segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"Quatro Vidas de Um Cachorro" é filme "fofinho" de chorar em sessão da tarde


Nem toda a polêmica e ameaças de boicotes afastaram o público da produção para família sobre cachorro, amizade e lealdade (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Não adiantou toda a discussão e ameaças de boicote ao filme "Quatro Vidas de Um Cachorro". Em seu primeiro final de semana após a estreia, somente nos Estados Unidos a produção dirigida por Lasse Hallström (o mesmo de outro filme de chorar sobre cachorro - "Sempre ao Seu Lado", de 2009) que custou US$ 22 milhões arrecadou US$ 18,4 milhões.

Envolvido numa polêmica mundial de maus tratos a um dos cães participantes que dominou as redes sociais e a mídia, "Quatro Vidas de Um Cachorro" ("A Dogs's Purpose") não passa de um filme "fofinho", daqueles que você assiste numa sessão da tarde com pipoca no colo, as crianças em volta e sem vergonha de chorar.


Não fosse um vídeo (com sinais de ter sido editado) divulgado num programa de TV americano poucos dias antes da estreia mostrando um dos integrantes da equipe de produção "forçando" um pastor alemão assustado se recusando a entrar numa piscina com correnteza, ninguém jamais saberia o que, em princípio, teria ocorrido.

Protestos de entidades protetoras dos animais e ameaças de boicote, pelo visto, não afetaram tanto assim a exibição e no país de origem ele já está quase se pagando. E a produção é bacana, indicada para famílias e narrado simplesmente pelo cachorro, cujo primeiro nome é Bailey. Dá até para imaginar o que nossos animais pensam quando estão ao nosso lado.

Isso porque ele conta suas quatro reencarnações, sem nunca entender qual o sentido de sua vida, por que retorna em outras raças, às vezes outro sexo e nunca para seu primeiro dono, Ethan, a quem mais amou (interpretado quando menino por Bryce Gheisar e, quando adolescente por K.J. Apa, ambos muito bem em seus papéis). Quando adulto, o papel ficou a cargo de Dennis Quaid, hoje não tão carismático quanto no passado, mas ainda sabe se entender com os bichos.

Além de Ethan, Bailey passa por outros bons e maus donos e vive grandes aventuras ao longo dos anos. A parte polêmica do filme está na reencarnação como um cão policial. Não vou contar para não dar spoiler, mas a cena não é tudo isso que pregaram e nada que um efeito digital não resolvesse.

Para aqueles que gostam de cães, como eu, "Quatro Vidas de Um Cachorro" emociona, diverte, é fofinho, principalmente quando mostra nosso amigo canino filhotinho, e é envolvente. A maior parte do tempo tenta mostrar a amizade e a lealdade de um cão por seu dono.

Pode incomodar para alguns a falação de Bailey o tempo todo, questionando tudo - a brincadeira com o dono, suas namoradas, a comida e até sua família que ele chama de matilha. Mas cachorro é isso mesmo, conversa latindo. No caso do filme, falando. E a voz de todos eles - Bailey, Tino, Ellie e Buddy - é de Josh Gad, que tem em seu currículo como dublador nada menos que Olaf, o boneco de neve de "Frozen: Uma Aventura Congelante".

Uma produção leve, que vale a pena ver para abrir a torneira do choro e se apaixonar por nosso adorável herói canino.



Ficha técnica:
Direção:  Lasse Hallström
Produção:  Amblin Entertainment / Walden Media
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 2 horas
Gêneros: Família / Drama / Comédia
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #quatrovidasdeumcachorro, #adogspurpose, #Bailey, #Ethan, #cachorro, #drama, #aventura, #familia, #UniversalPictures, #CinemanoEscurinho

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

"A Bailarina" ensina que não devemos desistir de nossos sonhos

Produção se passa no ano de 1869 em Paris, com sua efervescência e grandes obras, como a Torre Eiffel (Fotos: Gaumont Distribution/Divulgação)

Maristela Bretas


Mesmo sem os recursos visuais dos estúdios americanos, a animação franco-canadense "A Bailarina" ("Ballerina") oferece ao público uma história agradável e inocente, sem muitas desvios. Bem ao estilo Cinderela, com direito a patroa agindo quase que como a madrasta da produção Disney, a animação explora o sonho quase impossível de uma jovem órfã de ser uma grande bailarina em Paris.

O tema é simples, até comum, como seus personagens, mas há a preocupação em ensinar bons valores e passar mensagens de amizade e perseverança. Pode inclusive incentivar muitas meninas a seguirem os passos de Felície Milliner, nossa batalhadora heroína, dublada muito bem em português pela pequena atriz Mel Maia. Na versão em inglês, Elle Fanning emprestou sua voz à bailarina.

Apesar de o tema ser o balé, o importante na história de "A Bailarina" é mostrar a amizade entre dois jovens órfãos, Felície e Victor, que passam o tempo pendurados no telhado do orfanato onde vivem, planejando uma forma de fugir para Paris, onde irão realizar seus desejos - ela de ser uma bailarina e ele, tornar-se um grande inventor.

Até que a dupla, usando uma das invenções de Victor, consegue escapar e chegar à bela e envolvente capital francesa. A cidade vive o burburinho do final do século 19, com a construção da Torre Eiffel e da Estátua da Liberdade que será presenteada aos Estados Unidos. Por uma distração os amigos se separam, mas seus caminhos sempre voltam a se encontrar, enquanto cada um busca realizar seu desejo.

Felície consegue uma vaga na Grand Opera, mas para se tornar uma grande bailarina terá de batalhar muito, enfrentar inimigos cruéis e fazer novas amizades. Já Victor consegue ser ajudante do construtor Gustave Eiffel e vai aproveitar para criar novas geringonças. Entre idas e vindas, o que não falta na vida destes dois é aventura e um pouquinho de romance à moda antiga, com jantar a luz de velas e o mocinho salvando a mocinha.

Muito bacana a animação, boa opção para levar as crianças - até mesmo os meninos pequenos vão curtir as aprontações e invenções de Victor. Vale a pipoca e o refrigerante para acompanhar.



Ficha técnica:
Direção: Eric Summer / Eric Warin
Produção: Quad Films / Caramel Films
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h30
Gêneros: Animação / Família / Aventura
Países: França / Canadá
Classificação: Livre
Nota: 3,5 (0 a 5)

Tags:#abailarina, #MiaMaia, , #aventura, #família, #animação, ParisFilmes, #CinemanoEscurinho

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

"Beleza Oculta" reúne elenco estrelado para manipular emoções, mas deixa pontas soltas

Produção tem a direção de David Frankel, o mesmo dos ótimos "O Diabo Veste Prada" e "Marley e Eu" (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Um filme feito para tocar o coração, para quem quer se emocionar. Mesmo que ao final, o espectador tenha a impressão de ter sido manipulado como o personagem. Assim é "Beleza Oculta", uma tradução ruim para o título original "Collateral Beauty" ("Beleza Colateral") que é explicado ao longo da película.

Apesar de ter sido bem cotado no início de 2016 como um dos fortes candidatos ao Oscar 2017, o filme não pegou qualquer indicação. Alguns vão dizer que é uma cópia de outros filmes de sucesso do passado pela temática - três personagens interpretam sentimentos e sensações - amor, tempo e morte - para tentar mudar a vida de um publicitário deprimido. Não importa. O filme é para provocar lágrimas e fazer as pessoas repensarem valores e as chances que a vida lhes oferece. O final é bem interessante e revelador, fechando o ciclo.


Will Smith se envolve em mais um drama, mas sua interpretação do empresário Howard, que cai em depressão após a perda da filha, fica muito aquém do papel que fez em "A Procura da Felicidade" (2006). Ele pode até ser o protagonista, mas é o restante do elenco formado por grandes estrelas que seguram o roteiro. Destaque para Edward Norton, Helen Mirren e Michael Peña. Kate Winslet tem uma atuação apagada, um desperdício desta excelente atriz.

Também estão no elenco Naomie Harris e Jacob Latimore. Keira Knightley é a mais fraca de todos e continua insistindo em fazer cara de choro franzindo o nariz. Mesmo assim, cada um faz a sua parte para tentar entregar um bom filme a partir de um roteiro cheiro de furos, dirigido por David Frankel, o mesmo dos ótimos "O Diabo Veste Prada" (2012) e "Marley e Eu" (2008).

"Beleza Oculta" conta a história do publicitário Howard Inlet (Smith) que após perder a filha entra em depressão e não tem mais interesse em nada. Sua vida se resume em montar freneticamente torres de dominós e andar de bicicleta. Até que resolve escrever cartas para a Morte, o Amor e o Tempo, o que deixa seus sócios Whit (Norton), Simon (Peña) e Claire (Winslet) preocupados com sua sanidade que coloca em risco a empresa.

Os três resolvem usar estas três partes do universo para fazer o amigo voltar à realidade ou deixá-la de vez. E contratam atores para interpretarem a Morte (Mirren), o Tempo (Latimore) e o Amor (Knightley) para confrontarem Howard, alertando para que dê mais valor à vida. Ao mesmo tempo, ele passa a frequentar um grupo de país que perderam seus filhos, coordenado por Madeleine (Harris), que também tenta ajudá-lo. Sem que percebam, as três figuras também terão papel importante nas vidas de seus contratantes.

A proposta é boa, o filme emociona, apesar de deixar algumas perguntas no ar como, por exemplo, por que algumas pessoas veem a Morte, o Tempo e o Amor e outras não? Mesmo assim, "Beleza Oculta" vale a pena ser visto.



Ficha técnica:
Direção: David Frankel
Produção: Warner Bros. Pictures / Village Roadshow Pictures / New Line Cinema / Anonymous Content / Overbrook Entertainment Production
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 1h37
Gênero: Drama
País: EUA
Classificação: 10 anos
Nota: 3,5 (0 a 5)

Tags: #belezaoculta, #collateralbeauty, #WillSmith, #KateWinslet, #MichaelPena, #EdwardNorton, #KeiraKnightley, #JacobLatimore, #HelenMirren, #NaomieHarris, #DavidFrankel, #drama, #WarnerBrosPictures, #VillageRoadshowPictures, #NewLineCinema, #CinemanoEscurinho

domingo, 22 de janeiro de 2017

"Manchester à Beira-mar" emociona e justifica as muitas apostas para o Oscar 2017

O filme acontece num inverno gélido e nebuloso numa cidade do litoral americano (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Talvez resida exatamente na discrição o grande trunfo de "Manchester à Beira-mar". Há quem não goste. Mas é preciso admitir que não seja por acaso que tanto o filme quanto seu protagonista, Casey Affleck, esteja na lista dos favoritos para o Oscar 2017. Affleck foi, inclusive, o vencedor do Globo de Ouro como Melhor Ator de Filme Dramático. Alguma coisa isso há de significar.

É certo que o filme, a certa altura, torna-se lento e, consequentemente, longo. Definitivamente, não se trata de uma trama de ação. E isso, às vezes, angustia o espectador. Mas parece ser esse mesmo o objetivo do diretor e roteirista Kenneth Lonergan. É devagar que o espectador vai descobrindo motivos e justificando comportamentos de personagens que, a princípio, parecem inexplicáveis.

"Manchester à Beira-mar" é todo feito em flashbacks, mas o presente acontece num inverno gélido e nebuloso numa cidade do litoral americano. E as imagens, de cores pálidas, ajudam a deixar o público em estado de agonia. Até os - poucos - momentos de riso são nervosos.

Nada é gratuito no filme. Casey Affleck é Lee Chandler, zelador num condomínio em Boston, que recebe a notícia da morte do irmão Joe (Kyle Chandler) e parte para Manchester para o funeral. Lá, descobre que se tornou tutor do sobrinho Patrick (Lucas Hedges) por ordem expressa deixada pelo morto. A relação que surge a partir daí, entre tio e sobrinho adolescente, enriquece o longa que, em nenhum momento, escorrega para a gritaria ou para o dramalhão. Há emoção, claro, mas com leveza, profundidade e delicadeza.

A interpretação do protagonista Casey Affleck é contida na medida certa, quase misteriosa. E isso ajuda a criar certa expectativa no público. Na verdade, todo o elenco atua de forma discreta e intimista, inclusive Michelle Williams, que aparece poucas vezes como Randi, a ex-mulher de Lee. "Manchester à Beira-mar" é sutil. Na verdade, um filme de poucas palavras.  Classificação: 14 anos



Tags: #manchesterabeiramar, #CaseyAffleck, #KyleChandler, #MichelleWilliams, #Lucas Hedges, #KennethLonergan, #Manchester, #Drama, SonyPictures, #CinemanoEscurinho

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"Procurando Dory" leva prêmio de Filme Favorito do People Choise Awards 2017

Fãs do mundo inteiro escolheram os seus favoritos em filmes, séries e programas na  43º edição da premiação (Fotos Divulgação)


Maristela Bretas


Os fãs de 150 países assistiram na madrugada desta quinta-feira, em Los Angeles, a escolha de seus filmes, séries e artistas favoritos da 43ª edição do People's Choice Awards 2017. Os indicados foram anunciados na terça-feira (15) e foram poucas as surpresas na premiação. Sob o comando do ator e apresentador Joel McHale (da série "Community"), o evento foi transmitido ao vivo pelo canal a cabo Warner Channel. Robert Downey Jr., Jennifer Lopez e o grupo Fifth Harmony (agora com quatro integrantes, depois da saída de Camila Cabello) fizeram participações especiais e também foram premiados.

A apresentadora Ellen DeGeneres, maior ganhadora de prêmios People Choise Awards com 20 estatuetas, recebeu uma homenagem especial e conquistou o prêmio de apresentadora de TV favorita de Programa Diurno, entregue por Justin Timberlake. Agradeceu ao público pela premiação e afirmou que gostaria que também os animais poderiam votar.

Outro homenageado da noite foi o ator, diretor, produtor, roteirista e filantropo Tyler Perry por seu trabalho social pelo mundo, com refugiados, vítimas de desastres naturaise pessoas necessitadas. Ele recebeu o prêmio de Humanitário Favorito.

Confira os vencedores:

FILME FAVORITO
"Procurando Dory" 

ATOR FAVORITO DE CINEMA
Ryan Reynolds, por "Deadpool"

ATRIZ FAVORITA DE CINEMA
Jennifer Lawrence

FILME DE AÇÃO FAVORITO
"Deadpool"

ATOR FAVORITO EM FILME DE AÇÃO
Robert Downey Jr.

ATRIZ FAVORITA EM FILME DE AÇÃO
Margot Robbie, por "Esquadrão Suicida"

VOZ FAVORITA EM ANIMAÇÃO
Ellen De Generes, por "Procurando Dory"

FILME DE COMÉDIA FAVORITO
"Perfeita é a Mãe"

ATOR FAVORITO EM FILME DE COMÉDIA
Kevin Hart


ATRIZ FAVORITA EM FILME DE COMÉDIA
Melissa McCarthy, de "Caça-Fantasmas"

FILME DE DRAMA FAVORITO
"Como Eu Era Antes de Você"

ATOR FAVORITO EM FILME DE DRAMA
Tom Hanks, por "Sully, o Herói do Rio Hudson"

ATRIZ FAVORITA EM FILME DE DRAMA
Blake Lively, por "Águas Rasas"

FILME FAVORITO PARA A FAMÍLIA
"Procurando Dory"

FILME THRILLER FAVORITO
"A Garota no Trem"

ÍCONE FAVORITO DO CINEMA
Johnny Depp

PROGRAMA DE TV FAVORITO
"Outlander"

COMÉDIA FAVORITA DE TV
"The Big Bang Theory"

ATOR FAVORITO DE COMÉDIA DE TV
Jim Parsons, por "The Big Bang Theory"

ATRIZ FAVORITA DE COMÉDIA DE TV
Sofia Vergara, de "Mother Family"

DRAMA FAVORITO DE TV
"Grey’s Anatomy"

ATOR FAVORITO DE DRAMA DE TV
Justin Chambers

ATRIZ FAVORITA DE DRAMA DE TV
Priyanka Chopra, da série "Quantico"

COMÉDIA FAVORITA DE TV PAGA
"Baby Daddy"

DRAMA FAVORITO DE TV PAGA
"Bates Motel"

ATOR FAVORITO DE TV PAGA
Freddie Highmore

ATRIZ FAVORITA DE TV PAGA
Vera Farmiga

DRAMA POLICIAL DE TV FAVORITO
"Criminal Minds"

ATOR FAVORITO DE DRAMA POLICIAL DE TV
Mark Harmon, por "NCIS"

ATRIZ FAVORITA DE DRAMA POLICIAL DE TV
Jennifer Lopez

SÉRIE PREMIUM DE DRAMA FAVORITA
"Orange is the New Black"

SÉRIE PREMIUM DE COMÉDIA FAVORITA
"Fuller House"

ATOR FAVORITO DE SÉRIE PREMIUM
Dwayne Johnson

ATRIZ FAVORITA DE SÉRIE PREMIUM
Sarah Jessica Parker

PROGRAMA DE FICÇÃO CIENTÍFICA/FANTASIA FAVORITO DE TV
"Supernatural"

PROGRAMA FAVORITO DE FICCÇÃO CIENTÍFICA/FANTASIA DE TV PAGA
"The Walking Dead"


SÉRIE PREMIUM DE FICÇÃO CIENTÍFICA/FANTASIA FAVORITA
"Outlander"

ATOR FAVORITO DE FICÇÃO CIENTÍFICA/FANTASIA
Sam Heughan

ATRIZ FAVORITA DE FICÇÃO CIENTÍFICA/FANTASIA
Caitriona Balfe

REALITY FAVORITO
"The Voice"

APRESENTADOR FAVORITO DE PROGRAMA DE TV DIURNO
Ellen DeGeneres

EQUIPE FAVORITA DE APRESENTADORES DE PROGRAMA DE TV DIURNO
Good Morning America

APRESENTADOR FAVORITO DE TALK SHOW NOTURNO
Jimmy Fallon

ANIMAÇÃO FAVORITA DE TV
"The Simpsons"


ATOR FAVORITO DE SÉRIE NOVA
Matt LeBlanc

ATRIZ FAVORITA DE SÉRIE NOVA
Kristen Bell

NOVA COMÉDIA DE TV FAVORITA
"Man with a Plan"

NOVO DRAMA DE TV FAVORITO
"This Is Us"

ARTISTA MASCULINO FAVORITO
Justin Timberlake

ARTISTA FEMININA FAVORITA
Britney Spears

GRUPO FAVORITO
Fifth Harmony

ARTISTA REVELAÇÃO FAVORITO
Niall Horan


ARTISTA COUNTRY MASCULINO FAVORITO
Blake Shelton

ARTISTA COUNTRY FEMININA FAVORITA
Carrie Underwood

GRUPO COUNTRY FAVORITO
Little Big Town

ARTISTA POP FAVORITO
Britney Spears

ARTISTA HIP-HOP FAVORITO
G-Eazy

ARTISTA R&B FAVORITO
Rihanna

ÁLBUM FAVORITO
If I’m Honest / Blake Shelton

MÚSICA FAVORITA
Can’t Stop the Feeling” / Justin Timberlake

CELEBRIDADE FAVORITA DAS REDES SOCIAIS
Britney Spears

ESTRELA FAVORITA DAS REDES SOCIAIS
Cameron Dallas

ESTRELA FAVORITA DO YOUTUBE
Lilly Singh

COLABORAÇÃO HUMORÍSTICA FAVORITA
"Mall Mischief", com Ellen DeGeneres and Britney Spears


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Escola em BH ensina para jovens os segredos do cinema e da animação

Escola Lanterna Mágica oferece cursos da sétima arte para público de 7 a 15 anos (Fotos: Ricardo Poeira/Divulgação)

Maristela Bretas


Quem disse que fazer cinema é coisa de adulto? Pois um grupo de profissionais da área está provando que é uma grande brincadeira de criança, que atrai também adolescentes. Despertados por esta curiosidade infantil de descobrir os segredos da Sétima Arte que eles resolveram se juntar,  usando a experiência em documentários e criar o mais novo espaço de cinema e animação de Belo Horizonte, voltado para um público bem exigente de 7 a 15 anos - a Lanterna Mágica – Escola Livre de Cinema e Animação.

A escola já está em funcionamento, instalada na Rua Conde de Santa Marinha, 440, no bairro Cachoeirinha, e oferece oficinas de cinema e de animação. São eles: Férias Divertidas: Cinema e Animação; Férias Divertidas: Oficina Modular; Guia do Cineasta Iniciante; e Meu Primeiro Curta-metragem. As inscrições podem ser feitas no site  http://www.escolalanternamagica.com.br/

Trabalhando a criatividade, a organização, a socialização e a autoestima, os cursos da Lanterna Mágica possibilitam aos seus alunos a realização de suas próprias produções cinematográficas. Todos os cursos são realizados nas instalações da Escola Lanterna Mágica, utilizando a estrutura de equipamentos da instituição e conta com professores experientes, que acompanham de perto os alunos, estimulando-os a descobrirem suas potencialidades artísticas, além de proporcionar o desenvolvimento das atividades em grupo.

Como surgiu a Lanterna Mágica

A escola teve seu início durante a montagem da série de Tv "Pintando a Sétima Arte", que utilizou crianças entre 9 e 12 anos. A elas, o mundo do cinema foi por meio de oficinas de documentário e animação.

Integram a escola Janaína de Andrade, coordenadora de produção; Danilo Vilaça e Filipe Chaves, instrutores de oficinas na área do cinema; Graziella Luciano, produtora executiva e Ricardo Poeira e Débora Mini, instrutores de oficinas na área da animação. 

A equipe tem experiência em diferentes projetos ligados ao audiovisual para crianças e adolescentes na capital mineira, como a série "Pintando a Sétima Arte", as "Oficinas Poeira de Animação", lideradas por Ricardo Poeira há mais de 10 anos, e o projeto "Horizonte Periféricos", que leva oficinas de produção de cinema para os centros culturais da cidade – coordenado por Graziella Luciano, Danilo Vilaça e Janaína de Andrade.

Os cursos

Férias Divertidas: Cinema e Animação
Idade indicada: 7 a 15 anos
Duração: 4 horas por dia
Horários: 8 às 12 horas ou 13 às 17 horas
Pré-requisitos: Nenhum
Material didático e lanche inclusos
Investimento: a partir de R$ 140,00
Sobre: O Curso de Férias de Cinema é feito para quem adora cinema. Em duas semanas, as crianças passam por todas as etapas de produção de um filme e ainda aprendem diversas técnicas de animação.

Férias Divertidas: Oficina Modular
Idade indicada: 7 a 15 anos
Duração: 3 horas por dia
Horários: 8 às 12 horas ou 13 às 17 horas
Pré-requisitos: Nenhum
Material didático e lanche inclusos
Investimento: a partir de R$ 140,00
Sobre: Uma viagem pela origem do cinema e da fotografia, como se tornar um Youtuber, Os segredos da Maquiagem, Efeitos e Caracterização no cinema

Animação
Sobre: Como Tudo Começou; Técnicas e brincadeiras para aprimorar o traço e perder o medo de desenhar; técnicas de Stop-Motion usando massinha de modelar; Os Segredos da Animação.

SERVIÇO:
Lanterna Mágica – Escola Livre de Cinema e Animação
Endereço: Rua Conde de Santa Marinha, 440 - Cachoeirinha - BH

Contatos: (31) 3309-0076 / 99932-4599 / 99168-5861 

domingo, 15 de janeiro de 2017

"Dominação" é terror fraco que usa o exorcismo mental

No filme, cientista com dons especiais tenta tirar o espírito maligno do corpo de um garoto (Fotos: PlayArte Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Aaron Eckhart chutou o balde e apostou numa furada de terror - "Dominação" ("Incamate"), um dos piores papeis de sua carreira. Conhecido por trabalhos como "Batman, o cavaleiro das Trevas", "Invasão à Casa Branca", a sequência "Invasão a Londres" e o mais recente "Sully, o Herói do Hudson", o ator escolheu ser um cientista paranormal autodestrutivo, capaz de entrar no subconsciente de uma mente possuída para tirar o demônio dela. Acreditem, é isso mesmo.

E foi um fiasco. O elenco é desconhecido, a história é fraca, assim como a direção. Salvam os efeitos visuais e o final pouco previsível, que também não são capazes de provocar pulos na cadeira do cinema. O personagem de Eckhart, Dr. Seth Ember, é um homem amargo com um objetivo: achar Maggie, uma entidade maligna que o assombra desde a infância e foi o responsável por uma tragédia em sua vida. 

Até chegar a um garoto de 9 anos, Cameron (David Mazouz), que estaria possuído por este espírito ruim. O cientista conta com dois ajudantes que cuidam dos equipamentos que vão colocá-lo em sono profundo para que possa entrar nos sonhos das vítimas.

"Dominação" é um exorcismo fora do convencional, tira esta função dos padres mas não exclui a religião católica e seus símbolos, como o crucifixo. Por esse motivo poderia ser melhor explorado, mas o diretor Brad Peyton não conseguiu encontrar o caminho do sucesso. O enredo não se sustenta, o demônio vilão não convence o filme acaba seguindo os mesmos clichês de outras produções do gênero, infelizmente para pior. Dispensável na lista de quem espera alguns sustos.



Ficha técnica:
Direção: Brad Peyton
Produção: Blumhouse Productions
Distribuição: PlayArte Pictures
Duração: 1h31
Gêneros: Terror / Suspense
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 2 (0 a 5)

Tags: #dominacao, #terror, #suspense, #AaronEckhart, #BradPeyton, #PlayArtePictures, #CinemanoEscurinho

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

"La La Land": Tente não se apaixonar pelo vencedor do Globo de Ouro

Química perfeita entre Ryan Gosling e Emma Stone embala o encantador romance musical escrito e dirigido por Damien Chazelle (Fotos: Paris Filmes/Divulgação)


Jean Piter Miranda


Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista de grande talento e pouca sorte. Em Los Angeles, ele planeja ganhar dinheiro para abrir um bar e então eternizar o jazz. Na cidade, ele conhece Mia (Emma Stone), uma balconista que trabalha em um café, perto de um grande estúdio de cinema. Ela sonha em ser atriz, leva jeito, mas nunca consegue uma oportunidade nos testes que faz. Juntos, com suas diferenças e afinidades, eles tentam se acertar na vida.

Esse é "La La Land – Cantando Estações", o musical do roteirista e diretor Damien Chazelle, de "Whiplash - Em Busca da Perfeição". O filme ganhou sete prêmios no 74º Globo de Ouro. E não foi por menos. Como era de se esperar, começa com música, dança e certo malabarismo, tudo muito bem sintonizado. Os cenários são cheios de luzes e cores, retratando décadas passadas do cinema, inclusive fazendo alusões a várias grandes obras da sétima arte. O figurino e os automóveis são uma mistura de atualidade com passado. Uma auto-homenagem à Hollywood.

Mas o ponto alto não é parte técnica, é a química entre o casal. Ryan Gosling consegue ser desastrado e engraçado com muita naturalidade, sem forçar nada. E ainda com muito charme. É impossível não se apaixonar quando ele dá um meio sorriso despretensioso. Emma Stone está fabulosa. Uma atriz interpretando, com maestria, uma atriz. Quando seus olhos estão rasos d’água, é difícil não chorar com ela, não querer abraçá-la. É amor à primeira cena. E juntos, não há casal melhor.

As cenas de dança são perfeitas, que mostram que os atores tiveram que se dedicar muito para chegar ao resultado. O envolvimento do casal ocorre de forma clichê, como manda a cartilha das comédias românticas, embalado pela bela canção "City of stars", de Justin Hurwitz. Primeiro não se querem, não se batem. Depois se apaixonam e não querem mais viver separados. Mas, é preciso um conflito. E ele chega de forma que foge do óbvio, assim como o desfecho.


GALERIA DE FOTOS


No desenrolar do romance é colocado em debate o quanto vale a pena lutar por um sonho, quando é hora de parar ou de mudar de caminho. Como é o início da vida de quem quer viver de arte (cinema, música e teatro), em meio às cobranças sociais, inclusive de amigos e parentes. E como é lidar com tudo isso, dividindo a vida com outra pessoa. É também sobre desapego, sobre querer o bem de quem se ama, acima de qualquer coisa.

É um filme nostálgico. Não só pelas referências e homenagens ao passado, mas pela saudade do que não foi, do que poderia ter sido, da ingenuidade, das brigas, dos desencontros, do medo de tentar e também de não tentar. É sobre aquele encontro que muda a vida, a escolha que não é certa nem errada, e o vislumbre do que será o futuro. Tudo sempre cheio de muita ternura e poesia na maravilhosa cidade dos Anjos.

"La La Land" é uma obra prima pra ser vista e revista várias vezes. É o tipo de filme a ser lembrado e cultuado nas próximas décadas. É o melhor trabalho da carreira de Ryan Gosling e de Emma Stone também. É sem dúvida o favorito ao Oscar 2017 e merece todos os prêmios e elogios.



Ficha técnica:
Direção e roteiro: Damien Chazelle
Produção: Summit Entertainment/ Lionsgate 
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 2h08
Gêneros: Comédia / Drama / Musical / Romance
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 5 (0 a 5)

Tags: #lalaland, #RyanGosling, #Emma Stone, #DamienChazelle, #comedia, #drama, #romance, #musical, ParisFilmes, #CinemanoEscurinho

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Divulgado o primeiro trailer de "O Zoológico de Varsóvia", com Jessica Chastain e Daniel Brühl

Jessica Chastain é a esposa do dono de um zoológico na Polônia ocupada por nazistas 
(Fotos: Focus Features/Divulgação)

A história real de Antonina Żabińska, esposa e mãe que se tornou uma heroína para centenas de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, é o tema do drama “O Zoológico de Varsóvia” ("The Zookeepers’s Wife"), que acaba de ganhar seu primeiro trailer oficial.


Em 1939, na Polônia, Antonina (Jessica Chastain) e seu marido, Dr. Jan Żabiński (Johan Heldenbergh, de “Alabama Monroe”) observam o zoológico de Varsóvia florescer sob seus cuidados. Quando o país é invadido pelos nazistas, o casal é forçado a reportar o recém-nomeado chefe do zoológico (Daniel Brühl) ao Reich. 

Mas eles começam trabalhar secretamente ao lado da resistência com o intuito de salvar vidas no que se tornou o Gueto de Varsóvia, mesmo que para isso Antonina coloque sua própria vida e a de seus filhos em grande risco.

Com direção da Neozelandesa Niki Caro, de “Terra Fria” e “Encantadora de Baleias”, o drama tem roteiro assinado por Angela Workman e estreia prevista para abril, pela Universal Pictures.




Tags:#ozoologicodevarsovia, #guetodevarsovia, #JessicaChastain, #JohanHeldenbergh, #DanielBrühl, #poloniaocupada, #SegundaGuerraMundial, #nazistas, #Varsovia, #UniversalPictures, #FocusFeatures, #CinemanoEscurinho

"Assassin's Creed" tenta emplacar adaptação de game para os cinemas

Michael Fassbender incorpora bem o personagem da série, mas efeitos visuais são o destaque (Fotos: Fox Film do Brasil/Divulgação)


Jean Piter Miranda


'Assassin's Creed" é um dos grandes lançamentos do cinema em 2017. O filme é baseado no jogo de mesmo nome. Na adaptação, Callum Lynch (Michael Fassbender) é condenado à morte, mas seu corpo é levado para uma experiência científica. Conectado a uma máquina, ele é submetido a uma espécie de regressão, e vivencia as aventuras de seu ancestral espanhol do século 15, o guerreiro Aguilar. Aos poucos, ele começa a absorver, na vida real, incríveis habilidades de luta.

O filme parece complexo, mas, como todo blockbuster, é bem simples. A máquina a qual Callum se conecta para fazer a regressão é como as experiências de realidade ampliada que existem hoje. Como os óculos da Google ou da Samsung, e dezenas de jogos por ai. Com o acrescento de se conectar a vidas passadas, que aí vai para o campo do misticismo e da religião. E para que o enredo fique mais realista, há muitas referências da história.


O longa é em grande parte de ação, até para não ficar muito longe do game. E são muitas as cenas de combates e perseguições, onde os personagens demonstram grandes habilidades de Parkour, o esporte de pular de prédio para prédio, muros, escadas. Algo que já foi utilizado em filmes como "007", "Jason Bourne", "13º Distrito" e muitos outros. O inimigo é uma organização quase secreta, que, de certa forma, pretende dominar o mundo, o que também não é novo.

Para que a guerra não seja apenas entre o bem o mal, são acrescentados elementos históricos, religiosos, filosóficos, e científicos, como o quanto o DNA do ser humano define o seu modo de vida, o comportamento e seus instintos. Não é preciso ser um gênio para fazer as devidas associações e entender tudo. O único problema está na ambientação das cenas de ação, onde sempre há muita neblina ou fumaça, o que impede ver claramente o movimento dos personagens.

No fim, o filme da conta do recado. Fassbender emplaca mais uma boa atuação em seu currículo. Marion Cotillard e Jeremy Irons também. Os desfechos acontecem sem pressa. No conjunto da obra, é bem provável que não agrade aos cinéfilos mais exigentes, e principalmente aos fãs do game. Mas é uma produção muito boa, que talvez até mereça uma continuação.



Ficha técnica:
Direção: Justin Kurzel
Produção: Regency Enterprises/ Ubisoft Motion Pictures / RatPac Entertainment / 20th Century Fox
Distribuição: Fox Film do Brasil
Duração: 1h56
Gêneros: Ação / Aventura / Fantasia / Ficção científica
Países: EUA, França, Reino Unido, Espanha
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

"Eu, Daniel Blake" deixa o espectador paralisado ao mostrar como a burocracia pode ser destrutiva

A história é universal e pode acontecer em qualquer lugar do mundo (Fotos:  Imovision/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Com raras exceções. filmes que tratam de pessoas maduras costumam ser tristes.  "Eu, Daniel Blake", produção britânica em parceria com a França e a Bélgica, é mais do que triste. É contundente, cortante. Ao final da sessão, muitos permanecem sentados nas poltronas, como se tentassem digerir o que acabaram de ver. A história do cidadão comum que, após um ataque cardíaco, se envolve na teia surreal da burocracia em busca de seus direitos como auxílio doença ou seguro desemprego assusta, choca, oprime. E olha que tudo se passa na Inglaterra, para muitos, o exemplo de civilidade.

Não foi por acaso que o filme, dirigido por Ken Loach - ele próprio um ancião de 80 anos - ganhou a Palma de Ouro 2016 em Cannes. A batalha de Daniel Blake, interpretado com naturalidade impressionante por Dave Johns, coloca o espectador no cerne de um labirinto. Atire a primeira pedra quem nunca precisou do Estado e se viu emaranhado em exigências absurdas e irracionais, ouvindo explicações e respostas vazias de atendentes que só fazem repetir regras e orientações decoradas. Quem nunca teve ímpetos de quebrar o telefone depois de ouvir infinitamente a mesma musiquinha intercalada de gravações que prometem um atendimento daqui a pouco?

No caso do sessentão do filme, há um agravante: a informática para ele é um mistério. Para Dan, ouvir de um atendente a simples ordem "entre no site, preencha o formulário e envie" significa problemas, dificuldades e mais atrasos. Em certo momento ele, que trabalhou a vida toda como carpinteiro, diz: "Me apresente um terreno que construo sozinho uma casa. Mas, por favor, não me mande sentar diante de um computador". Nesse sentido, "Eu, Daniel Blake" ajuda a refletir e chamar atenção para o fato de que nem todos nasceram íntimos do mouse e da internet. E que isso não significa necessariamente incompetência.

Mas o que fica mais claro no longa de Ken Loach é mesmo a maneira como a maldita burocracia e seus servidores inúteis podem mudar a vida e o destino dos cidadãos. A desumanidade, a forma impessoal de tratamento, a rigidez das regras parecem ter sido criadas exatamente para isto: para justificar a demora, para adiar a solução, para fazer com que o cidadão perca sua dignidade. E é com maestria e muita naturalidade que o diretor conduz a trama emocionando e envolvendo o público.

Os mais otimistas vão encontrar um fio de esperança no longa: numa das muitas visitas do carpinteiro a uma das repartições públicas, ele se sensibiliza com o drama de Katie (Harley Squires), jovem mãe solteira de duas crianças que veio de Londres para o interior em busca de oportunidades de trabalho. A amizade verdadeira que brota entre Daniel e aquela família desamparada comove e alimenta até os corações mais descrentes. O drama, com 1h41 de duração, ganhou a Palma de Outro em Cannes e está em cartaz no Belas Artes (14h20, 18h50, 21h10) e no Ponteio (18h50 e 21h). Classificação: 12 anos



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