terça-feira, 26 de maio de 2020

"Arremesso Final" traz um novo panorama sobre o maior time de basquete da história


Minissérie da Netflix narra a odisseia de Michael Jordan à frente dos Bulls (Fotos: Netflix/Reprodução)

Wallace Graciano


Amigos leitores, agora que o hype passou, posso lhes confirmar categoricamente: “The Last Dance” é, sem dúvida, a maior série documental já feita no âmbito esportivo e uma das mais belas obras biográficas já produzidas. Mais do que simplesmente fazer uma retrospectiva sobre a última temporada de Michael Jordan no Chicago Bulls, “Arremesso Final”, como foi traduzido no Brasil pela Netflix, oferece uma reflexão sobre o porquê jogador e time entraram para o panteão da história do basquete. Tudo porque a minissérie deixa de lado o arquétipo do herói perfeito e busca humanizá-los.


Durante seus 10 episódios, vimos Jordan, Scottie Pippen, Dennis Rodman e companhia duelarem contra os mais diversos rivais, seja dentro ou fora de quadra. Para além da bola quicando, o documentário traz à tona tudo o que envolveu os seis títulos conquistados pelos Bulls, mostrando os bastidores da equipe e todo o lado psicológico que envolveu o time.



Ao revelar essa faceta dos heróis de Chicago da década de 1990, “Arremesso Final” desfaz o mito do herói tão comum em construções biográficas. Nela, Jordan é perfeitamente retratado como alguém temperamental, que tem compulsão pelo sucesso e ataca seus companheiros por isso. Indo e voltando na linha do tempo, traz os bastidores e dificuldades que o jogador enfrentou para se tornar o maior mito do esporte norte-americano. 



Os bastidores, por sinal, são um ponto à parte. Paralelamente em meio ao período que a NBA consolidava-se e expandia seus mercados ao redor do mundo, crescia os mecanismos de registro visual. Assim, a série é recheada de imagens daquele time dos sonhos, mostrando a dificuldade na qual o técnico Phil Jackson teve para guiá-los ao hexacampeonato. 

Outro ponto interessante é colocar Jordan, aos 57 anos, em confronto com seus antigos desafetos das décadas de 1980 e 1990, ou mesmo contra a diretoria dos Bulls, que não permitiu que ele e seus companheiros buscassem o hepta. 



Não obstante, para aliviar um pouco a narrativa do lado obsessivo de Jordan e seus companheiros, a série traz de forma paralela o impacto dos Bulls e da NBA na década de 1990, citando até mesmo o mítico tênis Air Jordan e como moldou o comportamento de uma geração. 

Se você ainda não viu “The Last Dance”, desmarque seus compromissos e acesse à Netflix tão logo possa. Se não gosta do esporte, siga o mesmo caminho. Afinal, a série não narra apenas uma odisseia esportiva vitoriosa. Traz a humanização dos mitos que moldaram uma geração e o porquê foram a melhor propaganda que o basquete pôde ter.


Ficha técnica
Diretor: Jason Hehir
Produção: Netflix
Número de episódios: 10
Duração de cada episódio: 51 minutos
Gêneros: Documentário / Esporte
Classificação: 16 anos

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

"Resgate" é sangue, suor, tiros e muita violência

Chris Hemsworth e o estreante ator indiano Rudhraksh Jaiswal formaram uma boa dupla (Fotos: Jasin Boland/Netflix)

Maristela Bretas


Os irmãos produtores Anthony e Joe Russo gastaram em "Resgate" ("Extraction") todo o estoque de sangue economizado em "Vingadores: Ultimato" (2019). E de quebra ainda aproveitaram o poderoso ex-Thor, Chris Hemsworth, para gastar o que sobrou do arsenal militar de armas, munição e explosivos. E novamente incorpora o perfil de beberrão atormentado pelo passado que usou no filme dirigido pela dupla.

Sob a direção de Sam Hargrave (coordenador de dublês de "Vingadores: Guerra Infinita" - 2018 e "Vingadores: Ultimato"), "Resgate", produção da Netflix que estreou em 24 de abril, é ação do início ao fim, com muitas cenas violentas, ótimas perseguições, bons tiroteio e pancadaria suficiente para mandar alguns dublês para o hospital. 


A trilha sonora ficou a cargo de Henry Jackman, também "pescado" da famosa franquia da Marvel pelas composições musicais de "Capitão América: Soldado Invernal" (2014) e "Capitão América: Guerra Civil" (2016). Além de sucessos como "Crime Sem Saída" (2019), "Jack Reacher: Sem Retorno" (2016) e os dois filmes de Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017) e "Próxima Fase" (2019).

Com ótimas locações em Bangladesh e Índia, especialmente nas capitais Daca e Mumbai, o filme expõe um contraste social que revolta. A miséria da maioria dos cidadãos de ambos os países contra a riqueza absurda e suntuosa de uma minoria, representada pelos chefões do crime organizado. 


Chris Hemsworth está muito bem no papel do ex-militar que se tornou um mercenário. Ele é contratado para resgatar em Bangladesh o filho de um poderoso traficante de drogas indiano sequestrado por outro chefão do tráfico do país vizinho. O elenco é pouco conhecido, exceto pelo protagonista, David Harbour ("Hellboy" - 2019) e Golshifteh Farahani ("Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar"- 2017). 


O sucesso do filme, além da ação, se deve a atuação de Hemsworth, como o mercenário Tyler Rake, e o estreante ator indiano Rudhraksh Jaiswal, que interpretou o garoto sequestrado Ovi Mahajan Jr. É na relação que surge entre a dupla que estão também os poucos momentos de drama da produção, que deve agradar àqueles que gostam do gênero ação com muita violência. Vale conferir.


Ficha técnica:
Direção: Sam Hargrave
Produção: Netflix
Distribuição: Netflix
Duração: 1h57
Gêneros: Ação / Suspense
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 4 (0 a 5)

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