domingo, 12 de junho de 2016

"Invocação do Mal 2" é terror de dar pulos na cadeira do cinema

O diretor James Wan repete a fórmula e garante uma boa continuação do sucesso "Invocação do Mal" (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Se o trabalho de caça ao sobrenatural do casal Ed (Patrick Wilson) e Lorraine (Vera Farmiga) Warren foi muito bem apresentado em "Invocação do Mal" (2013), não poderia ser diferente na continuação, que está em cartaz nos cinemas de BH. "Invocação do Mal 2" ("The Conjuring 2: The Enfield Poltergeist") atrai tanto quanto o primeiro (ainda melhor) e não deixa a peteca do terror cair, oferecendo muitos sustos e pulos na cadeira do cinema.

Mas desta vez, o diretor, roteirista e também produtor James Wan (o mesmo do primeiro filme, de "Sobrenatural" e "Velozes e Furiosos 7") foca na vida cotidiana dos dois demonologistas que vivem nos EUA, mesclando com o sofrimento de uma família londrina que está sendo atormentada por um espírito nada amigável que quer expulsar todos da casa onde moram e que um dia foi dele.

Na América, Ed e Lorraine vivem quase uma vida normal, dando palestras e criando a filha adolescente. Mas os espíritos do passado voltam a perseguir Lorraine e sua família, sete anos após os eventos de "Invocação do Mal" (2013). Mesmo dispostos a abandonar os casos de aparições, eles são chamados pela Igreja Católica para ajudar a família britânica, formada pela mãe e quatro filhos. O maior problema está na filha Janet, atormentada e possuída pela entidade.

A trama é baseada no caso Enfield Poltergeist, registrado no final da década de 1970 pelo casal Warren. Segundo depoimento da própria Lorraine, o pior que enfrentaram em sua vida. Inicialmente descrentes de que estivesse realmente ocorrendo um evento poltergeist, a dupla acaba se envolvendo emocionalmente com a família Hodgson e decide ajudá-la. Só não estava preparada para o que estava por vir.

Muitos sustos, dá para pregar na cadeira de tanta tensão, a narrativa é ágil, sem deixar brecha para cochiladas, até mesmo quando mostra o amor que une o casal paranormal. Todos os adolescentes da família estão bem em seus papeis, mas o destaque fica para a atriz Madison Wolfe, que interpreta Janet, a menina de 11 anos possuída. Quase tão boa quanto Linda Blair, de "O Exorcista".

Já a trilha sonora de Joseph Bichara (também responsável por "Invocação do Mal", "Anabelle" e "Sobrenatural") é um combustível a mais no suspense e ajuda a fincar você na cadeira à espera de um ataque fantasma. Ao mesmo tempo, apresenta momentos românticos que se encaixam bem ao enredo, apesar de ser um filme de terror, usando uma das baladas mais lindas de Elvis Presley, "Can't Help Falling in Love".


Então, só posso dizer que para quem aprecia um bom terror, "Invocação do Mal 2" vale a pena ser visto. Inevitável comparar com o primeiro, que foi um sucesso mundial e atingiu a maior bilheteria de fim de semana de um filme de terror com roteiro original. Foram US$ 319 milhões arrecadados no mundo e ainda atingiu a segunda maior bilheteria neste gênero de todos os tempos, perdendo apenas para "O Exorcista". A continuação consegue ser muito boa, bem melhor que "Anabelle", e pode se tornar outro grande sucesso de bilheteria do gênero.

O filme está em cartaz em 24 salas de cinema de 18 shoppings de BH, Betim e Contagem, nas versões dublada e legendada.



Ficha técnica:
Direção: James Wan
Produção: New Line Cinema / Safran Company
Distribuição: Warner Bros.Pictures
Duração: 2h14
Gênero: Terror
País: EUA
Classificação: 14 anos 
Nota: 4 (0 a 5)

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