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04 agosto 2021

Jason Statham, mais vingativo e sem perder o estilo porrada e tiro, retorna em "Infiltrado"

Produção dirigida por Guy Ritchie é a quarta parceria do diretor com o ator britânico (Fotos: MGM/Divulgação)


Maristela Bretas


Com sangue nos olhos, Jason Statham protagoniza "Infiltrado" ("Wrath of Man"), produção dirigida por Guy Ritchie que estreia dia 26 de agosto nos cinemas. O ator chega com um semblante ainda mais sombrio, em busca de vingança, sem brecha para momentos de ironia ou piadinhas. Como na franquia "Mercenários" (2010, 2012 a 2014), "Velozes e Furiosos - Hobbs & Shaw" (2019) e até mesmo "Megatubarão" (2018).


Trabalhar com Guy Ritchie não é novidade para Statham. Na verdade, o diretor foi quem descobriu o ator em 1998 e o convidou para entrar para o mundo do cinema na produção "Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes" (1998). 

A dupla se encontrou novamente em "Snatch - Porcos e Diamantes" (2000) e pela terceira vez em "Revólver" (2005). Dezesseis anos depois, eles se reencontram em "Infiltrado", sem perder o ritmo e o estilo que sempre marcou a carreira do ator.


O novo filme, como era de se esperar, tem muita ação, porrada e tiros. Statham é Harry (ou, como é mais conhecido, "H"), um homem misterioso contratado por uma empresa de carros-fortes que transporta milhões de dólares diariamente pela cidade de Los Angeles.


Com habilidades de luta e grande conhecimento de armas ele consegue se livrar de um assalto. Logo se destaca entre os colegas de trabalho e desperta a atenção dos chefes. O que eles não sabem é o real motivo de Harry estar trabalhando na empresa.


"Infiltrado" é bem conduzido por Guy Ritchie, tem boas cenas de luta, e um elenco que conta, além do protagonista, com Scott Eastwood como o outro nome conhecido. São poucas estrelas que ajudam Statham a se destacar, até mesmo quando está apanhando e pode agradar aos fãs do ator.


Com uma arrecadação superior a 100 milhões de dólares nos cinemas dos EUA e internacionais, além da exibição na plataforma de streaming, somente agora o longa desembarca nas telas brasileiras. Isso pode tirar um pouco o interesse de parte do público de ir ao cinema. Mas é um filme que merece ser visto na tela grande.


Ficha técnica:
Direção: Guy Ritchie
Exibição: nos cinemas 
Distribuição: Imagem Filmes
Duração: 1h59
Classificação: 16 anos
País: EUA
Gêneros: Ação / Suspense
Nota: 3 (de 0 a 5)

01 agosto 2019

"Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw" explora franquia e carisma dos protagonistas para atrair fãs

Dwayne Johnson, Jason Statham e Vanessa Kirby se unem para lutar contra um perigoso vilão mudado geneticamente (Fotos Universal Pictures/Divulgação)

Pedro Santos


Spin-off da famosa franquia de ação, "Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw" ("Fast & Furious Presents: Hobbs & Shaw") aproveita o carisma dos personagens principais, interpretados por Dwayne “The Rock” Johnson (Luke Hobbs), e Jason Statham (Deckard Shaw) para faturar mais uma boa bilheteria até a chegada do nono filme da série, previsto para maior de 2020. Antagonistas nos filmes 5 e 7 (2015) da franquia, eles se reencontraram em "Velozes e Furiosos 8" (2017) e são obrigados a trabalharem juntos pela primeira vez. A química desta divertida dupla de ação foi responsável por uma das melhores sequências do filme e levou os produtores a fazerem esta derivação da franquia.


O longa é estúpido, previsível e bastante exagerado, o roteiro não passa de uma desculpa para termos as cenas de ação. Os diálogos são caricatos e cheios de frases de efeito. Dito isso, ele acaba se tornando uma produção bem divertida, praticamente um desenho animado, levando-se em consideração o rumo que a franquia tomou a partir do quinto filme. Qualquer um que comprar um ingresso para esse "Hobbs & Shaw" sabe exatamente o que esperar: piadas em excesso, tiros e explosões que muitas vezes não fazem sentido (e nem precisam fazer).


Filmes como os da franquia "Velozes e Furiosos" servem para desligar o cérebro e simplesmente aproveitar o passeio. Logo depois que sair do cinema você provavelmente irá esquecer-se da trama e lembrar apenas das piadas e das cenas de ação. O diretor David Leitch está cientes do que o filme é, e não tenta ser diferente. Muito pelo contrário, apela para seu público alvo de uma maneira invejável. Porém há algumas partes que perdem um pouco o ritmo, como no último ato, por exemplo, que começa arrastado e demora bastante para engatar.


Na trama, Hobbs e Shaw são novamente obrigados a trabalharem juntos, apesar de suas personalidades e gostos opostos. A dupla precisa unir forças para enfrentar Brixton (Idris Elba), comandante de uma organização terrorista alterado geneticamente que se tornou uma ameaça biológica global. Para tanto, eles contam com a ajuda de Hattie (Vanessa Kirby), irmã de Shaw, que é também agente do MI6, o serviço secreto britânico.


Os atores não são tecnicamente bons, mas o carisma da dupla principal carrega o filme, que conta ainda com as excelentes participações especiais. A maioria das piadas é boa, porém o filme se apoia muito em referências de outros longas, o que pode ficar um pouco cansativo para quem não gosta desse tipo de humor. Idris Elba, o melhor do elenco, interpreta o vilão e, infelizmente, faz um personagem chato com uma performance igualmente esquecível. Também participam da trama os atores Vanessa Kirby, Helen Mirren, Eddie Marsan, Elza Gonzales e grande elenco.


"Hobbs & Shaw" é um filme que se encaixa nos padrões recentes da franquia e agradará aos fãs pela ação exagerada e pelo humor. Se você está buscando por um filme inteligente ou inovador, procure outra opção no cinema. Entretanto, se quiser deixar o realismo de lado, sente-se e aproveite o filme pelo que ele é. Vai ser um passatempo interessante.Muitos poderão achar que se trata de uma produção trivial e sem substância, mas serão as bilheterias, como sempre, que irão ditar se o spin-off vai merecer ou não uma continuação com a explosiva dupla.



Ficha técnica:
Direção: David Leitch
Produção: Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 2h16
Gênero: Ação
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: #VelozesEFuriosos, #HobbsEShaw, #Universal PicturesBrasil, #DwayneJohnson, #JasonStatham, #ação, #IdrisElba, #cinemaescurinho

13 agosto 2018

"Megatubarão" - Um filme de ação para divertir e chinês nenhum botar defeito

Produção tem ação de sobra, bons efeitos e Jason Statham de mocinho (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Jason Statham está emplacando mais um sucesso sem precisar da ajuda de amigos "Mercenários" ou "Velozes e Furiosos". "Megatubarão" ("The Meg") abocanhou a liderança das bilheterias no seu primeiro final de semana de estreia, levando mais de 442 mil pessoas aos cinemas nacionais e somando uma arrecadação de R$ 7,9 milhões. O elenco principal conta ainda com a premiada atriz chinesa Bingbing Li, completando com Statham e o monstro gigante a receita certa para arrastar o lucrativo público chinês, que ainda aguarda o lançamento do filme nas salas do país.

O longa entrega o que propõe: ação, um pouco de suspense, muitos clichês, efeitos especiais que enchem a tela (literalmente), diálogos divertidos e o romance do par principal. Feito para agradar ao público que vai ao cinema para ver um filme sobre um tubarão gigantesco dado como extinto, situações previsíveis, cenas inacreditavelmente irreais mas muito bem feitas e, claro, Jason Statham.

O ator está bem no papel, nem precisou dar porrada em ninguém, só bancar o mocinho que defende a cientista Suyin (Bingbing Li) que não o tolera e a filhinha dela (interpretada pela fofa Sophia Cai). E ainda faz questão de mostrar o dorso "tanquinho" e totalmente em forma no auge de seus 51 anos.

O megalodon de mais de 20 metros de comprimento é um belo e gigantesco trabalho de computação gráfica. O animal surge do nada, é assustador e provoca até alguns sustos, principalmente quando vai abocanhar alguém ou alguma coisa, como um iate ou um minissubmarino. Cumpriu bem sua função de estrela principal.

Além de Jason Statham e o Megalodon, destaque também para Bingbing Li, que não ficou apenas como coadjuvante, mostrando seu talento (até desperdiçado), que já lhe garantiram bons prêmios. O elenco, apesar de ser composto por muitas caras pouco conhecidas, se mostra bem entrosado e ajuda a entregar uma produção que agrada como entretenimento. Clique aqui para assistir os depoimentos do diretor Jon Turteltaub e sua equipe com detalhes e curiosidades sobre a produção.

Na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, a tripulação de um submarino fica presa dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta, um tubarão de quase 30 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

Entre bocadas e ataques a barcos e banhistas, "Megatubarão" não chega aos pés de "Tubarão" (1975), de Steven Spielberg, mas é muito melhor em efeitos que os filmes da franquia "Sharknado" (que são tão surreais que provocam ótimas risadas). Harry Gregson-Williams é o responsável pela trilha sonora, segundo trabalho dele em cartaz nos cinemas desta semana - o primeiro é "O Protetor 2".

"Megatubarão" é para divertir, feito sem pretensão de discutir temas polêmicos ou passar mensagens patrióticas ou lições de moral. Apenas oferecer muita ação. Vale o ingresso e a pipoca com refrigerante.



Ficha técnica:
Direção: Jon Turteltaub
Produção: Warner Bros Pictures / 
Distribuição: Warner Bros. Pictures 
Duração: Warner Bros. Pictures
Gêneros: Ação / Suspense
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #Megatubarao, #Megalodon, #JasonStatham, #WinstonChao, #BingbingLi, #tubarao, #acao, #suspense, #WarnerBrosPictures, #EspaçoZ, #cinemas.Cineart, #CinemanoEscurinho