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30 abril 2026

Mais atual do que nunca: "O Diabo Veste Prada 2" mostra que o poder nunca sai de moda

Esperada sequência mantém o elenco original, além de trazer participações especiais de novas celebridades (Fotos: 20th Century Studios)
 
 

Patrícia Cassese

 
Passados 20 anos da estreia nas telas, os cinemas de todo o Brasil recebem nesta quinta-feira (30) a esperada sequência "O Diabo Veste Prada 2" ("The Devil Wears Prada 2"), que tem como epicentro o retorno de Andrea Sachs (Anne Hathaway) à redação da "Runway", ainda capitaneada por Miranda (Meryl Streep).

O elenco da sequência (comandada por David Frankel, mesmo diretor do primeiro) conta novamente com outros atores centrais do filme de 2006 - Emily Blunt (a secretária Emily) e Stanley Tucci (Nigel, assessor de Miranda). Um pequeno detalhe: o tempo parece não ter passado para eles. 

Por outro lado, acopla Kenneth Brannagh (marido de Miranda), Lucy Liu (a bilionária Sasha Barnes) e Patrick Brammall (o novo namorado de Andrea), entre outros. 

Os fãs do filme original certamente se lembram do enredo, mas vamos lá, colocar em repasse. Nele, a jovem jornalista Andrea Sachs acalenta a pretensão de trabalhar em uma revista prodigiosa de Nova York, onde almeja fazer reportagens de vulto. 


No entanto, acaba parando na "Runway" (uma publicação de moda não estava de modo algum em seu radar), e contratada para ser a segunda secretária da toda-poderosa Miranda (a primeira é Emily), mulher a quem todos temem, evitando mesmo pegar o mesmo elevador que ela. 

Em um ambiente de extrema vaidade e luxo, Andrea corta um dobrado para atender aos infinitos caprichos da chefe (como ser desafiada a conseguir um original de um novo volume da saga Harry Potter antes da publicação) e, não bastasse, tentar manter o namoro e as amizades em dia. 

Em meio a tudo isso, diante do olhar implacável e rascante de Miranda, entende que, para continuar por ali, precisa também mudar seu modo de se comportar e, principalmente, de se vestir. Não é spoiler lembrar que, após a temporada de moda de Paris, Andrea acaba entendendo que seu ciclo por ali está encerrado, partindo para novos desafios profissionais.


"O Diabo Veste Prada 2" tem início com o nome de Andrea Sachs sendo anunciado como o vencedor entre os concorrentes a um prestigioso prêmio jornalístico. A noite, que deveria ser motivo de júbilo, porém, é arruinada pela demissão de vários jornalistas do veículo, Andrea inclusa. 

Pior: a demissão é feita por Whatsapp, ou seja, da maneira mais impessoal possível - trabalhadores de todo o mundo sabem que a tática tem sido comum nesses novos tempos. Com lágrimas nos olhos, ela sobe ao palco e, após receber o citado prêmio, faz um discurso potente que rapidamente viraliza.

Entre os que o visualizam o vídeo está Irv Ravitz (Tibor Feldman), dono do grupo que detém a "Runway", e seu filho, Jay, vivido por B.J. Novak. Entendem, ali, que estão diante de uma oportunidade e tanto: contratar Andrea Sachs para comandar um núcleo de reportagens especiais, visando deter a queda no prestígio da revista. 


Apenas "se esquecem" de contar o plano a Miranda. Ao ver uma entusiasmada Andrea adentrar a redação assim, do nada, a ficha - tanto a de Miranda quanto a de Nigel - demora a cair. E eis que Andrea se vê mais uma vez lutando para conquistar a aprovação da ex-chefe.

E onde entra Emily nessa história? Bem, a antiga secretária, que nunca perdoou Andrea por ir em seu lugar na Semana de Moda de Paris, agora trabalha para a Dior e namora um ricaço disposto a atender todos os desejos da bela. Se o mundo dá voltas, Emily é um exemplo. Agora mais poderosa que Miranda, ela no fundo acalenta um sonho muito particular quanto a "Runway".

"O Diabo Veste Prada" (Foto: Divulgação)

O filme de 2006

Lançado em 2003, o livro "O Diabo Veste Prada", de Lauren Weisberger, não tardou a se tornar best-seller - e muito do interesse pela leitura veio do fato de a autora ter trabalhado por algum tempo como assistente da toda poderosa Anna Wintour, figura mítica do mundo da moda. 

Como não poderia deixar de ser, ficou evidente que, mesmo com pinceladas ficcionais, a editora de moda descrita na obra - a temida Miranda Priestly - era uma representação da poderosa editora da "Vogue" norte-americana, enquanto a, digamos assim, mocinha da história, Andrea Sachs, uma jovem jornalista à procura de emprego em Nova Iorque; a da própria Weisberger. Na esfera ficcional, a "Vogue", porém, virou "Runway".

Em um caminho quase orgânico no mercado, o êxito de vendas do livro despertou a atenção dos estúdios cinematográficos e, em 2006, estreava o filme de mesmo nome, dirigido por David Frankel. 

Em cena, Meryl Streep dava vida a Miranda, enquanto Anne Hathaway, a Andrea (Andy) Sachs. O elenco se completava com atores de talento mais que reconhecido, como Emily Blunt e Stanley Tucci, além de trazer participações especiais de celebridades como Gisele Bündchen.


Temas atuais

O novo filme ganha muitos pontos ao abordar como as coisas mudaram no mundo nestas duas décadas entre um filme e outro - e aí não estamos falando só das demissões cada vez mais impessoais, mas de avanços tecnológicos, IA... 

Um ponto tratado é o próprio declínio das revistas impressas - alguns vão se lembrar dos (bons) tempos em que algumas edições ou títulos costumavam simplesmente esgotar nas bancas. 

Outro ponto que conversa bastante com a realidade é quando o herdeiro de Irv contrata profissionais que nada sabem do mercado, mas que ostentam ares de consultores, detentores da sabedoria quando a pauta é tentar salvar a empresa. 

Não bastasse, "O Diabo Veste Prada 2" aborda uma opção recorrente no "mundo real" do trabalho quando a ideia é "salvar" empresas: demitir os funcionários mais antigos de casa, portanto, os mais velhos.


A questão corte de despesas nas empresas, aliás, traz um momento particularmente divertido, quando Miranda está para embarcar no avião rumo à Semana de Moda de Milão. Sim. Se no primeiro filme o destino fashionista era Paris, neste, é a meca italiana, com direito a belas imagens do Lago de Como e de um frame particularmente belíssimo: o de Meryl Streep em uma galeria Vittorio Emanuele II vazia. 

Mas a cena mais emblemática do longa é a que se passa em um estúdio no qual o famoso afresco "A Santa Ceia", de Michelangelo, foi reproduzido. Evidentemente, as filmagens não poderiam jamais, em tempo algum, serem feitas junto à obra-prima original, que se encontra na igreja Santa Maria delle Grazie. 

No entanto, é o simbolismo da obra (pintada entre 1495 e 1498) e o contexto em que aparece em cena que verdadeiramente importam. Em meio à discussão sobre os novos tempos, diante do irrefreável avanço tecnológico, o capolavoro de Michelangelo, que atravessa os séculos mantendo seu misticismo e o poder de atrair milhares de interessados em visitá-lo (as reservas devem ser feitas com meses de antecedência), está a lembrar que as máquinas jamais vão substituir de todo o talento do homem, tampouco alcançar o status de arte.

Lady Gaga e Doechii (Divulgação)

No quesito participações especiais, os fashionistas não vão sair de "O Diabo Veste Prada 2" entendiados... Além de Donatella Versace e Lady Gaga, tem Heidi Klum, Marc Jacobs, Stefano Gabbana, Domenico Dolce e a belíssima modelo canadense Winnie Harlow, porta-voz do vitiligo, entre outros não menos glamourosos.

Outro ponto de destaque do longa é a trilha sonora com músicas inéditas de Lady Gaga, especialmente no dueto com a rapper Doechii na faixa dançante "Runway". Apesar dos rumores, foi desmentido o dueto de Gaga com Madonna, que só retorna na conhecida "Vogue", do primeiro filme. 

A seleção musical conta ainda com Dua Lipa na música "End of An Era"; Raye cantando "Worth It"; SZA interpretando "Saturn"; Olivia Dean, com "Nice To Each Other"; Miley Cyrus e Brittany Howard fazendo dueto em "Walk of Fame", entre outros intérpretes do pop. 

Com tantos ingredientes na receita, "O Diabo Veste Prada 2" tem artilharia para agradar a variados públicos, dos fãs de moda aos adeptos do bom entretenimento. E é óbvio que parte desse acerto se deve, como já pontuado, ao talento dos atores envolvidos - afinal, Meryl Streep não veio ao mundo a passeio. 


E se nesses 20 anos as caras de Miranda Priestley continuaram por aí, circulando em memes e gifs populares nas redes, certamente não será diferente desta vez - até porque, ela repete bordões, frases e olhares do filme matricial, para delírio dos espectadores.

Como não dá para não colocar um porém, esse fica por conta de o frenesi que a personagem Andrea exibe no curso da parte 2 da história uma familiaridade com o universo dos ricos e poderosos, bem como com os figurinos de grifes inalcançáveis aos meros mortais. Mesmo sendo um pouco dissonantes ao perfil intelectual que a "saga" inicialmente propõe para caracterizar a jornalista. 

Mas vamos relevar esse "detalhe". Se a vida demanda momentos de lazer e diversão, e o cinema entra muitas vezes como uma boa opção para tal, ir a "Diabo Veste Prada 2" é decisão acertada. Um entretenimento de primeira.


Ficha técnica:
Direção: David Frankel
Roteiro: Aline Brosh McKenna
Produção: Walt Disney Pictures e 20th Century Studios
Distribuição: Disney Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2 horas
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: comédia, drama

03 agosto 2025

Em "Drácula - Uma História de Amor Eterno", a paixão arrebatadora toma o lugar do terror

Caleb Landry Jones interpreta com perfeição o famoso Mestre dos Vampiros na nova versão romântica
dirigida por Luc Besson (Fotos: Paris Filmes/Divulgação)
 
 

Maristela Bretas

 
A nova e impactante aposta do diretor Luc Besson no gênero terror, "Drácula - Uma História de Amor Eterno" ("Dracula: A Love Tale") estreia nesta quinta-feira (7) nos cinemas. Esta é mais uma adaptação do clássico literário de Bram Stoker a chegar às telas, mas se diferencia ao fugir do terror habitual de outras versões. 

Focando na paixão arrebatadora do personagem, além de entregar muita ação, o longa é tão envolvente que o espectador pode até se pegar torcendo pelo "vilão". 

A trama começa no século XV, quando o príncipe Vlad (Caleb Landry Jones) perde sua esposa Elisabeta (Zoe Bleu). Desesperado, culpa Deus por não tê-la protegido enquanto ele lutava em Seu nome. 

Amaldiçoado com a vida eterna, Vlad se transforma no Conde Drácula e passa séculos em busca de sua amada, contando com a ajuda de um exército de vampiros criados por ele ao longo de sua jornada. 


Até que no século XIX, em Londres, ele finalmente encontra Mina (também interpretada por Zoe Bleu), uma jovem que acredita ser a reencarnação da falecida. Contudo, terá de enfrentar um padre exorcista e caçador de vampiros, papel do brilhante Christoph Waltz, vai tentar pôr fim ao reinado de Drácula e impedir que ele faça mais uma vítima.

Apesar das guerras sangrentas e os inúmeros ataques, o filme tem seu principal foco na paixão de Vlad por Elisabeta. Ele não se conforma em tê-la perdido, retornando sempre a seu túmulo e tentando em vão se matar inúmeras vezes para quebrar a maldição. 


Incapaz de morrer, ele cria um exército de vampiros pelo mundo que lhe garante o sangue necessário para a juventude e o auxilia a encontrar sua amada novamente.

Um contraponto interessante explorado por Besson: Drácula perde a fé em Deus, mas mantém uma esperança inabalável em reviver seu único e verdadeiro amor. 

Para o Mestre dos Vampiros, nada mais importa. As pessoas transformadas por suas mordidas sejam adultos ou crianças, não passam de escravos descartáveis, usados apenas para que ele atinja seu objetivo. 


Caleb Landry Jones está arrebatador no papel principal, em uma parceria notável com o ótimo Christoph Waltz. A cena do confronto final entre o bem e o mal é uma das mais marcantes do filme, tanto por sua estética quanto pela abordagem profunda sobre o amor e o que se é capaz de fazer em nome dele. 

Todo o elenco cumpre muito bem seus papéis, especialmente as atuações de Zoe Bleu e Matilda de Angelis, como a vampira Maria.


Destaque também para os figurinos e os cenários, explorando os tons quentes do outono europeu. As locações na Hungria, Florença, Finlândia e Paris oferecem um visual deslumbrante. 

Até mesmo as cenas internas, que se passam dentro de um convento, no castelo de Vlad ou no quarto onde o casal se amava loucamente foram muito bem conduzidas pelo diretor francês, que possui inúmeros sucessos em sua filmografia, como o frenético e alucinante "Lucy" (2014) e o eletrizante "Anna - O Perigo tem Nome" (2019).


Tudo isso somado à trilha sonora, composta por belos arranjos de Danny Elfman. O compositor e ex-vocalista e líder da banda Oingo Boingo, é conhecido por trabalhos em filmes como "Batman" (1989), "Batman, O Retorno" (1992), "O Estranho Mundo de Jack" (1993), a franquia Homem-Aranha (2002, 2004 e 2007), "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura" (2022), "Os Fantasmas Ainda se Divertem" (2024), entre outras dezenas de sucessos.

"Drácula - Uma História de Amor Eterno" é um filme que merece muito ser assistido, tanto pela excelente direção, quanto pelo trabalho visual surpreendente e pelas atuações de alta qualidade do elenco.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Luc Besson
Produção: Europa Corp, LBP Productions, Actarus e TF1
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h09
Classificação: 16 anos
País: França
Gêneros: terror, romance

31 julho 2025

Em tempos de Tinder, “Amores Materialistas” fala sobre as dificuldades de se encontrar alguém para amar

Longa é uma comédia com pé no chão sobre amor e relacionamentos, sem romantização (Fotos: Divulgação)
 
 

Jean Piter Miranda

 
Lucy (Dakota Johnson) é uma casamenteira. Ela trabalha em uma agência de encontros, onde os clientes procuram o “amor pra vida inteira”. Ela é uma espécie de “personal Tinder”. Em vez do aplicativo, quem paga pelo serviço tem a consultoria de uma pessoa especializada no assunto. 

Durante a festa de casamento de uma de suas clientes, Lucy conhece Harry (Pedro Pascal). Rico, bonito, charmoso, solteiro, gentil e interessado nela desde o primeiro olhar. Só que aí aparece o garçom John (Chris Evans), o ex-namorado dela. Bonitão, charmoso, porém, pobre. Duro, quebrado, liso. 

Com quem Lucy vai ficar? Esse poderia ser o título do filme, mas estamos falando de “Amores Materialistas”. O novo filme da diretora Celine Song, do ótimo “Vidas Passadas” (2024), que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (31).


Poderia ser uma comédia romântica. Até tem cenas engraçadas, romance, mas a pitada de drama adicionada à história muda tudo. É sobre amor e relacionamentos, sem romantização. Uma comédia com pé no chão e conversa séria, pra gente adulta, ideal para os dias atuais. 

Os clientes de Lucy são sempre muito exigentes. Altura, peso, profissão, renda, gostos musicais, idade, se tem pet ou não, fumante ou não, preferência política... Se o primeiro encontro der certo, Lucy marca o segundo, o terceiro... Ela vai intermediando até que o casal decida se casar. Aí é case de sucesso!


Em meio aos encontros que vai mediando, Lucy começa a engatar um namoro com Harry. O cara perfeito, nas palavras dela. Ele seria uma ótima opção para todas as mulheres que ela tem na cartela de clientes. Porém, o bonitão só quer a bonitona. 

Mas e o John? Além de garçom, ele é aspirante a ator, sem muita expectativa de dias melhores. Principalmente quando se trata de dinheiro. O encontro entre ele e Lucy mexeu com os dois. Por que eles não deram certo? Por que se separaram? Dá pra voltar ou ficarem juntos outra vez? Ainda se amam? Será que se amavam? São questões para ambos.


O rico bonitão perfeito ou o gato pobre que já não deu certo uma vez? Até onde o dinheiro interfere ou pode interferir nessa equação? Só o amor não basta? É possível encontrar amor e prosperidade financeira na mesma pessoa? E as outras muitas coisas da vida a dois? Essas questões vão surgindo ao longo do filme com reflexões que certamente vão mexer com quem assiste. 

Há também observações sobre os clientes de Lucy que vão interferindo no curso da história. Em tempos de customização de tudo, é possível achar a pessoa ideal, com todos os requisitos que enumeramos? Ou será que isso é um impedimento para se conhecer uma pessoa interessante? E se tirarmos as exigências, por sorte, pode aparecer a “pessoa certa”?


São questões muito atuais abordadas no filme. Em um mundo onde tudo é mercadoria, serviço e descartável, é justo que pessoas também sejam tratadas assim? Onde tudo é passageiro, inclusive os amores, é possível amar e ser amado? A gente tá procurando do jeito certo e no lugar certo?

Esses muitos questionamentos apresentados direcionam as decisões dos personagens e o desfecho do filme. Haverá aqueles que irão gostar e também os que não desgostarão do fim. 

A história é conduzida com sensibilidade e, acima de tudo, com sensatez. Sem malabarismos ou situações de contos de fadas. Não há a menor pretensão de dar receitas prontas ou oferecer respostas. Cada expectador vai levar um caminhão de reflexões pra casa. É isso. 

Gostando ou não do filme, estando solteiro ou à procura de alguém, casado ou separado, não importa. “Amores Materialistas” vai ficar na sua cabeça por um bom tempo.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Celine Song
Produção: Stage 6 Films, A24
Distribuição: Sony Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h57
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: comédia, romance

07 novembro 2024

"Operação Natal" se distancia do sentimentalismo e coloca agito na telona

Produção conta com elenco de peso para resgatar o Papai Noel, sequestrado pouco antes do período festivo (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Eduardo Jr.


O sequestro do Papai Noel é o ponto de partida de “Operação Natal” (“Red One”). O filme, que acaba de chegar aos cinemas brasileiros, tem direção de Jake Kasdan, responsável por conduzir “Jumanji - Bem-vindo à Selva”, em 2018 e “Jumanji: Próxima Fase”, no ano de 2019. O longa tem distribuição da Warner Bros. Pictures.

O longa está mais para aventura do que comédia. J.K. Simmons ("Whiplash: Em Busca da Perfeição" - 2014) dá vida ao Papai Noel bombado. 

Quando o bom velhinho desaparece, o comandante da segurança do Polo Norte, Callum Drift, vivido por Dwayne “The Rock” Johnson (que trabalhou com Jake Kasdan nos dois filmes de "Jumanji" e também protagonizou "Adão Negro", 2022) vai atrás dos sequestradores.


Mesmo sendo Natal, uma data em que a figura principal é o vovô de roupa vermelha, o longa inicia exaltando a dedicação e competência do comandante Drift. E é claro que o público vai torcer por ele na operação para resgatar “Das Neves”, codinome do bom velhinho. 

Nesta versão modernizada, o Papai Noel também é carinhosamente chamado de Nick em alguns momentos (coerente para quem tem sua figura inspirada em São Nicolau).


A missão de resgate do comandante Drift não será solitária. A chefe do departamento de proteção de criaturas mitológicas Zoe (Lucy Liu, de "Shazam! Fúria dos Deuses" - 2023) obtém pistas de quem invadiu o sistema para localizar Papai Noel. 

O responsável foi o golpista Jack O'Malley, interpretado por Chris Evans (o Capitão América de toda a franquia "Vingadores", incluindo "Guerra Ciivil" - 2011 a 2019), um caçador de recompensas. Como só ele pode rastrear quem o contratou para hackear a localização, acaba se tornando parceiro de Drift.

Juntos eles descobrem que quem está por trás do sequestro é a vilã Gryla, vivida por Kiernan Shipka (Longlegs: Vínculo Mortal- 2024). Mas infelizmente, a atriz tem pouco tempo de tela (um dos deslizes deste filme). 


Até chegar ao paradeiro do Papai Noel, diversas cenas de luta e perseguição, com muitos efeitos visuais, preenchem a tela. Sem falar nas músicas, no estilo ''cenas de ação da Marvel". 

Em alguns momentos é nítido que a qualidade do CGI poderia ser melhor. Contudo, no geral, o filme diverte. Não deixa o espectador ansioso pelo fim nos seus 133 minutos de duração. 

Talvez o estranhamento para alguém mais crítico resida no fato de que os ajudantes do Papai Noel pareçam criaturas alienígenas. E que, embora este seja um filme natalino, a emoção, as mensagens sobre união e o sentimentalismo só marcam presença no final. Mais uma obra para figurar entre os títulos da Sessão da Tarde.


Ficha técnica
Direção: Jake Kasdan
Roteiro: Chris Morgan
Produção: Amazon MGM Studios e Seven Bucks Productions
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h13
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: ação, aventura, comédia, família

14 agosto 2024

Lapinha da Serra recebe 2º Cine Lapinhô com programação gratuita e diversidade cultural



Da Redação


Com 40 filmes e vasta programação artística gratuita, o município de Lapinha da Serra, na Serra do Cipó, recebe de hoje a domingo (18) a segunda edição do 2º Cine Lapinhô, que acontece na Praça da Igreja e na Casa Pirilampo. 

Com o tema "Quando os Mundos se Encontram", o Cine Lapinhô explora encontros entre diferentes culturas, tempos, realidades e ideias, abrindo espaço para novos mundos possíveis. A programação pode ser conferida no site https://cinelapinho.com.br/.

Chef Jack - O Cozinheiro Aventureiro (Guilherme Fiúza Zenha)

A abertura oficial será nesta quarta-feira (14), às 19 horas, na Praça da Igreja, com a exibição do longa-metragem de animação "Chef Jack - O Cozinheiro Aventureiro", dirigido por Guilherme Fiúza Zenha, um dos homenageados deste ano. Após a sessão haverá um bate-papo com o produtor Luiz Fernando de Alencar e Júlia Nogueira, que trabalhou em parceria com Zenha na elaboração de projetos audiovisuais.

Além de Guilherme Fiúza, o festival homenageia, no dia 16, o instrumentista, cantor, compositor e ator Maurício Tizumba com a exibição do filme "Pequenas Histórias", dirigido por Helvécio Ratton. Nele o multiartista dá vida ao personagem Tibúrcio, um pescador que se casa com Iara, a mãe d'água.

Amei Te Ver (Ricardo Garcia)

O ator Paulo César Pereio, assim como Guilherme Fiúza Zenha, também receberá homenagem póstuma (ambos morreram em 2024). No dia 17 será exibido o curta-metragem "Mi Buenos Aires Querido", gravado durante uma viagem do ator e sua filha, Lara Velho, à capital argentina. O ator será representado por seu filho, João Velho, que compartilhará memórias e histórias do pai.

Viagens para o interior Vila do Cocal - Josué Castilho dos Santos

O público poderá assistir a 38 curtas-metragens, sendo dois convidados e 36 selecionados por meio de um edital que recebeu 517 inscrições de todo o Brasil. E participar de oficinas, bate-papos com convidados e de diversas atrações artísticas para toda a família. Serão quatro apresentações musicais, entre elas DJ Thiagão, Samba de Senzala com Filipe do Mundo e Simone Lucy, e Trio Lapinhô com Coroné e o Batuque de Lapinha.

O evento terá também apresentações circenses, oficinas brincantes para crianças e o circuito gastronômico 2º Cine Gastrô. O evento irá premiar os filmes de melhor animação, melhor ficção, melhor documentário e melhor híbrido, que serão indicados por júri especialista convidado.


Serviço
2º Cine Lapinhô
Data: 14 a 18 de agosto:
Local: Praça da Igreja - Lapinha da Serra - Serra do Cipó/MG
Entrada: gratuita
Informações: https://cinelapinho.com.br/

04 julho 2024

Minions roubam a cena novamente e arrasam em "Meu Malvado Favorito 4"

Gru e a família correm perigo e precisam se esconder de um vilão com sotaque francês e da namorada dele (Fotos: Illumination Entertainment) 


Maristela Bretas


Eles estão de volta, ainda mais engraçados e trapalhões. Os Minions não ganharam um terceiro filme, mas "Meu Malvado Favorito 4" ("Despicable Me 4"), que estreia nesta quinta-feira nos cinemas, é quase como uma continuação dos sucessos "Minions" (2015) e "A Origem de Gru" (2022). Os famosos baixinhos amarelos de macacão azul arrasam e roubam as cenas cada vez que aparecem, provocando boas gargalhadas. 


A famosa franquia, iniciada em 2010, com sequência em 2013, volta a reforçar a importância da família, como aconteceu em "Meu Malvado 3" (2017). Os Minions seguem com as vozes inconfundíveis de Pierre Coffin (original) e Guilherme Briggs (dublagem em português), para alegria dos fãs. Eles ganham mais espaço e superpoderes e confirmam que são a maior atração (ou pelo menos, a mais divertida) das cinco animações criadas pelos estúdios Illumination e Universal Pictures. 

Gru (novamente dublado por Steve Carell e em português por Leandro Hassum) e Lucy (vozes de Kristen Wiig e Maria Clara Gueiros) agora estão casados e são pais de Margô (Bruna Laynes), Edith (Ana Elena Bittencourt) e a caçula super fofa Agnes (Pamella Rodrigues). 


A novidade do quarto filme da franquia é o novo membro da família - Gru Jr.. Ele lembra muito o bebê Zezé, de "Os Incríveis 2" (2018), mas sem superpoderes. Seu único objetivo é atormentar o pai com suas travessuras. 

Depois de deixar de ser um supervilão, apesar de todas as tentações, Gru se torna agente da Liga Antivilões. Mas ele e sua família passam a ser perseguidos por um novo inimigo, Maxime Le Mal (Will Ferrell/Jorge Lucas) e sua namorada mulher-fatal Valentina (Sofia Vergara/Angélica Borges) que escapam da prisão. 


Maxime é bem caricato, atrapalhado em seus planos e ainda tem sotaque francês. Lembra outro antigo inimigo de Gru, Balthazar Bratt (que foi dublado por Evandro Mesquita no filme 3). Apesar de escolher se transformar em um bicho asqueroso, ele convence em ser o novo inimigo número 1 da família Gru. Além de serem obrigados a mudarem suas vidas e identidades, os Gru ainda vão conhecer Poppy (Joey King/Lorena Queiroz), uma vizinha adolescente que vai lhes trazer grandes problemas.

O diretor Chris Renaud, que acompanha a franquia desde o início, também apresenta no quarto filme do ex-vilão várias referências a filmes famosos de super-heróis, como Homem-Aranha, e relembra personagens das animações anteriores. Quem acompanha Gru e os Minions vai se lembrar, com certeza.


Como se não bastasse toda a ação e diversão, "Meu Malvado Favorito 4" ainda tem uma trilha sonora frenética, composta novamente por Heitor Pereira, responsável pelos outros filmes. Além de sucessos como "Through The Fire And Flames", do Dragonforce, "Sweet Child O’ Mine", do Guns N’ Roses, e a minha preferida, usada na cena mais marcante da animação, "Everybody Wants to Rule the World", da banda Tears For Fears.

Recomendo rever todas as animações da franquia, disponíveis no Telecine, Amazon Prime Video, Google Play e Apple TV. "Meu Malvado Favorito 4" está ainda mais divertido. Agora é pegar a pipoca e o refri (ou suquinho) e preparar para rir muito (e até se emocionar).


Ficha Técnica
Direção: Chris Renaud
Produção: Ilumination Entertainment e Universal Pictures
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h34
País: EUA
Classificação: Livre
Gêneros: animação, comédia, aventura

16 novembro 2023

"Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e Serpentes" traça paralelos entre paixão, ambição e sobrevivência

Filme é dirigido por Francis Lawrence, o mesmo diretor dos outros quatro longas da franquia (Fotos: Paris Filmes/Divulgação)


Larisssa Figueiredo


Um dos pontos mais fortes da franquia "Jogos Vorazes" é a forma como os personagens são construídos e aprofundados com complexidade, estreitando a linha de separação entre os mocinhos e vilões. Em "A Cantiga dos Pássaros e Serpentes" ("The Hunger Games – The Ballad of Songbirds and Snakes"), filme prequel da franquia que estreou nos cinemas, acompanhamos o tirânico presidente Snow aos 18 anos, atormentado pela pobreza e miséria na Panem pós-guerra, quando vê uma chance de mudar sua realidade se tornando o mentor de Lucy Gray Baird, o tributo feminino do Distrito 12.

 

O elenco do longa-metragem é composto por grandes nomes como Viola Davis (Dra. Gaul), Peter Dinklage (Reitor Highbottom) e Hunter Schafer (Tigris Snow), mas o destaque vai para Tom Blyth, que incorporou os dilemas e contradições do jovem Coriolanus Snow.  

Dar vida a um personagem complexo que foge aos arquétipos óbvios hollywoodianos é um desafio que foi executado com maestria pelo ator britânico. Snow, ainda que querendo salvar sua família da pobreza, já mostrava frieza, sinais de tirania e desejo de poder irrestrito e, mesmo assim, Blyth consegue trazer ternura, simpatia e até empatia para Snow do início ao fim do filme. 


Já a protagonista Lucy Gray Baird foi interpretada por Rachel Zegler, amplamente criticada pelos fãs da saga nas redes sociais quando a escolha foi divulgada. Lucy é uma personagem imprevisível, intensa, cheia de emoções, que representa um mártir na própria narrativa, esses aspectos parecem ter dificultado a imersão de Zegler na personagem. 

A atriz exagera nas “caretas” e não soa natural na pele de Lucy Gray nos momentos de maior tensão. Apesar disso, Rachel Zegler é dona de uma voz exuberante e entrega performances de alto nível nas cenas em que aparece cantando e tem uma química inegável com seu par, Tom Blyth. 


Por falar em música, mais uma vez a franquia evidenciou a preocupação em apresentar uma trilha sonora original de primeira qualidade, que ficou a cargo de James Newton Howard ("Operação Red Sparrow" -2018). 

Além da icônica contribuição de Rachel Zegler em “The Hanging Tree”, música escrita pela autora dos livros, Suzanne Collins, e também interpretada por Jennifer Lawrence (Katniss Everdeen) em "Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1", “Can't Catch Me Now”, da cantora pop Olivia Rodrigo, ganhou destaque como composição original para o longa. 


O filme é dirigido por Francis Lawrence, o mesmo diretor dos outros quatro longas da franquia e tem produção executiva de Suzanne Collins. O roteiro começa dinâmico e envolvente, mas perde o ritmo do meio para o final, aspecto que é um desafio para diversas adaptações literárias. 

O longa é um dos mais brutais entre as produções de "Jogos Vorazes", com direito a mortes marcantes e muita violência, sem deixar de ser político e inteligente, escancarando as engrenagens da espetacularização por trás dos jogos. 


A montagem de "A Cantiga dos Pássaros e Serpentes" chama atenção pela riqueza de planos sequência bem elaborados que imergem o espectador para dentro do filme. A fotografia e os cenários, em sua maioria na Polônia, não deixam dúvidas para afirmar a qualidade estética do longa-metragem, cheio de referências visuais dos símbolos da franquia, como a árvore e os tordos.  

O filme prequel trouxe a completude que faltava ao universo de "Jogos Vorazes", proporcionando ainda mais profundidade à narrativa de Snow, um dos grandes protagonistas da franquia. 


Ficha técnica:
Direção: Francis Lawrence
Produção: Lionsgate, Color Force
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h38
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: Ficção, ação, aventura
Nota: 4 (0 a 5)

17 março 2023

Reforço no elenco não salva “Shazam! Fúria dos Deuses” da infantilidade

Zachary Levi retoma o papel do super-herói com poderes de deuses (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Maristela Bretas


Como alguém pode achar que um jovem de 18 anos pode ter um comportamento tão infantil e bobo como adulto nos dias de hoje? Pois o roteirista de “Shazam! Fúria dos Deuses”, segundo filme da franquia do herói da DC Comics, acha que é possível.

Se no primeiro filme – “Shazam!” (2019), o ator Zachary Levi já interpretava um meninão grande, nesse ele não evoluiu nada, ao contrário dos irmãos adotivos que dividem a fama e o fracasso de super-heróis com ele.

A produção adotou o estilo de grandes batalhas com destruição de cidades que a Marvel já fez em vários filmes da franquia "Vingadores", como “A Era de Ultron” (2015), por exemplo.


Temos também carros explodindo e voando sobre as pessoas, personagens atravessando prédios e apanhando muito dos vilões e monstros atacando os habitantes da cidade.

No filme, as três filhas de Atlas, deus do Olimpo, vêm à Terra para recuperar o cajado com o poder tirado do pai pelos magos. Elas terão de enfrentar Shazam e seu grupo de amigos adolescentes e super-heróis como ele, que vão tentar evitar a destruição da raça humana pelas vilãs.

Apesar de esforçados, os jovens são bem trapalhões e não são bem vistos pela população da Filadélfia.


Vilãs são o destaque
E são elas que se destacam na produção. Estão muito melhores que o mocinho, tanto na atuação, quanto nos trajes bem produzidos de deusas guerreiras do Olimpo.

Curiosidade: as atrizes Lucy Liu, Hellen Mirren e Rachel Zegler foram escaneadas para que os trajes fossem confeccionados. A equipe de figurinistas também utilizou a impressão 3D para dar definição e textura adicionais aos corpetes e saias.


Lucy Liu está ótima como Kalypso, a filha do meio que controla mentes. É a mais cruel e quer o extermínio dos humanos.

Helen Mirren é Héspera, a mais velha e com poderes dos raios busca justiça em nome do pai, sem destruição. Como sempre, a atriz (do excelente "A 100 Passos de um Sonho" - 2014) tem presença marcante cada vez que aparece.


O mesmo não se pode dizer da terceira deusa, Anthea, papel de Rachel Zegler, que não passa de uma adolescente de 6.000 anos. 

O comportamento da personagem é semelhante ao dos irmãos adotivos de Billy Batson (papel de Asher Angel), o Shazam jovem que é mais maduro que sua versão adulta de super-herói.


Elenco secundário
No elenco, novamente Jack Dylan Graze se destaca em "Shazam! Fúria dos Deuses” como Freddy Freeman, o irmão de Billy que necessita de uma muleta para andar. 

Mesmo abordando superficialmente  a deficiência, a dependência do equipamento terá importância no crescimento do personagem.

A pequena Darla (papel de Faithe Herman) continua a parte fofa do grupo de super-heróis e conquista pela simpatia. Os demais irmãos entregam o esperado como coadjuvantes.


As interpretações de alguns dos atores adolescentes ainda são melhores que suas versões adultas, que lembram muito os "Power Rangers."

Outro que ganhou mais espaço na franquia foi Djimon Hounsou, o mago que deu os poderes dos deuses a Billy Batson para que se tornasse Shazam. Terá papel importante na luta para salvação dos habitantes da Terra.


Família em primeiro lugar
Além das batalhas, com bons efeitos visuais e muita ação, o longa dirigido por David. F. Sandberg (que dirigiu também o primeiro filme) aposta na questão da família, tanto do lado dos mocinhos quanto das vilãs.

“Família em primeiro lugar” é a frase que o super-herói do raio no peito (descendente bonzinho de “Adão Negro” - 2022) usa, numa alusão a Dominic Toretto, da franquia “Velozes e Furiosos”, reforçada nos filmes "7" (2015) e "8" (2017).


De um lado temos os super-heróis adolescentes tentando provar que cresceram e querem ganhar o mundo, assumindo responsabilidades, inclusive com os pais adotivos

Do outro, três irmãs guerreiras de idades diferentes disputando o poder que era do pai Atlas e a melhor forma (correta ou não) de recuperarem o legado dele como um dos deuses.

As piadinhas infantis sem graça e associações a filmes da Marvel predominam no filme, o que o deixa ainda mais infantil. Shazam não convence nem quando tenta bancar um herói digno dos poder que lhe foi dado.


Mesmo com quase 18 anos, ainda faz brincadeiras de uma criança de 6 anos. Já deveria estar mais maduro, especialmente pelo histórico de vida que tem. Mas Shazam continua sendo o meninão bobo e perdido do primeiro filme.

Para quem busca uma diversão cinematográfica despretensiosa, sem novidades (especialmente para quem viu o primeiro longa), com muitos efeitos visuais, mas roteiro fraco, “Shazam! Fúria dos Deuses” pode ser uma opção para levar os filhos de até 12 anos.

Fica a dica: o filme tem duas cenas pré e pós-créditos. Nada relevante, mas a primeira indica que pode vir por aí uma terceira produção.


Acessibilidade
O blog Cinema no Escurinho vai inserir em suas críticas, sempre que o distribuidor do filme disponibilizar, o trailer com acessibilidade. Clique neste link para conferir.

Ficha Técnica
Direção:
 David. F. Sandberg
Produção: New Line Cinema / The Safran Company
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h11
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: fantasia, aventura, ação