terça-feira, 30 de agosto de 2016

Você sabe o que seu "Pet" faz quando fica sozinho em casa?

"Pets - A Vida Secreta dos Bichos" é uma animação dos mesmos diretores de "Meu Malvado Favorito 1 e 2" e "Minions" (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas

Paixão de norte a sul do planeta, os bichinhos de estimação já tomaram o lugar das crianças na preferência de muitos casais e ocupam lugar de rei e rainha dentro de suas casas. Nada mais justo que fazer um filme sobre eles, sejam cães, gatos, passarinhos e até iguanas. Mas nana muito "mi-mi-mi", com personagens fofinhos e amorosos.

O negócio era mostrar o que eles queridinho fazem quando seus donos saem de casa e os deixam sozinhos. E é aí que eles "quebram o pau" e mostram que não são tão bonzinhos e comportados quanto seus donos imaginam. Pois essa é a história de "Pets - A Vida Secreta dos Bichos" ("The Secret Life of Pets"), que tem tudo para agradar a todas as idades, principalmente aos donos "grandinhos".

Produzida pela Illumination Entertainment, a mesma de "Minions", a animação tira nossos queridos bichinhos quase de pelúcia de sua zona de confronto e os joga no submundo, onde estão os animais rejeitados pela sociedade. E eles vão ter se aprender a se virar e enfrentar seus inimigos e tentar voltar para seus lares.

Em "Pets" tudo começa com Max (dublado em português por Danton Mello), um cachorro que vive feliz em um apartamento de Manhattan com sua dona Kate. Na vizinhança, logo que seus donos saem para trabalhar, outros animais de estimação tomam conta de suas casas e aprontam de tudo - de rock pauleira e massagem com a batedeira. Sem desconfiar, Max tem uma admiradora que faz tudo para chamar sua atenção - Gigi (Tatá Werneck).

Tudo ia bem até que um dia Kate traz para casa um novo cão chamado Duke (Tiago Abravanel). O mundo de Max desaba e ele precisa dar um jeito de mandar o intruso embora. Mas logo eles vão ter que se unir  quando são jogados nas ruas de Nova York e passam a ser perseguidos pela carrocinha. 

Enquanto tentam fugir, os amigos de Max se reúnem para o resgate, mas ainda terão de enfrentar uma gangue de bichos rejeitados, comandada por um coelho branquinho, fofinho e psicopata chamado Bola de Neve (Luis Miranda) que mora nos esgotos.

Antes do início do filme é exibido um curta com os Minions, fazendo suas trapalhadas em família, tentando comprar um liquidificador que vai lhes dar menos trabalho. Não vou contar o resto para não tirar a graça.

Dubladores e seus personagens

A animação “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”  também ganhou um vídeo que destaca o processo de dublagem dos cães Max e Duke, da gatinha Gigi e do alucinado Bola de Neve.



Muito divertido, uma animação que merece ser vista, a turma de quatro patas (e asas) não deixa por menos e pega pesado. Até Gigi surpreende com seu jeito "meigo de resolver à parada". A trilha sonora também combina bastante com o ritmo frenético desta comédia/aventura, como é o caso da música "Bounce", da banda "System of a Down", ouvida pelo poodle Leonard. 

“Pets” pode ser conferido em 43 salas de cinema de 18 shoppings de BH, Betim e Contagem, nas versões dublada e legendada, em formatos 2D, 3D e Imax.




Ficha técnica:
Direção: Yarrow Cheney e Chris Renaud
Produção: Illumination Entertainment /Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h27
Gêneros: Animação / Comédia
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #petsavidasecretadosbichos, #Max, #Duke, #Gigi, #BoladeNeve, #DantonMello, #TataWerneck, #TiagoAbravanel, #LuisMiranda, #animação, #Minions, #comédia, #IlluminationPictures, #UniversalPictures, #CinemanoEscurinho

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

"Águas Rasas", um bom suspense no estilo "Tubarão"

Blake Lively divide as cenas com uma fera de três metros de comprimento que a elegeu o prato do dia (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas

Uma boa interpretação de Blake Lively (de "A Incrível História de Adaline" e que também pode ser vista em "Café Society"), que confirma seu talento ao segurar praticamente sozinha o suspense "Águas Rasas" ("The Shallows"). O diretor Jaume Collet-Serra acertou também na fotografia e na escolha das locações, repletas de belas paisagens.

A história tem o enredo esperado, que chega a lembrar o clássico "Tubarão" (1975). Já se sabe que a bela médica surfista Nancy (Blake) corre grande perigo nas transparentes águas rasas de uma praia praticamente deserta. O vilão tem quase três metros e quer transformar a mocinha do filme em seu jantar do dia, não importando quanto terá que esperar.

O recurso do relógio no canto da tela marcando o tempo até o socorro de Nancy chegar antes do próximo ataque ou da maré subir ajuda a aumentar a tensão. "Águas Rasas" começa do fim, a partir da descoberta por um menino de uma câmera presa a um capacete jogado na areia da praia. Ao verificar a gravação descobre todo o terror vivido pelos surfistas que estavam no local, incluindo Nancy, causado pelo gigantesco tubarão, que não deveria estar ali.

Na história, a jovem médica foi conhecer a paradisíaca praia que era frequentada por sua mãe quando jovem. Por sinal, até agora estou sem saber o nome do local. A própria Nancy pergunta o nome por várias vezes, mas ninguém fala. Ao ficar sozinha, ela resolve dar o último mergulho antes de anoitecer quando é atacada pelo tubarão branco (clichê). 


Encurralada sobre um rochedo, a poucos metros de distância da praia, ela passa dois dias de sofrimento e perseguição. Ao mesmo tempo, assiste aterrorizada a fera fazendo mais vítimas.

"Águas Rasas" é um filme tenso e de muita ação, com boas cenas de ataques do tubarão assassino e da bela mocinha tentando sobreviver. Ele está sendo exibido em 12 salas de 11 shoppings de BH, Betim e Contagem, nas versões dublada e legendada.



Ficha técnica:
Direção: Jaume Collet-Serra
Produção: Columbia Pictures / Ombra Films
Distribuição: Sony Pictures
Duração: 1h27
Gêneros: Suspense / Terror  / Drama
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #aguasrasas, #BlakeLively, #terror, #suspense, #tubarão, #ataque, #JaumeCollet-Serra, #SonyPictures, #ColumbiaPictures, #CinemanoEscurinho
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

"Mogli: O Menino Lobo" chega às lojas nesta quarta

O sucesso da Disney que arrecadou quase US$ 1 bilhão agora pode ser conferido em DVD, Blu-ray e Blu-ray 3D (Fotos: Disney/Divulgação)


O sucesso de bilheteria da Walt Disney Pictures, "Mogli: O Menino Lobo" ("The Jungle Book"- 2016), que arrecadou mais de US$ 935 milhões em todo o mundo, chega às lojas brasileiras no dia 24 de agosto, em DVD, Blu-ray e Blu-ray 3D. O lançamento conta com bônus, como comentários do diretor Jon Favreu sobre a produção e inovações tecnológicas elogiados pela crítica.

Baseado nas histórias de Rudyard Kipling e inspirado no clássico longa de animação da Disney de 1964, "Mogli - O Menino Lobo" é uma aventura sobre o menino criado por uma família de lobos. Porém, ele encontra pelo caminho criaturas da selva que não são bondosas, como o temido tigre Shere Khan, a serpente de voz sedutora Kaa e o orangotango Rei Louie.


Na versão legendada, o elenco de estrelas inclui Bill Murray ("Encontros e Desencontros") como a voz de Baloo, Ben Kingsley ("O Homem de Ferro 3') fazendo a voz de Bagheera e Lupita Nyong'o ("Star Wars: O Despertar da Força") como a voz da mãe lobo Raksha. Scarlett Johansson ("Os Vingadores: A Era de Ultron') dá vida a Kaa, Giancarlo Esposito ("Once Upon a Time") faz a voz do lobo Akela, Idris Elba ("Thor: O Mundo Sombrio") é a voz por trás de Shere Khan e Christopher Walken ("Prenda-me Se For Capaz") empresta sua voz icônica ao Rei Louie.

Na versão dublada, o elenco conta com as vozes de Marcos Palmeira, Dan Stulbach, Thiago Lacerda, Julia Lemmertz, Alinne Moraes e Tiago Abravanel. Confiram abaixo:



Tags: #mogliomeninolobo, #WaltDisneyPictures, #aventura, #fantasia, #ShereKhan, #Bagheera, #Baloo, #ReiLouie, #RudyardKipling, #JonFavreu, #CinemanoEscurinho

sábado, 20 de agosto de 2016

Rodrigo Santoro como Jesus e corrida de bigas fazem de "Ben-Hur" um filme imperdível

Remake de clássico ganhador de 11 Oscars retoma a luta e o desejo de vingança entre dois irmãos (Fotos: Paramount Pictures/Divulgação)


Maristela Bretas

A nova versão de "Ben-Hur", épico de 1959 com Charlton Heston, pode até ficar atrás do famoso ganhador de 11 Oscars (incluindo Melhor Filme), mas  vale a pena ser visto. Inclusive por quem não teve a oportunidade de ver o primeiro, um clássico excepcional.  Os quase US$ 100 milhões foram bem gastos na produção atual, que se justifica só pelas cenas da corrida de bigas entre Judah Ben-Hur (interpretado por Jack Huston) e seu irmão de criação, Messala (Toby Kebbell). Dignas de serem vistas em 3D e Imax. 


Como no de 1959 (que custou US$ 15 milhões e com muito menos recursos tecnológicos), este filme também é baseado no romance clássico de Lew Wallace, "Ben-Hur: Uma história dos Tempos de Cristo". O estreante tem bons efeitos digitais e um enredo correto, mas poderia ser ainda melhor com todos os avanços na tecnologia nestes últimos 57 anos. Ajudou os produtores a economizarem em figurantes - 2 mil no total, contra os 50 mil do filme com Heston. 

Sobre o elenco, Rodrigo Santoro, que vem desempenhando bons papéis em outras produções hollywoodianas, se consagra ao interpretar Jesus Cristo. O agora astro internacional do cinema está ótimo, principalmente na cena de crucificação, mostrando um olhar profundo e feição que transmite compaixão que levam o público às lágrimas quando anuncia sua morte.

Já Morgan Freeman dispensa comentários. Ele é sempre excelente, não importa o papel. E não foi diferente como o Sheik Ilderim que acolhe Ben-Hur e o transforma num corredor de bigas. A presença do experiente ator é sempre sinônimo de ótimo filme.

Não estou esquecendo dos atores principais. Não dá para comparar o Ben-Hur de Jack Huston com o de Charlton Heston (que faturou o Oscar de Melhor Ator pelo filme de 1959). Seria covardia. Mas o primeiro dá conta do recado e atende às expectativas. Já Toby Kebbell como Messala não fica muito atrás de Stephen Boyd do clássico e entrega um personagem menos frio que convence.

A história é quase a mesma. A grande amizade do príncipe Judah Ben-Hur e seu irmão romano adotivo Messala acaba quando o primeiro é injustamente acusado de traição a Roma e condenado à escravidão nos navios da frota do império. Sua mulher Esther (Nazanin Boniadi) consegue escapar mas sua mãe e irmã são levadas para a execução. O desejo de vingança mantém Judah vivo durante o tempo de servidão, até que consegue escapar e inicia uma batalha contra o irmão, seu maior inimigo. Somente a redenção e o amor do filho de Deus poderão colocar fim a tanto ódio.

Imperdível, um remake muito bem feito e que vai agradar a muitos fãs do inesquecível clássico. Alguns, até deverão revê-lo (em versões dublada ou legendada) para matar saudades. "Ben-Hur" pode ser conferido nos formatos 2D, 3D e Imax, em 42 salas de 19 shoppings de BH, Betim e Contagem, também nas duas versões.



Ficha técnica:
Direção: Timur Bekmambetov
Produção: Metro-Goldwyn-Mayer Pictures / Paramount Pictures
Distribuição: Paramount Pictures
Duração: 2h03
Gêneros: Épico / Ação / Drama
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #ben-hur, #RodrigoSantoro, #JackHuston, #TobyKebbell, #MorganFreeman, #TimurBekmambetov, #epico, #ação, #drama, #Roma, #ParamountPictures, #Metro-Goldwyn-MayerPictures, #CinemanoEscurinho



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Nem a fama da dupla principal salva a comédia "Um Espião e Meio"

Dwayne Johnson aposta em comédia de ação ao lado de Kevin Hart (Fotos Universal Pictures/Divulgação)


Maristela Bretas

Nada de novo, piadas bobas e preconceituosas sobre negros contadas por negros em um enredo fraco para aproveitar a fama de dois atores muito bem pagos de Hollywood - Kevin Hart e Dwayne "The Rock" Johnson. Assim se resume a comédia de ação "Um Espião e Meio" ("Central Intelligence"). Dá para rir, tem mais ação que comédia e o tom estridente da voz de Hart (uma de suas características) chega a irritar. Acho que ele pensa que está fazendo "Todo Mundo em Pânico 4", de 2006.

Johnson, que já havia mostrado sua veia cômica em "O Fada dos Dente" (2010), é mais engraçado como o estudante gordo que gostava de dançar no chuveiro da escola mas sofria bullying dos colegas, do que como o fortão agente da CIA foragido. Como o papel de policial é uma constante na sua carreira e já lhe garantiu gordas bilheterias, nada como tentar de novo, agora juntando os dois gêneros. Mas ficou bem forçado, chega a ser bobo e provoca poucas risadas. Melhor seria se tivesse ficado apenas como espião.

A história acompanha o nerd Bob Stone que sofreu muito bullying no passado, mas que ao crescer se tornou um agente letal da CIA (Johnson). Dizendo estar em um caso ultrassecreto, ele recruta a ajuda do antigo “bam bam bam da sala”, Calvin Joyner (Hart), agora um contador sem qualquer sinal de glória. 

Quando o desiludido contador percebe no que está se metendo, já é tarde demais para sair e acaba arrastado pelo alucinado novo amigo para um mundo de perigo, tiroteios, traição e espionagem. A dupla ainda precisa fugir de Pamela Harris (Amy Ryan), a chefe de Stone que o acusa de traição.

As cenas de ação são boas, principalmente a fuga do prédio onde Hart trabalha, mas o enredo é bem fraco. O filme também é recheado de mensagens politicamente corretas, criticando o bullying e o preconceito racial nas escolas e mostrando que a amizade supera tudo. Pena que os temas foram usados na dosagem errada - não faz pensar nem provocar gargalhadas. 

"Um Espião e Meio" vale como diversão para os fãs de Johnson, mas não vá esperando muita coisa. A produção pode ser conferida em formato 2D, nas versões dublada e legendada, em cinemas de BH, Betim e Contagem.



Ficha técnica:
Direção: Rawson Marshall Thurber
Produção: Warner Bros Pictures / New Line Cinema / Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h47
Gêneros: Ação / Comédia
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 2,5  (0 a 5)

Tags: #umespiaoemeio, #centralintelligence, #DwayneJohnson, #KevinHart, #comédia, #ação, #RawsonMarshallThunder, #UniversalPictures, #WarnerBrosPictures, #NewLineCinema, #CinemanoEscurinho

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

"Cantando de Galo" é uma animação mexicana para fazer rir, sem maiores pretensões

Toto e seus amigos vivem uma aventura para tentar salvar a fazenda onde moram (Fotos: Divulgação)

Maristela Bretas 


Não espere uma superprodução como as da Pixar ou Dreamworks. Vá com espírito para dar boas risadas que a animação "Cantando de Galo" ("Un Gallo con Muchos Huevos") poderá ser uma boa surpresa. Entre os motivos que garantem diversão estão as referências a filmes de sucesso como "Hulk", "O Poderoso Chefão", "Transformers", "Karatê Kid", "Rocky, um Lutador", "Fuga das Galinhas" e até "Star Wars".

A produção mexicana, dos mesmos criadores de "Ovocartoon", tem como proposta fazer rir, sem grandes pretensões. Mas pecou na escolha do tema politicamente incorreto e nem um pouco indicado para crianças - rinha de galos. Mas nada que vá causar trauma nos pequenos. O filme é bem colorido, na medida que se espera de uma produção infantil.

Até porque, o personagem principal é Toto, um galinho franzino mas simpático. Apesar de sonhar em ser um lutador, ele vive numa fazenda e tem como amigos vários ovos de galinha 'mucho locos', um bacon sobrevivente da panela, uma franguinha cheia de charme e apaixonada e o pai dela, um robusto ex-galo de briga. Mas o destaque fica por conta dos ovos falantes, que garantem as melhores cenas e diálogos.

Todos vivem tranquilamente na fazenda até que um fazendeiro sem escrúpulo ameaça tomar o lugar caso a dona não pague a hipoteca atrasada. Toto e seus amigos decidem procurar os organizadores de lutas de galo e propõem um combate dando a fazenda como garantia.


Toto, no entanto, terá de enfrentar o grande campeão do ringue e para isso precisa encontrar um treinador que possa ajudá-lo a vencer. Só não esperava que fosse um histérico ovo de pato com uma incômoda voz estridente. Apesar deste detalhe, ele é bem engraçado ao usar os estilos de Karatê Kid e Rocky Balboa para ensinar seu pupilo galináceo.

"Cantando de Galo" tem luta, aventura, romance e final feliz, com direito a cena extra após os créditos. Ele está em exibição em 13 salas de cinema de shoppings de BH, Betim e Contagem, apenas no formato 2D em versão dublada.



Ficha técnica:
Direção, roteiro e produção: Gabriel Riva Palacio
Produção: Videocine / Televisa
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h38
Gêneros: Animação / aventura
País: México
Classificação: Livre
Nota: 2 (0 a 5)

Tags: #cantandodegalo, #GabrielRivaPalacio, #comédia, #animação, #México, #ParisFilmes, #CinemanoEscurinho

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

"Nahid - Amor e Liberdade" vale mais por mostrar as diferenças culturais do que pela história

Filme iraniano de amor sem beijo conta a luta de uma jovem recém-divorciada para ter a guarda do filho (Fotos: Memento Films Distribution)


Mirtes Helena Scalioni

Filmes que se passam em países muito diferentes do nosso sempre atraem. A curiosidade, a busca do novo, do estranho e até do esquisito, movem, instigam. Pode ser esse o caso do iraniano "Nahid - Amor e Liberdade", que conta, de um jeito muito particular, a luta de uma jovem recém-divorciada para ter a guarda do filho menor.

Explica-se: segundo as leis iranianas, no divórcio, os filhos ficam sob a responsabilidade do pai. Mas, ao se separar do viciado Ahmed (Navid Mohammadzadeh), Nahid (Sareh Bayat) se compromete a não mais se casar para merecer a guarda de Amir Reza (Milad Hasan Pour), seu filho de dez anos. Coisas da legislação do país. Só que, claro, a vida lhe apresenta um novo amor, Masoud (Pejman Bazeghi), e a jovem passa a viver meio nas sombras, na mentira. Sem dinheiro, se envolve em dívidas e aplica pequenos golpes. Se fosse no Brasil, podíamos repetir o jargão popular: "Vendia o almoço pra comprar a janta".

Mas Nahid não vive no Brasil e tem que lidar com suas culpas e dúvidas, além de enfrentar a adolescência difícil e revoltada de Amir Reza, a insistência do ex-marido em retomar o casamento e o amor quase sem limites do corretíssimo namorado Masoud. Para completar, enfrenta também a reprovação da família, para quem uma mulher nunca abre mão de um filho por causa de um segundo casamento, mesmo que seja um casamento temporário - sim, essa possibilidade existe juridicamente no Irã.

Houve quem encontrasse semelhanças entre "Nahid..." e "Separação", o iraniano que ganhou o Oscar de filme estrangeiro em 2012. Só se for pelo fato de ambos tocarem nas particularidades comportamentais, religiosas e jurídicas, que castigam prioritariamente as mulheres naquele país.

De um modo geral, o longa dirigido pela jovem Ida Panahandeh é lento e deixa a desejar quando não define a personalidade dos personagens. Quase mal contado. O atrativo fica por conta da cultura e das "esquisitices" - para nós, ocidentais. Para se ter uma ideia, não há um beijo sequer numa história que, segundo eles, é de amor.

"Nahid - Amor e Liberdade", com duração de 1h44 e classificação para12 anos, está em exibição em versão legendada no Cine Belas Artes, sessões às 14 horas, 16 horas e 19h40.



Tags: #Nahidamoreliberdade, #Irã, #drama, # IdaPanahandeh, #CinemanoEscurinho

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

"Perfeita é a Mãe!", uma comédia para quem tem filhos e quer fugir da rotina

Comédia dos mesmos roteiristas de "Se Beber Não Case!" é boa opção para dar uma parada na rotina estressante (Fotos: STX Entertainment /Divulgação)

Maristela Bretas

Imagine aquele dia quando tudo dá errado? O atraso para levar e buscar os filhos na escola, esquecer a reunião de trabalho e o lanche das crianças, cuidar do cachorro doente e de todas as obrigações de casa enquanto o marido está sempre ausente, a reunião com as chatas de plantão da associação de pais e mestres. De repente, a pessoa surta e percebe que precisa de um tempo para ela.

Pois essa é a história de "Perfeita é a Mãe!" ("Bad Moms"). Divertida, provocadora e muito perto da realidade de muitas mães, é uma comédia que deveria ser vista tanto por elas quanto pelos pais. Ambos possivelmente vão se identificar com muitas das situações mostradas.

O filme, que estreia nesta quinta-feira nos cinemas de BH, tem roteiro e direção da mesma dupla de "Se Beber, Não Case!". O longa-metragem é narrado por Amy Mitchell (Mila Kunis), a mãe que todos criticam por sempre se atrasar, apesar de dividir seu tempo entre o trabalho e a criação praticamente sozinha dos dois filhos adolescentes. E o que resta ainda tem de cumprir com as obrigações impostas pela Associação de Pais e Mestres, presidida pela milionária Gwendolyn James (Christina Applegate) que manda em tudo e em todos da comunidade.

Até que um dia Amy resolve jogar para o alto tudo o que lhe causa estresse e curtir a vida. Essa decisão atrai outras duas mães, também insatisfeitas com suas rotinas diárias. Kiki (Kristen Bell) tem três filhos pequenos e um marido que só sabe dar ordens. Já Carla Dunkler (ótima interpretação de Kathryn Hann) é divorciada, quase uma ninfomaníaca e mãe de um filho adolescente que só pensa em futebol.

O trio passa a fazer mil loucuras, o que chama a atenção das demais mães da escola de seus filhos e a incomodar Gwendolyn e suas "assessoras" Vicky (Annie Mumolo) e Stacy (Jada Pinkett Smith). Entre brigas de casais, crianças chorando ou reclamando, farra o supermercado, Amy acaba descobrindo que pode amar de novo e que ela e as amigas conseguem ter sua liberdade de volta sem serem mães ruins (como indica o título em inglês). Ao final, depoimentos muito interessantes.

Com diálogos engraçados, principalmente quando Kiki e Carla tentam ensinar Amy a se vestir para a balada, "Perfeita é a Mãe!" é uma boa opção para se assistir à tarde, com pipoca e refrigerante, sozinha ou com amigas que queiram "dar um perdido" nas obrigações diárias.



Ficha técnica:
Direção e roteiro: Jon Lucas e Scott Moore
Produção: Block Productions
Distribuição: Diamond Films
Duração: 1h38
Gênero: Comédia
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #perfeitaeamae, #MilaKunis, #KristenBell, #KathrynHahn, #ChristinaApplegate, #JadaPinkettSmith, #JonLucas, #ScottMoore, #comédia, #DiamondFilms, #CinemanoEscurinho

domingo, 7 de agosto de 2016

Nem vilões, nem heróis, apenas um bando de loucos reunidos num "Esquadrão Suicida"

Supervilões salvam parcialmente a imagem da DC Comics e filme pode se tornar novo sucesso de bilheteria (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Depois de "Batman X Superman - A Origem da Justiça" ter recebido duras críticas, mas conquistado uma ótima bilheteria, a aposta da Warner e da DC Comics está sendo em "Esquadrão Suicida" ("Suicide Squad") para apagar os arranhões deixados pela produção anterior. Contra o roteiro fraco, assim como os personagens principais do primeiro, nada como supervilões dos quadrinhos da DC Comics para dar uma virada no jogo na nova produção. 

A divulgação foi fortíssima e os trailers eletrizantes. Tinha tudo para dar certo, mas pisou na bola de novo no roteiro e na escolha e alguns atores para os papeis de maior destaque, como a modelo/atriz Cara Delevingne, que interpreta Magia. A grande vilã da história é entregue a uma atriz fraca, sem expressão, bonitinha e sem sal, quase matou até a personagem dos quadrinhos.

Em compensação, para salvar o filme, entra em cena Arlequina, interpretada brilhantemente pela bela atriz Margot Robbie, que domina as cenas em que aparece do início ao fim, com seus malabarismos, frases engraçadas e amor insano por Coringa. Ela é a dama da loucura, que um dia foi a cientista Harlenn Quinzel antes de cair de amores por Coringa e se tornar uma criminosa. Arlequina é a grande atração de "Esquadrão Suicida".

Por falar em Coringa, Jared Leto poderia estar melhor como o maior inimigo de Batman. Tem cara de louco, fez muitas loucuras durante as gravações com os demais atores, mas ficou atrás de Heath Ledger. Os cartazes e a divulgação tiveram mais impacto que a atuação. É sufocado, como outros vilões, por Arlequina.

Além de Margot Robbie outro que está muito bem no papel de Floyd Lawton, mais conhecido como Pistoleiro, é Will Smith, que ajuda a dar uma forcinha no roteiro fraco. O experiente ator garante boas cenas de ação. Os demais intérpretes de vilões são meros coadjuvantes para compor o grupo, inclusive Jai Courtney, o Capitão Bumerangue. Pistoleiro e Arlequina fazem com que os demais vilões sejam somente secundários. 


Joel Kinnaman também não decepciona como o mocinho que só quer salvar sua namorada, lutando ao lado dos perigosos supervilões. Cumpre o esperado. Já Viola Davis, chega a dar medo como a agente Amanda Waller. Mata sem pestanejar quem atravessa seu caminho e não tem escrúpulos para colocar seus planos em prática. Muito boa interpretação.

E se alguns dos vilões ajudam a salvar o filme, a trilha sonora também é outra é outra mão na roda, funcionando quase que como uma muleta em cenas fracas e que não se sustentariam sozinhas. A música tema “Sucked for Pain”, também chamada "Squad Anthem", conta com Lil Wayne, Wiz Khalifa, Imagine Dragons, Logic, Ty Dolla $ign e X Ambassadors. 



E uma gravação surpreendente de “Bohemian Rhapsody”, do Queen, feita pela banda "Panic! At The Disco". A trilha sonora de “Suicide Squad: The Album” tem ainda músicas inéditas e parcerias exclusivas de estrelas top do pop, rock, hip-hop, R&B e eletronic dance music e está disponível para venda no endereço http://smarturl.it/SuicideSquad.

Na verdade, o erro maior de "Esquadrão Suicida" é ser um filme com começo e fim. Faltou o meio para "dar liga" na história. Do início longo para explicar mais ou menos cada vilão já pulou para ação, deixando o expectador perdido. Tudo começa após a destruição causada pela luta entre Superman e Apocalypse. O governo americano decide colocar em prática um ambicioso plano da agente Amanda Waller (Viola Davis). Ela selecionou um time dos mais perigosos supervilões encarcerados para combater forças sobre-humanas. 

Os escolhidos são Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Bumerangue (Jai Courtney), Diablo (Jay Hernandez), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e Magia (Cara Delevingne), que se juntam a duas peças das forças do governo, Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara). A eles é dado um arsenal de armas sofisticadas para quem enfrentem uma entidade enigmática. Mas quando descobrem que são dispensáveis se perderem, o temido grupo começa a avaliar até onde vale continuar lutando ao lado do governo. Isso sem contar que outro inimigo, o Coringa também vai ajudar a tornar a situação ainda pior para o esquadrão. 

Mesmo assim, o longa-metragem de mais de US$ 170 milhões deverá gerar um bom faturamento para os produtores. Talvez até mais que "Batman X Superman" porque, quer queira ou não, os bandidos sempre são mais interessantes que os mocinhos na maioria das histórias. Muitos fãs vão ficar decepcionados com a forma dada no cinema a seus vilões dos quadrinhos, mas quem não conhece suas histórias e está em busca de ação o filme pode agradar.

"Esquadrão Suicida" vale como uma boa distração e é uma das apostas de blockbusters do 2º semestre. O formato 3D é dispensável, o filme pode ser assistido em 2D sem grandes perdas. Ele está em exibição em 46 salas de 19 shoppings de BH, Betim e Contagem, em versões dublada e legendada.

Um detalhe - Não deixe de ver a cena adicional após os créditos.



Ficha técnica:
Direção e roteiro: David Ayer
Produção: DC Entertainment // Atlas Entertainment
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h10
Gêneros: Ação / Fantasia
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #esquadraosuicida, #suicidesquad,  #MargotRobbie, #WillSmith, #JaredLeto, #ViolaDavis, #JaiCourtney, #DavidAyer, #Arlequina, #Coringa, #Pistoleiro, #ação, #fantasia, #vilões, #DCComics, #WarnerBrosPictures, #blockbuster, #CinemanoEscurinho

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A força das mulheres conduz "Tallulah", filme original Netflix

Ellen Page interpreta a jovem Tallulah, personagem que dá nome ao longa-metragem que estreou no Sundance Festival (fotos: Route One Entertainment/Divulgação)

Patrícia Cassese


No extenso rol de lançamentos previstos para o Netflix neste mês de agosto, várias produções próprias chamam a atenção do espectador. Sim, o canal está investindo pesado na própria lavra, entre séries e filmes que disputam a audiência. No segundo escaninho citado, um dos destaques recentes é "Tallulah", com Ellen Page como a personagem que dá nome ao longa-metragem que estreou no Sundance Festival. Verdade, a jovem atriz canadense até dispensaria apresentações, mas vamos lá: estourou com "Juno" e atuou sob a batuta de Woody Allen em "Para Roma, com Amor", além de ter feito chorar plateias no impactante "Um Crime Americano", entre muitos outros títulos. Na vida pessoal, fez por merecer a nossa admiração ao abraçar a causa gay em 2014. 

Tallulah é uma garota que, abandonada pela mãe, acabou se lançando na vida na base do sem lenço sem documento. Zero vaidade, viaja pelos Estados Unidos a bordo de um furgão detonado e vivendo dos restos que cata daqui e dali - e de pequenos golpes aplicados em meio a muita adrenalina. Quando o filme começa, aliás, Tallulah - ou simplesmente Lu - está fugindo de mais um, ao lado de seu namorado, Nico (Evan Jonigkeit). Ocorre que o rapaz está, digamos assim, um pouco cansado da vida errante, na qual está mergulhado há dois anos. E quer voltar para a casa da mãe, em NY, para desgosto de Tallulah. 

Na verdade, quando o ragazzo parte sem se despedir, é Lu quem chega primeiro à Big Apple, batendo na casa da "sogra" (digamos assim). E eis que somos apresentados a uma atuação magnífica de Allison Janney, a atriz por trás da personagem Margo. Sim, você já conhece esta impactante atriz: na verdade, Allison contracenou com Ellen Page em "Juno" (era a madrasta da moça), mas brilhou mais ainda como Charlotte, a mãe da irrequieta Skeeter (Emma Stone) em "Histórias Cruzadas". 

"Amarga" poderia ser um adjetivo aplicado a Margo. Solteira desde que o marido se assumiu gay e foi morar com o namorado, ela passa os dias tendo conversas ríspidas com a tartaruga de estimação e se esquecendo de exercitar o movimento labial comumente conhecido como "sorriso" - o que até o porteiro do prédio no qual mora observa. Quando Lu bate à sua porta, o ímpeto inicial da Margo é expulsá-la, ainda que a garota possa fornecer pistas do paradeiro do filho "on the road". 

Sem ter para onde ir, Lu se embrenha num hotel onde é confundida por uma hóspede - Carolyn (Tammy Blanchard) - com uma camareira. Carolyn, vamos situar, está zero a fim de passar a noite cuidando de seu bebê - a garotinha Madison, de presumíveis um ano e alguns meses. Ela viajou sem avisar ao marido e vê em Lu a pessoa ideal para cuidar da menina enquanto parte para o encontro com um amante em potencial. A esta altura atônita e sem conseguir explicar a confusão que se instaura, Lu acaba assumindo o papel de baby-sitter, ao mesmo tempo em que vai percebendo que a bebê corre sérios riscos, inclusive de vida, dada a negligência da mãe, que termina por desmaiar após voltar do frustrado encontro com muitos mililitros de álcool na corrente sanguínea.

Num impulso, Lu foge com a criança, mas sem ter como se virar no furgão com um bebê, acaba batendo novamente à porta de Margo. - que, por seu turno, a acolhe (ainda que com certa desconfiança) após ser informada que o tal bebê seria sua neta. Sim, caro leitor. É óbvio que ninguém roubaria um bebê em NY e passaria impune. 

No dia seguinte, a mãe, ensandecida com o sumiço da filha (e a iminência de mais um conflito conjugal assim que o marido descobrir a fuga e o desaparecimento), aciona a polícia que, esperta que é, também constata a incrível inabilidade desta mãe para cuidar de uma criança. E começam as buscas, devidamente reportadas pelos periódicos, com direito a fotos feitas por câmaras de vigilância. 

Enquanto isso, Lu e Margo estreitam relações - e a última vai paulatinamente saindo da concha na qual se recolheu nos últimos anos. Não bastasse, Nico também reaparece. Mas, é preciso assinalar: os personagens masculinos, aqui, são meros coadjuvantes. Trata-se de um filme de e sobre mulheres. Não só. De mulheres que, em algum momento da vida, foram abandonadas - inclusive a bebê Madison, negligenciada pela mãe biológica. Já falamos de Lu ter sido abandonada pela mãe e pelo namorado, bem como de Margo, pelo marido e pelo filho. Mas Carolyn também se apresenta ao espectador como uma mulher de certa forma menosprezada pelo marido, que já não nutre qualquer interesse por ela. 

Há um diálogo emblemático no filme, quando, deitadas na grama, no parque, Lu diz a Margo que seu erro pode ter sido ter colocado a felicidade na mão de terceiros, de outras pessoas. "E pessoas são horríveis. Sempre te decepcionam", filosofa, enquanto toda a ação se encaminha irremediavelmente para um desenlace crível (mesmo que o filme se utilize de pitadas bem dosadas de fantasia). 




O cartaz da empreitada ratifica a primazia dada aos personagens femininos: nele aparecem Margo, Lu e Madison no centro, com a imagem de Carolyn ao fundo, como a ameaçar o núcleo familiar em estado embrionário. E se as atrizes cumprem com galhardia a tarefa que lhes foi delegada (em especial Allison, como já dissemos), ao espectador ainda resta o prazer de se deparar com um dos rostos mais queridos de "Orange is The New Black", Uzo Aduba (a Crazy Eyes da série) - aqui, ela é uma policial (grávida) que participa da incessante caça à raptora do bebê. Mas não é necessariamente uma surpresa: a diretora e roteirista Sian Heder é também uma das roteiristas e produtoras da cultuada "OITNB" - que, aliás, também integra o acervo Netflix.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Matt Damon revive Jason Bourne sem perder o jeito de bom moço com cara de mal

Matt Damon volta a ser o superagente Jason Bourne e traz grande elenco no quarto filme da franquia interpretado por ele (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Pela quinta vez o famoso agente foragido da CIA, Jason Bourne retorna às telas de cinema, agora de volta às mãos de Matt Damon e direção de Paul Greengrass, o mesmo de "A Supremacia Bourne" (2004) e "O Ultimato Bourne" (2007). Apesar do afastamento por nove anos do papel, Damon parece não ter perdido o pique e mostra o personagem ainda mais sisudo e de pouca fala, vivendo no isolamento. 

Se no primeiro filme - "A Identidade Bourne" (2002) ele se apresentou como um agente desmemoriado tentando desmascarar a direção da CIA, neste filme ele deixa claro que sua busca é pessoal - o ex-superagente quer apenas descobrir seu passado. Principalmente após uma ex-agente contar que tudo o que aconteceu com ele, incluindo o recrutamento como matador, está relacionado à morte de seu pai.

Matt Damon está á vontade com o personagem que conhece bem e que lhe garantiu boas bilheterias. "Jason Bourne" conta ainda com um elenco de peso - Alicia Vikander, como a agente da CIA Heather Lee, especializada em crimes cibernéticos; o grande Tommy Lee Jones, que interpreta o diretor da Agência Robert Dewey (inimigo de Bourne) e Vicent Cassel, como o mercenário Asset.

Apesar do diretor Paul Greengrass já ter dito que o futuro da franquia está em Alicia Vikander, falta vibração na atriz, até mesmo nas cenas de ação. Como se estivesse fazendo um romance e não um filme de espionagem. Talento ela tem de sobra, mas ficou a dever em "Jason Bourne".

Na quinta história da franquia (a quarta foi o fraco "O Legado Bourne", com Jeremy Rennes, em 2012), o agente precisa deixar seu exílio na Grécia como lutador de rua para ajudar a amiga e ex-agente Nicky Parsons (Julia Stiles) a divulgar os planos da CIA, que quer controlar todas as comunicações por meio da rede social Deep Dream, criada pelo empresário Aaron Kalloor (Riz Ahmed). Parsons também tem novas informações sobre a morte do pai de Jason e seu envolvimento com as ações da agência.

Ao ser descoberto, Jason volta a ser caçado, desta vez pelo diretor Dewey, que quer impedir que ele descubra o novo projeto. Dentro na CIA, no entanto, a novata Heather Lee acredita que tentar recrutar Bourne para a agência seja a melhor solução. Essa perseguição vai passar por vários países, como Grécia, Islândia, Inglaterra e terminar Las Vegas, nos Estados Unidos. E para fazer o "serviço sujo" em nome da segurança nacional, é convocado um antigo inimigo mortal de Bourne - o matador Asset, que vai persegui-lo por cada canto do planeta.

"Jason Bourne" mantém o estilo de seus antecessores, um pouco mais fraco talvez, mas com muita ação. E não vai decepcionar os fãs da franquia, principalmente nas cenas de perseguição na Grécia e em Las Vegas. E por onde o agente e Asset passam fica um rastro de destruição, com carros em pedaços por todos os lados.

Boa condução, como era esperado de Paul Greengrass, "Jason Bourne" é uma das opções recomendadas em cartaz nos cinema de BH. O filme pode ser conferido em 16 salas de 15 shoppings de BH, Betim e Contagem, nas versões dublada e legendada.



Ficha técnica:
Direção, roteiro e produção: Paul Greengrass
Produção: Universal Pictures 
Distribuição: Universal Pictures 
Duração: 2h03
Gêneros: Ação / Espionagem / Suspense
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4,5 (0 a 5)

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