sábado, 18 de agosto de 2018

Denzel Washington reforça o lado humano e reduz a ação em "O Protetor 2"

Filme traz de volta o personagem Robert McCall preocupado em ajudar as pessoas sem que elas saibam (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Há quatro anos, quando apresentou o personagem Robert McCall em "O Protetor", Denzel Washington contou um pouco da história do ex-agente especial da CIA que deixou tudo para trás para viver um homem comum preocupado em ajudar as pessoas sem que elas soubessem usando seu treinamento militar. Pegou gosto pela dupla jornada e retorna agora, de novo com direção de Antoine Fuqua, em "O Protetor 2" ("The Equalizer 2"). 


A sequência estreou em 1º lugar no ranking e teve o maior dia de abertura de todos os tempos para um filme do Denzel Washington no Brasil, acumulando R$ 635 mil no 1º dia de exibição (16/08) e é a primeira sequência da carreira de Denzel Washington em 40 anos.

A produção tem menos cenas de ação (mas violentas como as do primeiro filme) e a preocupação com as pessoas ainda maior, o que deixa o longa mais arrastado em alguns momentos e um pouco menos interessante que seu antecessor, que soube equilibrar bem ação e drama.

Novamente como um dos produtores, Denzel faz um McCall mais cansado, solitário como antes e com a amargura de quem não consegue esquecer o passado e a morte da mulher. Em Boston, ele agora é motorista de aplicativo e passa o dia transportando pessoas e escutando suas histórias, tentando sempre ajudar ou fazer justiça pelos passageiros mais próximos e sua comunidade.

O excesso de histórias paralelas acaba fazendo o expectador perder um pouco do foco do filme na trama principal: o assassinato da melhor amiga de McCall, a agente Susan Plummer (Melissa Leo). A partir daí, ele retoma o papel de justiceiro e se une ao antigo parceiro Dave (Pedro Pascal). Com a experiência de ex-agente, ele mata com precisão, empregando os mais variados objetos como armas, especialmente seu TOC para planejar sua defesa ou ataque aos inimigos.


Outros pontos favoráveis são a fotografia, bem explorada tanto nas locações em Boston quanto na área litorânea e a trilha sonora de Harry Gregson-Williams, que cumpre bem o seu papel, com classe e estilos variados, em especial o Rap, bem a cara do ator. Destaque para "In The Name of Love" (Jacob Banks), "Trouble Man" (Marvin Gaye), "In a Sentimental Mood" (Duke Ellington e John Coltrane) e o tema principal "Never Stop ft Jung Youth" (Hidden Citizens).

McCall é frio, mas ainda dá chance a seus oponentes de se arrependerem dos erros. E Denzel Washington está ótimo como sempre, com uma atuação mais confortável de seu personagem, apesar de brigar e matar menos. Só a presença dele já é garantia de um bom filme que merece ser visto. Mas "O Protetor 2" fica atrás do primeiro (imperdível), que pode ser visto na Netflix como "The Equalizer". Recomendo uma maratona no final de semana.



Ficha técnica:
Direção: Antoine Fuqua
Produção: Columbia Pictures / Sony Pictures / Escape Artists
Distribuição: Sony Pictures do Brasil
Duração: 2h01
Gêneros: Ação / Drama
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #OProtetor2, #TheEqualizer2, #DenzelWashington, #AntoineFuqua, #MelissaLeo,  #acao, #Netflix, #drama, #SonyPictures, #EspacoZ, #cinemas.Cineart, #CinemanoEscurinho

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Sem nada de novo, "Mentes Sombrias" copia sucessos, tem pouca ação e nenhum clímax

Bolota, Zu, Ruby e Liam formam o quarteto que consegue escapar do campo de custódia de superpoderosos (Fotos: Fox Film/Divulgação)

Maristela Bretas


Uma mistura piorada de outras produções que conquistaram sucesso até pouco tempo atrás. Creio que seja a melhor definição para "Mentes Sombrias" ("The Darknest Minds"), filme que entra em cartaz nesta quinta-feira nos cinemas sem apresentar nada de novo. Ele entrega um roteiro fraco, com atores pouco conhecidos e diálogos que reúnem um amontoado de clichês, além de locações bem restritas e efeitos visuais medianos. Salvam algumas músicas da trilha sonora.

O espectador vai perceber logo no início que "Mentes Sombrias" copia ideias e situações de franquias anteriores do mesmo gênero, voltadas para adolescentes, como "Maze Runner" ("Correr ou Morrer"- 2014, "Prova de Fogo" - 2015 e "A Cura Mortal" - 2018), "Divergente" ("Divergente" -2014, Insurgente - 2015 e Convergente - 2016) e "Jogos Vorazes" (2012 a 2015). Mas está muito aquém desses, que conquistaram uma legião de fãs ávidos por cada sequência e que devoraram pelo mundo milhares de livros sobre as sagas.

"Mentes Sombrias" chegou com atraso (primeiro erro) e perdeu o boom do interesse juvenil por estes temas. Para piorar, é morno e sem ação, apesar de ser produzido pelos diretores Dan Levine ("A Chegada" - 2016) e Shawn Levy (série da Netflix, "Stranger Things" - 2017 - e trilogia  "Uma Noite no Museu", de 2006, 2009 e 2014). A diretora Jennifer Yuh Nelson (apesar de boas animações no currículo, como Kung Fu Panda 2 e 3) também não fez bem a lição de casa e entrega um filme que deixa o espectador esperando por uma grande ação, um clímax que vai mudar tudo. Só que isso não acontece.

A produção menospreza a inteligência até mesmo dos fãs deste gênero de filme de ficção ao mostrar um mundo apocalíptico, atingido por uma pandemia que mata a maioria das crianças e adolescentes da América. Alguns sobreviventes, como Ruby Daly, Liam, Bolota (Skylan Brooks) e a pequena e encantadora Zu (Myia Cech) desenvolvem superpoderes e são tirados de suas famílias e isolados pelo governo em verdadeiros campos de concentração para estudo e aproveitamento de seus dons. Lembra algo recente?

Claro, existem os rebeldes que vão combater o sistema, os grupos que exterminam aqueles que não acatam as ordens, o vilão psicopata com sede de poder e o casal romântico. Esta parte fica por conta de Ruby (interpretada por Amandla Stenberg , de "Tudo e Todas as Coisas" - 2017 e "Jogos Vorazes" - 2012) e Liam (o fofo, mas bem iniciante Harris Dickinson, fazendo o estilo "aquele que toda a sogra queria pra genro").

O longa acaba tão mal que praticamente exige uma continuação para explicar tudo. Não tem pontas soltas, é uma corda inteira desfiada. Inspirado no livro homônimo, "Mentes Sombrias" é o primeiro da trilogia escrita por Alexandra Bracken, que é composta ainda por "Never Fade" e "In The After Light" (ambos ainda sem tradução no Brasil). A versão para o cinema, que vale no máximo uma sessão da tarde na TV, pode desagradar os leitores da saga literária.



Ficha técnica:
Direção: Jennifer Yuh Nelson
Produção: 21 Laps Entertainment
Distribuição: Fox Film do Brasil
Duração: 1h44
Gênero: Ficção
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 2 (0 a 5)

Tags: #MentesSombrias, #AmandlaStenberg, #ficcao, #FoxFilmdoBrasil, #espaçoZ, #cinemas.Cineart, #CinemanoEscurinho

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

"O Quê do Queijo" feito no Serro é tema de belo documentário mineiro

Estocagem do queijo para o processo de maturação (Foto: Reprodução do documentário do IEPHA)

Maristela Bretas


Certos estão os mineiros que não dispensam "um queijim" no café. E essa tradição é ainda maior no interior. Afinal, "Roça sem queijo não dá". E foi esta tradição e a importância deste produto genuinamente mineiro (os demais estados que me perdoem, mas "queijim quinem o de Minas num tem não sinhô!"), que nasceu o belíssimo documentário "O Quê do Queijo - Um Segredo da Região do Serro", realizado para o IEPHA.

Uma viagem encantadora feita pela região do Serro, uma das maiores produtores do Estado de queijo artesanal, tombado como patrimônio imaterial. Como dizem alguns moradores entrevistados, "no Serro só não vende queijo em farmácia".



O registro sobre as diversidades deste patrimônio mineiro e suas peculiaridades ficou a cargo de dois ótimos profissionais, os jornalistas TV Paulo Henrique Rocha, responsável pela direção, roteiro e edição do material, e Leandro Borboleta, produtor do documentário. É deles também a fotografia do filme, que ainda conta com trilha sonora de Marcus Felipe Mota e som direto de Jorge Alvarenga.




O documentário mostra como o queijo artesanal da região do Serro é feito, o cuidado com as vacas, a ordenha, separação do leite, a modelagem do queijo nos recipientes para que tome a forma arredondada e todo o preparo. Uma tradição familiar mineira (assim como as receitas) passada de geração para geração, assim como as frases famosas:: "Mineiro que é mineiro não fica sem queijo" ou "Quer ver um mineiro correr? Solta um queijo ladeira abaixo".



Até mesmo o transporte no lombo de burro pelo cerrado mineiro, do campo para a cidade, ainda pode ser visto. O documentário traz ainda entrevistas com diversos produtores da região, moradores e explicações históricas e científicas de Célia Lúcia Ferreira, professora titular de Ciências Domésticas da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Tudo isso é a paixão pelo queijo do Serro.

O documentário completo pode ser conferido abaixo:



Tags: #OQueDoQueijo, #documentario, #QueijodoSerro, #queijoartesanal, #Serro, #LeandroBorboleta, #PauloHenriqueRocha, #IEPHA, #CinemanoEscurinho

"Megatubarão" - Um filme de ação para divertir e chinês nenhum botar defeito

Produção tem ação de sobra, bons efeitos e Jason Statham de mocinho (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


Jason Statham está emplacando mais um sucesso sem precisar da ajuda de amigos "Mercenários" ou "Velozes e Furiosos". "Megatubarão" ("The Meg") abocanhou a liderança das bilheterias no seu primeiro final de semana de estreia, levando mais de 442 mil pessoas aos cinemas nacionais e somando uma arrecadação de R$ 7,9 milhões. O elenco principal conta ainda com a premiada atriz chinesa Bingbing Li, completando com Statham e o monstro gigante a receita certa para arrastar o lucrativo público chinês, que ainda aguarda o lançamento do filme nas salas do país.

O longa entrega o que propõe: ação, um pouco de suspense, muitos clichês, efeitos especiais que enchem a tela (literalmente), diálogos divertidos e o romance do par principal. Feito para agradar ao público que vai ao cinema para ver um filme sobre um tubarão gigantesco dado como extinto, situações previsíveis, cenas inacreditavelmente irreais mas muito bem feitas e, claro, Jason Statham.

O ator está bem no papel, nem precisou dar porrada em ninguém, só bancar o mocinho que defende a cientista Suyin (Bingbing Li) que não o tolera e a filhinha dela (interpretada pela fofa Sophia Cai). E ainda faz questão de mostrar o dorso "tanquinho" e totalmente em forma no auge de seus 51 anos.

O megalodon de mais de 20 metros de comprimento é um belo e gigantesco trabalho de computação gráfica. O animal surge do nada, é assustador e provoca até alguns sustos, principalmente quando vai abocanhar alguém ou alguma coisa, como um iate ou um minissubmarino. Cumpriu bem sua função de estrela principal.

Além de Jason Statham e o Megalodon, destaque também para Bingbing Li, que não ficou apenas como coadjuvante, mostrando seu talento (até desperdiçado), que já lhe garantiram bons prêmios. O elenco, apesar de ser composto por muitas caras pouco conhecidas, se mostra bem entrosado e ajuda a entregar uma produção que agrada como entretenimento. Clique aqui para assistir os depoimentos do diretor Jon Turteltaub e sua equipe com detalhes e curiosidades sobre a produção.

Na fossa mais profunda do Oceano Pacífico, a tripulação de um submarino fica presa dentro do local após ser atacada por uma criatura pré-histórica que se achava estar extinta, um tubarão de quase 30 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em água profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

Entre bocadas e ataques a barcos e banhistas, "Megatubarão" não chega aos pés de "Tubarão" (1975), de Steven Spielberg, mas é muito melhor em efeitos que os filmes da franquia "Sharknado" (que são tão surreais que provocam ótimas risadas). Harry Gregson-Williams é o responsável pela trilha sonora, segundo trabalho dele em cartaz nos cinemas desta semana - o primeiro é "O Protetor 2".

"Megatubarão" é para divertir, feito sem pretensão de discutir temas polêmicos ou passar mensagens patrióticas ou lições de moral. Apenas oferecer muita ação. Vale o ingresso e a pipoca com refrigerante.



Ficha técnica:
Direção: Jon Turteltaub
Produção: Warner Bros Pictures / 
Distribuição: Warner Bros. Pictures 
Duração: Warner Bros. Pictures
Gêneros: Ação / Suspense
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #Megatubarao, #Megalodon, #JasonStatham, #WinstonChao, #BingbingLi, #tubarao, #acao, #suspense, #WarnerBrosPictures, #EspaçoZ, #cinemas.Cineart, #CinemanoEscurinho

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

"Vidas à Deriva": romance, aventura e superação no balanço das ondas

O longa se passa quase que inteiramente numa embarcação - com direito a paisagens maravilhosas (Fotos: Diamond Films/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Filmes baseados em histórias reais costumam interessar e cativar o público pela possibilidade de verdade e realismo que possam oferecer. Mas esse não é o caso de "Vidas à Deriva" ("Adrift"), dirigido por Baltasar Kormákur, inspirado na saga vivida por um casal de velejadores, que depois foi transformada em livro homônimo. Como o longa se passa quase que inteiramente numa embarcação - com direito a paisagens maravilhosas - e o roteiro foi todo concebido em flashbacks, cria-se uma distância entre a tela e o espectador, dificultando o envolvimento e, de certa forma, travando a emoção.

Aos 24 anos, Tami Oldham, interpretada pela atriz e também produtora do filme Shailene Woodley, da série "Divergente" (2014) - Insurgente (2015), "Convergente" (2016) e "Ascendente" (em breve) vive uma vida errante, meio sem destino, aceitando pequenos trabalhos para custear suas próximas viagens. Voltar para casa em San Diego, na Califórnia, não faz parte dos seus planos.



De passagem pelo Taiti, ela conhece Richard Sharp (Sam Claflin, de "Como Eu era Antes de Você" - 2016 e a franquia "Jogos Vorazes"), jovem velejador tão aventureiro quanto ela e a paixão entre eles é imediata. Até que ambos aceitam o desafio feito por um casal maduro de viajantes: levar a embarcação deles até a Califórnia, com direito a retornar ao Taiti com passagens de primeira classe, além de um bom dinheiro. Era o ano de 1983.

Desafio aceito, os jovens saem velejando em alto mar a bordo do luxuoso Hazaña e, enquanto viajam, vão se conhecendo em longas e amorosas conversas, jantares românticos, juras de amor, tarefas e projetos. Até que são surpreendidos pelo furacão Raymond, que praticamente destrói o barco e fere gravemente Richard. Durante 41 dias, eles ficam em alto mar, literalmente à deriva, enquanto compartilham conhecimentos sobre navegação, suprimentos e amor.


Não dá para dizer que "Vidas à Deriva" é um filme ruim. Há suspense, aventura, romance. Mas, talvez para não cansar tanto o espectador com o balanço contínuo e o vai e vem das ondas do mar, o diretor tenha optado pelos flashbacks para contar como Tami e Richard se conheceram. E isso, de certa forma, atrapalha o ritmo do longa. Vale a pena ir ao cinema, nem que seja para conhecer a história de esforço, superação e amor de Tami Oldham e Richard Sharp.



Ficha técnica:
Direção e produção: Baltasar Kormákur
Distribuição: Diamond Films
Duração: 1h38
Gêneros: Drama / Romance / Aventura
País: EUA
Classificação: 12 anos

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Série de Humor no Netflix? Grace & Frankie

Produção com grande elenco está na quarta temporada (Fotos: Reprodução Netflix)

Por Cristiane Mendonça - Blog Crônicas Irônicas


Quer uma dica de comédia no Netflix? Anote aí o seriado "Grace & Frankie"​. As personagens principais, vividas pelas atrizes veteranas, Jane Fonda e Lily Tomlin, estão na terceira idade, quando seus maridos, sócios em um escritório, revelam que estão apaixonados um pelo o outro e planejam se casar. Risada na certa!

Assim que seus parceiros, interpretados pelos atores, Martin Sheen e Sam Waterston, saem de casa para viverem juntos, após 20 anos se relacionando como amantes, Grace, uma perua antipática, se vê obrigada a morar na mesma casa com a eterna hippie Frankie.

A história do seriado é conduzida com muita leveza e humor! E aborda os problemas e preconceitos que pessoas da terceira idade vivem, deixando claro que faixa etária não é sinônimo de falta de desejos e novos objetivos de vida! 



A quarta temporada, que começou em janeiro último, tem como mote a linha de vibradores criados especialmente para mulheres acima de 60 anos, idealizado pelas personagens principais, que com suas personalidades tão diferentes, se envolvem nas situações mais inusitadas!

Detalhe: Grace & Frankie é da mesma criadora da premiadíssima série Friends, Marta Kaufman, além de Howard Morris. 

Fique por dentro:

Lily Tomlin foi indicada tanto ao Globo de Ouro quanto ao Emmy em 2017 por interpretar Frankie. 

Assista ao trailer oficial:


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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Continuação de "Mamma Mia" é uma divertida e sonora volta ao passado

A juventude de Donna é a novidade deste filme, que repete grande elenco (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Carolina Cassese


Dez anos atrás, a adaptação cinematográfica da peça "Mamma Mia" entrava em cartaz. Contando com atuações de Meryl Streep, Amanda Seyfried, Colin Firth e Pierce Brosnan, o musical gerou ampla repercussão e foi bem sucedido comercialmente. A reação da crítica foi dividida. Em maio de 2017, foi anunciada a continuação do longa: "Mamma Mia 2! Lá Vamos Nós de Novo", que estreou nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros.

Se no primeiro filme o espectador acompanha os preparativos para o casamento de Sophie, na continuação o evento da vez, também organizado por Sophie, é a reinauguração do hotel de Donna. As canções do grupo Abba estão de volta. Algumas músicas são as mesmas do primeiro filme (mas é difícil se cansar de "Dancing Queen" ou "Mamma Mia").


Nesta continuação, destaque para "Fernando", interpretada em cena memorável por Cher e Andy Garcia. O repertório conta ainda com "Waterloo" "Knowing Me, Knowing You" e "I Have a Dream", que ganharam novas versões (as originais são melhores) e algumas canções menos conhecidas. No Reino Unido, a trilha sonora lidera as listas de vendas, com alguns dos sucessos interpretados por Lily James, Amanda Seyfried e Meryl Streep.

Em "Mamma Mia 2" conhecemos o passado de Donna. A jovem é interpretada por Lily James, que teve atuação mais do que satisfatória. A atriz, que protagonizou "Cinderela" (2015), participou da série "Downton Abbey" e ainda neste ano irá estrelar o longa "A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata" ("The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society") afirmou ter chorado ao conhecer Meryl Streep. “Sou tão fã do musical, vi tantas vezes quando eu era mais nova... e amei o filme também. Acho que capturou o espírito da peça, o que é muito difícil de fazer — manter a essência e a atmosfera”, disse em entrevista.

A história se passa um ano após a morte de Donna (Meryl Streep), quando a filha Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a reinaugurar o hotel da mãe que foi todo reformado. A jovem, que não casou com Sky (Dominic Cooper) no primeiro filme, convida seus três "pais" - Harry (Colin Firth), Sam (Pierce Brosnan) e Bill (Stellan Skarsgärd) para a festa, organizada com a ajuda das amigas da mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski). 


O reencontro da "família" se torna uma avalanche de boas memórias da juventude de Donna no final dos anos 70, quando conhece os pais de Sophie e resolve se estabelecer na Grécia.

Em relação ao primeiro, o filme pode não apresentar grandes novidades, mas conta com um roteiro melhor trabalhado. É um bom entretenimento, especialmente para os fãs do Abba e do musical. O espectador pode se preparar para matar a saudade dos personagens e se encantar com as paisagens estonteantes (dessa vez, o longa foi filmado em Vis, uma ilha da Croácia).
Duração: 1h54
Classificação: 10 anos
Distribuição: Universal Pictures



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