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18 maio 2020

"Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips" une heróis e vilões contra super demônios

Produção conclui o universo animado da DC Comics baseado na fase dos Novos 52 (Fotos: Warner Bros. Animation/Divulgação)

Jean Piter Miranda


No futebol existe um ditado: "A melhor defesa é o ataque". Isso também é utilizado hoje em dia no MMA (artes marciais mistas). Na prática, a gente sabe que não é bem assim. Quando você ataca, sua defesa fica um tanto vulnerável. E vice e versa. Em se tratando de estratégia, muitas vezes o inimigo baixa a guarda esperando que você ataque para então te atingir com um contragolpe. E é bem isso que a gente vê em "Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips", a nova animação da DC Comics.



Tudo começa quando o Superman convoca toda a Liga da Justiça para atacar o planeta Apokolips, governado por Darkseid. A ideia não parece muito boa, já que o supervilão é um dos maiores e mais fortes inimigos que o grupo já enfrentou. A justificava do Homem de Aço é razoável: Darkseid tem destruído e conquistado centenas de planetas, usando exércitos de parademônios. E ao que tudo indica, a Terra é o próximo alvo.


Juntos, eles podem derrotar o tirano. Os parademônios são vistos como problemas menores, uma vez que a Liga já enfrentou e venceu esses seres. E Batman dá o aval. “Sabemos quais são seus pontos fracos”. Então, todos seguem para Apokolips.

Os Jovens Titãs e a Liga da Justiça vão ao encontro de Darkseid, mas o vilão estava preparado. Os tais super demônios estavam muitos mais fortes e os heróis foram massacrados. Muitas baixas e alguns sobreviventes. E aí que começa a história.



John Constantine precisa reunir os sobreviventes para atacar o vilão antes que o que sobrou da Terra vire cinzas. Superman, Ravena, Robin, Etrigan e até mesmo membros do Esquadrão Suicida se juntam para encontrar uma forma de voltar à Apokolips.

Embora sejam muitos personagens e muitos acontecimento, o filme transcorre bem. Num ritmo muito bom. As histórias dos personagens não são aprofundadas. Mas nem precisa. Dá pra entender a origem e o propósito de cada um na trama. Cada tem sua importância.



As cenas de ação são muito boas. Tem muita porrada e sangue e é até violento se comparado com os outros filmes de animação. Mas isso não é ruim. Na verdade, funciona como um diferencial positivo. Somado a um clima de tensão de um grupo reduzido, enfraquecido e traumatizado que vai precisar enfrentar justamente o vilão que venceu e humilhou os heróis mais fortes do universo.

Ravena, seu pai Trigon e Constantine são os protagonistas, mesmo com Batman, Mulher-Maravilha, Superman, Lanterna Verde, Shazam, Flash, Cyborg e Aquaman no filme. O que deixa a história bem mais interessante.



O nível de dificuldade do vilão, as perdas, os mundos destruídos e as limitações dos heróis que sobraram trazem a sensação constante de que nada mais pode ser feito, e que a guerra já está perdida. Não dá pra fazer previsões. O desenrolar da história traz muitas surpresas que certamente vão agradar em muito aos fãs.

"Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips" está disponível em Blu-Ray nos Estados Unidos e online pelo Google Play para o resto do mundo. O filme dá sequência à animação "Liga da Justiça Sombria", de 2017, e encerra o universo estendido das animações da DC Comics baseadas na fase dos Novos 52.



Ficha técnica:
Direção: Matt Peters e Christina Sotta
Produção: Warner Bros. Animation
Distribuição: Warner Home Video
Duração: 1h30
Gêneros: Ação / Animação
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #LigaDaJustiçaSombriaGuerraDeApokolips, @DCComics, @WarnerBrosAnimation, #ação, #aventura, #Superman, #Batman, #LigaDaJustiça, #MulherMaravilha, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

06 fevereiro 2020

"Aves de Rapina" consagra Margot Robbie como a Arlequina dos quadrinhos

Margot Robbie é a alma do filme, que tem tudo para ser mais um sucesso de bilheteria (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Divertido, com muita ação e já provocando polêmica por entregar um filme baseado nas HQs, mas com uma visão feminina, "Aves de Rapina e sua Emancipação Fantabulosa" ("Birds of Prey and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn") estreia nesta quinta-feira nos cinemas e é ótimo. Novamente, os vilões da DC Comics entregam uma boa produção que tem tudo para ocupar a liderança nas bilheterias. Sem contar que vem embalada pelo sucesso estrondoso de "Coringa", que faturou prêmios em vários festivais e disputa a categoria de Melhor Filme do Oscar 2020.


Apostar num filme solo da namorada do maior inimigo do Batman foi um risco que os estúdios resolveram apostar. Especialmente porque Arlequina e a trilha sonora foram os únicos pontos que mereceram elogios do esquecível "Esquadrão Suicida" (2016). Tanto que a nova película nem toca na história do antecessor, quando a vilã foi apresentada ao público que não a conhecia dos quadrinhos. 

Um grupo de mulheres foi responsável por criar a arrasadora vilã  e dar à produção uma visão feminina a Aves de Rapina. A começar por sua intérprete, novamente Margot Robbie (que também é uma das produtoras). Ela está espetacular e muito melhor que no filme anterior. A atriz entrega uma Arlequina muito louca, multicolorida, que luta muito e com estilo, mas é uma pessoa solitária. Ela não se preocupa com ninguém e deixa um rastro de inimigos por onde passa. Temida por todos por ser a namorada do Coringa, o maior vilão de Gotham City, ela perde seu poder com o fim do relacionamento. 



Desde os primeiros minutos de exibição, a vilã precisa se redescobrir e criar seu próprio caminho. Com a notícia da separação, ela também terá de fugir daqueles que agora querem se vingar dela. Toda a história é contada por Arlequina, que usa flashbacks para explicar sua vida e a de outros personagens que vão surgindo ao longo da história. Ela não tem amigos em sua vida e seus animais de estimação são uma hiena e um castor de pelúcia, Ou seja, Harley Quinn não tem muito a perder. 

Margot Robbie está mais solta no papel de Arlequina e pode ousar como vilã. A atriz parece se divertir com sua personagem, que usa roupas extravagantes, fala o que bem entende e não precisa expor o corpo com generosos decotes para mostrar que tem força e poder. É na briga e na forma de enfrentar seus inimigos que a vilã se impõe.

Para um enredo sobre uma mulher forte e ensandecida, nada melhor que outra mulher para escrever o roteiro. Coube a Christina Hodson esta parte. Completando o trio, a ótima direção do longa está nas mãos de Cathy Yan, que deverá colocar "Aves de Rapina" como um dos ótimos filmes de super-heróis da DC deste ano. A diretora faz sua estreia no cinema já em grande estilo.



O elenco também conta com outras mulheres, algumas com interpretações medianas como Mary Elizabeth Winstead (Caçadora) e Rosie Perez, (a policial Renée Montoya). Outras já sabem resolver um problema no grito (e que grito!), como Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro/Dinah Lance), que também tem um vozeirão para cantar. Destaque para Ella Jay Basco, que faz a jovem Cassandra Cain, uma batedora de carteira que será a pivô de toda uma perseguição e também o principal motivo para reunir este quinteto diferenciado. 

Além do elenco, roteiro, direção e produção formados por mulheres, "Aves de Rapina" conta ainda com uma trilha sonora, composta por Daniel Pemberton, que reúne uma boa seleção de vozes femininas, como Megan Thee Stallion e Normani interpretando a música-tema, "Diamonds". Além de Jurnee Smollett-Bell, que empresta sua bela voz a "It's A Man's Man's Man's World". Até mesmo "Barracuda", sucesso da banda Heart de 1977, entra na lista, num momento de muita pancadaria.



Na ala masculina estão as ótimas atuações de Ewan McGregor, como o vilão Roman Sionis, mais conhecido como Máscara Negra, e Chris Messina, no papel de Victor Zsasz, o cruel e psicopata braço direito de Sionis. É esta dupla que fará com que as cinco mulheres se unam para defender a cidade.

"Aves de Rapina" é um filme "purpurinado coberto de lantejoulas", com muita ação, como sua vilã, que sabe também a hora de pegar uma arma e matar seus inimigos sem dó, usando golpes de pernas ou um taco de beisebol. É também Arlequina quem proporciona as melhores cenas de ação, sarcasmo e diálogos engraçados. Uma produção imperdível.


Ficha técnica:
Direção: Cathy Yan
Produção: DC Entertainment/ Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 1h49
Gêneros: Ação / Aventura
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #AvesDeRapina, #Arlequina, @DCComics, @WarnerBrosPictures, #ação, #aventura, #quadrinhos, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

04 abril 2019

"Shazam!" - Um super-herói meninão que garante boas risadas e ótimos efeitos visuais

Jack Dylan Grazer e Zachary Levi entregam boas interpretações e são a diversão nesta nova produção com personagem da DC Comics (Fotos: Steven Wilke/Warner Bros. Entertainment)

Maristela Bretas


Humor, ação e muitos efeitos são os ingredientes bem dosados de "Shazam!", nova aposta com um super-herói da DC Comics que estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas. A fórmula funciona muito bem e deverá garantir mais uma ótima bilheteria à Warner, como outros dois sucessos da mesma família - "Mulher Maravilha" (2017) e "Aquaman" (2018) -, mostrando que estão acertando o rumo na disputa com a Marvel. Os fãs agradecem e vão esquecendo, aos poucos, produções que deixaram a desejar, como "Esquadrão Suicida" (2016).


A escolha do ótimo cômico ator Zachary Levi ("Thor: Ragnarok" - 2017) para interpretar o super-herói que usa collant vermelho com um raio amarelo no peito (não confunda com Flash, da mesma DC Comics que tem fantasia quase igual) foi muito acertada. Ele entrega um personagem engraçado, trapalhão, forte e sem noção de seus poderes, usando às vezes em brincadeiras e para ganhar uns trocados. Afinal, Shazam é apenas um jovem de 15 anos no corpo de um homem de 30. O adolescente Billy Batson é vivido pelo ator Asher Angel, que se transforma num adulto quando usa a palavra mágica - "Shazam!".



Além dos problemas da idade, Billy sofre por ter se perdido da mãe aos 6 anos e estar sempre passando por lares de crianças abandonadas. Até cair na casa do casal Victor e Rosa Vasquez e conhecer aquele que vai se tornar seu maior amigo e aliado, Freddy Freeman, interpretado pelo ótimo Jack Dylan Grazer (de "Querido Menino" - 2019 e "It: A Coisa" - 2017). Ele é um garoto com deficiência que só quer ser notado e ter um amigo super-herói, como Batman ou Superman, por exemplo. As cenas de Freddy e Shazam são as mais engraçadas do filme, afinal, como todo adolescente que quer ser adulto, eles aproveitam para experimentar tudo o que a maioridade permite fazer, como beber cerveja, por exemplo. 



Mark Strong ("Kingsman: O Círculo Dourado" - 2017) foi outro acerto para o papel do cientista Dr. Thaddeus Sivana (ou Silvana), o arqui-inimigo dos quadrinhos que quer roubar os poderes do herói. Menos conhecido do público em geral que seus irmãos de HQs, Batman e Superman, mas bem mais simpático, Shazam é bem apresentado no filme, assim como o Dr. Sivana, e como seus mundos se encontraram. 



Ambos são fortes, mas a diferença de idade e maturidade conta muito na hora das batalhas. Dr. Sivana é um adulto traumatizado e cruel enquanto Shazam é um garoto bom mas solitário em corpo de homem, que brinca de super poderes e segue tudo o que o amigo Freddy manda, muitas vezes sem medir as consequências do que está fazendo. 


Os efeitos visuais são outro destaque de "Shazam!". Muitos raios, de ambos os lados, monstros assustadores, batalhas no ar e em terra, destruição de prédios, magos com poderes e boas perseguições. Os assuntos sérios também são abordados, como o bullying à deficiência de Freddy, a busca de Billy por sua mãe natural e a relação em um lar onde todos precisam se unir para ser uma boa família. Os atores que formam este grupo também fazem um bom trabalho, com destaque para Faithe Herman, que interpreta a muito fofa Darla, a mais jovem dos "irmãos". 


"Shazam!" ganha o público principalmente pelo jeitão infantil do super-herói com peito estufado que vibra como uma criança cada vez que descobre um novo poder. O filme também faz inúmeras referências a outros personagens da DC, tanto nos brinquedos de Freddy quanto nos diálogos e especialmente no final e na ficha técnica, o que torna a produção ainda melhor, mais leve e divertida, com humor inteligente, sem cair no pastelão. Vale muito a pena conferir. 

FIQUE ATENTO: Este filme também tem duas cenas pós-créditos, a primeira mais importante.



Ficha técnica:
Direção: David F. Sandberg 
Produção: New Line Cinema / DC Entertainment
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h12
Gêneros: Ação / Fantasia
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #ShazamFilme, #ZacharyLevi, #(MarkStrong, #JackDylanGrazer, #acao, #aventura, #superheroi, #comedia, @WarnerBrosPictures, @DCComics, @cinemanoescurinho

13 dezembro 2018

"Aquaman" tem excelentes efeitos especiais e dá uma nova vida aos heróis da DC

Filme conta a história do integrante da "Liga da Justiça" vindo do mar, interpretado por Jason Momoa (Fotos: Warner Bros Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


"Aquaman" tem furos, sim o que era esperado. Mas o resultado final da nova produção da DC Comics surpreende e agrada como diversão. Acima de tudo, pelos efeitos gráficos, que ficaram tecnicamente excelentes, principalmente nas cenas de diálogos entre os habitantes no fundo do mar. O filme ficou muito bom, mas ainda atrás de "Mulher Maravilha". Também são destaques a trilha sonora e as locações bem escolhidas (como a região da Sicília, na Itália), além da ótima direção e coordenação de roteiro de James Wan, que tem no seu currículo os ótimos filmes de terror "A Freira" (2018) e "Invocação do Mal 1 e 2" (2013 e 2016) e o sucesso "Velozes e Furiosos 7" (2015). 

Jason Momoa (como Aquaman/Arthur Curry) é uma atração à parte, com um corpo esculpido e tatuado para atrair em cheio o público feminino, principalmente por passar a maior parte do filme sem camisa. Cada vez que aparece, o ator musculoso enche a tela e desperta suspiros. Se pode ser chamado de ator, o tempo dirá, mas pelo menos entregou um herói mais simpático (e atraente) do que seus amigos da "Liga da Justiça" (2017) - Batman (Ben Affleck) e Superman (Henry Cavill).

"Aquaman" apresenta diálogos simples, que não exigem muito de seus intérpretes. Mas Momoa tem boa presença, é divertido em alguns momentos (chega a lembrar de Thor em "Ragnarok") e faz o estilo brutamontes que resolve tudo na porrada, mas tem o bom coração e é "menino de família". E de quebra, atrai a mocinha dos cabelos vermelhos vinda do mar, que briga muito, tem super poderes e opinião própria. A mocinha no caso é a bela Amber Heard, que interpreta Mera, a princesa de um dos reinos de Atlântida que, como Aquaman, teve sua primeira aparição em produção da DC Comics/Warner Bros. Pictures em "Liga da Justiça". 

O destaque fica para Patrick Wilson, que deixa pelas mãos de James Wan a pele do bom Ed Warren, da franquia "Invocação do Mal" e "A Freira" para ser um dos vilões da história - o Rei Orm que quer se tornar Mestre dos Oceanos. Ele está bem no papel, mas ainda tem cara de cachorro que caiu da mudança. Mas nas lutas contra Aquaman, mantém o mesmo padrão do super-herói.


Confira a galeria de fotos do filme no Flickr



Nicole Kidman (que interpreta a rainha Atlanna, mãe do Aquaman), apesar de ser nome de peso, aparece pouco. E a maquiagem foi cruel com ela quando é mostrada mais jovem. Pecou feio, melhor teria sido usar computação gráfica no rosto do que fazer o trabalho ruim de rejuvenescimento que fizeram. A maquiagem errou na atriz mas acertou nos atores. Já Temuera Morrison (que faz o pai do Aquaman) ficou bem quando jovem e envelhecido da maneira correta.

O mesmo com Willem Dafoe, que tem boa interpretação de Vulko, conselheiro da rainha. O elenco conta ainda com Dolph Lundgren, também melhorado pela maquiagem para viver o Rei Nereus. E Yahya Abdul-Mateen II, como o pirata David Kane, que se transforma no Arraia Negra, inimigo do Aquaman.

O filme conta a origem de Arthur Curry, como se tornou o super-herói e sua atuação nada discreta como super-herói apesar de viver numa pequena vila costeira. Mas ao ser convocado por Mera para defender e unir terra e mar, ele terá de assumir sua função de herdeiro do trono de Atlântida. E enfrentar seu maior rival, o meio irmão Rei Orm, que quer se tornar o Mestre dos oceanos e dominar os mares a terra, destruindo os humanos que estão acabando com a natureza.

Esta parte da poluição dos mares e rios, o aquecimento global e a destruição da fauna e flora marinha é abordada bem levemente, sem aprofundar. Nas entrelinhas há também uma crítica ao estilo de vida de Atlântida, que usa de regras e controle como o mundo terrestre, além de usar animais para a guerra. A produção também aproveitou ideias de seu concorrente, com a ponte com o portal ligando os reinos aquáticos, bem semelhante a de Asgard, dos filmes de Thor.

"Aquaman" é um bom filme, bem humorado, com muita ação (dentro e fora d'água), que tem na computação gráfica seu forte, apesar do roteiro confuso em algumas partes. Mas cumpre seu papel de contar a história do herói e rei dos Sete Mares, ilustrada pelas cores das milhares de espécies exóticas do fundo do mar e as belas paisagens terrestres. As 2h24 de duração passam rápido. Vale conferir.


Ficha técnica:
Direção: James Wan
Produção: DC Entertainment / Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h24
Gêneros: Ação / Aventura / Fantasia
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #Aquaman, @JasonMomoa, @AmberHeard, #ArthurCurry, #acao, #superheroi, @WarnerBrosPictures, @DCComics, @EspacoZ, @cineart_cinemas, #LigadaJustica, @cinemanoescurinho

17 novembro 2017

DC Comics acerta na receita e entrega uma "Liga da Justiça" que vale a pena assistir

Batman, Superman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Cyborg se juntam para defender o planeta contra um novo ataque alienígena (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


O entrosamento dos atores é muito bom, a história deixa a escuridão e os becos e ganha cor e espaços abertos, tem ação (muita ação) e todos os heróis fazem bem a lição de casa. E ainda tem piada, coisa comum nos filmes da Marvel que a DC começou a adotar para seus personagens nas produções cinematográficas. E deu certo. "Liga da Justiça" ("Justice League") é um bom filme, divertido, dinâmico, com ótimos efeitos visuais, um time de super-heróis que convence e agrada bem e uma ótima trilha sonora.

A produção também tem seu lado saudosista ao relembrar fatos das histórias dos quadrinhos, como a disputa entre Flash ou Superman de quem é o mais veloz. E alguns diálogos de situações de filmes passados, como Alfred lembrando Bruce Wayne o tempo em que os inimigos eram apenas pinguins.  Os destaques ficam para as atuações de Gal Gadot como Diana Prince/Mulher Maravilha, Ezra Miller, no papel de Barry Allen/Flash, e Ben Affleck, o ainda Batman, que pode ser trocado nas próximas produções. Como "Liga da Justiça" começa de onde parou “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, aconselho assistir este primeiro para entender melhor a história de como começou a formação do grupo.


A produção que contou com duas direções - Zack Snyder, que se afastou por problemas pessoais, e Joss Whedon que entrou em seu lugar - surpreende, diverte e agrada. E já está sendo considerada por muitos (eu inclusive), muito melhor que “Batman vs Superman”. Deixa de lado o cenário sempre sombrio de Batman para ganhar as cores de Mulher Maravilha e Flash. O mundo submarino de Aquaman (Jason Momoa) deverá ser mais explorado no filme solo do herói, com estreia marcada para dezembro de 2018.

O filme tem a preocupação de explicar os novos integrantes da Liga da Justiça, de forma a colocá-los na história que vai unir o grupo. Mas às vezes fica confusa a passagem de um para outro. Só mesmo um filme sobre cada um, como ocorreu com as três principais estrelas - Batman, Superman (Henry Cavill) e MM, para entender melhor.

No caso de Flash, a série de TV da Warner, é uma boa aula para quem não conhece este personagem do Universo DC. Mas não espere as mesmas características de Grant Gustin (o ator da série). Ezra Miller entrega um Flash bem diferente mas muito simpático, divertido e com uma conduta oposta a de seus colegas de lutas.

Não tinha muita expectativa com Jason Momoa como Aquaman/Arthur Curry, mas ele agradou beeeeem, até mesmo como ator. O mais fraco de todos é Ray Fisher, que interpreta Cyborg/Victor Stone. Sozinho não é marcante, mas quando vai para a batalha com o grupo entrega o super-herói esperado e dá seu recado. O elenco conta ainda com Amy Adams como a repórter Lois Lane, agora uma quase viúva de Clark Kent/Superman, e Diane Lane no papel de Martha Kent, mãe de Clark.

O inimigo também não é maior dos vilões. Está mais para aquele ladrão de galinha que aproveita que o cachorro do sítio não está para fazer a festa, mas não sabe o que fazer quando ele volta. É assim com o Lobo da Estepe (interpretado por Ciaran Hinds). Foi só o Homem de Aço voltar para o bandido mostrar sua fraqueza. Não chega aos pés de Tanus, o terror dos mocinhos da Marvel, mas garante boas cenas de batalhas. Por sinal, o retorno de Superman também é bem surpreendente e dinâmico.

A história começa a partir da morte de Superman e apresenta um Bruce Wayne/Batman cheio de culpa (o que não é novidade), investigando um novo possível ataque de alienígenas. Ao seu lado ele só tem o fiel mordomo Alfred (o ótimo Jeremy Irons) e Diana Prince/Mulher Maravilha. Para combater o inimigo que está chegando ele sai pelo mundo recrutando um time de meta-humanos, cada um com seu poder - Aquaman, Cyborg e Flash Vão se juntar às estrelas para tentar salvar a Terra do ataque do vilão de chifres e seus robôs voadores que se alimentam do medo das pessoas.

Enfim, a DC Comics conseguiu, pela segunda vez neste ano - a primeira foi com "Mulher Maravilha" - acertar o passo e entregar um bom filme. Resta saber se este formato vai persistir nas próximas produções previstas - "Mulher Maravilha 2" e "Aquaman". É esperar para ver. Para os mais afoitos, vale lembrar que "Liga da Justiça" tem duas cenas após o final, uma logo no início dos créditos, sem muita importância, e a outra, esta sim, no final de toda a lista, que faz a ligação com outras futuras produções.


Números da estreia

A expectativa para a estreia era tanta que a Warner Bros. Pictures anunciou que "Liga da Justiça" bateu todos os recordes de bilheteria possíveis em sua estreia no Brasil, ocorrida dia 16. O longa arrecadou mais de R$ 13,1 milhões em seu primeiro dia em cartaz no país, números que o colocam, segundo a produtora, como o maior dia de abertura de cinema de todos os tempos no Brasil, batendo o antigo líder “Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2”.

Esta arrecadação na estreia também coloca "Liga da Justiça" como o maior dia de abertura de um filme de super-heróis, ultrapassando “Capitão América: Guerra Civil”; maior dia de abertura histórica da Warner Bros. Pictures, que antes era liderada por “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”; maior dia de abertura geral de 2017, na frente de “Velozes e Furiosos 8”.




Ficha técnica:
Direção: Zack Snyder
Produção: DC Comics / Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures Brasil
Duração: 2 horas
Gêneros: Ação / Ficção
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4,2 (0 a 5)

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