sexta-feira, 31 de maio de 2019

"Aladdin" será exibido em sessão CineMaterna no Cineart Minas Shopping

Foto: Walt Disney Studios

Da Redação


Na próxima quarta-feira (5), às 14 horas, mamães e bebês de até 18 meses poderão assistir ao filme “Aladdin”, escolhido para a sessão CineMaterna no Cineart do Minas Shopping. A exibição será realizada em um ambiente preparado especialmente para as necessidades das mulheres e de suas crianças. As 10 primeiras mães que chegarem à sessão com seus bebês terão entrada gratuita. 

“Aladdin” foi o filme escolhido pelo público por meio de enquete no site da ONG CineMaterna (www.cinematerna.org.br). No longa-metragem, um jovem humilde descobre uma lâmpada mágica, ocupada por um gênio que pode realizar seus desejos. Com o objeto poderoso em mãos, o rapaz tenta conquistar a moça dos seus sonhos, sem saber que ela é uma princesa prestes a se casar. Fantasia, aventura, belos cenários e um Aladdin idêntico ao personagem do desenho da Disney fazem deste live-action uma das boas dicas de cinema para aproveitar com toda a família.

As sessões do CineMaterna ocorrem em salas de cinema adaptadas, com ar-condicionado e som reduzidos, baixa iluminação, trocadores abastecidos com fraldas, pomadas e lenços umedecidos (que podem ser usados gratuitamente), tapete emborrachado para os bebês engatinharem em segurança e um “estacionamento” de carrinhos de bebês. Mães voluntárias recepcionam o público.


Sessão CineMaterna (Fotos: Cineart/Divulgação)
Irene Nagashima, fundadora da ONG, explica que o CineMaterna é um espaço em que a mãe pode se divertir, relaxar, mas sempre em companhia de seu bebê, sem precisar deixá-lo com terceiros. “Além disso, ela pode também conhecer outras mulheres, no mesmo momento de vida, para trocar experiências", enfatiza.

“O CineMaterna é uma forma de proporcionar a interação entre as mães e seus bebês. Nosso objetivo é sempre ser uma referência para a convivência entre as famílias”, afirma a gerente de Marketing do Minas Shopping, Ana Paula Alkmim.



Serviço:
Sessão CineMaterna
Local: Cineart do Minas Shopping - Avenida Cristiano Machado, 4000 – bairro União – Belo Horizonte
Data: 5 de junho
Horário: 14 horas
Direção do filme: Guy Ritchie
Duração: 2h08
Preços dos ingressos: www.minasshopping.com.br.
Telefone: (31) 3429-3500


Tags: #Aladdin, #WIllSmith, #fantasia, #aventura, @WaltDisneyStudio, @cinear_oficial, #liveaction, #cinematerna, #cinemaescurinho, #MinasShopping

quinta-feira, 30 de maio de 2019

"Rocketman", a ópera rock épica de um ícone chamado Elton John

Longa é uma biografia musical do canto e compositor, desde a infância de pianista prodígio ao estrelato (Fotos: David Appleby/Paramount Pictures)

Maristela Bretas

Um Elton John exposto. Este é o foco de "Rocketman", filme em cartaz nos cinemas, mostrando um dos períodos mais produtivos da carreira musical deste ícone internacional. Sem medo de se expor, ele fala dos medos, carências e vícios, todos em grande escala. Cocaína, bebida, sexo e consumismo marcaram a vida do cantor e compositor britânico nos anos 1970 e são mostrados no filme dirigido por Dexter Fletcher como uma ópera rock com características que lembram "Tommy", feita pela banda The Who em 1969, que contou com participação de Elton John, mas não é citada no filme.


Em "Rocketman", o cantor é interpretado brilhantemente pelo também britânico Taron Egerton (de "Kingsman: Serviço Secreto" - 2015). Foi na continuação - "Kingsman 2: O Círculo Dourado" (2017) que o ator teve a oportunidade de contracenar com o cantor. Taron incorporou o personagem e também canta muito bem, dispensando dublagem. Ele é a alma do filme e ainda contou com um figurino impecável


Criado pelo figurinista Julian Day a partir dos modelos usados pelo astro ao longo de sua trajetória. "Eu amei o figurino de “Yellow Brick Road”. E obviamente me inspirei em “O Mágico de Oz”. Por isso, o terno azul com sapatos de pedras vermelhas feitos com cristais Swarovski. A camisa é feita de tecido prateado, assim como o Homem de Lata, e tem um chapéu de palha assim como o espantalho. O casaco de pele falsa representa o leão", revela Day em entrevista no vídeo abaixo.



Elton John é um dos produtores executivos do filme, juntamente com seu marido, David Furnish. A trilha sonora marcante foi entregue a Matthew Margeson que fez um ótimo trabalho. Emocionante relembrar hits como "Rocket Man", "Daniel", "Crocodile Rock", "Your Song", "Goodbye Yellow Brick Road", "Don't Go Breaking My Heart", "Pinball Wizard" e "Don't Let The Sun Go Down On Me". Cada uma dessas canções representa um momento importante na transformação do grande astro.


Mas apesar de todo o brilho e sucesso, o cantor carregou grandes fantasmas por um longo período de sua vida, especialmente quando fez mais sucesso, nos anos de 1970. A falta de amor do pai homofóbico, o descaso da mãe e a ligação com o empresário e ex-amante John Reid teriam sido os maiores problemas enfrentados por Elton, que o levaram às drogas, alcoolismo, sexo desenfreado e consumismo exagerado. A produção mostra tudo isso, desde a infância do tímido garoto do interior e pianista prodígio Reginald Dwight à transformação no superstar internacional.


Foi também neste período que Elton John e conheceu seu parceiro de composições e nasceu dai a amizade de uma vida inteira - Bernie Taupin, que recebeu a devida lembrança com uma ótima interpretação de Jamie Bell. O elenco conta ainda com Richard Madden, como John Reid, Bryce Dallas Howard ("Jurassic World - O Mundo dos Dinossauros" - 2015 e "Jurassic World: Reino Ameaçado" - 2018), como Sheila Farebrother, mãe de Elton; Steven Mackintosh, no papel do pai, e Gemma Jones. como a avó materna Ivy,  única pessoa que o apoiou na família.

Depressão, carência de amor e decepções são apresentadas em meio a uma explosão de cores, rock´n roll e lindas baladas. Não espere uma biografia convencional. Elton John nunca foi assim e mostra isso com "Rocketman", um filme que vale disputar Oscar pelo conjunto da obra.


Ficha técnica:
Direção: Dexter Fletcher
Produção: Marv Films / Rocket Pictures / New Republic Pictures
Distribuição: Paramount Pictures
Duração: 2h01
Gêneros: Biografia / Drama
País: Reino Unido
Classificação: 16 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #RocketmanOFilme, #EltonJohn, #TaronEgerton, #Rocketman, @ParamountBrasil, #musical, @cineart_oficial, #biografia, #cinemaescurinho, #EspacoZ, #drama, @cinemanoescurinho

quarta-feira, 29 de maio de 2019

"Godzilla II: Rei dos Monstros" - gigantesco em ação e efeitos visuais como seus personagens

Nesta sequência, criaturas pré-históricas retornam para atacar os seres humanos e só o maior dos titãs poderá dar conta deles (Fotos: Daniel McFadden/Legendary Pictures)

Maristela Bretas


Sobram kaijus (monstros, em japonês), efeitos especiais, ações e ótimas atuações em "Godzilla II: Rei dos Monstros" ("Godzilla: King of the Monsters"), que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. São pouco mais de duas horas que passam rapidamente e, apesar de as batalhas ocorrerem em cenas mais escuras (no 3D será problema), elas são grandiosas como os titãs, entregando uma sequência que não perde em nada a seu antecessor.


Como os próprios personagens citam no filme, a história acontece cinco anos depois de Godzilla derrotar uma gigantesca criatura em "Godzilla" (2014) em San Francisco. Além de Gojira (Godzilla em japonês), o diretor Michael Dougherty ressuscita outros tão poderosos e destruidores quanto ele, incluindo um bem conhecido do público - King Kong , o mesmo da produção "Kong: A Ilha da Caveira" (2017), que também aparece no filme como o lar do gorila mais famoso do cinema. Essa produção inclusive indicou que haveria uma sequência, com uma possível invasão das cidades por monstros pré-históricos


Até porque, a empresa responsável por pesquisar e explorar estes titãs é a mesma - Monarch -, que retorna em "Godzilla II" fazendo mais estrago que nos dois filmes anteriores. E não vai parar por aí. O terceiro filme já está previsto para estrear em maio de 2020 e terá outra grandiosa batalha - "Godzilla vs King Kong" .


Tanto em "Godzilla" quanto em "Kong: A Ilha da Caveira", os elencos foram pontos positivos. O primeiro contou com o ótimo Bryan Cranston, Juliette Binoche, Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen. Já no segundo teve Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John C. Reilly e John Goodman. O destaque em "Godzilla II" fica para Vera Farmiga ("Invocação do Mal 2" - 2016), no papel da cientista Emma Russel, que divide as atenções com Kyle Chandler ("O Primeiro Homem" - 2018), como seu ex-marido e pesquisador Mark Russell. Do primeiro filme, o diretor retorna com Ken Watanabe, como o cientista Ishiro Serizawa; Sally Hawkins, a parceira dele em pesquisas, dra. Wates, e David Strathairn, como o general Stenz, que adora exterminar um monstro.


Mas a grande estreia na telona e confirmando seu potencial, reconhecido pela série "Stranger Things", foi Millie Bobby Brown. A jovem está ótima no papel de Madison, filha do casal Russell. Criada pela mãe e com pouco contato com o pai nos últimos cinco anos, tem o mesmo carinho e admiração pelos monstros gigantes. Millie está confirmada no elenco do terceiro filme - "Godzilla vs King Kong", assim como Kyle Chandler.


"Godzilla II: Rei dos Monstros" se passa cinco anos depois da aparição do gigantesco lagarto, que acabou virando o "monstro amigo" após vencer um inimigo maior. O cientista Mark Russell não se conforma de ter perdido o filho pequeno na batalha de 2014 e se afasta da família. A ex-mulher Emma continua como uma das pesquisadoras das Empresas Monarch e cria a filha neste mundo.


Até que as pesquisas dos cientistas da empresa fazem ressurgir outras gigantescas criaturas em vários pontos do planeta, ameaçando a raça humana de extinção. Entre os titãs estão Ghidorah (uma serpente de três cabeças também chamada de o demônio da galáxia), Mothra (a rainha dos monstros, semelhante a uma mariposa) e Rodan (o pteranodonte). Novamente, a saída será apelar para o Rei dos Monstros, que está mais bombado, com luzes mas costas que dão um efeito bacana debaixo d' água e à noite nas batalhas, assim como o raio radioativo que lança pela boca como um dragão. O olhar está ainda mais assustador.


Vale a pena assistir? Claro, tem muita ação, o tempo todo, com ótimas batalhas em terra, no mar e no ar. Gojira apanha (como todo bom "mocinho"), mas bate muito e a destruição não parece mais caixa de papelão rasgada. As cenas são dignas de um ótimo filme do maior dos titãs .


Ficha técnica:
Direção: Michael Dougherty
Produção: Legendary Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h12
Gêneros: Ação / Ficção 
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3,8 (0 a 5)

Tags:#GodzillaIIReiDosMonstros, #Godzilla2, #monstro, #gojira, #VeraFarmiga, #MillieBobbyBrown, @LegendaryPictures, @WarnerBrosPictures, @EspacoZ, #cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

domingo, 26 de maio de 2019

Sessão Cinepsiquiatria debate "Rocketman", dia 30, no Cineart Minas Shopping

Longa-metragem é uma cinebiografia do cantor e compositor Elton John, abordando desde a infância ao estrelato (Fotos: David Appleby/Paramount Pictures)

Maristela Bretas


Elton John, uma das maiores estrelas da música internacional, ganha as telas de cinema para mostrar um pouco de sua vida a partir de quinta-feira (30) com a estreia de "Rocketman". Na mesma data, às 21 horas, a produção cinematográfica será o tema de debate de mais uma sessão do projeto Cinepsiquiatria, promovido pelo Minas Shopping em parceria com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) e Rede Cineart.

Cineart Minas Shopping (Foto Cineart/Divulgação)
O objetivo do projeto é abrir espaço para a sociedade discutir questões cotidianas e relacionadas à saúde mental, a partir da exibição de filmes e palestras sobre o tema a ser tratado. A sessão é destinada exclusivamente a convidados, entre profissionais, imprensa e autoridades. Depois da exibição do filme, psiquiatras debaterão com o público as percepções sobre a trama escolhida.


Dirigido por Dexter Fletcher, "Rocketman" é uma fantasia musical que conta um pouco da história e da carreira de Elton John. Distribuído pela Paramount Pictures, o filme mostra a infância complicada, o descaso do pai homofóbico, a transformação do tímido garoto e pianista prodígio Reginald Dwight no excêntrico superstar internacional Elton John, a relação do cantor com o compositor e parceiro profissional de longa data Bernie Taupin, a ligação com o empresário e ex-amante John Reid, o homossexualismo e a dependência química.

Uma fantástica transformação do tímido garoto e pianista prodígio Reginald Dwight no superstar internacional Elton John, uma das figuras mais icônicas da cultura pop, mas que tinha como um de seus maiores problemas a falta de amor do pai. 


"O Cinepsiquiatria é um sucesso nas cidades que recebem o projeto. A ideia é orientar a sociedade. É preciso desmistificar os estigmas, além das doenças mentais e seus tratamentos. A ABP entende que a arte é uma importante ferramenta na construção do homem e da sociedade. Esse é um trabalho de responsabilidade social que aproxima o psiquiatra e a psiquiatria da população por meio de uma linguagem clara e sem intermediários. Além disso, é uma forma de aproximar a população a essas questões, promovendo o debate e a aceitação das diferenças entre as pessoas”, declara o psiquiatra e orientador do projeto Antônio Geraldo da Silva.



"De forma pioneira em Belo Horizonte, estamos realizando esse projeto de grande relevância para toda a sociedade. Alinhado à atuação de responsabilidade social, o Minas Shopping se une a esse grande projeto contra a psicofobia. Acreditamos que o projeto é muito bem recebido pela população", declara o gerente geral do Minas Shopping, Fábio Freitas.

Em "Rocketman",  Elton John é interpretado pelo ator britânico Taron Egerton. O elenco conta ainda com Jamie Bell (Bernie Taupin), Richard Madden (John Reid) e Bryce Dallas Howard, como Sheila Farebrother,  mãe de Elton.


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sábado, 25 de maio de 2019

Cineart homenageia bombeiros em sessão do filme "Vingadores: Ultimato"

Sessão especial contou com a presença de 60 bombeiros que participaram do resgate das vítimas da tragédia de Brumadinho (Fotos: Guerrilha Filmes/Divulgação)

Aproveitando a grande atenção que os maiores heróis das telonas vêm recebendo com o sucesso de "Vingadores: Ultimato", a rede de cinemas Cineart promoveu uma justa homenagem aos “heróis da vida real”: os profissionais do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. A ação aconteceu em um dos shoppings mais movimentados de Belo Horizonte, onde 60 bombeiros e seus acompanhantes foram convidados pela Rede Cineart para uma sessão gratuita do filme.


Sem saber do que havia sido preparado, eles foram surpreendidos antes da atração principal começar, quando um outro vídeo surgiu na tela do cinema. Um filme protagonizado pelos próprios bombeiros, com fotos que registraram o seu esforço sobre-humano no resgate das vítimas do rompimento da barragem de mineração em Brumadinho, no início deste ano.


A surpresa emocionou a todos, inclusive o público que foi ao cinema desconhecendo que aqueles heróicos profissionais também estavam ali naquela sala. A revelação aconteceu ao final da mensagem e, como não poderia deixar de ser, originou uma forte salva de palmas em reconhecimento aos Bombeiros. Agradecendo em nome da corporação, o 1º Tenente Pedro Aihara, Chefe da Adjuntoria de Imprensa do CBMMG, disse que todos se sentiram muito acolhidos e respeitados por essa experiência. “Acho que foi uma homenagem muito gentil, muito doce. Todo mundo gostou demais mesmo”.


Ludmilla Simão, responsável pelo marketing da Rede Cineart, reforçou a importância desse reconhecimento: “O que aconteceu em Brumadinho não pode ser esquecido. E a dedicação dos bombeiros que estiveram lá também não. A gente sabe que não é fácil enfrentar o que eles enfrentam, por isso fizemos essa homenagem. E nada melhor do que fazer isso no cinema, com um filme que também valoriza esse heroísmo.” 

Criação e edição: Uhuru Comunicação
Argumento: Dan Zechinelli
Fotografias: Rodney Costa e Nitro Imagens (Alexandre C. Mota, Bruno Henriques Corrêa e Leo Drumond)
Produção de áudio: Oitava Criações e Produções Fonográficas
Registro de imagens: Guerrilha Filmes

Confira aqui o vídeo que ainda está sendo exibido antes de algumas sessões do filme: 


Tags: #CBMMG, #CorpodeBombeirosdeMinasGerais, #heroisdeMinas, #heróisdavidareal, #Brumadinho, #Mariana, #NitroImagens, #GuerrilhaFilmes, @cineart_oficial, #cinemaescurinho

quinta-feira, 23 de maio de 2019

"Brightburn: Filho das Trevas" - Diretor carrega na violência para apresentar um Superman do Mal

Bebê alienígena chega à Terra e é criado por casal até começar a ter comportamento estranho na adolescência (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Elizabeth Banks é a verdadeira estrela da produção de terror "Brightburn - Filho das Trevas" que estreia nesta quinta-feira (23) nos cinemas. Com uma excelente interpretação de uma mãe que faz tudo para proteger o filho, ela é o destaque do filme, juntamente com as cenas sangrentas. Apesar de a família Gunn atuar em peso na criação do longa - James (de "Guardiões da Galáxia") dividindo a produção com Mark e Brian, também roteiristas - o filme é fraco em enredo, mas garante tensão quando o alien ataca suas vítimas, o que deve agradar a quem gosta do estilo.


Logo no início, o diretor David Yarovesky apresenta ao público uma história do "Superman" transformada em terror. Mas uma cópia em todas as características - ele voa, usa capa vermelha, tem superforça e ultravelocidade, solta raios pelos olhos, veio do espaço numa nave que caiu na fazenda de um casal sem filhos. Mas, ao contrário do Homem de Aço, Brandon (interpretado por Jackson Dunn) é um alienígena do mal em corpo de humano que só descobre seus poderes na adolescência. Os pais e educadores atribuem as mudanças de comportamento do jovem aos hormônios da puberdade.



Os sustos em "Brightburn" são menores, mas as cenas de ataques são bem violentas, provocando mais aflição que medo. Se era intenção do diretor usar um jovem que aparenta estar desconectado de tudo (inclusive do personagem), distante do ambiente e até da família que o criou, ele conseguiu. Dunn parece que está fora do planeta, principalmente quando começam as mudanças em seu corpo. Mas se transforma completamente nos momentos de fúria.


Além de Elizabeth Banks, o elenco conta com David Denman, no papel do pai, também está ótimo e faz o contraponto sensato na relação do casal quando começam as discussões sobre o comportamento de Brandon e até onde erraram com o garoto. Como em "Maligno", é levantada a dúvida sobre até onde uma mãe fecharia os olhos para os erros e a maldade de um filho, mesmo sentido medo dele.


Na história, uma criança alienígena cai na fazenda de um casal da parte rural nos Estados Unidos, que decide criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, tornando-se uma força obscura na Terra, provocando destruição e mortes.


"Brightburn" é um filme bom, cenas bem feitas apesar de insistir no ambiente escuro das produções de terror, com poucas ambientações durante o dia, e apresenta mais uma adolescente do mal, capaz de fazer coisas assustadoras. Novamente, a complementação do título em português está errada, já que o jovem nada tem de Filho das Trevas. Só serve para levar o público a achar que se trata de um filme sobre crianças possuídas. Para quem está à procura de um filme de terror, este é a pedida para encerrar o mês no cinema, caso ainda não tenha assistido "Cemitério Maldito".


Ficha técnica:
Direção: David Yarovesky
Produção: Stage 6 Films, Screen Gems, Troll Court Entertainment, The H Collective
Distribuição: Sony Pictures Brasil
Duração: 1h31
Gênero: Terror
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #BrightburnFilhoDasTrevas, #Brightburn, #JamesGunn, #terror, #supermandomal, #SonyPicturesBrasil, #cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

terça-feira, 21 de maio de 2019

Estreia de "Era Uma Vez em... Hollywood" consagra Tarantino novamente em Cannes

Nona produção do diretor e roteirista tem Brad Pitt e Leonardo Di Capio no elenco (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


"Era Uma Vez em... Hollywood", nona produção do diretor e roteirista Quentin Tarantino, estreou nesta terça-feira no Festival de Cinema de Cannes com ótimas críticas da impresa especializada europeia e aplaudido de pé pelo público após a exibição. O filme do consagrado diretor de “Pulp Fiction” e “Kill Bill” é um forte candidato à Palma de Ouro. O longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 15 de agosto.

No elenco, nomes como Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Margot Robbie, Al Pacino, Kurt Russell e Dakota Fanning. O filme é ambientado em Los Angeles, nos anos 1969. Rick Dalton (DiCaprio) e Cliff Booth (Pitt) são, respectivamente, um ex-astro de TV e seu dublê, lutando para chegarem e se manterem no estrelato numa Hollywood que já começa a mostrar os sinais de decadência. Paralelamente vão sendo contadas histórias dos momentos finais da era de ouro de Hollywood. Confira o trailer legendado:


Tags #EraUmaVezEmHollywood, @QuentinTarantino, @BradPitt, @LeonardoDiCaprio, @MargotRobbie, #ação, #drama, @SonyPictures, #cinemaescurinho, @CinemanoEscurinho

sexta-feira, 17 de maio de 2019

"Uglydolls" é mais uma animação cheia de mensagens e intenções

Moxy e sua turma saem em busca de aventuras e novos amigos que queiram adotá-los como são (Fotos Tobis Film/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Moxy e seus amigos são Uglydolls e vivem em uma cidade toda colorida chamada Uglyville onde, claro, todos os bonecos são feios. Um tem apenas um olho, outro não tem orelhas, outro é desengonçado. A própria Moxy é banguela e seus poucos dentes ressaltam na sua boquinha. Mas como ninguém liga para conceitos de beleza na terra dos bonecos feios, até porque ninguém jamais saiu dali para conhecer outros lugares, todos são felizes e sorridentes. 

A única insatisfeita parece ser Moxy que, embora acorde todos os dias cantando, alegre, otimista e cheia de esperança, tem a intuição de que há algo além dos limites da sua vila. Ela questiona, quer mais. Seu sonho é pertencer a alguma criança e ser amada por ela.


Como todas as animações atuais há tiradas engraçadas e até sarcásticas em "Uglydolls", filme que entrou em cartaz em Belo Horizonte nessa quinta-feira. Principalmente depois que Moxy e sua turma conseguem chegar ao Instituto da Perfeição, comandado por Lou, um chefe que esbanja vaidade. Com cara e trejeitos de pop star, ele não hesita em humilhar os que considera feios e diferentes.

Mas certas sutilezas só são compreendidas por adultos. Crianças maiores, acima dos dez anos, podem até entender uma ou outra piada, uma ou outra ironia. As menores vão apreciar apenas as músicas e dancinhas e correm o risco de ficarem cansadas. Não que o filme seja monótono. Pelo contrário, é movimentado. Mas até o excesso de corre-corre, as fugas, as idas e vindas podem cansar os muito pequenos.


Outra dificuldade para os menorzinhos são os nomes, tanto dos lugares quanto dos personagens. Nada foi traduzido na versão dublada. Os bonecos têm nomes complicados como Ugly Dog, Wage, Babo e Lucky Bat, que podem até ser conhecidos por uma ou outra criança como bonecos, mas não são exatamente brinquedos populares no Brasil. Ou seja: os muito pequenos vão fatalmente precisar da ajuda de algum adulto para esclarecer que "ugly" significa feio em inglês, e "dolls" quer dizer bonecos. Na versão nacional da animação, Aline Wirley, João Côrtes, Rincon Sapiência e Paula Lima dão voz aos personagens Moxy, Lou, Ugly Dog e Mandy, respectivamente.

João Côrtes, Paula Lima, Aline Wirley e Rincon Sapiência (Foto: Divulgação)

Há pelo menos duas mensagens bem explícitas em "Uglydolls". A primeira parece dizer: seja curioso, aventure-se, não desista dos seus sonhos, atreva-se, alargue seus horizontes. A segunda, talvez mais clara do que a primeira, fala da aceitação do que é diferente, da beleza que pode haver por trás da imperfeição, de preconceitos. Não deixa de ser uma ótima intenção, principalmente nesses tempos de intolerância com o que é estranho e foge dos padrões. Mais do que doutrinar a criançada, talvez a intenção da diretora Kelly Asbury tenha sido a de levantar dúvidas e questionamentos.

Se saírem do cinema perguntando coisas aos adultos que os levaram à sessão, o filme já terá cumprido sua função. Atualmente, os desenhos animados parecem ter sempre alguma intenção por trás da história. Difícil encontrar um que tenha o único objetivo de divertir.
Duração: 1h27
Classificação: 6 anos
Distribuição: Diamond Films


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quinta-feira, 16 de maio de 2019

"John Wick 3 - Parabellum" precisa de capa pra proteger do banho de sangue

Keanu Reeves desrespeita as regras da organização e vira um foragido com a cabeça a prêmio (Fotos: Mark Rogers e Niko Tavernise/Metropolitan Film)

Maristela Bretas


"John Wick 3 - Parabellum" não vai encerrar a franquia neste filme. Este é o único spoiler que darei na crítica. Portanto pode continuar lendo sobre o novo filme de Keanu Reeves que estreia nesta quinta-feira (16) nos cinemas. Ultramegaviolento, com sangue jorrando a todo o momento pela tela, a produção é quase um capítulo de novela. A trama começa exatamente onde parou no segundo filme de 2017. Uma forma de forçar as pessoas que queiram entender melhor a franquia de assistir os dois primeiros. Este terceiro, no entanto, exige estômago forte. Em algumas cenas confesso que virei o rosto. Reeves fez um vídeo de 60 segundos com uma explicação resumida da saga. Confira:


O protagonista, que já era um matador contratado, evoluiu no quesito modalidades de assassinatos. A frase "Facas e canivetes primeiro" cabe perfeitamente à trama, sem esquecer as armas de grossíssimo calibre, capazes de cortarem uma pessoa ao meio. O resultado não poderia ser outro: corpos e mutilações do início ao fim e lutas com um nível de violência que vi em poucos filmes, inclusive nos antecessores - "De Volta ao Jogo" (2014) e "John Wick - Um Novo Dia Para Matar" (2017).


Uma coisa ninguém vai poder dizer contra este terceiro longa - que falta ação. A começar pelo título - "Parabellum" significa "Prepare-se para a guerra". O diretor Chad Stahelski (responsável por todos os filmes da franquia) não economizou em ação e efeitos visuais excelentes, que sustentam o filme, já que o roteiro não traz muita novidade. Keanu Reeves tem ótima atuação. Seu personagem consegue ser um sujeito violento, mas também sentimental e leal. Só não muda a expressão - é a mesma em todas as situações, mantendo a cara de "Matrix" inclusive em outras produções, como na recente "Cópias - De Volta à Vida".


O elenco conta ainda com ótimas interpretações. Ian McShane mescla, na medida certa, frieza, ironia e também tem as tiradas mais divertidas, ao repetir o papel de Winston, "gerente" do Hotel Continental de Nova York, QG da organização Alta Cúpula, para a qual John Wick trabalhava. Laurence Fishburne, sempre ótimo em tudo que faz, não é diferente como Bowery King. Tem ainda Halle Berry, como Sofia, uma matadora que luta e atira muito; Lance Reddick, como Charon, o porteiro/braço direito de Winston no hotel; Anjelica Huston, a diretora da máfia russa; Asia Kate Dillon, fazendo a juíza da Alta Cúpula que comanda a caçada a John Wick, e Mark Dacascos, o assassino Zero enviado pela juíza.


Mas o forte mesmo, que segura na cadeira o público que gosta deste tipo de filme são as cenas de lutas e as perseguições, tanto a pé quanto de moto. O "não tão mocinho" Wick apanha muito, toma tiro e facada, cai de telhado, torna a apanhar, mas parece de borracha - levanta e sai correndo. Pode parecer sem sentido, mas mesmo com tanta violência, "John Wick 3" tem também momentos engraçados e surpreendentes que agradam. Claro que os cães não poderiam ficar de fora - afinal, eles deram início a toda essa matança. E arrasam em suas participações.


Na história, após assassinar no segundo filme o chefe da máfia Santino D'Antonio (Riccardo Scamarcio), dentro do Hotel Continental, John Wick quebra as regras e passa a ser perseguido por um exército de assassinos atrás da gorda recompensa de U$ 14 milhões oferecida pela Alta Cúpula. Agora, ele precisa unir forças com antigos parceiros que o ajudaram no passado e até inimigos, enquanto luta por sua sobrevivência.


O certo é que, mesmo chocando pelas cenas extremamente violentas, "John Wick 3 - Parabellum" pode agradar aos fãs do gênero ação. Mesmo sem cenas pós-crédito, os protagonistas deixam claro que haverá mais uma continuação, despertando o interesse de quem pretende continuar acompanhando a franquia. Para este terceiro, o expectador só não pode esquecer a capa de chuva para não ficar com a roupa manchada pelo banho de sangue de mais duas horas de projeção.


Ficha técnica:
Direção: Chad Stahelski
Produção: Lionsgate Productions / Summit Entertainment
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 2h11
Gênero: Ação
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #JohnWick3, @KeanuReeves, @johnwickofilme, #ação, #violenciaextrema, #ChadStahelski, @Lionsgate, @ParisFilmes, #EspaçoZ, @cinemanoescurinho, #cinemaescurinho

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Passados 25 anos, "Hellboy" muda a cara e o diretor e volta mais violento para encerrar trilogia

David Harbour interpreta o herói vermelho com cara de demônio que vai enfrentar uma feiticeira do passado (Fotos: Metropolitan Film / Divulgação)

Maristela Bretas



São muitos os fãs que deixaram claro que não gostaram da troca feita na direção e personagem principal para "Hellboy", último filme da trilogia que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. No lugar do diretor Guillermo Del Toro entra Neil Marshall (da série "Game of Thrones"). Para substituir Ron Perlman como o personagem que veio do inferno e tem chifres cortados, foi escolhido David Harbour (o xerife bonzinho de "Stranger Things"), que apesar de carismático, apresenta um herói bem mais violento que seu antecessor.


Mas nem por isso o filme ficou ruim. "Hellboy" recebeu bons efeitos visuais, muita ação, trilha sonora na medida e boas interpretações de David Harbour e Milla Jovovich. Além das locações para as filmagens no reino Unido e na Bulgária. Para quem está conhecendo a saga, é possível entender a história do herói vendo apenas este terceiro filme. Mas fica mais fácil a compreensão assistindo aos filmes anteriores - "Hellboy" (2004) e "Hellboy 2 - O Exército Dourado" (2008), não só para uma comparação, mas para entender melhor a trajetória do herói. 


Apesar de o título em português repetir o do primeiro filme, trata-se de uma sequência e não um reboot para retomar a saga do herói com cara de demônio, também chamado de Anung Un Rama. O filme começa com Hellboy dentro do grupo especial de humanos de combate a forças estranhas, trabalhando sob a supervisão de seu mentor, Trevor Bruttenhalm (papel de Ian McShane). O que muda nesta versão é que ela explica a origem do herói e porque essa descoberta pode mudar sua vida e fazê-lo mudar de lado.


Criado em 1994 para os quadrinhos Dark Horse Comics por Mike Mignola que colabora no roteiro deste filme, Hellboy é diferente dos tipos mais comuns de heróis. Assim como Hulk, da Marvel Comics, ele é enorme, vermelho, com cara de mal (e muito feio), mas tem um coração enorme, é fiel aos amigos e está confuso por ser rejeitado pelos humanos que o consideram um monstro perigoso, "coisa do demo". Recentemente o ator David Harbour esteve no Brasil para divulgação do filme e participou de uma divertida brincadeira de palavras. Confira:


Contando apenas com seus amigos - major Ben Daimio (Daniel Dae Kim) e a jovem  Alice Monaghan (Sasha Lane), o herói vai enfrentar desta vez a  feiticeira Nimue ou Rainha de Sangue (vivida por Milla Jovovich, da franquia"Resident Evil") que há séculos foi morta pelo Rei Arthur e separada em seis partes, espalhadas por lugares distantes da Inglaterra. Séculos depois, o massacre a um mosteiro próximo a Londres levanta a suspeita de que alguém pode estar querendo ressuscitar Nimue. 


Hellboy recebe a missão de conter essa ameaça que quer extinguir toda a vida no planeta. Ele só não esperava que a rainha má fosse ligada a seu passado e o faria questionar sua lealdade ao professor Bruttenhalm e ao a B.P.R.D (Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal). O filme é uma boa distração e entra no circuito de cinema em desvantagem, uma vez que vai disputar salas pelo Brasil e o mundo com o arrasa quarteirão "Vingadores: Ultimato".


Ficha técnica:
Direção: Neil Marshall
Produção: Millenium Films / Dark Horse Entertainment
Distribuição: Imagem Filmes
Duração: 2h01
Gêneros: Ação / Fantasia
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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segunda-feira, 13 de maio de 2019

"Kardec", uma produção bem conduzida para contar a trajetória do maior nome do espiritismo

Leonardo Medeiros é o protagonista desta biografia ambientada em Paris a partir de 1857 (Fotos: Daniel Behr / Conspiração Filmes)

Maristela Bretas


Ótima fotografia, cenários e figurinos bem elaborados e uma reconstituição de época muito bem feita, além da interpretação sob medida de Leonardo Medeiros garantem a "Kardec" uma boa recomendação. O filme explora a vida do grande codificador do espiritismo, Allan Kardec, focando mais a partir de 1857, quando Hypolite Leon Denizard Rivail já estava com 53 anos, atuando como educador de um Liceu em Paris para depois se tornar Allan Kardec. Em muitos momentos a produção se torna monótona, mas também tem pressa em contar como o protagonista se tornou Allan Kardec, abraçando a doutrina espírita.


Do professor descrente, que só aceitava as situações que a ciência podia provar, ao homem que dedicou o resto de sua vida a escrever e explicar o espiritismo, o filme pincela alguns detalhes, como a perseguição da Igreja Católica, a maior inimiga da doutrina na época. Ou a caça às bruxas incentivada por bispos após a publicação de seu maior sucesso "O Livro dos Espíritos". Pregar a doutrina significou para Kardec conquistar seguidores e ferrenhos inimigos, despertou inveja, ganância, medo e também admiração e respeito.


Leonardo Medeiros é Allan Kardec e Sandra Corveloni faz o papel da esposa Amélie-Gabrielle Boudet, uma mulher que amava o marido e abraçou sua causa. Eles dividem o elenco com nomes como Guilherme Piva (Didier), Genézio de Barros (Padre Boutin), Guida Vianna (Madame De Plainemaison), Julia Konrad (Ruth-Celine), Charles Fricks (Charles Baudin), Licurgo Espinola (Sr. Babinet), Letícia Braga (Julie), Julia Svacina (Caroline), Dalton Vigh (Sr. Dufaux) e Louise D’Tuani (Ermance Dufaux).


Com roteiro de L.G. Bayão (“Irmã Dulce”, “Heleno” e “Minha Fama de Mau”) e direção de Wagner de Assis, o longa  acompanha a trajetória de Kardec desde o período em que atuava como educador, com mais de 20 livros didáticos publicados, passando pela investigação dos fenômenos, pelo processo de codificação da doutrina espírita, até a publicação e repercussão de “O Livro dos Espíritos”, quando adotou o nome de Allan Kardec, que também é explicado no enredo.


O tempo de projeção é pouco para abordar a vida e obra deste grande homem, que foi perseguido, desacreditado, mas que soube ser ouvido e respeitado por gerações até os dias de hoje. A narrativa é leve, permite ao mais leigo entender o filme, baseado em fatos reais. Apresentar as médiuns Ermance De La Jonchére Dufaux e as jovens irmãs Caroline e Julie Boudin, que ajudaram Kardec em seu primeiro livro também foi um dos pontos positivos do drama de Wagner de Assis. Ajudou a entender o que fez aquele professor tão cético se voltar para um mundo espiritual.


"Kardec" é uma produção nacional muito bem feita, os atores cumprem bem seus papéis e a condução permite entender um pouco a história do protagonista, sem aprofundar muito. Fica a desejar na explicação do que realmente é o espiritismo e o que prega a obra literária. Os ambientes iluminados por velas (como na época), ajudam a criar o clima ideal para as manifestações dos espíritos, dando um gás na narração, que também ficava arrastada, assim como algumas cenas.



Ficha técnica:
Direção: Wagner de Assis
Produção: Conspiração Films
Distribuição: Sony Pictures
Duração: 1h50
Gêneros: Drama / Biografia
País: Brasil
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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