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24 março 2016

"Batman vs Superman - A Origem da Justiça" tem muito marketing e ação mas história fica a dever

Filme apresenta os dois maiores super-heróis da DC Comics numa batalha arrasa-quarteirão (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Seguindo uma linha muito parecida com a dos filmes do Homem Morcego, "Transformers" e "Vingadores", "Batman vs Superman - A Origem da Justiça" ("Batman vs Superman: Dawn Of Justice") chega aos cinemas no estilo arrasa-quarteirão, tanto de destruição quanto de locais de exibição - 48 salas de 19 shoppings de Belo Horizonte, Betim e Contagem. E logo no início tiros, bombas, explosões, prédios desabando, ataque alienígena e a cena mais que exibida no comercial do Jeep Renegade dominam a tela do cinema. Por sinal, recomendo a versão IMAX que dá mais impacto.

E tudo isso só para apresentar Superman (novamente interpretado pelo bonito mas insosso Henry Cavill) e o mocinho Bruce Wayne (vivido pelo sempre belo e agora envelhecido Ben Affleck) antes de se conhecerem e se tornarem inimigos. A sequência de cenas é de uma destruição quase total da cidade de Metrópolis, relembrando a luta do Homem de Aço contra seu inimigo kryptoniano Zod.


Batman está mais sisudo, amargo e vingativo que em "O Cavaleiro das Trevas" e a sequência "O Cavaleiro das Trevas Ressurge", ambos interpretados por Christian Bale. Affleck, apesar da carinha de "filho criado por vó", ficou bem com aparência de homem mais maduro e mostrando seu lado frio e impiedoso, que bate muuuuuuuuito nos inimigos. Ele escolheu ser um fora da lei em busca de Justiça e, com certeza, é o destaque do filme. Para descontar sua raiva do mundo escolheu Superman como alvo, a quem ele culpa por todo o estrago feito durante sua batalha contra Zod (Michael Shannon).

O Homem de Aço continua o bom moço, sempre presente para salvar as pessoas e, principalmente sua amada Lois Lane (Amy Adams, num papel fraco para seu potencial). Nem que para isso precise derrubar prédios e causar pânico geral. Henry Cavill não está muito diferente do personagem feito por ele no primeiro filme. Com a mesma cara inerte de "Homem de Aço" (2013) e "O Agente da U.N.C.L.E." (2015). Rindo ou fazendo sexo com Lois, a falta de expressão é a mesma. Muito bonito mas seu personagem só ganha força quando resolver deixar a versão Clark Kent mosca morta e partir "para o pau".  Mesmo assim, apesar dos superpoderes, ele é o que mais apanha no filme (e como apanha!).

Assim como Batman, ele também carrega seus fantasmas e a mágoa por ser acusado da destruição de sua cidade no passado. Duas figuras opostas, dois heróis com posturas diferentes mas com o mesmo objetivo - acabar com a criminalidade em suas cidades e salvar a raça humana. Em meio à luta contra o crime era certo que os dois se enfrentassem uma hora. E a batalha é eletrizante, sobram efeitos especiais e porrada. Uma luta entre o deus extraterrestre e o homem com sua armadura quase robótica que muda as características do personagem.

Enquanto eles brigam, o verdadeiro vilão - Lex Luthor (Jesse Eisenberg, de "American Ultra") - dá um chapéu em todo mundo e corre por fora, provocando caos e destruição por onde passa. Em "Batman vs Superman" ele é um vilão no estilo "motorzinho de dentista", que inferniza os heróis e faz o possível para acirrar o ódio entre eles. O ator adotou uma aparência diferente para o gênio do mal - falante demais, com roupas despojadas, mas que ficou aquém do que se esperava para o pior inimigo do Homem de Aço, que no passado foi interpretado por Gene Hackman em "Superman 1, 2 e 4". Apesar de caricaturado às vezes, ele dá conta do recado. Eisenberg é jovem demais, no entanto para o papel, uma vez que ele e Superman teriam a mesma idade terráquea.

Os fãs que me perdoem, mas a israelense Gal Gadot, apesar dos muitos elogios sobre sua escolha como Diane Prince/Mulher-Maravilha não me convenceu ainda. Uma morena muito bonita, com corpão que vai fazer a alegria do público masculino e que despontou na franquia "Velozes e Furiosos". Mas nem por isso ela tem o carisma e o brilho que a personagem exigia para a primeira aparição entre os super-heróis, antes do lançamento de seu filme, previsto para junho de 2017. Isso se não for comparada com a simpática atriz americana Lynda Carter, que fez o papel da heroína amazona no seriado de TV Mulher-Maravilha, entre 1976 e 1979.

No elenco estão ainda Diane Lane (Martha Kent, mãe e Clark), Laurence Fishburne (Perry White), Jeremy Irons (mordomo Alfred), Holly Hunter (senadora Finch) e uma aparição rápida de Kevin Costner, como Jonathan Kent, pai de Clark. "Batman vs Superman - A Origem da Justiça" é um ótimo filme para quem quer ver muita ação com super-heróis da DC Comics. E abre caminho para as próximas produções da Warner já em andamento, como Liga da Justiça - Parte 1, que trará outros integrantes do grupo citados neste filme como Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller).

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O filme tem de tudo um pouco - muita ação, excelentes efeitos especiais e pirotécnicos, drama, romance, pancadaria, tiros explosões e, claro, atitudes heroicas do início ao fim. E para colocar tudo em 2h32 de duração, o diretor Zack Snyder, quase um discípulo de Michael Bay, monta uma verdadeira colcha de retalhos, com muita ação para explicar a escassez de diálogos, cenas em excesso de sonhos e imagens do passado que se confundem com as do presente. Mas isso não é o suficiente para tirar o interesse. Vale a pena conferir. "Batman vs Superman" está em exibição nas versões dublada e legendada, em formatos 2D, 3D e IMAX.



Ficha técnica:
Direção: Zack Snyder
Produção: Warner Bros. Pictures / DC Entertainment / Syncopy / Dune Entertainment 
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h32
Gênero: Ação
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3,8 (0 a 5)

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17 novembro 2017

DC Comics acerta na receita e entrega uma "Liga da Justiça" que vale a pena assistir

Batman, Superman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Cyborg se juntam para defender o planeta contra um novo ataque alienígena (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


O entrosamento dos atores é muito bom, a história deixa a escuridão e os becos e ganha cor e espaços abertos, tem ação (muita ação) e todos os heróis fazem bem a lição de casa. E ainda tem piada, coisa comum nos filmes da Marvel que a DC começou a adotar para seus personagens nas produções cinematográficas. E deu certo. "Liga da Justiça" ("Justice League") é um bom filme, divertido, dinâmico, com ótimos efeitos visuais, um time de super-heróis que convence e agrada bem e uma ótima trilha sonora.

A produção também tem seu lado saudosista ao relembrar fatos das histórias dos quadrinhos, como a disputa entre Flash ou Superman de quem é o mais veloz. E alguns diálogos de situações de filmes passados, como Alfred lembrando Bruce Wayne o tempo em que os inimigos eram apenas pinguins.  Os destaques ficam para as atuações de Gal Gadot como Diana Prince/Mulher Maravilha, Ezra Miller, no papel de Barry Allen/Flash, e Ben Affleck, o ainda Batman, que pode ser trocado nas próximas produções. Como "Liga da Justiça" começa de onde parou “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, aconselho assistir este primeiro para entender melhor a história de como começou a formação do grupo.


A produção que contou com duas direções - Zack Snyder, que se afastou por problemas pessoais, e Joss Whedon que entrou em seu lugar - surpreende, diverte e agrada. E já está sendo considerada por muitos (eu inclusive), muito melhor que “Batman vs Superman”. Deixa de lado o cenário sempre sombrio de Batman para ganhar as cores de Mulher Maravilha e Flash. O mundo submarino de Aquaman (Jason Momoa) deverá ser mais explorado no filme solo do herói, com estreia marcada para dezembro de 2018.

O filme tem a preocupação de explicar os novos integrantes da Liga da Justiça, de forma a colocá-los na história que vai unir o grupo. Mas às vezes fica confusa a passagem de um para outro. Só mesmo um filme sobre cada um, como ocorreu com as três principais estrelas - Batman, Superman (Henry Cavill) e MM, para entender melhor.

No caso de Flash, a série de TV da Warner, é uma boa aula para quem não conhece este personagem do Universo DC. Mas não espere as mesmas características de Grant Gustin (o ator da série). Ezra Miller entrega um Flash bem diferente mas muito simpático, divertido e com uma conduta oposta a de seus colegas de lutas.

Não tinha muita expectativa com Jason Momoa como Aquaman/Arthur Curry, mas ele agradou beeeeem, até mesmo como ator. O mais fraco de todos é Ray Fisher, que interpreta Cyborg/Victor Stone. Sozinho não é marcante, mas quando vai para a batalha com o grupo entrega o super-herói esperado e dá seu recado. O elenco conta ainda com Amy Adams como a repórter Lois Lane, agora uma quase viúva de Clark Kent/Superman, e Diane Lane no papel de Martha Kent, mãe de Clark.

O inimigo também não é maior dos vilões. Está mais para aquele ladrão de galinha que aproveita que o cachorro do sítio não está para fazer a festa, mas não sabe o que fazer quando ele volta. É assim com o Lobo da Estepe (interpretado por Ciaran Hinds). Foi só o Homem de Aço voltar para o bandido mostrar sua fraqueza. Não chega aos pés de Tanus, o terror dos mocinhos da Marvel, mas garante boas cenas de batalhas. Por sinal, o retorno de Superman também é bem surpreendente e dinâmico.

A história começa a partir da morte de Superman e apresenta um Bruce Wayne/Batman cheio de culpa (o que não é novidade), investigando um novo possível ataque de alienígenas. Ao seu lado ele só tem o fiel mordomo Alfred (o ótimo Jeremy Irons) e Diana Prince/Mulher Maravilha. Para combater o inimigo que está chegando ele sai pelo mundo recrutando um time de meta-humanos, cada um com seu poder - Aquaman, Cyborg e Flash Vão se juntar às estrelas para tentar salvar a Terra do ataque do vilão de chifres e seus robôs voadores que se alimentam do medo das pessoas.

Enfim, a DC Comics conseguiu, pela segunda vez neste ano - a primeira foi com "Mulher Maravilha" - acertar o passo e entregar um bom filme. Resta saber se este formato vai persistir nas próximas produções previstas - "Mulher Maravilha 2" e "Aquaman". É esperar para ver. Para os mais afoitos, vale lembrar que "Liga da Justiça" tem duas cenas após o final, uma logo no início dos créditos, sem muita importância, e a outra, esta sim, no final de toda a lista, que faz a ligação com outras futuras produções.


Números da estreia

A expectativa para a estreia era tanta que a Warner Bros. Pictures anunciou que "Liga da Justiça" bateu todos os recordes de bilheteria possíveis em sua estreia no Brasil, ocorrida dia 16. O longa arrecadou mais de R$ 13,1 milhões em seu primeiro dia em cartaz no país, números que o colocam, segundo a produtora, como o maior dia de abertura de cinema de todos os tempos no Brasil, batendo o antigo líder “Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”.

Esta arrecadação na estreia também coloca "Liga da Justiça" como o maior dia de abertura de um filme de super-heróis, ultrapassando “Capitão América: Guerra Civil”; maior dia de abertura histórica da Warner Bros. Pictures, que antes era liderada por “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”; maior dia de abertura geral de 2017, na frente de “Velozes e Furiosos 8”.




Ficha técnica:
Direção: Zack Snyder
Produção: DC Comics / Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures Brasil
Duração: 2 horas
Gêneros: Ação / Ficção
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4,2 (0 a 5)

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21 março 2021

"Liga da Justiça - Snyder Cut" é um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos tempos

Muitas batalhas, grandes efeitos e histórias detalhadas dos personagens menos conhecidos (Fotos: HBO Max/Divulgação)

 

Maristela Bretas


Esqueça a primeira versão de "Liga da Justiça" dirigida por Joss Whedon. Apesar das quatro horas de duração, a que vale é a tão esperada de Zack Snyder que entrega um filme com muita ação, emoção e batalhas épicas, apesar de exagerar nas cenas em slow motion. Virou até piada entre alguns fãs, que alegam que a longa duração foi por causa da câmera lenta em várias lutas. 
 
"Snyder Cut" entrega o que se esperava de uma boa produção de super-heróis da DC Comics, depois de algumas decepções como "Batman vs. Superman: A Origem da Justiça" (2016), do mesmo Snyder, e da famosa frase "Salve Martha". Não fosse a batalha final, com a participação da Mulher Maravilha, o estrago seria ainda maior.


Na sequência, "Liga da Justiça" (2017) alivia a decepção, mas assistindo "Snyder Cut" é que a gente percebe como o anterior ficou com cara de filme de heróis bonzinhos, com final feliz e sem impacto. Até as cenas do epílogo são mornas perto das novas. Faltou no primeiro um "smash, smash" que até o Hulk fez melhor com  Loki em "Os Vingadores" (2012), da Marvel, dirigido também por Whedon.
 

Aí chega Zack Snyder com sua versão inicial e arrasa quarteirão desde a abertura até a última cena, sem dó de mostrar lutas sangrentas, heróis complexos e com dramas, sempre familiares e mal resolvidos, mas que se unem em defesa da Terra contra os vilões Steppenwolf (Lobo da Estepe), De Saad e o líder Darkseid. 
 


Aquaman (Jason Momoa), Ciborgue (Ray Fisher) e até mesmo o Flash (Ezra Miller), com seu humor e simpatia, se mostram mais sombrios e atormentados por questões particulares mal resolvidas. Até a Mulher Maravilha (Gal Gadot) expõe seu lado de guerreira amazona e se iguala em participação e poder aos personagens masculinos. 
 
Se no primeiro filme, o colorido das roupas dela e de Flash quebram a escuridão do mundo de Batman, neste os tons escuros predominam, retomando uma característica mais dark do Universo DC. Outro ponto que foi perdido na edição de 2017 com a mudança de direção.


O Batman de Ben Affleck mudou pouco, manteve seu lado sombrio e, apesar de ser o líder da Liga, ficou quase como um coadjuvante na produção de Snyder. Quem dá show é o Superman de Henry Cavill com o traje preto e sangue nos olhos. Espetáculo em todos os sentidos. E olha que ele só apareceu mais no final para fechar a fatura. Algumas cenas são de arrepiar. Por sinal, Cavill, Affleck e Momoa formam um time de tirar o fôlego.
 
 
Na nova versão, Flash e Ciborgue ganham mais espaço que os heróis mais famosos e suas histórias são contadas com mais detalhes, assim como de outros, um segundo ponto importante que faltava. Isso ajuda a entender a origem de cada um e facilita para quem não assistiu aos filmes-solo de alguns deles, como "Mulher Maravilha" (2017) e "Aquaman". 
 
Flash também vai ganhar seu próprio filme, com estreia prevista para 2022, com Ezra Miller retornando ao papel do homem mais rápido do mundo. Já o Ciborgue perdeu em tudo, a começar pelo ator Ray Fisher que deixou o papel, e até o momento os estúdios estão descartando uma produção para breve sobre o herói cibernético.
 

  
"Liga da Justiça - Snyder Cut", mesmo utilizando muitas partes da versão anterior, é quase um filme novo, muito melhor, mais bem feito, sem saltos que deixam o espectador sem entender como surgiram algumas situações. Vendo este agora fica parecendo que o primeiro foi feito por Whedon para cumprir tabela e acabar logo, depois de pegar o carro andando. E acabou impondo seu estilo "Vingadores" de ser, o oposto de Zack Snyder que se afastou da direção por problemas familiares. 
 


Mas faltou falar sobre os efeitos visuais de "Snyder Cut". Simplesmente incríveis, o filme é o melhor de todos do diretor, pois conseguiu aproveitar e explorar bem os superpoderes e as histórias de cada herói, especialmente os menos conhecidos, destacou o lado emocional de cada um. O que o diretor fez foi um novo filme, acrescentou não só muitas e melhores cenas, mas também mais personagens, deu uma nova perspectiva e criou uma narrativa mais envolvente, apesar de mais pesada.


Foram quatro horas bem aproveitadas em frente à telinha da TV, com um filme dividido em seis partes. O diretor Zack Snyder pode dormir tranquilo, pois realizou uma de seus melhores trabalhos, talvez o melhor com os super-heróis do universo DC, respeitando os quadrinhos e os fãs. E apontou para o que seria o último filme da trilogia planejada inicialmente pelo diretor e que, em princípio, está adiada. 
 
"Liga da Justiça - Snyder Cut" pode ser alugado em várias plataformas digitais: Now, AppleTV, Claro, Google Play, Playstation, Sky Play, UOL Play e Vivo Play. Inesquecível e imperdível.


Ficha técnica:
Direção: Zack Snyder
Exibição: Plataformas digitais por aluguel
Produção: HBO Max / DC Comics
Duração: 4h02
Classificação: 16 anos
País: EUA
Gêneros: Ação / Aventura / Fantasia
Nota: 4,8 (de 0 a 5)

16 dezembro 2020

"Mulher-Maravilha 1984" é um filme de desejos, medos e seres humanos

 

Gal Gadot retorna a seu papel de super-heroína e entrega outra grande produção (Fotos: Clay Enos/ DC Comics)

Maristela Bretas


Patty Jenkins e Gal Gadot provam mais uma vez que duas mulheres inteligentes e engajadas fazem a diferença. "Mulher-Maravilha 1984" não é mais um filme de super-heroína, mesmo com toda a ação, efeitos visuais fantásticos, ótimas batalhas e grandes vilões. A famosa personagem que usa um maiô dourado, vermelho e azul entrega um filme que explora sentimentos, medos e, principalmente, desejos. Coisas comuns dos seres humanos, mas que agora atingem uma das maiores guerreiras de Themyscira.

A esperada produção apresenta um equilíbrio pouco visto nos demais personagens da DC Comics, com a Mulher-Maravilha novamente interpretada pela bela e carismática Gal Gadot, dividindo o espaço quase que em igualdade com seus dois arqui-inimigos: Mulher-Leopardo (Kristen Wiig) e Max Lord (Pedro Pascal). Difícil dizer quem está melhor. 
 

Não espere ver apenas lutas da heroína contra os excelentes vilões. O forte de todo o enredo é o desejo, para o bem ou para o mal, que move o ser humano. Diana Prince, mesmo sendo uma semideusa não escapa de sucumbir a seu mais profundo desejo - o de ter de volta seu grande amor, Steve Trevor (Chris Pine), morto na 1ª Grande Guerra ("Mulher-Maravilha”- 2017).

E é assim que os fãs vão poder ver o belo e apaixonado casal junto novamente. Mas como Superman, Trevor é a criptonita de Diana. O público vai conhecer também a mulher fragilizada e quase sem poderes, capaz de sangrar e de se ferir, mas nunca de deixar de amar seu piloto e a humanidade, por pior que ela seja.
 

Se uma guerreira não resiste a ter um desejo realizado, não seriam os pobres mortais como Bárbara Minerva (Kristen Wiig) e Maxwell Lord (Pedro Pascal) que ficariam ilesos. E tudo isso graças a uma misteriosa pedra do passado. E não só eles, mas todos que são expostos a ela. 
 
Wiig (de "Perdido em Marte" - 2015 e "Caça-Fantasmas" - 2016) arrasa na transformação de Bárbara, uma pesquisadora desleixada e quase invisível ao mundo numa poderosa e atraente mulher, mas sem sentimentos. Para depois se tornar a Mulher-Leopardo, com poderes semelhantes aos da Mulher Maravilha. Ela está demais, sem ser caricata.


Mas é em Pascal que estão concentradas todas as ações do filme e ele entrega um vilão excelente, sem ser caricato. O ator, conhecido por papéis em sucessos como as séries "Narcos" (2015 a 2017), da @Netflix, e "The Mandalorian", em exibição na @Disney+, interpreta o empresário de boa lábia, mas falido que se torna o homem mais poderoso do mundo. Ele muda comportamento e feições, sem alterar sua aparência ou usar fantasia, como acontece com muitos vilões dos quadrinhos. Seu mal é interior, faz parte da essência dos seres humanos - a ganância.
 


O filme traz de volta também duas grandes atrizes do primeiro filme - Robin Wright, como Antíope, e Connie Nielsen, a rainha Hippolyta, mãe de Diana. Apesar da participação apenas no início, elas representam os valores que vão guiar Diana por toda a sua vida e fazer a diferença na luta contra os inimigos. 
 

Mas e os efeitos visuais? Claro que estão bem presentes e como era esperado, excelentes e com muita destruição, mas sem matança e sangue jorrando. Uma característica da Mulher-Maravilha que, como ela mesma diz, não gosta de armas. O laço dourado é seu aliado contra os bandidos. Tudo se resolve com charme, um sorriso, uma piscada ou uma boa briga. Tem também perseguição com tanque, só para ficar diferente.


 
A ótima trilha sonora foi acertadamente entregue ao grande Hans Zimmer, responsável por sucessos como "Batman vs Superman - A Origem da Justiça" (2016), que conta também com a Mulher-Maravilha no elenco, "Dunkirk" (2017), "O Rei Leão" (2019) e outros inúmeros sucessos para o cinema. Não poderia ficar de fora a música tema.

 


Gal Gadot está mais madura, segura de seu papel como super-heroína e símbolo da força das mulheres. E encontrou em Jenkins, também roteirista do filme, a parceira ideal para apresentar esta personagem inspiradas nos quadrinhos da DC Comics. As duas também são produtoras do filme, juntamente com Zack e Deborah Snyder e Charles Roven.


"Mulher-Maravilha 1984", assim como a primeira, é outra grande produção e merece ser assistida no cinema, tomando as devidas medidas de segurança: use máscara durante toda a exibição e não esqueça o álcool gel antes e depois da sessão.
 


Ficha técnica:
Direção:
Patty Jenkins
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h30
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: Ação / Aventura /Fantasia
Nota: 5 (de 0 a 5)

Tags: #MulherMaravilha1984, #MM84, #WW84, #WarnerBrosBrasil, #GalGadot, #PattyJenkins, #MulherLeopardo, #KristenWiig, #PedroPascal, #DCComics, #ação, #EspacoZ, #cinemanoescurinho, @cinemanoescurinho



04 agosto 2022

A bordo de um "Trem Bala", uma matança geral com humor sarcástico, sob o comando de Brad Pitt

Filme tem uma trama com histórias entrelaçadas de vinganças, traições e elenco caro (Fotos: Scott Garfield/Divulgação)


Maristela Bretas


Muito sangue, tiros, porrada e bombas, com piadinhas no estilo americano e um elenco caro. Tudo isso está no filme "Trem Bala" ("Bullet Train"), que traz Brad Pitt ("Era Uma Vez Em... Hollywood" - 2019) como protagonista, comandando quase toda a ação e o Japão como pano de fundo. 

O longa se passa na maior parte do tempo dentro de um trem bala (por isso o nome) japonês, com algumas cenas externas dos trilhos e estações e nos flashbacks que vão explicando a trama. A estreia nos cinemas brasileiros é nesta quinta-feira.


Com uma trilha sonora de canções americanas como "Stayin' Alive", do Bee Gees, cantadas em versão nipônica (que agradam), e piadinhas nem sempre engraçadas, especialmente as de Brad Pitt, "Trem Bala" explora o ritmo frenético para contar várias histórias interligadas, com muita ação, o tempo todo. 

Pitt está muito bem no papel, não tem um momento de sossego. Mas o melhor da trama é a dupla de irmãos Tangerina e Limão, formada respectivamente por Aaron Taylor-Johnson ("Vingadores - A Era de Ultron" - 2015) e Brian Tyree Henry ("Eternos" - 2021). Eles são tão atrapalhados e mortais que conseguem fazer rir até quando estão matando alguém.


Destaque também para as atuações de Joey King "("Despedida em Grande Estilo" - 2017 e da série "The Act"), como a "inocente" Prince, e do ator japonês Hiroyuki Sanada, conhecido do público brasileiro por trabalhos como "Army of the Dead: Invasão em Las Vegas" (2021), "Vingadores: Ultimato" (2019) e a participação em temporadas da série "Westword". 

O elenco conta ainda com Michael Shannon ("Batman Vs Superman - A Origem da Justiça" - 2016) e Logan Lerman, que ganha menções engraçadas de Tangerina e Limão por seu papel nos filmes do herói Percy Jackson ("Ladrão de Raios" - 2010 e "Mar de Monstros" - 2013).


No filme, Ladybug/Joaninha (Brad Pitt) é um assassino azarado, determinado a fazer seu trabalho pacificamente depois de muitas missões saírem dos trilhos. Quase desistindo de sua carreira, ele é recrutado por Maria Beetle (Sandra Bullock) para roubar uma maleta misteriosa em um trem-bala indo de Tóquio para Morioka. 

Porém, nesta última missão, Ladybug terá de enfrentar a bordo do trem, assassinos de várias partes do mundo que querem a maleta e vingança entre eles por crimes passados em que estiveram envolvidos. 


Ou seja, além de muita pancadaria, a matança é geral. E a versão zen de Brad Pitt só quer sair dali e viver em paz, mas terá de descobrir como se manter vivo até o final da viagem, usando seus conhecimentos de matador e sem pegar em armas.

O público pode escolher a modalidade de homicídio, tem um pouco de cada: tiros, espadas, facas, serras elétricas, sufocamento, quedas e muito, muito sangue jorrando. O excesso de violência é aliviado com humor sarcástico. Há sempre uma piada ou um comentário cômico antes de uma luta ou morte. Bem no estilo do diretor David Leitch, responsável por sucessos como "Deadpool 2" (2018), "Velozes & Furiosos - Hobbs & Shaw" (2019) e "Atômica" (2017).


Sandra Bullock tem uma aparição relâmpago no final, apesar de conversar o tempo todo com Brad Pitt ao telefone. Se o público ficar atento e não piscar os olhos poderá perceber que até Ryan Reynolds também surge no longa. Ou seja, muitas estrelas que não foram bem aproveitadas em "Trem Bala", o que deixa a desejar. 

O filme poderá agradar aos fãs do estilo de filme de ação de Leitch. Até mesmo um trailer cômico foi produzido para divulgação da produção com narração do locutor de futebol Silvio Luis. "Olho no lance" e clique aqui para conferir.


Ficha técnica:
Direção: David Leitch
Produção: Sony Pictures / CTB
Distribuição: Sony Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h07
Classificação: 16 anos
País: EUA
Gêneros: ação, suspense

01 junho 2017

"Mulher Maravilha" arrasa-quarteirão e redime DC de erros passados

Produção sobre a super-heroína esbanja cor, efeitos especiais e a simpatia da atriz Gal Gadot (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Finalmente a DC se encontrou e mostrou que tem potencial para disputar de igual para igual com a Marvel na grande tela. "Mulher Maravilha" ("Wonder Woman") é um filmaço, esbanjando bom astral e simpatia da personagem interpretada por Gal Gadot (confesso que não colocava muita fé na atriz para este papel) e de seu apaixonante parceiro Chris Pine ("Star Trek - Sem Fronteiras"), no papel do piloto Steve Trevor.


O clima sombrio dos filmes do Homem Morcego deu lugar a um ambiente de muita cor e sol, com belas locações como a da ilha de Diana, no Sul da Itália. Até mesmo a nublada Londres tem versões diferentes, quando vista pelos olhos de Diana e Steve Trevor. Mas a produção foi um giro de 360 graus da DC e da Warner, depois da pouca aceitação de "Batman vs Superman - a Origem da Justiça", onde a Mulher Maravilha faz sua primeira aparição, e de um bem prejudicado "Esquadrão Suicida", ambos de 2016.


Gal Gadot fez por merecer o papel de Diana Prince/Mulher Maravilha, que segundo entrevista dada por ela, não sabia que era o da protagonista quando fez os testes para o filme. E incorporou a super-heroína dos pés à cabeça, como um dia o fez Linda (de nome e de rosto) Carter, a Mulher Maravilha do seriado de TV dos anos 70 e 80. Mostrou uma Diana forte na luta e nas decisões que toma, mas ao mesmo tempo sensível ao sofrimento das vítimas da guerra, equilíbrio conquistado graças à direção de Patty Jenkins.


Muitos espectadores não sabem, mas Gadot estava grávida de cinco meses do segundo filho quando precisou regravar algumas cenas externas, até de lutas, para o estúdio de Londres. Um pano verde foi usado pela turma dos efeitos especiais para "photoshopar" a barriga da atriz. Não dá para acreditar, ficou perfeito. Os efeitos visuais são responsáveis também pelas melhores partes dos filmes, usados em grandiosidade principalmente nas batalhas.


Chris Pine dispensa comentários, sempre bem e lindo, faz a mulherada se derreter na cadeira com seu olhar. Fez o par ideal da protagonista e é sempre um chamariz de público. Mais um ponto positivo para diretora na escolha do elenco, que conta ainda com Connie Nielsen (Hipólita, mãe de Diana), Robin Wright (a guerreira amazona Antíope), Danny Huston (o coronel nazista Ludendorff) , David Thewlis (o oficial britânico Sir Patrick) e Elena Anaya (Dra. Maru).


A adaptação dos quadrinhos começa na origem da Mulher Maravilha, na infância de Diana, uma princesa que vivia numa ilha paradisíaca junto com sua mãe e outras centenas de amazonas. Treinada para ser uma guerreira invencível mas totalmente ingênua sobre os perigos do mundo dos homens, ela acaba descobrindo que um grande conflito ameaça o mundo quando o piloto americano Steve Trevor cai com seu avião nas areias da costa. 


GALERIA DE FOTOS

Convencida de que é capaz de vencer a ameaça de destruição causada por Ares, deus da Guerra, Diana deixa a ilha com Trevor. E é no front, junto com outros soldados que estão lutando na Primeira Guerra Mundial, que ela vai descobrir todos os seus poderes e seu verdadeiro destino.


A trilha sonora composta por Rupert Gregson-Williams (o mesmo de "A Lenda de Tarzan" e "Até o Último Homem") conta com as eletrizantes "Wonder Woman's,  Wrath" (música-tema da heroína), e "Action Reaction", além de "To Be Human", interpretada em parceria por Sia e Labrinth.


Sem desmerecer os comentários e críticas de que se trata de uma produção filme que ressalta o empoderamento das mulheres e coisas do gênero, "Mulher Maravilha" é para ser curtido como um ótimo blockbuster, com muita ação, explosões, tiros e porrada, sem precisar de uma análise socio-psicológica-ambiental-feminista e mimimis afins. Vá ao cinema e saia de lá elétrico, de queixo caído e dizendo "doidimais!","duca!", "filmaço!". É uma grande aposta da Warner para este ano, que inclusive usou o elenco feminino da série de TV "Supergirl" num comercial chamando para o filme. Clique aqui para ver.

PS: Não espera por cenas pós-crédito chamando para "Liga da Justiça", próxima produção que a super-heroína aparece. Faz parte do roteiro.



Ficha técnica:
Direção: Patty Jenkins
Produção: DC Entertainment / Atlas Entertainment / Wanda Pictures / Cruel and Unusual /Tencent Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h21
Gêneros: Ação / Aventura / Fantasia 
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 5 (0 a 5)

Tags: #MulherMaravilha #WonderWoman #GalGadot #ChrisPine #PattyJenkins #acao #aventura #fantasia #superheroi #DianaPrince #SteveTrevor #WarnerBrosPictures #DCComics #LigadaJustiça #CinemanoEscurinho

05 fevereiro 2017

"Estrelas Além do Tempo" - negras, competentes e grandes mulheres

Produção é baseada na história real de três mulheres que foram essenciais para o sucesso do programa espacial norte-americano (Fotos: 20th Century Fox/Divulgação)

Maristela Bretas


O ano é 1961. Os Estados Unidos brigam com a Rússia pelo domínio do espaço e o que é pior, o astronauta Yuri Gagarin chega antes para desespero do alto escalão do governo e da NASA. Nem mesmo reunindo os melhores cientistas, matemáticos e especialistas em engenharia espacial as tentativas funcionam. Foram necessárias três geniais mulheres e ainda por cima negras, num país extremamente racista, para colocar os norte-americanos na frente de seu maior inimigo.

E é a história deste trio de especialistas, cada uma em sua área, que sofreu preconceitos de todo tipo para provar seu valor, que conta o filme "Estrelas Além do Tempo" ("Hidden Figures"). Baseado em fatos reais adaptados da obra de outra mulher, Margot Lee Shetterly, a produção está na disputa do Oscar 2017 como "Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.

O trio genial e em perfeita sintonia é formado por Taraji P. Henson, Octavia Spencer e Janelle Monáe, que interpretam a matemática Katherine Johnson, a especialista em mecânica e eletrônica Dorothy Vaughn e a engenheira Mary Jackson, respectivamente. Três grandes amigas que conseguem trabalhar na NASA, mas enfrentam o preconceito, assim como outras negras. Elas desenvolvem projetos, mas ficam isoladas em um galpão destinado à sua raça, sem poderem ocupar cargos melhores e ainda tendo de brigar por seus direitos contra chefes brancos, racistas, prepotentes e incompetentes.

As oportunidades de trabalharem no principal programa espacial começam a surgir, mas Katherine, Dorothy e Mary têm de brigar em dobro para provarem sua competência e se tornarem peças essenciais na conquista do espaço. Taraji P. Henson está excelente no papel da matemática que precisa enfrentar desprezo e ataques dos colegas, como Paul Stafford (Jim Parsons). Apenas o diretor do programa espacial Al Harrison (Kevin Costner) passa a lhe dar valor ao perceber sua capacidade para cálculos matemáticos. Parsons ainda vai demorar para perder em filmes sérios a cara de Sheldon, de "The Big Bang Theory". Ele e Costner estão bem em seus papéis, mas funcionam literalmente como suportes para Taraji brilha na produção

Não menos diferente como trampolim está Kirsten Dunst. Sua atuação é mediana e quando   aparece é para destacar a interpretação de Octavia Spencer, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Jeanelle Monáe, proporcionando bons momentos cômicos e mostrando também que é boa de briga - uma mulher negra que quer ser engenheira e precisa ir à justiça para estudar numa escola só para brancos.

Além do excelente elenco principal, o diretor Theodore Melfi fez um ótimo trabalho na escolha do figurino e na reconstituição de época, o que aumenta o prazer de assistir "Estrelas Além do Tempo". Trata-se de um filme que, apesar de muitas explicações técnicas sobre o funcionamento do projeto espacial, soube explorar bem o período em que acontece - Guerra Fria, mulheres e negros lutando por seus direitos e tentando conquistar espaço numa sociedade preconceituosa.

E se todos esses pontos já não bastassem, o filme ainda conta com uma bela trilha sonora, entregue ao premiado Hans Zimmer (responsável por mais de 130 sucessos no cinema, entre eles, a saga "Piratas do Caribe", "Interestelar" e "Batman vs Superman - A Origem da Justiça") e Pharrell Williams , que também é um dos produtores (responsável pelo sucesso "Happy", de "Meu Malvado Favorito").

Imperdível, "Estrelas Além do Tempo" é outro grande filme de 2016 que tem tudo para agradar, inclusive na abordagem da questão racial, expondo situações absurdas que as personagens originais tiveram de enfrentar como correr quase 2 quilômetros para ir ao banheiro destinado somente às negras. Val a pena conferir.


Ficha técnica:
Direção e produção: Theodore Melfi
Produção: 20th Century Fox
Distribuição: Fox Film do Brasil
Duração: 2h06
Gêneros: Drama / Biografia
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 4,5 (0 a 5)

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