas. Parece haver um certo medo de ousar, talvez devido à classificação indicativa mais baixa - 13 anos.
Tecnicamente, o filme também falha. O CGI, utilizado para destacar a luta entre os alienígenas, se perde em cenas escuras e mal iluminadas, que não fazem jus ao que o filme prometia.
"Venom: Tempo de Carnificina" é uma sequência inferior ao seu antecessor, o que não é um grande elogio ao primeiro longa. O filme não desenvolve adequadamente seus personagens nem dedica tempo suficiente para que o público se interesse realmente pelo grande vilão.
Ficha técnica Direção: Andy Serkis Roteiro: Kelly Marcel
Produção: Sony Pictures, Marvel Studios Exibição: nas plataformas de streaming por assinatura Prime Vídeo, Apple TV+, Hulu, Google Play Filmes, Youtube, Starz, The Roku Channel e Vudu Duração: 1h37 Classificação: 13 anos País: EUA Gêneros: ação, ficção
Robert Pattinson interpreta o Homem-Morcego, com pouco diálogo, mais violento e usando uma armadura à prova de balas (Fotos: Warner Bros. Pictures)
Jean Piter Miranda
Está em cartaz nos cinemas brasileiros o novo filme do Batman (“The Batman”, no original), dirigido por Matt Reeves, de “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014) e “Planeta dos Macacos: A Guerra” (2017). O protagonista da vez é Robert Pattinson, da saga “Crepúsculo” e dos longas “The Rover - A Caçada” (2014) e "O Farol'' (2019). O longa conta com um elenco cheio de estrelas: Andy Serkis como o mordomo Alfred; o tenente James Gordon, é interpretado por Jeffrey Wright; Zoë Kravitz faz a Mulher Gato; e a turma de vilões fica por conta de Colin Farrell (Pinguim), John Turturro (Falcone) e Paul Duno (Charada).
A história se passa nos dias atuais e não mostra como Bruce Wayne se tornou o Batman. Ele já é o vigilante mascarado desde as primeiras cenas. É o segundo ano em que ele surgiu em Gotham City, combatendo a criminalidade. O homem-morcego tem o ideal de limpar a cidade como forma de vingança pela morte de seus pais.
Só que agora, o vilão da vez está sempre um passo à frente, cometendo assassinatos e deixando mensagens e pistas, o que exige do herói todas as suas habilidades de detetive. É aí que ele começa a descobrir uma rede de corrupção que, inclusive, envolve até o nome da família Wayne.
Apesar da luta de Batman contra o crime, isso não fez de Gotham uma cidade melhor, mais segura. Há muita violência nas ruas. Roubos, assaltos, tráfico de drogas e guerras entre gangues. Tudo num clima de muito medo. O vigilante mascarado pode estar em qualquer lugar e aparecer de surpresa. Ele pode estar observando tudo.
Há uma tensão cobrindo toda a cidade, que parece estar prestes a explodir. E se não bastasse tudo isso, em poucos dias o povo deverá ir às urnas escolher o novo prefeito. Claro, todos os candidatos estão fazendo promessas de colocar os bandidos na cadeia e trazer a paz e a prosperidade que Gotham tanto sonha.
É aí que surge o Charada, cometendo assassinatos de autoridades e deixando mensagens enigmáticas sobre os seus próximos alvos. Isso exige do Batman todas as suas habilidades de investigação. Um lado do herói muito forte nos quadrinhos que até então não havia sido tão explorado nas produções cinematográficas.
O Batman de Pattinson fala muito pouco. É focado no trabalho de combater o crime. Não tem pinta de galã, não tem charme nem carisma, nem é aquele playboy esbanjador. Muito diferente das outras versões que chegaram ao cinema. Sem o uniforme, e se não fosse o homem mais rico da cidade (o grande herdeiro da família Wayne), ele passaria completamente despercebido na multidão. É um homem-morcego muito diferente do que já foi visto.
Há outras grandes diferenças também entre o novo Batman e seus antecessores. Esse usa uma armadura à prova de balas. Isso torna bem mais crível que ele consiga enfrentar cinco, seis ou dez adversários armados ao mesmo tempo. Ele mantém o código de não matar, mas quando pega na porrada, bate sem dó. É muito violento. O mais violento até agora. Muito próximo de algumas de suas versões nos quadrinhos.
O contraponto de toda essa violência é o vilão principal, o Charada. O jogo dele é psicológico. Embora cometa assassinatos e tenha planos maiores, sua figura é de uma pessoa comum, nada ameaçadora. Ele é inteligente, sagaz e calculista. Um ser humano. E a palavra é essa: humano. Se na recente produção da “Liga da Justiça” os inimigos eram alienígenas com superpoderes, agora são apenas humanos, como o próprio Batman, os policiais e os mafiosos.
A complexidade da história se dá pela rede de corrupção formada em Gotham, ligada a homicídios, ao tráfico de drogas e às autoridades. Ao passado e ao presente. Tudo vai se interligando aos poucos. À medida que Batman vai desvendando as charadas, ele consegue conectar os fatos às pessoas e as coisas vão fazendo sentido. Para muitos, pode ficar a impressão de que pontas estão ficando soltas. Mas, ao que parece, o diretor vai apenas deixando de lado aquilo que não é essencial. O que parece muito acertado.
As cenas se passam quase todas à noite. Há sempre muita sombra e pouca luz. Tudo é muito sombrio. Praticamente não há cores. Isso deixa a obra bem característica. Lembra um pouco o “Coringa” (2019). Não só na questão das imagens mais escuras, mas também no gênero. É um filme de herói, baseado em quadrinhos, mas não tem comédia. É drama, tem ação e violência moderada e dificilmente arranca algum sorriso do espectador.
A trama é completada com uma ótima trilha sonora entregue ao premiado compositor Michael Giacchino que, assim como Andy Serkis, trabalhou com o diretor Matt Reeves em “Planeta dos Macacos: O Confronto” e “Planeta dos Macacos: A Guerra”.
Ao que parece, essa vai ser a aposta da DC. Fazer produções independentes, sem a obrigação de que elas estejam ligadas a um universo, como tem sido a fórmula do sucesso da Marvel. Sabendo que não dá pra competir, por ter saído muito atrás, a DC deve continuar fazendo filmes que não se conectam com os anteriores. O novo Batman deixou possibilidades de continuação, mas nada que dê indícios de que haja conexão com os outros longas. E isso é muito bom.
Voltando ao filme, Zoë Kravitz está ótima como a Mulher-Gato. Muito fiel aos quadrinhos. Talvez a melhor adaptação feita da personagem até o momento. Colin Farrell está irreconhecível como Pinguim e faz uma bela interpretação. Há quem possa dizer que ele foi mal aproveitado como vilão. Mas, dentro da história proposta, cumpriu muito bem o seu papel.
Colin Farrell interpreta Pinguim
Andy Serkis dá vida a um Alfred aparentemente mais jovem com mais habilidades para auxiliar o Batman. John Turturro não deixa a desejar como o mafioso Falcone e Paul Duno está demais como o Charada. Ele tá muito bom mesmo!
O diretor Matt Reeves acerta muito em tudo isso, ao deixar a história mais crível, mais humana e mais realista. Ele peca em dois pontos: já que se dispôs a aumentar a carga de violência, deveria também permitir mais mortes, principalmente nas cenas de destruição. É difícil acreditar que em trocas de tiro e explosões ninguém seja morto.
Outra questão é o preconceito implícito, visto na maioria das produções americanas. Um detalhe muito difícil de ser percebido no caso do novo Batman. Os vilões são sempre estrangeiros. Podem até ser cidadãos americanos, mas quando são brancos, todos têm nomes e sobrenomes italianos e irlandeses. Os demais são sempre russos, árabes, latinos, entre outros. Nunca é um Ford ou um Johnson. Nunca é um “cidadão de bem” dos EUA.
Colocando tudo isso no pacote, podemos dizer que o Batman de Pattinson é muito bom. Não foca tanto no herói e não é só sobre ele. Envolve tantos pontos que passa a ser mais sobre Gotham do que sobre Bruce Wayne. E uma nova proposta e uma nova aposta da DC. Filmes sombrios independentes, com roteiros mais complexos, mais dramáticos e mais violentos. Tem tudo pra fazer sucesso e se consolidar como um gênero próprio.
Ficha técnica: Direção: Matt Reeves Produção e distribuição: Warner Bros. Pictures Exibição: nos cinemas Duração: 2h57 Classificação: 14 anos País: EUA Gêneros: ação/ policial / suspense
Adaptação dos quadrinhos, produção explora a luta entre o bem e o mal com outra perspectiva (Fotos: Walt Disney/Marvel/Divulgação)
Maristela Bretas
O filme apresentou muito bem o super-herói negro de um país
imaginário na África, que quase parece o reino de Asgard, de Thor. Mas são as
mulheres que fazem a diferença em "Pantera Negra" ("Black
Panther"), a superprodução da Marvel Studios que muda a cara de tudo o que
foi apresentado no cinema desde o lançamento de "Os Vingadores" em
2012. Se nos filmes dos demais super-heróis a aposta tem sido nas batalhas e
poderes dos integrantes do famoso grupo, em "Pantera Negra" a força
está na discussão política, na valorização do negro e na importância das
mulheres para que este herói exista.
O príncipe T'Challa (Chadwick Boseman), que incorpora o
personagem Pantera Negra ao assumir o reino de Wakanda, seria só mais um sem as
fortes mulheres a sua volta: a irmã Shuri (Letitia Wright, da série de TV
"Black Mirror"), que coordena a área tecnológica do país e cria seus
trajes e "brinquedinhos" de combate ao crime; Nakia (a sempre
excelente Lupita Nyong'o, de "12 Anos de Escravidão"- 2014 e StarWars VII e Star Wars VIII), grande paixão de T´Challa; e Okoye (Danai Gurira, da série de
TV "The Walking Dead"), a arrasadora guerreira e chefe da guarda de
Wakanda. Elas são a força, a inteligência, o poder e a essência de Wakanda e da
história de "Pantera Negra".
O herói Pantera Negra já havia aparecido em "Capitão América: Guerra Civil" (2016) e estará de volta em "Os Vingadores -
Guerra infinita", com estreia marcada para 26 de abril. E Chadwick Boseman
("Deuses do Egito" - 2016) incorporou bem o papel e deixa sua marca
em personagem que é o diferencial. Mas fica em segundo plano quando contracena
com alguma das mulheres fortes de sua vida.
Outro com ótima participação foi Michael B. Jordan
("Creed - Nascido para Lutar" - 2016, do mesmo diretor Ryan Coogler),
que não chega a ser um vilão, uma vez que luta para que o povo africano seja
respeitado pelo restante do mundo. Mas prefere o conflito armado para impor seu
poder, ao contrário do novo rei que adota a negociação, como seu pai. Mas vilão mesmo é Andy Serkis (o intérprete do gorila Cesar,
de "Planeta dos Macacos - A Guerra" - 2017), que está ótimo como o
mercenário Ulysses Klaue. Ele é cruel, sem escrúpulos, racista, machista,com
uma risada que beira a histeria. Merecia ter mais tempo no filme. No elenco estão também outros ótimos nomes conhecidos como
Daniel Kaluuya (que concorre ao Oscar 2018 de Melhor Ator por "Corra!"
- 2017), Martin Freeman (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos" -
2014), Forest Whitaker ("A Chegada"- 2016) e Angela Bassett (da série
de TV "American Horror Story").
"Pantera Negra" é um filme de super- herói onde o
branco não tem voz. E a produção soube explorar muito bem os figurinos, a
trilha sonora e a fotografia, com belíssimas paisagens e locações deste novo
universo Marvel. E a questão política e racial é o forte do enredo, mostrando
que nem Wakanda escapa desta ferida. Enquanto o restante da África sofre com
guerras, fome e abandono, o reino de T´Challa está isolado e protegido sob uma
capa invisível, mantendo seus rituais e dividido em tribos que tentam preservar
suas origens, tirando proveito dos benefícios que o vibranium, um material
raro, pode proporcionar.
Na história, o príncipe T'Challa assume a coroa de Wakanda
após a morte do rei, seu pai, e se transforma no novo Pantera Negra, guardião
do reino. Das cinco tribos, apenas os jabari não apoiam o novo governo. A nova
missão do Pantera Negra é encontrar e levar para Wakanda o mercenário Ulysses
Klaue, que anos atrás roubou uma grande quantidade de um metal raro, o
vibranium. Ele terá ao seu lado nesta luta, as guerreiras Okoye e Nakia, além
da irmã, especialista em tecnologia avançada. E terá de enfrentar outros
inimigos ainda mais perigosos para preservar Wakanda e evitar uma guerra
mundial.
"Pantera Negra" vale muito a pena. Assisti duas
vezes - como um filme de super-herói Marvel, que eu gosto bastante, e como uma
produção preocupada em fazer uma abordagem mais séria, destacando a força das
mulheres e, principalmente dos negros. Em vários países, principalmente na
África, de onde saíram alguns atores como Lupita Nyong'o foram muitas as
manifestações de orgulho ao herói negro após as sessões. Wakanda Forever! Como postou meu amigo
Marcelo Seabra em sua crítica no blog "O Pipoqueiro", "Pantera Negra" chegou fazendo história.