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08 junho 2026

Com Carlos Francisco, Elisa Lucinda e Dan Ferreira, curta “Barulho” retorna a Minas Gerais

Além da exibição em solo mineiro, produção com elenco majoritariamente negro foi selecionada para
festivais no RJ e no ES (Fotos: Divulgação)
 
 

Da Redação


Minas Gerais é  a próxima parada do filme “Barulho”. O curta-metragem será exibido gratuitamente no dia 12 de junho, no Cine72, no município de Alto do Rio Doce, em duas sessões: uma pela manhã e outra pela tarde. A obra retorna ao interior mineiro, após sua estreia em março, no cineclube mineiro.

Dirigido pela cineasta Karen Suzane, o filme acompanha Humberto, um viúvo solitário, preso ao luto, que vê sua rotina silenciosa ser abalada pela chegada de dois vizinhos sambistas. Entre o peso do silêncio e a leveza da música, inicia-se uma batalha invisível que o força a encarar a dor da perda, até que o som vence. 

“É uma verdadeira alegria, saber que o filme está encontrando um público cada vez mais amplo, "Barulho" nos ensina a olhar pra fora e se conectar com o desconhecido que vem dos outros.”, pontua Karen Suzane, diretora do filme.


Estrelado por Carlos Francisco, ”Barulho” destaca-se por seu elenco majoritariamente negro. A produção conta com a participação especial da renomada atriz Elisa Lucinda, além dos atores Dan Ferreira, Vitor Britto, Alicia dos Anjos, Anne Belize, Joyce Bella, Mihh Moraes e Veto Martins.

“Barulho” tem roteiro de JulyFrans, Leonardo Lumas e Caio Pudenzi, sendo os dois primeiros também coprodutores. “O silêncio pode gritar mais alto que qualquer voz. Trata-se de um curta que mergulha nas dores e nas resistências da vida em comunidade, onde o samba, a memória e a saudade se cruzam em um mesmo compasso. A cada batida, uma lembrança; a cada olhar, um conflito; a cada gesto, um afeto”, comenta JulyFrans, roteirista do filme.


Após a exibição em solo mineiro, o curta segue em circuito por importantes festivais de cinema do país. Em agosto, a produção será exibida no 3º FestFlávio - Festival Nacional de Curtas Flávio Migliaccio, no Rio de Janeiro, e no 8º Festcine Pedra Azul, no Espírito Santo.

“Barulho” é patrocinado pela BB Seguros, produzido pela Maruti Blue Produções, com produção associada de Tina Tigre e distribuição da Tarrafa.

05 fevereiro 2023

Tom Hanks emociona e faz rir como "O Pior Vizinho do Mundo"

Comédia dramática envolve o público pelo roteiro bem conduzido e ótimas atuações do elenco
(Fotos: Sony Pictures)


Maristela Bretas


Poderia ser mais uma comédia dramática comum, daquelas que a gente vê em sessão da tarde. Mas "O Pior Vizinho do Mundo" ("A Man Called Otto") entrega muito mais que isso e, além de tudo, tem Tom Hanks como protagonista. 

Ele interpreta um homem rabugento e antipático, capaz de fazer o público ter birra dele no início e se encantar no final, graças à ótima performance do tarimbado ator.


A produção ainda tem um agravante: é preciso levar um lencinho, pois é quase certo sair do cinema com os olhos bem vermelhos. O roteiro, apesar de lento e previsível no início, entrega um desfecho que prende e emociona. 

Especialmente pelas atuações de Hanks como Otto, o vizinho ranzinza, e de Mariana Treviño, como a nova vizinha Marisol, que valem cada centavo do ingresso.


A história se passa, basicamente, num condomínio fechado, que um dia teve Otto como administrador (tipo um síndico). Apesar de não ocupar mais o cargo, ele continua vigiando todas as coisas erradas dos demais moradores, visitantes e entregadores. 

Mas seu principal alvo é a incorporadora que insiste em tirar os antigos proprietários para derrubar seus imóveis e iniciar um novo empreendimento.


Tudo seguia bem na rotina de resmungos de Otto, sem dar conversa a ninguém ou cumprimentar as pessoas. Até uma nova família se mudar como inquilina para uma das casas. 

Marisol, uma mulher cheia de vida e de bom astral, é casada com Tommy (Manuel Garcia-Rulfo), mãe de duas simpáticas meninas e está grávida do terceiro filho. 

Apesar das grosserias e do mau humor do vizinho, ela resolve mostrar a ele que ninguém pode viver sozinho no mundo.


"Entre tapas e beijos", nasce uma grande amizade entre eles, capaz de transformar a vida do ermitão e de toda a comunidade. Apesar do comportamento arredio e chato, Otto sempre ajuda os demais vizinhos, especialmente Marisol.

Um dos pontos que chama a atenção é o fato de Otto não aceitar a perda da esposa, sua única e grande paixão na vida. E por essa razão, só pensa em tirar a própria vida para reencontrá-la. Não são poucas as tentativas sem sucesso, que acabam entregando a parte cômica do longa.


Mesmo sendo uma boa comédia, "O Pior Vizinho do Mundo" tem também um lado dramático que dá um nó na garganta. O filme conta a história de Otto em flashbacks, especialmente a partir do dia em que conheceu e se apaixonou à primeira vista por Sonya (papel de Rachel Keller). 

A personagem tem um papel fundamental na trama, apesar de estar presente apenas na memória do viúvo.


Destaque no elenco também para o simpático Jimmy (Cameron Britton), também morador. Mesmo sempre sendo evitado por Otto, gosta muito do vizinho, com quem convive desde que Sonya era viva. Ele também ajuda a cuidar dos mais velhos do condomínio.

Adaptado do livro "Um Homem Chamado Ove", de Fredrik Backman, que rendeu um filme sueco com o mesmo nome em 2015, "O Pior Vizinho do Mundo" conta com direção de Marc Forster e um roteiro bem conduzido de David Magee. Vale a pena conferir e se emocionar.


Ficha técnica:
Direção: Marc Forster
Produção: Playtone
Distribuição: Sony Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h07
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: comédia, drama