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19 março 2026

Recomendo – "Casamento Sangrento: A Viúva" eleva o nível com mais terror, ação e pitadas cômicas

Samara Weaving volta a ser alvo de uma caçada mortal, desta vez ao lado da irmã
(Fotos: Searchlight Pictures)
 
 

Maristela Bretas

 
Depois de sobreviver a uma noite de núpcias nada convencional — repleta de sangue e violência intensa — Samara Weaving retorna ao papel de Grace MacCaulley em "Casamento Sangrento: A Viúva" ("Ready or Not 2: Here I Come"). Misturando terror, ação e comédia (o bom e velho “terrir”), o longa estreia nesta quinta-feira (19) nos cinemas.

A sequência retoma os acontecimentos finais do filme de 2019, "Casamento Sangrento". Grace volta a se ver envolvida no mortal jogo de “esconde-esconde”, agora fugindo da seita satânica ligada à família de seu falecido marido, os Le Domas. 

No longa original, ela havia sido oferecida como sacrifício em um ritual macabro e precisava sobreviver até o amanhecer.


Desta vez, porém, Grace não está sozinha. Ela conta com a ajuda da irmã mais nova, Faith (Kathryn Newton), com quem não tinha contato há anos. Juntas, as duas enfrentam uma nova caçada, agora promovida por outros integrantes do grupo.

Samara Weaving está ainda melhor, retomando com segurança e intensidade a protagonista que conquistou o público. Kathryn Newton também se destaca, entregando uma atuação convincente. 


A química entre as duas funciona tanto nos momentos de tensão familiar — marcados por mágoas do passado — quanto nas cenas de ação, quando precisam lutar pela própria sobrevivência. A partir daí, o sangue literalmente escorre pela tela e a violência atinge níveis ainda mais brutais.

O elenco conta também com Elijah Wood, no papel — literalmente — do “advogado do Diabo”; Shawn Hatosy (em ótima atuação) e Sarah Michelle Gellar como os irmãos Titus e Ursula Danforth, herdeiros do milionário Chester Danforth, líder da seita, vivido por David Cronenberg. Mesmo com participação pequena, o diretor e roteirista, aos 83 anos, tem presença marcante.


Completam o elenco Néstor Carbonell, como Ignacio El Caído, ao lado de seus filhos Felipe (Juan Pablo Romero) e Francesca (Maia Jae); Olivia Cheng, como a imponente Wan Chen Xing; Antony Hall, como Wan Cheng Fu; além dos irmãos Madhu (Varun Saranga) e Viraj Rajan (Nadeem Umar-Khitab).

Para os fãs do primeiro filme, a sequência deve agradar bastante, especialmente pelos efeitos visuais que elevam a violência a um nível quase absurdo — sem abrir mão de boas doses de humor.


"Casamento Sangrento: A Viúva" é ação intensa do início ao fim, com explosões de corpos e sangue espirrando para todos os lados. O diretor não poupa ninguém e mantém o ritmo acelerado até os minutos finais. Vale conferir nos cinemas.

Fica a dica: tente assistir também ao primeiro filme, disponível nas plataformas Netflix e Disney+.


Ficha técnica:
Direção:
Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett
Roteiro: Guy Busick, Ryan Murphy
Produção: Seachrlight Pictures
Distribuição: 20th Century Studios e Disney Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h48
Classificação: 18 anos
País: EUA
Gêneros: suspense, terror, comédia

04 março 2025

"O Macaco" é um terror violento, com muito sangue e situações tão bizarras que são engraçadas

Com uma cara assustadora e ataques macabros, o "brinquedo assassino" pode se tornar o novo
sucesso do gênero entre os fãs (Fotos: Paris Filmes)


Maristela Bretas


Poderia ser somente um filme de terror, que lembra "Premonição" em alguns momentos, quando as pessoas sabem o que vai acontecer, mas mesmo assim não se cuidam. E, claro, as tragédias acontecem. 

Este é "O Macaco" ("The Monkey"), produção que estreia nesta quinta-feira (06) nos cinemas, adaptado do conto do mestre do suspense e terror Stephen King.

Osgood Perkins é o diretor e roteirista, repetindo a receita de "Longlegs - Vínculo Mortal" (2024), porém com mais cenas violentas que, de tão bizarras, chegam a provocar risos e comentários de engraçados e de espanto em alguns momentos. 

Oz Perkins (como é mais conhecido), que atuou em outro sucesso do terror/suspense, "Não! Não Olhe!" (2022), de Jordan Pelle, também faz um pequeno papel em "O Macaco", como o tio dos protagonistas. 


Para dar ainda mais peso à produção, ela conta com a produção e experiência em terror do aclamado diretor e produtor James Wan, responsável por "Maligno" (2021), "Invocação do Mal 2" (2016) e "Sobrenatural" (2011) e "Sobrenatural: Capítulo 2" (2013), além de outros do gênero.

Para quem gosta do gênero, os ataques, apesar de previsíveis, agradam e o pulo na cadeira do cinema é certo. Só de olhar a cara assustadora do macaco, um boneco que toca um tambor e faz as tragédias acontecerem, já é o suficiente para provocar tensão. É o tipo de brinquedo que um pai, com um mínimo de sensatez, jamais daria para uma criança.


O filme conta a história dos gêmeos Bill e Hal, que encontram um velho macaco de brinquedo no sótão da casa de seu pai. Aparentemente inofensivo, basta ele começar a tocar o tambor que passam a acontecer mortes terríveis, das mais variadas formas. 

Os irmãos decidem jogar o macaco fora e seguir em frente, mas anos depois as mortes voltam a ocorrer e eles precisam se reencontrar para acabar com o brinquedo. 

O diretor não economizou no sangue e nem na violência nos crimes cometidos pelo macaco, que apesar da cara assustadora, não desperta a desconfiança de ninguém. 


Exceto dos gêmeos, interpretados por Theo James (da trilogia "Divergente" (2014), "Insurgente" (2015) e "Convergente" (2016). Estão também no elenco nomes conhecido como Elijah Wood, Tatiana Maslany e Christian Convery.

Os efeitos visuais são bons, mas a história tem vários furos ao não explicar a origem do personagem macabro, nem o que aconteceu no período que os gêmeos ficaram separados e como o macaco aparece locais diferentes. 

Não chega a ser um clássico do terror, mas tem a marca de Stephen King, o que pode agradar aos fãs do gênero, que poderão relembrar o estilo de filmes do passado, que já começavam com a "ação" com poucos minutos de projeção. 


Outra vantagem de "O Macaco", talvez por economizar no enredo e focar nos ataques, é que as aparições e mortes não se restringem a locais fechados e escuros. Podem ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite. E sim, como o próprio cartaz do filme avisa: "Todo mundo morre. E isso é uma m*rda!"

O espectador não deve esperar muitas explicações do porque o "brinquedo assassino" sai matando aleatoriamente. Ele vai entrar no cinema sem saber como as vítimas são escolhidas e sair com a mesma interrogação - será uma entidade incorporada, ele foi amaldiçoado, haverá uma continuação do filme para esclarecer todas as dúvidas? 

Muitas perguntas, sem respostas, mas mesmo assim o filme vale a pena porque "toca o terror" literalmente e está atraindo um bom público por onde estreia. 


Ficha técnica:
Direção: Oz Perkins
Roteiro: Oz Perkins e Stephen King
Produção: Neon, Atomic Monster, Black Bear Pictures, Range Media Partners, Stars Collective Films, C2 Motion Picture Group e Oddfellows Entertainment
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h40
Classificação: 18 anos
País: EUA
Gêneros: terror, comédia