08 novembro 2018

Muita ação e talento de Claire Foy salvam "A Garota na Teia de Aranha"

Lisbeth Salander, a garota com a tatuagem de dragão, agora terá de impedir que o controle bélico do mundo vá parar em mãos erradas (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Depois de se destacar como Janet Shearon, a esposa do astronauta Neil Armstrong em "O Primeiro Homem", em exibição nos cinemas, a atriz premiada com o Globo de Ouro pela série "The Crown", Claire Foy mostra sua versatilidade e competência interpretando a justiceira Lisbeth Salander em "Millennium: A Garota na Teia de Aranha" ("The Girl in the Spider’s Web: A New Dragon Tattoo Story"). Ela é a anti-heroína que vinga as mulheres agredidas por homens, trabalhando na calada da noite, mas que guarda um passado violento e dramático. 

Claire Foy está ótima no papel, com cabelos bem curtos, quase uma andrógina, com uma enorme tatuagem de um dragão nas costas e olhar frio Seu personagem apanha e bate muito, mas consegue conquistar o público à medida que o drama se desenrola e vai mostrando que Lisbeth não é de todo uma pessoa sem sentimentos.

Além da britânica Claire Foy, "Millennium: A Garota na Teia de Aranha" tem um elenco multinacional, com atores suecos, holandeses, dinamarqueses, norte-americanos, noruegueses e até uma luxemburguesa. Novamente para locação foram escolhidas a cidade de Estocolmo e as isoladas montanhas geladas da Suécia, seguindo a obra de Stieg Larsson, autor do primeiro livro da trilogia adaptado para o cinema. "Millennium: A Garota na Teia de Aranha" é o quarto, já de autoria do jornalista sueco David Lagercrantz, que deu continuidade ao trabalho do escritor após a morte dele.

Este é o segundo livro da saga  a ganhar as telas, iniciada com o ótimo "Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (2011), que apresentou a então investigadora particular/hacker Lisbeth Salander. Mulher de aparência e comportamento agressivos, a personagem foi interpretada por Rooney Mara. Daniel Craig foi seu par como Mikael Blomkvist, o jornalista investigativo da revista Millennium. Infelizmente, na continuação o papel ficou para o desconhecido e inexpressivo ator sueco Sverrir Gudnason.

Se no primeiro filme, elenco (que também contou com Chirstopher Plummer) e história foram bem conduzidos e garantiram ótimas avaliações dos críticos, o mesmo não se repete nesta continuação. O enredo apresenta falhas e mostra pouca criatividade em algumas situações. Até mesmo os vilões, apesar de não economizarem balas, bombas e ótimas derrapagens, são fracos e já no início é possível identificar quem será o calo no sapato de Lisbeth Salander.


Mesmo com esses pontos negativos, "Millennium: A Garota na Teia de Aranha" oferece um bom suspense e, principalmente muita ação, com cenas de perseguição de Salander em sua moto Ducatti de tirar o fôlego. E coloca Claire Foy como a estrela e heroína que segura o filme do início ao fim.

Na história, Lisbeth Salander, conhecida como a garota com a tatuagem de dragão nas costas que defendia as mulheres contra agressores, vive nas sombras, pegando serviços "delicados" que ninguém aceita. Até ser contratada por Frans Balder (Stephen Merchant) para recuperar um programa de computador criado por ele para o governo dos Estados Unidos. O Firefall, como é chamado, dá ao usuário acesso a um imenso arsenal bélico e Balder quer apagar o programa por considerá-lo perigoso demais.

Lisbeth aceita a tarefa e consegue roubá-lo da Agência de Segurança Nacional, mas terá de enfrentar outro grupo, os Aranhas, que está atrás da arma. Para descobrir quem são seus novos inimigos, Salander vai novamente contar com a ajuda do amigo jornalista Mikael Blomkvist.

Vale conferir Claire Foy em seu novo personagem, com cabelos curtos, ótima pontaria, boa direção e foda em alta tecnologia, muito parecida com Jessica Jones, a anti-heroína Marvel, da série de TV da Netflix, que também usa camiseta, jaqueta e calça justa e é cheia de conflitos familiares, no estilo "bad girl".



Ficha técnica:
Direção e roteiro: Fede Alvarez
Produção: Columbia Pictures / MGM Studios
Distribuição: Sony Pictures
Duração: 1h56
Gêneros: Suspense / Drama
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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07 novembro 2018

"Grinch", o rabugento verde, abre a temporada das produções de Natal

Animação é adaptada do livro "Como Grinch Roubou o Natal", do escritor Dr. Seuss, que fez muito sucesso no mundo inteiro (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Ele é verde, mal-humorado, rabugento e o pior de tudo, odeia o Natal. E é exatamente nesta época que "O Grinch" ("The Grinch") é lembrado e ganha sempre uma nova versão. Como a animação que estreia nesta quinta-feira nos cinemas, dos mesmos produtores da franquia “Meu Malvado Favorito” (2010, 2013 e 2016), “Minions” (2015), “Pets – A Vida Secreta dos Bichos” (2016) e "Sing - Quem Canta Seus Males Espanta" (2016).


Grinch é um ser verde, esquisitão, que tem como única companhia e amigo o fiel cão Max. Vive afastado do restante dos habitantes da pequena e alegre Quemlândia. E se durante o ano ele já evita aproximações, o mau-humor piora quando chega o Natal. Ah, o Natal! Todas aquelas pessoas sorrindo, comprando presentes e se organizando para a grande ceia, enfeitando suas casas e iluminando toda a cidade. E o rabugento verde odeia tudo isso.


Ao precisar descer à cidade para comprar mantimentos, ele acaba tendo contato com seus vizinhos, os Quens, e fica sabendo que o Natal deste ano será três vezes maior, o que aumenta sua raiva. Não se contentando em passar a data em sua caverna repleta de engenhocas e invenções feitas para suas necessidades do dia a dia, Grinch resolve bolar um plano para acabar com a festa de todos, roubando os presentes e enfeites. Ele só não contava que durante sua jornada do mal fosse conhecer uma rena muito comilona e uma adorável garotinha, que iriam mudar a sua vida e a de Max.


Benedict Cumberbatch faz a voz original de Grinch, enquanto Lázaro Ramos recebeu a incumbência de dublar o ser verde na versão para o Brasil. E cumpriu muito, dando o tom sarcástico ideal ao personagem, que é baseado no livro "Como Grinch Roubou o Natal", um clássico de 1957 do escritor Dr. Seuss, que vendeu milhares de cópias pelo mundo. Em 2000, Jim Carrey interpretou o personagem no cinema, na comédia de mesmo nome dirigida por Ron Howard, também abrindo o Natal daquele ano e atingindo um grande sucesso.


Muito colorido, com cenas hilárias do desengonçado ser verde e, principalmente do alegre e simpático Max, "O Grinch" vai agradar muito a criançada. E adultos também. A animação tem uma bela história, de solidão, abandono, fidelidade e, acima de tudo amizade.  Além de uma mensagem mostrando que o Natal não é só presente, mas um tempo de união e confraternização. Uma produção para ser curtida em família.



Ficha técnica:
Direção: Scott Mosier e Yarrow Cheney
Produção: Illumination  Entertainment / Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h30
Gêneros: Animação / Infantil / Família
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 3,5 (0 a 5)

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