sábado, 25 de maio de 2019

Sessão Cinepsiquiatria debate "Rocketman", dia 30, no Cineart Minas Shopping

Longa-metragem é uma cinebiografia do cantor e compositor Elton John, abordando desde a infância ao estrelato (Fotos: Paramount Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Elton John, uma das maiores estrelas da música internacional, ganha as telas de cinema para mostrar um pouco de sua vida a partir de quinta-feira (30) com a estreia de "Rocketman". Na mesma data, às 21 horas, a produção cinematográfica será o tema de debate de mais uma sessão do projeto Cinepsiquiatria, promovido pelo Minas Shopping em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) e Rede Cineart.

Cineart Minas Shopping (Foto Cineart/Divulgação)
O objetivo do projeto é abrir espaço para a sociedade discutir questões cotidianas e relacionadas à saúde mental, a partir da exibição de filmes e palestras sobre o tema a ser tratado. A sessão é destinada exclusivamente a convidados, entre profissionais, imprensa e autoridades. Depois da exibição do filme, psiquiatras debaterão com o público as percepções sobre a trama escolhida.


Dirigido por Dexter Fletcher, "Rocketman" é uma fantasia musical que conta um pouco da história e da carreira de Elton John. Distribuído pela Paramount Pictures, o filme mostra a infância complicada, o descaso do pai homofóbico, a transformação do tímido garoto e pianista prodígio Reginald Dwight no excêntrico superstar internacional Elton John, a relação do cantor com o compositor e parceiro profissional de longa data Bernie Taupin, a ligação com o empresário e ex-amante John Reid, o homossexualismo e a dependência química.

Uma fantástica transformação do tímido garoto e pianista prodígio Reginald Dwight no superstar internacional Elton John, uma das figuras mais icônicas da cultura pop, mas que tinha como um de seus maiores problemas a falta de amor do pai. 


"O Cinepsiquiatria é um sucesso nas cidades que recebem o projeto. A ideia é orientar a sociedade. É preciso desmistificar os estigmas, além das doenças mentais e seus tratamentos. A ABP entende que a arte é uma importante ferramenta na construção do homem e da sociedade. Esse é um trabalho de responsabilidade social que aproxima o psiquiatra e a psiquiatria da população por meio de uma linguagem clara e sem intermediários. Além disso, é uma forma de aproximar a população a essas questões, promovendo o debate e a aceitação das diferenças entre as pessoas”, declara o psiquiatra e orientador do projeto Antônio Geraldo da Silva.


"De forma pioneira em Belo Horizonte, estamos realizando esse projeto de grande relevância para toda a sociedade. Alinhado à atuação de responsabilidade social, o Minas Shopping se une a esse grande projeto contra a psicofobia. Acreditamos que o projeto é muito bem recebido pela população", declara o gerente geral do Minas Shopping, Fábio Freitas.

Em "Rocketman",  Elton John é interpretado pelo ator britânico Taron Egerton. O elenco conta ainda com Jamie Bell (Bernie Taupin), Richard Madden (John Reid) e Bryce Dallas Howard, como Sheila Farebrother,  mãe de Elton.


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quinta-feira, 23 de maio de 2019

"Brightburn: Filho das Trevas" - Diretor carrega na violência para apresentar um Superman do Mal

Bebê alienígena chega à Terra e é criado por casal até começar a ter comportamento estranho na adolescência (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Elizabeth Banks é a verdadeira estrela da produção de terror "Brightburn - Filho das Trevas" que estreia nesta quinta-feira (23) nos cinemas. Com uma excelente interpretação de uma mãe que faz tudo para proteger o filho, ela é o destaque do filme, juntamente com as cenas sangrentas. Apesar de a família Gunn atuar em peso na criação do longa - James (de "Guardiões da Galáxia") dividindo a produção com Mark e Brian, também roteiristas - o filme é fraco em enredo, mas garante tensão quando o alien ataca suas vítimas, o que deve agradar a quem gosta do estilo.


Logo no início, o diretor David Yarovesky apresenta ao público uma história do "Superman" transformada em terror. Mas uma cópia em todas as características - ele voa, usa capa vermelha, tem superforça e ultravelocidade, solta raios pelos olhos, veio do espaço numa nave que caiu na fazenda de um casal sem filhos. Mas, ao contrário do Homem de Aço, Brandon (interpretado por Jackson Dunn) é um alienígena do mal em corpo de humano que só descobre seus poderes na adolescência. Os pais e educadores atribuem as mudanças de comportamento do jovem aos hormônios da puberdade.



Os sustos em "Brightburn" são menores, mas as cenas de ataques são bem violentas, provocando mais aflição que medo. Se era intenção do diretor usar um jovem que aparenta estar desconectado de tudo (inclusive do personagem), distante do ambiente e até da família que o criou, ele conseguiu. Dunn parece que está fora do planeta, principalmente quando começam as mudanças em seu corpo. Mas se transforma completamente nos momentos de fúria.


Além de Elizabeth Banks, o elenco conta com David Denman, no papel do pai, também está ótimo e faz o contraponto sensato na relação do casal quando começam as discussões sobre o comportamento de Brandon e até onde erraram com o garoto. Como em "Maligno", é levantada a dúvida sobre até onde uma mãe fecharia os olhos para os erros e a maldade de um filho, mesmo sentido medo dele.


Na história, uma criança alienígena cai na fazenda de um casal da parte rural nos Estados Unidos, que decide criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, tornando-se uma força obscura na Terra, provocando destruição e mortes.


"Brightburn" é um filme bom, cenas bem feitas apesar de insistir no ambiente escuro das produções de terror, com poucas ambientações durante o dia, e apresenta mais uma adolescente do mal, capaz de fazer coisas assustadoras. Novamente, a complementação do título em português está errada, já que o jovem nada tem de Filho das Trevas. Só serve para levar o público a achar que se trata de um filme sobre crianças possuídas. Para quem está à procura de um filme de terror, este é a pedida para encerrar o mês no cinema, caso ainda não tenha assistido "Cemitério Maldito".


Ficha técnica:
Direção: David Yarovesky
Produção: Stage 6 Films, Screen Gems, Troll Court Entertainment, The H Collective
Distribuição: Sony Pictures Brasil
Duração: 1h31
Gênero: Terror
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #BrightburnFilhoDasTrevas, #Brightburn, #JamesGunn, #terror, #supermandomal, #SonyPicturesBrasil, #cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

terça-feira, 21 de maio de 2019

Estreia de "Era Uma Vez em... Hollywood" consagra Tarantino novamente em Cannes

Nona produção do diretor e roteirista tem Brad Pitt e Leonardo Di Capio no elenco (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


"Era Uma Vez em... Hollywood", nona produção do diretor e roteirista Quentin Tarantino, estreou nesta terça-feira no Festival de Cinema de Cannes com ótimas críticas da impresa especializada europeia e aplaudido de pé pelo público após a exibição. O filme do consagrado diretor de “Pulp Fiction” e “Kill Bill” é um forte candidato à Palma de Ouro. O longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 15 de agosto.

No elenco, nomes como Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Margot Robbie, Al Pacino, Kurt Russell e Dakota Fanning. O filme é ambientado em Los Angeles, nos anos 1969. Rick Dalton (DiCaprio) e Cliff Booth (Pitt) são, respectivamente, um ex-astro de TV e seu dublê, lutando para chegarem e se manterem no estrelato numa Hollywood que já começa a mostrar os sinais de decadência. Paralelamente vão sendo contadas histórias dos momentos finais da era de ouro de Hollywood. Confira o trailer legendado:


Tags #EraUmaVezEmHollywood, @QuentinTarantino, @BradPitt, @LeonardoDiCaprio, @MargotRobbie, #ação, #drama, @SonyPictures, #cinemaescurinho, @CinemanoEscurinho

sexta-feira, 17 de maio de 2019

"Uglydolls" é mais uma animação cheia de mensagens e intenções

Moxy e sua turma saem em busca de aventuras e novos amigos que queiram adotá-los como são (Fotos Tobis Film/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Moxy e seus amigos são Uglydolls e vivem em uma cidade toda colorida chamada Uglyville onde, claro, todos os bonecos são feios. Um tem apenas um olho, outro não tem orelhas, outro é desengonçado. A própria Moxy é banguela e seus poucos dentes ressaltam na sua boquinha. Mas como ninguém liga para conceitos de beleza na terra dos bonecos feios, até porque ninguém jamais saiu dali para conhecer outros lugares, todos são felizes e sorridentes. 

A única insatisfeita parece ser Moxy que, embora acorde todos os dias cantando, alegre, otimista e cheia de esperança, tem a intuição de que há algo além dos limites da sua vila. Ela questiona, quer mais. Seu sonho é pertencer a alguma criança e ser amada por ela.


Como todas as animações atuais há tiradas engraçadas e até sarcásticas em "Uglydolls", filme que entrou em cartaz em Belo Horizonte nessa quinta-feira. Principalmente depois que Moxy e sua turma conseguem chegar ao Instituto da Perfeição, comandado por Lou, um chefe que esbanja vaidade. Com cara e trejeitos de pop star, ele não hesita em humilhar os que considera feios e diferentes.

Mas certas sutilezas só são compreendidas por adultos. Crianças maiores, acima dos dez anos, podem até entender uma ou outra piada, uma ou outra ironia. As menores vão apreciar apenas as músicas e dancinhas e correm o risco de ficarem cansadas. Não que o filme seja monótono. Pelo contrário, é movimentado. Mas até o excesso de corre-corre, as fugas, as idas e vindas podem cansar os muito pequenos.


Outra dificuldade para os menorzinhos são os nomes, tanto dos lugares quanto dos personagens. Nada foi traduzido na versão dublada. Os bonecos têm nomes complicados como Ugly Dog, Wage, Babo e Lucky Bat, que podem até ser conhecidos por uma ou outra criança como bonecos, mas não são exatamente brinquedos populares no Brasil. Ou seja: os muito pequenos vão fatalmente precisar da ajuda de algum adulto para esclarecer que "ugly" significa feio em inglês, e "dolls" quer dizer bonecos. Na versão nacional da animação, Aline Wirley, João Côrtes, Rincon Sapiência e Paula Lima dão voz aos personagens Moxy, Lou, Ugly Dog e Mandy, respectivamente.

João Côrtes, Paula Lima, Aline Wirley e Rincon Sapiência (Foto: Divulgação)

Há pelo menos duas mensagens bem explícitas em "Uglydolls". A primeira parece dizer: seja curioso, aventure-se, não desista dos seus sonhos, atreva-se, alargue seus horizontes. A segunda, talvez mais clara do que a primeira, fala da aceitação do que é diferente, da beleza que pode haver por trás da imperfeição, de preconceitos. Não deixa de ser uma ótima intenção, principalmente nesses tempos de intolerância com o que é estranho e foge dos padrões. Mais do que doutrinar a criançada, talvez a intenção da diretora Kelly Asbury tenha sido a de levantar dúvidas e questionamentos.

Se saírem do cinema perguntando coisas aos adultos que os levaram à sessão, o filme já terá cumprido sua função. Atualmente, os desenhos animados parecem ter sempre alguma intenção por trás da história. Difícil encontrar um que tenha o único objetivo de divertir.
Duração: 1h27
Classificação: 6 anos
Distribuição: Diamond Films


Tags: #uglydolls, @diamondfilmsbr, #animação, #aventura, #família, #feio, @AlineWirley, @RinconSapiência, @cinemanoescurinho, #cinemaescurinho

quinta-feira, 16 de maio de 2019

"John Wick 3 - Parabellum" precisa de capa pra proteger do banho de sangue

Keanu Reeves desrespeita as regras da organização e vira um foragido com a cabeça a prêmio (Fotos: Mark Rogers e Niko Tavernise/Metropolitan Film)

Maristela Bretas


"John Wick 3 - Parabellum" não vai encerrar a franquia neste filme. Este é o único spoiler que darei na crítica. Portanto pode continuar lendo sobre o novo filme de Keanu Reeves que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas. Ultramegaviolento, com sangue jorrando a todo o momento pela tela, a produção é quase um capítulo de novela. A trama começa exatamente onde parou no segundo filme de 2017. Uma forma de forçar as pessoas que queiram entender melhor a franquia de assistir os dois primeiros. Este terceiro, no entanto, exige estômago forte. Em algumas cenas confesso que virei o rosto. Reeves fez um vídeo de 60 segundos com uma explicação resumida da saga. Confira:


O protagonista, que já era um matador contratado, evoluiu no quesito modalidades de assassinatos. A frase "Facas e canivetes primeiro" cabe perfeitamente à trama, sem esquecer as armas de grossíssimo calibre, capazes de cortarem uma pessoa ao meio. O resultado não poderia ser outro: corpos e mutilações do início ao fim e lutas com um nível de violência que vi em poucos filmes, inclusive nos antecessores - "De Volta ao Jogo" (2014) e "John Wick - Um Novo Dia Para Matar" (2017).


Uma coisa ninguém vai poder dizer contra este terceiro longa - que falta ação. A começar pelo título - "Parabellum" significa "Prepare-se para a guerra". O diretor Chad Stahelski (responsável por todos os filmes da franquia) não economizou em ação e efeitos visuais excelentes, que sustentam o filme, já que o roteiro não traz muita novidade. Keanu Reeves tem ótima atuação. Seu personagem consegue ser um sujeito violento, mas também sentimental e leal. Só não muda a expressão - é a mesma em todas as situações, mantendo a cara de "Matrix" inclusive em outras produções, como na recente "Cópias - De Volta à Vida".


O elenco conta ainda com ótimas interpretações. Ian McShane mescla, na medida certa, frieza, ironia e também tem as tiradas mais divertidas, ao repetir o papel de Winston, "gerente" do Hotel Continental de Nova York, QG da organização Alta Cúpula, para a qual John Wick trabalhava. Laurence Fishburne, sempre ótimo em tudo que faz, não é diferente como Bowery King. Tem ainda Halle Berry, como Sofia, uma matadora que luta e atira muito; Lance Reddick, como Charon, o porteiro/braço direito de Winston no hotel; Anjelica Huston, a diretora da máfia russa; Asia Kate Dillon, fazendo a juíza da Alta Cúpula que comanda a caçada a John Wick, e Mark Dacascos, o assassino Zero enviado pela juíza.


Mas o forte mesmo, que segura na cadeira o público que gosta deste tipo de filme são as cenas de lutas e as perseguições, tanto a pé quanto de moto. O "não tão mocinho" Wick apanha muito, toma tiro e facada, cai de telhado, torna a apanhar, mas parece de borracha - levanta e sai correndo. Pode parecer sem sentido, mas mesmo com tanta violência, "John Wick 3" tem também momentos engraçados e surpreendentes que agradam. Claro que os cães não poderiam ficar de fora - afinal, eles deram início a toda essa matança. E arrasam em suas participações.


Na história, após assassinar no segundo filme o chefe da máfia Santino D'Antonio (Riccardo Scamarcio), dentro do Hotel Continental, John Wick quebra as regras e passa a ser perseguido por um exército de assassinos atrás da gorda recompensa de U$ 14 milhões oferecida pela Alta Cúpula. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado e até inimigos, enquanto luta por sua sobrevivência.


O certo é que, mesmo chocando pelas cenas extremamente violentas, "John Wick 3 - Parabellum" pode agradar aos fãs do gênero ação. Mesmo sem cenas pós-crédito, os protagonistas deixam claro que haverá mais uma continuação, despertando o interesse de quem pretende continuar acompanhando a franquia. Para este terceiro, o expectador só não pode esquecer a capa de chuva para não ficar com a roupa manchada pelo banho de sangue de mais duas horas de projeção.


Ficha técnica:
Direção: Chad Stahelski
Produção: Lionsgate Productions / Summit Entertainment
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 2h11
Gênero: Ação
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #JohnWick3, @KeanuReeves, @johnwickofilme, #ação, #violenciaextrema, #ChadStahelski, @Lionsgate, @ParisFilmes, #EspaçoZ, @cinemanoescurinho, #cinemaescurinho

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Passados 25 anos, "Hellboy" muda a cara e o diretor e volta mais violento para encerrar trilogia

David Harbour interpreta o herói vermelho com cara de demônio que vai enfrentar uma feiticeira do passado (Fotos: Metropolitan Film / Divulgação)

Maristela Bretas



São muitos os fãs que deixaram claro que não gostaram da troca feita na direção e personagem principal para "Hellboy", último filme da trilogia que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. No lugar do diretor Guillermo Del Toro entra Neil Marshall (da série "Game of Thrones"). Para substituir Ron Perlman como o personagem que veio do inferno e tem chifres cortados, foi escolhido David Harbour (o xerife bonzinho de "Stranger Things"), que apesar de carismático, apresenta um herói bem mais violento que seu antecessor.


Mas nem por isso o filme ficou ruim. "Hellboy" recebeu bons efeitos visuais, muita ação, trilha sonora na medida e boas interpretações de David Harbour e Milla Jovovich. Além das locações para as filmagens no reino Unido e na Bulgária. Para quem está conhecendo a saga, é possível entender a história do herói vendo apenas este terceiro filme. Mas fica mais fácil a compreensão assistindo aos filmes anteriores - "Hellboy" (2004) e "Hellboy 2 - O Exército Dourado" (2008), não só para uma comparação, mas para entender melhor a trajetória do herói. 


Apesar de o título em português repetir o do primeiro filme, trata-se de uma sequência e não um reboot para retomar a saga do herói com cara de demônio, também chamado de Anung Un Rama. O filme começa com Hellboy dentro do grupo especial de humanos de combate a forças estranhas, trabalhando sob a supervisão de seu mentor, Trevor Bruttenhalm (papel de Ian McShane). O que muda nesta versão é que ela explica a origem do herói e porque essa descoberta pode mudar sua vida e fazê-lo mudar de lado.


Criado em 1994 para os quadrinhos Dark Horse Comics por Mike Mignola que colabora no roteiro deste filme, Hellboy é diferente dos tipos mais comuns de heróis. Assim como Hulk, da Marvel Comics, ele é enorme, vermelho, com cara de mal (e muito feio), mas tem um coração enorme, é fiel aos amigos e está confuso por ser rejeitado pelos humanos que o consideram um monstro perigoso, "coisa do demo". Recentemente o ator David Harbour esteve no Brasil para divulgação do filme e participou de uma divertida brincadeira de palavras. Confira:


Contando apenas com seus amigos - major Ben Daimio (Daniel Dae Kim) e a jovem  Alice Monaghan (Sasha Lane), o herói vai enfrentar desta vez a  feiticeira Nimue ou Rainha de Sangue (vivida por Milla Jovovich, da franquia"Resident Evil") que há séculos foi morta pelo Rei Arthur e separada em seis partes, espalhadas por lugares distantes da Inglaterra. Séculos depois, o massacre a um mosteiro próximo a Londres levanta a suspeita de que alguém pode estar querendo ressuscitar Nimue. 


Hellboy recebe a missão de conter essa ameaça que quer extinguir toda a vida no planeta. Ele só não esperava que a rainha má fosse ligada a seu passado e o faria questionar sua lealdade ao professor Bruttenhalm e ao a B.P.R.D (Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal). O filme é uma boa distração e entra no circuito de cinema em desvantagem, uma vez que vai disputar salas pelo Brasil e o mundo com o arrasa quarteirão "Vingadores: Ultimato".


Ficha técnica:
Direção: Neil Marshall
Produção: Millenium Films / Dark Horse Entertainment
Distribuição: Imagem Filmes
Duração: 2h01
Gêneros: Ação / Fantasia
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #Hellboy, #DavidHarbour, #MillaJovovich, #MikeMignola, #IanMcShane, #fantasia, #ação, #MilleniumFilms, @imagemFilms, @cinemanoescurinho

segunda-feira, 13 de maio de 2019

"Kardec", uma produção bem conduzida para contar a trajetória do maior nome do espiritismo

Leonardo Medeiros é o protagonista desta biografia ambientada em Paris a partir de 1857 (Fotos: Daniel Behr / Conspiração Filmes)

Maristela Bretas


Ótima fotografia, cenários e figurinos bem elaborados e uma reconstituição de época muito bem feita, além da interpretação sob medida de Leonardo Medeiros garantem a "Kardec" uma boa recomendação. O filme explora a vida do grande codificador do espiritismo, Allan Kardec, focando mais a partir de 1857, quando Hypolite Leon Denizard Rivail já estava com 53 anos, atuando como educador de um Liceu em Paris para depois se tornar Allan Kardec. Em muitos momentos a produção se torna monótona, mas também tem pressa em contar como o protagonista se tornou Allan Kardec, abraçando a doutrina espírita.


Do professor descrente, que só aceitava as situações que a ciência podia provar, ao homem que dedicou o resto de sua vida a escrever e explicar o espiritismo, o filme pincela alguns detalhes, como a perseguição da Igreja Católica, a maior inimiga da doutrina na época. Ou a caça às bruxas incentivada por bispos após a publicação de seu maior sucesso "O Livro dos Espíritos". Pregar a doutrina significou para Kardec conquistar seguidores e ferrenhos inimigos, despertou inveja, ganância, medo e também admiração e respeito.


Leonardo Medeiros é Allan Kardec e Sandra Corveloni faz o papel da esposa Amélie-Gabrielle Boudet, uma mulher que amava o marido e abraçou sua causa. Eles dividem o elenco com nomes como Guilherme Piva (Didier), Genézio de Barros (Padre Boutin), Guida Vianna (Madame De Plainemaison), Julia Konrad (Ruth-Celine), Charles Fricks (Charles Baudin), Licurgo Espinola (Sr. Babinet), Letícia Braga (Julie), Julia Svacina (Caroline), Dalton Vigh (Sr. Dufaux) e Louise D’Tuani (Ermance Dufaux).


Com roteiro de L.G. Bayão (“Irmã Dulce”, “Heleno” e “Minha Fama de Mau”) e direção de Wagner de Assis, o longa  acompanha a trajetória de Kardec desde o período em que atuava como educador, com mais de 20 livros didáticos publicados, passando pela investigação dos fenômenos, pelo processo de codificação da doutrina espírita, até a publicação e repercussão de “O Livro dos Espíritos”, quando adotou o nome de Allan Kardec, que também é explicado no enredo.


O tempo de projeção é pouco para abordar a vida e obra deste grande homem, que foi perseguido, desacreditado, mas que soube ser ouvido e respeitado por gerações até os dias de hoje. A narrativa é leve, permite ao mais leigo entender o filme, baseado em fatos reais. Apresentar as médiuns Ermance De La Jonchére Dufaux e as jovens irmãs Caroline e Julie Boudin, que ajudaram Kardec em seu primeiro livro também foi um dos pontos positivos do drama de Wagner de Assis. Ajudou a entender o que fez aquele professor tão cético se voltar para um mundo espiritual.


"Kardec" é uma produção nacional muito bem feita, os atores cumprem bem seus papéis e a condução permite entender um pouco a história do protagonista, sem aprofundar muito. Fica a desejar na explicação do que realmente é o espiritismo e o que prega a obra literária. Os ambientes iluminados por velas (como na época), ajudam a criar o clima ideal para as manifestações dos espíritos, dando um gás na narração, que também ficava arrastada, assim como algumas cenas.



Ficha técnica:
Direção: Wagner de Assis
Produção: Conspiração Films
Distribuição: Sony Pictures
Duração: 1h50
Gêneros: Drama / Biografia
País: Brasil
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

O medo da morte conduz "Cemitério Maldito", do mestre do terror Stephen King

Um cemitério de animais nos fundos de uma casa guarda um segredo que afeta toda a comunidade local (Fotos: Kerry Hayes/Paramount Pictures)

Maristela Bretas


Após ter sua estreia adiada de 4 de abril, "Cemitério Maldito" ("Pet Sematary") entre em cartaz nesta quinta-feira (9) nos cinemas brasileiros provocando um impacto menor que o esperado. Baseado no livro "O Cemitério", do mestre do terror e suspense, Stephen King, e dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, o filme é menos assustador que a obra original, mas desperta um sentimento mais profundo - o medo da morte. Até que ponto iria um pai para recuperar seu filho ou protegê-lo do mal? Esta é a grande pergunta do filme, que apresenta ao espectador um terror diferente do convencional, que mexe com o emocional.


"Cemitério Maldito" não tem uma entidade sobrenatural que sai vagando pelos aposentos da casa ou cortando pessoas ao meio. Existe sim, algo maligno, que se apossa das pessoas, criando situações tensas e até certo suspense que fica a dever à obra literária. Tudo isso está ligado a um antigo cemitério de animais de estimação nos fundos de uma casa. O imóvel passa a ser ocupado por uma família que deixou a cidade de Boston em busca de um local tranquilo no campo. 


Jason Clarke, que faz o papel do pai e médico Louis Creed, e John Lithgow como seu estranho vizinho Jud Crandall, entregam boas interpretações. Destaque também parra a jovem Jeté Laurence, como a filha Ellie, que desencadeia a maioria das ações tensas do filme, juntamente com seu gato.


Em ambientes escuros, como todo filme do gênero, o longa conta a história do médico Louis Creed, que, depois de mudar com a esposa Rachel (Amy Seimetz) e os dois filhos, Ellie e o pequeno Gage (Hugo Lavoie) para uma área rural do Maine, descobre um misterioso cemitério escondido dentro do bosque no terreno da nova casa. Eles terão também que conviver com os caminhões em alta velocidade que trafegam pela rodovia em frente ao portão da casa. Quando uma tragédia acontece, Louis pede ajuda a Jud, dando início a uma reação em cadeia perigosa que liberta um mal imprevisível com consequências assustadoras.


"Cemitério Maldito" é uma obra que assombrou até mesmo o editor de Stephen King. O autor demorou três anos para entregar o livro. Em entrevista, o produtor do filme Lorenzo di Bonaventura disse que estava fazendo o filme baseado no livro porque não era terror, mas uma ligação emocional entre um adulto e seu filho. "Eu ainda acho o livro profundamente assustador nos dias de hoje. Ele é primordial”, afirmou.

Passados 30 anos da primeira versão para o cinema, marcado pela expressão "Às vezes, morto é melhor", "Cemitério Maldito" ganhou efeitos melhores, um elenco com boas interpretações, mas cenas de suspense bem previsíveis desde o início bem previsíveis, tirando a força desta grande obra literária de King.


Ficha técnica:
Direção: Kevin Kölsch e Dennis Widmyer
Produção: Di Bonaventura Pictures / Paramount Pictures / Alphaville Films
Distribuição: Paramount Pictures
Duração: 1h41
Gênero: Terror 
País: EUA 
Classificação: 16 anos
Nota: 3  (0 a 5)

Tags: #CemiterioMaldito, #PetSematary, #StephenKing, #JasonClarke, #EspacoZ, #JohnLithgow, @ParamountPictures, #cinemanoescurinho

segunda-feira, 6 de maio de 2019

"A Menina e o Leão" uma amizade improvável que cativa e emociona

Mia e Charlie, seu fiel amigo felino, vivem uma grande aventura pelas savanas da África do Sul (Fotos: Patrick Toselli/Studiocanal)

Maristela Bretas


Amar, cuidar, ter amor por um animal e querer que ele seja livre, Esses são os pontos principais de "A Menina e o Leão" ("Mia et le Lion Blanc"), um filme que conta a história de Charlie, um leão branco que nasceu numa fazenda de leões, na África do Sul e foi criado como um bichinho de estimação por Mia (Daniah De Villiers). Ter um animal de estimação é fácil quando se trata de cachorro ou gato, mas criar um filhote de leão muito fofo que vai crescer e ficar gigantesco, a coisa se torna mais complicada.


Isso, no entanto, não impediu que Mia e Charlie se tornassem amigos inseparáveis. O diretor Gilles de Maistre tornou isso possível realizando o filme num período de três anos. A jovem atriz cresceu com o animal, criando um laço muito forte entre eles, o que permitiu cenas reais e muito emocionantes de carinho, respeito e amor. Chega a assustar ver aquele animal de muitas toneladas abraçando a jovem, já adolescente como se fosse um gatinho e brincando de rolar no chão. Cativa o público que torce para que ele se torne um animal livre.



Segundo a produção, um grupo de seis leões cresceu junto durante a produção, incluindo Thor, escalado como Charlie, além de outro leão quatro leoas. Apenas três pessoas puderam interagir com os felinos: Daniah, Ryan e Kevin Richardson (um especialista em leões, também conhecido como o “Encantador de Leão”), como forma de garantir um ambiente de trabalho seguro para os atores e animais. Richardson supervisionou toda a produção e interações entre os animais e as crianças, garantindo que todos estivessem em segurança. Ao término do filme, os seis leões permaneceram juntos e vivem na reserva de Kevin Richardson, graças a um fundo criado pela equipe de produção. 


Apesar de pecar em algumas questões técnicas e deixar somente para o final a explicação de algumas situações, "A Menina e o Leão" emociona, há muita afinidade entre Charlie e os atores que representam a família de criadores de leões. E claro, alguém sempre pisando na bola. Fatos como a doença do irmão mais velho (que parece mais novo), os motivos que levaram a família de Mia a deixar Londres e se aventurar na África do Sul e os "estranhos negócios" do pai só vão ter explicações quase no final.

No filme, Mia, então com 10 anos de idade, não se conforma de ter de deixar Londres e os amigos para ir morar num fazenda de leões, no meio de uma savana sul-africana. Para o irmão Mick (Ryan Mac Lennan), a experiência é fantástica, pois ele pode ter e ajudar os bichos que quiser. A mãe Alice (Mélanie Laurent) também está feliz por voltar à fazenda que um dia pertenceu ao pai dela. 


Até que nasce no local um raríssimo filhote de leão branco que, apesar de Mia querer manter distância, acaba tendo seu coração conquistado pelo fofo felino de olhos azuis e apaixonantes. A partir daí os dois não se desgrudam mais, para desespero dos pais de Mia que acompanham o crescimento de ambos (claro que do leão muito mais).

Com três anos de idade, o pai de Mia, John (Langley Kirkwood), passa manter o animal preso fora de casa, mas decide um dia vender Charlie. A agora adolescente não concorda, principalmente depois que descobre que os animais vendidos em fazendas de leões eram destinados a caçadores que pagavam pela diversão de matá-los como troféus. Revoltada, a jovem decide fugir com Charlie e levá-lo a um santuário de leões brancos onde será protegido e viverá em liberdade.


Acho que faltou explorar mais a questão da crueldade de animais criados em cativeiro para servirem de caça "esportiva". O filme fala sobre as fazendas de leões legalizadas formadas com esse objetivo. Desde 2010 ambientalistas lutam para preservar os leões da caça e comércio ilegal de partes de seus corpos, especialmente os poucos leões brancos que ainda existem na África do Sul. Ao final do filme são apresentados os resultados da matança desenfreada que pode extinguir estes animais.

Destaque também para as belas imagens feitas de cima, mostrando o visual das savanas africanas com seus grandes animais como elefantes e girafas. "A Menina e o Leão" é uma aventura bacana, com momentos divertidos, como o filhote furando as bolas de futebol ou o já gigantesco animal passeando pelo shopping. Mas há também as cenas tensas e cruéis das caçadas aos leões e das buscas à dupla fugitiva. Vale a pena conferir.


Ficha técnica:
Direção: Gilles de Maistre
Produção: Studiocanal
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h38
Gêneros: Drama / Aventura / Família
Países: França / Alemanha / África Do Sul
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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quinta-feira, 2 de maio de 2019

"Tudo o Que Tivemos" - Ótimas interpretações para tratar de um drama familiar sobre Alzheimer

Filme aborda a história de uma idosa que sofre da doença e as consequências para quem precisa conviver com a doença (Fotos: Divulgação)

Maristela Bretas


Somente quem vive diariamente de perto o problema do Alzheimer vai conseguir perceber como este tema afeta relações familiares e o que isso pode representar para o paciente quando ainda lhe restam flashs de lembranças. "Tudo o Que Tivemos" ("What They Had") abordar este assunto, mas de uma maneira mais branda e só não se torna um drama simples de família graças às ótimas interpretações do pequeno elenco. Entre idas e vindas, ou melhor, entre crises e momentos de quase lucidez, Ruth (Blythe Danner) é o centro da discussão familiar e desencadeia toda a ação que pode determinar seu destino.


Numa noite de forte nevasca em Chicago, Ruth sofre um surto da doença e sai de casa sem rumo e sem avisar ninguém. Desesperado, o marido Burt (Robert Forster) aciona o filho Nicky (Michael Shannon), que mora ao lado, e este avisa a irmã Bridget (Hilary Swank, que também é uma das produtoras executivas do filme), uma chef de cozinha que mora na Califórnia. Ela se vê obrigada a voltar à casa dos pais para resolver o que é preciso fazer com a mãe, diagnosticada com Alzheimer. Acompanhada da filha adolescente Emma (Taissa Farmiga), Bridget terá de decidir de que lado deve ficar - do pai, que acha que a mulher está bem, ou do irmão, que deseja enviar a mãe para uma casa de repouso.


Além deste conflito, Bridget enfrenta problemas no casamento com Eddie (Josh Lucas) e na relação com a única filha, além de ressentimentos passados que podem tornar a decisão quase impossível. O drama é o que se pode chamar de uma questão familiar, para ser resolvida entre quatro paredes. Ou seja, concentra a maior parte das cenas na casa de Ruth e Burt e os diálogos entre os cinco integrantes da família. Cada um dos atores entrega uma ótima interpretação, em especial Robert Foster, o marido que jurou nunca se separar da mulher, seguindo à risca os mandamentos do casamento tradicional - "Na alegria e na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte nos separe". 


Já Michael Shannon, para muitos, pode representar o filho cruel, insensível, que quer internar a mãe para se livrar de um problema. Na verdade, Nick ama os pais e sempre foi aquele que cuidou de tudo e agora quer tentar recomeçar a vida. Ele culpa Bridget por ter ido embora e deixado a responsabilidades dos pais para ele. Ela, por sua vez, guarda rancores dos pais, mas ao mesmo tempo se culpa por não ter ficado mais próxima deles. Ao tentar fazer isso agora com a doença da mãe, arrasta a filha adolescente numa tentativa de reaproximação. Bons momentos entre Hilary Swank e Taissa Farmiga. 


Elizabeth Chomko, diretora e roteirista, entrega um longa bom e correto, sem ousadias no roteiro ou na produção, com clichês esperados, mas que não interferem na trama. As abordagens são bem colocadas, tanto nos momentos de tensão, quando nos simples diálogos familiares e vão de posturas conservadora e machistas a uma quebra de barreiras, "Tudo o Que Tivemos" entrega um final emocionante e libertador para todos.

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Ficha técnica:
Direção: Elizabeth Chomko
Produção: Bona Fide Productions / June Pictures
Distribuição: Diamond Films
Duração: 1h38
Gênero: Drama
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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