sábado, 28 de junho de 2014

"Rio, Eu Te Amo" aposta nos amores e cotidiano da Cidade Maravilhosa



Maristela Bretas

Foi lançado oficialmente, nessa sexta-feira, o trailer do filme "Rio, Eu Te Amo". O longa compõe a franquia "Cities of Love" ("Cidades do Amor"), que já teve "Paris, Eu Te Amo" (2006) e "Nova York, Eu Te Amo" (2009) e está com estreia marcada para 11 de setembro. 

Mas o trailer já dá uma boa ideia do que está por vir. 



Com belos e conhecidos cenários da Cidade Maravilhosa, como a praia de Copacabana, o Theatro Municipal e o Pão de Açúcar,  "Rio Eu Te Amo" é quase uma declaração de amor, cantada em prosa, verso e samba pelos atores. 


O elenco conta com 23 atores brasileiros e estrangeiros de renome, como Fernanda Montenegro, Rodrigo Santoro, Tonico Pereira, Cláudia Abreu, Marcelo Serrado, John Turturro, Harvey Keitel, Vincent Cassel, Vanessa Paradis, dentre outros. É esperar e conferir.


Fernando Meirelles, José Padilha, Paolo Sorrentino e Guilhermo Arriaga dividem a direção das histórias com John Turturro. A produção é da Conspiração Filmes, Empyrean Pictures e BossaNova Films e distribuição Warner Bros. 

Tags: Rio, Eu te Amo; Fernando Meirelles, John Turturro, Cidades do Amor, Cinema no Escurinho

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Jersey Boys e os embalos do "The Four Seasons"

A banda "The Four Seasons" fez sucesso cantando rock e baladas nos anos 60 (Fotos: Warner Bros./Divulgação)

Maristela Bretas

Da Broadway para as telas do cinema, "Jersey Boys: em Busca da Música" ("Jersey Boys") é um filme que faz a gente cantar e bater o pé no chão, acompanhando o ritmo das canções. Muitos dos sucessos criados pelo "quarteto fantástico" do subúrbio de Nova Jersey (EUA) nos anos 60 ainda são interpretados até hoje em diversos ritmos.



De quatro jovens que viviam se envolvendo em confusões com a polícia, nasceu a banda que ficou mundialmente conhecida como os "The Four Seasons". 

Se a trajetória do grupo já fazia sucesso como musical em Nova York, nada melhor que aproveitar o elenco no filme. 

E foi a voz fantástica de John Lloyd Young (que interpreta o vocalista Frankie Valli) uma das coisas que mais encantou o diretor Clint Eastwood.



Para que a biografia ficasse ainda mais autêntica, a produção contou com a assessoria de dois dos integrantes da banda - o próprio Frankie Valli e Bob Gaudio, compositor dos maiores sucessos do "The Four Seasons". 

No filme, ele é interpretado pelo ator Erich Bergen. Gaudio foi o autor de músicas como "Sherry", "Big girls don't cry", "Walk like a man" e a espetacular "Can't take my eyes off you".


A história do grupo começa nos anos 50, contada pelo guitarrista e encrenqueiro Tommy De Vito (papel de Vincent Piazza), que estava sempre envolvido com roubos e coisas ilegais. 

Ele sempre dividia os períodos na prisão com o arranjador Nick Massi (interpretado por Michael Lomenda). 

Nos anos 60, entra em cena o produtor musical, arranjador e empresário Bob Crewe (vivido por Mike Doyle), que aposta nos quatro rapazes e nas músicas compostas por Gaudio. 

O longa de Clint Eastwood mostra a ascensão e queda do quarteto, de muito talento, mas envolto em uma nuvem de brigas internas. 

Além das relações escusas com o mafioso Angelo "Gyp" De Carlo, papel interpretado por Christopher Walken.

Um filme que merece ser visto, tanto pelas músicas quanto pela reconstituição de época, muito bem trabalhada. 

Só achei dispensável a cena final, que vou deixar para o internauta avaliar. Não importa, vale a pena assistir, a gente sai do cinema cantando "I love you baby", sem perceber.

Conheça a banda



Ficha técnica:
Direção: Clint Eastwood
Produção: Malpaso 
Distribuição: Warner Bros.
Duração: 2h14
Gênero: Musical/Biografia
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4,8 (0 a 5)

Tags: Jersey Boys: em Busca da Música; Clint Eastwood; Frankie Valli; The Four Seasons; biografia; musical; Warner Bros.; Cinema no Escurinho

"Amazônia" - Belas imagens para um filme sonolento até para criança

Castanha é personagem central que precisa se adaptar ao novo habitat (Fotos: Araquém Alcântara/Divulgação)

Maristela Bretas

A Amazônia de lá não é a mesma daqui. Uma produção que encantou um público estrangeiro no ano passado por suas belas imagens de uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta foi transformada num filme bobo e sem objetivo. Pode, no máximo, agradar crianças pequenas. 




Este é "Amazônia", do premiado diretor francês Thierry Ragobert ("O Planeta Branco"). Muito elogiado no exterior, o filme ganhou uma "roupagem" piorada para exibição nos cinemas brasileiros, que tem inclusive versão em 3D. Uma pena.


Um macaco-prego domesticado, chamado Castanha, sofre um acidente aéreo e tem que sobreviver na Floresta Amazônica, enfrentando animais selvagens, mas se encantando com a beleza local. Até aí, tudo bem. Mas colocar vozes de dois atores nos animais derrubou toda graça do original. 


Castanha e Gaia (a macaquinha companheira do nosso personagem) foram dublados pelos atores Lúcio Mauro Filho e Isabelle Drummond, que conversam como dois humanos (alôoo, eles são macacos!). 

Isso enfraqueceu por completo o tema. Sem falar que, em alguns momentos, o filme lembra muito a animação "Rio 2".



Não fosse a bela fotografia e do cenário que o próprio lugar proporciona, a versão daqui parece um conto infantil ilustrado. 

Um desperdício do excelente material produzido ao longo de seis anos nesta produção franco-brasileira. Salvam as fantásticas imagens aéreas e do interior da Floresta Amazônica, com sua fauna e flora exuberantes, bem exploradas em cada tomada.



Ficha técnica:
Direção: Thierry Ragobert
Produção: Imovision
Distribuição: Globo Filmes
Duração: 1h26
Gênero: Aventura
País: Brasil/França 
Classificação: Livre
Nota: 2,5 (0 a 5)  



Tags: Amazônia; Thierry Ragobert; Castanha; Lúcio Mauro Filho; Isabelle Drummond; aventura; Cinema no Escurinho

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Making of de "Violetta O Show" chega aos cinemas nesta 5ª

Martina Stoessel lidera o grupo de "Violetta", novo sucesso teen (Fotos: Walt Disney Studio/Divulgação)

O novo sucesso musical dos estúdios Disney já pode ser conferido a partir desta quinta-feira (26) em vários cinemas brasileiros. "Violetta - O Show" estreia em cópias legendadas e em 2D. 

O filme é um registro audiovisual do show de Milão, na turnê mundial liderada por Martina Stoessel, acompanhada de todo o elenco de “Violetta”, série teen exibida no Disney Channel. 

Confira abaixo trailer



No elenco estão ainda Jorge Blanco, Diego Dominguez, Mercedes Lambre, Facundo Gambandé, Nicolás ‘Toti’ Garnier, Candelaria Molfese, Lodovica Comello, Alba Rico Navarro, Samuel Nascimento, Xabiani Ponce de León e Ruggero Pasquarelli.


São imagens inéditas dos bastidores do encerramento da turnê em Buenos Aires. Diversos países da América Latina e Europa receberam as apresentações. 

Foram 200 shows em que mais de 940 mil espectadores cantaram junto com seus ídolos na Argentina, Chile, Brasil, Uruguai, Peru, México, Guatemala, Venezuela, Paraguai, Espanha, Itália e França.


A produção mostra a reação dos fãs na apresentação ao vivo da turnê, além de conteúdos exclusivos com o elenco, cenários, figurinos e coreografias. 

Tags: Violetta O Show; Walt Disney Studios; Martina Stoessel; musical; Cinema no Escurinho

Resultado da enquete desta semana

                                                                                                                
                                                                                                                  Fox Films/Divulgação

E o filme preferido da semana, escolhido pelos seguidores do Cinema no Escurinho, foi "X-Men - Dias de Um Futuro Esquecido", dirigido por Bryan Singer. 

No elenco, Hugh Jackman, Jennifer Lawrence,  James McAvoy, Michael Fassbender, Patrick Stewart, Ian McKellen e Halle Berry. Conto com vocês na próxima enquete, que começa no domingo (29).

quarta-feira, 25 de junho de 2014

“Cinema Com Filosofia” é um livro que provoca inquietações


Jean Piter - Jornalista

                                                                                                                  Facebook/Reprodução
“Construir uma ideologia é tarefa árdua, mantê-la é tarefa de assassinos”. São conclusões desse tipo que você pode encontrar no livro recém-lançado "Cinema Com Filosofia”, de Bernardo Nogueira. Natural de Conselheiro Lafayete, Minas Gerias, ele é mestre em Direito, professor universitário e poeta. E certamente louco pela sétima arte, mesmo que isso não esteja em seu currículo. 

Em seu livro, Nogueira avalia 45 filmes, que provavelmente são seus preferidos. De “Sociedade dos Poetas Mortos” a “Django Livre”, de “Medianeras” a “Azul é Cor Mais Quente” ele faz reflexões sobre diversos temas com amor, perdão, ciúmes, sexo e traição. Passa pelo mercado financeiro, questiona o capitalismo, a justiça, a realidade e a fantasia.

Por exemplo, ao falar sobre “O Palhaço”, de Selton Mello, e “O Artista”, de Michel Hazanavicius, ele destaca a dificuldade que temos de separar o que o somos do que fazemos. É mais ou menos quando você vai se apresentar a alguém e você diz: “sou advogado”, “sou comerciante” ou qualquer outra coisa. Será que a profissão define tanto assim a pessoa? Isso se aplica também aos artistas?

Seus textos são bem isso, provocações. Questionam conceitos formados como justiça, racismo, direitos humanos e tortura. E acaba deixando mais perguntas (inquietantes) que conclusões. Tem conhecimento de uma vida inteira em pouco mais de 90 páginas. Hannah Arendt, Yoni Sanchez, Julian Assange, Ricardo Darín, Raul Seixas, Aristóteles e muito mais. Humberto Gessinger e Nietzsche estão presentes em vários momentos. 

Vale ressaltar que os textos podem parecer um tanto confusos para quem ainda não viu os filmes que são citados, já que Nogueira nem sempre traz na introdução a sinopse dessas obras. Mais importante ainda é deixar claro que ele faz spoilers. Ou seja, ele conta o desfecho dos filmes ao elaborar seus raciocínios. 

A dica é: veja o índice antes e leia somente sobre os filmes que você já viu. E coloque como um desafio só ler o restante quando assistir aos outros longas mencionados. Ou leia tudo de uma vez se quiser. Só não deixe de ler. É uma leitura que vale a pena para cinéfilos e/ou amantes da filosofia. 

Título: Cinema Com Filosofia
Autor: Bernardo G. B. Nogueira
Editora: Arraes
Edição:
Ano: 2014
Número de páginas: 102
Valor: R$ 43,00
http://www.arraeseditores.com.br/cinema-com-filosofia.html

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Elenco caro para sequência de Muppets que está mais para musical

Muppets, uma turma que dá trabalho e encanta (Fotos: Disney Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas

Ao contrário do primeiro filme - "Os Muppets", de 2011 (o sétimo com os famosos bonecos), "Muppets 2 - Procurados e Amados" ("Muppets Most Wanted") gasta um elenco caro para fazer uma animação, que está mais para musical do que comédia. 


Kermit, o sapo verde que aqui no Brasil é conhecido como "Caco, o sapo", volta com a eterna namorada Miss Piggy e sua turma. Como comédia o filme deixa a desejar, mas os fantoches coloridos sempre são uma diversão, principalmente os velhinhos do balcão, que passam o tempo todo "zoando" o grupo.

Kermit tenta produzir um show que mantenha o grupo unido. Entra em cena o empresário Dominic Badguy (papel de Ricky Gervais) que quer contratar os Muppets para uma turnê mundial. Após hesitar muito, Kermit concorda com os amigos com o contrato. 

O que ele não esperava era que sua semelhança com o famoso criminoso, Constantine, foragido de um presídio na Sibéria, controlado pela diretora Nadya (Tina Fey), tomaria seu lugar. 


Kemit agora precisa tentar fugir da penitenciária e salvar seu amigos e sua amada. Para piorar, os Muppets passam a ser investigados pelo agente francês da Interpol, Jean Pierre Napoleon (Ty Burrell) depois que vários roubos acontecem em cada cidade por onde o grupo se apresenta.

Se já não bastasse o elenco principal, o orçamento de "Muppets 2 - Procurados e Amados" com certeza encareceu bem com alguns famosos que fizeram as participações especiais: Salma Hayek, Tom Hiddleston, Christoph Waltz, Danny Trejo, Ray Liotta, Frank Langella, Stanley Tucci, James McAvoy e Miranda Richardson. 

Mas as surpresas ficam por conta da dupla Lady Gaga e Tony Bennett, cantando a música-tema "We're doing a sequel", e as Miss Piggy cantando com sua "diva" Celine Dion a música "Something so right".


Ficha técnica:
Direção: James Bobin
Distribuição: Disney/Buena Vista
Duração: 1h48min 
Gênero: Animação/Musical
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 3,5 (0 a 5)


Tags: Muppets 2 - Procurados e Amados; Kermit; Miss Piggy; Disney; animação;comédia; Cinema no Escurinho

sexta-feira, 20 de junho de 2014

"13ª Distrito" é remake americano com aula de parkour francês

David Belle e Paul Walker combatem os traficantes de Brick Mansions (Fotos:  Philippe Bossé et Sébastien Raymond/EuropaCorp/Divulgação)

Maristela Bretas

A única justificativa para refilmarem o francês "B13, quase dez anos depois, só pode ser o ator Paul Walker ("Velozes e Furiosos"). Parece até um presságio, pois ele morreria pouco tempo depois, em novembro de 2013, num acidente de carro. Não sei se justifica o remake, usando inclusive o mesmo David Belle, criador do parkour, que atuou no filme original.




Ninguém pode dizer que "13º Distrito" ("Brick Mansions")  é um filme parado. Pelo contrário, as primeiras cenas são de pura adrenalina, com Belle dando uma verdadeira aula do esporte, pulando de uma parede para outra, de janelas, saltando de prédios e fugindo dos vilões em verdadeiros malabarismos. O cara parece que é feito de mola!

Numa determinada época, não especificada, as autoridades de Detroit isolam um bairro inteiro com muros e barricadas, impedindo que moradores e criminosos tenham contato com o restante da cidade. 

Brick Mansions é uma área onde a violência tem índices altíssimos e o tráfico corre solto pelas ruas, sob o comando de Tremaine Alexander (RZA, de "G.I. Joe - Retaliação"). 

Apenas um homem, Lino (David Belle) tenta impedir a atuação dos traficantes, que acaba preso devido a uma polícia corrupta. No outro lado da cidade, o policial Damien Collier (Paul Walker) é convocado pelo prefeito a tentar resgatar uma bomba em Brick Mansions que pode matar os milhares de moradores da comunidade. 

E terá de contar com a ajuda de Lino, especialista em parkour, para entrar na área e salvar Lola (Catalina Denis, da série francesa "O Túnel"), namorada do pulador, que foi raptada por Tremaine.


No meio disso tudo, muita correria, brigas (até de mulheres), acrobacias das mais variadas e perseguições em carros que lembram a série "Velozes e Furiosos"). 

Claro que Paul Walker não acompanha o pique de David Belle no parkour, mas dá para o gasto. E é sempre uma chance para os fãs matarem a saudade do ator.


Para quem não conhece, parkour é um esporte onde o praticante tem de se mover de um ponto a outro o mais rápido e eficientemente possível, usando as habilidades do corpo. Pode ser praticado em áreas rurais e urbanas.

Ficha técnica
Direção: Camille Delamarre
Distribuição: California Filmes
Duração: 1h31
Gênero: Ação
País: França/Canadá
Classificação: 14 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: 13º Distrito; parkour; Paul Walker, David Belle; Brick Mansions; ação; Cinema no Escurinho

quinta-feira, 19 de junho de 2014

"O Menino no Espelho" é filme para a família assistir junta

Fernando é um menino que sonha em voar e ser criança quando crescer (Fotos: Gustavo Baxter/Alicate)

Maristela Bretas

Se Fernando Sabino tem um público cativo, com suas histórias que fazem a gente se sentir criança novamente, imagina isso levado novamente para o cinema. Pois o diretor, também mineiro, Guilherme Fiúza Zenha, que deu entrevista ao Cinema no Escurinho, conseguiu captar toda a magia da infância simples na produção "O Menino no Espelho".




O filme entra nesta quinta-feira (19) nos cinemas de BH e vai encantar pais e filhos. Aqueles que tiveram a oportunidade de viver uma infância subindo em árvores, roubando fruta no vizinho, jogando 5 Marias, pulando maré e brincando na rua vão voltar no tempo. E curtir uma fase de magia e simplicidade.


A história conta as aventuras do menino Fernando, que está sempre procurando alguma aventura ou brincadeira, ao lado se seu irmão, dos dois melhores amigos e do fiel cão Capeto. Até que um dia, seu reflexo no espelho - Odnanref - ganha vida e passa o menino nas horas de aperto e nas tarefas chatas. 


A coisa complica quando a cópia quer ficar com a prima recém-chegada de Fernando e tomar a vida dele. Nesta hora, nosso jovem aventureiro só poderá contar com seus fiéis amigos para voltar a controlar sua vida.

"O Menino no Espelho" é a adaptação para o cinema do livro homônimo de Sabino, lançado em 1982, com mais de 80 edições e adotado até hoje em inúmeras escolas brasileiros. 

A reconstituição de época está ótima. Para mostrar uma Belo Horizonte dos anos 30, a produtora encontrou na cidade de Cataguases, na Zona da Mata, o cenário ideal e contou com o apoio dos moradores locais.

No elenco, o jovem e talentoso Lino Facioli, que interpreta Fernando e seu reflexo Odnanref. Ele já é conhecido por sua participação na série "Games of Thrones" e no filme "O Pior Trabalho do Mundo". 

Participam ainda Mateus Solano (o Félix, da novela "Amor à Vida"), Regiane Alves (do filme "Zuzu Angel"), como os pais de Fernando; Ricardo Blat (do filme "Carandiru"), que vive o vilão Pape Faria, Gisele Fróes (a professora Dona Risoleta) e Laura Neiva (a prima Cintia). Além dos atores mirins Giovana Rispoli, Ravi Hood e Murilo Quirino.

                   Clique para ver a galeria de fotos

Ficha técnica:
Direção: Guilherme Fiúza Zenha
Produção: Camisa Listrada
Distribuição: Downtown Filmes/Paris Filmes
Duração: 1h18
País: Brasil
Classificação: Livre
Nota: 4,5 (0 a 5)

Tags: "O Menino no Espelho; Lino Facioli; Camisa Listrada; Guilherme Fiúza Zenha; Mateus Solano; aventura; Cinema no Escurinho

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Continuação de "Como Treinar seu Dragão" é ainda melhor

Soluço e Banguela, dois amigos inseparáveis que estão sempre buscando novas aventuras (Fotos: DreamWorks/Divulgação)

Maristela Bretas

Nem sempre podemos contar que a continuação de um filme (ou animação, como é o caso) vai ser tão boa quanto o primeiro. Mas no caso de "Como Treinar seu Dragão 2" ("How to Train Your Dragon 2"), os produtores acertaram em cheio e o filme ficou ótimo. Ou melhor, superou a primeira produção. 

Veja a versão legendada



O elenco de dubladores é o mesmo do primeiro filme - Jay Baruchel é Soluço, Gerard Butler faz a voz original do pai dele, America Ferrera é a voz de Astrid e Craig Ferguson dubla o viking Gobber.

Na história que iniciou a trilogia (em 2010), prevalece a amizade fiel e sincera entre o jovem Soluço e seu dragão negro (quase) domesticado Banguela, que se sacrifica para salvar seu dono. 

No segundo filme essa relação é ainda mais forte e vai ser testada. A dupla está mais unida, cada um com sua deficiência adquirida no filme anterior na luta para que humanos e dragões pudessem conviver pacificamente, o que acaba acontecendo. 

Cinco anos se passaram e Soluço não quer aceitar o lugar do pai Stoick como líder da vila de Berk. Ele quer liberdade, poder voar e conhece novos lugares com Banguela. 


O jovem só não contava que entre uma aventura e outra fosse conhecer uma Valka (ótima dublagem original de Cate Blanchett, de "Blue Jasmine") "defensora dos dragões" e que ela seria sua mãe. 

Além disso, precisará enfrentar o perigoso Drago Bludvist (voz de Djimon Hounson, de "Diamante de Sangue"), que quer caçar e controlar todos os dragões.


Nesse meio tempo, também sofrerá uma grande perda que irá virar sua vida de cabeça para baixo e colocar em xeque a amizade com seu amigo mais fiel. 

O filme também tem momentos muito engraçados, principalmente da amiga de Soluço se "insinuando" para o musculoso Eret (dublado por Kit Harrington, de "Pompeia").


Linda mensagem, explorando o tema de uma amizade sincera, a união e o amor de pais e filhos, e a importância de se lutar por algo em que se acredita. 

Os efeitos visuais, principalmente dos voos dos dragões e das lutas são ótimos. Este vale a pena gastar um pouco mais e assistir na versão 3D. 

A DreamWorks, responsável pela produção de "Como Treinar seu Dragão", já confirmou para 18 de junho de 2016 a estreia do episódio final da trilogia. E o diretor vai ter que esbanjar criatividade para superar os dois primeiros filmes.

Ficha técnica:
Direção: Dean DeBlois
Produção: DreamWorks Animation
Distribuição: Fox Films
Duração: 1h45
Gênero: Animação/Fantasia
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 5,0 (0 a 5)

Tags: Como Treinar Seu Dragão 2; DreamWorks Animation; aventura; animação; Fox Films; Cinema no Escurinho

domingo, 15 de junho de 2014

Diretor fala de "O Menino no Espelho", filme que faz a gente querer ser criança

Lino Facioli e o diretor Guilherme Fiúza durante as filmagens ( Fotos: Gustavo Baxter/Alicate)
Maristela Bretas

Inspirado na obra do escritor mineiro Fernando Sabino, com direção do belo-horizontino Guilherme Fiúza Zenha e produção de André Carreira e Camisa Listrada Ltda., estreia nesta quinta-feira (19) nos cinemas de BH o filme "O Menino no Espelho".


A história conta as aventuras do menino Fernando. Inteligente, criativo e muito inquieto, ele está sempre procurando alguma aventura ou brincadeira, ao lado se seu irmão, de seus dois melhores amigos e do fiel cão Capeto. 

Até que um dia, seu reflexo no espelho - Odnanref - ganha vida e passa a ser Fernando (Lino Facioli) nas horas de aperto e nas tarefas chatas. A coisa complica quando a cópia quer ficar com a prima recém-chegada de Fernando e tomar a vida dele. Nesta hora, nosso jovem aventureiro só poderá contar com seus fiéis amigos para voltar a controlar sua vida.



Mas como surgiu o interesse de filmar uma obra de Sabino? O blog Cinema no Escurinho conversou com o diretor Guilherme Fiúza Zenha:

Por que a escolha de uma obra de Fernando Sabino?
O filme reuniu vários contos do autor. Eu sempre quis trabalhar para crianças e adolescentes, fazer algo diferente. Não conhecia o livro. Em 1982 quando foi escrito eu estava com 14 anos e me interessava por literatura juvenil e adulta. Quem me apresentou o "O Menino no Espelho" foi minha ex-mulher, que é mais jovem e já havia lido e era encantada com a obra. 

O filme "O Menino no Espelho", assim como o livro, vai fazer o público voltar a se sentir criança?
A gente nunca deixa de ser criança. O que a obra faz é aflorar essa criança que todo mundo tem dentro de si. O filme é para todos os públicos. A preocupação durante a produção foi fazer com o filho, o pai e o avô se identificassem com a obra e viajassem no tempo. 

Porque a escolha de Lino Facioli para o papel de Fernando Sabino quando criança?
Foram quatro mil entrevistas e não conseguimos alguém com o perfil. No caso da Giovanna Rispoli e do Ravi Hood eu decidi de imediato que eles eram ideais para os papéis. André Carreira me apresentou o trabalho do Lino e ao conhecê-lo vi que era o menino ideal e que tinha muito do perfil do Fernando. 

Você acha que ele pode atrair o público, jovem principalmente, sendo um filme sem efeitos especiais e excesso de tecnologia?
Essa infância tecnológica fomos nós que criamos para nossas crianças. Elas querem aventura, magia. Comprovamos isso quanto fizemos as entrevistas com os personagens mirins. As respostas da maioria deles sobre o que mais os atraia tinham a ver com o universo de Fernando Sabino, principalmente o desejo de voar. Nós mostramos uma ficção científica às avessas, sem tecnologia, só magia e encantamento.

Você teve uma infância parecida com a de Fernando Sabino?
Tive parte da infância. Sou de Belo Horizonte, criado em apartamento. Mas minhas tias moravam em casa. Eu andava a pé com meus amigos para o Colégio Santo Antônio. Mas tinha uma tia em Dores do Indaiá, que era como se fosse minha avó. Lá eu podia fazer de tudo, com liberdade, brincar na rua. Ela sempre falava que menino tem que aproveitar a infância.

Como foi a recepção dos moradores de Cataguases e Miraí, onde ocorreram as filmagens?
Procurávamos uma locação que lembrasse Belo Horizonte dos anos 1930 e viemos parar em Cataguases. A cidade é linda e existe um encantamento. A casa usada para ser a do Fernando precisou passar por algumas mudanças para tirar interferências como grades e janelas modernas, de forma a remeter à época. Os donos ficaram encantados com o resultado. Assim como eles, os moradores foram maravilhosos, mesmo sabendo que a cidade era cenográfica. Tenho certeza que o filme vai tocar o coração de todos. Ele deverá ser passado na cidade em agosto deste ano.

Quais são os próximos projetos?
Estou negociando a adaptação de dois livros - um para adolescente e outro infanto-juvenil, que eu ainda não posso adiantar os nomes. Prefiro trabalhar para criança, ela é mais sincera na sua avaliação - gosta ou não gosta. O processo é mais poético.

O blog Cinema no Escurinho falará um pouco mais sobre "O Menino no Espelho" na próxima quinta-feira.

Johnny Depp aposta em ficção com bela fotografia mas ritmo lento

Johnny Depp é o cientista Will Caster, que cria uma super inteligência artificial (Fotos: Alcon Entertainment/Divulgação)

Maristela Bretas

A presença de nomes famosos do cinema, a começar por Johnny Depp e Morgan Freeman e a bela fotografia principalmente no início não foram suficientes para tornar "Transcendence - A Revolução" ("Transcendence") uma ficção das mais movimentadas. O filme não é ruim, mas em alguns pontos a história fica arrastada e o final é previsível.



Com estreia marcada para esta quinta-feira (19), a história gira em torno do cientista Will Caster (papel de Johnny Depp) que trabalha na criação de uma inteligência artificial (AI) capaz de absorver e controlar todos os dados do planeta, assim como as emoções das pessoas. 


No entanto, após uma palestra, o pesquisador sofre um atentado de um grupo extremista anti-tecnologia. Will consegue convencer a mulher Evelyn (Rebecca Hall, de "O Despestar") e o amigo Max Waters (Paul Bettany, de "O Código Da Vinci"), a implantarem o programa em seu cérebro. 


O resultado deste experimento pode mudar por completo o planeta. Autoridades, terroristas e amigos de Caster dentro da comunidade científica resolvem se unir para tentar deter a criação.

No elenco estão ainda Morgan Freeman ("Batman, o Cavaleiro das Trevas"), Cillian Murphy ("A Origem"), Kate Mara (“Atirador”) e Clifton Collins, Jr. ("Star Trek"). "Transcendence - A Revolução" tem a direção de Wally Pfister, ganhador do Oscar de Melhor Fotografia por "A Origem", em 2011.


Ficha técnica:
Direção: Wally Pfister
Distribuição: Diamond Films 
Duração: 1h59
Gênero: Ficção/Suspense
País: EUA/Reino Unido
Classificação: 12 anos
Nota: 3,0 (0 a 5)

Tags: Transcendence - A Revolução; Johnny Depp, Rebecca Hall; Morgan Freeman, Diamond Films; ficção, Cinema no Escurinho

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dramas e um terror são as estreias desta semana

Daniel Radcliffe se envolve com estudantes modernistas (Fotos: Paris Filmes/Divulgação)

Maristela Bretas

Deixando Harry Potter de lado, Daniel Radcliffe aposta novamente em um personagem controverso, no drama/biografia "Versos de um Crime ("Kill Your Darlings"). Ele interpreta o estudante Allen Ginsberg, que deixa sua casa e vai estudar literatura para se tornar um grande escritor.



Na universidade acaba se ligando a um grupo que prega a literatura moderna. O líder, Lucien Carr (Dane DeHaan, de "O Espetacular Homem-Aranha 2"), envolve Allen em um jogo de sedução e disputa que pode acabar de forma trágica.


O filme é dirigido por John Krokidas, e se passa em 1944. Baseado em fatos reais, mostra a relação entre os escritores Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs, que marcaram a literatura americana entre 1950 e 1960. Com 1h43 de duração é recomendado para maiores de 16 anos.


Universal Pictures/Divulgação
Amor sem Fim

Outro drama, desta vez mais para romance é um remake fraco de um sucesso dos anos 80. O novo "Amor Sem Fim" ("Endless Love"), dirigido por Shana Feste, não tem o brilho e a graça do primeiro, sob a Franco Zeffirelli, a beleza de Brooke Shields no papel da mocinha e as vozes de Lionel Richie e Diana Ross na trilha sonora.



O casal da nova produção, formado por Gabriella Wilde (de "Carrie - A Estranha") e Alex Pettyfer (de "Eu Sou o Número Quatro") não convence muito. Bonitinho, mas sem expressão. 

A história é a mesma: ela riquinha se apaixona pelo pobretão mecânico com passado obscuro. O pai da jovem (Bruce Greenwood, de "O Voo") não gosta do romance e passa o tempo tentando separar os jovens. Com duração de 1h44, é indicado para maiores de 12 anos.

                                                  Imagem Filmes/Divulgação
A Face do Mal

Para quebrar, nada como um terror com cara de "eu já vi este filme". "A Face do Mal" ("Hount") conta a velha e manjada história da família que vai morar numa casa mal-assombrada, onde outra família morreu quase inteira de forma misteriosa.



Um dos filhos dos novos moradores se envolve com uma vizinha e os dois passam a investigar os fatos estranhos que vão colocar suas vidas em risco. 

Com elenco pouco conhecido - Harrison Gilbertson ("Need for Speed - O Filme") e Liana Liberato ("Reféns") e direção do estreante Mac Carter, o filme tem 1h29 e é indicado para maiores de 14 anos que estiverem sem muita opção nesta categoria.