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31 maio 2024

“Planeta dos Macacos: O Reinado” entrega personagens sem carisma e uma história arrastada

Macacos e humanos se unem contra um tirano símio que escraviza a própria espécie para manter seu poder (Fotos: 20th Century Studios)


Marcos Tadeu 


“Planeta dos Macacos: O Reinado” ("Kingdom of the Planet of the Apes"), em cartaz nos cinemas brasileiros, chegou com a proposta de tentar dar um novo respiro à famosa franquia. Mas após os bons resultados de bilheteria da trilogia, iniciada com "A Origem" (2011), seguida por "O Confronto" (2014) e finalizada com "A Guerra" (2017), o que se vê nesta versão é um filme arrastado, com personagens sem carisma.
 
Com direção de Wes Ball e roteiro de Josh Friedman, Patrick Aison, Rick Jaffa e Amanda Silver, ambos criadores dos personagens originais, "Reinado" conta com um elenco de poucas estrelas. A nova geração de gorilas é formada por Owen Teague (Noa), Kevin Durand (Proximus César), Peter Macon (Raka), Travis Jeffery (Anaya) e Lydia Peckham (Soona), além de Freya Allan, como a humana Mae.


Após a era de César, os macacos se tornaram a espécie dominante, vivendo em harmonia enquanto os humanos se escondiam nas sombras. No entanto, a ascensão de um novo líder símio tirânico ameaça essa paz. Em meio a esse tumulto, um jovem chimpanzé, com espírito inquieto, embarca em uma jornada de autodescoberta. 

Confrontado com verdades ocultas sobre o passado, ele se vê forçado a fazer escolhas difíceis que determinarão o futuro de seu mundo e de seu povo. Sua busca não é apenas pela verdade, mas também pela esperança de um novo começo para todas as espécies.


O novo protagonista é Noa, um chimpanzé que vive no Clã da Águia e tem aparência física semelhante à de César, da famosa trilogia. Após sua tribo ser atacada e praticamente dizimada e escravizada por Proximus Cesar e seu exército, ele parte em busca de sua família e dos sobreviventes.

No trajeto, ele conhece Mae, uma das poucas humanas que mantiveram sua capacidade de falar e raciocinar após o vírus que dizimou a humanidade. E o orangotango Raka, que se torna quase que um mentor para Noa, apresentando o que Cesar foi e sua importância para a o reino e a sobrevivência dos macacos. 

O roteiro erra ao endeusar a figura de Cesar como o todo poderoso. Os macacos tiranos praticam o mal “por Cesar”, tudo vira motivo de reverenciar seus feitos, uma verdadeira muleta, deixando o filme sem personalidade.

O vilão Cesar Proximus se apossa da figura endeusada e usa isso para dominar e impor o terror e a escravidão às outras comunidades de macacos. Mesmo assim, faltam argumentos suficientes para que possa ser considerado um vilão marcante, com motivações realmente plausíveis.


A jornada de Noa, que tinha tudo para ser uma vingança sangrenta contra aqueles que tiraram seus entes, se torna cansativa. As quase 2h30 de exibição não foram suficientes para convencer que a vingança do protagonista seria atrativa,para no final ser oferecida uma solução tão boba. Os macacos nem tiveram que fazer muito esforço para reconquistarem seu espaço.

Mae, por sua vez, é a única humana que precisa aliar-se a um macaco para poder conseguir armas, tecnologia e sabedoria. Só que tudo isso parece ser vazio. A personagem também não é uma figura carismática, fazendo jogo duplo sobre a quem servir. Parece que faltam motivos para o longa se mostrar mais autoral.


Outro ponto negativo são as cenas extremamente escuras. Fica difícil para o espectador se conectar com os personagens e diferenciar um macaco do outro, além da própria narrativa que não é nem um pouco convidativa.

A parte positiva a ser destacada é a computação gráfica. Os movimentos em CGI dos rostos dos macacos são bem desenvolvidos e parecem reais, o que já havia ocorrido nas versões anteriores. As cenas de ação também são dinâmicas, com poucos cortes, garantindo boas sequências, como a do ataque à aldeia de Noa. 


“Planeta dos Macacos: O Reinado” não empolga, é um filme arrastado e o tempo todo quer ser o que a trilogia de 2011 a 2017 foi, mas falta personalidade. Poderia ter criado novos conceitos e expandido o tema, usando a trajetória de César apenas como gancho para colocar um sucessor mais expressivo em seu lugar, assim como um vilão mais poderoso.

O filme termina mostrando que ainda existe a disputa entre humanos e macacos e que uma nova guerra poderá ocorrer. Mas esta fórmula, usada tantas vezes, não ficaria repetitiva e cansativa em novas continuações? Ainda haverá fôlego suficiente para uma sequência desse longa? É aguardar para ver. (Com a colaboração de Maristela Bretas)


Ficha técnica:
Direção: Wes Ball
Produção: 20th Century Studios
Distribuição: Disney Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h25
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: ação, aventura, ficção

03 março 2022

Novo filme do Batman é mais sobre Gotham do que sobre Bruce Wayne

Robert Pattinson interpreta o Homem-Morcego, com pouco diálogo, mais violento e usando uma armadura à prova de balas (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Jean Piter Miranda


Está em cartaz nos cinemas brasileiros o novo filme do Batman (“The Batman”, no original), dirigido por Matt Reeves, de “Planeta dos Macacos: O Confronto” (2014) e “Planeta dos Macacos: A Guerra” (2017). O protagonista da vez é Robert Pattinson, da saga “Crepúsculo” e dos longas “The Rover  - A Caçada” (2014) e "O Farol'' (2019). O longa conta com um elenco cheio de estrelas: Andy Serkis como o mordomo Alfred; o tenente James Gordon, é interpretado por Jeffrey Wright; Zoë Kravitz faz a Mulher Gato; e a turma de vilões fica por conta de Colin Farrell (Pinguim), John Turturro (Falcone) e Paul Duno (Charada).

A história se passa nos dias atuais e não mostra como Bruce Wayne se tornou o Batman. Ele já é o vigilante mascarado desde as primeiras cenas. É o segundo ano em que ele surgiu em Gotham City, combatendo a criminalidade. O homem-morcego tem o ideal de limpar a cidade como forma de vingança pela morte de seus pais. 


Só que agora, o vilão da vez está sempre um passo à frente, cometendo assassinatos e deixando mensagens e pistas, o que exige do herói todas as suas habilidades de detetive. É aí que ele começa a descobrir uma rede de corrupção que, inclusive, envolve até o nome da família Wayne.

Apesar da luta de Batman contra o crime, isso não fez de Gotham uma cidade melhor, mais segura. Há muita violência nas ruas. Roubos, assaltos, tráfico de drogas e guerras entre gangues. Tudo num clima de muito medo. O vigilante mascarado pode estar em qualquer lugar e aparecer de surpresa. Ele pode estar observando tudo. 

Há uma tensão cobrindo toda a cidade, que parece estar prestes a explodir. E se não bastasse tudo isso, em poucos dias o povo deverá ir às urnas escolher o novo prefeito. Claro, todos os candidatos estão fazendo promessas de colocar os bandidos na cadeia e trazer a paz e a prosperidade que Gotham tanto sonha. 


É aí que surge o Charada, cometendo assassinatos de autoridades e deixando mensagens enigmáticas sobre os seus próximos alvos. Isso exige do Batman todas as suas habilidades de investigação. Um lado do herói muito forte nos quadrinhos que até então não havia sido tão explorado nas produções cinematográficas. 

O Batman de Pattinson fala muito pouco. É focado no trabalho de combater o crime. Não tem pinta de galã, não tem charme nem carisma, nem é aquele playboy esbanjador. Muito diferente das outras versões que chegaram ao cinema. Sem o uniforme, e se não fosse o homem mais rico da cidade (o grande herdeiro da família Wayne), ele passaria completamente despercebido na multidão. É um homem-morcego muito diferente do que já foi visto. 


Há outras grandes diferenças também entre o novo Batman e seus antecessores. Esse usa uma armadura à prova de balas. Isso torna bem mais crível que ele consiga enfrentar cinco, seis ou dez adversários armados ao mesmo tempo. Ele mantém o código de não matar, mas quando pega na porrada, bate sem dó. É muito violento. O mais violento até agora. Muito próximo de algumas de suas versões nos quadrinhos. 

O contraponto de toda essa violência é o vilão principal, o Charada. O jogo dele é psicológico. Embora cometa assassinatos e tenha planos maiores, sua figura é de uma pessoa comum, nada ameaçadora. Ele é inteligente, sagaz e calculista. Um ser humano. E a palavra é essa: humano. Se na recente produção da “Liga da Justiça” os inimigos eram alienígenas com superpoderes, agora são apenas humanos, como o próprio Batman, os policiais e os mafiosos. 


A complexidade da história se dá pela rede de corrupção formada em Gotham, ligada a homicídios, ao tráfico de drogas e às autoridades. Ao passado e ao presente. Tudo vai se interligando aos poucos. À medida que Batman vai desvendando as charadas, ele consegue conectar os fatos às pessoas e as coisas vão fazendo sentido. Para muitos, pode ficar a impressão de que pontas estão ficando soltas. Mas, ao que parece, o diretor vai apenas deixando de lado aquilo que não é essencial. O que parece muito acertado. 

As cenas se passam quase todas à noite. Há sempre muita sombra e pouca luz. Tudo é muito sombrio. Praticamente não há cores. Isso deixa a obra bem característica. Lembra um pouco o “Coringa” (2019). Não só na questão das imagens mais escuras, mas também no gênero. É um filme de herói, baseado em quadrinhos, mas não tem comédia. É drama, tem ação e violência moderada e dificilmente arranca algum sorriso do espectador. 


A trama é completada com uma ótima trilha sonora entregue ao premiado compositor Michael Giacchino que, assim como Andy Serkis, trabalhou com o diretor Matt Reeves em  “Planeta dos Macacos: O Confronto” e “Planeta dos Macacos: A Guerra”.

Ao que parece, essa vai ser a aposta da DC. Fazer produções independentes, sem a obrigação de que elas estejam ligadas a um universo, como tem sido a fórmula do sucesso da Marvel. Sabendo que não dá pra competir, por ter saído muito atrás, a DC deve continuar fazendo filmes que não se conectam com os anteriores. O novo Batman deixou possibilidades de continuação, mas nada que dê indícios de que haja conexão com os outros longas. E isso é muito bom. 


Voltando ao filme, Zoë Kravitz está ótima como a Mulher-Gato. Muito fiel aos quadrinhos. Talvez a melhor adaptação feita da personagem até o momento. Colin Farrell está irreconhecível como Pinguim e faz uma bela interpretação. Há quem possa dizer que ele foi mal aproveitado como vilão. Mas, dentro da história proposta, cumpriu muito bem o seu papel. 

Colin Farrell interpreta Pinguim

Andy Serkis dá vida a um Alfred aparentemente mais jovem com mais habilidades para auxiliar o Batman. John Turturro não deixa a desejar como o mafioso Falcone e Paul Duno está demais como o Charada. Ele tá muito bom mesmo!

O diretor Matt Reeves acerta muito em tudo isso, ao deixar a história mais crível, mais humana e mais realista. Ele peca em dois pontos: já que se dispôs a aumentar a carga de violência, deveria também permitir mais mortes, principalmente nas cenas de destruição. É difícil acreditar que em trocas de tiro e explosões ninguém seja morto. 


Outra questão é o preconceito implícito, visto na maioria das produções americanas. Um detalhe muito difícil de ser percebido no caso do novo Batman. Os vilões são sempre estrangeiros. Podem até ser cidadãos americanos, mas quando são brancos, todos têm nomes e sobrenomes italianos e irlandeses. Os demais são sempre russos, árabes, latinos, entre outros. Nunca é um Ford ou um Johnson. Nunca é um “cidadão de bem” dos EUA. 

Colocando tudo isso no pacote, podemos dizer que o Batman de Pattinson é muito bom. Não foca tanto no herói e não é só sobre ele. Envolve tantos pontos que passa a ser mais sobre Gotham do que sobre Bruce Wayne. E uma nova proposta e uma nova aposta da DC. Filmes sombrios independentes, com roteiros mais complexos, mais dramáticos e mais violentos. Tem tudo pra fazer sucesso e se consolidar como um gênero próprio. 


Ficha técnica:
Direção:
Matt Reeves
Produção e distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h57
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: ação/ policial / suspense

12 abril 2018

"Rampage - Destruição Total" é aventura com muita ação e cara de sessão da tarde

Dwayne Johnson e seu amigo gorila são as grandes estrelas desta produção dirigida por Brad Peyton (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)


Maristela Bretas


Dwayne Johnson gostou de produzir filmes baseados em antigos videogames e retorna às telonas pela segunda vez neste ano com o "arrasa quarteirões" "Rampage - Destruição Total", que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. O filme foi inspirado no jogo homônimo de 1986, que atraiu pouca atenção dos gamers de plantão à época. 

A produção cinematográfica tem o ator, um dos mais bem pagos de Hollywood, como protagonista, ao lado de um gorila albino gigantesco; Naomie Harris, no papel de uma pesquisadora sem emprego; Malin Akerman, bem fraquinha como vilã, e Jeffrey Dean Morgan, cheio de caras e bocas como um agente do FBI.

Johnson está se especializando em filmes de ação e aventura e não economiza em tiros, bombas e destruição de boa parte de Chicago. E claro, conta com a extraordinária ajuda de muita computação gráfica para mostrar o ataque dos gigantescos monstros. "Rampage" tem tudo isso e a cara de um bom filme de sessão da tarde, com direito a pipoca. Segue a mesma linha de outra produção do ator - "Terremoto: a Falha de San Andreas" (2015), também dirigido por Brad Peyton.


Lembra bem os filmes de heróis e monstros japoneses do tipo Power Rangers (2017), Ultraman e Ultraseven, com  criaturas gigantescas enfrentando exército e mocinhos, deixando um rastro de destruição total. O enredo fraco é sustentado pelos excelentes efeitos especiais produzidos pela Weta Digital, empresa cinco vezes vencedora do Oscar e responsável por filmes como "Planeta dos Macacos: O Confronto" (2014) e a trilogia "Senhor dos Anéis". Não menos destrutivo está "The Rock", que tenta resolver suas dificuldades na conversa por sinais e distribuindo muita porrada quando fica contrariado.


Mas a grande estrela do filme é George, o gorila albino. Ele é grande por natureza, feroz quando precisa, mas de olhar doce e carinhoso. E ainda provoca boas risadas quando resolve aplicar o que aprendeu com os humanos no zoológico onde vive.


Na história, Davis Okoye é um primatologista (Dwayne Johnson) que criou George desde bebê e o considera seu melhor amigo e "da família". Um experimento genético, batizado como Rampage, atinge George e outros animais predadores pelo país, que se transformam em monstros gigantescos e arrasadores. Davis terá de contar com a ajuda da pesquisadora Kate Caldwell (Naomie Harris) para descobrir um antídoto, conter as criaturas e salvar George.

O público não poderá reclamar de ação em "Rampage - Destruição Total". Tem de sobra e vai agradar quem procura por uma diversão que soube explorar bem os efeitos em 3D e Imax. Vale conferir sabendo que se trata de um blockbuster produzido para entreter quem gosta deste gênero de filme.



Ficha técnica:
Direção: Brad Peyton
Produção: New Line Cinema // Warner Bros Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures Brasil
Duração: 1h47
Gêneros: Aventura / Ação
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 2,5 (0 a 5)

Tags: #RampageDestruicaoTotal, #Rampage, #DwayneJohnson, #NaomieHarris, #BradPeyton, #WarnerBrosPictures, #espaçoz, #cinemas.cineart, #Imax, #cinemanoescurinho

03 agosto 2017

"Planeta dos Macacos - A Guerra" aposta em primatas, grandes efeitos e fortes emoções

Último filme da trilogia peca apenas na batalha final que deixa muito a desejar (Fotos: Fox Film do Brasil/Divulgação)

Maristela Bretas


Entrei no cinema para uma sessão 3D com a expectativa de assistir o maior conflito entre humanos e macacos desde o filme anterior da saga. Por quase duas horas aguardei a tal batalha que aconteceria a qualquer momento e qual não foi minha surpresa quando pouco antes do final ela finalmente eclodiu. Bem fraca, ao contrário do que propunha o título de "Planeta dos Macacos - A Guerra" ("Planet of the Apes - The War"). No filme anterior, "Planeta dos Macacos - O Confronto" (2014), os combates foram bem mais fortes, frequentes e consistentes.


Mas a guerra é só um detalhe. O que importa é que o terceiro filme da franquia "Planeta dos Macacos" ficou excelente ao explorar as emoções de ambos os lados da disputa e colocar os macacos como o centro da história, preocupados com a preservação de sua espécie, defendendo suas famílias e princípios. Sentimentos como ódio, raiva, perda, vingança, preconceito, amor e orgulho se misturam e tomam conta dos personagens humanos e símios. O diretor Matt Reeves e o roteirista Mark Bombarck souberam usar bem isso, além de o filme apresentar uma fotografia e locações maravilhosas, que enchem os olhos.


O ator britânico Andy Serkis, que esteve no Brasil esta semana fazendo a divulgação de "Planeta dos Macacos - A Guerra" e enlouqueceu os fãs por onde passou, está novamente impecável como Cesar, o líder dos macacos, e reina único e absoluto. É de impressionar a evolução nos efeitos da tecnologia de captura de movimentos. Cesar está quase humano, com um olhar penetrante que transmite claramente os sentimentos que está vivendo a cada momento. Grande atuação de Serkis, que vem melhorando sua atuação desde 2011 quando a franquia foi relançada com "A Origem", seguido por "O Confronto" três anos depois.  Digno de ganhar um Oscar.


Os demais primatas, principalmente Maurice (interpretado pela atriz Karin Konoval), Lake (Sara Canning), Macaco Mau (Steve Zahn), Rocket (Terry Notary) e Luca (Michael Adamthwaite) completam a grande atuação deste filme proporcionada pelos símios. Os sentimentos afloram a todo instante, em demonstrações de fúria, de amor e respeito. Afinal "Apes together strongs" (Macacos unidos fortes) é o lema deles. Macaco Mau, responsável pelos momentos engraçados do filme, parece uma mistura de Dobby (personagem da franquia "Harry Potter") com Gollum (da saga "Senhor dos Anéis") que por sinal foi interpretado por Serkis.


Os humanos tiveram pouco destaque desta vez. Woody Harrelson faz o papel do coronel MC Cullough, um militar meio psicopata, sem piedade, que vê os macacos apenas como inimigos que transmitem o vírus que dizimou a maior parte da população humana. Cheio de paranoias, ele escolhe Cesar como seu principal alvo a ser eliminado. Algumas tomadas feitas de cima mostram a formação do exército do coronel semelhante a uma tropa nazista idolatrando seu líder. Perde em poder no entanto para Cesar, que tem menos armas mas conta com a união e a confiança de seu grupo.


Chama atenção a atuação da linda adolescente Amiah Miller, que ficou conhecida por sua participação no terror "Quando as Luzes se Apagam" (2016). Ela é a doce Nova, que não consegue falar e acaba sendo adotada pelo bando de Cesar. A jovem passa uma imagem convincente de menina abandonada que assimilou bem sua nova família.


"Planeta dos Macacos - A Guerra" dá sequência ao conflito entre humanos e símios, após a extinção de boa parte da população por um vírus transmitido pelos animais. Escondidos na floresta, eles são constantemente caçados e precisam sempre buscar novos esconderijos. Cesar é o líder respeitado e admirado por todos, tem sua família e tenta viver em paz, mas os humanos não vão permitir isso, principalmente o coronel. 



Uma tragédia faz Cesar abandonar o grupo e inverter os papéis, elegendo o chefe do exército humano seu objetivo de vingança e colocando a própria vida em perigo. Os amigos mais fiéis, como Maurice, Rocket e Luca, vão tentar evitar que ele vá até o fim em seu propósito. Durante a jornada, o grupo ganhará aliados importantes - Nova e Macaco Mau - que vão mudar a vida de todos.



A trilogia "Planeta dos Macacos" é bem concluída neste último filme ao reunir com precisão belas imagens, boa trilha sonora, ótimas interpretações e tecnologia sofisticada empregada de maneira correta, completando o ótimo roteiro. Os efeitos visuais não aparecem mais que a história, como acontece com muitos blockbusters de ação. Merece ser visto pela ação e pela abordagem que apresenta.



Ficha técnica:
Direção: Matt Reeves
Produção: 20th Century Fox / Chernin Entertainment (CE)
Distribuição: Fox Film do Brasil
Duração: 2h20 
Gêneros: Ficção científica / Ação 
País: EUA  
Classificação: 14 anos 
Nota: 4,7 (0 a 5)

Tags: #PlanetadosMacacosaGuerra #PlanetoftheApesthewar #Cesar #PlanetadosMacacos #AndySerkis #WoodyHarrelson #AmiahMiller #KarinKonoval #SaraCanning #MacacoMau #SteveZahn #ação #ficção #FoxFilmdoBrasil #EspaçoZ #CinemanoEscurinho

04 julho 2015

"O Exterminador do Futuro: Gênesis" volta no tempo e refaz toda a franquia

Ele está de volta, mais velho mas não menos assustador (Fotos: Paramount Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Se há 31 anos "O Exterminador do Futuro", dirigido por James Cameron ("Avatar"), garantiu um estrondoso sucesso de bilheteria e ganhou uma legião de fãs do robô T-800, o quarto filme da franquia - "O Exterminador do Futuro: Gênesis" ("Terminator:Genisys") - não poderia fazer feio. E lógico, tinha de contar com seu mais importante personagem, interpretado pelo não menos famoso Arnold Schwarzenegger.

Em 1984 ele falava pouco, quase iniciando carreira após outro meio sucesso - "Conan O Bárbaro". Em ambos, bastavam apenas os músculos de Mister Universo, as falas eram curtas - como ator seria um desastre se falasse muito. Sorrir, nem pensar. Mas em compensação, causava um grande estrago. Foi assim nas duas produções seguintes da franquia - "O Julgamento Final" (1991) e "A Rebelião das Máquinas" (2003).

Agora, o robô está envelhecido e tem cabelos grisalhos (até isso foi possível com a evolução das máquinas) mas como ele mesmo diz, não obsoleto. Mais experiente, após mais de 30 filmes de muita pancadaria e tiros, Arnold é o responsável pelos momentos divertidos de "Gênesis". 

Mesmo vivendo o papel do assustador T-800, que no passado foi o inferno na vida dos heróis Sarah Connor, Kyle Reese e John Connor. Com tiradas engraçadas e um sorriso forçado para parecer mais humano, ele novamente é a estrela do quarto filme da franquia. Claro, mantendo o estilo que lhe garantiu o estrelato - musculoso que resolve tudo na porrada ou na bala.

Para quem apostou num remake do filme original, pode se preparar para uma reviravolta. "Gênesis" remete à primeira produção, mas volta no tempo e reescreve a história da revolução das máquinas dominam o mundo e tentam exterminar os seres humanos. Com isso derruba os três filmes anteriores.

Passados mais de 30 anos, não se poderia esperar os mesmos atores do original (exceto Schwarzenegger, mas foi envelhecido na nova versão). A Sara Connor (que no passado foi vivida muito bem por Linda Hamilton) deu lugar à britânica estrela da série "Game of Thrones", Emilia Clarke. Ela faz o par romântico com Jay Courtney (da franquia "Divergente"), que interpreta Kyle Reese. O filho do casal, John Connor, que será o líder dos humanos na revolução contra as máquinas no futuro, ganha uma ótima interpretação do ator australiano Jason Clarke (de "Planeta dos Macacos - O Confronto").

A nova história começa em 2029, quando a resistência humana contra as máquinas é comandada por John Connor. Ao saber que a Skynet enviou um exterminador ao passado com o objetivo de matar sua mãe, Sarah Connor, antes de seu nascimento, John envia o sargento Kyle Reese de volta no tempo para garantir a segurança dela. Entretanto, ao chegar ele é surpreendido pelo fato de que Sarah tem como protetor outro exterminador, o T-800 , enviado para protegê-la quando ainda era criança.

Deu um nó na cabeça? Na minha também. O vai e vem no tempo, com datas trocadas fica mal explicado e muitas perguntas continuam sem respostas, como por exemplo, quem mandou o T-800 para proteger Sarah quando criança, quando isso aconteceu e vai por aí afora. Não importa, o filme vai agradar quem está com saudades da franquia, um dos maiores sucessos da década de 1980.



Grandes efeitos especiais - o 3D funciona bem neste filme e justifica o preço do ingresso - explosões, perseguições, novos robôs mais poderosos e quase humanos e uma nova possibilidade de dominação das máquinas, muito semelhante ao que está ocorrendo hoje com a internet. Até mesmo um robô com a cara de Arnold do primeiro filme foi criado por computação gráfica. A Skynet ainda é a grande vilã, mas agora ela tem rosto e fortes aliados.

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E a saga não para por ai. Como em outros blockbusters, "Gênesis" termina chamando para o próximo, previsto para 2017, que poderá contar novamente com T-800. enfim, vale a pena assistir "O Exterminador do Futuro: Gênesis", que já está em cartaz 34 salas de cinemas de 18 shoppings de BH, Contagem e Betim. Um conselho: para quem não acompanhou a franquia desde o início, recomendo assistir o primeiro filme para entender melhor a história.

Ficha técnica:
Direção: Alan Taylor
Produção: Skydance Productions / Annapurna Pictures / Paramount Pictures
Distribuição: Paramount Pictures
Duração: 2h06
Gêneros: Ação / Ficção
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: "O Exterminador do Futuro: Gênesis"; Arnold_Schwarzenegger; Emilia_Clarke; Jason_Clarke; Jay_Courtney; T-800; Alan_Taylor, ação; ficção; Paramount_Pictures; Cinema_no_Escurinho

14 junho 2015

"Jurassic World" é a volta ao Mundo dos Dinossauros de Steven Spielberg

Parque temático Jurassic World permite que visitantes circulem entre animais pré-históricos que estavam extintos (Fotos Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Há 22 anos Steven Spielberg encantou o mundo ao produzir um filme que aproximou os seres humanos dos animais extintos, mas que sempre chamaram a atenção, principalmente das crianças. Nascia em 1993 "Jurassic Park - Parque dos Dinossauros", um dos maiores sucessos da carreira do famoso diretor e que nunca deixou de atrair novos fãs. Duas sequências depois, não tão bombásticas - "O Mundo Perdido - Jurassic Park" (1997) e Jurassic Park 3 (2001) - mas que também chamaram a atenção do público em busca de aventura e ação, Spielberg resolveu reunir uma equipe de velhos companheiros de grandes produções e dar sequência ao primeiro filme.

E atingiu seu objetivo ao produzir o quarto filme da franquia - "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros", em cartaz nos cinemas de BH. Ele recupera o fio da meada e mostra o sonho do Dr. John Hammond (cientista do primeiro filme) realizado após sua morte, com a criação de um parque temático em que visitantes do mundo pudessem vivenciar a emoção de observar dinossauros de verdade.

Como não poderia deixar de ser, todos os ingredientes dos filmes de Spielberg estão presentes: aventura, ação, efeitos especiais excelentes, a exploração da ganância do ser humano e, principalmente, muitas cenas feitas pela perspectiva de um menino de 11 anos, como aconteceu em "ET - O Extraterrestre". Para fechar o "pacote" da produção era necessária a escolha de um diretor que soubesse contar a história que todos esperaram após 22 anos. O cargo foi entregue a Colin Trevorrow, que desempenhou bem o papel.

Mas nada disso seria possível se os atores não ajudassem. Difícil não comparar com o primeiro filme, quem assistiu "Jurassic Park - Parque dos Dinossauros" vai entender. O mocinho Sam Neill (não tão mocinho assim), não era bombado, mas garantiu seu lugar de herói ao lado da mocinha Laura Dern (também não tão jovem), do aventureiro Jeff Goldblum e das crianças, que não poderiam faltar. E os vilões eram enormes e as grandes estrelas da produção. 

E Chris Pratt não fez feio e garantiu sua estrela de herói do momento (como fez em "Guardiões da Galáxia"), interpretando Owen, um ex-militar especialista em comportamento animal que trabalha em uma base de pesquisa na mesma ilha do parque. Ele é bom de tiro, sabe como ganhar a mocinha com seu jeito rústico e ainda consegue controlar quatro velociraptores agressivos, sempre dispostos a atacar alguém.

Para formar o par nada romântico com Pratt a escolhida foi Bryce Dallas Howard (de "Histórias Cruzadas"), que vive a obstinada executiva Claire. Ela supervisiona todo o funcionamento do parque - desde a parte estrutural às atrações e desenvolvimento de novas espécies no laboratório, de forma que nada saia errado e os visitantes encontrem sempre uma novidade, de preferência mais exótica ou agressiva. Ela é o oposto de Owen, com que já teve um pequeno "affair". Nem mesmo a chegada de seus sobrinhos Zach (Nick Robinson), de 16 anos, e Gray (Ty Simpkins), de 11 anos, afasta Claire de sua rotina. 

Situado em Isla Nublar, uma ilha da Costa Rica (a mesma de Jurassic Park) e construído ao redor de uma rua principal das mais movimentadas, Jurassic World é um prodígio dos mais sofisticados, repleto de atrações impressionantes. As crianças montam em pequenos triceratops no jardim zoológico. O público vibra com os saltos que um mosassauro dá para fora d’água para pegar e comer um tubarão branco que fica pendurado como isca. As famílias ficam fascinadas ao ver dinossauros de todos os tipos e tamanhos caminhando novamente, tudo exibido com segurança para entretenimento dos visitantes.

Mas algo muito maior, com pelo menos 12 metros de altura vai mudar toda a rotina do parque temático. O novo dinossauro, criado nos laboratórios do Jurassic World sob a supervisão do Dr. Henry Wu (interpretado por BD Wong, o mesmo de "Jurassic Park") e patrocinado pelo bilionário Simon Masrani (Irrfan Khan, de "As Aventuras de Pi"). A nova espécie é uma mistura ultrassecreta de DNAs aplicada em um Tiranossauro Rex, que acaba tendo tamanho e força muito maiores e até inteligência. Ele recebe o nome de Indominus rex, sempre viveu no isolamento até que consegue escapar e vai fazer um estrago no parque e em seus visitantes e funcionários.

Mesmo sem abandonar os saltos altos, Claire precisará deixar seu protegido escritório e contar com a ajuda de Owen para tentar parar o gigante assassino. E ainda salvar seus sobrinhos que ficaram perdidos no parque junto com outros animais pré-históricos antes que Indominus rex os encontre. Para piorar o caos, dinossauros e aves pré-históricas também fogem por terra, sobre água e pelo ar, e atacam tudo que veem pela frente.

O filme conta também com a inesquecível música-tema da franquia composta pelo brilhante Michael Giacchino, autor de outros sucessos como "Jornada nas Estrelas", "Os Incríveis", "Ratatouille", "Planeta dos Macacos - O Confronto", "Up: Altas Aventuras", "Missão Impossível 3", "Star Trek - Além da Escuridão" e, mais recentemente, "Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível" (em cartaz) e "Divertida Mente" (que estreia dia 11 nos cinemas brasileiros).


Ou seja, "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros" tem tudo para agradar ao público, como sempre acontece com os filmes de Steven Spielberg. E no final, ressurge um velho conhecido dos fãs de Jurassic Park, que vai fazer toda a diferença e deixar novamente sua marca. O filme é imperdível, uma das grandes estreias do ano, como já era esperado. Fica uns pontinhos atrás do primeiro, que ainda é o melhor de todos, mas vale a pena ser conferido.


Quase um parque de verdade

Para que o parque temático fosse ainda mais real, "Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros" ganhou um site com toda a programação de funcionamento, horário, mapas, tempo de espera das atrações e até valor dos ingressos. Como acontece com os parques da Universal (produtora do filme), em Orlando, na Flórida - o Universal Park e o Isle of Adventure. Boa sacada dos produtores. Clique aqui para ver.


GALERIA DE FOTOS


Ficha técnica:
Direção: Colin Trevorrow
Produção: Universal Pictures/ Legendary Pictures / Amblin Entertainment
Distribuição: Universal Pictures 
Duração: 2h05
Gêneros: Ação/ Aventura / Ficção científica
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4,8 (0 a 5)

Tags: Jurassic_World_O_Mundo_dos_Dinossauros; Jurrassic_Park_Parque_dos_Dinossauros; Universal_Pictures; Steven_Spielberg; Colin_Trevorrow; Chris_Pratt; Bryce_Dallas_Howard; ação; aventura: ficção_científica; Cinema_no_Escurinho

23 julho 2014

"Planeta dos Macacos - O Confronto" é tão bom ou até melhor que o primeiro

Assustador? Então prepare-se para o confronto entre macacos e homens (Fotos: Fox Filmes/Divulgação)

Maristela Bretas

Não havia começado uma análise com uma nota até agora. Mas Andy Serkis (de "O Hobbit: A Desolação de Smaug"), interpretando o macaco Cesar merece um 10 e um Oscar por sua atuação em "Planeta dos Macacos - O Confronto" ("Dawn of the Planet of the Apes"). O filme estreia nesta quinta-feira (24) nos cinemas de BH, mas já desbancou várias outras estreias pelo mundo. E, com certeza, ele é um dos responsáveis pelo sucesso nas bilheterias.



E não é para menos, o filme é tão bom ou até melhor que o primeiro da nova safra - "Planeta dos Macacos - A Origem" (2011). Com mais ação, uma bela fotografia, boas atuações e efeitos especiais, o filme agrada bastante. Nem mesmo o tempo maior - 2h11 - atrapalha. 

As grandes estrelas são os macacos, ou melhor, seus intérpretes, como Toby Kebbell (excelente como Koba), Judy Greer (Cornelia), Karin Konovan (Maurice). Sem desmerecer Jason Clarke e Gary Oldman, vivendo papéis de humanos sobreviventes da quase extinção.

O diretor Matt Reeves soube conduzir bem o enredo, que reforça bons valores praticados pela agora organizada comunidade primata, tais como família, lealdade, lar e principalmente, união. Bom exemplo é a frase dita por alguns deles e ensinada na escolinha símia: "Macaco não mata macaco".


Dez anos após fugirem para as matas, o grupo de macacos geneticamente modificados, liderados por Cesar (Serkis), vive livre e em paz na floresta próxima a San Francisco, sem contato com os humanos. 

Estes enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causada por um vírus criado em laboratório, chamado vírus símio. Os sobreviventes moram em fortalezas e estão em busca de energia para retomarem a normalidade.



Um grupo liderado por Malcolm (Jason Clarke, de "A Hora mais Escura") vai à floresta e tem o primeiro contato com os macacos e seu líder, numa situação nada amistosa.

Enquanto Dreyfus (Gary Oldman, de "Robocop"), líder dos humanos, quer atacar os primatas, Malcolm se torna amigo de Cesar e os dois se unem para tentar impedir o confronto de suas raças. 

Vale a pena conferir. "Planeta dos Macacos - O Confronto" é uma das grandes estreias do ano, exibida também na versão 3D digital.

                                                                                                                                           
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Ficha técnica:
Direção: Matt Reeves
Produção: 20th Century Fox
Distribuição: Fox Filmes
Duração: 2h11
Gênero: Ação/Ficção
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 5 (0 a 5)

Tags: Planeta dos Macacos - O Confronto; Andy Serkis; Gary Oldman; Jason Clarke; Fox Filmes; ação, ficção; Cinema no Escurinho