terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Os melhores filmes de 2019 pela turma do Cinema no Escurinho


Da Redação


Colaboradores e seguidores do @cinemanoescurinho viram vários filmes ao longo de 2019 e cada um fez a sua lista dos dez que foram seus preferido no ano. Do diretor Joon-ho Bong, o sul-coreano "Parasita" predomina entre as indicações como uma produção que merece ser assistida. O suspense "Bacurau", dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, mostra um novo cinema nacional, cada vez melhor e despontando nos festivais internacionais. 

Também entre os mais indicados está "O Irlandês", com direção de Martin Scorsese e um grande elenco formado por Robert De Niro, Joe Pesci e Al Pacino. Se você deixou passar algum deles, seguem abaixo as dicas do blog com os links das críticas publicadas por essa turma que curte cinema. Curta, compartilhe e boa diversão!

Wallace Graciano
- Parasita - (Coreia do Sul) - suspense
- Coringa (EUA/Canadá) - drama
- Dor e Glória (Espanha) - drama
- Era uma Vez em… Hollywood (EUA) - drama / comédia
- Cafarnaum (Líbano) - drama
- Bacurau (Brasil) - suspense / drama
- Nós (EUA) - terror / suspense
- Rocketman (Reino Unido) - musical / biografia
- Toy Story 4 (EUA) - animação / aventura
- A Vida Invisível (Brasil) - drama


Jean Piter
 - Vingadores Ultimato (EUA) - Ação / Aventura / Fantasia
- O Irlandês (EUA/Canadá) - drama
- Coringa (EUA/Canadá) - drama
- Dois Papas (Reino Unido/Itália/Argentina/EUA) - drama
- Bacurau (Brasil) - suspense /drama
- Cafarnaum (Líbano) - drama
- Dor e Glória (Espanha) - drama
- História de Um Casamento (EUA) - drama
- Parasita - (Coreia do Sul) - suspense
- Toy Story 4 (EUA) - animação / aventura


Carol Cassese
- Bacurau (Brasil) - suspense / drama
- Dois Papas (Reino Unido / Itália / Argentina / EUA) - drama
- No Coração do Mundo (Brasil) - drama
- Parasita - (Coreia do Sul) - suspense
- História de Um Casamento (EUA) - drama
- Entre Facas e Segredos (EUA) - suspense / drama 
- Dor e Glória (Espanha) - drama 
- Democracia em Vertigem (Brasil) - documentário
- Rocketman (Reino Unido) - musical / biografia
- O Professor Substituto (França) - suspense


Maristela Bretas
- Vingadores Ultimato (EUA) - Ação / Aventura / Fantasia
- Nós (EUA) - terror / suspense
- Bacurau (Brasil) - suspense /drama
- Entre Facas e Segredos (EUA) - suspense / drama 
- Coringa (EUA / Canadá) - drama
- Toy Story 4 (EUA) - animação / aventura
- Ford vs Ferrari (EUA) - biografia / drama
- Crime Sem Saída - (EUA) - suspense / ação
- Rocketman (Reino Unido) - musical / biografia
- O Farol (Canadá / EUA) - Terror / Suspense / Drama




Mirtes Helena Scalioni
- Parasita - (Coreia do Sul) - suspense
- Todos Já Sabem (Espanha / França / Itália) - suspense / drama
- Tudo o Que Tivemos (EUA) - drama 
Bacurau (Brasil) - suspense /drama
Dor e Glória (Espanha) - drama 
- O Professor Substituto (França) - suspense
Era uma Vez em… Hollywood (EUA) - drama / comédia
A Odisseia dos Tontos (Argentina / Espanha) - drama / aventura / comédia
- Assunto de Família (Japão) - drama
- Querido Menino (EUA) - drama


Nossa seguidora Patrícia Cassese também quis dar sua colaboração aos leitores do blog e mandou sua lista. Confira abaixo:

- Parasita - (Coreia do Sul) - suspense
Bacurau (Brasil) - suspense /drama
- A Vida Invisível (Brasil) - drama
Coringa (EUA/Canadá) - drama
- O Irlandês (EUA/Canadá) - drama
No Coração do Mundo (Brasil) - drama
Democracia em Vertigem (Brasil) - documentário
Dor e Glória (Espanha) - drama
- História de Um Casamento (EUA) - drama
Nós (EUA) - terror / suspense

Tags: #MelhoresFilmesDe2019, #Parasita, #VingadoresUltimato, #OIrlandes, #Bacurau, #HistoriasdeUmCasamento, #ToyStory4, #Coringa, #Nós, #Rocketman, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

sábado, 28 de dezembro de 2019

Com fotografia excepcional em preto e branco, "O Farol" é um dos melhores filmes do ano

Willem Dafoe e Robert Pattinson interpretam dois faroleiros que vivem isolados numa ilha na Nova Inglaterra, nos anos de 1890 (Fotos Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Fotografia, diálogos, locações e duas excelentes atuações merecedoras de prêmios - Willem Dafoe e Robert Pattinson - "O Farol" ("The Lighthouse") é uma obra que já nasceu para ser muito premiada por todo seu conjunto. Filmado todo em preto e branco, o diretor Robert Eggers, responsável também por outra obra prima moderna de terror, "A Bruxa" (2016), envolve o expectador aos poucos, com poucos diálogos no início que vão ganhando volume, agilidade e agressividade no decorrer da trama. Todo filmado em preto e branco, a fotografia, que contou com direção de Jarin Blaschke, é outro grande destaque, depois das atuações. Usando textura antiga, mais acinzentada, ela proporciona uma imagem ainda mais sombria e angustiante.


As duas atuações foram excelentes, mas Dafoe está excepcional, o próprio retrato da loucura e merece demais um Oscar e todos os prêmios que conquistar na temporada de festivais que se inicia em 2020. Pattinson está cada vez melhor e provou que seu personagem da saga "Crepúsculo" é coisa do passado e assume lugar de destaque nas produções independentes, o que já vinha ocorrendo desde 2014, quando estrelou "The Rover: A Caçada".



A produção mistura drama, terror psicológico, suspense e alusões à mitologia e deuses, numa crescente paranoia que vai dominando os personagens e criando um ambiente sufocante, que incomoda, mas prende o expectador. Mesmo quando, em alguns momentos, a narrativa fica monótona, para em seguida ganhar força e surpreender. A solidão do isolamento na ilha leva à loucura e consome os dois faroleiros, que dividem seu tempo entre alucinações, bebedeiras e segredos. Somente as centenas gaivotas e o mar bravio e misterioso são testemunhas da convivência entre os dois estranhos que terão de habitar o local por um mês, cuidando do farol.



Robert Eggers conduz toda a trama com perfeição, reunindo elementos que mostram a que ponto pode chegar uma mente perturbada, aliada ao consumo desenfreado de álcool para aplacar a solidão. Thomas Wake (Willem Dafoe) e Ephraim Winslow (Robert Pattinson) são dois faroleiros em uma ilha remota na Nova Inglaterra, nos anos de 1890. Eles criam uma relação de dependência e submissão, recheada de ofensas, agressões e bebedeiras, enquanto aguardam a chegada do navio que irá buscar Ephraim após um mês de trabalho no local.


Sereias e deuses mitológicos fazem parte da insanidade dos dois personagens. A tensão vai crescendo a tal ponto que o expectador chega a ter dúvidas se o que está acontecendo é verdade ou fruto da loucura de ambos. Há até mesmo uma referência à história do titã Prometeu, condenado a ficar amarrado a uma rocha e ter seu fígado comido diariamente durante anos por abutres, como punição por ter roubado o fogo dos deuses do Olimpo.



A estreia mundial de "O Farol" ocorreu na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2019, e o filme levou o prêmio de Melhor Filme da Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI). Também recebeu cinco indicações ao Film Independent Spirit Awards: Diretor, Ator (Pattinson), Ator Coadjuvante (Dafoe) - discordo, ele é o Melhor Ator -, Fotografia e Montagem. A cerimônia desta premiação será realizada no dia 8 de fevereiro de 2020. 

A A24, responsável também pelo filme "Joias Brutas" ("Uncut Gems"), com Adam Sandler, outro forte concorrente a vários prêmios, está dominando no Spirit Awards com 18 indicações. São também da produtora sucessos vencedores do Oscar como "Moonlight: Sob a Luz do Luar" (2017), "Lady Bird: A Hora de Voar" (2018) e "Artista do Desastre" (2017). "O Farol" é uma produção imperdível, um dos melhores filmes do ano.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Robert Eggers  
Produção: Focus Features / A24 / New Regency Pictures / RT Features 
Distribuição: Vitrine Filmes
Duração: 1h49
Gêneros: Terror /Suspense / Drama
Países: Canadá / EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 5 (0 a 5)

Tags: #OFarol, #TheLighthouse, #WillemDafoe, #RobertPattinson, #VitrineFilmes, #RobertEggers, #FocusFeatures, @A24, @cineart_cinemas, @UniversalPictures,@cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

domingo, 22 de dezembro de 2019

"Star Wars" encerra 40 anos de saga aparando pontos e emocionando ao conectar passado e presente

Rey, Poe, Finn, Chewbacca e os robôs C3PO, BB8 e R2D2 retornam a jornada para encontrar e derrotar o Imperador Palpatine (Fotos: Walt Disney Studios/Divulgação)

Maristela Bretas


Como falar de uma saga que marcou parte da minha vida, inspirou gerações e se encerra deixando uma sensação de que o dever foi quase cumprido? "Star Wars - A Ascensão Skywalker" ("Star Wars - The Rise of Skywalker") é um bom filme, bem ágil, com muita ação e esclarece várias dúvidas surgidas ao longo da saga, além de ótimos efeitos visuais, como era esperado de uma produção dirigida por J.J. Abrams. No entanto, o nono e último episódio da terceira fase e também de toda a franquia, iniciada em 1977 com "Guerra nas Estrelas - Uma Nova Esperança", é o menos impactante desta trilogia, apesar de ter um ritmo frenético.


Os momentos de emoção surgem quando alguns personagens e locações de filmes anteriores retornam à saga, conectando passado e presente na luta entre o lado bom e o lado sombrio da Força. As eletrizantes batalhas espaciais não ficaram de fora, assim como o local escolhido como palco para a derradeira disputa entre Rey e Kylo Ren - a destruída, mas não esquecida Estrela da Morte, do Episódio IV.


Também foi muito boa a ideia de utilizar cenas inéditas da General Leia Organa feitas para o episódio VII - "O Despertar da Força" (2015), inserindo as falas e trabalhando a parte técnica. Funcionou bem para compor uma das mais importantes personagens desta nova fase e permitir que ela participasse da história que encerra a saga, como estava previsto. Mas a morte prematura da atriz Carrie Fisher em dezembro de 2016, antes da estreia do Episódio VIII, exigiu uma modificação completa nas partes em que ela deveria aparecer.


A trilha sonora original, especialmente a música-tema composta por John Williams, é sempre um prazer à parte e ainda causa arrepios quando tocada. Daisy Ridley (Rey) está ótima, segura e é a melhor do trio principal. É em cima do mistério da história de Rey que gira quase toda a trama. Adam Driver também foi melhorando a cada filme e compõe bem o vilão Kylo Ren, que jurava que poderia superar o insuperável Darth Vader, seu avô. E são eles os responsáveis por uma das batalhas mais empolgantes deste filme.


Outro vilão que faz uma volta triunfal é o Imperador Palpatine, com boa interpretação do ator Ian McDiarmid, outro veterano da franquia. John Boyega (Finn) e Oscar Isaac (Poe Dameron) entregam bons papéis, mas nada excepcional. Ficou a impressão de que o trio de heróis, apesar de mais unido, não estava mais com a mesma emoção e euforia nesse encerramento como em "O Despertar da Força" quando contracenaram pela primeira vez com seus ídolos do passado.


Muito bom rever Billy Dee Williams pilotando a Millennium Falcon como Lando Calrissian ao lado de Chewbacca, que ficou mais conhecido na saga interpretado por Peter Mayhew e hoje é vivido pelo jovem ator finlandês Joonas Suotamo. Destaque também para C3PO (o robô dourado eternizado pelo ator Anthony Daniels), cuja atuação foi essencial neste episódio. Também foram inseridos novos personagens, o que ajudou a não deixar a história repetitiva.


Neste último episódio da saga, com o retorno do Imperador Palpatine, todos voltam a temer seu poder e, com isso, a Resistência toma a frente da batalha que ditará os rumos da galáxia. Mesmo com todo o treinamento recebido de Leia e Luke para se tornar uma Jedi, Rey ainda quer respostas sobre seu passado e o porquê de ter sido abandonada pelos pais. Sua ligação com Kylo Ren está cada vez mais forte e a coloca em dúvida sobre qual lado da Força deve seguir.

A franquia

Criada e dirigida pelo grande George Lucas, a franquia Star Wars foi sucesso desde o primeiro episódio, que na verdade é o quarto - "Guerra nas Estrelas - Uma Nova Esperança". E se superou com o excelente "Episódio V: O Império Contra-Ataca" (1980), encerrando a primeira trilogia com o "Episódio VI: O Retorno de Jedi" (1983). Foi o suficiente para criar e arrastar uma legião de fãs, que acompanhou a saga de Luke Skywalker, Princesa Leia, Yoda, Chewbacca, Han Solo, mestres Jedi como Obi-Wan Kenobi, os robôs R2D2 e o tagarela C3PO, as forças do mal comandadas pelo assustador Imperador Palpatine e o mais insuperável vilão de todos os tempos, Darth Vader.


O sucesso foi tão grande que inspirou seu criador a retomar a saga 16 anos depois, invertendo a ordem da história para contar, a cada três anos, a origem de tudo numa segunda trilogia, começando com o "Episódio I: A Ameaça Fantasma" (1999), seguida pelo "Episódio II: Star Wars: O Ataque dos Clones" (2002) e o "Episódio III: A Vingança dos Sith" (2005).


Dez anos se passaram até que a saga retornasse com o Episódio VII - O Despertar da Força". Era a vez de Rey, Finn e Poe Dameron se tornarem os novos heróis e Darth Vader dar lugar a um sucessor no lado sombrio - seu neto Kylo Ren. Mas foram as marcantes figuras de Han Solo (Harrison Ford), Princesa Leia Organa (Carrie Fisher), Luke Skywalker (Mark Hamill), Chewbacca (Peter Mayhew) que levaram às lágrimas fãs como eu, cada vez que surgiam na tela.


Entre spin-offs, alguns muito bons, como "Rogue One" (2016) e outros bem fracos, como "Han Solo" (2018), nasceu a terceira trilogia que, como as demais, conquistou uma nova geração e também as passadas. Em 2017 foi a vez de Rey iniciar seu treinamento com o mestre Luke, ao mesmo tempo que Kylo Ren ganhava força e poder em "Os Últimos Jedi". Com "A Ascensão Skywalker" a saga se encerra, mas vai sempre permanecer na lembrança do milhões de fãs que "Há muito tempo, em galáxias muito, muito distantes..." seguiram com paixão o mundo de Star Wars.


Ficha técnica:
Direção: J.J.Abrams
Produção: LucasFilm / Walt Disney Studios
Distribuição: Disney Buena Vista
Duração: 2h22
Gêneros: Ficção / Aventura /Ação
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #StarWars, #StarWarsAAscensaoSkywalker, #DaisyRidley, #AdamDriver, #MarkHamill, #CarrieFisher, @OscarIsaac, #JohnBoyega, #JJAbrams, #DisneyBuenaVista, #cineart_cinemas, @cinemanoescurinho

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

"Entre Facas e Segredos", uma trama no melhor estilo Agatha Christie

Com grande elenco, filme reúne todos os ingredientes de um ótimo policial (Fotos: Metropolitan Film/Divulgação)

Maristela Bretas


O diretor Rian Johnson entrega uma grande trama, digna de Agatha Christie, na produção “Entre Facas e Segredos” (“Knives Out”), em exibição nos cinemas. Reunindo diversos ingredientes encontrados nos romances policiais da excelente escritora, o filme esbanja em charme no figurino, roteiro redondo, elenco na medida e trilha sonora impecável. Essas qualidades garantiram diversas indicações a prêmios, inclusive de Melhores Ator e Atriz, além de Melhor Filme Comédia no Globo de Ouro, Critics Choice Award e Satellite Award.


O roteiro remete claramente a um dos maiores sucessos literários da escritora - “Assassinato no Expresso do Oriente” -, que recebeu uma fiel versão cinematográfica em 2017, com Kennetth Branagh e elenco também estrelado. Mas Rian Johnson não ficou pra traz e deixou o suspense pairar no ar, mesclado com pitadas de comédia. Três atores se destacam na história, mesmo com a ótima atuação de todo o elenco: Daniel Craig, Ana de Armas e Christopher Plummer.


Daniel Craig ("007 Contra Spectre" - 2015) ficou muito a vontade interpretando o detetive particular Benoit Blanc, uma versão britânica do famoso Hercule Poirot, com a mesma classe, perspicácia e objetividade. Com muito charme, ele se diverte com a produção e se deixa levar pelo personagem. O resultado é uma excelente atuação, que lhe valeu a indicação de Melhor Ator em Comédia no Globo de Ouro e Satellite Award.


Já Ana de Armas ("Blade Runner 2049" - 2017), no papel de Marta Carrera, a cuidadora do escritor milionário Harlan Thrombey, joga com as pessoas, ao mesmo tempo em que paga pra ver o que vai dar na disputa pela herança de seu cliente. E por sua atuação foi indicada ao prêmio de Melhor Atriz em Comédia no Globo de Ouro e Satellite Award 2020. Além deste papel ele vai voltar a contracenar com Daniel Craig em "007 - Sem Tempo Para Morrer", que estreia em abril de 2020. Christopher Plummer ("Todo o Dinheiro do Mundo" - 2017) é Harlan Thrombey, o morto que vai ditar todo o rumo da história. Como sempre, entrega uma ótima atuação.


Além deste trio, outras grandes participações garantiram ao filme a indicação ao prêmio de Melhor Elenco na disputa do Critics Choice Award 2020. Os personagens interpretados pela ótima Jamie Lee Curtis ("Halloween" - 2018), Michael Shannon ("Animais Noturnos" - 2017), Toni Collette ("Hereditário" - 2018), Don Johnson (muito bom como o genro puxa saco que só quer a grana do sogro) e o gatíssimo Chris Evans ("Vingadores: Ultimato" - 2019) foram fundamentais para o desenrolar da trama.


Ganância, ódio, vingança foram os sentimentos predominantes e ajudaram a montar a atmosfera de mistério que envolve "Entre Facas e Segredos". O diretor Rian Johnson, responsável por sucessos como "Star Wars: Os Últimos Jedi" (2017) e "A Ponta de um Crime", também rejuvenesceu a história (um diferencial da obra de Agatha Christie), incluindo rostos jovens, mas conhecidos do público - Jaeden Martell ("It: A Coisa" -2017) e Katherine Langford ("Com Amor, Simon" - 2018).


A história gira em torno do milionário romancista Harlan Thrombey, patriarca da família e bem-sucedido proprietário de uma renomada editora, que aparece morto logo após sua festa de aniversário de 85 anos. Filhos, noras, netos e empregados, que estavam presentes no evento se tornam suspeitos. E motivos não faltaram. Cabe ao charmoso e irônico detetive particular Benoit Blanc descobrir quem está por trás desta morte misteriosa. Teria sido um homicídio ou suicídio?


O maior entrave do investigador é a rede de mentiras que envolve toda a família e a relação tortuosa deles com o morto. Chris Evans, que interpreta Ramson, o neto rebelde do milionário, definiu bem a história em uma entrevista sobre o filme: "Quando há uma reunião, como as de muitas famílias, todos perdem um tanto a cabeça e as farpas acabam por voar, desgovernadamente”.

‘Entre Facas e Segredos’ é uma história de mistério à moda antiga, com humor e suspense bem utilizados, que prende o espectador até um final inesperado, mesmo depois de o autor do crime se revelado. As reviravoltas são muitas, o que o torna ainda mais interessante. Sem contar o figurino, a ambientação. Um filme imperdível e merecedor de vários prêmios.


Ficha técnica:
Direção, roteiro e produção: Rian Johnson
Produção: MRC / Ram Bergman Productions / Lionsgate
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 2h10
Gêneros: Suspense/ Comédia / Drama
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4,5 (0 a 5)

Tags: #EntreFacasESegredos, #ChristopherPlummer, #JamieLeeCurtis, #DanielCraig, #AnaDeArmas, #ParisFilmes, #suspense, #comédia, #drama, @cinemescurinho, @cinemanoescurinho

sábado, 14 de dezembro de 2019

"Invocação do Mal 3" chega em 2020 com caso mais polêmico de possessão demoníaca

Os atores Vera Farmiga e Patrick Wilson se reúnem novamente no sétimo filme da franquia (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Da Redação


Ed e Lorraine Warren voltam em 10 de setembro de 2020 às telas de cinema com o caso mais polêmico enfrentado por eles. "Invocação do Mal 3 – A Ordem do Demônio" terá novamente nos papeis principais os atores Patrick Wilson e Vera Farmiga, o que já garantia de novo sucesso no cinema. A produção é da New Line Cinema, com distribuição da Warner Bros. Pictures.

Este é o sétimo filme do universo "Invocação do Mal", a maior franquia de terror da história, que arrecadou mais de US $ 1,8 bilhão em todo o mundo. Além dos dois primeiros filmes -  "Invocação do Mal" (2013) e  "Invocação do Mal 2(2016), temos também "Annabelle" (2014) e "Annabelle 2: A Criação do Mal" "(2017), "A Freira" (2018) e "Annabelle 3 – De Volta Para Casa" (2019).

Desta vez, James Wan, responsável pelo ótimo "Invocação do Mal 2" (2016), assume a produção juntamente com Peter Safran, e entrega a direção para Michael Chaves ("A Maldição da Chorona"). O anúncio do novo título - “The Conjuring – The Devil Made Me Do It” - foi feito pela Warner Bros Pictures durante a CCXP, ocorrida em São Paulo.


"Invocação do Mal 3 – A Ordem do Demônio" revela a história assustadora de um crime bárbaro e a possibilidade de que demônios teriam usado um homem para cometer o crime. Esta foi a primeira vez na história dos Estados Unidos que um suspeito de assassinato alegar ter tido uma possessão demoníaca como defesa.

Os experientes investigadores de atividades paranormais Ed e Lorraine Warren foram chamados para atender o caso, mas até eles ficaram assustados. A história começa com uma luta pela alma de um garoto, possuído por nada menos que 43 demônios diferentes. Além de Patrick Wilson e Vera Farmiga, o filme conta também em seu elenco com Ruairi O’Connor, Sarah Catherine Hook e Julian Hilliard.


Tags: #InvocacaoDoMal3, #TheConjuringTheDevilMadeMeDoIt, #Ed Warren, #LorraineWarren, #PatrickWilson, #VeraFarmiga, #JamesWan, #InvocacaodoMal, #terror, #WarnerBrosPictures, @cinemanoescurinho

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Muita ação e um roteiro bem amarrado fazem de "Crime Sem Saída" um ótimo policial

Chadwick Boseman interpreta um policial que caça dois suspeitos de matarem policiais em Nova York (Fotos: Metropolitan Film/Divulgação)

Maristela Bretas


Policiais mortos, Nova York fechada, um assalto suspeito e uma caçada implacável comandada por Chadwick Boseman ("Pantera Negra" - 2018). Esse é o enredo do ótimo suspense policial "Crime Sem Saída" ("21 Bridges"), em cartaz nos cinemas. Com muita ação, do início ao fim, a produção, dirigida por Brian Kirk, conta com atuação marcante de Boseman, como o inspetor de polícia André Davis. Ele quer pegar dois assaltantes e desvendar o que há por trás do crime que deu errado e acabou numa chacina de policiais.



Boseman, além de atuar, é um dos produtores do filme, juntamente com os irmãos Joe e Anthony Russo, com quem trabalhou nos sucessos "Vingadores: Guerra Infinita" (2018) e "Vingadores: Ultimato" (2019). Ótimas perseguições, de carro e a pé, bons efeitos especiais, elenco coadjuvante entregando também boas atuações. É o caso do sempre muito bom J.K.Simmons ("Homem-Aranha: Longe de Casa" - 2019), como o capitão de polícia McKenna. E também, Stephan James (Michael), Taylor Kitsch (Ray) e Sienna Miller, no papel da agente da Divisão de Narcóticos, Frankie Burns.


A trama é ágil, vibrante e preenche bem seu tempo de duração de pouco mais de pouco de 1h41, sem ficar embromando. O policial interpretado por Boseman planeja cada passo que ele e seus suspeitos darão e vai puxando a história para si, sem deixar de dar a devida importância para os demais personagens, em especial Michael e Ray. Os crimes, as fraudes e irregularidades, mesmo que injustificáveis, têm suas justificativas na visão de cada um que os comete.


Após um assalto mal sucedido a um restaurante (que guardava drogas) e oito policiais mortos, dois rapazes passam a ser caçados pela cidade por toda a corporação, chefiada, pelo inspetor André Davis, conhecido por seus colegas por não deixar matador de polícia vivo. Em meio a isso, a cidade que nunca dorme é fechada durante a madrugada e todas as saídas - aeroportos, estações de metrô, de trens e de barcos - bloqueadas. O nome do filme em inglês vem deste bloqueio - "21 Bridges", ou seja, 21 pontes, que são exatamente as saídas por terra de Nova York. 


Com toda a polícia nas ruas para tentar capturar a dupla, o inspetor Davis, auxiliado pela agente Burns, só tem seis horas para capturar Michael e Ray e solucionar o crime, antes que a cidade seja reaberta. Mas as investigações vão revelando outras situações e a trama ganha rumos diferentes, interligando e o assunto é apenas uma cortina de fumaça. "Crime Sem Saída" é um ótimo filme, roteiro redondo, ação na medida certa e elenco bem escolhido que entregou boas interpretações. Merece ser assistido.


Ficha técnica:
Direção: Brian Kirk
Produção: STX Films /MWM Studios/Huayi Brothers
Distribuição: Galeria Distribuidora
Duração: 1h41
Gêneros: Policial / Suspense / Ação
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #CrimeSemSaida, #21Bridges, #ChadwickBoseman, #JKSimmons, #ação, #suspense, #policial, #GaleriaDistribuidora, #EspacoZ, @cineart_cinemas, @cinemaescurinho, #cinemanoescurinho

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

"Midway - Batalha em Alto Mar" um filme que impacta pelos efeitos especiais nos combates

Longa dirigido por Roland Emmerich é baseado em fatos históricos da Segunda Guerra Mundial (Fotos: Reiner Bajo)

Maristela Bretas


Para quem adora um bom filme de combate aéreo, especialmente da Segunda Guerra Mundial, a grande indicação em cartaz nos cinemas é "Midway - Batalha em Alto Mar", produção dirigida por Roland Emmerich, o mesmo de "Independence Day - O Ressurgimento" (2016). O filme impressiona pelos efeitos especiais, muito parecidos com os de "Pearl Harbor" (2001), porém com um elenco um pouco mais barato e uma hora a menos de duração.




Sai Ben Affleck da produção dirigida por Michael Bay e entra Ed Skrein (de "Malévola: Dona do Mal "- 2019) para ocupar a vaga do herói das alturas, na segunda batalha contra os japoneses. E é a partir do ataque a Pearl Harbor, em dezembro de 1941, que a história de "Midway" se desenvolve. Os norte-americanos, pegos de surpresa e com o poder de fogo reduzido, decidem contra-atacar os inimigos nipônicos em pleno Oceano Pacífico. 

Por meio de mensagens codificadas, a Marinha Americana conseguiu identificar a localização e o horário dos ataques previstos pela Marinha Imperial Japonesa. E a grande batalha de Midway, ocorrida em junho de 1942, que ficou conhecida como uma das mais importantes para o fim da Segunda Guerra Mundial.



Na produção, personagens famosos deste confronto foram lembrados e homenageados por sua atuação. Ed Skrein, que interpreta o piloto Dick Best, continua meio canastrão e não convence muito com seu chicletes na boca. Outro bem sem graça é Luke Evans (de "Drácula - A História Nunca Contada" - 2014) que não faria a menor diferença se não participasse do elenco. 



Já Patrick Wilson (da franquia de sucesso "Invocação do Mal") está bem melhor, como o tenente Edwin Layrton, cuja equipe decodificava as mensagens do inimigo. Woody Harrelson ("Zumbilândia 2 - Atire Duas Vezes" - 2019) está mais comedido, mas deixa sua marca como o Almirante Nimitz. Dennis Quaid ("Quatro Vidas de um Cachorro" - 2017) também ajuda a sustentar o grupo. Destaque para Nick Jonas, que está muito bem como o piloto Bruno Gaido, um falastrão cheio de si. Darren Criss e Aaron Eckhart fazem pequenas participações.



O filme se concentra nas histórias do piloto Dick Best e do estrategista da inteligência naval, Edwin Layton. Especialmente em como suas atuações foram essenciais para que a história terminasse como esperado. Baseado em fatos históricos, o longa impacta o público com cenas de tirar o fôlego e ótimos efeitos especiais. Os americanos ainda são os heróis, mas ao contrário de outras produções sobre o tema, esta apresenta os dois lados do conflito e suas razões. Os japoneses não são mais os vilões sanguinários como sempre foram mostrados.

"Midway - Batalha em Alto Mar" mostra que havia militares contrários ao ataque à frota norte-americana. A questão da honra pelos japoneses é tratada como deve ser - com respeito. Tanto que o filme é dedicado a todos os soldados que lutaram nessa batalha. Vale a pena conferir nos cinemas.



Ficha técnica:
Direção: Roland Emmerich
Produção: Centropolis Entertinment / Bona International Film Group / The Mark Gordon Company
Distribuição: Diamond Films
Duração: 2h19
Gêneros: Ação / Histórico / Guerra
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #MidwayBatalhaEmAltoMar, #guerra, #histórico, #ação, #RolandEmmerich, #EdSkrein,  #PatrickWilson, @cineart_cinemas, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Jazz e atuação de Edward Norton são os destaques de "Brooklyn - Sem Pai Nem Mãe"

Filme é ambientado na Nova York de 1950 e aborda racismo e especulação imobiliária (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Com ótima atuação de Edward Norton, um belo figurino, boa reconstituição de época e uma irrepreensível trilha sonora entra em cartaz nesta quinta-feira o filme "Brooklyn - Sem Pai Nem Mãe" ("Motherless Brooklyn"). Além do papel principal, Norton dirigiu, roteirizou e produziu o filme, uma das boas estreias desta semana. O elenco conta ainda com Alec Baldwin, Willem Dafoe, Gugu Mbatha-Raw e uma rápida aparição de Bruce Willis que é importante para o enredo.


Ambientado em 1950, o filme é embalado pela sonoridade de trompetes e saxofones oferecendo uma atração à parte - um bom jazz, como era tocado nos bairros negros de Nova York naquela década. O compositor Daniel Pemberton foi o responsável pela excelente trilha sonora - talvez a melhor parte da produção. Ele faz um dueto com o trompetista Wynton Marsalis na bela "Woman in Blue". Thom Yorke (Radiohead) convidou Flea (Red Hot Chili Peppers) para interpretar com ele a música-tema "Daily Battles", que também ganhou uma versão instrumental com Marsalis.


Norton entrega um personagem solitário - Lionel Essrog, um dos integrantes da agência de detetives particulares chefiada por Frank Minna (Bruce Willis), que se envolve com pessoas erradas para faturar um dinheiro a mais e acaba morto. Lionel sofre de Síndrome de Tourette e passa o filme todo se explicando e pedindo desculpas pelos ataques e tiques nervosos incontroláveis que aparecem nos momentos mais inoportunos. No início os muitos "Se" e frases desconexas são até engraçadas, mas depois de um tempo se tornam cansativas, apesarem de fazer parte do personagem, o que não desmerece o trabalho do "faz tudo" Norton.


Solitário e obstinado, Lionel é considerado uma aberração pelos colegas. Apesar da doença, ele tem uma rara capacidade de guardar informações, nomes e rostos e sairá em busca dos assassinos de seu chefe e mentor. Só não esperava acabar envolvido numa sórdida trama política, que envolve troca de favores, racismo e especulação imobiliária, cujos principais alvos a serem exterminados ou expulsos de suas casas são os negros e imigrantes.


Alec Baldwin faz o papel do inescrupuloso Mose Randolph, um mafioso do colarinho branco que controla o prefeito e seus assessores e tudo o que acontece na cidade. É ele quem define o que será construído e o que será colocado abaixo para atender a seus interesses e a sua obsessão por poder. E para conseguir o quer, não se preocupa em eliminar quem atravessa seu caminho, sejam moradores, ativistas de direitos humanos, como a advogada Laura Rose (papel de Gugu Mbatha-Raw), ou de investigadores xeretas.


Baseado no romance homônimo escrito em 1999 por Jonathan Letherm, "Brooklyn - Sem Pai Nem Mãe" tem um ponto ruim: o ritmo, muitas vezes, é lento demais e leva a uma dispensável duração de 2h24. Esticou muito para correr e resolver tudo nos 40 minutos finais. Falha de um roteiro muito longo que se perde em algumas partes. 


Além da trilha sonora, destaque para a fotografia, que explora os ambientes escuros, assim como a iluminação. Uma cena chama a atenção pela beleza plástica - o mergulho de Norton induzido pela heroína que ele fumou. Os figurinos e a ambientação da Nova York daquela época também merecem aplausos e fecham bem o pacote da produção. Vale a pena conferir a produção em grande estilo, com o novo cardápio gastronômico da Sala 1 Premier do Net Cineart Ponteio.


Ficha técnica:
Direção, Roteiro e Produção: Edward Norton
Produção: Class 5 Films / Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h24
Gêneros: Drama / Policial
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3,5 (0 a 5)

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terça-feira, 26 de novembro de 2019

"Ford vs. Ferrari" - Velocidade e ambição em uma grande produção de arrepiar

Matt Damon e Christian Bale formam a dupla principal do filme que mostra a mudança na forma de disputar uma corrida (Fotos: 20th Century Fox/Divulgação)

Maristela Bretas

Dois grandes atores numa mesma paixão: carros e velocidade. Matt Damon ("A Grande Muralha" - 2017 e "Perdido em Marte" - 2015) e Christian Bale ("Trapaça" - 2014) e "Vice" - 2019) estão juntos e espetaculares na produção "Ford vs. Ferrari", ambientado na década de 1960 sobre a disputa entre duas grandes marcas para provar quem era melhor nas pistas de corrida. De um lado, a montadora norte-americana Ford, uma das maiores do mundo na produção de carros convencionais, mas sem tradição nas pistas de corrida, que agora precisa aumentar seu prestígio e, claro, as vendas. Do outro, a sempre lendária escuderia italiana, vencedora da maioria das disputas de velocidade e beleza no design de seus modelos, mas que sofre com a possibilidade de uma falência.


Com ótimas atuações, muita adrenalina, momentos emocionantes de corrida - com direito a batidas à altura de um grande prêmio - "Ford vs. Ferrari" ainda oferece ao público a oportunidade de acompanhar os bastidores da criação, montagem, treinos e disputa de um grande carro nas pistas - o Ford GT40. Mas também aborda o lado obscuro das negociações que ocorrem nesse seleto grupo do setor automobilístico, onde o glamour é só para atrair fãs e compradores.


No filme, a Ford resolve apostar nas pistas para conquistar o glamour da concorrente e campeã Ferrari. E não mede esforços (e dinheiro) para chegar em primeiro. Para conseguir, em três meses, construir o carro dos sonhos que vai chegar ao primeiro lugar do pódio é chamado um vencedor - Carroll Shelby (Matt Damon), ex-piloto e construtor de carros, dono da Shelby-American (marca que foi sucesso naquela época).


Com o apoio do então executivo de marketing, que despontaria anos depois como o homem que reergueu a Chrysler Motors, Lee Iacocca (papel de Jon Bernthal), ele consegue trazer para a equipe o genioso, mas excepcional piloto e engenheiro Ken Miles (Christian Bale). Shelby, no entanto terá de enfrentar os executivos burocratas da Ford, especialmente Leo Beene (Josh Lucas), que não aceitam a decisão do presidente de investir nesta categoria de carros esportivos.


Ambição se mistura a velocidade, tanto de pilotos e construtores quanto de empresários, cada um querendo ser a peça principal de uma disputa que pode representar uma derrota para a imagem de uma importante marca ou sua entrada triunfal para uma nova categoria. Os empresários Henry Ford II e Enzo Ferrari têm ambições diferentes, mas o mesmo objetivo - chegar em primeiro lugar. 


Ford pode e quer investir muito para conquistar isso, enquanto o italiano já é um vitorioso há anos, especialmente na tradicional prova anual das 24 Horas de Le Mans, na França. A marca do cavalinho rampante é sinônimo de beleza, potência e glamour, mas os gastos para manter tudo isso a levaram a uma crise financeira, que pode colocar fim à escuderia.

Nesta briga de quem vai vencer ou perder, correm as histórias de bastidores. Cada personagem é apresentado com seus dilemas e sonhos. Shelby é um amante das pistas que não pode mais correr, mas não abandonou o automobilismo. Muito respeitado por sua trajetória, inclusive como campeão, ele é chamado para chefiar a equipe da Ford. 


Já Miles é um homem difícil, mas um gênio para pilotar e tornar um carro vencedor. Casado e pai de Peter (o fofo Noha Jupe), ele aceita integrar o grupo, mesmo sabendo que está sendo usado pela empresa que só quer prestígio, ao contrário dele que só quer vencer como o melhor piloto dirigindo o melhor carro.

Esta ótima produção, baseada em fatos reais e dirigida por James Mangold - o mesmo de "Logan" (2017) -, contou um pouco do que foi a entrada da Ford nas corridas, a construção e lançamentos de grandes carros da montadora, as falhas que alguns deles apresentavam. Apresentou também pilotos que se tornaram grandes nomes no meio automobilístico como Ken Miles, Carroll Shelby, (vencedor de Le Mans em 1959), Bruce McLaren (fundador da escuderia McLaren), Lorenzo Bandini (Ferrari). Com certeza vai agradar aos amantes da velocidade e das corridas.


Ficha técnica:
Direção: James Mangold
Produção: 20th Century Fox / Chernin Entertainment
Distribuição: Fox Film do Brasil
Duração: 2h33
Gêneros: Biografia / Drama
Nacionalidade: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

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