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12 janeiro 2026

Com duas estatuetas, Brasil faz história no Globo de Ouro com "O Agente Secreto"

Longa dirigido por Kleber Mendonça Filho conquista prêmios de Melhor Filme em Língua Não Inglesa
e Melhor Ator em Filme de Drama (Fotos: CinemaScópio Produções)
 
 

Maristela Bretas

 
"O Agente Secreto", do diretor Kleber Mendonça Filho, atingiu mais um feito histórico para o cinema brasileiro ao conquistar, neste domingo (11) os prêmios de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, e de Melhor Ator em Filme de Drama, recebido por Wagner Moura na 83ª edição do Globo de Ouro. Mais um para a coleção do ator, que também foi eleito Melhor Ator no Festival de Cannes de 2025 onde a produção fez sua estreia mundial.

O longa já soma mais de 20 prêmios concedidos por festivais e associações de críticos ao redor do mundo. Entre os destaques mais recentes estão as conquistas na 31ª edição do Critics Choice Awards 2026, onde venceu como Melhor Filme em Língua Estrangeira, e no New York Film Critics Circle (NYFCC) Awards 2026, no qual Wagner Moura recebeu o prêmio de Melhor Ator e o filme foi reconhecido como Melhor Filme Internacional.

Wagner Moura (Reprodução TV)

Orlando Bloom e Minnie Driver entregaram a estatueta de Melhor Filme em Língua Não-inglesa para o diretor Kleber Mendonça Filho. O longa brasileiro competiu com produções da Coreia do Sul, França, Noruega, Espanha e Tunísia.

Wagner Moura recebeu seu troféu das mãos dos atores Diane Lane e Colman Domingo, que ainda simulou no palco uma dança para comemorar com o ator brasileiro, que ao final de seu discurso em inglês, agradeceu em português a todos os brasileiros pela conquista.

Ambientado no Brasil de 1977, em pleno período da ditadura militar, "O Agente Secreto" acompanha Marcelo, interpretado por Wagner Moura, um professor que retorna de São Paulo para Recife, sua terra natal, tentando escapar de um passado violento e misterioso para ficar perto do filho. 


Mas logo percebe que o passado continua à espreita e, mesmo usando uma nova identidade, ainda corre risco e representa um perigo para todos ao seu redor. 

O longa é uma coprodução entre Brasil (CinemaScópio Produções), França (MK Productions), Holanda (Lemming) e Alemanha (One Two Films), com distribuição nacional da Vitrine Filmes.

"O Agente Secreto" foi escolhido para representar o Brasil no Oscar 2026. A 98ª edição da cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood está prevista para o dia 15 de março.

As premiações

George Clooney, ao lado de Don Cheadle, anunciou o vencedor da principal categoria do Globo de Ouro 2026. "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet", da diretora Chloé Zhao, foi escolhido Melhor Filme de Drama. 

A produção também levou a estatueta de Melhor Atriz em Filme de Drama, entregue por Chris Pine e Ana de Armas a Jessie Buckley por sua elogiada atuação.

"Hamnet: A Vida Antes de Hamlet"
(Foto: Universal Pictures)

Com apresentação da comediante Nikki Glaser, o Globo de Ouro 2026, foi realizado no auditório do Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles. As atrizes Amanda Seyfried e Jennifer Garner entregaram o primeiro prêmio da noite, de Melhor Atriz Coadjuvante em Filme para Teyana Taylor, por sua atuação em "Uma Batalha Após a Outra", da Warner Bros. Pictures. 

A produção, considerada a favorita, foi a maior premiada conquistando outras três estatuetas: Melhor Roteiro em Filme, Melhor Direção em Filme e Melhor Filme de Comédia ou Musical, entregues ao diretor e roteirista Paul Thomas Anderson.

"Uma Batalha Após a Outra"
(Foto: Warner Bros. Pictures)

Nas séries, como era esperado, "Adolescência", da Netflix, também foi premiada quatro vezes: Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama, novamente para o jovem Owen Cooper, que aumentou sua coleção de estatuetas como protagonista; Melhor Ator em Minissérie ou Filme de TV, conquistado por Stephen Graham; Melhor Atriz Coadjuvante em Série para Erin Doherty, e Melhor Minissérie ou Filme para TV.

Duas estatuetas

Outro filme que estava entre os favoritos na disputa pelo Globo de Ouro 2026 foi o filme "Pecadores", do diretor Ryan Coogler, com Michael B. Jordan interpretando dois irmãos gêmeos. O longa levou os prêmios de Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Campeão de Bilheteria. 

Sem novidade também foram as estatuetas entregues a "Guerreiras do K-Pop", da Netflix, que levou os prêmios de Melhor Música para Filme com a canção "Golden", e de Melhor Filme de Animação. Considerada um dos fenômenos da Netflix ela já teve uma nova temporada anunciada.

"Guerreiras do K-Pop" (Foto: Netflix)

Nas séries, uma das favoritas, "The Pitt" levou também dois troféus: Melhor Ator em Série de Drama, para Noah Wyle, e Melhor Série de Drama. A série da HBO Max, que estreou recentemente a segunda temporada, já anunciou uma terceira. 

"The Studio", da Prime Vídeo, foi outra que venceu em duas categorias do Globo de Ouro 2026: Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical, prêmio entregue a Seth Rogen, e Melhor Série de Comédia ou Musical. A série já teve sua segunda temporada confirmada.

"The Studio" (Foto: Prime Vídeo)

Veja a lista completa de vencedores:

- Melhor Filme de Drama: "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet"
- Melhor Filme de Comédia ou Musical: "Uma Batalha Após a Outra"
- Melhor Ator em Filme de Drama: Wagner Moura ("O Agente Secreto")
- Melhor Atriz em Filme de Drama: Jessie Buckley ("Hamnet: A Vida Antes de Hamlet")
- Melhor Série de Comédia ou Musical: "The Studio"
- Melhor Minissérie ou Filme para a TV: "Adolescência"

"Adolescência" (Foto: Netflix)

- Melhor Série de Drama: "The Pitt"
- Melhor Atriz em Série de Drama: Rhea Seehorn ("Pluribus")
- Melhor Performance de Comédia Stand-up na TV: Ricky Gervais ("Ricky Gervais: Mortality")
- Melhor Atriz Coadjuvante na TV: Erin Doherty ("Adolescência")
- Melhor Filme em Língua Não-inglesa: "O Agente Secreto"
- Melhor Filme de Animação: "Guerreiras do K-Pop"
- Melhor Direção em Filme: Paul Thomas Anderson ("Uma Batalha Após a Outra")
- Melhor Destaque em Bilheteria: "Pecadores"
- Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV: Michelle Williams ("Dying for Sex")
- Melhor Ator em Minissérie ou filme para a TV: Stephen Graham ("Adolescência")

"Pecadores" (Foto: Warner Bros. Pictures)

- Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical: Timothée Chalamet ("Marty Supreme")
- Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musica: Rose Byrne ("Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria")
- Melhor Roteiro de Filme: Paul Thomas Anderson ("Uma Batalha Após a Outra")
- Melhor Trilha Sonora de Filme: "Pecadores"
- Melhor Música para Filme: canção "Golden" ("Guerreiras do K-Pop")
- Melhor Podcast: "Good Hang with Amy Poehler"
- Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical: Seth Rogen ("The Studio")
- Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama: Owen Cooper ("Adolescência")
- Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical: Jean Smart ("Hacks")
- Melhor Ator em Série de Drama: Noah Wyle ("The Pitt")
- Melhor Ator Coadjuvante em Filme: Stellan Skarsgard ("Valor Sentimental")
- Melhor Atriz Coadjuvante em Filme: Teyana Taylor ("Uma Batalha Após a Outra")

Noah Wyle, de "The Pitt (Foto: HBO Max")

02 novembro 2025

“O Agente Secreto”: o olhar afiado de Kleber Mendonça Filho sobre o Brasil esquecido dos anos 1970

Filme estrelado por Wagner Moura é o indicado do Brasil na disputa pelo Oscar 2026 (Fotos: Vitrine
Filmes e CinemaScopio Produções)
 
 

Maristela Bretas

 
Após ser premiado e aclamado em festivais nacionais e internacionais, “O Agente Secreto” chega oficialmente aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (6). 

Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, o filme será finalmente avaliado pelo público em geral — um passo decisivo para confirmar (ou não) sua indicação como representante do Brasil no Oscar 2026.

Em setembro, o colaborador Marcos Tadeu, do blog Jornalista de Cinema, assistiu ao longa no Festival de Cinema de Brasília e escreveu uma análise para o Cinema no Escurinho. Leia a crítica completa em https://tinyurl.com/mryttfza


Reconhecimento e identidade

Premiado em Cannes 2025 com os troféus de Melhor Direção e Melhor Ator (Wagner Moura), “O Agente Secreto” se destaca pela forma como valoriza a regionalidade nordestina e retrata o Brasil dos anos 1970 — um período sombrio, mas mostrado com sensibilidade e profundidade cultural.

O filme é um verdadeiro mosaico de memórias: as frases nas traseiras dos caminhões, o saudoso Fusca amarelo, as novelas e programas como "Os Trapalhões, as brincadeiras de rua, o orelhão e o telefone de fio, o carnaval recifense e, especialmente os cinemas de rua, como o lendário Cine São Luiz, já citado em outro filme de Mendonça, “Retratos Fantasmas” (2023).

Até mesmo o tubarão, figura recorrente até hoje nas praias pernambucanas, ganha presença simbólica na trama, ao ser mostrado ou mencionado em vários momentos do filme.


Enredo e personagens

A história acompanha Marcelo/Armando, interpretado por Wagner Moura — um professor que deixa São Paulo e retorna a Recife, sua terra natal, tentando escapar de um passado violento e misterioso e ficar perto do filho. 

Mas já na chegada, em meio ao animado carnaval da cidade, ele percebe que o passado continua à espreita e, mesmo usando uma nova identidade, ainda corre risco e representa um perigo para todos ao seu redor.

Wagner Moura, como Marcelo/Armando, merece todos os prêmios que vem recebendo como protagonista, mas contou com um time de atores e atrizes de apoio que fizeram a diferença na produção, especialmente com a atuação impecável de Tânia Maria ("Seu Cavalcanti" - 2025).  


Aos 78 anos, com seu forte sotaque potiguar, ela brilha no papel de Dona Sebastiana, uma mulher forte e combativa, que mesmo com os sofrimentos da vida, não perdeu a doçura ao abraçar como filhos os hóspedes de sua pensão. Sua atuação é carregada de emoção e autenticidade.

Outro destaque é o ator mineiro Carlos Francisco, que trabalhou com Mendonça em "Bacurau" (2019) e recentemente em "Suçuarana". Ele vive Seu Alexandre, o projecionista do cinema local. Ele e Dona Sebastiana protagonizam alguns dos momentos mais comoventes do longa, reforçando o tom humano e afetivo da narrativa.

Direção, ritmo e contexto histórico

Se a ambientação e as atuações são pontos altos, o ritmo do filme pode causar estranhamento. A trama se desenvolve de forma lenta em boa parte, ganhando fôlego e ação apenas na terceira parte — que, ainda assim, merecia mais tempo de tela.


Kleber Mendonça Filho retrata o Brasil de 1977 a partir do olhar de uma região muitas vezes marginalizada pelo eixo Sul-Sudeste, criando um espelho entre o passado e o presente. 

A ditadura militar é tratada não como um capítulo distante, mas como uma ferida ainda aberta, refletida na violência e nas omissões das “autoridades” da época que são reproduzidas ainda hoje.

O filme termina sem respostas fáceis: atentados e atrocidades cometidas pelos “agentes da lei e da ordem” são reduzidos a manchetes de jornal, sem investigação nem punição — um eco doloroso da realidade brasileira.

Essa abordagem pode confundir parte do público, especialmente diante das lacunas históricas que ainda cercam a ditadura militar. Nesse sentido, o longa poderia explorar o tema com mais clareza, como fez “Ainda Estou Aqui” (2024).

Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura
(Foto: Reprodução)
Conclusão

Mesmo com essas ressalvas, “O Agente Secreto” é uma grande produção, digna de representar o Brasil no Oscar 2026. Além das premiações em Direção e Ator, o longa tem potencial para brilhar em outras categorias — Ator e Atriz Coadjuvantes, Trilha Sonora (de Mateus Alves e Tomaz Alves Souza), Fotografia, Figurino, Som, Direção de Arte e Maquiagem.

Um filme que reafirma Kleber Mendonça Filho como um dos grandes nomes do cinema brasileiro contemporâneo — e que nos faz lembrar, com beleza e dor, que certas histórias continuam vivas na memória do país.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Kleber Mendonça Filho
Produção: CinemaScópio Produções, com coprodução da MK2 Productions, Lemming, One Two Films
Distribuição: Vitrine Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h40
Classificação: 16 anos
Países: Brasil, França, Holanda e Alemanha
Gêneros: drama, thriller político

15 setembro 2025

"O Agente Secreto" é o retrato crítico de uma sociedade sem memória

Filme estrelado por Wagner Moura, com direção e roteiro de Kleber Mendonça Filho, estreia em 6 de novembro nos cinemas brasileiros (Fotos: Vitrine Filmes e CinemaScópio Produções)
 
 

Marcos Tadeu
Parceiro do blog Jornalista de Cinema

 
"O Agente Secreto", novo filme de Kleber Mendonça Filho, foi selecionado para representar o Brasil no Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa vem chamando atenção nos festivais internacionais e já coleciona prêmios como  Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Direção para Kleber em Cannes, além de Melhor Filme em Lima. 

Depois da vitória de "Ainda Estou Aqui" (2024) como Melhor Filme Internacional, cresce a expectativa de novas conquistas. Com estreia marcada no circuito comercial em 6 de novembro, com pré-venda a partir de 16 de outubro, assisti ao filme na abertura do Festival de Brasília, no último sábado.


A trama se passa em 1977. Marcelo (Wagner Moura), professor universitário especialista em tecnologia, que tenta deixar para trás um passado violento e misterioso, mudando-se de São Paulo para Recife em busca de recomeço. 

Ao chegar à capital pernambucana em plena semana de Carnaval descobre que está sendo espionado pelos vizinhos. O refúgio que esperava encontrar se revela um labirinto de perseguições.

Kleber Mendonça Filho (que também dirigiu "Bacurau" - 2019)  constrói uma estética pulsante para abordar um tema ainda atual: o apagamento de pessoas e memórias durante a ditadura. 

Desde as primeiras cenas, evoca ícones como Os Trapalhões, Chacrinha, Tarcísio Meira e Glória Menezes, situando o espectador num Brasil nos anos 1970, marcados por tensões políticas e culturais.


"O Agente Secreto" também remete à questão da identidade: a alternância entre Marcelo e Armando confunde o espectador, revelando como a repressão política forçava mudanças de nomes e vidas. O frevo e o Carnaval atravessam a narrativa, ora como festa popular, ora como pano de fundo de violências e possíveis assassinatos.

Com 2h40 de duração, divididas em capítulos, o longa mescla narrativa calma e peso histórico. A devoção ao cinema aparece em detalhes afetivos — como o filho de Marcelo, fascinado por tubarões, mas impedido de assistir ao clássico de Steven Spielberg — reforçando a relação íntima entre lembranças, família e a sétima arte, algo já presente em "Retratos Fantasmas" (2023).


Outro recurso marcante é o uso da morte de uma figura importante mostrada apenas por meio de jornais, um gesto que reforça a memória documental e abre margem para que o espectador imagine as circunstâncias do crime. 

Kleber já declarou apreciar esse tipo de recurso, pois permite dar continuidade à história sem precisar mostrar tudo em cena.

Se há um elemento que pode dividir opiniões, é o fato de Wagner Moura se desdobrar em mais de um personagem. Essa estratégia, embora potente, pode afastar parte do público da imersão. 


A escolha lembra o que M. Night Shyamalan fez em "Fragmentado" (2017), ao explorar como o tempo e as memórias moldam identidades distintas em um mesmo corpo.

Além de Wagner Moura, o elenco conta ainda com nomes conhecidos do cinema brasileiro, como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, o mineiro Carlos Francisco. Alice Carvalho, entre outros.

"O Agente Secreto" reafirma o olhar político e sensível de Kleber Mendonça Filho, transformando a jornada de um homem em espelho da memória coletiva brasileira.


Ficha técnica:
Direção e roteiro:
Kleber Mendonça Filho
Produção: CinemaScópio Produções, com coprodução da MK2 Productions, Lemming, One Two Films
Distribuição: Vitrine Filmes
Exibição: estreia dia 06 de novembro nos cinemas
Duração: 2h40
Classificação: 16 anos
Países: Brasil, França, Holanda e Alemanha
Gêneros: drama, thriller político

08 setembro 2025

Sai a lista dos seis filmes brasileiros que vão disputar vaga no Oscar

Fotos: Divulgação
 
 

Agência Brasil

 
A Academia Brasileira de Cinema divulgou nesta segunda-feira (8) a lista dos seis filmes finalistas para a vaga de representante do Brasil ao Oscar 2026. 

A reunião final para a escolha do filme brasileiro que vai tentar uma vaga à categoria de Melhor Filme Internacional da premiação acontece no dia 15 de setembro.

Conheça os finalistas:
- "O Agente Secreto", de Kléber de Mendonça Filho;
- "O Último Azul", de Gabriel Mascaro;
- "Baby", de Marcelo Caetano;
- "Kasa Branca", de Luciano Vidigal;
- "Manas", de Marianna Brennand
- "Oeste Outra Vez", de Erico Rassi.

Os filmes foram escolhidos a partir de uma pré-lista de 16 filmes, que havia sido divulgada pela Academia Brasileira de Cinema há cerca de um mês.

A cerimônia que entregará as estatuetas do Oscar está marcada para o dia 15 de março de 2026, em Los Angeles.