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14 junho 2024

"Os Observadores" une terror e fantasia em trama repleta de reviravoltas

Filme de estreia de Ishana Shyamalan como diretora explora a necessidade das pessoas de serem "notadas" (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Carolina Cassese

Nos dias atuais, são muitas as pessoas que imploram para serem observadas. Parece que estamos vivendo uma constante disputa de “olhe para mim”, em especial nas redes sociais, onde tantos sentem a necessidade de mostrar o que estão fazendo e, mais especificamente, o que estão conquistando. Afinal de contas, o tom instagramável é sempre muito positivo. 

Um filme de terror chamado "Os Observadores" ("The Watchers"), que apresenta elementos como câmeras e muito espelhos, parece inegavelmente dialogar com o momento atual. O longa, em cartaz nos cinemas, é dirigido por Ishana Night Shyamalan, filha do ilustre cineasta M. Night Shyamalan (que assina como produtor). 


A história, baseada em um romance de A.M. Shine, é centrada em Mina (Dakota Fanning), uma jovem que precisa ir ao oeste da Irlanda para realizar uma tarefa de trabalho. No entanto, seu carro estraga e ela se encontra perdida numa floresta assustadora. 

Desesperada, a personagem começa a correr e encontra um pequeno bunker com uma mulher na porta, Madeleine (Olwen Fouere), que a conduz para dentro.

Nesse lugar, composto por três paredes e uma grande janela, também estão os personagens Ciara (Georgina Campbell) e Daniel (Oliver Finnegan). Mia logo fica sabendo das regras: todas as noites, os prisioneiros devem se expor às criaturas da floresta,"os observadores". 


Eles devem formar filas como manequins de vitrines e, em seguida, se tornam atrações para aqueles que estão assistindo. Os elementos de fantasia aparecem principalmente quando entendemos melhor a história dos “observadores”, criaturas mágicas e primordialmente perigosas. 

O grupo de prisioneiros, por sua vez, só pode sair do bunker durante o dia, quando encontram comida e andam pela floresta - nas horas vagas, a única possibilidade de entretenimento é o DVD de um reality show de casais, outro aceno à tendência do ser humano em se expor das maneiras mais inacreditáveis.


Como já foi mencionado, elementos como câmeras e espelhos aparecem frequentemente no longa, que também trabalha muito com a ideia do "duplo". Para começar, Mia tem uma irmã gêmea, com quem não fala há anos por conta de um trauma familiar. 

Além disso, a personagem costuma "repetir" tudo o que dizem para ela, o que se torna perturbador em determinados momentos do longa.

Assim como pode ser visto no recente lançamento de terror "Fale Comigo" (2023), aqui o luto também aparece como um pano de fundo importante: Mia perdeu a mãe num acidente de carro e, por essa razão, parece estar ainda mais vulnerável a ser vítima de assombrações. 

Em determinado momento, ela até mesmo se compara às criaturas da floresta, pois acredita que às vezes “não consegue encontrar a própria humanidade”. 


Há sem dúvidas muitas temáticas psicológicas interessantes presentes na história, mas as mesmas infelizmente não são bem trabalhas no decorrer do longa, que apresenta problemas significativos de ritmo. 

A estreia de Ishana Shyamalan, vale dizer, foi mal recebida pela maior parte da crítica e dividiu a opinião do público: enquanto uma parte considerou que o filme é bom entretenimento (e apresenta ideias inovadoras), outros afirmaram que as revelações não são de fato surpreendentes.

Para os que se interessaram pela história, muitos críticos recomendam a leitura do elogiado livro homônimo, que inclusive deve ganhar uma continuação em outubro deste ano. 

Por sua vez, o filme está longe de ser o melhor lançamento de terror do ano, mas, para os fãs do gênero e de fantasia, vale conferir e tirar as próprias conclusões - afinal de contas, o sobrenome Shyamalan segue influenciando significativamente a cena cinematográfica.


Ficha técnica:
Direção:
Ishana Shyamalan
Produção: Warner Bros. Pictures, Blinding Edge Pictures, New Line Cinema
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h42
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: terror, suspense, fantasia

23 maio 2024

Anya Taylor-Joy só quer vingança em "Furiosa: Uma Saga Mad Max"

Com boas interpretações e muita ação, longa conta a origem da guerreira vivida por Charlize Theron no longa de 2015 (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Maristela Bretas


Um alerta inicial: aconselho assistir (ou rever) o longa "Mad Max: Estrada da Fúria" (2015) para entender melhor a produção. Simplesmente porque "Furiosa: Uma Saga Mad Max" ("Furiosa: A Mad Max Saga"), que estreia nesta quinta-feira (23) vai explicar a origem da icônica personagem do título, seu ódio e desejo de vingança.

Claro que no final a ligação com o filme anterior será apresentada, mas até chegarmos lá, é bom saber quais as pontas que ficaram soltas da película exibida há 9 anos. Um grande sucesso, como outras da franquia "Mad Max", que começou em 1979 com Mel Gibson e Tina Turner no elenco.


Ninguém melhor para dar continuidade, ou melhor, para explicar como tudo começou, que o diretor George Miller. Ele é responsável também pelo longa de 2015, que arrecadou mais de US$ 380 milhões e recebeu nove estatuetas do Critics Choise Awards 2016 e outras nove indicações ao Oscar no mesmo ano.

Charlize Theron arrasou quando interpretou Furiosa, a guerreira careca que tinha um braço mecânico, usava uma pintura escura sobre os olhos e enfrentou as gangues mais perigosas do deserto para salvar mulheres escravas e sua tribo.

Anya Taylor-Joy não deixou por menos e contou bem, com pouquíssimas palavras e uma presença marcante, a origem da personagem. Os olhos da jovem expressam todo o ódio que ela carrega desde a infância, quase que justificando toda a brutalidade de seus atos. 


Ao mesmo tempo em que Furiosa fala pouco, o excesso de palavras fica por conta de Chris Hemsworth. Ele está muito bem como Dementus, o senhor da guerra e líder de uma das gangues do deserto. 

Esse talvez seja um dos melhores filmes do ator nos últimos tempos. Mesmo ele insistindo no jeito caricato e debochado que marcou sua carreira como o Thor, o Deus do Trovão, o que tira um pouco da seriedade exigida em alguns momentos de seu Dementus. 


Não sei se vai incomodar muito ao público, mas com a intenção de explicar o que levou a humanidade ao caos completo, George Miller pode ter exagerado no tempo de infância de Furiosa. Demorou muito até que a menina que sofreu nas mãos de líderes guerreiros atingisse a fase adulta.

Em "Furiosa: Uma Saga Mad Max", o público vai conhecer a história de origem da guerreira renegada, narrando sua jornada durante 15 anos até se unir a Max em "Mad Max: Estrada da Fúria" (2015). 


O enredo segue a jovem Furiosa (vivida por Alyla Browne) sequestrada de seu lar pela gangue de Dementus, depois seguindo como prisioneira dele até a Cidadela, dominada pelo Immortan Joe (Lachy Hulme), outro que também faz parte do elenco do filme anterior. 

Enquanto os dois tiranos disputam o domínio, Furiosa planeja sua vingança contra aqueles que tanto mal lhe fizeram no passado e ainda tenta retornar a seu lar. A menina corajosa havia se tornado uma guerreira brutal. Anya Taylor-Joy passa tão bem esta carga emocional quanto Charlize Theron o fez em "Estrada da Fúria".


Outro destaque é a parte técnica. Seguindo a tradição da saga (quebrada apenas por "Estrada da Fúria"), o longa foi filmado nos desertos de Nova Gales do Sul, na Austrália. As imagens e o figurino são surpreendentes e o CGI foi muito bem empregado pelo diretor.

Sem falar na ótima trilha sonora entregue por Junkie XL, que deu uma nova roupagem ao sucesso de David Bowie, "The Man Who Sold The World". Para quem acompanha e curte a franquia, não deixe de conferir "Furiosa: Uma Saga Mad Max" nos cinemas, especialmente se for numa sala Imax.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: George Miller
Produção: Village Roadshow Pictures, Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h28
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: ação, ficção

11 março 2024

"Oppenheimer" vence como Melhor Filme e conquista outras seis estatuetas do Oscar

Filme que conta a história do pai da bomba atômica já havia conquistado cinco Globos de Ouro, sete Bafta, oito Critics'Choice Awards e várias outras premiações internacionais (Foto: Universal Pictures)

Maristela Bretas


"Oppenheimer", como era previsto, foi o grande vencedor da 96ª edição do Oscar, realizada neste domingo no Dolby Theatre, em Los Angeles. Das 13 indicações, o longa, dirigido por Christopher Nolan, ficou com sete premiações, incluindo a principal de Melhor Filme, além de Melhor Diretor, Melhor Ator (Cillian Murphy), Melhor Ator Coadjuvante (Robert Downey Jr.), Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Montagem.

"Oppenheimer", que conta a história do pai da bomba atômica, já havia conquistado cinco Globo de Ouro (dois nas mesmas categorias), sete Bafta, oito Critics'Choice Awards, além de outros prêmios internacionais em várias categorias. "Pobres Criaturas", que estava com 11 indicações, ficou com quatro estatuetas, seguido por "Zona de Interesse", com duas.

"Os Rejeitados" (Foto: Universal Pictures)

A cerimônia, que teve duração de mais de três horas, foi apresentada novamente pelo comediante a apresentador Jimmy Kimmel, como ocorreu em 2023 e nos anos de 2017 e 2018. O primeiro prêmio anunciado foi de Melhor Atriz Coadjuvante, entregue a Da’Vine Joy Randolph por sua atuação em "Os Rejeitados". 

Na sequência, Chris Hemsworth e Anya Taylor-Joy anunciaram "O Menino e a Garça" como Melhor Animação. Na categoria de Melhor Curta de Animação, venceu "War Is Over!". Melissa McCarthy e Octavia Spencer entregaram as estatuetas para os vencedores de Melhor Roteiro Original, que ficou para "Anatomia de uma Queda", e Melhor Roteiro Adaptado, para "Ficção Americana".

"O Menino e a Garça" (Foto: Studio Ghibli)

Michael Keaton e Kathleen O'Hara, que retornam este ano em "Beetlejuice 2", anunciaram os vencedores de Melhor Maquiagem e Penteado e Direção de Arte. "Pobres Criaturas" faturou os dois prêmios. Na sequência, o diretor do filme também recebeu das mãos de John Cena, que entrou no palco inicialmente pelado e depois enrolado numa cortina rosa, a estatueta de Melhor Figurino.

"Zona de Interesse", do Reino Unido, venceu como Melhor Filme Internacional. Na sequência, Emily Blunt, de "Oppenheimer" e Ryan Grosling, de "Barbie". fizeram uma homenagem aos dublês de Hollywood.

"Pobres Criaturas" (Foto: Searchlight Pictures)

Como na premiação feminina, a categoria de Melhor Ator Coadjuvante também foi anunciada por cinco vencedores de premiações passadas. O vencedor, como já era esperado, foi Robert Downey Jr., por sua atuação em "Oppenheimer".

Anos depois os "Irmãos Gêmeos" (1988), Arnold Schwarzenegger e Danny de Vito lembraram os bons tempos como inimigos do Batman - Sr. Freeze e Pinguim. A dupla também anunciou o vencedor de Melhores Efeitos Visuais e entregou o prêmio aos diretores do longa japonês "Godzilla Minus One". 

Oppenheimer (Foto: Universal Pictures) 

Kate Macannon e America Ferrera, do elenco de "Barbie", entregaram os prêmios de Melhor Documentário em Curta-Metragem para "A Última Loja de Consertos" e de Melhor Documentário em Longa-Metragem para "20 Days in Mariupol". 

O diretor e jornalista ucraniano Mstyslav Chernov, em seu discurso fez um protesto e afirmou que "preferia ter trocado o prêmio por não ter sua cidade atacada pela Rússia. E que as pessoas de Mariupol nunca sejam esquecidas". Ele foi aplaudido de pé pelas pessoas na plateia.

Zendaya apresentou o prêmio de Melhor Fotografia, vencido por Hoyte van Hoytema por "Oppenheimer". Já a estatueta de melhor Curta-Metragem ficou para "A Incrível História de Henry Sugar", de Wes Anderson. 

Um momento descontraído foi a performance de Ryan Gosling subindo ao palco, todo de rosa, para cantar a música “I’m Just Ken”, de Mark Ronson and Andrew Wyatt, feita para seu personagem Ken, no filme "Barbie”. 

Logo depois, foram entregues as estatuetas de Melhor Trilha Sonora Original para Ludwig Göransson, pelo trabalho em "Oppenheimer" e de Melhor Canção Original para “What Was I Made For?”, composta por Billie Eilish e Finneas o'Connell especialmente para "Barbie”.

Barbie (Foto: Warner Bros. Pictures)

Na reta final da premiação, Cillian Murphy ficou com a estatueta de Melhor Ator por seu protagonismo em "Oppenheimer". Steven Spielberg, comemorando 50 anos do filme "A Lista de Schindler" (1993) anunciou o ganhador de Melhor Direção e entregou o Oscar para Christopher Nolan por "Oppenheimer".

Encerrando a cerimônia do Oscar 2024, o prêmio de Melhor Atriz ficou para Emma Stone, por seu papel em "Pobres Criaturas". Na sequência, Al Pacino foi chamado em homenagem aos 50 anos de "O Poderoso Chefão 2" (1974). Após ser aplaudido de pé, entregou o Oscar de Melhor Filme para "Oppenheimer".

Subiram também ao palco para anunciar os vencedores das categorias Jamie Lee Curtis, Lupita Nyong'o, Ke Huy Quan, Mahershala Ali, Sam Rockwell, Dwayne Johnson, Jennifer Lawrence, Nicolas Cage, Michelle Yeoh, Brendan Fraser, Michelle Pfeiffer, Charlize Theron, Jessica Lange, Sally Field, Ben Kingsley e Matthew McConaughey.

Confira a lista dos vencedores do Oscar 2024

MELHOR FILME
Oppenheimer

MELHOR ATRIZ
Emma Stone – Pobres Criaturas

MELHOR ATOR
Cillian Murphy – Oppenheimer

MELHOR DIREÇÃO
Christopher Nolan – Oppenheimer

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Robert Downey Jr. – Oppenheimer

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Da’Vine Joy Randolph – Os Rejeitados

Anatomia de uma Queda (Foto: Diamond Films)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Anatomia de uma Queda

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ficção Americana

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Zona de Interesse – Reino Unido

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
O Menino e a Garça


Ficção Americana (Foto: Prime Vídeo)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“What Was I Made For?” - Billie Eilish and Finneas o'Connell (“Barbie”)

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
Ludwig Göransson – "Oppenheimer"

MELHOR FIGURINO
Holly Waddington – "Pobres Criaturas"

MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO
Pobres Criaturas


Godzilla Minus One (Foto: Sato Company)

MELHOR FOTOGRAFIA
Hoyte van Hoytema – "Oppenheimer"

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Godzilla Minus One

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
War Is Over!

MELHOR CURTA-METRAGEM EM LIVE-ACTION
A Incrível História de Henry Sugar, de Wes Anderson


Zona de Interesse (Foto: A24 Films)

MELHOR SOM
Zona de Interesse

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
"20 Days in Mariupol"

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM
A Última Loja de Consertos

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Pobres Criaturas

MELHOR MONTAGEM
Oppenheimer



28 fevereiro 2024

"Duna: Parte 2" supera primeiro filme em ação e atuação do elenco

Sequência, também dirigida por Denis Villeneuve, é épica e pode se tornar a maior ficção científica do ano (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Maristela Bretas


Novamente grandioso, com ótimas atuações de todo o elenco, efeitos visuais, montagem, som, figurino, maquiagem e trilha sonora impecáveis, "Duna - Parte 2", que entra em cartaz nos cinemas nesta quinta-feira, supera o primeiro filme. 

O novo longa-metragem tem grandes cenas de lutas e de batalhas no deserto, dignas de uma produção que custou US$ 190 milhões, contra os US$ 165 milhões de "Duna", de 2021. 

O diretor Denis Villeneuve, que dividiu o roteiro com Jon Spaihts, melhorou um ponto que incomodou muito em "Duna", também dirigido por ele: tinha pouca ação e era arrastado. 

E mesmo assim conquistou seis estatuetas do Oscar em 2022 - Melhor Som, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição, Melhor Design de Produção, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais.


As locações da nova produção foram feitas em Budapeste, Itália, Abu Dhabi e Jordânia e ocupam um importante papel. Novamente, as areias dos desertos dos dois últimos países dão um show, dispensando o uso excessivo de computação gráfica e proporcionando uma fotografia excepcional para Greig Fraser.

Baseado no romance de seis livros escritos por Frank Herbert em 1965, "Duna: Parte 2" faz jus à obra literária. O filme dá continuidade à saga de Paul Atreides (Timothée Chalamet), que conseguiu sobreviver ao massacre dos demais integrantes de sua família. Ele e sua mãe, Lady Jessica (Rebecca Ferguson), se unem a Chani (Zendaya) e aos Fremen, comandados por Stilgar, papel de Javier Bardem, que domina a tela toda vez que aparece. 


O jovem busca vingança contra os responsáveis por sua tragédia e que agora ameaçam o povo e o planeta Arrakis, também conhecido como Duna. Nessa batalha, Paul terá de ganhar a confiança de seus novos aliados e travar uma batalha contra o exército do imperador Shaddam (Christopher Walken). Ele também precisará escolher entre seu amor por Chani e evitar um futuro terrível que ele conseguiu prever.

Timothée está mais seguro no papel principal e entrega um líder convincente, tanto nos discursos quanto nas batalhas. E forma um casal fofo e bem entrosado com Zendaya. A atriz ganha o merecido destaque, sendo peça-chave no aprendizado e na sobrevivência de Paul Atreides, disputando a tela com a tarimbada Rebecca Ferguson, sem deixar cair o ritmo. 


Além dos protagonistas, estão de volta do primeiro filme Dave Bautista (como Glossu Rabban, responsável por dizimar vários reinos), Josh Brolin (o guerreiro Gurney Halleck), Charlotte Rampling (sacerdotisa Gaius Helen Mohiam) e Stellan Skarsgård (Baron Vladimir Harkonnen). 

Entre as novidades no elenco desta continuação, além de Christopher Walken, temos as ótimas atuações de Austin Butler (como o ambicioso vilão Feyd-Rautha Harkonnen), Florence Pugh (princesa Irulan) e Léa Seydoux (Margot Fenning), que deverão ganhar destaque no terceiro filme, em planejamento. 


"Duna: Parte 2" não deixa de fora o embate político-religioso, com Paul sendo trabalhado para se tornar um líder guerreiro e um messias, a ser seguido pelo povo, especialmente os milhares de fundamentalistas que acreditam ser ele um predestinado a levá-los ao paraíso. 

A trilha sonora foi novamente entregue ao excelente Hans Zimmer, que não deixou por menos, como sempre. Quem for assistir ao longa na sala @Imax, do @CineartBoulevard, notará que uma das músicas nas batalhas é semelhante (se não for a mesma) da apresentação do sistema tocada antes de cada filme.


Um ponto que ainda pode confundir quem está entrando na franquia a partir deste longa é o excesso de informação. Recomendo ler os livros ou assistir ao primeiro filme para entender as disputas entre os reinos e quem é quem na história. Muitos pontos são esclarecidos nesta sequência e novos são criados a partir das decisões de Paul.

"Duna: Parte 2", até o momento, pode ser considerado o grande filme de ficção científica do ano e deverá agradar aos fãs que estavam ansiosos pela continuação. Merece ser visto no cinema, de preferência numa sala especial. O som e as imagens na tela maior proporcionam uma experiência fantástica.


Ficha técnica:
Direção: Denis Villeneuve
Produção: Legendary Pictures e Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures Brasil
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h46
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: drama, ficção científica, ação

09 fevereiro 2024

"A Cor Púrpura" acerta no elenco, mas é inconstante

Musical é um remake adaptado da obra literária de Alice Walker, como na peça da Broadway de 2005 (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Larissa Figueiredo


Baseado no livro homônimo de Alice Walker, "A Cor Púrpura" ("The Color Purple") conta a história de famílias afro-americanas na Geórgia durante o século XX. O musical, em cartaz nos cinemas, nos apresenta Celie, uma jovem negra de 14 anos que encontra conforto em meio ao sofrimento da pobreza e racismo na companhia de Nettie (Halle Bailey, de "A Pequena Sereia" - 2023), sua irmã mais nova e melhor amiga.  

Em certo dia, Celie (interpretada por Fantasia Barrino na fase adulta) é trocada por uma vaca e alguns ovos e entregue a Albert (Colman Domingo, de "Rustin" - 2023) um homem grosseiro da cidade. Enquanto isso, Nettie, exausta dos avanços sexuais do pai e do novo marido da irmã, foge prometendo manter contato por carta com Celie. É por meio dessas correspondências que a história se desenrola.


Com direção de Blitz Bazawule, o remake de "A Cor Púrpura" tem uma grandiosa equipe de produtores, que inclui Steven Spielberg, diretor da primeira versão de 1985, que não era musical e foi indicada a 11 Oscars sem, no entanto, ter recebido nenhum. O filme pode ser conferido na HBO Max.

Também na produção estão Quincy Jones (um dos produtores do primeiro filme), Oprah Winfrey, que participou do longa há quase 40 anos no papel de Sofia (agora interpretada por Danielle Brooks, que concorre ao Oscar como Melhor Atriz Coadjuvante) e Scott Sanders.


O elenco, totalmente negro (excelente escolha) conta ainda com Taraji P. Henson ("Estrelas Além do Tempo" - 2017), como a cantora Shug Avery; Corey Hawkins ("Infiltrado na Klan" - 2018); Aunjanue Ellis ("King Richard: Criando Campeãs" - 2021), Louis Gossett Jr. e até mesmo Whoopi Goldberg, que faz uma ponta como parteira e interpretou Celle no longa de 1985. Os cantores H.E.R. e Jon Batiste também participam do time.

Além de retratar abusos e sofrimento, o filme explora a redescoberta da vida e a poderosa união entre mulheres, tanto na ligação entre as irmãs quanto na importância que Shug e Sofia vão representar na vida de Celle.


Embora permaneça fiel à obra literária de Alice Walker, o musical adota a estrutura da peça adaptada para a Broadway em 2005, organizando a produção em blocos que combinam diálogos, canções, diversas coreografias. Conta também com as participações de Fantasia Barrino e Danielle Brooks repetindo seus papéis.

As performances musicais parecem interromper o ritmo do filme, que se apresenta inconstante e com falhas na edição e montagem. Apesar disso, o musical impacta pelo visual e pela força da interpretação de seus atores, que possuem grande potência vocal e é o destaque do longa. 

Os figurinos e a ambientação também são pontos positivos e fortalecem a obra. Inevitável a comparação entre as duas versões cinematográficas.


Ficha técnica:
Direção: Blitz Bazawule
Produção: Warner Bros. Pictures, Amblin Entertainment, SGS Productions, Harpo Films
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h20
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: musical, drama

21 dezembro 2023

"Aquaman 2: O Reino Perdido" e James Wan entregam o melhor filme da DC dos últimos tempos

Jason Momoa retorna mais poderoso como o super-herói dos mares para enfrentar um velho inimigo que só quer vingança (Fotos: Warner Bros. Pictures) 


Maristela Bretas


Ótimos efeitos visuais, trilha sonora eletrizante, boas interpretações e um enredo que prende do início ao fim. Este é "Aquaman 2: O Reino Perdido" ("Aquaman and the Lost Kingdom"), que estreou nessa quarta-feira (20) nos cinemas. O longa fecha o ano com chave de ouro as produções com super-heróis da DC, que têm deixado muito a desejar nos últimos tempos. 

Mas o grande mérito deste novo longa com certeza é a direção de James Wan, responsável também pelo sucesso de "Aquaman" (2018), além de "Invocação do Mal 2" (2016), "Invocação do Mal" (2013) e "Velozes e Furiosos 7" (2015), entre outros. 

A participação de Peter Safran como produtor ajudou a deixar o longa com cara de história em quadrinhos, o que o tornou ainda mais interessante.


Segundo filme com o mais divertido e atraente super-herói da marca (e que conquistou também a maior bilheteria da DC), Aquaman/Arthur Curry chega com nova roupagem, mais dourada e brilhante. 

Cheio de marra como sempre, e os comentários mais engraçados e sem noção, ele é diferente de outros integrantes da Liga da Justiça (como Batman e Superman) que, por sinal, nem é citada no longa, permitindo que Aquaman se destaque por conta própria. 


Desta vez, ele acha que dá conta de tudo sozinho mas vai precisar contar com a ajuda de um grande e próximo inimigo, seu meio-irmão Orm, antigo rei de Atlântida e Mestre dos Oceanos, interpretado por Patrick Wilson (que protagonizou os filmes de James Wan na franquia "Invocação do Mal"). 

Wilson e Jason Momoa formam uma dupla bem sintonizada, com ótimas atuações, especialmente nas batalhas no mar e em terra, ancorados por efeitos visuais excelentes e bem aplicados que merecem ser vistos em Imax, no Cineart Boulevard (o dinheiro do ingresso vai ser bem empregado). 


Outro que entrega uma boa atuação, novamente no papel de vilão da história é Yahya Abdul-Mateen II, como David Kane/Arraia Negra, que foi derrotado pelo super-herói marítimo no primeiro filme, mas jurou vingança.

Agora ele volta, mais forte e poderoso, para cobrar com juros e correção, e vai atrás de toda a família de Aquaman e do povo de Atlântida e da superfície, ajudado por um milenar inimigo do reino. 


Também estão de volta ao elenco Nicole Kidman (rainha Atlanna e mãe dos dois heróis), Dolph Lundgren (rei Nereus), Temuera Morrison (Tom, pai de Arthur) e Randall Park ("Homem-Formiga e Vespa: Quantumania" - 2023), como o cientista Stephen Shim. 

Até Amber Heard (repetindo o papel de Mera, rainha da Atlântida e mãe do herdeiro do trono) está presente, apesar da polêmica de sua briga conjugal nos tribunais contra Johnny Depp. Ela foi mantida no elenco com falas reduzidas e aparições esparsas mas importantes na trama. 

Uma novidade é Jani Zhao, como Stingray, braço direito de David Kane. Confira aqui as opiniões do diretor e dos atores sobre o filme.


O CGI é um dos destaques do filme, especialmente nas imagens no fundo do mar com seus habitantes, luzes e cores vibrantes, como no filme primeiro longa. Há momentos também, como no início, que as cenas parecem tiradas de um videogame, o que vai ser explicado posteriormente. 

James Wan também acertou a mão na escolha das locações. Como comentou meu amigo, grande crítico de cinema e criador do blog O Pipoqueiro, Marcelo Seabra, "Aquaman 2" foi filmado em mais lugares que James Bond. Irlanda, Antártica, Nova York, Índia, Nepal, Havaí estão entre os locais de onde foram extraídas as excelentes imagens. 


O diretor também se preocupou com a questão ambiental, que serve de pano de fundo para explicar que a ação do homem é a maior causa das alterações climáticas e da destruição do planeta. O derretimento das geleiras, furações e enchentes são bons exemplos mostrados no filme.  

Não tem como esquecer a trilha sonora comporta por Rupert Gregson-Williams, responsável também pelas composições do primeiro filme e de "Mulher-Maravilha" (2017). A escolha de clássicos como "Born to be Wild" (Steppenwolf) e "Deep End" (X Ambassadors) e muitos sintetizadores envolve o espectador de forma nostálgica na atmosfera do longa. 


O filme tem alguns furos, mas nada que atrapalhe. "Aquaman 2: O Reino Perdido" é o segundo grande acerto da DC Comics e entrega uma continuação melhor que o primeiro filme. 

É divertido, graças especialmente a Jason Momoa, tem uma história bem contada, ótimas batalhas, muita ação e uma boa mensagem. A cara deste simpático e carismático super-herói. Merece ser conferido no cinema.


Ficha técnica
Direção: James Wan
Roteiro: David Leslie Johnson-McGoldrick
Produção: Atomic Monster/Peter Safran
Distribuição: Warner Bros Pictures
Duração: 2h04
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: ação, aventura, família, fantasia
Nota: 4,8 (0 a 5)

07 dezembro 2023

"Wonka" - Uma comédia musical colorida e com muita magia, mas que poderia ser mais curta

Timothée Chalamet interpreta o jovem que criou a maior e mais fantástica fábrica de chocolate do cinema (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Maristela Bretas


Antes de sua estreia na segunda parte de "Duna", Timothée Chalamet poderá ser visto no cinema, a partir desta quinta-feira, como protagonista da comédia musical "Wonka", dirigida por Paul King. O filme conta a origem do jovem Willy Wonka que criou "A Fantástica Fábrica de Chocolate", que se transformou em dois filmes de sucesso - o de 1971, com Gene Wilder, e no remake de 2005, com Johnny Depp. Mas não espere a mesma linha nesta produção. 

O diretor deste prequel explorou bem as cores, fez um ótimo trabalho no figurino e na reprodução de época e trouxe de volta a música-tema "Pure Imagination", maior referência às produções passadas, além de uma trilha sonora com algumas canções bem chicletes, como a dos Oompa-Loompas. 


Mas os personagens secundários, especialmente os vilões, são caricatos, e alguns até dispensáveis, como a turma da lavanderia. A história deixa muitos pontos soltos e que sequer foram mencionados ou estão relacionados nas versões passadas. Até por que, os diretores eram outros, com outras linhas de abordagem. A começar por Tim Burton, em 2005.

Timothée Chalamet interpreta Willy Wonka, criador de chocolates perfeitos, com gostos e ingredientes exóticos, como um feito com leite extraído de girafa. O ator, que também canta na produção, é um jovem simples, sonhador e que fazia mágicas. 

Criado com amor pela mãe (Sally Hawkins), Willy acredita na honestidade das pessoas e vai enfrentar muitos obstáculos e inimigos para conseguir realizar seu sonho de fabricar seus doces. Completamente diferente dos personagens adultos e cheios de traumas interpretados por Wilder e Depp.


A turma de coadjuvantes é formada por nomes conhecidos e premiados do cinema, como Olivia Colman, que apesar de fazer o papel da dona do hotel que transforma seus "hóspedes" em escravos, está engraçada em alguns momentos. Mas as cenas com o ajudante (papel de Tom Davis) não acrescentam em nada e só ajudam a aumentar a duração do filme, que poderia ter no máximo 1h30 e não quase 2 horas.

Hugh Grant ("Dungeons & Dragons - Honra entre Rebeldes" - 2023) dá vida ao Oompa-Loompa laranja de cabelo verde, com carregado sotaque britânico. Ele está muito bem, mas o CGI para transformá-lo em um anão é bem questionável e chega a incomodar. A escolha do ator chegou a gerar polêmica, uma vez que os pequenos ajudantes de Wonka sempre foram interpretados por pessoas com nanismo.


Outro britânico que marca presença na parte hilária é Rowan Atkinson (o eterno "Mister Been"), como o pároco local que é chocólatra. Os trejeitos e as caras engraçadas de outros filmes de sua carreira são sua marca registrada e se repetem neste longa. O trio divertido é completo por Keegan-Michael Key, como o chefe de polícia, viciado em chocolate, que vende até a alma por uma caixinha do doce. 

Outro trio que entrega algumas situações engraçadas é o de vilões milionários que dominam o comércio de chocolate na cidade, formado por Mathew Baynton (Fickelgruber), Matt Lucas (Prodnose) e Paterson Joseph (Slugworth). 


"Wonka" é uma comédia musical baseada no clássico livro "A Fantástica Fábrica de Chocolate", do escritor britânico Roald Dahl, e que se não fosse o nome do personagem principal, pouco lembraria as produções anteriores homônimas à obra literária. 

O filme entrega algumas boas mensagens e muita fantasia que vão agradar as crianças, assim como a presença de Chalamet é um atrativo para os fãs do ator. O longa tem, como seu maior destaque, as cenas em que Willy distribui seus chocolates e a abertura de sua loja. Puro encantamento.


Ficha técnica:
Direção: Paul King
Produção: Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h56
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: fantasia, musical, comédia, família, aventura
Nota: 3,7 (0 a 5)

07 setembro 2023

Valak está mais cruel e demoníaco em "A Freira 2"

Taissa Farmiga, agora Irmã Irene, terá de enfrentar novamente o temível demônio com roupa de freira (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Maristela Bretas


Passados cinco anos desde o lançamento do primeiro filme, os fãs do terror vão reencontrar uma das mais temidas personagens da franquia Invocação do Mal. O assustador Valak, que usa o traje de freira, está de volta em "A Freira 2" ("The Nun 2"), que estreia nesta quinta-feira nos cinemas com força total e ainda mais cruel. 

A produção, dirigida por Michael Chaves ("A Maldição da Chorona" e "Invocação do Mal 3 - A Ordem do Demônio" - ambos de 2019) e produção de James Wan, um dos criadores dos personagens da franquia, não poupa crianças, idosos, religiosos e o que atravessar pelo caminho de entidade demoníaca.  

O longa está mais aterrorizante e mesmo nos momentos de suspense, com a tradicional musiquinha de terror que indica que algo ruim vai acontecer, ainda é possível se assustar com a cena. 


Também estão de volta do filme original - "A Freira" (2018) os atores Taissa Farmiga, interpretando a Irmã Irene, Bonnie Aarons, como Valak, e Jonas Bloquet, repetindo seu papel como Maurício/Frenchie, o camponês francês que ajudou Irmã Irene na primeira produção. 

Para completar o elenco e entregando uma boa atuação temos ainda Storm Reid, como Irmã Debra, auxiliar da Irmã Irene.


Taissa Farmiga está amadurecida e mais segura no papel, dividindo bem o protagonismo com Bonnie Aarons, que arrasa como a freira-demônio. Por sinal, ela ganhou mais tempo de tela, o que agrada bastante, apesar do nível mais intenso de maldade. 

A entidade domina as cenas e a maquiagem está mais assustadora, especialmente quando a face do monstro é mostrada em close. Valak também ganhou ajudantes em sua nova aparição.

A personagem demoníaca foi apresentada em "Invocação do Mal 2" (2016), terror dirigido e roteirizado por James Wan, e dois anos depois ganhou seu primeiro filme, "A Freira" (2018), sob a direção de Corin Hardy.


Em 1956, quatro anos após os eventos do primeiro longa na Romênia, vários crimes com as mesmas características começam a ocorrer na França, inclusive o assassinato de um padre. Irmã Irene é chamada pelo Vaticano e precisará ficar frente a frente com Valak. 

O filme se passa num internato de jovens, que também será palco da nova batalha entre o bem e o mal, com cenas que entregam um bom suspense e muitos sustos. 


O cenário com pouca luz, em locais sombrios, foram bem pensados, oferecendo iluminação suficiente para identificar a sombra da entidade e acompanhar toda a ação. Diferente de muitos filmes atuais do gênero que não dá para saber quem é quem e o que está acontecendo. 

Isso aliado à boa trilha sonora composta por Marco Beltami e atuação dos personagens principais, incluindo Maurice, que tem papel fundamental na história.  


"A Freira 2" vale a pena ser conferido, especialmente se tiver assistido o primeiro. Este é ainda melhor e está entre os bons da franquia, fazendo também conexão com “Invocação do Mal 2”. Não saia correndo do cinema, a produção também tem cenas pós-crédito. 

Dica para quem quiser acompanhar a franquia pela ordem cronológica dos acontecimentos (e não dos lançamentos dos filmes):
"A Freira" (1952);
"A Freira 2" (1956);
"Annabelle 2" (1958);
"Annabelle" (1970);
"Invocação do Mal" (1971);
"Annabelle 3" (1972);
"Invocação do Mal 2" (1977);
“Invocação do Mal 3 - A Ordem do Demônio" (1981).


Ficha técnica
Direção: Michael Chaves
Produção: Warner Bros., New Line Cinema, The Safran Company
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h50
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gênero: terror