domingo, 28 de julho de 2019

19ª Goiânia Mostra Curtas, em outubro, terá exibição gratuita de 86 filmes nacionais


Da Redação


De 8 a 13 de outubro, o público poderá assistir gratuitamente 86 filmes durante a 19ª Goiânia Mostra Curtas, que será relizada no Teatro Goiânia (GO). Sete produções mineiras foram selecionadas para participar da exibição, que reunirá ficção, animação, documentário e experimental de todas as regiões do Brasil. São elas:  Alma Bandida (MG); Angela (MG); Looping (MG); Peixe (MG); Plano Controle (MG); Poética de Barro (MG); The URSAL Nightmares (MG).

"Angela", de Marília Nogueira
A Região Sudeste ficou com a maior participação, apresentando 28 filmes nas mostras competitivas. Além dos mineiros, serão 16 produções de São Paulo, quatro do Rio de Janeiro e um do Espírito Santo: A felicidade delas (SP); Antes de Ontem (SP); Liberdade (SP); Livro e meio (SP); Mesmo com Tanta Agonia (SP); NEGRUM3 (SP); Planeta Fábrica (SP); Preciso Dizer que Te Amo (SP); Primeiro ato (SP); Quebramar (SP); Gravidade (SP); Interrogação (ou Psicopata Legalizado) (SP); Isso é o Mundo Cão (SP); Oração à Terra – Prayer to the Earth (SP); Raskolnikov (SP); Venha (SP); Umas & Outras (RJ); Vigia (RJ); Perpétuo (RJ); CorkScream (RJ) e Licença Poética (ES).

"Peixe", de Yasmin Guimarães
A 19ª Goiânia Mostra Curtas trará para a capital de Goiás cineastas, produtores, distribuidores, exibidores e representantes do governo e de agências de fomento. Além da exibição de filmes, a programação deve incluir, debate, encontro com realizadores, laboratórios de roteiros audiovisuais, painéis, masterclasses, oficinas e evento de network, como eventos que fazem parte da Feira Audiovisual.O festival divulgou a lista dos filmes selecionados depois de receber mais de 1.000 inscrições para sua mostra competitiva. A seleção completa está disponível através do link: http://www.goianiamostracurtas.com.br/19/lista-filmes/  

"Plano Controle", de Juliana Antunes
As quatro mostras competitivas têm 70 filmes selecionados, sendo que alguns participam de mais de uma categoria: Mostra Brasil (38), que apresenta um panorama da produção nacional em curta-metragem; Mostra Goiás (11), para dar visibilidade à produção local; Curta Mostra Animação (18) e 18ª Mostrinha (6), dedicada ao público infantil, com foco na diversão e educação. São 36 curtas de ficção, 20 animações, 13 documentários e 1 experimental, sendo produções de 15 estados brasileiros e do Distrito Federal. Além dessas, outras 16 estarão na Mostra Especial, não competitiva.

"Poética de Barro", de Giuliana Danza
Este ano houve um expressivo número de inscrições. Minas Gerais está entre os estados com maior participação, junto com São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul. “O processo de seleção foi árduo e os curadores tiveram trabalho na definição dos escolhidos, diante da qualidade das obras que chegaram até nós”, ressalta a diretora-geral do Goiânia Mostra Curtas, Maria Abdalla, que agradeceu a participação tão significativa e parabeniza aos selecionados. Foram 555 produções inscritas de ficção, 264 documentários, 123 experimentais e 61 animações, somando um total de 1.003 filmes.

The URSAL Nightmares, de Guilherme Teresani
Premiação

Os vencedores da edição deste ano ganharão o Troféu Icumam. Entre os prêmios estão também locação de equipamentos, cursos de formação audiovisual, serviços de pós-produção, finalização, distribuição e prêmios de aquisição. Os curtas-metragens da Mostra Brasil vão concorrer também ao prêmio de Melhor Filme, que será escolhido pelo Júri SescTV. Já o Melhor Filme de cada mostra será eleito pelo Júri Elo Company. Além disso, o festival terá ainda a Mostra Especial, que não é competitiva, mas temática.


Ficha Técnica:
19ª Goiânia Mostra Curtas
Data: 8 a 13 de outubro de 2019
Local: Teatro Goiânia - Goiânia (GO)
Entrada: Gratuita

Tags: #GoiâniaMostraCurtas, #Goiânia, @AlmaBandida, #TrofeuIcumam, #curtasmineiros, #cinemaescurinho

quinta-feira, 25 de julho de 2019

"Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal" - apresenta um Zac Efron num de seus melhores trabalhos

Filme narra a vida íntima de um dos mais famosos seriais killers dos EUA, responsável por mais de 30 mortes (Fotos: Brian Douglas/Netflix)

Pedro Santos


“Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile”, em tradução livre: Extremamente maldoso, chocantemente maligno e vil, é o título original de "Ted Bundy - A Irresistível Face do Mal", filme estrelado por Zac Efron, no papel do famoso serial killer, e Lily Collins como Liz Kendall. Também foram esses os adjetivos que o juiz Edward Cowart usou para descrever os crimes cometidos por Ted Bundy, que matou mais de 30 mulheres durante a década de 1970 em mais de sete estados norte-americanos, apesar de o número real de vítimas ser desconhecido e provavelmente muito maior.


O filme conta a trajetória do serial killer a partir da perspectiva de Liz Kendall (cujo nome verdadeiro é Elizabeth Kloepfer), ex-namorada de Bundy. O livro escrito por ela em 1981, "O Príncipe Fantasma: Minha Vida com Ted Bundy", narra o relacionamento abusivo e tempestuoso do casal e serviu de base para o filme. E mostra como uma pessoa tão perigosa e doente pode viver incógnita entre nós, sem levantar qualquer suspeita. Na sequência, a produção apresenta as tentativas de Bundy de sair impune de seus crimes. Por se tratar de um serial killer real, nunca há dúvida sobre ele ser ou não culpado pelos atos hediondos cometidos. Porém, os personagens da trama não sabem que convivem com um monstro, o que gera momentos de tensão interessantes. 



Durante o filme vemos como o assassino em série utiliza seu carisma e inteligência para manipular e atrair suas vítimas de maneira sedutora e também para moldar a opinião das pessoas sobre ele. Com esta mesma sutileza são apresentados alguns pontos da personalidade doentia de Bundy, deixando constantemente a impressão de que há alguma coisa estranha com relação a ele. Os assassinatos nunca ficam explícitos e o filme mostra apenas alguns momentos de violência, deixando que as atrocidades fiquem apenas na imaginação do espectador, onde elas são muito mais efetivas.


Os atores principais estão muito bem. Zac Efron (um dos produtores) surpreende pela forma como consegue imitar as expressões e maneirismos de Ted Bundy, que além de assassino era sequestrador, estuprador, ladrão e necrófilo. E se não estivesse claro que se trata de um psicopata, o espectador poderia até sentir simpatia pelo personagem e achar que tudo não passa de um mal entendido. Lily Collins mostra muito bem como é difícil para Liz aceitar que está sendo enganada pelo homem que ama. Ela entra em negação cada vez que mais evidências são apresentadas, o que a leva a acreditar que é responsável pelo que está acontecendo. 



Além do casal principal, John Malkovich está ótimo interpretando o juiz Edward Cowart, proporcionando alguns momentos de alívio cômico no filme. Jim Parsons consegue se desvencilhar do seu icônico papel de Sheldon Cooper (da série premiada de TV "The Big Bang Theory") e retrata Larry Simpson, o promotor sério e determinado a botar Ted atrás das grades.
     

A direção do filme é competente e impressiona por ser fiel a momentos da história real que são mostrados no final. A experiência certamente poderá ser melhor se o espectador já conhecer o caso do famoso assassino em série norte-americano. Então recomendo a série documental da Netflix “Conversando com um serial killer: Ted Bundy” (2019), também dirigida por Joe Berlinger, que aborda os crimes cometidos pelo sedutor assassino. 

Bundy ainda tem uma participação na série “Mindhunter” (2017), outra produção Netflix. "Ted Bundy - A Irresistível Face do Mal" é interessante, especialmente porque os seriais killers são muito intrigantes. Assusta pensar que pessoas assim existem no meio de nós. O elenco está muito bom e competente, mas não inova e nem ousa em nada.



Ficha técnica:
Direção: Joe Berlinger
Produção: Voltage Pictures / Netflix
Distribuição: Paris Filmes
Duração: 1h50
Gêneros: Suspense / Drama / Biografia
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3 (0 a 5)

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quarta-feira, 24 de julho de 2019

"As Rainhas da Torcida": óbvio, engraçadinho e tipicamente americano, mas emociona

Diane Keaton comanda o primeiro grupo do país de "cheerleaders" da terceira idade, com direito a dança e pompons (Fotos: Universum Film/Divulgação)

Mirtes Helena Scalioni


Por preconceito ou não, dificilmente alguém que entenda minimamente de cinema vai se interessar por um filme chamado "As Rainhas da Torcida". E desta vez, não se pode culpar os tradutores e responsáveis pela versão. O título original é "Poms", algo que talvez signifique "Pompons". Ou seja: nada de atrativo. E quando a produção é classificada como comédia, ficam ainda mais reduzidas as chances de atrair. Acontece que o elenco é encabeçado por Diane Keaton, atriz cujo nome está sempre ligado a bons trabalhos e atuações elogiadas. Está aí um bom motivo para arriscar uma olhadela nas salas onde o filme será exibido a partir desta quinta-feira (25). 


Outra possibilidade que o filme tem de conquistar o público é a sinopse: com problemas de saúde, Martha (Diane Keaton) vai viver numa comunidade de aposentados perto de Phoenix, capital do estado americano do Arizona. Subvertendo as rígidas regras do condomínio, decide criar um grupo de "cheerleaders", o primeiro do país composto apenas por mulheres acima de 60 anos. 



Um detalhe: "cheerleaders" são aquelas meninas normalmente lindas e de corpos perfeitos que costumam rebolar e sacudir pompons para animar jogos nos Estados Unidos. O resumo é, portanto, no mínimo, curioso, e pode despertar o interesse de determinada faixa etária do público. Filmes sobre a maturidade estão na moda e tendem a fazer sucesso.  


Nada mais americano do que líderes de torcida. Nada mais americano do que condomínios cheios de regras onde moram idosos ricos e remediados. Nada mais americano do que desrespeitar essas regras, desde que o fim seja nobre e edificante o suficiente e ainda valorize a atividade física na terceira idade. Nada mais americano do que um bando de gente velha que canta, salta e dança sem se importar com o ridículo das gordurinhas e a falta de jeito. No Brasil, seriam chamadas de "velhinhas ilariê".


Uma curiosidade que pode enriquecer o filme, que tem roteiro e direção de Zara Hayes: além do elenco, majoritariamente feminino, dos cinco componentes da equipe de produção, três são mulheres, além da montadora. Isso talvez confira à produção um olhar marcadamente feminino, com suas particularidades, tons, cores e diálogos, nem sempre delicados. Às vezes, há ironia, principalmente quando o tema é a independência da mulher. 


"As Rainhas da Torcida" é, enfim, uma comédia tipicamente americana, com alguns toques de drama para equilibrar e temperar. Além de Diane Keaton - cuja transformação e expressão corporal impressionam ao longo do filme, na medida em que sua saúde piora - as demais atuações são corretas: Jacki Weaver como a espevitada vizinha de Martha; Celia Weston e Pam Grier como as amigas solidárias Vicki e Olive; Alisha Boe e Charlie Tahan como Chloe e Ben, os inevitáveis personagens jovens que acabam apostando nas velhinhas; e Bruce McGill, como Carl, espécie de xerife do condomínio, meio bravo, meio bonzinho. 

Tudo como o esperado, sem nenhuma surpresa ou novidade. Interessante é que, talvez por ser tão bem construído dentro de obviedades, o filme emociona. Em certos momentos, fica difícil segurar as lágrimas.
Classificação: 12 anos
Duração: 1h31
Distribuição: Diamond Films


Tags: #AsRainhasDaTorcida, #Poms, #DianeKeaton, #DiamondFilms, #comedia, #cinemanoescurinho

sábado, 20 de julho de 2019

"Turma da Mônica: Laços", uma ótima produção nacional para matar a saudade dos gibis

Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão vão enfrentar vilões para tentar recuperar o cãozinho Floquinho (Fotos: Divulgação)

Maristela Bretas


Não é por menos que o filme “Turma da Mônica – Laços” atingiu a marca de mais de um milhão e meio de espectadores desde o seu lançamento em 27 de junho. A produção nacional dirigida por Daniel Rezende e baseada na obra homônima lançada em 2013 pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi é uma volta à infância com nostalgia e emoção. Os atores mirins - Mônica (Giulia Benite), Cebolinha (Kevin Vechiatto), Magali (Laura Rauseo) e Cascão (Gabriel Moreira) são carismáticos e autênticos representantes dos personagens criados por Maurício de Sousa. 

Maurício de Sousa em BH (Foto: Maristela Bretas)
O cartunista, que esteve em Belo Horizonte para o lançamento do filme juntamente com o diretor, afirmou que se sente feliz em espalhar alegria e satisfação e que pretende continuar fazendo isso enquanto puder. "Esse é o primeiro filme da série, devem vir mais, tá todo mundo gostando. Depois vou fazer coisas novas por aí", afirmou.


Para ele, ver os personagens de seus quadrinhos em carne e osso foi uma realização. "Foi um sonho realizado. Eu sonhava há um tempo mas tinha receio de não conseguir atores crianças que pudessem fazer isso. O Daniel Rezende conseguiu, depois de ouvir milhares de crianças, escolher os atores certos, que viraram uma segunda Turma da Mônica, ao vivo. Não é por aqui que vamos parar, já que encontramos a fórmula, vamos continuar", disse Maurício de Sousa.


Além dos atores mirins, a aventura trouxe outra agradável e divertida surpresa: a presença de Rodrigo Santoro interpretando o Louco. O ator, que confessou em entrevista que era seu personagem predileto, incorporou os trejeitos e filosofias descompassadas (mas muito reais), entregando um Louco idêntico ao das histórias dos gibis. Um dos bons momentos do filme. 


Impossível não falar de um famoso coelhinho azul, razão de todos os planos "infalíveis" de Cebolinha para tomar o poder de Mônica e se "tolna o lei da lua". Sansão está no filme, claro, em todas as cenas e tem uma importante participação na trama. Companheiro inseparável da "baixinha dentuça" (ela que não me ouça). Sansão também é o amigo especial de outras crianças. Alice Maia, de 4 anos, que o diga. Para onde vai, especialmente na estreia do filme no cinema, ela sempre está abraçada ao amigo peludo de olhos grandes. E ai de quem tentar dar nó nas orelhas de seu coelhinho. Ela vira Mônica!. Papai Joubert que o diga?


"Turma da Mônica - Laços" é um espetáculo de imagens, locações e fotografia. A escolha dos locais onde acontece a aventura do quarteto fantástico infantil é um dos pontos altos do filme, assim como o horário de gravação, aproveitando a melhor luz do dia em meio a uma mata densa e pontos turísticos de Poços de Caldas. A cidade mineira foi a escolhida para abrigar o "bairro do Limoeiro". As gravações aconteceram em junho do ano passado em diversos pontos turísticos, como a Praça Pedro Sanches, o Parque José Affonso Junqueira e o Parque da Serra de São Domingos. Mais uma atração para os mineiros.

Na história, a turminha sai em busca de Floquinho, o cãozinho esverdeado de Cebolinha, que desapareceu. Para tentar encontrá-lo, o jovem do cabelinho espetado vai criar mais um de seus "planos infalíveis" e precisará contar com a ajuda dos fiéis amigos Mônica, Magali e Cascão. Juntos, eles irão enfrentar grandes desafios e viver uma emocionante aventura para levar o cão de volta para casa e desvendar um mistério. Imperdível, uma grande produção nacional para fazer voltar a ser criança.


Ficha técnica:
Direção: Daniel Rezende
Produção: Biônica Filmes / Quintal Digital / Globo Filmes / Maurício de Sousa Produções 
Distribuição: Downtown Filmes
Duração: 1h36
Gêneros: Aventura / Família
País: Brasil
Classificação: 6 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #TurmadaMonica, #MauríciodeSousa, #Cebolinha, #Mônica, #Magali, #Cascao, #DanielRezende, #RodrigoSantoro, #aventura, #gibi, #BionicaFilmes, #GloboFilmes, #EspacoZ, #cinemaescurinho

terça-feira, 16 de julho de 2019

"Toy Story 4" diverte e encerra a franquia balançando o coração

Garfinho é o novo brinquedo que vai levar Woody e seus amigos a novas aventuras (Fotos: Disney/Pixar)

Maristela Bretas


Se o terceiro filme já foi pura emoção, não se podia esperar menos de "Toy Story 4" que encerra uma das mais fofas e cativantes franquias dos estúdios Disney /Pixar. A animação, sob a direção de Josh Cooley, faz rir, chorar, torcer pelos brinquedos heróis e prende do início ao fim da projeção. Difícil sair do cinema sem se sentir tocado pelo enredo, muito mais voltado para adultos que para crianças, como é bem o estilo das produções do estúdio - a franquia "Toy Story" (iniciada em 1995) é um ótimo exemplo de sucesso desde o início.


A animação, que estreou nos cinemas brasileiros em 20 de junho, permanece em cartaz em várias salas de cinema e com várias sessões esgotadas. O sucesso pelo mundo é comprovado com a excelente bilheteria, que já ultrapassou a marca dos US$ 770 milhões. Perde apenas para "Toy Story 3", que faturou US$ 1,067 bilhão e continua atraindo um público fiel à franquia há 24 anos, que poderá até mesmo levar a uma possível continuação.


Nossos amados brinquedos - o caubói Woody (voz de Tom Hanks desde a primeira animação), o astronauta Buzz Lightyear (dublado por Tim Allen, também desde "Toy Story") e vários dos antigos brinquedos das produções anteriores participam deste encerramento - Cabeça de Batata, Rex, Porquinho, Jessie e o cãozinho Slinky. Para quem não acompanhou a trajetória desta turma, o quarto filme faz uma rápida retrospectiva, desde que Woody foi dado a Andy (seu primeiro dono) até chegar aos dias de hoje, com todos os amigos pertencendo à nova dona, a pequena Bonnie.


Para as crianças, os brinquedos e suas aventuras são a grande atração e encantam. Já a abordagem para os adultos é para mexer com a emoção. "Toy Story 4" explora a separação, o abandono daqueles que são diferentes ou defeituosos, a preocupação com os amigos e com a felicidade de sua dona, a inocência da criança que faz de material descartável seu brinquedo predileto a partir de um garfo de plástico e a escolha entre a zona de conforto e um mundo novo. Tudo isso com muita magia e diversão.


A nova mudança da rotina da turma de brinquedos começa com um novo integrante - Garfinho - criado por Bonnie no seu primeiro dia de aula. Woody, mesmo sendo deixado de lado por sua dona, ainda mantém a preocupação de ser o xerife e de manter todos juntos. Ele passa a ser também o protetor do novo brinquedo preferido da menina. O caubói tenta mostrar para o garfo de plástico que ele não é um objeto descartável e que é importante para sua dona e criadora.


Mas Garfinho vai dar muito trabalho para Woody e toda a turma de brinquedos que vão viver grandes aventuras. Numa viagem pelo país, o velho xerife vai reencontrar um antigo amor, a boneca de porcelana Betty. Os dois terão de encarar grandes desafios e momentos bem divertidos e perigosos para salvar Garfinho e escaparem de perigosos e assustadores brinquedos vilões. Além da turma de Woody, eles vão contar com a ajuda de novos amigos bem engraçados - Duke, Coelhinho, Patinho e Caboom.

O certo é que "Toy Story 4" vai deixar boas lembranças para a legião de fãs que acompanhou até aqui as histórias dos brinquedos mais adorados e encantadores do cinema. E para quem não viu, corra para o cinema, leve as crianças e se emocione. Difícil não se apaixonar.



Ficha técnica:
Direção: Josh Cooley
Produção: Walt Disney Company / Pixar Animation Studios
Distribuição: Disney / Buena Vista
Duração: 1h26
Gêneros: Animação / Aventura / Família
País: EUA
Classificação: Livre
Nota: 5 (0 a 5)

Tags: #ToyStory4, #Woody, #BuzzLightyear, #Pixar, #Disney, #animação, #cinemaescurinho

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Comédia romântica "Amor à Segunda Vista" estreia nesta quinta em BH e outras 10 cidades brasileiras

François Civil e Joséphine Japy formam o par separado em universos diferentes (Fotos: Mars Film/Divulgação)

Da Redação


Estrelado por François Civil e Joséphine Japy, estreia nesta quinta-feira (11)  em Belo Horizonte e outras dez cidades brasileiras o longa “Amor à Segunda Vista” ("Mon Inconnue"), de Hugo Gélin (“Uma Família de Dois”).  Além da capital mineira, Florianópolis, Vitória, São Paulo, Santos, Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Recife estão na programação de lançamento. Sucesso na França, onde foi visto por mais de 340 mil espectadores, a comédia romântica integrou o Festival Varilux de Cinema Francês encerrado em junho.


O filme conta a história de Raphaël (François Civil), que da noite para o dia, acorda em uma realidade paralela na qual não é mais um escritor famoso e nem é casado com Olivia (Joséphine Japy), uma professora de piano e que foi sua paixão desde a época da escola. Para reconquistar sua mulher, que nesta nova realidade se tornou uma pianista conhecida mundialmente, Raphaël contará com a ajuda de seu melhor amigo Félix (Benjamin Lavernhe). 


Por sua atuação, François Civil ganhou o Prêmio de Interpretação Masculina no Festival Internacional do Filme de Comédia de L´Alpe d´Huez (França, 2019). O filme ganhou ainda o prêmio Swann D'or 2019 de melhor filme no Festival de Cinema de Cabourg, na França. 


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Hugo Gélin
Produção: Zai Films / Mars Films / Chapka Films / France 3 Cinéma
Distribuição: Bonfilm
Duração: 1h58
Gêneros: Comédia / Romance
Países: França / Bélgica
Classificação: 12 anos

Tags: #AmorASegundaVista, #MonInconnue, #Bonfilm, #romance, #cinemaescurinho, #cinemafrances, @cinemanoescurinho

terça-feira, 9 de julho de 2019

"Ma" - Octavia Spencer entrega ótima interpretação em produção que mescla bullying e suspense

Atriz faz o papel de uma mulher de meia idade que atrai um grupo de adolescentes oferecendo festas e bebidas (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


"Ma" é mais um bom suspense/terror que explora o psicológico, a psicopatia, os traumas de infância, fugindo do estilo de outras produções do gênero (alguma ótimas e outras nem tanto) protagonizadas por entidades e pessoas possuídas, como "Cemitério Maldito" e toda a franquia "Invocação do Mal" (que ganhou mais um filme com "Annabelle 3 - De Volta para Casa", em cartaz nos cinemas). O filme, dirigido por Tate Taylor, foca em Sue Ann (ou Ma, como era conhecida), personagem da excelente Octavia Spencer, que faz de tudo para ser a querida dos estudantes da escola de sua cidade, onde um dia ela também estudou.


Uma mulher doce, que se torna a "tiazona" que a moçada quer ter, bancando as bebidas, oferecendo a casa para as festinhas e sempre disposta a permitir a farra da galera. Mas basta uma simples mudança nos planos dela para que seu lado escuro e frio apareça com força, levando a personagem a mais cruel das vinganças. Octavia consegue passar toda essa mudança de emoções e comportamentos e é a estrela do título e do filme.


"Ma" é um filme que começa bem comum e vai ganhando contornos sombrios à medida que Sue Ann vai mostrando suas verdadeiras intenções, envolvendo os jovens e seus pais. Suspense e terror marcam a primeira meia hora de filme, com aparições repentinas da estranha amiga dos jovens em locais onde ela não deveria estar. No elenco, além de Octavia Spencer, está Diana Silvers ("Vidro" e "Fora de Série", ambos de 2019) como Maggie, a jovem estudante recém-chegada à cidade junto com a mãe Erica, papel de Juliette Lewis, que começa com uma participação morna no início do filme, mas ganha força mais ao final.


Maggie e seus amigos, todos menores de idade, estão tentando descolar bebidas alcoólicas em um mercado quando conhecem Sue Ann, que usa sua identidade para ajudá-los. Além de comprar as bebidas, ela decide oferecer sua casa para que eles organizem uma festa com o pessoal do colégio. Os eventos acabam se tornando uma rotina do grupo, até que os jovens começam a identificar um comportamento estranho da dona da casa, que se torna cada vez mais controladora e obsessiva.



Ficha técnica:
Direção: Tate Taylor
Produção: Blumhouse Productions / Wyolah Films
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h40
Gêneros: Suspense / Terror
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #MaOFilme, @OctaviaSpencer, #UniversalPictures, #terror, #BlumhouseProductions, #cinemaescurinho

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Hesitação entre o heroísmo e a vida comum marcam “Homem-Aranha: Longe de Casa”

O super-herói amigo da vizinhança  precisa deixar as férias de lado e assumir a luta contra seres de outra dimensão (Fotos: Sony Pictures/Divulgação)

Amanda Lira


No turbilhão da vida adolescente, como lidar com as contradições entre os desejos pessoais e uma vida heroica? É diante desse dilema que se desdobra a trama de “Homem-Aranha: Longe de Casa” ("Spider-Man: Far From Home"), que estreia nesta quinta-feira (4) nos cinemas. Sem seu mentor, Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Peter Parker (Tom Holland) é, no filme, um jovem um tanto quanto vulnerável, que sofre com a falta de um referencial para se ancorar. 


Em um mundo em que seres humanos desapareceram repentinamente durante cinco anos e voltam após um “blip”, Parker tem planos para férias “comuns”. Sua maior preocupação, afinal, é conquistar, durante uma excursão para Europa com Ned e a turma da escola, o coração de sua amada MJ (Zendaya). Como esperado, as expectativas do jovem logo são frustradas e o Homem-Aranha se vê obrigado a entrar em ação ao ser convocado por Nick Fury (Samuel L. Jackson) para ajudar a enfrentar os ataques dos seres Elementais.


Durante a luta contra o inimigo, Parker encontra, enfim, um novo mentor e desenvolve uma admiração genuína por Quentin Beck (Jake Gyllenhaal), conhecido como Mysterio. O herói, que escancara a existência de um multiverso, admite trazer consigo o know-how para enfrentar os desafios que recairiam sobre a Terra. O filme se desdobra, então, em uma série de plot-twists. Ao longo das pouco mais de duas horas de projeção, o público assiste a intensas cenas de ação que, de forma genial, envolvem tecnologias de drones e hologramas, além das belas paisagens do Velho Continente.


As consecutivas quebras de expectativas, no entanto, podem confundir espectadores desavisados, que não necessariamente acompanham o universo Marvel e suas inúmeras referências. Nesse sentido, as tentativas de didatismo protagonizadas pelos heróis podem, por um lado, soar levemente forçadas para os fãs, e, por outro, insuficientes para o público em geral. Ainda assim, é inegável que o filme reserva boas surpresas, especialmente nos dois créditos finais.


O humor característico do Homem-Aranha mantém-se em “Longe de Casa” com os devidos ares de juventude e de ingenuidade trabalhados por Holland. A insegurança de um garoto apaixonado, a curiosidade de um sobrinho afetuoso e as indecisões de um jovem frente a escolhas difíceis são algumas das facetas de Parker que conferem leveza ao filme. Isso sem falar nas cenas iniciais, que, embora um pouco deslocadas com relação ao tom do filme como um todo, arrancam risadas da plateia.


“Homem-Aranha: Longe de Casa” trabalha bem a humanização do herói (iniciada em "Homem-Aranha: De Volta ao Lar"), especialmente em suas fragilidades e impotências. A necessidade de realizar escolhas, de lidar com as consequências de suas ações e de ter um referencial no qual se inspirar são as principais mensagens do filme, que dá uma boa continuidade a “Vingadores - Ultimato” sem, de forma alguma, colocar um ponto final na saga. Afinal, a revelação reservada para os últimos segundos do longa é uma grande ponta solta que deixa brecha para muita história.


Ficha técnica:
Direção: Jon Watts
Produção: Sony Pictures  / Columbia Pictures / Marvel Studios / Walt Disney Studios 
Distribuição: Sony Pictures 
Duração: 2h10
Gênero: Aventura
País: EUA
Classificação: 10 anos

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