quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Com história clichê, Jennifer Garner volta à ação pesada em "A Justiceira"

Filme conta a trajetória de uma mulher para vingar a morte de sua família, cujos culpados foram inocentados pela corrupção (Fotos: Tony Rivetti Jr./STXFilms)

Maristela Bretas


Ela já foi a agente Sydney Bristow nas cinco temporadas da série de TV "Alias" (2001 a 2005), interpretou Elektra (personagem dos quadrinhos da Marvel) ao lado do ex-marido Ben Affleck no filme "Demolidor - O Homem Sem Medo" (2003), retomou a super-heroína numa produção solo no ano seguinte e fez seu último filme de ação em 2007, como a agente do FBI Janet Mayes em "O Reino", ao lado de Jamie Foxx.

Onze anos depois, Jennifer Garner retorna aos filmes de ação intensa, com muita luta, tiros, explosões e vingança de sobra para viver "A Justiceira" ("Peppermint"), filme dirigido por Pierre Morel (“Busca Implacável”) que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. A bela atriz, em excelente forma física, bate muito (e apanha muito também), mas teve sua atuação prejudicada e não consegue salvar o filme, graças ao fraco roteiro de Chad St. Jones (“Invasão a Londres” - 2016) recheado de clichês e cópia de filmes como "O Justiceiro" (2004) e "Desejo de Matar" (2018). 


A começar pela história: Riley North vê o marido e a filha serem mortos durante um passeio no parque de diversões para comemorar o aniversário da menina. Graças à corrupção sustentada pelo narcotráfico, os culpados são inocentados. Ela passa cinco anos treinando e planejando sua vingança contra todos os envolvidos. 

Jennifer Garner entrega uma boa atuação, primeiro como a mãe e esposa amorosa no início do filme, que se transforma na matadora que proporciona ao expectador muita ação e cenas de extrema violência. Em entrevista ela contou que logo que se uniu ao projeto para interpretar Riley North, em “A Justiceira”, iniciou um treinamento intensivo de fortalecimento corporal e desenvolvimento de habilidades. 


Diariamente, durante horas, a atriz dedicou seu tempo a aulas de boxe, krav maga, musculação, condicionamento físico e dança. “Eu cresci como dançarina e acho que é por isso que a ação faz tanto sentido para mim, é tudo coreografado e usando um método baseado na dança, que funciona muito bem para as cenas de luta”, explica Garner.

Além do condicionamento físico, Garner passou um tempo com os membros da marinha americana para melhorar suas técnicas táticas e de manuseio de armas. “Eu tinha uma compreensão básica de como usar uma arma e trocar a munição, mas já fazia muito tempo”, conta a atriz que fez todas as cenas perigosas sob a orientação da dublê, Shauna Duggins, que a acompanha há quase 20 anos. 



Sem grandes abordagens, "A Justiceira" é só um filme de ação, mas que poderá ser lembrado apenas como a versão feminina de "O Justiceiro", sem nada de novo e desmerecendo o talento da atriz principal para filmes do gênero e que merecia uma produção no padrão de "Alias" (dirigido por J.J. Abrams) ou até melhor. Para piorar, até o restante do elenco é pouco conhecido e sem peso. Acompanhado de pipoca e um refrigerante, "A Justiceira" vale como distração.


Ficha técnica:
Direção: Pierre Morel
Produção: Huayi Brothers Pictures / Lakeshore Entertainment
Distribuição: Diamond Films
Duração: 1h35
Gêneros: Suspense / Ação
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

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domingo, 14 de outubro de 2018

Anna Kendrick e Blake Lively garantem bom suspense em "Um Pequeno Favor"

Trama aborda a amizade entre duas mulheres totalmente diferentes e o desaparecimento de uma delas sem deixar vestígios (Fotos: Peter Lovino/Lionsgate)

Maristela Bretas


Um competente elenco feminino, com boas interpretações que garantem um suspense policial de qualidade. Esse é "Um Pequeno Favor" ("A Simple Favor"), produção que tem como protagonistas as atrizes Blake Lively e Anna Kendrick. Uma trama que leva o espectador a achar que descobriu o final logo no início do filme, mas que se surpreende com o desenrolar do roteiro a partir da metade da projeção.

"Um Pequeno Favor" é bem conduzido, apesar de apresentar alguns momentos de lentidão que poderiam ser reduzidos para dar maior agilidade à história que foca na relação de amizade e interesse das personagens Stephanie (Anna Kendrick) e Emily (Blake Lively). Uma ligação que começou do nada, entre duas pessoas totalmente opostas que se unem com a desculpa de que os filhos são colegas de sala, mas na realidade buscam alguma forma de tirar proveito mútuo. Tudo isso regado a Dry Martini mexido não batido, ao contrário de James Bond, que gostava da bebida batida, não mexida.

Kendrick e Lively estão muito bem e formam uma boa dupla, com química, proporcionando tanto cenas tensas quanto cômicas, com certo sarcasmo. Esta parte graças Stephanie, uma vlogueira de gastronomia classe média, que cria sozinha o filho pequeno e luta para pagar as contas no fim do mês. Ela resolve dar uma de detetive e vai contando no seu canal todo o processo de investigação para descobrir o paradeiro de sua mais nova amiga, a executiva bem sucedida e elegante Emily, desaparecida do nada.

Enquanto isso, Stephanie precisa conviver com um trio de pais de coleguinhas do filho que não perde a chance de lembrá-la que está sendo usada como uma babá gratuita. Além de tomar conta do filho da desaparecida e cuidar da casa e do marido da "amiga". Sem notícias, ele passa a ser um quase viúvo. Como a polícia não encontra pistas, a vlogueira parte em busca de respostas por conta própria e vai descobrindo aos poucos que a nova amiga não era nada do que ela pensava.

Além das interpretações, "Um Pequeno Favor" se destaca também pela boa trilha sonora com sucessos franceses da década de 60 para contar o passado de Emily e ajudar a desvendar o mistério. Um bom filme que vale conferir pela atuação, principalmente, de Anna Kendrick, e pela direção de Paul Feig.


Ficha técnica:
Direção: Paul Feig
Produção: Lionsgate
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h57
Gêneros: Suspense / Policial
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3,5 (0 a 5)

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