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24 novembro 2021

"Alerta Vermelho" mistura ação e comédia na medida certa

Ryan Reynolds, Dwayne Johnson e Gal Gadot esbanjam carisma e simpatia em comédia de ação (Fotos: Netflix/Divulgação)


Jean Piter Miranda


O melhor agente especial do FBI, John Hartley (Dwayne Johnson), recebe a missão de prender um dos criminosos mais procurados do planeta: "O Bispo" (Gal Gadot), a maior ladra de obras de arte da história. Mas, para chegar até ela será preciso contar com a ajuda de Nolan Booth (Ryan Reynolds), um cara que busca se tornar o ladrão mais famoso do mundo. 

Essa é a história de “Alerta Vermelho” ("Red Notice"), filme de ação disponível na Netflix e também o projeto mais caro do serviço de streaming - teria custado em torno de US$ 200 milhões.


Tudo começa quando uma peça é roubada de um museu em Roma: um dos três ovos de Cleópatra, uma joia de valor inestimável. O item vai parar nas mãos do Bispo. Hartley e Booth levam a culpa e vão presos. E é aí que a aventura se inicia. Eles precisam fugir da prisão, recuperar o ovo e prender o Bispo. Tarefa que não será fácil. Ainda mais porque, nesse mundo do crime, ninguém confia em ninguém.  


É bom encarar o filme como uma comédia. Tem muita ação, mas acima de tudo é uma comédia. São várias piadas, referências a filmes e à cultura nerd, e muitas cenas engraçadas e inteligentes. Podemos dizer que são boas sacadas. E em tudo isso o trio funciona muito bem. Ryan Reynolds, Gal Gadot e Dwayne Johnson esbanjam carisma e simpatia, a ponto de o espectador torcer pelos três ao mesmo tempo.  


Reynolds mandou muito bem em "Deadpool", de 2016. Um filme da Marvel com uma pegada de humor, sem perder a ação e sem cair no besteirol. Agora ele acerta de novo, dosando bem as cenas e os diálogos engraçados em "Alerta Vermelho". Dwayne Johnson não destoa e, mesmo fazendo um papel praticamente repetido, consegue ser original. E Gal Gadot rouba toda a atenção quando entra em cena. É daqueles casos em que a gente gosta mais do vilão que do mocinho.  


As cenas de ação são muito boas. Tem tiros, perseguição de carros, brigas, reviravoltas. Os cenários são lindos. O filme foi gravado em vários países. As cenas em plano sequência são bem utilizadas, assim como outros efeitos especiais. É um filme bom se ver. Não gasta cérebro. É leve, divertido e engraçado. É uma boa pedida pra quem gosta do gênero.  


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Rawson Marshall Thurber
Exibição: Netflix
Duração: 1h58
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: Ação / Comédia / Policial
Nota: 3,5 (de 0 a 5)

01 agosto 2019

"Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw" explora franquia e carisma dos protagonistas para atrair fãs

Dwayne Johnson, Jason Statham e Vanessa Kirby se unem para lutar contra um perigoso vilão mudado geneticamente (Fotos Universal Pictures/Divulgação)

Pedro Santos


Spin-off da famosa franquia de ação, "Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw" ("Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw") aproveita o carisma dos personagens principais, interpretados por Dwayne “The Rock” Johnson (Luke Hobbs), e Jason Statham (Deckard Shaw) para faturar mais uma boa bilheteria até a chegada do nono filme da série, previsto para maior de 2020. Antagonistas nos filmes 5 e 7 (2015) da franquia, eles se reencontraram em "Velozes e Furiosos 8" (2017) e são obrigados a trabalharem juntos pela primeira vez. A química desta divertida dupla de ação foi responsável por uma das melhores sequências do filme e levou os produtores a fazerem esta derivação da franquia.


O longa é estúpido, previsível e bastante exagerado, o roteiro não passa de uma desculpa para termos as cenas de ação. Os diálogos são caricatos e cheios de frases de efeito. Dito isso, ele acaba se tornando uma produção bem divertida, praticamente um desenho animado, levando-se em consideração o rumo que a franquia tomou a partir do quinto filme. Qualquer um que comprar um ingresso para esse "Hobbs & Shaw" sabe exatamente o que esperar: piadas em excesso, tiros e explosões que muitas vezes não fazem sentido (e nem precisam fazer).


Filmes como os da franquia "Velozes e Furiosos" servem para desligar o cérebro e simplesmente aproveitar o passeio. Logo depois que sair do cinema você provavelmente irá esquecer-se da trama e lembrar apenas das piadas e das cenas de ação. O diretor David Leitch está cientes do que o filme é, e não tenta ser diferente. Muito pelo contrário, apela para seu público alvo de uma maneira invejável. Porém há algumas partes que perdem um pouco o ritmo, como no último ato, por exemplo, que começa arrastado e demora bastante para engatar.


Na trama, Hobbs e Shaw são novamente obrigados a trabalharem juntos, apesar de suas personalidades e gostos opostos. A dupla precisa unir forças para enfrentar Brixton (Idris Elba), comandante de uma organização terrorista alterado geneticamente que se tornou uma ameaça biológica global. Para tanto, eles contam com a ajuda de Hattie (Vanessa Kirby), irmã de Shaw, que é também agente do MI6, o serviço secreto britânico.


Os atores não são tecnicamente bons, mas o carisma da dupla principal carrega o filme, que conta ainda com as excelentes participações especiais. A maioria das piadas é boa, porém o filme se apoia muito em referências de outros longas, o que pode ficar um pouco cansativo para quem não gosta desse tipo de humor. Idris Elba, o melhor do elenco, interpreta o vilão e, infelizmente, faz um personagem chato com uma performance igualmente esquecível. Também participam da trama os atores Vanessa Kirby, Helen Mirren, Eddie Marsan, Elza Gonzales e grande elenco.


"Hobbs & Shaw" é um filme que se encaixa nos padrões recentes da franquia e agradará aos fãs pela ação exagerada e pelo humor. Se você está buscando por um filme inteligente ou inovador, procure outra opção no cinema. Entretanto, se quiser deixar o realismo de lado, sente-se e aproveite o filme pelo que ele é. Vai ser um passatempo interessante.Muitos poderão achar que se trata de uma produção trivial e sem substância, mas serão as bilheterias, como sempre, que irão ditar se o spin-off vai merecer ou não uma continuação com a explosiva dupla.



Ficha técnica:
Direção: David Leitch
Produção: Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 2h16
Gênero: Ação
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: #VelozesEFuriosos, #HobbsEShaw, #Universal PicturesBrasil, #DwayneJohnson, #JasonStatham, #ação, #IdrisElba, #cinemaescurinho

12 julho 2018

"Arranha-Céu: Coragem Sem Limite" - para o impossível chame Dwayne Johnson

Incêndio no prédio mais alto do mundo é pano de fundo para mais um blockbuster de muita ação (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Até o próprio Dwayne Johnson, que novamente incorpora os papéis de ator principal e produtor executivo, concorda que seu novo blockbuster "Arranha-Céu: Coragem Sem Limite" ("Skyscraper"), que estreia hoje nos cinemas, é uma mistura de dois sucessos do passado - "Inferno na Torre" (1974), com Steve McQueen e Paul Newman, e "Duro de Matar" (1988), que consagrou Bruce Willis. Com um acessório a mais - a força descomunal do protagonista, que não mede esforços (nem efeitos especiais) para ser o herói querido e aplaudido por todos.

Seja pulando de um edifício gigantesco para outro, a quase um quilômetro de altura do chão, enfrentando rajadas de metralhadora, segurando uma ponte de ferro que ameaça cair ou ficando pendurado na janela do arranha-céu, a estrela do filme é Dwayne "The Rock" Johnson. E seu personagem faz tudo isso com uma perna mecânica. Ele é "o cara"!

O ator, que nos últimos tempos também é o produtor executivo de seus longas, tem investido pesado nos estilos filme-catástrofe e arrasa-quarteirão, recheados de muita ação, tiro, porrada, bomba, como "Terremoto - A Falha de San Andreas" (2015) e "Rampage:Destruição Total" (2018).

Em "Arranha-Céu", ele é novamente o cara grandalhão certinho, regido por bons princípios, pai e marido amoroso, amigo fiel, que tenta levar uma vida correta, mas acaba sendo jogado numa situação que coloca sua vida e a de sua família em perigo. Ele é contratado para avaliar a segurança do edifício mais alto do mundo, o "Pérola", em Hong Kong, obra de um bilionário excêntrico com complexo de Deus.

O especialista em segurança, veterano de guerra americano e ex-líder da operação de resgate do FBI, Will Sawyer (Dwayne Johnson) vê sua vida virar de cabeça para baixo quando o descomunal prédio pega fogo e ele é acusado de ser o responsável. Para piorar, sua esposa e dois filhos estão presos no edifício, juntamente com o empresário que o construiu. Will terá de enfrentar o fogo, a altura e os terroristas responsáveis pelo incêndio para salvar sua família e provar sua inocência.

As cenas contínuas de ação fazem o público esquecer-se da história comum do filme. Mal dá tempo para respirar entre um salto, um elevador caindo ou alguém sendo atirado pela janela. E Dwayne Johnson sabe como cativar o público que curte seus filmes (prova disso são as milionárias bilheterias).

Mas se o protagonista tem carisma e cara de paizão, não se pode dizer o mesmo do vilão Kores Botha (interpretado por Roland Moller), que recebeu um papel bem fraco e clichê, sem nada de novo. Talvez para valorizar o dono da bola. 


Destaque para Neve Campbell como Sarah Sawyer, mulher de Will, que não se contenta em ser apenas aquela que deixa o marido resolver tudo. Ela põe a mão na massa, é boa de briga e troca uns bons tapas com os bandidos.

"Arranha-Céu: Coragem Sem Limite" é um filme para quem gosta do ator e do gênero. Não adianta sair do cinema xingando e dizendo que é exagerado do início ao fim. Ele é exatamente isso e cumpre muito bem o que propõe: entregar aos fãs uma produção muito movimentada, com excelentes efeitos especiais e cenas impossíveis que desafiam as leis da física. Vale conferir.



Ficha técnica:
Direção: Rawson Marshall Thurber
Produção: Legendary Pictures / Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h43
Gênero: Ação
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #ArranhaCéuCoragemSemLimite, #Skyscraper, #DwayneJohnson, #NeveCampbell, acao, LegendaryPictures, #UniversalPictures, #espaçoz, #cinemas.cineart, #CinemanoEscurinho

12 abril 2018

"Rampage - Destruição Total" é aventura com muita ação e cara de sessão da tarde

Dwayne Johnson e seu amigo gorila são as grandes estrelas desta produção dirigida por Brad Peyton (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)


Maristela Bretas


Dwayne Johnson gostou de produzir filmes baseados em antigos videogames e retorna às telonas pela segunda vez neste ano com o "arrasa quarteirões" "Rampage - Destruição Total", que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. O filme foi inspirado no jogo homônimo de 1986, que atraiu pouca atenção dos gamers de plantão à época. 

A produção cinematográfica tem o ator, um dos mais bem pagos de Hollywood, como protagonista, ao lado de um gorila albino gigantesco; Naomie Harris, no papel de uma pesquisadora sem emprego; Malin Akerman, bem fraquinha como vilã, e Jeffrey Dean Morgan, cheio de caras e bocas como um agente do FBI.

Johnson está se especializando em filmes de ação e aventura e não economiza em tiros, bombas e destruição de boa parte de Chicago. E claro, conta com a extraordinária ajuda de muita computação gráfica para mostrar o ataque dos gigantescos monstros. "Rampage" tem tudo isso e a cara de um bom filme de sessão da tarde, com direito a pipoca. Segue a mesma linha de outra produção do ator - "Terremoto: a Falha de San Andreas" (2015), também dirigido por Brad Peyton.


Lembra bem os filmes de heróis e monstros japoneses do tipo Power Rangers (2017), Ultraman e Ultraseven, com  criaturas gigantescas enfrentando exército e mocinhos, deixando um rastro de destruição total. O enredo fraco é sustentado pelos excelentes efeitos especiais produzidos pela Weta Digital, empresa cinco vezes vencedora do Oscar e responsável por filmes como "Planeta dos Macacos: O Confronto" (2014) e a trilogia "Senhor dos Anéis". Não menos destrutivo está "The Rock", que tenta resolver suas dificuldades na conversa por sinais e distribuindo muita porrada quando fica contrariado.


Mas a grande estrela do filme é George, o gorila albino. Ele é grande por natureza, feroz quando precisa, mas de olhar doce e carinhoso. E ainda provoca boas risadas quando resolve aplicar o que aprendeu com os humanos no zoológico onde vive.


Na história, Davis Okoye é um primatologista (Dwayne Johnson) que criou George desde bebê e o considera seu melhor amigo e "da família". Um experimento genético, batizado como Rampage, atinge George e outros animais predadores pelo país, que se transformam em monstros gigantescos e arrasadores. Davis terá de contar com a ajuda da pesquisadora Kate Caldwell (Naomie Harris) para descobrir um antídoto, conter as criaturas e salvar George.

O público não poderá reclamar de ação em "Rampage - Destruição Total". Tem de sobra e vai agradar quem procura por uma diversão que soube explorar bem os efeitos em 3D e Imax. Vale conferir sabendo que se trata de um blockbuster produzido para entreter quem gosta deste gênero de filme.



Ficha técnica:
Direção: Brad Peyton
Produção: New Line Cinema // Warner Bros Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures Brasil
Duração: 1h47
Gêneros: Aventura / Ação
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: #RampageDestruicaoTotal, #Rampage, #DwayneJohnson, #NaomieHarris, #BradPeyton, #WarnerBrosPictures, #espaçoz, #cinemas.cineart, #Imax, #cinemanoescurinho