![]() |
| Longa novamente dirigido por Christophe Gans é uma adaptação do videogame "Silent Hill 2" (Fotos: Paris Filmes) |
Maristela Bretas
"Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno" ("Return To Silent Hill") estreia nesta quinta-feira nos cinemas tentando ressuscitar o prestígio de uma das franquias mais cultuadas do terror psicológico, mas acaba entregando um retorno decepcionante.
Dirigido novamente por Christophe Gans, o longa é uma adaptação de "Silent Hill 2", um dos jogos mais aclamados da série, porém com menos impacto, menos personalidade e muito mais problemas. Até oferece um susto ou outro nos primeiros 10 minutos e mais nada.
A história acompanha James (Jeremy Irvine, de "Mamma Mia 2" - 2018), um pintor atormentado que recebe uma carta misteriosa de Mary (Hannah Emily Anderson), seu amor perdido após a separação, pedindo que ele retorne à estranha cidade de Silent Hill para um possível reencontro.
O que ele encontra, no entanto, é uma cidade devastada por um incêndio, tomada por névoa e lembranças fragmentadas de uma comunidade tão bizarra quanto ameaçadora. Conforme James revisita memórias de seu passado com Mary, figuras tenebrosas começam a surgir, colocando sua sanidade mental à prova.
Entre essas presenças está o icônico Piramidy Head, vivido novamente por Robert Strange, uma das poucas conexões diretas com o imaginário dos jogos da Konami e do filme original.
Também chama atenção a presença da jovem Eve Templeton, embora sua personagem seja pouco explorada pelo roteiro. Infelizmente, mesmo com elementos reconhecíveis para os fãs, o filme falha em construir tensão verdadeira ou aprofundar seus personagens.
Apesar de tentar se aproximar mais da estética e da mitologia da famosa série de videogames Silent Hill, o longa entrega uma versão diluída e confusa desse universo.
O terror psicológico dá lugar a cenas repetitivas e previsíveis, que apostam mais em criaturas grotescas do que em atmosfera. A direção de Gans parece presa ao passado, reciclando ideias sem o mesmo cuidado ou impacto visual que marcaram a série de videogames.
O roteiro, por sua vez, se perde em explicações vagas e revelações sem peso emocional. O drama de James nunca se desenvolve plenamente, e sua jornada entre culpa, amor e trauma não encontra força suficiente para envolver o espectador. O resultado é um filme que parece sempre à beira de algo interessante, mas nunca chega lá.
No fim, “Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno” soa como uma continuação desnecessária. Ao tentar agradar fãs dos jogos e do primeiro longa, acaba entregando uma experiência inferior, esquecível e sem o impacto psicológico que tornou Silent Hill um nome tão marcante no terror.
Um retorno que confirma que algumas portas talvez devessem permanecer fechadas.
Direção e roteiro: Christophe Gans
Produção: Davis Films, em parceria com Electric Shadow
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h46
Classificação: 16 anos
País: EUA
Gênero: terror





Nenhum comentário:
Postar um comentário