07 setembro 2015

Meryl Streep já vestiu Prada e agora canta como uma roqueira em "Ricki and the Flash - De Volta para Casa"

Meryl Streep canta quase dez canções no filme, entre Lady Gaga, Pink e Rolling Stones (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Sob a direção de Jonathan Demme e roteiro da ganhadora do Oscar Diablo Cody ("Juno", de 2007), a também premiada Meryl Streep mostra sua versatilidade em "Ricki and the Flash - De Volta para Casa", em cartaz nos cinemas e uma ótima opção no cinema. Quem assistiu "As Pontes de Madison" (1995), "O Diabo Veste Prada" (2006) e, mais recentemente, "O Doador de Memórias" (2014) irá se surpreender e curtir demais a atriz no papel de uma roqueira decadente que precisa fazer as pazes com a família.


E que roqueira. Meryl canta quase dez canções ao longo do filme, algumas delas inteiras, com um vozeirão de fazer inveja a muita cantora de sucesso. E ainda toca guitarra, resultado de um curso rápido de algumas semanas com ninguém menos que Neil Young. E a aplicada aluna não deixou por menos e arrasa cada vez que interpreta músicas que vão de Rolling Stones a Lady Gaga e Pink.


Se Meryl Streep se garante como a roqueira Ricki Rendazzo (e com sorte entra na disputa por mais um Oscar), ela também não deixa por menos quando precisa voltar para casa e encarar a responsabilidade de ser mãe e segurar a barra da filha recém-separada Julie Brummel, interpretada por Mamie Gummer, filha da atriz na vida real (qualquer grande semelhança não é mera coincidência). 


As duas voltam a trabalhar juntas no cinema pela quarta vez - as outras foram "A Difícil Arte de Amar", quando Mamie tinha três anos (1986), "A Casa dos Espíritos" (1993) e "Ao Entardecer" (2007).

A dupla divide as cenas com outro ótimo ator - Kevin Kline, que interpreta Pete Brummel, ex-marido de Rick e pai de Julie, Rick Springfield, que faz Greg, namorado de Rick, Audra McDonald (Maureen, atual mulher de Pete), Sebastian Stan (Joshua) e Nick Westrate (Adam), filhos de Ricki, além de Ben Platt (Daniel, barman do clube onde a banda The Flash toca).

Levando sua vida como vocalista da banda The Flash tão cinquentona como ela, Ricki divide seu tempo como caixa de uma mercearia, ganhando mal e namorando o guitarrista Greg. Mas uma ligação do ex-marido Pete faz com que ela retorne à cidade onde ele mora com os filhos, todos adultos agora, para tentar tirar da depressão a filha Julie, abandonada pelo marido. Mas a mágoa dela e dos dois irmãos com a mãe é muito grande pelo abandono no passado. Ricki terá de vencer esta barreira para fazer as pazes com Julie, Adam e Joshua sem deixar de lado o sonho de cantar.




Grande filme, vale cada centavo do ingresso. A história pode ser de final esperado, mas isso não importa. É sempre uma chance de ver Meryl Streep interpretando e isso não tem preço. Pena que esteja passando em apenas cinco salas de BH, todas com sessões legendadas, nos shoppings Paragem, Boulevard, Ponteio, Diamond Mall e Pátio Savassi.

Ficha técnica:
Direção: Jonathan Demme
Produção: TriStar Pictures
Distribuição: Sony Pictures
Duração: 1h42
Gênero: Comédia romântica
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4,5 (0 a 5)

Tags: "Ricki and the Flash - De Volta para Casa"; Meryl_Streep; Kevin_Kline=; Mamie_Gummer; Jonathan_Demme; comédia_romântica; TriStar_Pictures; Sony_Pictures; Cinema_no_Escurinho

06 setembro 2015

"A Esperança é a Última que Morre" é comédia sem graça com bons humoristas

Hortência, Eric e Ramon criam um serial killer para ajudar a repórter a se tornar âncora do jornal local (Fotos: Downtown Filmes/Divulgação)

Maristela Bretas


O elenco poderia garantir boas gargalhadas. Mas o que aconteceu foi exatamente o oposto em "A Esperança é a Última que Morre". A comédia é muito fraca e a história mais ainda, misturando jogos políticos e de poder, lição de moral e crimes bizarros com nomes de provérbios populares.

Os talentos da comediante Dani Calabresa e do ator Danton Mello poderiam ter sido mais bem aproveitados. Noventa minutos de filme é muito tempo, o final da história já estava contado desde o início, não há momentos de gargalhadas, no máximo um sorriso, O elenco de apoio - Katiuscia Canoro e Rodrigo Sant’anna ajudam a segurar a peteca, com atuações normais, sem muito destaque.

O filme foi feito em 2013, ou seja, levou dois anos para estrear. Danton Mello no ano seguinte participou de outra comédia - "Superpai" - , com a mesma Dani Calabresa, que por sinal estava bem melhor e mais a vontade como comediante. "Superpai" foi para as telas antes de "A Esperança é a Última que Morre", primeiro longa-metragem de ficção dirigido por Calvito Leal.

O filme conta a história de Hortência (Calabresa), uma repórter de TV dedicada, que sonha em ser âncora do telejornal local. Mas sua colega Vanessa (Katiuscia) fará de tudo para ocupar a vaga. Diante da concorrência, Hortência inventa um falso serial killer, o "Assassino dos Provérbios" que monta as cenas de seus crimes baseadas em ditados conhecidos. 

Ela conta com a ajuda de Eric (Danton) e Ramon (Sant’anna), que trabalham no IML. Mas os crimes de mentira começam a fugir do controle do grupo e desperta a curiosidade de Vanessa, que passa a investigar porque a polícia não se preocupa em solucioná-los.



A história é engraçada, mas foi mal explorada. Uma pena. Mesmo assim esta comédia nacional pode ser conferida em salas de dez shoppings de BH e Contagem.

Ficha técnica:
Direção: Calvito Leal
Produção: Downtown Filmes / Paris Filmes / Riofilme
Distribuição: Downtown Filmes
Duração: 1h30
Gênero: Comédia
País: Brasil
Classificação: 12 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: "A Esperança é a Última que Morre"; Dani_Calabresa; Danton_Mello; Katiuscia_Canoro; Rodrigo_Sant’anna; Calvito_Leal; comédia; Downtown_Filmes; Paris_Filmes; Riofilmes; Cinema_no_Escurinho