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| Mario e Luigi embarcam numa nova aventura por várias dimensões para ajudar a Princesa Peach e seus amigos (Fotos: Universal Pictures) |
Maristela Bretas
Apostando em uma fórmula que deu certo tanto nos games quanto no cinema, a Nintendo e a Illumination retornam com a segunda animação estrelada pelos encanadores bigodudos mais famosos do mundo.
Em cartaz nos cinemas, “Super Mario Galaxy – O Filme” é inspirado no clássico jogo lançado para Nintendo Wii em 2007 e funciona como sequência direta do sucesso de 2023, que arrecadou mais de US$ 1,3 bilhão mundialmente.
A produção mantém nomes importantes nos bastidores, como Chris Meledandri, da Illumination ("Minions" - 2015 e a franquia "Meu Malvado Favorito" - 2010 a 2024) e Shigeru Miyamoto (Nintendo), responsáveis por transformar o universo do personagem em um fenômeno também nas telonas. No entanto, apesar do investimento em espetáculo, o novo longa não repete o mesmo equilíbrio do anterior.
Visualmente, a animação impressiona: cores vibrantes, ritmo acelerado, personagens carismáticos e uma trilha sonora assinada novamente por Brian Tyler, que mistura temas originais com referências diretas aos jogos. É um pacote que deve agradar especialmente ao público infantil.
Já os fãs mais antigos podem sair com uma sensação diferente. O filme parece priorizar a quantidade de referências e personagens em detrimento de uma narrativa mais sólida.
Se no primeiro longa o público vibrava a cada easter egg e a história foi tratada de forma simples, aqui o excesso de informações e a necessidade de apresentar novos elementos do universo “Galaxy” acabam tornando a história confusa e menos envolvente.
A dupla Mario e Luigi continua sendo o coração da trama, agora acompanhada de um reforço querido pelos fãs: Yoshi, o dinossauro verde que surgiu na cena pós-créditos do filme anterior e ganha bastante destaque. Ao lado deles estão a Princesa Peach, Toad e as adoráveis estrelinhas Lumalee.
Entre as novidades, surgem personagens importantes como a Princesa Rosalina (voz de Brie Larson), Mãe das Estrelas, o irreverente Bowser Jr. (Benny Safdie) e até Fox McCloud (Glen Powell), herói da franquia Star Fox — uma inclusão que pode indicar futuras expansões desse universo nos cinemas.
A trama gira em torno do sequestro de Rosalina por Bowser Jr., que pretende usar seus poderes para dominar o universo e libertar seu pai, o poderoso Bowser (Jack Black). A partir daí, os protagonistas embarcam em uma jornada por diferentes galáxias e portais interdimensionais, em uma sequência quase ininterrupta de ação.
Nesse percurso, o filme aposta alto no fan service, incluindo participações curiosas de outras propriedades da Universal, como os Minions e até um T-Rex que remete diretamente à franquia Jurassic World (2015). Apesar de visualmente interessantes, essas inserções reforçam a sensação de excesso.
Outro ponto que chama atenção é o uso criativo de diferentes estilos visuais, com momentos em 2D que homenageiam diretamente os games clássicos — uma escolha acertada que traz frescor à narrativa.
Porém, o desfecho chega rápido demais, destoando do ritmo acelerado do restante da história e deixando a sensação de que faltou desenvolvimento.
Em compensação, duas cenas pós-créditos indicam que o universo compartilhado da Nintendo no cinema deve continuar se expandindo, possivelmente com novos crossovers e spin-offs.
No fim, “Super Mario Galaxy – O Filme” diverte e encanta visualmente, mas perde força ao tentar abraçar elementos demais. Funciona melhor como espetáculo do que como história — e deve agradar mais às crianças do que aos fãs que esperavam a mesma simplicidade e carisma do primeiro filme.
Assista e tire suas próprias conclusões.
Ficha técnica:
Direção: Aaron Horvath, Michael JelenicRoteiro: Matthew Fogel
Produção: Illumination Entertainment, Nintendo e Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures Brasil
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h38
Classificação: Livre
País: EUA
Gêneros: animação, ação, aventura, fantasia, família






