quinta-feira, 12 de julho de 2018

"Arranha-Céu: Coragem Sem Limite" - para o impossível chame Dwayne Johnson

Incêndio no prédio mais alto do mundo é pano de fundo para mais um blockbuster de muita ação (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Até o próprio Dwayne Johnson, que novamente incorpora os papéis de ator principal e produtor executivo, concorda que seu novo blockbuster "Arranha-Céu: Coragem Sem Limite" ("Skyscraper"), que estreia hoje nos cinemas, é uma mistura de dois sucessos do passado - "Inferno na Torre" (1974), com Steve McQueen e Paul Newman, e "Duro de Matar" (1988), que consagrou Bruce Willis. Com um acessório a mais - a força descomunal do protagonista, que não mede esforços (nem efeitos especiais) para ser o herói querido e aplaudido por todos.

Seja pulando de um edifício gigantesco para outro, a quase um quilômetro de altura do chão, enfrentando rajadas de metralhadora, segurando uma ponte de ferro que ameaça cair ou ficando pendurado na janela do arranha-céu, a estrela do filme é Dwayne "The Rock" Johnson. E seu personagem faz tudo isso com uma perna mecânica. Ele é "o cara"!

O ator, que nos últimos tempos também é o produtor executivo de seus longas, tem investido pesado nos estilos filme-catástrofe e arrasa-quarteirão, recheados de muita ação, tiro, porrada, bomba, como "Terremoto - A Falha de San Andreas" (2015) e "Rampage:Destruição Total" (2018).

Em "Arranha-Céu", ele é novamente o cara grandalhão certinho, regido por bons princípios, pai e marido amoroso, amigo fiel, que tenta levar uma vida correta, mas acaba sendo jogado numa situação que coloca sua vida e a de sua família em perigo. Ele é contratado para avaliar a segurança do edifício mais alto do mundo, o "Pérola", em Hong Kong, obra de um bilionário excêntrico com complexo de Deus.

O especialista em segurança, veterano de guerra americano e ex-líder da operação de resgate do FBI, Will Sawyer (Dwayne Johnson) vê sua vida virar de cabeça para baixo quando o descomunal prédio pega fogo e ele é acusado de ser o responsável. Para piorar, sua esposa e dois filhos estão presos no edifício, juntamente com o empresário que o construiu. Will terá de enfrentar o fogo, a altura e os terroristas responsáveis pelo incêndio para salvar sua família e provar sua inocência.

As cenas contínuas de ação fazem o público esquecer-se da história comum do filme. Mal dá tempo para respirar entre um salto, um elevador caindo ou alguém sendo atirado pela janela. E Dwayne Johnson sabe como cativar o público que curte seus filmes (prova disso são as milionárias bilheterias).

Mas se o protagonista tem carisma e cara de paizão, não se pode dizer o mesmo do vilão Kores Botha (interpretado por Roland Moller), que recebeu um papel bem fraco e clichê, sem nada de novo. Talvez para valorizar o dono da bola. 


Destaque para Neve Campbell como Sarah Sawyer, mulher de Will, que não se contenta em ser apenas aquela que deixa o marido resolver tudo. Ela põe a mão na massa, é boa de briga e troca uns bons tapas com os bandidos.

"Arranha-Céu: Coragem Sem Limite" é um filme para quem gosta do ator e do gênero. Não adianta sair do cinema xingando e dizendo que é exagerado do início ao fim. Ele é exatamente isso e cumpre muito bem o que propõe: entregar aos fãs uma produção muito movimentada, com excelentes efeitos especiais e cenas impossíveis que desafiam as leis da física. Vale conferir.



Ficha técnica:
Direção: Rawson Marshall Thurber
Produção: Legendary Pictures / Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h43
Gênero: Ação
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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