Mostrando postagens classificadas por data para a consulta king kong. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta king kong. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

28 março 2024

"Godzilla e Kong: O Novo Império" compensa história fraca com ótimos efeitos visuais e grandes batalhas

Longa coloca os monstros mais conhecidos do cinema lutando junto, traz de volta personagens conhecidos e apresenta novos vilões (Fotos: Warner Bros. Pictures)


Maristela Bretas


A história é simples (como esperado), mas o CGI e a porrada comendo à revelia fazem de "Godzilla e Kong: O Novo Império" uma ótima distração para quem gosta de filmes do gênero. O longa entra hoje em cartaz nos cinemas e merece ser visto numa sala Imax para aproveitar melhor os ótimos efeitos visuais. 

Adam Wingard assim como em "Godzilla vs Kong", de 2021, é novamente o diretor desta produção, que é quase uma sequência. Neste quinto filme norte-americano do Monsterverse, iniciado em 2014 com "Godzilla" (os demais são "Kong: A Ilha da Caveira - 2017 e "Godzilla II: Rei dos Monstros" - 2019), nossos amigos gigantescos se unem contra um inimigo que coloca os mundos dos seres humanos e dos titãs em perigo.


Godzilla recebeu uma repaginada, ganhou até uma coloração rosa em suas barbatanas lombares (a nova cor é explicada no filme) e continua sua missão de proteger o planeta contra titãs do mal. Mesmo que pra isso precise arrasar cidades inteiras com sua cauda e raios radioativos. O famoso kaiju até escolhe uma nova cama para se sentir mais a vontade quando está na superfície.

Já Kong volta mais simpático, melhor adaptado aos seres humanos e com uma postura de um rei preocupado com seu reino (e os indefesos que nele habitam). Além de estar mais forte e também repaginado pelo CGI, o gorilão ficou mais engraçado e irônico, garantindo momentos bens divertidos. Até mais que os atores. E ainda ganha novos aliados.


Os dois titãs merecidamente são os protagonistas desta história e entregam interpretações melhores que a de alguns atores. O filme é dos monstros e são eles que garantem as melhores cenas de batalhas e destruições absurdas por várias cidades na superfície (incluindo o Rio de Janeiro) e na Terra Oca, o mundo de Kong. 

Três novos personagens entram na franquia para garantir sucesso na bilheteria: King Skar (o nome lembra o do vilão Scar, de "O Rei Leão" - 2019), um gorila gigante do mal que vai enfrentar Kong; Shimu, uma versão pálida (mas poderosa) de Godzilla que emite raios congelantes, e um terceiro conhecido do público que terá papel fundamental na luta dos monstros.


Ganha destaque também a jovem Jia (papel de Kaylee Hottle), amiga de Kong e única sobrevivente da tribo Iwis. Ela teve sua primeira atuação em "Godzilla vs Kong, mas agora fará toda a diferença por sua ligação com os titãs e a Terra Oca. 

Também do primeiro filme retornam Rebecca Hall (a pesquisadora da Monarca, Illene Andrews) e Brian Tyree Henry (Bernie). A novidade é Dan Stevens, como Trapper, veterinário de grandes criaturas e aventureiro. Ele e Bernie ficam tentando ser engraçados, mas as piadinhas bobas não convencem.


A trilha sonora foi novamente entregue ao holandês Junkie XL, responsável pelo filme de 2021, além de "Rebel Moon - Parte 1" (2023), "Liga da Justiça Snider Cut" (2021) e agora "Furiosa: Uma Saga Mad Max", com estreia marcada para o mês de maio deste ano. 

O roteiro de "Godzilla e Kong: O Novo Império" tenta esclarecer pontos sobre a origem e o reino dos titãs. Em parte consegue, mas abre novos furos e continua fraco como no filme de 2021, sustentado pelas lutas dos monstros e os estragos deixados por eles.  

Como diversão e pelos efeitos visuais do orçamento de U$ 135 milhões (diferente de "Godzilla Minus One" que só custou US$ 15 milhões), "Godzilla e Kong: O Novo Império" vale a pena ser conferido. 


Ficha técnica
Direção: Adam Wingard
Produção: Legendary Pictures e Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h55
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: ação, fantasia, ficção

13 setembro 2023

CCBB de BH recebe mostra itinerante do 51º Festival de Cinema de Gramado

“Noites Alienígenas”, “Carro Rei”, “King Kong em Asunción”, “Pacarrete” e “Ferrugem” serão exibidos até 17 de setembro (Fotos: Divulgação)


Da Redação


Pela primeira vez, o mais tradicional festival de cinema do país ganha uma mostra itinerante, realizada em parceria com o Banco do Brasil. A Mostra 51º Festival de Cinema de Gramado será realizada a partir de hoje até o dia 17 de setembro, no Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte. 

Serão exibidos os cinco vencedores dos Kikitos de Melhor Filme das edições do festival de 2018 a 2022: “Noites Alienígenas”, “Carro Rei”, “King Kong em Asunción”, “Pacarrete” e “Ferrugem”. 

A programação é toda gratuita, com retirada dos ingressos na bilheteria ou pelo site: bb.com.br/cultura (ingressos disponíveis no dia de cada sessão a partir das 9 horas). A Mostra 51º Festival de Cinema de Gramado também passa por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

"Noites Alienígenas"

O drama acreano “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho, foi o grande vencedor do 50º Festival de Cinema de Gramado. O diretor adaptou seu livro homônimo para o cinema no filme que retrata as relações humanas na periferia da Amazônia urbana e as fronteiras entre cidade e floresta. 

A produção conquistou quatro prêmios na edição de 2022 do festival: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Ator Coadjuvante. 

"Carro Rei"

Também está na lista o longa-metragem de Renata Pinheiro “Carro Rei”, filmado em Caruaru (PE), que fez sua estreia mundial no Festival de Roterdã e foi exibido em mais de 30 festivais nacionais e internacionais. 

O filme venceu a 49º edição do Festival de Gramado em 2021, levando quatro prêmios: Melhor Filme, Melhor Trilha Musical, Melhor Direção de Arte e Melhor Desenho de Som. 

Estrelado por Matheus Nachtergaele, o longa apresenta uma realidade distópica com referências de ficção científica e debate sobre o momento recente do Brasil.

"king King en Asunción"

Outro filme pernambucano integra a mostra, “King Kong en Asunción”, de Camilo Cavalcante, vencedor do maior prêmio em 2020. A produção passou por três países e conta a história de um matador de aluguel que comete seu último assassinato e, depois de meses isolado, decide ir atrás da filha que nunca conheceu. 

O longa conquistou quatro Kikitos na 48ª edição do festival: Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Trilha Musical e Melhor Filme pelo Júri Popular. 

"Pacarrete"

Protagonizado por Marcélia Cartaxo, a produção cearense “Pacarrete”, de Allan Deberton, foi a grande vencedora da 47ª edição do Festival de Gramado em 2019. 

O longa levou para casa oito Kikitos: Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Filme do Júri Oficial, Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Desenho de Som. 

O filme acompanha a história de uma bailarina de Russas, artista incompreendida que acredita ter encontrado a chance de voltar aos palcos na festa de aniversário de sua cidade natal.

"Ferrugem"

O quinto filme da mostra é a produção curitibana “Ferrugem”, de Aly Muritiba, vencedora dos prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Desenho de Som no 46º Festival de Cinema de Gramado em 2018. O longa conta a história de uma adolescente que tem imagens íntimas vazadas na internet.

Serviço:
Programação
13/set - 19h - King Kong em Asunción
14/set - 19h - Carro Rei
15/set - 18h - Ferrugem
16/set - 18h - Noites Alienígenas
17/set - 18h - Pacarrete

Local: CCBB - Praça da Liberdade, 450 - Funcionários – Belo Horizonte/MG
Contato: (31) 3431-9400 e ccbbbh@bb.com.br
Informações: bb.com.br/cultura

04 setembro 2021

Sesc Palladium comemora 10 anos com desafio no Instagram e oficina online para amantes do cinema

Espaço cultural foi transformado em um ambiente para relembrar grandes produções (Montagem sobre vídeos)


Maristela Bretas


Você é bom em cinema? Então vale a pena participar do desafio em comemoração aos 10 anos do Sesc Palladium e tentar acertar quais são as produções e animações inseridas em quatro vídeos que estão sendo divulgados pelo espaço cultural. Basta entrar no Instagram @sesc.palladium, identifique os filmes que marcaram sua vida e postar seu comentário.

A proposta faz parte do projeto “Criações Digitais: Palladium e o Cinema Fantástico” que transforma os espaços do Sesc Palladium e entornos da unidade em um ambiente nostálgico, relembrando filmes marcantes, por meio de intervenções cinematográficas com efeitos visuais.

Foto: Tarcísio de Paula

O primeiro vídeo postado faz referência a nove filmes - "Forrest Gump", "Godzilla", "O Pecado Mora ao Lado", "Viagem à Lua", "Os Caça- Fantasmas", "Harry Potter", "De Volta para o Futuro", "Star Wars" e "King Kong".

Já no segundo vídeo, o desafio é encontrar oito filmes de terror - "It - A Coisa", "Os Caça-Fantasmas 2", "Os Pássaros", "Nosferatu", "O Iluminado", "A Hora do Pesadelo", "Aracnofobia", "Hellraiser - Renascido do Inferno". 

“Jurassic Park”, “Toy Story”, “Monstros S.A.”, entre outros, estão no terceiro vídeo postado. O quarto e último tem uma menina e um coelho de cartola bem conhecidos, além de outros personagens espalhados no espaço cultural do Sesc Palladium. Tente acertar quem são.

Gabriel Benício

Quem explica como funciona este processo de (des)construir esses vídeos que deixam todo mundo na dúvida sobre o que é real ou não é o especialista em efeitos visuais e responsável pelos efeitos inseridos nos vídeos, Gabriel Benício - @gabrielbeniciobh. 

Nos dias 14 e 15 de setembro, às 20h30, ele vai realizar, via Teams, a oficina online "(Des)construindo Vídeos Fantásticos" para ensinar técnicas, programas e formas de criar efeitos como esses, inserindo personagens preferidos em vídeos caseiros e até profissionais. O workshop tem duração de quatro horas e está com inscrições abertas com ingressos a R$19,50 e R$ 30,00 pelo Sympla.

Segundo Gabriel Benício, a oficina é destinada a qualquer um que tenha curiosidade sobre o processo. "O programa que será utilizado é gratuito e permite renderização em CPU, logo, para quem quiser ir repetindo os passos, é possível, mesmo que o computador da pessoa não tenha grandes recursos. A ideia é mostrar um pouco de como são elaborados os efeitos especiais em séries, filmes, propagandas".

Espaço Cultural Sesc Palladium

Em entrevista ao blog @cinemanoescurinho, ele falou um pouco sobre como foi a produção desses vídeos e a oficina online. 

- Qual o critério usado para a escolha dos personagens inseridos nos quatro vídeos?
Escolhi aqueles que fossem mais icônicos e reconhecíveis. Foram 37 filmes representados nos quatro vídeos. Tentei focar naqueles que fossem mais identificáveis visualmente, alguns talvez mais famosos tiveram que ficar de fora por conta desse critério (como "Casablanca").

- Este tipo de montagem é uma tendência no mercado de produção cinematográfica?
Efeitos visuais (VFX) englobam processos que foram evoluindo ao longo de mais de 100 anos. Pode-se dizer que são uma tendência desde o início do século passado em filmes como "King Kong" (1933) ou "Viagem à Lua" (1902). Agora, se referirmos a inserção de elementos gerados por computador (CGI), ela começou a tomar forma nas últimas quatro décadas, e seu uso vem sendo cada vez maior, uma vez que seu limite se restringe apenas a criatividade humana. O filme "Cleópatra" (1963), por exemplo, foi um dos mais caros da história do cinema para ser produzido em função dos sets de filmagens colossais e diversos locais de gravações. Atualmente, é possível reconstruir cidades inteiras com computação gráfica, com qualidade superior e talvez até custos menores.

- Quanto tempo durou a produção dos quatro vídeos?
Duas semanas para os quatro vídeos de 30 segundos. Foi um tempo até corrido com o prazo estipulado.


- Quanto tempo um iniciante levaria para fazer um vídeo caseiro inserindo personagens?
Quanto tempo leva para fazer um vídeo nunca é uma pergunta fácil. Depende de inúmeros fatores como resolução e duração da filmagem, quantidade e tipos de efeitos visuais (simulações como explosões, água, fogo, fumaça leva muito mais tempo, por exemplo). No workshop do Sesc Palladium, teremos 4 horas para abordar a essência do processo e ao final desse tempo, teremos produzido um vídeo com um objeto simples inserido com correção de cor, sombras e iluminação adequada. Então, teoricamente, qualquer pessoa seguindo os passos conseguiria realizar o vídeo nesse tempo. 

Gabriel Benício explicou ainda que a ideia principal da oficina online é mostrar como os programas interpretam uma filmagem, e como é possível inserir elementos nela. "Para os que desejam modelar, criar os objetos que serão inseridos, é uma história para outra hora", concluiu.

Serviço:
Oficina online: (Des)construindo Vídeos Fantásticos
Ministrante: Gabriel Benício
Data: 14 e 15 de setembro
Horário: 20h30
Duração: 4 horas
Acesso: via Teams
Inscrições: R$19,50 e R$30,00 pelo Sympla: https://bit.ly/2Yqsfjn

15 julho 2021

"Space Jam: Um Novo Legado" para rir muito e relembrar a turma mais lunática dos desenhos

O astro LeBron James se une a Pernalonga numa partida lunática de basquete virtual (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)


Maristela Bretas


"O que é que há, velhinho?" Essa famosa pergunta será ouvida várias vezes em "Space Jam: Um Novo Legado" ("Space Jam: A New Legacy"), que estreia nesta quinta-feira (15) nos cinemas e em breve na HBO Max. Para alegria dos fãs dos Looney Tunes e de quem curtiu o primeiro filme - "Space Jam: O Jogo do Século", de 1996. 

Depois de jogarem com a estrela do Chicago Bulls na época, Michael Jordan, a turma aloprada do Pernalonga volta com toda disposição e maluquices ao lado agora de outro astro do basquete, LeBron James, do Los Angeles Lakers.


A nova produção repete a fórmula do primeiro filme, combinando animação e live-action, com um diferencial bem importante e muito positivo para a Warner - o elenco é quase todo negro. O diretor Malcolm D. Lee soube montar um time de estrelas dentro e fora da quadra, incluindo até mesmo ganhadores e indicados ao Oscar.

LeBron se sai bem como ator, é simpático, carismático e pode até pensar em seguir carreira no cinema como outros astros dos esportes com um pouco de experiência. Neste filme dá os primeiros passos como o ator principal e produtor executivo. "Space Jam", na verdade é uma grande vitrine da vida do atleta e de sua patrocinadora de tênis.


A tecnologia é a bola da vez, com um videogame sendo o palco da nova disputa e um vilão que é um algoritmo desonesto de inteligência artificial, o AI-G Rhythm. O personagem - virtual e real caiu muito bem para o também premiado Don Cheadle ("Capitão América: Guerra Civil"- 2016), que dá show de vilania em meio a tantos personagens animados. A tecnologia atinge também os Looney Tunes que passaram por uma reformulação e agora são em 3D, mais adequadas a um mundo digital.


Mas são os Looney Tunes que vão deixar LeBron James de queixo caído com a forma como "jogam basquete". Afinal, ter um time formado por Pernalonga, Patolino, Taz, Beep Beep, Coiote, Vovó, Gaguinho, Ligeirinho, Piu Piu e Frajola é para enlouquecer qualquer um. A única personagem sensata e que sabe jogar é Lola (voz de Zendaya), a linda e charmosa coelhinha que balança o coração do coelhão famoso. 


O pano de fundo da história é a relação conturbada entre LeBron James e o filho Dominic (Cedric Joe), que prefere desenvolver games a se tornar um astro nas quadras. O enredo aprofunda na questão do legado que o pai acha ser o melhor para o filho e, por isso, não consegue ver outro futuro que não seja o basquete e o que o jovem deseja realmente para sua vida. 

Na vida real, o filho mais velho de LeBron James, Bronny James (que participa do filme interpretando ele mesmo) seguiu os passos do pai e é armador no time de sua escola, em Los Angeles, nos EUA.


AI-G se aproveita disso para sugar pai e filho para dentro de um supercomputador e colocar um conta o outro, jogando em lados opostos numa partida de vida e morte, sem regras e pra lá de trapaceada.

Se o Tune Squad perder, LeBron, sua família e todos que foram raptados para o mundo virtual não poderão mais voltar ao real. Para piorar, AI-G formou, a partir do game criado por Dominic, um time de astros do basquete reprogramados e com poderes especiais, o Goon Squad, o Esquadrão Valentão.


Se dentro das quadras a rivalidade e as jogadas fazem o espetáculo, nas torcidas o clima não é diferente, para delírio dos fãs, que poderão rever dezenas de personagens de filmes e animações da Warner Bros. Pictures e Hanna Barbera: Os Flintstones, Zé Colmeia, Batman e Robin e seus inimigos Coringa, Pinguim, Charada; Homens de Preto; King Kong; o palhaço Pennywise (It – A Coisa); as gêmeas de "O Iluminado" e por aí vai. 

O resultado de "Space Jam: Um Novo Legado"? Muita diversão, boas gargalhadas, ótimas trapalhadas e a possibilidade de matar a saudade da mais famosa turma de lunáticos do cinema que nunca envelhece. Vale a pena conferir, é tão bom quanto o primeiro, que é lembrado pelos personagens em várias situações.


Ficha técnica:
Direção: Malcolm D. Lee
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Exibição: Nos cinemas e, em breve, na HBO Max
Duração: 1h55
País: EUA
Classificação: Livre
Gêneros: Animação / Comédia / Família
Nota: 3,5 (0 a 5)

23 maio 2021

"Godzilla vs. Kong" - Batalha de titãs com ótimos efeitos especiais, mas roteiro fraco

Longa dirigido por Adam Wingard oferece grandes batalhas, no mar e em terra (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)


Maristela Bretas


Um dos blockbusters mais esperados do ano, "Godzilla vs. Kong" entrega ótimas batalhas entre os dois gigantescos monstros, esbanjando em efeitos gráficos, nas cores e na destruição de cidades, como já era esperado. Mas deixou a desejar em roteiro e atuações, ao contrário dos outros três filmes de cada titã que anunciam para este encontro - "Kong - A Ilha da Caveira" (2017) e "Godzilla II: Rei dos Monstros" (2109), que repete parte do elenco nesta versão. E, claro, "Godzilla" (2014), que reforça os dramas pessoais e deixa a grande estrela como coadjuvante.

Este é o quarto filme do Monstroverso da Legendary Entertainment, o 36º filme da franquia Godzilla e o 12º filme da franquia King Kong. Se não fossem os três gigantes (sim são três, mas só assistindo o longa para entender), "Godzilla vs. Kong" não passaria de um filme de monstros gigantes no estilo japonês dos anos de 1970. Como seriados de TV antigos - "Ultraman" e "Ultraseven"-, por exemplo. 


A produção sobrevive graças aos milhões gastos com esses efeitos nos momentos de lutas e ataques grandiosos que acontecem desde o início do filme. São eles que não deixam a história ficar sonolenta. O elenco não tão caro, mas formado por nomes famosos - Millie Bobby Brown, Alexander Skarsgärd, Rebecca Hill e Kyle Chandler - flutua no cenário, como simples coadjuvantes, deixando bem claro quem são as verdadeiras estrelas. 


Brian Tyree Henry faz um papel chato, que chega a ser bobo em algumas cenas. Ele é um técnico em engenharia que vive tentando provar que seu patrão está envolvido em um grande complô mundial. A simpatia do filme fica para Kaylee Hottle, interpretando Jia, a menina que se tornou amiga de Kong e se comunica com ele por sinais. A escolha de uma chinesa foi mais um dos acertos dos produtores, de olho na bilheteira do maior mercado deste gênero.


"Godzilla vs. Kong" divide opiniões e torcidas desde que foi lançado no início de maio. Confesso que sempre simpatizei mais com o gorilão e acho "King Kong: A Ilha da Caveira" melhor que esta nova versão, que mostra o personagem mais triste, desejando voltar para seu lar original. 

Retirado do local onde reinava, ele agora vive dentro de uma área cercada, é estudado por cientistas e convive com humanos, tendo a pequena Jia como sua amiga. Até que Godzilla retorna à superfície e passa a atacar pessoas e cidades, sem motivos aparentes. Kong é usado por seus "protetores" para enfrentar o inimigo poderoso. Por trás dos panos, um empresário da tecnologia tenta encontrar a origem da força do raio de Godzilla.


Nesta versão, Kong apanha muito, mostra suas fraquezas e tem de usar sua força descomunal e o raciocínio para vencer o famoso lagarto gigante, e ainda enfrentar um terceiro inimigo mais forte que ele e Godzilla juntos.

Se o espectador não assistiu aos filmes anteriores terá dificuldade em entender como os titãs surgiram. O longa começa sem explicar nada da origem dos monstros e termina deixando novas interrogações - como começou a rivalidade entre eles se ambos vieram do mesmo lugar? Quem construiu o reino da Terra Oca? Outros monstros podem atacar a superfície?


Ou seja, caso haja um novo crossover do Monstroverso, o roteiro precisa ser mais bem trabalhado, explicar estas dúvidas para se justificar e conectar com as produções anteriores. E apostar forte tanto nos personagens gigantescos quanto no elenco. Inclusive no vilão, que nessa versão é muito fraco e dá a impressão de que só estava lá porque não havia outro para ficar no lugar. 

O elenco em segundo plano dá lugar às locações em paisagens paradisíacas de tirar o fôlego, em sua maioria, no Havaí. Foram usadas as florestas das selvas da ilha de Oahu para criar a reserva ecológica protegida da Ilha da Caveira, onde Kong e Jia residem com pesquisadores da Monarch. 

Praia de Honopu, em Oahu, uma das locações no Havaí (Divulgação)

O Centro de Convenções do Havaí ofereceu alternativas para criar uma ampla variedade de sets tanto para a Monarch quanto para a Apex, empresa do vilão Walter Simmons (papel de Demian Bichir). Houve ainda filmagens em locações como Lanai Lookout, os Palcos Kapolei, o Parque Estadual Sand Island, além de vários endereços na capital de Honolulu e em toda a ilha, além de gravações em Queensland, na Austrália.


Além dos efeitos gráficos e de luz e da fotografia, outro ponto positivo é a trilha sonora, com a música de abertura de Tom Holkenborg causando o impacto no público que o filme precisava e merecia. Cada monstro recebeu uma trilha própria, todas ótimas, mesmo com acordes bem parecidos. 

Achei, no entanto, que ficou deslocada a música de encerramento, que tenta mudar tudo o que foi mostrado nos 110 minutos anteriores. Ela tenta remeter a uma proposta de amizade e preservação ambiental, que só é apresentada nos minutos finais.

Como entretenimento, "Godzilla vs. Kong" vale a pena pelos excelentes efeitos e cumpre sua proposta, fazendo jus à famosa frase do cinema "Luz, câmera, ação". Pena ter deixado o roteiro em segundo plano.


Ficha técnica:
Direção: Adam Wingard
Exibição: Nos cinemas e em junho no HBO Max Brasil para assinantes
Produção: Legendary Pictures / Warner Bros
Distribuição: Warner Bros. Pictures.
Duração: 1h54
Classificação: 16 anos
País: EUA
Gêneros: Ação / Aventura / Ficção
Nota: 3,5 (de 0 a 5)

29 maio 2019

"Godzilla II: Rei dos Monstros" - gigantesco em ação e efeitos visuais como seus personagens

Nesta sequência, criaturas pré-históricas retornam para atacar os seres humanos e só o maior dos titãs poderá dar conta deles (Fotos: Daniel McFadden/Legendary Pictures)

Maristela Bretas


Sobram kaijus (monstros, em japonês), efeitos especiais, ações e ótimas atuações em "Godzilla II: Rei dos Monstros" ("Godzilla: King of the Monsters"), que estreia nesta quinta-feira nos cinemas. São pouco mais de duas horas que passam rapidamente e, apesar de as batalhas ocorrerem em cenas mais escuras (no 3D será problema), elas são grandiosas como os titãs, entregando uma sequência que não perde em nada a seu antecessor.


Como os próprios personagens citam no filme, a história acontece cinco anos depois de Godzilla derrotar uma gigantesca criatura em "Godzilla" (2014) em San Francisco. Além de Gojira (Godzilla em japonês), o diretor Michael Dougherty ressuscita outros tão poderosos e destruidores quanto ele, incluindo um bem conhecido do público - King Kong , o mesmo da produção "Kong: A Ilha da Caveira" (2017), que também aparece no filme como o lar do gorila mais famoso do cinema. Essa produção inclusive indicou que haveria uma sequência, com uma possível invasão das cidades por monstros pré-históricos


Até porque, a empresa responsável por pesquisar e explorar estes titãs é a mesma - Monarch -, que retorna em "Godzilla II" fazendo mais estrago que nos dois filmes anteriores. E não vai parar por aí. O terceiro filme já está previsto para estrear em maio de 2020 e terá outra grandiosa batalha - "Godzilla vs King Kong" .


Tanto em "Godzilla" quanto em "Kong: A Ilha da Caveira", os elencos foram pontos positivos. O primeiro contou com o ótimo Bryan Cranston, Juliette Binoche, Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen. Já no segundo teve Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson, John C. Reilly e John Goodman. O destaque em "Godzilla II" fica para Vera Farmiga ("Invocação do Mal 2" - 2016), no papel da cientista Emma Russel, que divide as atenções com Kyle Chandler ("O Primeiro Homem" - 2018), como seu ex-marido e pesquisador Mark Russell. Do primeiro filme, o diretor retorna com Ken Watanabe, como o cientista Ishiro Serizawa; Sally Hawkins, a parceira dele em pesquisas, dra. Wates, e David Strathairn, como o general Stenz, que adora exterminar um monstro.


Mas a grande estreia na telona e confirmando seu potencial, reconhecido pela série "Stranger Things", foi Millie Bobby Brown. A jovem está ótima no papel de Madison, filha do casal Russell. Criada pela mãe e com pouco contato com o pai nos últimos cinco anos, tem o mesmo carinho e admiração pelos monstros gigantes. Millie está confirmada no elenco do terceiro filme - "Godzilla vs King Kong", assim como Kyle Chandler.


"Godzilla II: Rei dos Monstros" se passa cinco anos depois da aparição do gigantesco lagarto, que acabou virando o "monstro amigo" após vencer um inimigo maior. O cientista Mark Russell não se conforma de ter perdido o filho pequeno na batalha de 2014 e se afasta da família. A ex-mulher Emma continua como uma das pesquisadoras das Empresas Monarch e cria a filha neste mundo.


Até que as pesquisas dos cientistas da empresa fazem ressurgir outras gigantescas criaturas em vários pontos do planeta, ameaçando a raça humana de extinção. Entre os titãs estão Ghidorah (uma serpente de três cabeças também chamada de o demônio da galáxia), Mothra (a rainha dos monstros, semelhante a uma mariposa) e Rodan (o pteranodonte). Novamente, a saída será apelar para o Rei dos Monstros, que está mais bombado, com luzes mas costas que dão um efeito bacana debaixo d' água e à noite nas batalhas, assim como o raio radioativo que lança pela boca como um dragão. O olhar está ainda mais assustador.


Vale a pena assistir? Claro, tem muita ação, o tempo todo, com ótimas batalhas em terra, no mar e no ar. Gojira apanha (como todo bom "mocinho"), mas bate muito e a destruição não parece mais caixa de papelão rasgada. As cenas são dignas de um ótimo filme do maior dos titãs .


Ficha técnica:
Direção: Michael Dougherty
Produção: Legendary Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 2h12
Gêneros: Ação / Ficção 
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3,8 (0 a 5)

Tags:#GodzillaIIReiDosMonstros, #Godzilla2, #monstro, #gojira, #VeraFarmiga, #MillieBobbyBrown, @LegendaryPictures, @WarnerBrosPictures, @EspacoZ, #cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

07 janeiro 2019

"Bohemian Rhapsody" e "Green Book: O Guia" se consagram no Globo de Ouro


Maristela Bretas


"Bohemian Rhapsody" e "Green Book: O Guia" foram os grandes vencedores da 76ª edição do Globo de Ouro, no cinema e na TV, promovida pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood. O primeiro conquistou as estatuetas de Melhor Filme de Drama e Melhor Ator de Drama, entregue a Rami Malek que fez grande interpretação do cantor e compositor Freddie Mercury, da banda Queen. Já "Green Book: O Guia" ficou com três estatuetas - Melhor Filme Comédia ou Musical, Melhor Roteiro e Melhor Ator Coadjuvante, prêmio recebido por Mahershala Ali.


Com apresentação de Sandra Oh e Andy Samberg e exibição pela TNT, a premiação contou com piadas e referências a filmes, séries, atores e diretores que estavam na disputa. Para quebrar o gelo, no lugar da pizza para os convidados, neste ano eles receberam vacina contra a gripe Influenza. Além de apresentadora, Sandra Oh conquistou a estatueta de Melhor Atriz de Série de Drama por seu papel em "Killing Eve". Ela elogiou o momento de mudanças que o cinema está vivendo, principalmente por causa da maior presença de mulheres e negros na premiação.

Sandra Oh - "Killing Eve" (BBC America)
Bradley Cooper e Lady Gaga entregaram a primeira estatueta, para Melhor Ator de Série de Comédia ou Musical a Michael Douglas, que integra o elenco de "The Kominsky Method", uma produção da Netflix, também escolhida como Melhor Série de Comédia ou Musical. Michael B. Jordan e parte do elenco de "Pantera Negra" anunciaram o Melhor Longa de Animação, conquistado por "Homem-Aranha no Aranhaverso". Os responsáveis pela produção subiram ao palco e agradeceram a todos, inclusive a Stan Lee.

"Homem-Aranha no Aranhaverso" (Sony Pictures)
Integrantes do elenco de "The Big Bang Theory" entregou o prêmio de Melhor Ator de Série de Drama a Richard Madden, de "Segurança em Jogo" ("Bodyguard"). Eles também anunciaram "The Americans" como Melhor Série de Drama. Ben Whishaw foi escolhido Melhor Ator Coadjuvante em Série de Filme para TV por "A Very English Scandal", prêmio entregue por Gina Rodriguez e Taraji P. Henson. 

Ben Stiller deu os parabéns a Jamie Lee Curtis por "Halloween", que perguntou a ele o que ele fez em 2018. Ele disse que foi diretor de uma série - "Escape at  Dannemora". E foi esta série que garantiu a Patricia Arquette o prêmio de Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV entregue a ela pelo diretor.

"Nasce Uma Estrela" (Warner Bros Picures)
Taylor Swift foi a surpresa da noite e anunciou junto com Idris Elba o prêmio de Melhor Trilha Sonora de Filme para "O Primeiro Homem", entregue ao produtor Justin Hurwitz. A confirmação da Melhor Canção Original veio em seguida com a estatueta merecidamente conquistada pela favorita da noite, "Shallow", do filme "Nasce uma Estrela". Mesmo alegando não estar passando muito bem, Lady Gaga subiu ao palco e recebeu a estatueta das mãos da cantora. Ela agradeceu pelo apoio, e encerrou criticando "como uma mulher na música, é muito difícil ser levada a sério na indústria".


Carol Burnett (Divulgação)
Steve Carell anunciou a criação do prêmio Carol Burnett, lançado nessa edição do Globo de Ouro e fez uma homenagem à grande atriz comediante e vencedora de vários prêmios, Carol Burnett, que influenciou diversas gerações. Em 60 anos de carreira, abocanhou cinco Globos de Ouro, seis Emmys e 12 People's Choise Awards. Ela contou um pouco de sua história, de como se apaixonou pelo cinema e foi a primeira a receber a estatueta que leva seu nome.

Christian Bale - "Vice" (Mars Films)
Allison Janney e Sam Rockwell contaram o que tinham em comum e anunciaram Regina King como Melhor Atriz Coadjuvante, no filme "Se a Rua Beale Falasse". "Objetos Cortantes" ("Sharp Objects"), série da HBO, garantiu a Patricia Clarkson o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante de TV. Para Melhor Ator em Comédia ou Musical, a escolha ficou para Christian Bale, por "Vice".


Catherine Zeta-Jones e Antonio Banderas anunciaram o mexicano "Roma", do diretor Alfonso Cuaron e produção da Netflix, como Melhor Filme de Língua Estrangeira.  E foi o ator Harrison Ford quem entregou a Cuaron a segunda estatueta conquistada por "Roma" na noite como Melhor Diretor.

"Roma" (Netflix)
"The Assassination of Gianni Versace (American Crime Story)" também faturou as premiações de Melhor Minissérie ou Filme para TV e de Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV para Darren Criss, que era um dos favoritos da noite. Outra série com duas estatuetas foi "The Kominsky Method", como Melhor Série de Comédia ou Musical e Melhor Ator de Série de Comédia ou Musical, entregue a Michael Douglas.

Chris Pine fez uma homenagem a Jeff Bridges, com a exibição de grandes sucessos do ator como “A Última Sessão de Cinema” (1971), "King Kong" (1976), “Silent Night, Lonely Night” (1969), “Starman - O Homem das Estrelas” (1984) e “Susie e os Baker Boys” (1969). Ele recebeu o prêmio Cecil B. DeMille.

Olivia Colman - "A Favorita" (20th Century Fox)
Os atores "This Is Us" foram os responsáveis por anunciarem a vencedora do prêmio de Melhor Atriz de Série de Comédia ou Musical, entregue a Rachel Brosnahan, de "The Marvelous Mrs. Maisel". Anne Hathaway e Jessica Chastain anunciaram Olivia Colman como Melhor Atriz em Comédia ou Musical, por "A Favorita". Ela agradeceu a todos e principalmente às parceiras de filme, Emma Stone e Rachel Weisz.

Glen Close - "A Esposa" (Embankment Films)
Sem alongar em discursos, Gary Oldman anunciou Glenn Close, de "A Esposa", como Melhor Atriz de Drama, aplaudida de pé. Ela chorou de emoção pelo prêmio e reforçou os direitos de todas as mulheres. Lembrou ainda que fará 45 anos como atriz este ano e foi aplaudida de pé. 

Já em ritmo acelerado, a solenidade de entrega do Globo de Ouro contou com Richard Gere e Julianne Moore, que anunciaram Rami Malek, como Melhor Ator de Drama. Ele agradeceu a todos e principalmente ao Queen por garantirem a autenticidade do filme e a Freddie Mercury por ter lhe dado a alegria de vencer. O encerramento foi feito por  Nicole Kidman que anunciou "Bohemian Rhapsody" como de Melhor Filme Drama, desbancando outros favoritos como "Nasce Uma Estrela" e "Pantera Negra".



Confira os vencedores do 76º Globo de Ouro:

CINEMA:

Melhor Filme de Drama: "Bohemian Rhapsody"

Melhor Filme Comédia ou Musical: "Green Book: O Guia"


<<<<<<< Melhor Diretor: Alfonso Cuaron, por "Roma"

Melhor Ator de Drama: Rami Malek - "Bohemian Rhapsody"

Melhor Atriz de Drama: Glenn Close, de "A Esposa"

Melhor Atriz em Comédia ou Musical: Olivia Colman, de "A Favorita"

Melhor Ator em Comédia ou Musical: Christian Bale, de "Vice"

Melhor Atriz Coadjuvante: Regina King, de "Se a Rua Beale Falasse"


Melhor Ator Coadjuvante: Mahershala Ali, de "Green Book: O Guia"->>>>>>>>>>>>

Melhor Filme de Animação: "Homem-Aranha no Aranhaverso"

Melhor Roteiro: Peter Farrelly, Nick Vallelonga e Brian Currie, de "Green Book: O Guia"

Melhor Canção Original: “Shallow”, de "Nasce uma Estrela"

Melhor Trilha Sonora de Filme: Justin Hurwitz, para "O Primeiro Homem"

Melhor Filme de Língua Estrangeira: "Roma" (México)



TELEVISÃO

Melhor Série de Drama: "The Americans"


Melhor Série de Comédia ou Musical: "The Kominsky Method"

<<<<<<< Melhor Minissérie ou Filme para TV: "The Assassination of Gianni Versace (American Crime Story)"

Melhor Atriz de Série de Drama: Sandra Oh, de "Killing Eve"

Melhor Ator de Série de Drama: Richard Madden, de "Segurança em Jogo" ("Bodyguard")

Melhor Ator de Série de Comédia ou Musical: Michael Douglas, de "The Kominsky Method"

Melhor Atriz de Série de Comédia ou Musical: Rachel Brosnahan, de "The Marvelous Mrs. Maisel"


Patrícia Arquette - "Escape at Dannemora" (Showtime)
Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV: Patricia Arquette, de "Escape at Dannemora" >>>>>>>>>>>>

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV: Darren Criss, de "The Assassination of Gianni Versace"

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Filme para TV: Ben Whishaw, de "A Very English Scandal"

Melhor Atriz Coadjuvante de TV: Patricia Clarkson, de "Sharp Objects"





Tags:  #GoldenGlobesTNT, #GlobodeOuro, #minisserie, #comedia, #musical, @LadyGaga, @AlfonsoCuaron, #BohemianRhapsody, #drama, @TNT, @cinemanoescurinho