| Amanda Seyfried e Sydney Sweeney protagonizam o longa inspirado no best-seller homônimo escrito por Freida McFadden (Fotos: Paris Filmes) |
Marcos Tadeu
Do blog parceiro Jornalista de Cinema
"A Empregada" ("The Housemaid"), em cartaz nos cinemas, traz para as telas o suspense psicológico que conquistou leitores do best-seller de suspense de Freida McFadden.
Dirigido por Paul Feig (de "Um Pequeno Favor" - 2018), o filme aposta em mistério, tensão e jogos de manipulação para fisgar o público logo de cara, deixando claro que aquela casa luxuosa esconde muito mais do que parece.
A história acompanha Millie Calloway (Sydney Sweeney, de "Madame Teia" - 2024), uma jovem tentando recomeçar a vida depois de um passado difícil.
A oportunidade surge quando ela aceita trabalhar como empregada doméstica na mansão de Nina (Amanda Seyfried, de "Mamma Mia" - 2018) e Andrew Winchester (Brandon Sklenar, de "É Assim que Acaba" - 2025).
No
início, tudo parece perfeito demais e é justamente aí que mora o perigo. Aos
poucos, Millie percebe que seus patrões são estranhos, instáveis e donos de
segredos perturbadores, transformando o que parecia um emprego dos sonhos em um
verdadeiro pesadelo.
O
filme acerta no elenco. Sydney Sweeney segura bem o papel e convence
como alguém que tenta manter o controle mesmo quando tudo começa a sair do
lugar.
Amanda Seyfried e Brandon Sklenar também se destacam, criando personagens cheios de ambiguidades, daqueles que deixam o espectador o tempo todo desconfiado. A dinâmica entre os três é o que realmente move a história e sustenta o suspense até o fim.
O longa, no entanto, escorrega no ritmo. Em alguns momentos, ele aposta em exageros e ironias; em outros, fica pesado demais, trazendo discursos mais diretos sobre violência psicológica e união feminina.
Essa
mudança de tom pode causar estranhamento, mas não chega a estragar a
experiência. O final ainda deixa algumas perguntas no ar, dando aquela sensação
de “continua?”, o que pode indicar planos para uma sequência.
"A Empregada" cumpre bem o que promete: prende a atenção, provoca desconforto e rende boas reviravoltas. É um suspense que funciona tanto para quem gosta de mistério quanto para quem busca um filme envolvente para começar o ano no cinema.
Sem reinventar o gênero, o longa entrega entretenimento sólido e deixa claro por que essa história fez tanto sucesso antes mesmo de chegar às telonas.
Ficha técnica:
Direção: Paul Feig Roteiro: Rebecca Sonnenshine
Produção: Lionsgate, Hidden Film
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h13
Classificação: 16 anos
País: EUA
Gênero: suspense




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