domingo, 16 de julho de 2017

"Meu Malvado Favorito 3" mostra a força da família e os Minions ainda melhores

Gru ganha um irmão gêmeo e enfrenta seu pior inimigo nesta nova aventura (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas

Eles já haviam provado, desde o primeiro filme, que seriam a atração especial da franquia. E não poderia ser diferente em "Meu Malvado Favorito 3" ("Despicable Me 3"), o quarto filme com os bonequinhos amarelinhos de macacão azul que adoram banana e falam uma língua incompreensível que todo mundo entende. A história é sobre Gru e seu irmão gêmeo Dru, mas os Minions (cujas vozes são novamente do diretor Pierre Coffin) fazem a grande diversão da nova animação. E são temidos até por grandes vilões.


"Meu Malvado Favorito 3" é muito divertido e novamente explora a relação de família. No primeiro, Gru, o maior vilão de todos os tempos, se rende a três lindas órfãs Edith, Agnes e Margo e deixa a vilania. No segundo, já mais caseiro, cuidando das filhas, ele se rende ao amor ao conhecer Lucy e ainda conta com um empurrãozinho das filhas. Mas a vilania não saiu do sangue do maior dos malvados e até seus fiéis ajudantes, os Minions, sentem falta do antigo patrão e fazem de tudo para que ele pratique alguma maldade. 



A notícia da existência de um irmão gêmeo pode mudar toda a vida de Gru e trazer de volta a alegria aos bonequinhos amarelos que não aguentam mais a vidinha pacata e sem graça do chefe. E são as cenas com os Minions as mais engraçadas, principalmente quando resolvem conversar em seu idioma "diferente" e partem para uma nova vida, longe da família e cheia de aventuras e até prisões.


A relação de família está presente durante toda a animação, desde o momento, tanto na união de Gru (dublado por Leandro Hassum) com os Minions quanto na ligação dele com o irmão recém-descoberto e com Lucy (dublada por Maria clara Gueiros) e as crianças. O tema é bem explorado pelos diretores, dando a dimensão esperada para cada situação. Agnes continua sendo a mais fofinha de todas e encanta com seu olhar apaixonante e sua obsessão por unicórnios.


A experiente agente secreta Lucy, agora esposa de Gru, quer se tornar uma mãe verdadeira e tenta de todas as formas conquistar as crianças. Ao contrário do irmão, Dru (também dublado por Hassum) é a imagem do sucesso - farta cabeleira loura, rico e adorado por todos, o que chega a despertar inveja em Gru. Para Dru, o irmão é seu modelo de vilão, como era o pai, e quer que Gru lhe ensine a ser do mal.


Além da questão de família é muito bem explorada no enredo, a escolha do inimigo não fica para trás. Balthazar Bratt (principalmente na dublagem de Evandro Mesquita) é um vilão que não evolui no tempo, tanto nas roupas quanto na música dos anos 80, que ele usa como trilha sonora em cada aparição ou luta. Ele nunca aceitou o fim do seriado com seu personagem Evil Bratt e para se vingar entrou para o mundo do crime. Gru, agora do bem, é seu maior alvo. Em sua primeira aparição anos depois, Gru e Lucy são chamados para capturar Bratt, mas acabam demitidos por deixá-lo escapar.


"Meu Malvado Favorito 3" é uma grande aventura, com momentos "fofiiiiiiiiinhos" e divertidos que garantem boas gargalhadas, muitas sacanagens dos Minions e mensagens bacanas da família Gru. Merece ser visto e curtido. Recomendo para toda a família e todas as idades.



Ficha técnica:
Direção: Pierre Coffin / Kyle Balda
Produção: Illumination Entertainment 
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h30
Gêneros: Aventura /Animação / Comédia
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 4 (0 a 5)

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domingo, 9 de julho de 2017

O Homem-Aranha que os fãs dos quadrinhos estavam esperando

Tom Holland foi a escolha acertada para o papel do mais novo super-herói a integrar o universo cinematográfico da Marvel (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Para quem pretende assistir "Homem-Aranha: De Volta ao Lar" ("Spider-Man: Homecoming") o primeiro conselho é: esqueça o personagem das versões passadas com Tobey Maguire e Andrew Garfield. Não espere rever a história da morte do tio Ben, a picada que transformou Peter Parker no cabeça de teia ou mesmo uma tia May idosa que faz bolinhos para o sobrinho. A reviravolta foi quase total. Só uma coisa não muda: os vilões continuam sendo pessoas próximas com histórias que justificam seus atos.


O Universo Marvel, em parceria com a Sony Pictures, traz para o mundo cinematográfico um super-herói totalmente diferente, como os fãs esperavam desde os quadrinhos. O Homem-Aranha desta vez é um estudante que se prepara para formar no Ensino Médio, com 17 anos, cheio de vitalidade, aprendendo a usar seus poderes de aranha e que teve seu primeiro e famoso contato com os Vingadores - até roubou o escudo do Capitão América em "Guerra Civil". Agora, ele só pensa em capturar bandidos e realizar mais missões ao lado de seus ídolos. Só que no dia a dia, Peter Parker precisa dividir seu tempo com as tarefas da escola e o amor platônico pela amiga de sala.

E a escolha de Tom Holland para interpretar esse jovem não poderia ser mais acertada. O ator, de 20 anos, está excelente, tem simpatia, carisma, bom humor e seu jeito de super-herói iniciante faz sucesso com o público dos 8 aos 80 anos. Ele casou perfeitamente com o personagem do "amigo da vizinhança". Não tem a beleza e o porte físico (de tirar o fôlego) do Thor e do Capitão América, a força descomunal do Hulk ou a presença sempre marcante e essencial do Homem de Ferro. Ou melhor, Robert Downey Jr, com seu humor ácido.

Mas foi só aparecer por alguns minutos em "Capitão América: Guerra Civil" para ganhar as graças do público e marcar a entrada do personagem no Universo Marvel. E é a partir desta participação que começa a história do novo Homem-Aranha, já com poderes e achando que está pronto para a luta. Cabe a Tony Stark guiá-lo e colocar um freio em tanta empolgação, exigindo que o jovem estude, se prepare primeiro e continue apenas como o amigo mascarado do bairro para depois se tornar um Vingador. 

Se Holland e Downey Jr. formam uma dupla que funciona e agrada, principalmente nos diálogos e na parceria de combate ao crime, Michael Keaton está ótimo como o vilão Abutre, um homem comum que se revolta com todo o estrago que os Vingadores fizeram em sua cidade, mas ao mesmo tempo vive dos escombros desta batalha. 

Marisa Tomei cumpre bem o papel da tia May, muito mais jovem e descolada, mas que também não sabe, como suas antecessoras, dos poderes aracnídeos do sobrinho. Jon Favreau volta a viver o agente Happy Hogan que tem de bancar a babá do jovem Homem-Aranha. No elenco de apoio outro que se destaca é Jacob Batalon, que faz o papel de Ned Leeds, o amigo nerd de Parker. O jovem garante os momentos mais divertidos de "Homem-Aranha", com suas trapalhadas e a idolatria pelo super-herói e os Vingadores. Muito bem também Tony Revolori, como o aluno  riquinho Flash Thompson que está sempre humilhando os colegas.

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"Homem-Aranha: De Volta ao Lar" também se destaca pela fotografia e os ótimos efeitos visuais, principalmente nas batalhas contra o Abutre e na cena do navio se partindo. Tudo funciona bem e já indica uma continuação, além da participação do nosso amigo Homem-Aranha nas produções dos Vingadores. Se alguém achou que Tom Holland era jovem demais para  o papel, essa dúvida deixa de existir ao assistir o filme dirigido por Jon Watts

O diretor se preocupou mais em mostrar o Peter Parker jovem, fazendo coisas da idade, como o vlog de sua participação na luta com os Vingadores e ao lado de Tony Stark. Ao mesmo tempo, o novo super-herói fica frustrado por ter de esconder sua identidade secreta das pessoas mais próximas, como a tia May e Liz Allan (Laura Harrier) por quem é apaixonado.

Chama atenção também a participação da atriz Jennifer Connelly, que empresta sua bela voz a Karen, o programa que ensina o Homem-Aranha a usar os dispositivos instalados em sua roupa. Enfim, são poucos os pontos negativos, que passam batido. "Homem-Aranha: De Volta ao Lar" é imperdível, um dos melhores filmes de super-heróis da Marvel dos últimos tempos. É leve, divertido e forte concorrente de "Mulher Maravilha" na disputa pela liderança das bilheterias mundiais.



Ficha técnica:
Direção e roteiro: Jon Watts
Produção: Marvel Studios / Sony Pictures
Distribuição: Sony Pìctures
Duração: 2h13
Gêneros: Ação / Aventura
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4,4 (0 a 5)

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