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28 julho 2017

"Dunkirk", um filme de guerra grandioso e excepcional do início ao fim

Cenas de resgate dos soldados no mar durante os ataques impressionam pela qualidade dos efeitos visuais (Fotos: Warner Bros. Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


O roteiro é perfeito, uma direção impecável, uma fotografia que explora todos os ângulos das belas locações e efeitos visuais que fazem os cabelos do braço arrepiar. "Dunkirk" é tudo isso e ainda conta com direção, roteiro e produção do grande Christopher Nolan, num de seus melhores trabalhos. Responsável por sucessos como "Interestelar", "A Origem" e "Batman, o Cavaleiro das Trevas", o diretor usou e abusou do que havia de melhor em tecnologia e pessoal para contar nesta grandiosa produção uma história real passada na 2ª Guerra Mundial, quando quase 400 mil soldados ingleses e aliados ficaram cercados por tropas inimigas e foram salvos por civis.

A história se passa em 1940, na praia de Dunquerque (em inglês, Dunkirk), localizada no lado francês do Canal da Mancha, e mostra batalhas aéreas, em terra e no mar. Os heróis são pessoas comuns e jovens soldados e, em momento algum, o inimigo tem um rosto, todos são vítimas de uma guerra sangrenta. Jovens despreparados tentando voltar vivos para casa, aguardando o socorro chegar pelo mar, enfileirados  no píer da praia sem qualquer proteção. A cada tentativa de resgate, um ataque arrasador do inimigo só aumenta a angústia e o número de corpos na areia e nas águas.

Comandantes e soldados tentam sobreviver, mesmo que isso custe deixar outros para trás. O roteiro se preocupa em mostrar o ser humano envolvido no conflito, o soldado que não quer ou não pode desistir, a frieza com relação à morte e os traumas que a guerra deixa em cada um. Grandiosidade nas cenas sem esquecer que as pessoas são o principal da história.


"Dunkirk" é um filme que segue uma cronologia a partir dos pontos de vista de diversos personagens. Um ataque aéreo, por exemplo, é mostrado de diversos ângulos, de uma forma incrivelmente realista, sem seguir uma linha de tempo linear. A cena pode ser vista de dentro do cockpit do avião, ou acompanhada pelos ocupantes de um dos barcos de resgate, ou pelos soldados que estão na praia. No início, o espectador pode ficar um pouco confuso com esta forma escolhida para narrar os fatos, mas o roteiro foi muito bem amarrado por Nolan.


Para dar maior realismo, o diretor combinou a sofisticada tecnologia IMAX e filme 65mm, obtendo um resultado é excepcional. Fica difícil dizer quais cenas chamam mais atenção, as de combates aéreos ou os ataques aos navios e aos soldados no píer. "Dunkirk" é uma produção que vale a pena pagar mais caro o ingresso para assistir no formato IMAX. Confira este vídeo especial mostrando como foram as filmagens usando estas câmeras especiais:


E o realismo da produção surpreendeu até mesmo atores tarimbados como Mark Rylance, ganhador do Oscar em 2015 por  "A Ponte dos Espiões", e Kenneth Branagh, que tiveram a oportunidade de ver aviões de caça como o Supermarine Spitfire, da 2ª Guerra Mundial, no ar, em plena ação. Além deles, estão entre os conhecidos Tom Hardy e Cillian Murphy. O elenco jovem não fica em nada a dever para os veteranos.

Destaque para o estreante Fionn Whitehead, no papel do soldado inglês Tommy, que conduz a história. De olhar expressivo, consegue passar para o espectador o desespero dos jovens soldados como ele em voltar vivos para casa.  Também com boas atuações os atores britânicos Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard e James d´Arcy como militares ingleses, além do irlandês Barry Keoghan.

"Dunkirk" conta a história da Batalha de Dunquerque durante a 2ª Guerra Mundial que durou dez dias, quando quase 400 mil soldados ingleses e aliados ficaram encurralados na praia pelos alemães, com o mar em suas costas. Enquanto aguardavam o resgate pela Marinha,  aviões de combate da Força Aérea Real Britânica tentavam proteger os navios e os soldados indefesos na praia dos ataques do inimigo. Sem poder contar com a frota inglesa no socorro, moradores ingleses se unem e saem em pequenas embarcações para uma desesperada ação de resgate, na tentativa de salvar o maior número possível de militares.

Tenso, envolvente do início ao fim e com uma ótima trilha sonora, "Dunkirk" é imperdível, um dos melhores filmes de guerra da última safra. Merece ser um dos indicados na disputa por várias categorias do Oscar 2018. Filmado em locações na França, Holanda, Reino Unido e Los Angeles, está em exibição em diversos cinemas da cidade nos formatos 2D e IMAX, nas versões dublada e legendada.


Ficha técnica:
Direção roteiro e produção: Christopher Nolan
Produção: Syncopy / Warner Bros. Pictures
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 1h47
Gêneros: Guerra / Histórico / Drama
Países: EUA / França / Reino Unido / Holanda
Classificação: 14 anos
Nota: 5 (0 a 5)

Tags: #Dunkirk,#DunkirkFilm, #Dunquerque, #França, #GraBretanha, #ChristopherNolan, #Kenneth Branagh, #Mark Rylance, #Tom Hardy, #Fionn Whitehead, #Cillian Murphy, #guerra, #drama, #ação, #EspaçoZ, #Imax, #Cineart, #CanaldaManch, #WarnerBrosPictures, #CinemanoEscurinho

05 março 2018

Oscar 2018: "A Forma da Água" confirma previsões e é escolhido o Melhor Filme

Ficção dirigida por Guillermo Del Toro conta a história de uma funcionária muda que se apaixona por um ser aquático preso no laboratório onde ela trabalhava (Fotos: Divulgação)

Maristela Bretas


Sem grandes gafes e marcada por discursos fortes a favor da igualdade de gênero, valorização da mulher, do negro e da diversidade, a 90ª Edição do Oscar, promovida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood entregou a estatueta de Melhor Filme de 2018 à produção "A Forma da Água", de Guillermo del Toro, também escolhido como Melhor Diretor. O filme ainda conquistou outras duas estatuetas - Melhor Trilha Sonora e Melhor Design de Produção - das 13 indicações que disputava. "Dunkirk" foi o segundo maior premiado, com três estatuetas, todas técnicas: Melhor Edição, Edição de Som e Mixagem de Som.

"Dunkirk"
Pela segunda vez, o comediante norte-americano Jimmy Kimmel foi o mestre de cerimônia da festa, celebrada no Teatro Dolby, em Los Angeles (Califórnia, EUA). Kimmel contou histórias e fez piadas sobre os candidatos e o presidente Donald Trump, e relembrou que o ano de 2017 foi marcado pelos escândalos de denúncias contra o assédio sexual em Hollywood. A abertura, feita em preto e branco, lembrou grandes produções premiadas com o Oscar nos últimos 90 anos. O cenário era semelhante a um grande diamante.

Sam Rockwell - "Três Anúncios Para um Crime"
O primeiro prêmio entregue foi o de Melhor Ator Coadjuvante e contou com uma montagem mostrando os maiores premiados em todos os anos nesta categoria. Viola Davis entregou a estatueta a Sam Rockwell, de "Três Anúncios Para um Crime", que já havia conquistado também o Globo de Ouro.

Gal Gadot e Armie Hammer apresentaram a categoria de Melhor Maquiagem e Cabelo, prêmio entregue a "O Destino de Uma Nação", pelo trabalho feito em Gary Oldman. Na sequência, "Trama Fantasma" ganhou em Melhor Figurino. Laura Dern e Saoirse Ronan entregaram a estatueta para "Ícaro" como vencedor de Melhor Documentário em Longa-Metragem, que critica a corrupção e o maior esquema de doping montado pela Rússia nos Jogos Olímpicos.

Gary Oldman - "O Destino de Uma Nação"
Taraji P. Henson, de "Estrelas Além do Tempo" chamou ao palco Mary J. Blige para interpretar a primeira música das concorrentes a Melhor Canção Original - "Mighty River", do filme "Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi". O prêmio de Melhor Documentário em Longa-Metragem foi para "Ícaro". Uma linda edição de cenas dos vencedores do Oscar nestes 90 anos serviu de gancho para o anúncio das categorias de Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som, premiações conquistadas por "Dunkirk". 

"Me Chame pelo Seu Nome"
A segunda música apresentada foi "Remember Me", da animação Disney/Pixar "Viva - A Vida é uma Festa", de autoria de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez. A canção foi interpretada em duas versões - por Gael Garcia Bernal e Natalia La Fourcade. "Mystery of Love", do filme "Me Chame Pelo Seu Nome", de autoria de Surjan Stevens, foi a terceira canção a ser apresentada.

Allison Janney - "Eu, Tonya"
A veterana atriz Rita Moreno chegou arrasando para apresentar o Melhor Filme Estrangeiro, que ela comemorou ao entregar a estatueta para o chileno "Uma Mulher Fantástica". Grandes atrizes foram lembradas na edição feita para anunciar a vencedora na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Mahershala Ali (escolhido como Melhor Ator Coadjuvante em 2017 por "Moonlight: Sob a Luz do Luar") chamou ao palco Allison Janney, pelo excelente trabalho em "Eu, Tonya".

"Viva - A Vida é Uma Festa"
O simpático robozinho BB8, Mark Hamill, Oscar Isaac e Kelly Marie Tran anunciaram a categoria de Melhor Curta em Animação, premiação conquistada por "Dear Basketball", de Glen Keane e do astro basquete mundial Kobe Bryant. O jogador recebeu o prêmio e agradeceu a família e a John Williams pela trilha sonora. O elenco de "Star Wars - Os Últimos Jedi" entregou também o prêmio de Melhor Animação para "Viva - A Vida é uma Festa".

"Blade Runner 2049"
Gina Rodrigues e Tom Holland foram os responsáveis por entregar o Oscar de Melhores Efeitos Visuais aos representantes de "Blade Runner 2049". Matthew McConaughey anunciou "Dunkirk" como o vencedor por Melhor Montagem. O diretor do filme Christopher Nolan cumprimentou Lee Smith pela vitória.

"Dunkirk"
Vários atores e atrizes fizeram uma surpresa ao público que estava numa sala de cinema ao lado do local da entrega do Oscar. Os primeiros a entrarem foram Jimmy Kimmel e Gal Gadot, que enlouqueceram a plateia e agradeceram a todos aqueles que vão ao cinema. Mark Hamill, Guillermo Del Toro e outras celebridades entregaram balas, cachorros quentes e brindes. 

Um dos espectadores chamou as apresentadoras que anunciaram "Heaven is a Traffic Jam on the 405" como Melhor Documentário em Curta-Metragem e "The Silent Child" como Melhor Curta Metragem. Na sequência, a apresentação da quarta canção que disputa o Oscar 2018 - "Stand Up for Something", de Diane Warren e Lonnie R. Lynn, tema do filme "Marshall". Chadwick Boseman e Margot Robbie entraram para entregar a "Me Chame Pelo Seu Nome" de James Ivory, o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. 

Jordan Peele - "Corra!"
O diretor Jordan Peele recebeu das mãos de Nicole Kidman a estatueta de Melhor Roteiro Original por "Corra!". Ele foi o primeiro negro a vencer nesta categoria. Mantendo a política de diversidade, a Academia convidou Wes Studi, ator de origem da tribo indígena cherokee para apresentar o especial homenageando os militares norte-americanos que serviram pelo mundo, como ele. 

Sandra Bullock, com uma plástica no nariz que parecia Lorde Voldemort, de Harry Potter, anunciou "Blade Runner 2049" como vencedor na categoria Melhor Fotografia. O responsável Roger Deakins recebeu o prêmio. A última canção a ser apresentada foi "This is Me", do filme "O Rei do Show", composta por Benj Pasek e Justin Paul e interpretada na cerimônia pela cantora e atriz da Broadway Keala Settle.

"Remember Me" - "Viva - A Vida é uma Festa"
O veterano Christopher Walken foi aplaudido de pé ao anunciar a Melhor Trilha Sonora Original para "A Forma da Água", representado por Alexandre Desplat. Na sequência, "Remember Me", de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, tema da animação de "Viva - A Vida é uma Festa" foi escolhida como Melhor Canção Original.

Jennifer Garner apresentou o quadro In Memoriam que homenageia as pessoas ligadas ao cinema que morreram em 2017, incluindo Jerry Lewis. Emma Stone, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz em 2016 por "La La Land", anunciou Guillermo del Toro como Melhor Diretor por "A Forma da Água". Para anunciar o vencedor de Melhor Ator, Jane Fonda e Helen Mirren falaram das mudanças no mundo e chamaram ao palco Gary Oldman, pelo papel de Winston Churchill em "O Destino de Uma Nação".

Frances McDormand - "Três Anúncios Para um Crime"
Nova montagem com filmes protagonizados por grandes atrizes foi a chamada para a entrega da estatueta de Melhor Atriz. Jodie Foster, de muletas, e Jennifer Lawrence, brincaram com Meryl Streep como se ela fosse a causadora. A escolhida foi Frances McDormand, protagonista de "Três Anúncios Para um Crime". Ela dedicou seu prêmio às mulheres que foram indicadas a todas as categorias do Oscar 2018.

"A Forma da Água"
A dupla Faye Dunaway e Warren Beatty foi perdoada pela gafe do ano passado quando anunciou "La La Land" como o filme vencedor do Oscar 2017, quando o correto era "Moonlight". Desta vez, Beatty não repassou o envelope a sua parceira de palco e ainda confirmou por mais de uma vez o nome do vencedor "A Forma da Água" como o Melhor Filme de 2018. O diretor subiu ao palco para receber a premiação acompanhado de parte do elenco e produção e agradeceu a todos, encerrando a cerimônia.

Vencedores do Oscar 2018. Clique nos links para ler as críticas da turma do Cinema no Escurinho

Melhor Filme - "A Forma da Água"
Melhor Diretor - Guillermo del Toro ("A Forma da Água")
Melhor Ator - Gary Oldman ("O Destino de Uma Nação")
Melhor Atriz - Frances McDormand ("Três Anúncios Para um Crime")
Melhor Ator Coadjuvante - Sam Rockwell ("Três Anúncios Para um Crime")
Melhor Atriz Coadjuvante - Allison Janney ("Eu, Tonya")
Melhor Roteiro Adaptado - "Me Chame Pelo Seu Nome" (James Ivory)
Melhor Roteiro Original - "Corra!" (Jordan Peele)
Melhor Filme Estrangeiro - "Uma Mulher Fantástica" (Chile)
Melhor Design de Produção - "A Forma da Água"
Melhor Maquiagem e Cabelo - "O Destino de Uma Nação"
Melhor Figurino - "Trama Fantasma"
Melhor Fotografia - "Blade Runner 2049" (Roger Deakins)
Melhor Trilha Sonora Original - "A Forma da Água" (Alexandre Desplat)
Melhor Canção Original - "Remember Me" ("Viva - A Vida é uma Festa") 
Melhor Edição de Som - "Dunkirk"
Melhor Mixagem de Som - "Dunkirk"
Melhor Montagem - "Dunkirk"
Melhor Animação - "Viva - A Vida é uma Festa"
Melhor Curta em Animação - "Dear Basketball" 
Melhores Efeitos Visuais - "Blade Runner 2049"
Melhor Documentário em Longa-Metragem - "Ícaro"
Melhor Documentário em Curta-Metragem - "Heaven is a Traffic Jam on the 405"
Melhor Curta-Metragem - "The Silent Child"

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22 maio 2017

Warner divulga novo trailer de "Dunkirk", que estreia em 27 de julho



O vídeo mostra as tropas britânicas e aliadas e a população local se mobilizando para ir à cidade francesa de Dunkirk resgatar seus conterrâneos, que estavam cercados por tropas nazistas. 

"Dunkirk", épico de ação dirigido por Christopher Nolan, começa com milhares de tropas britânicas e aliadas cercadas por forças inimigas. Encurralados na praia e com o mar em suas costas, eles enfrentam uma situação impossível à medida que os inimigos se aproximam.

O longa é estrelado por Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Kenneth Branagh (“Hamlet”), Cillian Murphy (“A Origem”), além do estreante Fionn Whitehead. O elenco também inclui Aneurin Barnard, Harry Styles, James D’Arcy, Jack Lowden, Barry Keoghan e Tom Glynn-Carney.




Tags: #Dunkinr #guerra #TomHardy, #MarkRylance #KennethBranagh #ChristopherNolan #WarnerBrosPictures #CinemanoEscurinho

24 janeiro 2018

"O Destino de uma Nação", uma biografia que consagra a atuação de Gary Oldman

Winston Churchill é o grande primeiro-ministro britânico que deixou sua marca na história mundial (Fotos: Universal Pictures)

Maristela Bretas


Um Winston Churchill que mescla indecisão e prepotência, que recebeu uma grande interpretação de Gary Oldman. É o que apresenta "O Destino de uma Nação" ("Darkest Hour") um dos concorrentes ao Oscar deste ano. É o ator que dá vida e força ao filme, arrastado em alguns momentos, uma vez que foca nas negociações do então primeiro- ministro britânico indesejável Winston Churchill para um possível acordo de paz com a Alemanha nazista.

Gary Oldman está irreconhecível com a excelente maquiagem feita para o personagem (que pode levar uma estatueta) e assumiu tão bem o papel que chegou a ter problemas de saúde por causa dos inúmeros charutos que precisou fumar, como fazia Churchill. Ele é o centro de tudo, seu personagem é forte, prepotente, às vezes irônico e apaixonado pela mulher e filhos, quase um ser humano normal. Não sei se o original era assim, mas convenceu.

Muito diferente do apresentado por Brian Cox, que também viveu o estadista em "Churchill", filme britânico-americano dirigido por Jonathan Teplitzky, lançado em 2017, que eu recomendo assistir. Assim como "Dunkirk", de Christopher Nolan, do mesmo ano, que vai explicar o outro lado do conflito. Uma das melhores produções de guerra dos últimos anos e que também disputa o Oscar de Melhor Filme.

Como produção, "O Destino de uma Nação" brilha no roteiro, atuações e direção, com ótima reconstituição de época e locações, aprofundando mais nas negociações do conflito e nas estratégias do que na própria guerra. A preocupação em quem colocar no lugar do primeiro-ministro incompetente destituído e a escolha daquele que deveria descascar a batata quente do acordo é o tema principal.

Além de Oldman, Kristin Scott Thomas está muito bem no papel de Clementine, esposa do primeiro-ministro, apaixonada, companheira, mãe dos filhos e... só. Já Miranda Richardson, a mesma personagem em "Churchill" fez um papel mais intenso, não abaixava a cabeça para o poder do marido e o enfrentava quando era preciso, tanto nas questões do casamento quanto nas de estado. O restante do elenco de "O Destino de uma Nação" entrega ótimas interpretações e garantem um dos melhores filmes biográficos do ano.

A trama gira em torno de Winston Churchill (Gary Oldman) colocado no cargo de primeiro-ministro de uma Grã-Bretanha ameaçada de ser invadida pela Alemanha nazista. Com as tropas encurraladas em Dunquerque (França) e os aliados França e Bélgica dominados, ele deve definir se aceita ou não o acordo de paz com Hitler. Mas o grande estrategista é contra a rendição e provoca a ira dos inimigos políticos pela forma como pretende conduzir suas tropas e conquistar o apoio do povo britânico e dos demais aliados.



Ficha técnica:
Direção: Joe Wright
Produção: Focus Features / Perfect World Pictures / Working Title
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 2h05
Gêneros: Drama / Biografia / Histórico
País: Reino Unido
Classificação: 12 anos
Nota: 4 (0 a 5)

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16 julho 2026

"A Odisseia": Christopher Nolan transforma um clássico em um espetáculo monumental

Diretor supera os próprios limites em seu filme mais grandioso, gravado em seis países, totalmente em
IMAX (Fotos: Universal Pictures)
 
 

Maristela Bretas

 
Christopher Nolan reúne novamente um elenco estelar para entregar uma obra épica em todos os sentidos: duração, elenco, efeitos visuais e, ainda, o fato de ser o primeiro longa-metragem totalmente filmado em IMAX 15/65 mm.

Falo de “A Odisseia” (“The Odyssey”), em cartaz nos cinemas a partir desta quinta-feira. O diretor e roteirista de sucessos como "Oppenheimer" (2023), "Dunkirk" (2017), "Interestelar" (2014) e "Batman – O Cavaleiro das Trevas" (2008) mostra, mais uma vez, que consegue se superar a cada nova produção.

“A Odisseia” é um espetáculo visual e sonoro que prende o público do início ao fim, mesmo com quase três horas de duração. O IMAX é utilizado com maestria por Nolan, que prometeu recorrer minimamente à Inteligência Artificial — algo que, ao que tudo indica, foi cumprido. 


O filme, escrito e dirigido por Nolan, é baseado no poema épico da Antiguidade atribuído ao poeta grego Homero. O diretor segue de perto a narrativa original, alternando a trajetória de Odisseu e suas aventuras com a vida de Penélope e Telêmaco, que permanecem em Ítaca à espera de seu retorno.

Além da imponência visual, Nolan demonstra grande cuidado na construção de uma narrativa envolvente. Mesmo quem não conhece esse clássico da literatura consegue acompanhar o enredo sem dificuldade, já que as experiências dos personagens vão se encaixando como peças de um quebra-cabeça até a conclusão da história.


Matt Damon, em ótima atuação, interpreta o rei grego Odisseu (ou Ulisses, nome dado pelos romanos), comandante do grupo de soldados que utiliza o gigantesco cavalo de madeira para entrar em Troia e destruir a cidade e seu exército.

A trama começa após essa vitória e acompanha a longa jornada de Odisseu e seus homens para retornar à ilha de Ítaca e reencontrar suas famílias depois de 20 anos afastados — dez deles lutando na Guerra de Troia e o restante tentando voltar para casa.

É uma jornada marcada por novas batalhas contra criaturas da mitologia grega, como o ciclope Polifemo, filho de Poseidon; a feiticeira Circe (Samantha Morton, grande destaque do filme), que transforma humanos em animais; as sereias; e a misteriosa Calipso (Charlize Theron, que poderia ter sido melhor aproveitada).


Odisseu está disposto a enfrentar tudo isso para reencontrar a esposa Penélope (Anne Hathaway) e o filho Telêmaco (Tom Holland), que nunca conheceu. Também precisa recuperar seu trono, cobiçado por dezenas de pretendentes vindos de toda a Grécia, entre eles Antínoo (Robert Pattinson), decidido a se casar com a rainha e ocupar o poder.

O elenco de peso conta ainda com Zendaya (Athena), Elliot Page (Sinon), Jon Bernthal (Menelau), Lupita Nyong’o (Helena de Troia), Bill Irwin (voz do ciclope Polifemo), Mia Goth (Melanto), Himesh Patel (Euríloco), Ben Safdie (Agamenon) e John Leguizamo (o servo cego Eumeu), entre outros.


Não espere, porém, um filme sentimental. Pelo contrário: Nolan expõe a frieza humana tanto nas batalhas campais quanto nas ações dos personagens, levando até mesmo o herói a questionar seus princípios e o sentido da guerra diante de tanta crueldade.

Se a narrativa impressiona, o trabalho técnico eleva ainda mais o filme. A fotografia de Hoyte van Hoytema aproveita ao máximo o formato IMAX para criar imagens de impacto, explorando a beleza das locações e a imponência das batalhas. 

A trilha sonora de Ludwig Göransson confere emoção e intensidade na medida certa, enquanto a montagem mantém o ritmo fluido mesmo em uma produção de quase três horas. 


O desenho de som, aliado aos efeitos visuais discretos e ao uso predominante de recursos práticos, faz com que o espectador se sinta dentro da jornada de Odisseu, transformando a sessão em uma experiência cinematográfica envolvente.

Com orçamento estimado em US$ 250 milhões e filmagens realizadas em seis países — Marrocos (que representa Troia), Grécia, Islândia (o submundo de Hades), Escócia, Itália (palco da ilha de Ítaca) e Estados Unidos —, “A Odisseia” é uma obra cinematográfica monumental e ambiciosa, à altura do próprio Christopher Nolan, e merece ser vista em IMAX.

Uma coisa é certa: o longa entra desde já como fortíssimo candidato a várias estatuetas do Oscar 2027.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Christopher Nolan
Produção: Universal Pictures, Syncopy
Distribuição: Universal Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 2h52
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: ação, aventura, fantasia

21 julho 2020

"Greyhound - Na Mira do Inimigo": um ótimo filme de guerra digno de uma tela de cinema


Tom Hanks brilha como o comandante de um navio de guerra que enfrenta submarinos alemães (Fotos: AppleTv+/Divulgação)

Maristela Bretas


Com mais uma grande atuação de Tom Hanks, que também participa como roteirista, "Greyhound - Na Mira do Inimigo" é um dos lançamentos que chegam diretamente para o streaming e está em exibição na plataforma Apple TV+. Um ótimo filme de guerra, com combates do início ao fim, mas que, devido à pandemia do coronavírus, perdeu parte do impacto das batalhas com a exibição transferida para a tela de TV. Merecia estar no cinema, como aconteceu com outros do gênero, como "Pearl Harbor" (2001), "Midway - Batalha em Alto Mar" (2017), "Dunkirk" (2018) e o recente "1917" (2020).

A produção da Sony Pictures, em parceria com a FilmNation, Bron Studios e a Playtone Pictures (do próprio Tom Hanks) é tensa e prende o espectador com muita ação e boas batalhas no mar. São poucos os momentos de paz do capitão Ernest Krause, vivido por Hanks, e sua tripulação. 

Poderia ser somente mais um filme ambientado na 2ª Guerra Mundial - ele se passa em 1942, no Atlântico Norte. Mas a riqueza de detalhes e a atuação de todo o elenco, especialmente do protagonista, além de Stephen Graham (como o imediato Charlie Cole) e de Rob Morgan (o marinheiro Cleveland) fazem a diferença. Elizabeth Shue faz pequena participação, mas é sempre bem vinda. Também o filho caçula de Hanks, Chet Hanks, participa do elenco como Bushnell, o especialista em radar.


Um amigo colecionador de objetos da 2ª Guerra e estudioso do período gostou muito do filme e foi quem me indicou. Ele e outros colecionadores ficaram surpresos com a preocupação do diretor com os detalhes. As imagens internas e externas do navio foram feitas em um destróier classe Fletcher de verdade, que está em um museu nos EUA e foi todo reformado para o filme, inclusive os canhões. Eles também elogiaram o figurino, que seguiu fielmente os uniformes e armamentos da época.


Ele só alertou para o símbolo dos lobos nos submarinos alemães - os originais eram bem pequenos. Eles foram aumentados, possivelmente, para uma melhor visualização nas cenas travadas entre as embarcações no ambiente escuro do oceano.

Tom Hanks entrega um personagem sério, de poucos sorrisos,  mas sempre simpático, extremamente religioso e preocupado com a vida humana, até mesmo do inimigo, mesmo estando em combate. Em sua primeira missão comandando um comboio, o capitão Krause deverá, junto com outros três destróieres, escoltar 37 navios aliados com cargas de mantimentos e soldados pelo Atlântico Norte, sem apoio aéreo em um longo trecho.


Eles se tornam alvo fácil dos submarinos alemães, chamados Lobos Cinzas, que fazem uma verdadeira caçada. As cenas do cerco no mar agitado são semelhantes a uma matilha ao redor de sua presa. Por quase 48 horas, o comandante luta contra os inimigos, o sono, a fome e a dor de horas em pé sem abandonar o posto, sempre à espera de um novo ataque.


"Greyhound" tem alguns furos no roteiro, mas nada que comprometa o resultado final. Adaptado do romance "The Good Shepherd", de CS Forrester, o longa dirigido por Aaron Schneider soube aproveitar bem a computação gráfica nas cenas de batalhas, especialmente quando navios e submarinos ficam emparelhados. Vale a pena conferir.


Ficha técnica:
Direção: Aaron Schneider
Roteiro: Tom Hanks
Exibição: Apple TV+
Produção: Sony Pictures / FilmNation Entertainment / Playtone Pictures
Duração: 1h31
País: EUA
Classificação: 12 anos
Gêneros: Guerra / Ação / Drama

Tags: #GreyhoundNaMiraDoInimigo, #Greyhound, #TomHanks, #guerra, #ação, #cinema, #filme, #AppleTV+, #SonyPictures, @cinemanoescurinho, @cinemaescurinho

26 janeiro 2020

"1917" surpreende com jogo de sombra e luz, efeitos especiais e narrativa humanizada

George MacKay entrega ótima atuação para mostrar uma das muitas histórias da Primeira Guerra Mundial (Fotos: Universal Pictures/Divulgação)

Maristela Bretas


De tirar o fôlego. Essa talvez seja a melhor definição para o filme "1917", do diretor Sam Mendes ("007 Contra Spectre" - 2015, "007 - Operação Skyfall" - 2012 e "Beleza Americana" - 1999), em cartaz no cinema e com 11 indicações ao Oscar 2020, inclusive de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Fotografia. A produção, ambientada na Primeira Guerra Mundial, já faturou outras premiações, este ano, entre elas a de Melhor Filme Dramático e Melhor Diretor no Globo de Ouro. Poderia ser somente mais um filme de guerra, como o excelente "Dunkirk" (2017) ou "Midway - Batalha em Alto Mar" (2019), mas "1917" é surpreendente na parte técnica. 


A começar pela forma mágica como o diretor de fotografia Roger Deakins ("Blade Runner 2049" - 2017) mescla luzes de bombas e fogos e sombras em meio a escombros de uma cidade destruída. Ou na cena do cabo Schofield (George MacKay, de "Capitão Fantástico" - 2016) correndo na frente das trincheiras no sentido contrário aos outros soldados. Estas imagens, aliadas a uma bela trilha sonora, sob o comando de Thomas Newman, e ótimos efeitos especiais e maquiagem, resultam nas mais belas e bem feitas cenas de guerra dos últimos tempos, sem que fosse necessário mostrar a matança do conflito. 


A fotografia é um dos pontos altos do filme, empregando tons pastéis e alaranjados que deixam a ambientação mais real e desumana. A guerra serve apenas de pano de fundo para um roteiro feito a partir de uma das muitas histórias contadas de geração em geração - esta, no caso, foi contada ao diretor por seu avô, que combateu no conflito mundial. Seria apenas mais uma se não fossem os recursos técnicos usados por Sam Mendes e sua equipe.


O mais surpreendente foi filmar em uma sequência única em primeira pessoa. Claro que houve cortes de cenas, mas são tão sutis e disfarçados entre travellings e trucagens que o público não percebe e acompanha os jovens soldados em toda a jornada. A câmera segue cada passo dos personagens, com derivações para detalhes importantes na narrativa, como mapas e armas, retornando a eles, sem que nada se perca. É tenso e de tirar o fôlego de quem está assistindo.


Sam Mendes também tornou a narração mais humana, focando no drama dos personagens principais de personalidades diferentes, que vão sendo reavaliadas ao longo da trajetória. Na história, Schofield e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens cabos britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Eles recebem como missão atravessar o território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem cancelando o ataque do esquadrão e evitando que caia em uma armadilha que irá matar 1600 companheiros. Blake ainda tem a preocupação de salvar o irmão, comandante de uma das tropas deste batalhão.


Para explicar melhor toda a produção e o conflito, a Universal Pictures produziu vídeos especiais com o professor e historiador Leandro Karnal. Dividida em “A Grande Guerra”, “Os Heróis” e “As Perdas”, a série aborda o que foi a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), as mudanças que ocorreram após o seu fim e a importância do ano 1917 para a história como um todo. Para conferir basta clicar nos links abaixo:
1º episódio -"A Grande Guerra" - https://bit.ly/2TXrLNl
2º Episódio - "Os Heróis" - https://bit.ly/2O0omJT
3º Episódio -  "As Perdas" - https://bit.ly/36rJFKH


"1917" é uma obra de arte de guerra em que os efeitos técnicos e visuais são as grandes estrelas. Mas não se pode desmerecer o elenco, formado em sua maioria por conhecidos atores britânicos em pequenas participações - Colin Firth, Mark Strong, Benedict Cumberbatch e Richard Madden. Mas são George MacKay e Dean-Charles Chapman que entregam marcantes atuações, fazendo o público se envolver na desesperada missão. A produção de Sam Mendes é nada mais que excelente.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Sam Mendes
Produção: Amblin Entertainment / DreamWorks Pictures / Neal Street Productions
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 1h59
Gêneros: Drama / Guerra / Histórico
Países: Reino Unido / EUA
Classificação: 12 anos
Nota: 5 (0 a 5)

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19 julho 2023

Grandioso em tudo, "Oppenheimer" mostra quem foi o pai da bomba atômica

Cillian Murphy entrega excelente interpretação do famoso físico criador da arma usada na 2ª Guerra Mundial
(Fotos: Universal Pictures) 


Maristela Bretas


Christopher Nolan novamente chega aos cinemas trazendo uma obra grandiosa, tanto no uso de recursos visuais quanto na duração. "Oppenheimer", que estreia nesta quinta-feira (20) nos cinemas, é uma "viagem" à mente inquieta e angustiada do gênio chamado de "pai da bomba atômica". O filme conta, em flashbacks, o que ele sofreu por ser brilhante na ciência, mas ingênuo quanto ao ser humano, em especial, aos políticos.
 


Ambientado durante e após a Segunda Guerra Mundial, "Oppenheimer" conta a vida do físico teórico da Universidade da Califórnia que foi convidado a dirigir o Laboratório de Los Alamos, no Novo México, com a missão de projetar e construir as primeiras bombas atômicas dos EUA.

O Projeto Manhattan, como batizado, reuniu um grupo formado pelo físico e grandes cientistas de várias nacionalidades que desenvolveram a arma nuclear responsável pela destruição das cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945, e a morte de mais de 250 mil pessoas.


Roteirista e diretor, Nolan entrega seu 12º longa de uma filmografia que inclui obras como o excelente "Dunkirk" (2017), "Interestelar" (2014), "Batman - O Cavaleiro das Trevas" (2008) e "Tenet" (2020). Ele não poupa no visual e som, explorando todos os recursos do formato Imax. 

São muitas imagens mirabolantes (e põe muitas nisso) das alucinações de Oppenheimer com fusão de átomos, explosões atômicas e de estrelas, raios e fissão nuclear. São pelo menos 30 minutos do início do filme que poderiam ser resumidos em 10. 


A trilha sonora, entregue a Ludwig Göransson, também está perfeita, proporcionando o clímax certo para aumentar o impacto sobre o espectador. 

Nolan também acerta ao usar cenas coloridas e em preto e branco que reforçam a seriedade dos dois julgamentos do cientista por traição, após ser considerado herói pelos americanos com a criação da bomba que dizimou os inimigos.


Se a parte visual e sonora são destaques, as interpretações não ficam atrás. Nota máxima para Cillian Murphy, como Julius Robert Oppenheimer, e Robert Downey Jr., no papel de Lewis Strauss. 

Murphy incorporou o famoso cientista, especialmente na estrutura física - ele fez uma dieta intensa para perder peso. A história mostra o gênio, que era "fora da caixa" da ciência convencional, e o homem, que vagava entre o egoísmo, o sucesso por dirigir importante projeto da bomba, o amor por duas mulheres, a ingenuidade de achar que seria uma estrela respeitada para sempre em sua nação e o arrependimento pelo uso de sua criação como arma de destruição em massa.


Já Downey Jr. está perfeito como o ex-presidente da Comissão de Energia Atômica dos EUA, figura decisiva na implantação do projeto da bomba. O ator confessou em entrevista recente que foi o melhor filme que já participou em sua vida. Com certeza é um dos melhores papéis (talvez o melhor) de sua carreira.


A maquiagem para envelhecimento dos personagens, bem como o figurino de época também são pontos positivos, muito bem trabalhados, juntamente com a escolha dos personagens coadjuvantes. Muitos ficaram cópias fieis de figuras que marcaram esse período da história, como Gary Oldman, interpretando o presidente Harry Truman, e Tom Conti, como Albert Einstein.


A ala feminina não deixou por menos, com Florence Pugh e Emily Blunt dando show em seus determinantes papéis na vida do cientista. A primeira como a amante do físico, Jean Tatlock, membro do Partido Comunista da América. A segunda interpreta Kitty, bióloga alemã e esposa de Oppenheimer que também integrava o mesmo partido.

Outros nomes famosos do cinema deixaram sua marca no longa: Matt Damon, Rami Malek, Kenneth Branagh, Jason Clarke, Casey Affleck, Josh Hartnett, Matthew Modine, a maioria como integrantes do governo e das Forças Armadas que estiveram por trás do projeto Manhattan.


"Oppenheimer" é baseado na biografia "American Prometheus: The Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer" ("Oppenheimer: o triunfo e a tragédia do Prometheu americano"), de Kai Bird e Martin Sherwin, publicada em 2006 e vencedora do Prêmio Pulitzer. 

Vale a pena conferir, mais uma grande produção de Christopher Nolan e forte candidato na disputa do Oscar 2024 na principal categoria, além de atores principais, coadjuvantes e parte técnica. Uma ótima oportunidade para conhecer a vida do famoso e polêmico cientista.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Christopher Nolan
Produção: Universal Pictures, Atlas Entertainment, Syncopy
Distribuição: Universal Pictures
Duração: 3h01
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: biografia, histórico, drama