domingo, 26 de julho de 2015

"Pixels", um filme para os amantes do bom e velho fliperama

Games arcade clássicos vão travar uma grande batalha com os melhores jogadores de fliperama (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Pode parecer uma história bobinha, que vai agradar apenas uma geração que curtia os chamados jogos arcade, do tipo que se jogava em fliperamas nos anos de 1980. Mas "Pixels", em cartaz nos cinemas, é mais que isso. Tem uma história sim, mas o prazer em rever velhos conhecidos como Donkey Kong, Pac-Man, Mario, Sonic, Tetris, Q*Bert (agora falante) e Centopeia vale o preço de qualquer ingresso no cinema.

E desta vez eles são os vilões, para surpresa dos fãs que poderão ver o gigantesco gorila atirando seus barris nos verdadeiros mocinhos - Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan, Josh Gad e Peter Dinklage. Além do simpático Pac-Man com mais de 9 metros de altura querendo comer tudo o que vê pela frente. Mesmo ocupando o lado escuro da força, nossos antigos personagens são a grande atração de "Pixels".

Adam Sandler continua com a mesma cara de sempre (mais envelhecida), com menos tiques e arrogância de filmes anteriores, e convence no papel de Sam Brenner, o cara muito "fera" e campeão nos games arcade, exceto "Donkey Kong". Michelle Monaghan é um rosto bonito no meio de um grupo masculino e machista e está muito bem como a mocinha da história e par de Sandler. Ela é a militar que irá comandar toda a operação de combate aos invasores pixelizados.

Os demais jogadores do passado e ainda amigos no presente estão bem em seus papéis - Kevin James interpreta o presidente dos EUA, Will Copper, enquanto Josh Gad é o nerd da computação com complexo de conspiração Ludlow Lamonsoff. Para completar o grupo, Peter Dinklage faz o papel de um antigo inimigo dos tempos do fliperama Eddie Plant, o maior jogador de Donkey Kong da história dos jogos mundiais.


A trama, meio ação, meio comédia agrada bastante. Ela começa no passado, contando a história de nossos heróis humanos e sua paixão pelos games. Num tempo em que era preciso se contentar com as máquinas de fichas em fliperamas e ninguém tinha um videogame em casa (Bons tempos!). 

Em busca de um contato com seres de outros planetas, os cientistas enviaram milhares de imagens e sons sobre a cultura terrestre nos mais diversos satélites já lançados no universo. Mas estas informações não foram bem interpretadas e o resultado foi uma verdadeira declaração de guerra pelos alienígenas que resolveram usá-las contra a raça humana. 


Dispostos a conquistar a Terra, eles criaram monstros digitais inspirados em videogames clássicos dos anos 1980, como Centopeia, Donkey Kong, Asteroids, Pac-Man e outros tantos que serão reconhecidos pelos gamemaníacos acima dos 30 anos. Até mesmo uma nova personagem -  "Lady Lisa" (interpretada por Ashley Benson) - foi criada para ser a namorada de Lamonsoff e depois ganhou um jogo da Sony.


Acuado, o presidente Will Cooper só encontra uma saída, chamar seus antigos amigos para combater estes inimigos totalmente diferentes. Entram em ação as maiores feras em jogos arcade clássicos, hoje quarentões, Sam Brenner, Eddie Plant e Ludlow Lamonsoff.

Eles vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Van Patten, que não sabe nada de jogos e nem acredita em nenhum deles. A batalha final exigiu uma mega estrutura criada pelo diretor Chris Columbus com os atores correndo em uma plataforma a 30 metros de altura para fugir dos barris de Donkey Kong que foram adicionados depois por computação gráfica.

"Pixels" é divertido, vale a pena ser assistido, nem que seja para relembrar os melhores videogames do passado. Ou para serem conhecidos pela nova geração. Para resgatar alguns destes famosos personagens dos games no filme, a Sony  contou com a autorização dos principais desenvolvedores, entre elas a Atari, Nintendo, Bandai Namco e Sega. E se bater a vontade de jogá-los basta baixar um bom emulador no PC ou no notebook e escolher aqueles que mais agradar.



Ficha técnica:
Direção: Chris Columbus
Produção: Columbia Pictures / Happy Madison / 1492 Pictures
Distribuição: Sony Pictures
Duração: 1h46
Gênero: Ação / Comédia /Ficção
País: EUA
Classificação: 10 anos
Nota: 3,5 (0 a 5)

Tags: Pixels; Adam_Sandler; Michelle_Monaghan; Josh_Gad; Peter_Dinklage;Kevin_James; Donkey Kong, Pac-Mac; Asteroids; ação; aventura; Columbia_Pictures; Sony_Pictures; Cinema_no_Escurinho

sábado, 25 de julho de 2015

Embarque nesse Carrossel e volte no tempo

Maristela Bretas


A história pode ser nova mas "Carrossel - O Filme" manteve as características da novela original mexicana dos anos 90 e o elenco da versão brasileira que passava no SBT em 2012. O sucesso foi tão grande, arrastando milhares de fãs para a frente das televisões por um bom tempo, que a Paris Produções resolveu fazer essa adaptação que está em cartaz nas salas de 17 shoppings de BH, Contagem e Betim. Os atores cresceram, viraram adolescentes, assim como sua legião de fãs que aguardava ansiosa o filme. Mas o enredo conseguiu acompanhar a inocência da novela original.


Exceto pela professora Helena (Rosanne Mulloland, que estava gravando uma novela na época), o elenco de "Carrossel - O Filme" continua o mesmo, inclusive a diretora Olívia (Noemi Gerbelli). Alguns dos meninos, hoje rapazes, viraram ídolos e estão fazendo muitas jovens na faixa dos 9 aos 13 anos suspirarem, como é o caso de Lucas Santos (que interpreta Paulo). 


O restante da turma, que também conquistou milhares de seguidores mesmo depois do fim da novela em 2012, também participa desta aventura: Thomaz Costa (Daniel), Jean Paulo Campos (Cirilo), Larissa Manoela (Maria Joaquina), Gabriel Calamari (Alan), Matheus Ueta (Kokimoto), Guilherme Seta (Davi), Maísa Silva (Valéria), Nicholas Torres (Jaime) e Fernanda Concon (Alícia). 

Mas a trama tem também dois adultos que não deixam por menos na interpretação, principalmente Oscar Filho, que faz o papel de Gonzalito, o atrapalhado assistente do vilão Gonzales, interpretado pelo cantor Paulo Miklos (dos Titãs). A dupla garante boas risadas com suas artimanhas para atrapalhar o acampamento da meninada.



O público vai gostar de rever velhos personagens e relembrar as aventuras da turma da Escola Mundial. Desta vez eles entram em férias e viajam para o Acampamento Panapaná, pertencente ao avô de Alícia. Lá eles são divididos em dois grupos e participam de uma gincana organizada pelo Sr. Campos (Orival Pessini), que faz o possível para que as crianças se divirtam a valer.

Eles só não contavam com a chegada de Gonzalez e de seu desastrado parceiro Gonzalito, que desejam, a todo custo comprar o terreno do acampamento e transformá-lo em uma fábrica poluidora. Para atingir seu objetivo, a dupla vai tentar sabotar a diversão da turma e tomar tudo do Sr. Campos. Para impedir que o Panapaná seja fechado a turma terá que se unir mais que nunca para desmascarar os vilões.

Como na novela, o filme reforça bons valores como amizade, família, sinceridade, respeito e união, coisas difíceis de se ver em algumas produções atuais para adolescentes. Uma boa opção para levar a família nestas férias. A produção foi uma grande farra e reuniu velhos amigos. Confira o making off abaixo:



Ficha técnica:
Direção: Alexandre Boury e Mauricio Eça
Produção: Paris Produções / Rio Filme / Televisa / SBT
Distribuição: Downtown Filmes
Duração: 1h38
Gênero: Aventura, Comédia
País: Brasil
Classificação: Livre
Nota: 3,0 (0 a 5)

Tags: "Carrossel - O Filme"; novela; amizade; Lucas_Santos; Thomaz_Costa; Jean_Paulo_Campos; Larissa_Manoela; Oscar_Filho; Acampamento_Panapaná; Aventura; Comédia; Downtown_Filmes; Paris_Produções; SBT; Televisa;  Cinema_no_Escurinho

domingo, 19 de julho de 2015

"Neruda - Fugitivo" se resume a mostrar a fuga do poeta chileno pelos Andes

Mirtes Helena Scalioni


Quem gosta do poeta chileno não deve perder "Neruda - Fugitivo" que está em cartaz na sala 3 do Usiminas Belas Artes, sessões de 17h20 e 21h10. Mas que ninguém espere um ótimo filme sobre o poeta e seu conflito político com o presidente do seu país, Gabriel Videla. O que se salva são os muitos poemas, que aparecem durante todo o longa. A narrativa não prende nem esclarece. 

Uma pena, pois trata-se de um episódio pouco conhecido da vida do escritor. O ano era 1948 quando Videla começou a perseguir os comunistas, entre eles o senador poeta, que não media palavras para atacar o governo e a censura. Dirigido por Manuel Basoalto, que fez também o roteiro, o filme se perde em flashbacks mal colocados e parece ter sido feito apenas para exaltar Neruda, apresentado como um velhinho gente boa que foge dos poderosos malvados. Parece o caso do biógrafo que se apaixona pelo biografado. Nenhum questionamento.

"Neruda - Fugitivo", em alguns momentos, dá a impressão de ter sido mal editado. Arrastado, às vezes cria confusão na cabeça do espectador, outras vezes se torna repetitivo mostrando as muitas reuniões de pessoas do partido tentando ajudar o poeta na sua fuga. Além dos poemas, salva o filme também a fotografia, com belas paisagens dos Andes, por onde Neruda passou em sua fuga rumo à Argentina. Outro detalhe que não ajuda: a tradução é sofrível e repleta de erros de português. Sinceramente, o poeta merecia coisa melhor. Classificação: 12 anos


Tags: "Neruda_Fugitivo"; Gabriel_Videla; Chile; Manuel_ Basoalto; drama; biografia; Cinema_no_Escurinho

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Aposta da Marvel no pouco conhecido "Homem-Formiga" surpreende e agrada

Longa retrata a trajetória de Hank Pym (Michael Douglas) e seu sucessor, 
Scott Lang (Paul Rudd) - Fotos Films Frame-Marvel/Divulgação

 

Wallace Graciano


Por mais que tenha um papel importante na mitologia "Os Vingadores", o Homem-Formiga nunca teve um apelo muito forte junto ao grande público. Um super-herói com uma personalidade pouco marcante, que tinha como diferencial o poder de diminuir seu tamanho para, assim, conseguir combater os antagonistas da série não despertava grande interesse.

Talvez por isso, surgiu como surpresa a notícia de que a Marvel iria dar mais um nó em seu universo com um longa retratando a trajetória de Hank Pym (o primeiro homem-formiga) e seu sucessor, Scott Lang. O resultado final, porém, promete agradar até os fãs mais céticos dos poderes do pequeno inseto.

Se não tem o apelo das demais películas da série, "Homem-Formiga" traz ao público uma sequência honesta, que consegue prender o público durante as quase duas horas de filme com um enredo bem encaixado e abusando do capricho na computação gráfica. O blog Cinema no Escurinho vai mostrar alguns motivos para você não perder esse importante capítulo do Universo Marvel.

1 - Dar a vida a um personagem do segundo plano do Universo Marvel soou como uma arriscada aposta para muitos fãs. Porém, o "Homem-Formiga" não é só mais um super-herói. A trama criada por Edgar Wright e Joe Cornish fez com que o personagem ganhasse alma e fôlego para as próximas aparições.



2- A computação gráfica sempre foi um grande trunfo da Marvel. Em "Homem-Formiga", essa característica fica explícita na preocupação com os detalhes em dar vida aos insetos, que fazem com que o público se sinta confortável com as cenas em que eles são explorados.



3 - Porém, é na intertextualidade com o Universo Marvel que "Homem-Formiga" se destaca. Ao contrário de "Capitão América" e "Thor", que pouco fazem referência à série, esse elemento é muito explorado, com destaque para a aparição de Falcon e as citações diretas aos Vingadores.



4- Corey Stoll (de "House of Cards", "Salt" e o "Legado Bourne") vai, aos poucos, deixando os papeis secundários. O ator norte-americano conseguiu fazer de Darren Cross um grande antagonista.



5 - Michael Douglas está no papel de Hank Pym, o primeiro Homem-Formiga. Não é preciso dizer muita coisa...



6 - Quem também merece elogios é Evangeline Lilly. A musa de "Lost" mostrou que sua carreira no cinema não precisará sempre ser apoiada pela ótima aparição como Kate Austen.



7 - Em "Capitão América", muitos fãs questionaram a batalha final. Calma, não vamos dar spoiller. Mas é bom ter certeza que a sequência foi bem construída e irá tirar seu fôlego.



8 - Gostou? Nós também...



9 - Não perca "Homem-Formiga", em cartaz em 25 salas de cinema de 14 shoppings de BH, Contagem e Betim.





Tags: Homem-Formiga; Michael_Douglas; Paul_Rudd; Evangeline_Lilly; Corey_Stoll; Peyton_Reed; aventura; ação; Marvel; Cinema_no_Escurinho

quinta-feira, 16 de julho de 2015

"Samba" prova que o humor pode ser um ótimo aliado dos dramas sérios


O falso brasileiro Wilson e o senegalês Samba vivem o drama da imigração ilegal na França (Fotos: California Fiolmes/Divulgação)


Mirtes Helena Scalioni


O assunto é grave e está na ordem do dia com a chegada de milhares de africanos à Itália e de haitianos ao Brasil. Mas nem por isso o tema imigração deixa de ser sério ao ser tratado com leveza e até um certo humor como acontece no filme "Samba". A produção francesa, que está em cartaz nas salas do Belas Artes (14, 16h30, 19h e 21h30), Diamond Mall (12, 15, 18 e 21h), Ponteio Cineart (13h50, 16h15 e 21h) e BH Shopping (16h30, 19h20 e 22h20) consegue essa proeza.

O drama de Samba, senegalês que está há 10 anos vivendo ilegalmente na França, sujeito a todas as humilhações e violências inerentes a um imigrante, é contado de um jeito inteligente, sutil e criativo sem nunca perder a gravidade. O fato de o quase ingênuo Samba ter um encontro afetivo com a executiva Alice não chega a transformar o filme numa comédia romântica como querem alguns. 

Nesse sentido, o mérito cabe à dupla de diretores Eric Toledano e Olivier Nakache, os mesmos que, em molde parecido, dirigiram "Intocáveis", sucesso que tratou da relação entre um velho rico paraplégico e seu enfermeiro negro. Assunto sério pode ser tratado com riso e ironia sem cair na superficialidade.



Claro que o elenco é mais do que responsável pelo jeito com que a história cativa, de imediato, o público. Samba é interpretado por Omar Sy (o mesmo de "Intocáveis") e  Alice é Charlote Gainsbourg. Cabe aqui um parênteses para falar dessa atriz e sua forma naturalíssima de interpretar. Ela leva o espectador a uma quase cumplicidade com a executiva estressada, carente e viciada em medicamentos que vai trabalhar num ONG de assistência a imigrantes como voluntária para tentar escapar da depressão. 




Outro item responsável pela leveza de "Samba" é o também imigrante Wilson, personagem do ator Tahar Rahim, que faz um brasileiro de araque e dá o tom de comicidade ao drama que, em nenhum momento, deixa de falar do sofrimento dos estrangeiros em busca de trabalho em Paris, à mercê de empresários inescrupulosos e exploradores. Para completar, a trilha sonora, talvez puxada pelas mãos de Wilson, traz Gilberto Gil e Jorge Benjor. Nada mais adequado para um filme que quer mostrar um problema grave mas sem perder a ginga. Classificação: 12 anos.

Tags: Samba; Omar_Sy; Charlote_Gainsbourg; Eric_Toledano; Olivier_Nakache; Tahar_Rahim; imigração_ilegal: California_Filmes; drama; comédia; Cinema_no_Escurinho

sábado, 11 de julho de 2015

"Cidades de Papel" emociona e diverte sem apelar para o dramalhão

Margo é a grande paixão de Quentin, que se encolve em uma grande aventura pela garota (Fotos: Fox Films do Brasil/Divulgação)

Maristela Bretas


E o tão esperado filme teen "Cidades de Papel" ("Paper Towns") finalmente chegou aos cinemas de BH para alegria dos fãs de John Green. O famoso escritor, autor do outro grande sucesso literário e de bilheteria "A Culpa é das Estrelas", esteve há poucos dias no Brasil para divulgar a produção que tem como par não tão romântico os jovens e promissores atores Cara Delevingne e Nat Wolff.

Mas ao contrário da primeira adaptação, os rumos da história são diferentes do livro, inclusive o final, o que não atrapalha para quem não leu, mas pode desagradar aos fãs. Se em "A Culpa é das Estrelas" o belo casal vive um drama envolvendo saúde e esperança, em "Cidades de Papel" há menos romance e mais diversão e aventura.

Cara e Nat encarnam bem seus personagens Margo Roth Spiegelman e Quentin Jacobsen. Mesmo mudando o enredo, eles vão encantar os fãs com essa história de amor platônico cheia de mistério. O elenco de suporte também se saiu muito bem seus papéis, principalmente Austin Abrams, que interpreta Ben Starling, o amigo muito doido de Quentin que só pensa em transar. E Justice Smith, que faz Radar, o outro amigo, mais careta e fiel à namorada.

A britânica Cara Delevingne, de 22 anos, é um grande chamariz por sua beleza exótica. Seu rosto lembra o de uma das mais belas modelos dos anos de 1970 a 1980, Margaux Hemingway, que também foi atriz e se suicidou aos 42 anos, como seu avô, o escritor Ernest Hemingway.

Já Nat Wolff é o novo sonho de consumo das adolescentes de 12 a 16 anos. Sua atuação em "A Culpa é das Estrelas" como Isaac, o amigo cego de Augustus (Ansel Algort) já havia despertado a atenção de muitas jovens, que aguardavam ansiosas sua volta nesta nova adaptação. Por sinal, Algort faz uma pequena aparição no filme.

"Cidades de Papel" poderia ser tratado como mais um filme sobre adolescentes deixando a fase do High School. Mas o tom dado por John Green, um escritor que sabe escrever para o público jovem, é outro. 

A produção envolve charadas, uma linda e misteriosa garota, a descoberta do amor, amizade sincera e, claro, a mudança para a fase adulta, com direito a despedidas e baile de formatura.

A história gira em torno de Margo (Delevingne), uma jovem rebelde e muito perdida, que está sempre em fuga. Quando criança ela e sua família se mudaram para a casa em frente à de Quentin (Wolff), um menino tímido e estudioso que se encantou pela garota de imediato. Com o passar dos anos eles se afastam. Até que numa noite, Margo entra pela janela do quarto de Quentin e propõe a ele que a ajude em uma vingança.

No dia seguinte ela desaparece, deixando várias pistas. Começa aí a jornada do jovem apaixonado para tentar encontrar seu grande amor. E vai contar nessa aventura com a ajuda de seus fiéis amigos Ben e Radar. A vida dos três nunca mais será a mesma.

Leia o livro, veja o filme e não se surpreenda com os finais diferentes. "Cidades de Papel" pode até não atingir o sucesso de bilheteria de "A Culpa é das Estrelas", mas pode chegar perto. O filme emociona e diverte. Vale ser curtido com um balde pipoca e um copão de refrigerante.



Ficha técnica:
Direção: Jake Schreier
Produção: Fox 2000 Pictures / Temple Hill Entertainment
Distribuição: Fox Films do Brasil
Duração: 1h49
Gêneros: Aventura / Romance
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: "Cidades de Papel"; Cara_Delevingne; Nat_Wolff; Austin_Abrams; romance; aventura; Fox Films; Cinema_no_Escurinho

segunda-feira, 6 de julho de 2015

"Belas e Perseguidas" é comédia de sessão da tarde para se ver em casa

As diferenças entre Reese Witherspoon e Sofía Vergara garantem os momentos engraçados desta comédia (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Um filme comum, com uma história comum de final previsível que reúne duas atrizes completamente diferentes em aparência e estilos. Talvez por isso a comédia "Belas e Perseguidas" ("Hot Pursuit") tenha conseguido ser engraçada em cenas. Em cartaz nos cinemas, a produção conta com Reese Witherspoon e Sofía Vergara nos papéis principais, que vivem situações de constante perigo enquanto tentam se entender e confiar uma na outra.

A primeira é a policial Cooper - certinha, seguidora das regras, mas totalmente desinteressante como mulher. Ela é escalada para fazer a proteção de Daniella Riva (Vergara), mulher de um traficante de drogas que vai denunciar o chefe da quadrilha ao FBI em troca de nova identidade. A colombiana Vergara chama a atenção por seus dotes físicos de modelo, bem explorados no filme. Ela fica na mira da quadrilha de traficantes após o marido entregar o esquema de tráfico.

Quando as duas se juntam, as diferenças físicas são gritantes e a comédia explora exatamente isso - uma baixinha loura que calça sapatos masculinos, contra a loura alta de vestido justo e salto agulha. Elas passam o filme quase todo brigando - Daniella mente, é barulhenta e histérica, tenta escapar de Cooper sempre que pode, é boa de briga e na forma de atrair os homens, além de saber como usar bem todo o dinheiro que o marido ganhou com o crime.

Já Cooper faz tudo seguindo as normas e sofre para proteger Daniella após o marido da colombiana ser morto por assassinos contratados, juntamente com o parceiro da policial, um agente federal. Ela agora terá de conduzir Daniella até o local onde ela irá depor contra o chefão do tráfico no lugar do marido. 

Durante a jornada, Cooper é acusada de matar seu companheiro de missão e passa a ser perseguida por toda a polícia como cúmplice da colombiana. Enquanto uma tenta escapar de ser morta, a outra precisa provar sua inocência. E vão ter de confiar uma na outra para sobreviverem.

Reese Witherspoon mostra que não perdeu sua veia cômica, dos tempos de "Legalmente Loura", mas já não é mais aquele brotinho que vestia cor de rosa. Vergara aposta na experiência com humor adquirida nas sete temporadas da série de TV "Modern Family", mantendo o forte sotaque espanhol.

Para quem procura um filme sem pretensões de ser uma grande comédia, com cara de dia de chuva debaixo das cobertas, para se ver em casa, "Bela e Perseguidas" pode ser uma opção.




Ficha técnica:
Direção: Anne Fletcher
Produção: Metro Goldwyn Mayer (MGM) / New Line Cinema
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 1h28
Gênero: Comédia/Ação
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: "Belas e Perseguidas"; Reese_Witherspoon; Sofía_Vergara; comédia; ação; Warner_Bros; MGM; Cinema_no_Escurinho

sábado, 4 de julho de 2015

"O Exterminador do Futuro: Gênesis" volta no tempo e refaz toda a franquia

Ele está de volta, mais velho mas não menos assustador (Fotos: Paramount Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Se há 31 anos "O Exterminador do Futuro", dirigido por James Cameron ("Avatar"), garantiu um estrondoso sucesso de bilheteria e ganhou uma legião de fãs do robô T-800, o quarto filme da franquia - "O Exterminador do Futuro: Gênesis" ("Terminator:Genisys") - não poderia fazer feio. E lógico, tinha de contar com seu mais importante personagem, interpretado pelo não menos famoso Arnold Schwarzenegger.

Em 1984 ele falava pouco, quase iniciando carreira após outro meio sucesso - "Conan O Bárbaro". Em ambos, bastavam apenas os músculos de Mister Universo, as falas eram curtas - como ator seria um desastre se falasse muito. Sorrir, nem pensar. Mas em compensação, causava um grande estrago. Foi assim nas duas produções seguintes da franquia - "O Julgamento Final" (1991) e "A Rebelião das Máquinas" (2003).

Agora, o robô está envelhecido e tem cabelos grisalhos (até isso foi possível com a evolução das máquinas) mas como ele mesmo diz, não obsoleto. Mais experiente, após mais de 30 filmes de muita pancadaria e tiros, Arnold é o responsável pelos momentos divertidos de "Gênesis". 

Mesmo vivendo o papel do assustador T-800, que no passado foi o inferno na vida dos heróis Sarah Connor, Kyle Reese e John Connor. Com tiradas engraçadas e um sorriso forçado para parecer mais humano, ele novamente é a estrela do quarto filme da franquia. Claro, mantendo o estilo que lhe garantiu o estrelato - musculoso que resolve tudo na porrada ou na bala.

Para quem apostou num remake do filme original, pode se preparar para uma reviravolta. "Gênesis" remete à primeira produção, mas volta no tempo e reescreve a história da revolução das máquinas dominam o mundo e tentam exterminar os seres humanos. Com isso derruba os três filmes anteriores.

Passados mais de 30 anos, não se poderia esperar os mesmos atores do original (exceto Schwarzenegger, mas foi envelhecido na nova versão). A Sara Connor (que no passado foi vivida muito bem por Linda Hamilton) deu lugar à britânica estrela da série "Game of Thrones", Emilia Clarke. Ela faz o par romântico com Jay Courtney (da franquia "Divergente"), que interpreta Kyle Reese. O filho do casal, John Connor, que será o líder dos humanos na revolução contra as máquinas no futuro, ganha uma ótima interpretação do ator australiano Jason Clarke (de "Planeta dos Macacos - O Confronto").

A nova história começa em 2029, quando a resistência humana contra as máquinas é comandada por John Connor. Ao saber que a Skynet enviou um exterminador ao passado com o objetivo de matar sua mãe, Sarah Connor, antes de seu nascimento, John envia o sargento Kyle Reese de volta no tempo para garantir a segurança dela. Entretanto, ao chegar ele é surpreendido pelo fato de que Sarah tem como protetor outro exterminador, o T-800 , enviado para protegê-la quando ainda era criança.

Deu um nó na cabeça? Na minha também. O vai e vem no tempo, com datas trocadas fica mal explicado e muitas perguntas continuam sem respostas, como por exemplo, quem mandou o T-800 para proteger Sarah quando criança, quando isso aconteceu e vai por aí afora. Não importa, o filme vai agradar quem está com saudades da franquia, um dos maiores sucessos da década de 1980.



Grandes efeitos especiais - o 3D funciona bem neste filme e justifica o preço do ingresso - explosões, perseguições, novos robôs mais poderosos e quase humanos e uma nova possibilidade de dominação das máquinas, muito semelhante ao que está ocorrendo hoje com a internet. Até mesmo um robô com a cara de Arnold do primeiro filme foi criado por computação gráfica. A Skynet ainda é a grande vilã, mas agora ela tem rosto e fortes aliados.

GALERIA DE FOTOS

E a saga não para por ai. Como em outros blockbusters, "Gênesis" termina chamando para o próximo, previsto para 2017, que poderá contar novamente com T-800. enfim, vale a pena assistir "O Exterminador do Futuro: Gênesis", que já está em cartaz 34 salas de cinemas de 18 shoppings de BH, Contagem e Betim. Um conselho: para quem não acompanhou a franquia desde o início, recomendo assistir o primeiro filme para entender melhor a história.

Ficha técnica:
Direção: Alan Taylor
Produção: Skydance Productions / Annapurna Pictures / Paramount Pictures
Distribuição: Paramount Pictures
Duração: 2h06
Gêneros: Ação / Ficção
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: "O Exterminador do Futuro: Gênesis"; Arnold_Schwarzenegger; Emilia_Clarke; Jason_Clarke; Jay_Courtney; T-800; Alan_Taylor, ação; ficção; Paramount_Pictures; Cinema_no_Escurinho

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"Meu Passado Me Condena" e o segundo filme também

Fábio Porchat não conseguiram repetir a dose de humor que a comédia exigia (Fotos Paris Filmes/Divulgação)

Maristela Bretas


Fábio Porchat e Miá Mello formam um casal que deu muito certo na TV e confirmaram isso no primeiro filme "Meu Passado Me Condena", dirigido por Júlia Rezende. Mas porque a receita ficou boa na primeira vez não quer dizer que seria a mesma coisa numa segunda tentativa. E foi o que aconteceu com "Meu Passado Me Condena 2", que está em cartaz nos cinemas, tentando aproveitar o sucesso de seu antecessor. Mas passa longe.

Sem graça, Fábio Porchat se apresenta extremamente cansativo, com as mesmas expressões e a cara de bobão, Miá Mello indefinida se estava filme sério ou comédia e uma história sem graça, com cara de caça-níquel. Enquanto a ideia da viagem de lua de mel num navio foi muito bacana e apresentou uma boa comédia, ao estilo Porta dos Fundos, "Meu Passado Me Condena 2" leva o não mais tão apaixonado casal às terras de Cabral.

Se a vida a dois já estava em crise, vai piorar bastante quando Miá e Fábio reencontram os picaretas Suzana (Inêz Viana) e Wilson (Marcelo Valle), que trabalharam no transatlântico do primeiro filme dando golpe em velhinhas viúvas. Agora eles são donos de uma funerária, mas continuam passando a perna nas pessoas.

Após perder a avó, Fábio é chamado pelo avô (papel vivido por Antônio Pedro) para ir a Portugal. Ele vê na viagem uma forma de reconciliação com Miá, que está por um fio de se separar. Mas bastou Fábio reencontrar uma antiga namorada local para seus problemas recomeçarem.




Mesmo com patrocinadores fortes, como na primeira vez, não acredito que chegue perto dos números do anterior. O filme é fraco, sem graça, apesar dos bons humoristas É jogar pipoca fora.

Ficha técnica:
Direção: Júlia Rezende
Produção: Globo Filmes/ Downtown Films
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 2h13
Gênero: Comédia
País: Brasil
Classificação: 12 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: "Meu Passado Me Condena 2"; Fábio_Porchat; Miá_Mello; Julia_Rezende; comédia; Portugal; Paris_Filmes; Globo_Filmes; Cinema_no_Escurinho