quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

História fraca de "Joy - O Nome do Sucesso" garante indicação a Jennifer Lawrence

Em "Joy", uma pequena empresária visionária quer crescer na vida com suas invenções (Fotos: FoxFilms do Brasil/Divulgação)

Maristela Bretas


Sei que muitos vão me xingar por esta crítica, mas realmente não acho que Jennifer Lawrence merecia o Globo de Ouro 2016 como Melhor Atriz. A indicação tudo bem, mas a concorrência com outras colegas de profissão em filmes bem melhores deveria colocá-la no final da fila por seu papel em "Joy - O Nome do Sucesso", que estreia nesta quinta-feira nos cinemas.

Baseada em fatos reais, como muitas das produções que estão no cinema, o filme conta a história da empreendedora Joy Mangano, que sempre foi muito inteligente desde criança e vivia inventando as coisas. Com uma infância difícil, uma mãe viciada em telenovelas, uma meia irmã por parte de pai (Robert De Niro) que não morre de amores por ela, Joy leva uma vidinha medíocre de mulher divorciada, criando dois filhos e sustentando a família toda, inclusive o ex-marido músico.

Até que um dia, uma de suas criações desperta o interesse do executivo de um canal de TV de venda de produtos (Bradley Cooper) e ela descobre que é preciso mais do que ser uma grande inventora para brigar com os grandes. Sua batalha para alcançar o sucesso fez com que se tornasse uma das maiores empreendedoras dos EUA.

Robert De Niro está desperdiçado - seu papel em "Um Senhor Estagiário" é infinitamente melhor. Assim como Bradley Cooper, que chegou a ser indicado como Melhor Ator por "Sniper Americano" e fez um papel até interessante de um chef de cozinha em "Pegando Fogo", faz uma aparição fraca em "Joy". O belo ator dos olhos azuis parece ter sido colocado lá só para atrair público (que pode ficar desapontado). 

O elenco conta ainda com outros nomes de peso, como Diane Ladd (a avó de Joy e sua maior incentivadora), Virgínia Madsen (muito bem no papel da mãe de Joy), Isabella Rossellini (como Trudy, a nova namorada do pai) e Edgar Ramírez (o ex-marido Tony).

A história é interessante, mas nada excepcional. Pelo contrário, até fraca, serviria para ser usada em curso motivacional, daqueles que incentivam o funcionário a querer crescer na empresa ou uma pessoa comum a iniciar um negócio próprio. Com uma mensagem do tipo "Seu sucesso só depende de você". O diretor David. O Russell, que trabalhou com Lawrence, De Niro e Cooper no excelente "Trapaça" (2013), errou a mão e fez de "Joy" um filme para agradar americano.

Os fãs da Jennifer Lawrence podem gostar de ver mais esta atuação da candidata ao prêmio de Melhor Atriz no Oscar 2016. Mas por mais que ela tente parecer mais velha, uma exigência do papel, é muito difícil ignorar que tem apenas 25 anos.



Ficha técnica:
Direção: David O. Russell
Produção: 20th Century Fox // Annapurna Pictures
Distribuição: Fox Films do Brasil
Duração: 2h04
Gêneros: Biografia // Drama  
País: EUA
Classificação: 10 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

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