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18 novembro 2021

"Ghostbusters: Mais Além" é saudosismo com muita emoção

Com a famosa mochila de prótons e muitos equipamento do passado, Phoebe e Podcast se tornam verdadeiros caçadores de fantasmas (Fotos: Sony Pictures/Divulgação) 


Maristela Bretas

 
Emocionante, trazendo ótimas lembranças do primeiro e único "Os Caça-Fantasmas", o diretor Jason Reitman brinda os fãs com "Ghostbusters: Mais Além", a melhor sequência da franquia, que estreia nesta quinta-feira. O filme vai mexer com o coração dos mais saudosistas, relembrando o primeiro longa - um clássico da cultura pop, dirigido pelo pai do diretor, Ivan Reitman, em 1984 e que é produtor deste lançamento, juntamente com Dan Aykroyd (um dos antigos caça-fantasmas).


Além de diretor, Jason é o roteirista, juntamente com Gil Kenan. São muitos easter eggs e voltas ao passado para matar a saudade e justificar a aposta no quarto longa dos "Caça-Fantasmas", especialmente depois da versão de 2016, que teve uma bilheteria aquém do esperado. E a família Reitman acertou de novo.

"Ghostbusters: Mais Além" tem muita ação, ótimos efeitos visuais e um elenco conhecido que se mostrou bem entrosado para contar a história de uma nova invasão de fantasmas, desta vez fora de Nova York. Destaque para os jovens Mckenna Grace ("Capitã Marvel" - 2019 e "Maligno" - 2021), como Phoebe, e o estreante Logan Kim, como Podcast, parceiro de aventuras e caçadas. O irmão mais velho de Phoebe, Trevor, é interpretado por Finn Wolfhard ("It - A Coisa" - 2017), em plena adolescência, sem mais a cara de menino da primeira temporada de "Stranger Things".


Na turma dos adultos, Paul Rudd ("Homem-Formiga" - 2015) é o professor Gooberson, que terá papel decisivo na vida dos irmãos e no retorno dos fantasmas. Sem perder o jeito cômico e simpático, ele faz par romântico e assustador com Carrie Coon ("As Viúvas" - 2018), como Callie, mãe de Phoebe e Trevor.

Como era de se esperar, a trilha sonora é um dos destaques, com a canção original "Ghostbusters", na voz de Ray Parker Jr.. A música foi indicada na época ao Oscar e ganhou diversos prêmios, inclusive um Grammy e um Bafta.


O roteiro não foge muito do esperado, mas Jason Reitman soube aproveitar bem os talentos que dispunha e transformou tudo num filme de família para a família. No longa, Callie é uma mãe solteira, com problemas com a bebida e contas atrasadas, que não se dava bem com o pai. Despejada, ela se muda com os dois filhos para uma pequena cidade do interior para tomar posse da fazenda deixada por ele como herança.


Muito inteligente, mas tímida e retraída, Phoebe só possui uma amigo na escola - Podcast e os dois se unem ao professor Gooberson para investigarem estranhos abalos sísmicos que estão ocorrendo na cidade. E acabam descobrindo que o passado da jovem está diretamente ligado aos caça-fantasmas originais e ao legado secreto deixado pelo avô.

 "Caça-Fantasmas" de 1984

Recomendo a quem não viu, assistir o primeiro filme para entender melhor as inserções de objetos, placas, personagens, veículos e armas que vão surgindo ao longo do roteiro. E como elas se encaixam e completam essa história, que ainda atrai um público fiel. Um velho conhecido dos fãs, bem gosmento tem presença garantida, numa versão um pouquinho mais rabugenta, mas engraçada.

Jason Reitman guardou para a segunda metade do filme as grandes surpresas, com direito a uma batalha épica, com muitos raios de prótons, monstros e uma ajudinha extra, no melhor estilo Caça-Fantasmas. Não se envergonhe se escorrerem algumas lágrimas.


Ficha técnica:
Direção: Jason Reitman
Produção: Sony Pictures Entertainment
Distribuição: Sony Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h04
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: Aventura / Ação / Comédia
Nota: 4,5 (de 0 a 5)

08 julho 2018

Efeitos especiais e ligação com "Vingadores 4" sustentam "Homem-Formiga e a Vespa"

Paul Rudd e Evangeline Lilly formam uma boa dupla, com muitos truques de encolher e esticar no combate aos fracos vilões (Fotos: Marvel Studios/Divulgação)

Maristela Bretas

Quando foi lançado em julho de 2015, "Homem-Formiga" surpreendeu e até agradou ao público que estava cético com um filme sobre um dos heróis de segunda linha da Marvel. E agora, para dar um gás no personagem que encolhe e aumenta de tamanho, ele volta, com uma companheira com poderes semelhantes em "Homem-Formiga e a Vespa" ("Ant-Man and The Wasp"). 

A produção chega com uma grande responsabilidade: a de dar sequência a "Vingadores 4", depois do estrondoso sucesso de "Vingadores: Guerra Infinita". Para entender onde este super-herói entra na guerra contra Thanos, só assistindo a primeira cena no início dos créditos.

Paul Rudd interpreta novamente Scott Lang/Homem-Formiga (e ainda é um dos roteiristas desta continuação) e ganhou uma nova parceira, Evangeline Lilly, que retona como Hope Van Dyne, filha do cientista Dr. Hank Pym (Michael Douglas). Só que agora ela usa traje e armamento pesado criados pelo pai e se transformou na super-heroína Vespa.

A parceria deu certo, a dupla tem uma boa química e deixa o filme mais leve, característica do personagem de Rudd, que reforça a relação afetiva entre pai e filha. O mesmo acontece com Hope e Hank, que se unem para resgatar a mãe, Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), a Vespa original, perdida há 30 anos no Reino Quântico durante suas pesquisas.

"Homem-Formiga e a Vespa" explora o lado cômico de Scott Lang e a ação contínua sustentada pelos excelentes efeitos especiais de encolhe e estica dos heróis. As cenas de perseguições de carros, com direito a balinha de Hello Kitty gigante, ficaram ótimas, assim como as lutas, com a dupla levando grande vantagem sobre seus adversários.

Fraca, inexpressiva, com cara de cachorro que caiu da mudança, a "vilã" Fantasma (papel de Hannah John-Kamen) não impõe medo, nem respeito, entra sem sentido e sai como se não tivesse participado. Até mesmo o bandidão Sonny Burch (interpretado por Walton Goggins) tem mais presença que ela. E para piorar, contracena com Laurence Fishburne (Dr. Bill Foster), que aparece mais que ela. Ambos foram mal aproveitados.

A história começa dois anos após Scott ter lutado ao lado do Capitão América na batalha do aeroporto em "Guerra Civil". Ele é condenado à prisão domiciliar, com tornozeleira de monitoramento, por ter quebrado o Tratado de Sokovia e obrigado a se afastar de todos os super-heróis e parceiros que lhe ajudaram. Scott aproveita para dedicar mais tempo à filha e sua empresa de segurança com Luiz (Michael Peña).

Restando apenas três dias para terminar a prisão, ele é procurado pelo Dr. Hank Pym e a dele filha Hope para ajudá-los a recuperar Janet, que mantém fortes ligações mentais com Scott e está presa no Reino Quântico. Mas o trio vai enfrentar bandidos que querem roubar o laboratório miniaturizado do cientista, além de Fantasma, que tem o poder de se desmaterializar e atravessar paredes.

Divertido, feito pra família, "Homem-Formiga e a Vespa" tem cara de sessão da tarde e mantém a mesma linha do primeiro filme - sem grandes pretensões, explorando efeitos especiais, a simpatia de Paul Rudd e reforçando o universo dos Vingadores, com citações constantes ao que aconteceu em "Capitão América:Guerra Civil". O filme deixa a entender que a salvação para o que aconteceu em Guerra Infinita pode estar no Reino Quântico, onde somente Scott consegue entrar. Resta saber se consegue também sair. Mas isso fica para o tão esperado "Vingadores 4", previsto para 26 de abril de 2019.



Ficha técnica:
Direção: Peyton Reed
Produção: Marvel Studios
Distribuição: Disney/Buena Vista
Duração: 1h58
Gêneros: Ação / Aventura / Ficção
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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