quinta-feira, 24 de maio de 2018

Vídeo mostra criação e bastidores com animatrônicos de “Jurassic World: Reino Ameaçado"

Produção, com estreia dia 21 de junho, comemora 25 anos e resgata antigos personagens (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


A Universal Pictures acaba de divulgar um vídeo inédito de “Jurassic World: Reino Ameaçado” ("Jurassic World: Fallen Kingdom") totalmente focado na utilização de animatrônicos – recurso que fez da franquia "Jurassic Park" um divisor de águas na história do cinema. A estreia está marcada para 21 de junho, com pré-estreias a partir de 14 de junho nos cinemas.



Criados e supervisionados por Neal Scanlan, também responsável pelos efeitos especiais da franquia "Star Wars", os animatrônicos são parte vital do segundo capítulo de “Jurassic World”. No vídeo, Scanlan comenta sobre a criação do indoraptor e o que o torna tão especial em termos de efeitos: “Podemos ver a decomposição da pele, a descamação ou alguma doença começando a se manifestar. Considerar o indoraptor mais uma experiência genética e a ideia de que não é necessariamente 100% bem-sucedida, é uma possibilidade bem emocionante”, explica.


Scanlan também revela que algumas cenas foram previamente pensadas para efeitos práticos o que fez com que o elenco criasse uma conexão com as criaturas no set: “Os atores não tinham visto a Blue em cena. Então, entraram no caminhão e havia um dinossauro deitado na mesa, respirando, tremendo e ficaram totalmente envolvidos”. A atriz Bryce Dallas Howard também se envolveu, mas com a t-rex: “Eu pude cavalgar. Pode imaginar como meus filhos reagiram quando contei a eles?”, brinca a atriz.


Dirigido por J.A. Bayona, “Jurassic World: Reino Ameaçado” é uma parceria com a Amblin Entertainment, e traz Steven Spielberg como produtor executivo, ao lado de Colin Trevorrow – responsável pela direção de “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros”. Além de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, o filme ainda resgata os personagens de Jeff Goldblum e BD Wong em uma celebração aos 25 anos de uma das franquias mais populares e queridas do cinema.



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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Remake de "Desejo de Matar" é bom, mas repete fórmula e ator de "Duro de Matar"

Bruce Willis repete a famosa cena de Charles Bronson de apontar o dedo como uma arma (Fotos: Paramount Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


"Desejo de Matar" ("Death Wish") ficou um bom remake do famoso sucesso estrelado por Charles Bronson em 1974 e é indicado para quem curte muita ação, violência e o sorriso sedutor e simpático de Bruce Willis. E o ator repete o estilo que marcou sua franquia mais conhecida - "Duro de Matar" (que deve ganhar em breve um sexto filme). Quem assistiu algum dos cinco filmes vai associar de cara os dois filmes.

Mas isso não interfere, o que vale é que Bruce Willis respeitou o personagem iconizado por Charles Bronson e entregou um "Desejo de Matar" nos moldes do original, com muito tiro, porrada e um insano desejo de vingança. Algumas mudanças poderão ser notadas, sem que isso interfira muito no enredo. Do arquiteto sério de poucas palavras (características de Bronson), morador de Nova York, o personagem Paul Kersey de Willis agora é um médico cirurgião de Chicago, mais simpático, tranquilo que vive para a família e o trabalho.

Mas quando se transforma no vingador das ruas, a postura é a mesma de John McClaine, o policial da franquia "Duro de Matar". E ambos só querem defender sua mulher e filha e se vingar daqueles que fizeram mal a elas.

"Desejo de Matar" tem muita ação, bom efeitos visuais e uma trama bem trabalhada e atualizada, com a escolha certa de Bruce Willis para o papel principal, que nem precisou mudar sua forma de atuar em seus filmes policiais. Como se trata de um remake, a criatividade no roteiro não precisou ser muito grande, adaptando apenas as situações para a profissão do novo Paul Kersey. No entanto, Charles Bronson marcou uma geração que hoje está acima de 40 anos e curtia filmes policiais na época.

Sobre o filme de 1974, então dirigido por Michael Winner, além de Bronson o elenco contava também com Hope Lange como Joanna, esposa morta de Kersey, Vincent Gardenia, como o detetive Frank que investiga o caso e a atuação do Anjo da Morte, e Jeff Goldblum. A produção agradou tanto que originou outros três filmes. Herbie Hancock arrasou na trilha sonora.

Já no atual, Joanna vira Lucy e é interpretada por Elisabeth Shue, enquanto Camila Morrone faz o papel de Jordan, a bela filha de Paul. Dois detetives investigam o crime - Rains e Jackson, interpretados por Dean Norris e Kimberly Elise. Os roteiristas criaram mais um integrante para a trama, Frank Kersey, papel entregue a Vincent D´Onofrio, que não tem qualquer função e é totalmente dispensável.


E no final, toda a história gira em torno da vingança de Kersey contra o grupo de assaltantes que invadiu sua casa numa noite, matou sua mulher e feriu gravemente sua filha. Sem uma atuação muito eficaz da polícia Kersey resolve se armar e se torna o Anjo da Morte, que vai eliminando assassinos, traficantes e toda espécie de bandido que circula pelas ruas de Chicago enquanto procura os responsáveis pelo ataque a sua família. A polícia passa a caçar o misterioso vingador que usa moletom com capuz. 

Tudo isso ao som de "Back in Black", de AC/DC e de uma boa trilha sonora composta por Ludwig Goransson, que trabalhou em Pantera Negra (2018). Vale conferir o novo "Desejo de Matar" com Bruce Willis, que deu conta do recado e ainda repete a famosa pose de apontar com o dedo como se fosse uma arma. E se sobrar um tempinho assistir ao filme original para relembrar ou conhecer Charles Bronson.



Ficha técnica:
Direção: Eli Roth
Produção: Paramount Pictures / Metro Goldwyn Mayer (MGM)
Distribuição: Imagem Filmes
Duração: 1h49
Gênero: Ação
País: EUA
Classificação: 18 anos
Nota: 3,5 (0 a 5)

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