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| Dupla de amigas se aventura em atravessar uma perigosa passarela suspensa na Tailândia a 3 mil metros de altitude (Fotos: Paris Filmes) |
Maristela Bretas
Apesar de ser angustiante do início ao fim, o que incomoda mesmo em “A Queda 2: No Limite” (“Fall 2: Deadpoint”) são as decisões estúpidas quando o assunto é correr riscos desnecessários por motivações pessoais. Continuação de “A Queda”, de 2022, o longa aposta novamente em situações extremas, mas exagera na dose ao construir suas personagens.
Assim como no primeiro filme, Jonathan Frank e Scott Mann assinam o roteiro, enquanto a direção desta vez fica por conta dos irmãos Michael e Peter Spierig. A estreia está prevista para esta quinta-feira nos cinemas, com distribuição da Paris Filmes.
As cenas de perigo, favorecidas por uma ótima fotografia, são tão tensas que chegam a dar “gastura” e revolta em quem está assistindo. Impossível não se perguntar como alguém se propõe a entrar em uma aventura como esta. No caso deste longa, assim como no anterior, eu chamaria de burrice.
Jax Hunter (Harriet Slater) está de luto pela morte da irmã Shiloh, personagem do primeiro filme. Apesar de ser uma jovem que não gosta de se arriscar, ela se une a Luce (Arsema Thomas), uma antiga amiga da irmã, para atravessar a perigosa passarela suspensa do Monte Kwan, na Tailândia.
O objetivo é chegar até uma estátua de dragão cuja lenda diz ser capaz de devorar os medos de quem a encontra.
O problema é que a dupla acaba presa em uma estreita prancha, a mais de 3 mil metros de altitude, após um deslizamento de rochas. Separadas de seu guia, o misterioso Jon (Tom Brittney), resta a Jax enfrentar seus medos para sobreviver e ajudar a amiga.
As decisões e atitudes da dupla amadora aventureira beiram o absurdo. Por mais que sejam alertadas, elas insistem em continuar a jornada insana.
Em alguns momentos, chega a dar raiva das protagonistas. E os roteiristas ainda deixam de lado questões básicas, as jovens não sentem fome, sede e cansaço, mesmo depois de três dias penduradas na montanha.
Há ainda uma cena de Jax na ponte, nos momentos finais do filme, que os diretores simplesmente eliminaram e que poderia ter sido bem explorada. De repente, a protagonista já está em outro cenário, deixando para o espectador imaginar o que aconteceu.
Em compensação, os cenários abertos são muito bem explorados pela fotografia, assim como o som, especialmente o das rochas caindo, da prancha ruindo e das correntes se movimentando. Ponto positivo também para as atuações de Harriet Slater e Arsema Thomas. Já Tom Brittney entrega um papel bem canastrão.
“A Queda 2: No Limite”, no fim, é uma repetição de seu antecessor, com mais efeitos gráficos e decisões ainda mais irritantes. E, para completar, o final já abre caminho para um terceiro longa-metragem. Aguardemos. Tomara que seja melhor e consiga recuperar a força do primeiro.
Direção: Michael e Peter Spierig
Roteiro: Jonathan Frank e Scott Mann
Produção: Capston Pictures e Frawless
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h40
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: suspense, ação, aventura





