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18 outubro 2026

“Outra Mamãe”: terror psicológico surpreende com reviravolta e efeitos visuais

Jessica Chastain se transforma em criatura demoníaca para perseguir uma família (Fotos: Universal Pictures)
 
 

Maristela Bretas

 
Baseado no romance Incidents Around the House, de Josh Malerman, o longa “Outra Mamãe” (“Other Mommy”), em cartaz nos cinemas, é um terror psicológico e sobrenatural que conquista o espectador com bons efeitos visuais e uma reviravolta surpreendente. 

Convidado pelos parceiros @nerdeza e @canalfrednunes, o blog Cinema no Escurinho assistiu a uma sessão no @cineart_oficial do Shopping Boulevard e recomenda.

Na história, Bela (Arabella Olivia Clark), de 8 anos, vive com os pais, que enfrentam problemas conjugais. Apesar de receber bastante atenção do pai, Russ (Jay Duplass), a menina sofre com a ausência da mãe, Úrsula (Jessica Chastain), que passa pouco tempo em casa, e com os conflitos entre os dois.


É nesse cenário que Bela começa a interagir com uma entidade sinistra e manipuladora, que sai do armário e assume a aparência perfeita de sua mãe. O que os pais consideram apenas fruto da imaginação infantil se transforma em um pesadelo à medida que a criatura tenta tomar o lugar da mãe verdadeira e ameaça toda a família.

O filme explora os conflitos familiares, seus reflexos no comportamento das crianças e como essas fragilidades podem abrir espaço para a atuação de entidades sobrenaturais. O tema já foi explorado em diversas produções, como “Annabelle” (2014) e “M3GAN” (2022), ambas da Blumhouse, a mesma produtora de “Outra Mamãe”. Também vale lembrar “Mama” (2013), “Amizade Maldita” (2019) e “Imaginário: Brinquedo Diabólico” (2024), entre outros títulos do gênero.


Confira também:
Jessica Chastain entrega uma ótima interpretação da criatura que tenta tomar o corpo da criança. Mas o grande destaque fica para Arabella Clark. O olhar e as expressões da jovem atriz transmitem com clareza o medo da personagem, assim como a confiança que ela adquire ao lidar com os traumas familiares.

O elenco conta ainda com a veterana Karen Allen (Ruth, avó de Bela), Dichen Lachman (Lois Anthony) e Arian Moayed (Frank), entre outros. James Wan, diretor de “Invocação do Mal” e “Invocação do Mal 2”, assina a produção do longa.


Além das atuações de Chastain e Clark, “Outra Mamãe” se destaca pela maquiagem e pelos efeitos visuais, especialmente nas transformações da atriz na chamada Outra Mamãe. As cenas de suspense e terror também merecem atenção e seguem o estilo já conhecido das produções do gênero.

Em entrevista de divulgação do filme, Chastain contou que trabalhou as próprias expressões faciais para tornar sua personagem assustadora aos olhos da criança.


O título do filme também difere do livro e foi escolhido a partir da perspectiva infantil: a criatura assume a imagem da mãe que Bela gostaria de ter. Na obra literária, por outro lado, a entidade é descrita como um monstro gigante e peludo, bem diferente da figura apresentada na adaptação.

Apesar de recorrer a alguns clichês de produções semelhantes, o filme é bem conduzido pelo diretor Rob Savage e surpreende no desfecho. Uma dica: não se prenda ao trailer oficial, pois algumas cenas foram alteradas ou suprimidas na versão final.


Ficha técnica:
Direção: Rob Savage
Produção: Atomic Monster e Blumhouse Productions
Distribuição: Universal Pictures Brasil
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h33
Classificação: 18 anos
País: EUA
Gêneros: terror, suspense

04 março 2025

"O Macaco" é um terror violento, com muito sangue e situações tão bizarras que são engraçadas

Com uma cara assustadora e ataques macabros, o "brinquedo assassino" pode se tornar o novo
sucesso do gênero entre os fãs (Fotos: Paris Filmes)


Maristela Bretas


Poderia ser somente um filme de terror, que lembra "Premonição" em alguns momentos, quando as pessoas sabem o que vai acontecer, mas mesmo assim não se cuidam. E, claro, as tragédias acontecem. 

Este é "O Macaco" ("The Monkey"), produção que estreia nesta quinta-feira (06) nos cinemas, adaptado do conto do mestre do suspense e terror Stephen King.

Osgood Perkins é o diretor e roteirista, repetindo a receita de "Longlegs - Vínculo Mortal" (2024), porém com mais cenas violentas que, de tão bizarras, chegam a provocar risos e comentários de engraçados e de espanto em alguns momentos. 

Oz Perkins (como é mais conhecido), que atuou em outro sucesso do terror/suspense, "Não! Não Olhe!" (2022), de Jordan Pelle, também faz um pequeno papel em "O Macaco", como o tio dos protagonistas. 


Para dar ainda mais peso à produção, ela conta com a produção e experiência em terror do aclamado diretor e produtor James Wan, responsável por "Maligno" (2021), "Invocação do Mal 2" (2016) e "Sobrenatural" (2011) e "Sobrenatural: Capítulo 2" (2013), além de outros do gênero.

Para quem gosta do gênero, os ataques, apesar de previsíveis, agradam e o pulo na cadeira do cinema é certo. Só de olhar a cara assustadora do macaco, um boneco que toca um tambor e faz as tragédias acontecerem, já é o suficiente para provocar tensão. É o tipo de brinquedo que um pai, com um mínimo de sensatez, jamais daria para uma criança.


O filme conta a história dos gêmeos Bill e Hal, que encontram um velho macaco de brinquedo no sótão da casa de seu pai. Aparentemente inofensivo, basta ele começar a tocar o tambor que passam a acontecer mortes terríveis, das mais variadas formas. 

Os irmãos decidem jogar o macaco fora e seguir em frente, mas anos depois as mortes voltam a ocorrer e eles precisam se reencontrar para acabar com o brinquedo. 

O diretor não economizou no sangue e nem na violência nos crimes cometidos pelo macaco, que apesar da cara assustadora, não desperta a desconfiança de ninguém. 


Exceto dos gêmeos, interpretados por Theo James (da trilogia "Divergente" (2014), "Insurgente" (2015) e "Convergente" (2016). Estão também no elenco nomes conhecido como Elijah Wood, Tatiana Maslany e Christian Convery.

Os efeitos visuais são bons, mas a história tem vários furos ao não explicar a origem do personagem macabro, nem o que aconteceu no período que os gêmeos ficaram separados e como o macaco aparece locais diferentes. 

Não chega a ser um clássico do terror, mas tem a marca de Stephen King, o que pode agradar aos fãs do gênero, que poderão relembrar o estilo de filmes do passado, que já começavam com a "ação" com poucos minutos de projeção. 


Outra vantagem de "O Macaco", talvez por economizar no enredo e focar nos ataques, é que as aparições e mortes não se restringem a locais fechados e escuros. Podem ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite. E sim, como o próprio cartaz do filme avisa: "Todo mundo morre. E isso é uma m*rda!"

O espectador não deve esperar muitas explicações do porque o "brinquedo assassino" sai matando aleatoriamente. Ele vai entrar no cinema sem saber como as vítimas são escolhidas e sair com a mesma interrogação - será uma entidade incorporada, ele foi amaldiçoado, haverá uma continuação do filme para esclarecer todas as dúvidas? 

Muitas perguntas, sem respostas, mas mesmo assim o filme vale a pena porque "toca o terror" literalmente e está atraindo um bom público por onde estreia. 


Ficha técnica:
Direção: Oz Perkins
Roteiro: Oz Perkins e Stephen King
Produção: Neon, Atomic Monster, Black Bear Pictures, Range Media Partners, Stars Collective Films, C2 Motion Picture Group e Oddfellows Entertainment
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h40
Classificação: 18 anos
País: EUA
Gêneros: terror, comédia