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05 maio 2018

"Vingadores - Guerra Infinita" é o melhor filme da Marvel em bilheteria, mas perde em final para "Guerra Civil"

Nova produção leva às telas o maior e mais mortal confronto entre o vilão Thanos e mais de 20 dos principais super-heróis da Marvel (Fotos: Marvel Studios/Divulgação)

Maristela Bretas


O mais novo sucesso da Marvel Studios confirmou nesta sexta-feira que veio para fazer história e deixar ainda mais ansiosos os fãs dos super-heróis. Em apenas dez dias de sua estreia, "Vingadores - Guerra Infinita" ("Avengers - Infinity War") ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em bilheterias mundiais, ganhando de "Star Wars - O Despertar da Força" que chegou a este número em 12 dias. Seis anos se passaram desde o primeiro filme que reuniu os super-heróis da Marvel para formarem os "Vingadores". 


E nada melhor que oferecer ao público algo grandioso em todos os sentidos, a começar pelo orçamento de US$ 300 milhões, o mesmo de "Liga da Justiça", da concorrente DC Comics. Mas infinitamente melhor, o que ficou comprovado mais uma vez pela arrecadação nas bilheterias. Sem contar que "Guerra Infinita" só estreia na China dia 18 de maio.

Os diretores e irmãos Joe e Anthony Russo repetiram a fórmula do excelente "Capitão América: Guerra Civil" (que mais parece outro filme dos "Vingadores") e entregaram uma produção emocionante e empolgante em quase todo o desenrolar da história, mas que frustra no final, apesar de ser o esperado. O elenco reúne os principais super-heróis da franquia em 2h36 de duração de filme que passam num piscar de olhos. Tudo está na medida certa, a produção é impecável nos efeitos visuais, locações (até o Brasil entrou no mundo dos Avengers), trilha sonora "trincando" de Alan Silvestri e, principalmente, um enredo redondinho, como nos Quadrinhos.

Até mesmo a escolha das cores nas cenas de cada grupo de heróis reflete sua marca, como é o caso dos Guardiões da Galáxia, sempre em bem coloridas, ao contrário dos tons pastéis do sisudo Capitão América e da Viúva Negra. Star Lord/Peter Quill (Chris Pratt) e sua turma também ganharam o melhor tema de apresentação - "Rubberband Man", do grupo The Spinners, sucesso dos anos 70. Por falar em trilha sonora, só ela já valeria o ingresso, a começar pela música principal da franquia dos Vingadores, composta por Alan Silvestri, que volta renovada e chega a dar arrepios.


Os diretores poderiam ter problemas ao reunir mais de 20 super-heróis Marvel numa mesma produção, mas até nisso "Vingadores - Guerra Infinita" foi "foda". As participações foram bem divididas de acordo com a importância que cada personagem tinha na história - desde a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) a Thor (Chris Hemsworth) e Homem de Ferro/Tony Stark (Robert Downey Jr.). Todos tiveram presenças marcantes e foram essenciais para que o filme entregasse o que era esperado pelos fãs.



Mas a grande estrela de "Vingadores - Guerra Infinita" é, sem qualquer dúvida, Thanos, o maior e melhor vilão que a Marvel já criou e conseguiu trazer para as telas de cinema. Interpretado por Josh Brolin (que volta em breve no papel de Cable, inimigo de Deadpool no segundo filme do anti-herói), o titã louco vinha sendo citado em vários filmes dos Vingadores, mas ganhou destaque em "Guardiões da Galáxia Vol. 2" e "Thor - Ragnarok". A partir daí, o personagem se tornou conhecido do público de cinema e a figura mais esperada para o terceiro filme dos Vingadores.

E não deixou por menos, com ou sem as joias do infinito. Por seu caminho, Thanos vai deixando um rastro de destruição e morte de heróis e figuras marcantes do Universo Marvel. Mas nem mesmo isso faz com que o poderoso destruidor de mundos seja odiado. Cruel e impiedoso, ele também mostra suas fraquezas e a maior delas pode por fim ao seu império. O Thanos de Josh Brolin chega a ofuscar alguns super-heróis nas cenas em que aparece.

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E se o vilão tem seu lado sentimental, não tão diferente estão os ex-Vingadores, separados desde a luta final em "Guerra Civil". Cheios de mágoas, alguns vivem na clandestinidade como o Capitão América/Steve Rogers (Chris Evans), a Viúva Negra/Natasha (Scarlett Johansson) e o Falcão (Anthony Mackie). Outros como os queridinhos do governo, como Tony Stark e ainda aqueles que preferem não aparecer, como o Homem-Aranha/Peter Parker (Tom Holland) e Doutor Estranho/Stephen Strange (Benedict Cumberbatch). 


Eles agora precisam se reencontrar e unir forças contra Thanos, o mal maior que pode dizimar metade do planeta se conseguir conquistar as seis joias coloridas do infinito - mente/amarela, alma/laranja, poder/roxa, tempo/verde, realidade/vermelha e espaço/azul.


O vilão agora se dirige à Terra e ameaça dizimar metade de sua população num estalar de dedos e a ajuda de um exército. A equipe de super-heróis terá de se dividir para combater os seguidores de Thanos espalhados pela galáxia. Essa divisão tem várias passagens engraçadas, com destaque para os diálogos de Star Lord com Thor ou com Tony Stark, seja na terra ou no espaço. 


O lado cômico consegue atingir também o Capitão América, que é zoado por Thor em plena batalha. O pau quebrando em volta e um reparando no modelito do outro. O jovem Homem-Aranha também dá seus pitacos nas conversas, no estilo aprendiz de Vingador, e se sai muito bem. Até mesmo Hulk/Bruce Banner (Mark Ruffalo) resolve ter crise de abstinência de luta e vira um problemão para sua cara-metade.


A alta definição da gravação, toda feita no sistema Imax, foi cruel com alguns protagonistas. Após dez anos desde que passaram a interpretar seus personagens, as marcas do tempo se destacam nos rostos de Robert Downey Jr., Mark Ruffalo e Chris Evans. Mas não tiram o charme de nenhum deles , só acrescentam experiência. Ganha o público que tem super atores nos papéis principais e fazem de "Vingadores - Guerra Infinita" o melhor dos três filmes dos Avengers até o momento, empatando com "Capitão América - Guerra Civil" entre as produções da Marvel Studios.



Atenção na pegadinha da cena de confronto para conseguir notar a diferença entre o trailer e o filme em exibição. E também é essencial assistir a cena após toda a ficha técnica, que explica melhor o final de "Vingadores 3". E dá o gancho para a sequência com a possível entrada de um novo membro ao time - a Capitã Marvel, papel entregue a Brie Larson, cujo filme solo estreia em fevereiro de 2019. Agora é esperar o quarto filme dos Avengers (nem dá para dizer se será o último), com estreia marcada para o dia 2 de maio de 2019.



Ficha técnica:
Direção: Joe e Anthony Russo
Produção: Marvel Studios
Distribuição: Disney/Buena Vista
Duração: 2h36
Gêneros: Aventura / Ação
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4,8 (0 a 5)

Tags: #VingadoresGuerraInfinita, #AvengersInfinityWar, #HomemdeFerro, #Thor, #Hulk, #Thanos, #CapitaoAmerica, #PanteraNegra, #GuardioesdaGalaxia, #HomemAranha, #acao, #aventura, #MarvelStudios, #cinemas,cineart, #CinemanoEscurinho

28 abril 2019

"Vingadores - Ultimato" encerra saga com emoção extrema e a certeza de dever cumprido

Longa é o quarto filme destes super-heróis do Universo Cinematográfico Marvel, reunidos em 2012 (Fotos: Marvel Studios/Divulgação)

Maristela Bretas


Emoção à flor da pele e adrenalina nas alturas. É desta forma que as pessoas (inclusive eu) estão saindo das sessões de "Vingadores: Ultimato" ("Vingadores: Endgame"), quarto e último filme da saga dos Vingadores, iniciada em 2012, quando foram reunidos em "Avengers". Os diretores e irmãos, Joe e Anthony Russo prometeram um final épico e cumpriram de forma espetacular a promessa, entregando o melhor de todos os filmes sobre este grupo de super-heróis Marvel. 


Em seu primeiro final de semana após a estreia ultrapassou US$ 1,2 bilhão de arrecadação no mundo, atingindo a 18ª colocação na lista das 20 maiores bilheterias de todos os tempos e a sexta maior da Marvel. Ao longo dos anos, parte deles ganhou seus próprios filmes, alguns ótimos, outros nem tanto. Mas encerrar uma saga de sucesso, principalmente depois de "Vingadores: Guerra Infinita" era uma aposta ousada e a Marvel acertou em tudo. 


Muita ação e emoção dividem as três horas de duração do filme com equilíbrio, contando ainda com excelentes efeitos especiais e uma trilha sonora arrasadora de Alan Silvestri também responsável por "Capitão América - O Primeiro Vingador" (2011), "Os Vingadores - The Avengers" e "Guerra Infinita" (2018). A trilha sonora já está disponível no @spotify para assinantes. Uma das homenagens mais bonitas para esta franquia foi postada no Youtube por #madxthing, usando a bela "We Are The Champions", do Queen, como trilha. Confira abaixo e se emocione.


Sob o comando da excelente Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson) - que ganhará filme solo em breve - e da sem carisma mas poderosa "Capitã Marvel" (Brie Larson), as mulheres ocupam mais destaque em "Vingadores: Ultimato". Cabe a elas algumas das partes mais emocionantes do filme. Os super-heróis masculinos também fizeram muito marmanjo chorar no cinema, mostrando que eles também têm coração (mesmo quando não é de verdade).


Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) salta do arrogante multibilionário para o paizão de todos que muitos queriam ter, ao lado de Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), o sempre bom moço e líder por natureza. Thor (Chris Hemsworth) e Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) ficam com a parte divertida do filme, com as cenas e diálogos mais engraçados, uma estratégia que começou a dar certo em "Thor: Ragnarok" (2017). Clint Barton/Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e Scott Lang/Homem Formiga (Paul Rudd) também retornam para completar o grupo de apoio, juntamente com James Rhodes/Máquina de Combate (Don Cheadle) e nebulosa (Karen Gillan).


A cada filme estes atores foram amadurecendo seus personagens, tornando-os mais humanizados e passando para o espectador a imagem de uma família, como define Natasha Romanoff. Eles brigam, ficam de mal entre um filme e outro, mas não aceitam perder aqueles que amam, querem vingança e se unem para vencer um mal maior. E o resultado disso é o melhor filme de todos os tempos do Universo Cinematográfico Marvel.


Por falar em mal, a disputa com Thanos vai do brutal a uma batalha épica, muito maior e mais dinâmica que a de "Guerra Infinita". O mega vilão é destaque e até ele mostra novamente seu lado sentimental. Assim como em "Guerra Infinita" ele foi o responsável pela reviravolta no status de sempre vencedores dos Vingadores, em "Ultimato" ele novamente é o maior objetivo do grupo. E nos dois lados desta batalha, a arma mais forte será a emoção.


O filme começa em cenas ainda durante a extinção de metade das criaturas vivas da Terra e Tony Stark numa nave à deriva no espaço, com poucas chances de sobrevivência. Na sede dos Vingadores, Steve Rogers e Natasha Romanoff tentam de todas as formas encontrar Thanos, que sumiu após o ataque. Mesmo abalados pelos acontecimentos, aqueles que restaram do grupo se unem para recuperar as Joias do Infinito, se vingar do vilão e reverter a devastação, trazendo os amigos de volta. 

Com uma batalha de arrepiar que é pura adrenalina, personagens mais humanos e emotivos, cenas inesperadas e surpreendentes e um final de tremer o coração dos fãs da Marvel, "Vingadores: Ultimato" é o encerramento de uma saga digno de grandes super-heróis.


Ficha técnica:
Direção: Joe e Anthony Russo
Produção: Marvel Studios
Distribuição: Disney/Buena Vista
Duração: 3h01
Gêneros: Aventura / Ação / Fantasia
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 5 (0 a 5)

Tags: #VingadoresUltimato, #AvengersEndgame, #acao, #fantasia, #aventura, #superheroi, #MarvelStudios, #Thor, #CapitaoAmerica, #HomemDeFerro, #Hulk, #cinemaescurinho @cinemanoescurinho

08 julho 2018

Efeitos especiais e ligação com "Vingadores 4" sustentam "Homem-Formiga e a Vespa"

Paul Rudd e Evangeline Lilly formam uma boa dupla, com muitos truques de encolher e esticar no combate aos fracos vilões (Fotos: Marvel Studios/Divulgação)

Maristela Bretas

Quando foi lançado em julho de 2015, "Homem-Formiga" surpreendeu e até agradou ao público que estava cético com um filme sobre um dos heróis de segunda linha da Marvel. E agora, para dar um gás no personagem que encolhe e aumenta de tamanho, ele volta, com uma companheira com poderes semelhantes em "Homem-Formiga e a Vespa" ("Ant-Man and The Wasp"). 

A produção chega com uma grande responsabilidade: a de dar sequência a "Vingadores 4", depois do estrondoso sucesso de "Vingadores: Guerra Infinita". Para entender onde este super-herói entra na guerra contra Thanos, só assistindo a primeira cena no início dos créditos.

Paul Rudd interpreta novamente Scott Lang/Homem-Formiga (e ainda é um dos roteiristas desta continuação) e ganhou uma nova parceira, Evangeline Lilly, que retona como Hope Van Dyne, filha do cientista Dr. Hank Pym (Michael Douglas). Só que agora ela usa traje e armamento pesado criados pelo pai e se transformou na super-heroína Vespa.

A parceria deu certo, a dupla tem uma boa química e deixa o filme mais leve, característica do personagem de Rudd, que reforça a relação afetiva entre pai e filha. O mesmo acontece com Hope e Hank, que se unem para resgatar a mãe, Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), a Vespa original, perdida há 30 anos no Reino Quântico durante suas pesquisas.

"Homem-Formiga e a Vespa" explora o lado cômico de Scott Lang e a ação contínua sustentada pelos excelentes efeitos especiais de encolhe e estica dos heróis. As cenas de perseguições de carros, com direito a balinha de Hello Kitty gigante, ficaram ótimas, assim como as lutas, com a dupla levando grande vantagem sobre seus adversários.

Fraca, inexpressiva, com cara de cachorro que caiu da mudança, a "vilã" Fantasma (papel de Hannah John-Kamen) não impõe medo, nem respeito, entra sem sentido e sai como se não tivesse participado. Até mesmo o bandidão Sonny Burch (interpretado por Walton Goggins) tem mais presença que ela. E para piorar, contracena com Laurence Fishburne (Dr. Bill Foster), que aparece mais que ela. Ambos foram mal aproveitados.

A história começa dois anos após Scott ter lutado ao lado do Capitão América na batalha do aeroporto em "Guerra Civil". Ele é condenado à prisão domiciliar, com tornozeleira de monitoramento, por ter quebrado o Tratado de Sokovia e obrigado a se afastar de todos os super-heróis e parceiros que lhe ajudaram. Scott aproveita para dedicar mais tempo à filha e sua empresa de segurança com Luiz (Michael Peña).

Restando apenas três dias para terminar a prisão, ele é procurado pelo Dr. Hank Pym e a dele filha Hope para ajudá-los a recuperar Janet, que mantém fortes ligações mentais com Scott e está presa no Reino Quântico. Mas o trio vai enfrentar bandidos que querem roubar o laboratório miniaturizado do cientista, além de Fantasma, que tem o poder de se desmaterializar e atravessar paredes.

Divertido, feito pra família, "Homem-Formiga e a Vespa" tem cara de sessão da tarde e mantém a mesma linha do primeiro filme - sem grandes pretensões, explorando efeitos especiais, a simpatia de Paul Rudd e reforçando o universo dos Vingadores, com citações constantes ao que aconteceu em "Capitão América:Guerra Civil". O filme deixa a entender que a salvação para o que aconteceu em Guerra Infinita pode estar no Reino Quântico, onde somente Scott consegue entrar. Resta saber se consegue também sair. Mas isso fica para o tão esperado "Vingadores 4", previsto para 26 de abril de 2019.



Ficha técnica:
Direção: Peyton Reed
Produção: Marvel Studios
Distribuição: Disney/Buena Vista
Duração: 1h58
Gêneros: Ação / Aventura / Ficção
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #HomemFormigaeaVespa, #PaulRudd, #EvangelineLilly, #MichaelDouglas, #acao, #aventura, #MarvelStudios, #DisneyBuenaVista, #cinemas.cineart, #CinemanoEscurinho

31 maio 2018

"Han Solo" - Uma empolgante aventura do universo Star Wars

Filme conta como surgiu o personagem e sua amizade com o wookie Chewbacca (Fotos: LucasFilm/Divulgação)

Maristela Bretas


"Han Solo - Uma História Star Wars" ("Solo: A Star Wars Story") é uma grande homenagem a um dos principais heróis da franquia, que merecia ter sua história contada, como aconteceu com Luke Skywalker e a Princesa Leia. E o diretor Ron Howard (que tem grandes sucessos em seu currículo, como "No Coração do Mar"- 2015) entrega uma nova e boa aventura aos fãs. Muita ação, romance, mocinhos e vilões e grandes batalhas no espaço e em terra, recheadas de muita computação gráfica e efeitos visuais, que marcaram os filmes da saga há 41 anos, a serem completados em novembro.

Não chega a ser excelente como "Rogue One" (2016), a primeira história paralela, que uniu como uma peça de quebra-cabeça, os episódios "Star Wars - Uma Nova Esperança" (1977) e "O Império Contra-Ataca" (1980). Mas "Han Solo" tem um enredo digno do personagem, eternizado pelo ator Harrison Ford e estava merecendo um filme sobre ele após participar de quatro episódios marcantes e concluir sua trajetória em "Star Wars: O Despertar da Força" (2015). 

O filme é quase didático e também corre por fora para explicar como Han Solo conheceu seu primeiro grande amor (antes de Leia) e o copiloto Chewbacca, como conquistou a famosa nave Millennium Falcon, como surgiu seu nome e como fez vários inimigos e amigos em suas aventuras. As cenas que explicam estes pontos da vida de Han Solo são as mais interessantes e chegam a dar arrepios.

A boa trilha sonora, incluindo a música-tema que acompanha o personagem há mais de quatro décadas completa a produção. Apesar dos muitos recursos técnicos, as cópias que assisti em 3D estavam muito escuras, dificultando a visualização de detalhes em algumas cenas. O mesmo aconteceu com as fotos de divulgação.

A história de "Han Solo" se encaixa antes de "Star Wars - Uma Nova Esperança", o primeiro episódio da saga (na verdade o quarto), que apresentou os personagens Luke Skywalker /Mark Hamill, Princesa Leia /Carrie Fischer, Chewbacca/Peter Mayhew e o próprio Solo/Harrison Ford.

Harrison Ford como Han Solo
O famoso contrabandista sempre foi o fanfarrão do trio durante sua participação na saga, cheio de truques e dando show em pilotagem de sua nave. Para fazer o personagem mais jovem, aventureiro e rebelde, foi escolhido o ator Alden Ehrenreich (de "Ave César!" - 2016), pouco conhecido, mas que conseguiu desempenhar direitinho o papel, a ponto de ser elogiado por Ford após a estreia do filme nos EUA. Mas está a uma galáxia, muito, muito distante do original.


Intempestivo, romântico, aventureiro, leal com os amigos e trapaceiro com os inimigos, o Han Solo jovem está conseguindo conquistar os fãs. Mas ganhou um forte concorrente, que até então ficava em segundo plano nos episódios dos quais participou. Donald Glover rouba as cenas como o capitão Lando Calrissian (interpretado anteriormente por Billy Dee Williams). Ele é carismático, sedutor, trapaceiro, engraçado e tira o brilho de Ehrenreich quando estão juntos. E se a história é sobre Han Solo, não poderia faltar seu mais fiel amigo wookiee, Chewbacca, o "Chewie", desta vez interpretado pelo ator finlandês e ex-jogador de basquete, com 2,11m de altura, Joonas Suotamo (participou também de "Star Wars: O Despertar da Força" e "Os Últimos Jedi" - 2017).

O  elenco ainda conta com Emilia Clarke ("Como Eu Era Antes de Você" - 2016 e a série de TV "Game of Thrones"), como Qi'ra, a namorada de Solo que vai mudar o futuro dele. Paul Bettany, assim como Josh Brolin (que pulou do vilão Thanos, de "Vingadores: Guerra Infinita" - 2018, para o X-Men Cable, de "Deadpool 2" - 2018) sai do super-herói Visão, de "Capitão América: Guerra Civil" e "Vingadores: Guerra Infinita" e para virar o contrabandista de armas Dryden Vos. Destaque também para Woody Harrelson, como o também contrabandista Tobias Beckett (difícil foi saber quem andava na linha nesta época), parceiro de golpes de Han Solo.

Na história, Han Solo e a namorada Qi'ra querem fugir da escravidão de seu planeta e tentam usar uma substância valiosa para comprarem a liberdade. O plano não dá certo e os dois acabam separados. Anos depois, Solo ainda tenta conseguir uma nave para retornar a seu planeta e resgatar Qi'ra. Em sua jornada, vai conhecendo outros contrabandistas, o amigo Chewie e pessoas que vão transformá-lo no carismático mocinho.

Muito bom, mais uma história Star Wars que vale assistir e está agradando até mesmo alguns fãs mais exigentes. Agora é aguardar ansiosamente o episódio IX, último da terceira trilogia, previsto para 2019 com direção de J.J. Abrams.



Ficha técnica:
Direção: Ron Howard
Produção: Lucas Film / Walt Disney Companhy / Imagine Entertainment
Distribuição: Disney/Buena Vista
Duração: 2h15
Gêneros: Aventura / Fantasia / Ficção científica 
País: EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

Tags: #HanSoloUmaHistoriaStarWars, #HanSolo, #Solo, #StarWars, #AldenEhrenreich, #DonaldGlover, #WoodyHarrelson, #EmiliaClarke, #RonHoward, #LucasFilm, #aventura, #DisneyBuenaVista, #cinemas.cineart, #CinemanoEscurinho

15 outubro 2026

“Dentro da Baleia” sufoca no suspense, mas afunda no drama familiar

 
Thriller de sobrevivência com Austin Abrams e Josh Brolin é baseado no romance “Whalefall”, de
Daniel Kraus (Fotos: 20th Century Studios)
 
 

Maristela Bretas

 
A proposta era boa: deixar o espectador angustiado e até sufocado ao acompanhar o desespero do protagonista. Até a metade do longa, as cenas em que o mergulhador é engolido pelo animal e tenta escapar de dentro dele prendem a atenção e convencem.

Mas, da metade para frente, “Dentro da Baleia” (“Whalefall”) abandona o suspense de sobrevivência, até então tenso e bem conduzido, para se transformar em uma história arrastada sobre a relação mal resolvida entre pai e filho. O impacto se perde, e a baleia passa a ser apenas um pano de fundo. O filme estreia nesta quinta-feira nos cinemas.


Baseada no romance “Whalefall”, de Daniel Kraus, que também assina o roteiro, a produção conta com ótimos efeitos visuais, mas peca ao desviar o foco para os flashbacks do protagonista. As lembranças se prolongam mais do que a carga de um cilindro de oxigênio e a paciência de quem está assistindo permitem.

A trama acompanha Jay Gardiner (Austin Abrams), um jovem que viaja até a costa da Califórnia para tentar fazer as pazes com a própria consciência. Para isso, mergulha no mar em busca dos restos mortais do pai, Mitt Gardiner (Josh Brolin), que está desaparecido.


Mesmo alertado sobre os perigos, Jay insiste em levar sua missão adiante. Só não contava que seria engolido por uma gigantesca baleia-cachalote, de 25 metros e 60 toneladas. Com apenas uma hora de oxigênio, ele trava uma luta desesperada pela sobrevivência.

Preso dentro do animal, o jovem também embarca em uma jornada emocional de luto e reconciliação com o pai. São as lembranças e os ensinamentos deixados por ele que poderão ajudar Jay a encontrar uma saída.


Austin Abrams e Josh Brolin, conhecido por interpretar o vilão Thanos em “Vingadores: Guerra Infinita” (2018) e “Vingadores: Ultimato” (2019), já haviam trabalhado juntos em “A Hora do Mal” (2025). Também integram o elenco Elisabeth Shue, John Ortiz, Jane Levy e Emily Rudd, mas seus talentos são pouco aproveitados.

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O filme é claustrofóbico e não recomendo a experiência para quem não suporta lugares fechados e apertados. Algumas cenas, realmente angustiantes, funcionam e sustentam a tensão.


Outras situações, porém, irritam por serem absurdas e facilmente evitáveis. É claro que a estupidez humana é capaz de coisas que até Deus duvida, e o roteiro deixa isso bem evidente nas decisões de Jay.

Merecem elogios a atuação e a entrega física de Austin Abrams na luta pela sobrevivência, assim como o trabalho de Josh Brolin. São os dois que ajudam a sustentar uma história dividida entre o thriller de suspense e o drama familiar. 

Destaque também para a fotografia de Aaron Morton e a trilha sonora de Joseph Trapanese, que contribuem para tornar o ambiente ainda mais desesperador.


O principal problema está na condução da segunda metade. O diretor Brian Duffield parece preso à história original, escrita pelo próprio Daniel Kraus, e aposta mais nos flashbacks do que na luta pela sobrevivência. 

O resultado é um longa arrastado, previsível e cansativo no desfecho, com direito a uma mensagem de união familiar bem ao estilo dos estúdios produtores. A produção também tem lançamento previsto na plataforma Disney+ após sua passagem pelos cinemas.

“Dentro da Baleia” é um filme com boas ideias e potencial para ir muito além do que entrega. Mas, infelizmente, perde em impacto até para a história bíblica de Jonas e a baleia e para a animação “Pinóquio”. 

A cachalote — com seu esôfago — e a lula gigante merecem ser consideradas as grandes coadjuvantes da produção. Sem elas, nada aconteceria e tudo não passaria de um drama familiar.


Ficha técnica:
Direção: Brian Duffield
Roteiro: Daniel Kraus
Produção: 20th Century Studios, Imagine Entertainment, 3 Arts Entertainment, Jurassic Party Productions
Distribuição: Walt Disney Studios e 20th Century Studios
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h46
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: suspense, drama

22 fevereiro 2018

"Pantera Negra" apresenta bem o super-herói negro da Marvel e valoriza a força das mulheres

Adaptação dos quadrinhos, produção explora a luta entre o bem e o mal com outra perspectiva (Fotos: Walt Disney/Marvel/Divulgação)


Maristela Bretas


O filme apresentou muito bem o super-herói negro de um país imaginário na África, que quase parece o reino de Asgard, de Thor. Mas são as mulheres que fazem a diferença em "Pantera Negra" ("Black Panther"), a superprodução da Marvel Studios que muda a cara de tudo o que foi apresentado no cinema desde o lançamento de "Os Vingadores" em 2012. Se nos filmes dos demais super-heróis a aposta tem sido nas batalhas e poderes dos integrantes do famoso grupo, em "Pantera Negra" a força está na discussão política, na valorização do negro e na importância das mulheres para que este herói exista.

O príncipe T'Challa (Chadwick Boseman), que incorpora o personagem Pantera Negra ao assumir o reino de Wakanda, seria só mais um sem as fortes mulheres a sua volta: a irmã Shuri (Letitia Wright, da série de TV "Black Mirror"), que coordena a área tecnológica do país e cria seus trajes e "brinquedinhos" de combate ao crime; Nakia (a sempre excelente Lupita Nyong'o, de "12 Anos de Escravidão"- 2014 e StarWars VII e Star Wars VIII), grande paixão de T´Challa; e Okoye (Danai Gurira, da série de TV "The Walking Dead"), a arrasadora guerreira e chefe da guarda de Wakanda. Elas são a força, a inteligência, o poder e a essência de Wakanda e da história de "Pantera Negra".

O herói Pantera Negra já havia aparecido em "Capitão América: Guerra Civil" (2016) e estará de volta em "Os Vingadores - Guerra infinita", com estreia marcada para 26 de abril. E Chadwick Boseman ("Deuses do Egito" - 2016) incorporou bem o papel e deixa sua marca em personagem que é o diferencial. Mas fica em segundo plano quando contracena com alguma das mulheres fortes de sua vida.

Outro com ótima participação foi Michael B. Jordan ("Creed - Nascido para Lutar" - 2016, do mesmo diretor Ryan Coogler), que não chega a ser um vilão, uma vez que luta para que o povo africano seja respeitado pelo restante do mundo. Mas prefere o conflito armado para impor seu poder, ao contrário do novo rei que adota a negociação, como seu pai. 

Mas vilão mesmo é Andy Serkis (o intérprete do gorila Cesar, de "Planeta dos Macacos - A Guerra" - 2017), que está ótimo como o mercenário Ulysses Klaue. Ele é cruel, sem escrúpulos, racista, machista,com uma risada que beira a histeria. Merecia ter mais tempo no filme. No elenco estão também outros ótimos nomes conhecidos como Daniel Kaluuya (que concorre ao Oscar 2018 de Melhor Ator por "Corra!" - 2017), Martin Freeman (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos" - 2014), Forest Whitaker ("A Chegada"- 2016) e Angela Bassett (da série de TV "American Horror Story").

"Pantera Negra" é um filme de super- herói onde o branco não tem voz. E a produção soube explorar muito bem os figurinos, a trilha sonora e a fotografia, com belíssimas paisagens e locações deste novo universo Marvel. E a questão política e racial é o forte do enredo, mostrando que nem Wakanda escapa desta ferida. Enquanto o restante da África sofre com guerras, fome e abandono, o reino de T´Challa está isolado e protegido sob uma capa invisível, mantendo seus rituais e dividido em tribos que tentam preservar suas origens, tirando proveito dos benefícios que o vibranium, um material raro, pode proporcionar.

Na história, o príncipe T'Challa assume a coroa de Wakanda após a morte do rei, seu pai, e se transforma no novo Pantera Negra, guardião do reino. Das cinco tribos, apenas os jabari não apoiam o novo governo. A nova missão do Pantera Negra é encontrar e levar para Wakanda o mercenário Ulysses Klaue, que anos atrás roubou uma grande quantidade de um metal raro, o vibranium. Ele terá ao seu lado nesta luta, as guerreiras Okoye e Nakia, além da irmã, especialista em tecnologia avançada. E terá de enfrentar outros inimigos ainda mais perigosos para preservar Wakanda e evitar uma guerra mundial.

"Pantera Negra" vale muito a pena. Assisti duas vezes - como um filme de super-herói Marvel, que eu gosto bastante, e como uma produção preocupada em fazer uma abordagem mais séria, destacando a força das mulheres e, principalmente dos negros. Em vários países, principalmente na África, de onde saíram alguns atores como Lupita Nyong'o foram muitas as manifestações de orgulho ao herói negro após as sessões. Wakanda Forever! Como postou meu amigo Marcelo Seabra em sua crítica no blog "O Pipoqueiro", "Pantera Negra" chegou fazendo história. 



Ficha técnica:
Direção e roteiro: Ryan Coogler
Produção: Marvel Studios / Walt Disney Pictures
Distribuição: Disney/ Buena Vista
Duração: 2h15
Gêneros: Ação / Aventura / Ficção / Fantasia
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 4,2 (0 a 5)

Tags: #PanteraNegra, #BlackPanther, #Wakanda, #RyanCoogler, #ChadwickBoseman, #LupitaNyong'o, #MichaelBJordan, #DanaiGurira, #AndySerkis, #ação, #aventura, #ficção, #superheroiMarvel, #MarvelComics, #cinemas.cineart, #CinemanoEscurinho

13 novembro 2018

Morre Stan Lee, gênio dos maiores super-heróis dos quadrinhos e do cinema

Cartunista deixa um legado de dezenas de personagens e histórias que marcaram muitas gerações (Fotos; Reprodução/Divulgação)

Maristela Bretas 


Quem é o Homem de Ferro, Thor, ou mesmo o Incrível Hulk? O verdadeiro super-herói, detentor das joias do Infinito era Stan Lee, o gênio do quadrinhos criador dos maiores e melhores super-heróis da história. Aos 95 anos, ele deixa uma vaga que dificilmente será ocupada em Hollywood para ser o destaque no Universo da criação.

Guardiões da Galaxia
O mestre faleceu na manhã dessa segunda-feira em Los Angeles, na Califórnia, vítima de problemas respiratórios decorrentes de uma pneumonia e perda gradativa da visão. Figura emblemática, além de criador dos personagens que são sucesso estrondoso de bilheteria e lotam salas de cinema pelo mundo, Stan Lee era sempre uma atração esperada (mesmo que rápida) em todos os filmes do universo Marvel, não importando o estúdio que estivesse produzindo - Disney, Sony ou Fox. 


Stan Lee iniciou seus quadrinhos com "Capitão América", em 1941, bem durante a 2ª Guerra Mundial, quando estava servindo pelo Exército. Ao fim da guerra, retornou aos quadrinhos como roteirista, escrevendo e adaptando textos e foi compartilhado no exército americano por nomes como o do cineasta italiano Frank Capra.


Homem-Aranha
Vinte anos depois surgiu o "Quarteto Fantástico" e a partir daí não parou mais e nos brindou com histórias dos mais variados heróis da Marvel que depois ganharam as telas de cinema. Como Homem-Aranha, Homem de Ferro, Thor, Hulk, Doutor Estranho, Pantera Negra, Guardiões da Galáxia, X-Men, Deadpool e uma infinidade de personagens, inclusive grandes e excelentes vilões, como Thanos, de "Os Vingadores - Guerra Infinita".


Thor - Ragnarok
Ao todo, Stan Lee fez 35 aparições-surpresa em filmes da Marvel desde o ano 2000, incluindo a que ainda será exibida em "Vingadores 4", gravada há pouco tempo, antes de seu estado de saúde piorar. Além de manifestações dos atores que interpretaram seus personagens, Stan Lee foi homenageado por todo o mundo do cinema e dos quadrinhos.  Inclusive pela maior rival, a DC Comics, que postou a seguinte mensagem em sua conta no Twitter: "Ele mudou a forma como vemos os heróis e os quadrinhos modernos sempre terão sua marca indelével. Seu entusiasmo contagiante nos lembrou porque nós nos apaixonamos por essas histórias em primeiro lugar. Excelsior, Stan". 
Leia mais sobre a repercussão da morte de Stan Lee no Portal UAI.


Com parte dos Vingadores
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20 maio 2020

"Resgate" é sangue, suor, tiros e muita violência

Chris Hemsworth e o estreante ator indiano Rudhraksh Jaiswal formaram uma boa dupla (Fotos: Jasin Boland/Netflix)

Maristela Bretas


Os irmãos produtores Anthony e Joe Russo gastaram em "Resgate" ("Extraction") todo o estoque de sangue economizado em "Vingadores: Ultimato" (2019). E de quebra ainda aproveitaram o poderoso ex-Thor, Chris Hemsworth, para gastar o que sobrou do arsenal militar de armas, munição e explosivos. E novamente incorpora o perfil de beberrão atormentado pelo passado que usou no filme dirigido pela dupla.

Sob a direção de Sam Hargrave (coordenador de dublês de "Vingadores: Guerra Infinita" - 2018 e "Vingadores: Ultimato"), "Resgate", produção da Netflix que estreou em 24 de abril, é ação do início ao fim, com muitas cenas violentas, ótimas perseguições, bons tiroteio e pancadaria suficiente para mandar alguns dublês para o hospital. 


A trilha sonora ficou a cargo de Henry Jackman, também "pescado" da famosa franquia da Marvel pelas composições musicais de "Capitão América: Soldado Invernal" (2014) e "Capitão América: Guerra Civil" (2016). Além de sucessos como "Crime Sem Saída" (2019), "Jack Reacher: Sem Retorno" (2016) e os dois filmes de Jumanji: Bem-Vindo à Selva (2017) e "Próxima Fase" (2019).

Com ótimas locações em Bangladesh e Índia, especialmente nas capitais Daca e Mumbai, o filme expõe um contraste social que revolta. A miséria da maioria dos cidadãos de ambos os países contra a riqueza absurda e suntuosa de uma minoria, representada pelos chefões do crime organizado. 


Chris Hemsworth está muito bem no papel do ex-militar que se tornou um mercenário. Ele é contratado para resgatar em Bangladesh o filho de um poderoso traficante de drogas indiano sequestrado por outro chefão do tráfico do país vizinho. O elenco é pouco conhecido, exceto pelo protagonista, David Harbour ("Hellboy" - 2019) e Golshifteh Farahani ("Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar"- 2017). 


O sucesso do filme, além da ação, se deve a atuação de Hemsworth, como o mercenário Tyler Rake, e o estreante ator indiano Rudhraksh Jaiswal, que interpretou o garoto sequestrado Ovi Mahajan Jr. É na relação que surge entre a dupla que estão também os poucos momentos de drama da produção, que deve agradar àqueles que gostam do gênero ação com muita violência. Vale conferir.


Ficha técnica:
Direção: Sam Hargrave
Produção: Netflix
Distribuição: Netflix
Duração: 1h57
Gêneros: Ação / Suspense
País: EUA
Classificação: 16 anos
Nota: 4 (0 a 5)

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