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17 novembro 2025

Impactante e necessário, "A Queda do Céu" finalmente entra em circuito no Brasil

Documentário aborda o alerta dos Yanomamis sobre os riscos climáticos que poderão afetar todo o planeta (Fotos: Gullane+)
 
 

Patrícia Cassese
Correspondente em Cannes

 
Em um período longínquo da história da Terra, o céu "caiu". A questão é que o evento pode se repetir - na verdade, para os Yanomamis, não há dúvida quanto a isso. Na primeira vez, os espíritos Xapiri conseguiram sustentar o firmamento. A grande dúvida é se, com a ameaça inclemente aos povos indígenas, e ao planeta como um todo, será possível repetir o feito.

Não por outro motivo, os xamãs Yanomamis alertam: nem aqueles que amealharam fortunas serão capazes de silenciar o vento da tempestade. O cataclisma será um tempo de lamentos. 

Essa profecia ocupa os primeiros minutos de "A Queda do Céu" (108'), documentário que teve première mundial na Quinzena dos Realizadores da edição 2024 do Festival de Cannes - que, aliás, o Cinema no Escurinho teve a oportunidade de acompanhar - e que agora entra em circuito nacional, com distribuição da Gullane+. Na Itália, o lançamento comercial também ocorre este mês.


A trajetória da produção

O longa é baseado no livro homônimo (Companhia das Letras, 768 páginas), escrito pelo xamã Yanomami Davi Kopenawa e pelo antropólogo francês Bruce Albert, lançado no Brasil em 2015 (na França, em 2010). Na transposição para a telona, a direção é assinada por Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha. 

Desde Cannes, a produção participou de 80 festivais no Brasil e no mundo, tendo arrebanhado mais de 20 prêmios nacionais e internacionais neste percurso. 

Entre as láureas, estão o Grande Prêmio do Júri da Competição Kaleidoscope do festival DOC NYC (maior festival de documentários dos EUA); o Prêmio Especial do Júri da Competição Internacional no DMZ Docs 2024 (Coreia do Sul); melhor Longa Documentário Internacional no 27º Festival de Guanajuato GIFF 2024  (México); Prêmio Fundação INATEL no DocLisboa 2024 (Portugal) e o Prêmio Principal Fethi Kayaalp no Festival de Documentários Ecológicos de Bozcaada 2025 (Turquia).

Exibição do filme no Festival de Cannes
(Foto: Patrícia Cassese)

No Brasil, levou para casa o prêmio de Som e Direção de Documentário no Festival do Rio e o Prêmio ABC 2025 nas categorias Direção de Fotografia, Montagem e Som, para citar exemplos. No dia 13 de novembro, a “A Queda do Céu” teve uma exibição especial na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, com a presença de Kopenawa e de Eryk Rocha. 

A COP 30, você sabe, é tida como o principal fórum global visando a negociação de medidas de combate ao aquecimento do planeta, e reúne representantes de dezenas de países. A sessão teve lugar no Instituto Ciência de Arte, edifício histórico na Praça da República, por meio da 10ª Mostra de Cinema da Amazônia, em parceria com o Observatório do Clima. 


O ritual Reahu

Apresentações feitas, voltemos ao longa, que acompanha a comunidade de Watorikɨ, uma das aldeias Yanomami no Amazonas. Precisamente, às vésperas da realização do Reahu, ritual que marca a despedida final da alma de um falecido, bem como o encerramento do período de luto da comunidade.
 
No caso específico, a despedida concerne ao sogro de Kopenawa. A narrativa descreve práticas adotadas pelos Yanomami, como o apagamento de vestígios do falecido, o que se dá, por exemplo, com a queima de objetos pessoais (rede, adornos, flecha), bem como com as plantações por ele feitas. 

No desenrolar dos preparativos para o Reahu, como o preparo do mingau de banana, Kopenawa, bem como outros expoentes de Watoriki, compartilham reflexões e as ameaças que recaem sobre os yanomamis, principalmente no que tange ao avanço do garimpo ("que contaminam rios e os deixam turvos") e do interesse predador de madeireiros. 


Em dado momento, por meio do rádio transmissor, Kopenawa é avisado pela comunidade Koroas quanto à aproximação de uma leva de garimpeiros, e aconselha o interlocutar a tentar manter a calma possível, mediante a manifestação da vontade, por parte desse, de flechá-los. Os "estrangeiros", ou "inimigos", são chamados pelos Yanomami de "napës".

Invasão dos garimpeiros

Um parêntesis é feito no filme para falar sobre o início da invasão dos garimpeiros, que se deu com a construção da Perimetral Norte, nos primeiros anos de 1970. Neste período, a floresta e os povos indígenas assistiram, estupefatos, à chegada de tratores, motoserras, explosões com dinamite etc. "Cortaram florestas como se corta carne", aponta uma fala do filme. 

Além do maquinário, os napës trouxeram doenças. "Morreram velhos, adultos, moças, crianças...", enumera o filme. A busca pelo ouro, prata e outros metais, como a cassiterita, contam, culmina com a destruição de rios e do verde. Não bastasse, há, por parte das mulheres, o temor (justificado) do estupro. 


No entanto, no filme, os Yanomamis lembram que piores de que os próprios garimpeiros são aqueles que estão por trás dos "operários" aos quais a ação de destruição propriamente dita é delegada. 

Sonhos e espíritos

A questão dos sonhos é também abordada no documentário. "No sonho, tudo se esclarece", afiançam os Yanomamis. Principalmente quando o sonho se dá pelo poder do pó de yãkoana (ou yakoana), substância alucinógena de origem vegetal extraída da árvore de mesmo nome. Como pontua o longa, quando inalam o yãkoana, "os olhos morrem para enxergar os espíritos xapiri". 

Os espíritos xapiri são os donos da floresta, resistentes como as rochas. No Brasil, estima-se que existam, hoje, cerca de 31 mil Yanomamis. Com os que estão em território venezuelano, 35 mil. São, pois, a última morada dos xapiris.  

Raciocínio lógico dedutivo: como os xapiris são aqueles capazes de segurar o céu, se os Yanomamis desaparecerem, o cataclisma será inevitável. Virão inundações, epidemias... Um estado de caos, que, no filme, é reforçado por imagens em P&B de destruição (*). O homem branco, preveem os yanomamis, vai, então, chorar "como criança".


O alerta Yanomami, transmitido por meio de Davi Kopenawa, se alinha a gritos afins emitidos por outros povos originários, como os Krenak. São avisos que também se coadunam aos de ambientalistas, bem como de cidadãos comuns, preocupados com as mudanças climáticas em curso no planeta. Habitantes originários daquela que é a maior floresta tropical do mundo, os Yanomami têm atávico lugar de fala - e, assim, precisam ser ouvidos.

No entanto, mais que ecoar a advertência sobre a destruição das florestas - e, consequentemente, a ameaça que paira sobre os povos indígenas -, "A Queda do Céu" se destaca por mostrar pormenores de crenças, rituais e pensamentos Yanomamis, principalmente a partir do ritual fúnebre citado, mas não só. Pinturas, adereços, práticas, a culinária... 

Tudo isso faz de "A Queda do Céu" uma experiência riquíssima e impactante. Ao espectador menos enfronhado nas questões do povo Yanomami, aconselha-se apenas uma contextualização prévia quanto aos problemas enfrentados pelo grupo, até para melhor compreensão do que se desenovela na tela grande.


Complete a experiência

O Cinema no Escurinho sugere a leitura do livro homônimo de Kopenawa e Bruce Albert, bem como a de "O Desejo dos Outros: Uma etnografia dos sonhos yanomami", da antropóloga Hanna Limulja. 

Do mesmo modo, assistir ao documentário Amazônia, a Nova Minamata?" (2022), de Jorge Bodanzky, disponível para compra ou aluguel no YouTube. Há, ainda, outras três iniciativas audiovisuais com Kopenawa:  "A Última Floresta", "Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta" e "Watoriki - Conversa com Davi Kopenawa". 

*Em tempo: "A Queda do Céu" insere trechos de "Os Bandeirantes" (1940), de Humberto Mauro, e de "La Nature" (2020), do documentarista e teórico armeno Artavazd Pelechian. 


Ficha técnica:
Direção e Roteiro: Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha
Produção: Aruac Filmes, coprodução Hutukara Associação Yanomami, Stemal Entertainment com Rai Cinema e produção associada francesa de Les Films d'ici
Distribuição: Gullane+
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h48
Classificação: Livre
Países: Brasil, Itália e França
Gênero: documentário

12 agosto 2025

"Juntos" até que a morte - ou algo pior - os separe

Terror corporal com Dave Franco e Alison Brie utiliza o sobrenatural para explorar uma relação de codependência (Fotos: Neon) 
 
 

Maristela Bretas

 
Com a proposta de ser um filme de terror corporal, "Juntos" ("Together"), que estreia nesta quinta-feira (14) nos cinemas com roteiro e direção de Michael Shanks, mergulha no psicológico a partir de acontecimentos estranhos e sobrenaturais que afetam um casal.

Nos papéis principais estão Dave Franco ("Truque de Mestre: O 2º Ato" - 2016) e Alison Brie ("A Comédia dos Pecados" - 2020), casados na vida real, interpretando Tim, um músico que não consegue alcançar sucesso, e Millie, uma professora de inglês. 

Duas pessoas com objetivos opostos, mas que resolvem construir uma vida a dois em uma pequena cidade do interior dos EUA. 


Enquanto caminham por uma mata próxima à nova casa, eles caem em uma caverna durante uma tempestade e decidem acampar lá dentro durante a noite. 

Tim bebe de uma poça no local e, a partir daí, a vida do casal - e sua união - nunca mais será a mesma.

Mesmo vivendo um momento ruim e desgastado da relação, uma força estranha e dominadora faz com que permaneçam unidos, praticamente colados, ameaçando a sanidade de ambos, especialmente quando perdem o controle sobre seus próprios corpos. 


Na escola, Millie conhece Jamie (Damon Herriman, de "Era Uma Vez em... Hollywood" - 2019), um colega de trabalho, que entra vida do casal e agrava o problema ao explicar que "eles precisam ser um só para serem felizes e se tornarem inteiros". 

"Juntos" é um filme sobre relações e sobre uma dependência que chega a ser doentia entre duas pessoas, mesmo quando ambas desejam seguir caminhos diferentes. A trilha sonora acerta ao incluir a música "2 Become 1", das "Spice Girls", como referência ao enredo.


Terror sem sangue

O longa não aposta em sustos, mas apresenta várias cenas de possessão "incômodas" provocadas pela força sobrenatural que atua sobre o casal. A dos olhos é a mais angustiante. 

O sangue aparece pouco para um filme de terror, e há até alguns momentos de humor protagonizados por Tim, que provocam risos do público. 

O final pode surpreender por seguir uma linha diferente de outros filmes do gênero, mas não espere uma grande produção. Não é um filme indicado para quem pretende se casar ou começar uma vida a dois. Em "Juntos", a frase "Até que a morte os separe" ganha um novo significado.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Michael Shanks
Produção: Picture Start, Princesa Pictures, 30West, Tango Entertainment
Distribuição: Diamond Films
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h42
Classificação: 16 anos
Países: EUA/Austrália
Gênero: Terror psicológico

11 agosto 2025

“Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” idealiza a "família perfeita" e peca em profundidade

Reboot dirigido por Matt Shakman apresenta a equipe em uma realidade paralela sem fazer referências a produções anteriores (Fotos: Marvel Studios)
 
 

Filipe Matheus
Parceiro do blog Maravilha de Cinema


A Marvel Studios trouxe de volta às telonas o “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” ("The Fantastic Four: First Steps") novo filme em cartaz em todo o Brasil, dirigido por Matt Shakman e baseado nos icônicos quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby. 

O longa nos transporta para 1961, acompanhando um grupo de astronautas que, durante um voo experimental, é exposto a uma tempestade de raios cósmicos, resultando em seus superpoderes. Com as novas habilidades, eles se tornam os protetores de Nova York contra grandes vilões.

Este reboot apresenta a equipe em uma realidade paralela dentro do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), coexistindo com clássicos como “Vingadores” e “Guardiões da Galáxia” (2014, 2017 e 2023), sem fazer referências a produções anteriores do “Quarteto Fantástico”.


Elenco estelar

Uma curiosidade que agradou bastante aos fãs é a inclusão da Fundação do Futuro, organização idealizada por Reed Richards nos quadrinhos para usar a ciência em prol da humanidade. Ver essa parte da mitologia ganhando vida na tela grande é um deleite para quem acompanha as HQs, mostrando um cuidado com o material original.

O elenco estelar conta com Pedro Pascal ("Gladiador II" - 2024) como Reed Richards/Senhor Fantástico, Vanessa Kirby ("Missão: Impossível - Efeito Fallout" - 2018) como Sue Storm/Mulher Invisível, Joseph Quinn ("Um Lugar Silencioso: Dia Um" - 2024) como Johnny Storm/Tocha Humana e Ebon Moss-Bachrach ("O Urso" - 2024) como Ben Grimm/O Coisa. Apesar do esforço dos heróis, o filme peca no desenvolvimento dos conflitos, que por vezes carecem de profundidade.


Um dos pontos altos do longa é, sem dúvida, a performance de Joseph Quinn como Tocha Humana. Sua atuação é um show à parte e crucial para o andamento da história, adicionando uma camada de carisma e dinamismo à equipe. Ele consegue criar conflitos com os vilões sem forçar, diferente do Senhor Fantástico de Pedro Pascal, que se perde no papel.

Em contraste, o filme por vezes cai na idealização da “família perfeita” dos Fantásticos, o que soa um tanto superficial. Essa tentativa de retratar uma harmonia impecável acaba tirando um pouco do drama e da profundidade que a equipe poderia ter, deixando um gosto de “pura balela”.


Vilões pouco aproveitados

O icônico vilão Galáctus (Ralph Ineson, de "Resistência" - 2023) tenta chegar com tudo, mas acaba ofuscado pela Surfista Prateada, interpretada por Julia Garner ("A Hora do Mal" - 2025). A personagem, que deveria ter sido mais explorada, parece mais uma coadjuvante do que uma das vilãs centrais, um potencial perdido que poderia ter enriquecido muito mais a trama.

A expectativa para ver o “Quarteto Fantástico” nos próximos filmes dos “Vingadores” que fazem parte da Fase 6 do MCU é alta, mas também gera preocupações. A chance de eles aparecerem em “Vingadores: Doomsday” (que estreia este ano) pode ser um risco, embora faça parte da estratégia da Marvel de inserir seus personagens no multiverso.

No geral, o novo filme do “Quarteto Fantástico” entrega uma experiência mista. Há atuações de destaque e a promessa de uma equipe icônica no MCU, mas acaba pecando em seus personagens. É um reboot que tem seus momentos empolgantes, mas que poderia ter ido além na construção de conflitos e na profundidade dos heróis.


Ficha técnica:
Direção: Matt Shakman
Produção: Marvel Studios e 20th Century Fox
Distribuição: Disney Pictures
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h55
Classificação: 12 anos
País: EUA
Gêneros: ação, ficção

11 outubro 2024

"Tempestade Ácida" entrega abordagem superficial sobre crise climática

Uma família tenta se unir para escapar de uma chuva tóxica que está destruindo cidades na França e matando pessoas e animais (Fotos: Laurent Thurin)


Maristela Bretas


O longa francês "Tempestade Ácida" ("Acide"), de 2023, apresenta uma proposta promissora: explorar os impactos devastadores da crise climática em uma família comum. No entanto, a execução deixa a desejar. O enredo, fragmentado e repleto de incoerências, prejudica o envolvimento do espectador com a obra. 

A caracterização dos personagens é superficial, e suas reações diante da catástrofe soam infantis e pouco realistas. Além disso, a abordagem da crise climática é superficial, perdendo a oportunidade de promover uma reflexão mais profunda sobre o tema. 


Dirigido por Just Philippot, o filme começa de forma confusa e, entra, gradualmente na questão ambiental, a partir de uma forte onda de calor que atinge a França e outros países. A primeira a chamar a atenção para o problema é a mimada e rebelde Selma (Patience Muncehnbach), cujos pais estão divorciados. É ela quem tenta alertar a família para os riscos de uma chuva ácida que pode atingir sua cidade e o restante do país.

O pai Michal (Guillaume Canet, de “O Homem Que Elas Amavam Demais” - 2015) e a mãe da jovem, Elise (Laetitia Dosch) só se convencem de que as nuvens, mais escuras que o normal, estão trazendo uma chuva fatal quando esta começa a cair, provocando ferimentos e mortes de pessoas e animais. Inicia-se, então uma fuga da população para se proteger do líquido ácido.


Entre uma chuvarada e outra, "Tempestade Ácida" avança, com alguns efeitos especiais medianos e uma sucessão de decisões erradas da família que chegam a irritar o espectador. A filha dá chiliques e os pais passam a mão na cabeça dela, enquanto as opções de sobrevivência vão ficando cada vez mais escassas. 

Comparado a outros filmes do gênero catástrofe, como "Tempestade: Planeta em Fúria" (2017) ou "No Olho do Tornado" (2014), cujas histórias são clichês mas conseguem entreter, o longa de Just Philippot não apresenta elementos que aumentariam seu impacto e até desviariam a atenção do enredo fraco. 

Faltam grandes efeitos especiais e uma trilha sonora marcante. Até mesmo a questão da ética das pessoas nas tentativas de sobrevivência é mal explorada. Um bom exemplo de uma abordagem mais profunda do tema é o recente "Sobreviventes - Depois do Terremoto" (2024).


A ambientação ocorre principalmente no campo, com imagens mais escuras que reforçam o tempo fechado provocado pelas tempestades. Mais uma incoerência, uma vez que a chuva ácida (que ninguém explica porque se tornou assim) atravessa paredes. 

As pessoas também não podem consumir a água, especialmente a dos rios, que está contaminada, mas fogem para áreas alagadas. Semelhante ao que ocorre em alguns filmes de terror em que as pessoas entram numa casa mal-assombrada com as luzes todas apagadas.

Apesar dos pontos negativos, "Tempestade Ácida" foi produzido com práticas sustentáveis, o que rendeu reconhecimento com o Prix Ecoprod no Festival de Cannes. A equipe reduziu o uso de combustíveis fósseis e implementou soluções ecológicas para mobilidade e consumo de energia. 


Mas mesmo com propostas ecologicamente corretas e a boa intenção do diretor de abordar a destruição gradual do planeta, "Tempestade Ácida" deixa a desejar e entrega uma trama fraca do início ao fim. Nem o esforço do elenco, que conta com nomes de talento, consegue salvar. 

A produção é uma das 400 disponíveis do catálogo do streaming Adrenalina Pura, especializado nos gêneros ação, catástrofe, terror e suspense. Ela pode ser acessada pelos aplicativos Prime Vídeo, Apple TV e Claro TV+. ou no site www.adrenalinapura.com.


Ficha técnica
Direção: Just Philippot
Produção: Pathé Films, France 3 Cinéma, Bonne Pioche Cinéma
Exibição: Disponível no Prime Vídeo, Apple TV e Claro TV+ no site www.adrenalinapura.com
Duração: 1h40
Classificação: 16 anos
País: França
Gênero: drama

14 setembro 2023

“A Noite das Bruxas” traz o sobrenatural para o universo do detetive Hercule Poirot

Filme com clima fantasmagórico refresca obra de Agatha Christie com algumas liberdades artísticas (Fotos: 20th Century Studios)


Eduardo Jr.


As adaptações de livros para as telonas ganharam mais um capítulo. A obra da vez leva a assinatura de uma velha conhecida de muitos leitores - e cinéfilos: Agatha Christie. Estreia nesta quinta-feira nos cinemas, “A Noite das Bruxas” (“A Haunting in Venice”), distribuído pela 20th Century Studios. 

O filme é dirigido e protagonizado por Kenneth Branagh ("Assassinato no Expresso do Oriente", 2017), e se veste de certas liberdades sobre as páginas da escritora britânica.    


Como não poderia deixar de ser, o longa traz a tradicional pergunta “quem matou?”. Mas esta é uma das poucas características mantidas em relação ao livro “Hallowe’en Party”, lançado em 1969. 

Autorizados por James Prichard, bisneto de Agatha Christie e produtor executivo do longa, Branagh e o roteirista Michael Green deixaram de lado a história original, em que uma garota conhecida por revelar assassinatos é encontrada morta em uma bacia com maçãs durante uma festa de Halloween. 


Em “A Noite das Bruxas”, a direção optou por apresentar essa morte como uma queda do alto de um casarão amaldiçoado. O evento pode ter sido motivado por fantasmas ou por alguém do mundo dos vivos. Outra mudança foi a de levar para a Itália a história que originalmente se passa na Inglaterra. 

Na trama, o detetive Hercule Poirot está aposentado e vive em Veneza, se esquivando dos pedidos dos moradores para solucionar casos complexos. Até que ele é convidado pela amiga e escritora Ariadne Oliver, personagem de Tina Fey (da série do Star+ "Only Murders in the Building", 2022) para uma sessão espírita.


A sessão será conduzida pela famosa médium Joyce Reynolds, vivida por Michelle Yeoh ("Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo", 2022). E o que era uma missão para desmascarar uma médium, se transforma em uma investigação de assassinato com pitadas de thriller fantasmagórico.  

São apenas pitadas porque, embora o título “A Noite das Bruxas” evoque algum terror, o filme apresenta poucas cenas de susto. E o ceticismo do detetive também colabora para desafiar a possibilidade de o sobrenatural interferir no mundo dos vivos. Até que as crenças dele começam a ser desafiadas, mexendo com a cabeça do espectador.  


O longa inicia com uma determinada atmosfera e depois vai se transformando. Isso porque as cenas iniciais são mais solares e o protagonista é apresentado como figura metódica (quase cômica, eu diria) com suas manias e atração por doces. 

A música clássica também traz um clima de suspense, que dura pouco, por causa da encenação infantil preparada para a festa das bruxas. Mas não se engane, embora seja um teatrinho pra crianças, esta é só uma deixa do que está por vir. 


Apesar dessas percepções, este é o longa que melhor apresenta o clima das obras de Agatha Christie e o detetive Hercule Poirot na trilogia feita por Branagh. Explico: esta é a terceira vez que o ator e diretor irlandês adapta uma obra da escritora britânica. 

Além de “Assassinato no Expresso Oriente”, ele também adaptou e dirigiu “Morte no Nilo” em 2022, ambos no catálogo da Star+. Agora, a escolha de filmar em um casarão sombrio durante uma tempestade, com câmeras posicionadas de forma a reforçar que ali as coisas estão fora do normal, tira o público do estado de relaxamento. 


Soma-se a isso o jogo de investigação, a dúvida sobre a ocorrência ou não de eventos sobrenaturais, o questionamento da própria sanidade mental e o incômodo de suspeitar de todas as personagens - eu disse TODAS, sem exceção. 

Pode não ser a melhor adaptação de Agatha Christie, mas a diversão é garantida - e o final guarda surpresas. 


Ficha técnica:
Direção: Kenneth Branagh
Produção: Scott Free Productions, 20th Century Studios
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h43
Classificação: 12 anos
País: Estados Unidos
Gêneros: suspense, policial, drama

28 julho 2023

Gerard Butler passa quase duas horas numa “Missão de Sobrevivência”, fugindo de terroristas

Filme aborda a perseguição implacável contra o agente da CIA pelos desertos do Oriente Médio (Fotos: Leonine)


Maristela Bretas


Gerard Butler já está acostumado a muita ação, tiro, porrada e bomba. Mas desta vez, ele e seu amigo Navid Negahban são os alvos de terroristas na nova aventura do ator britânico, “Missão de Sobrevivência” (“Kandahar”), que estreou nessa quinta-feira nos cinemas. 

Claro que ele é o mocinho da história, vivendo o papel do agente da CIA Tom Harris, que precisa deixar o Afeganistão junto com seu intérprete, Mohammad ‘Mo’ Doud (papel do iraniano  Negahban, de “Aladdin” - 2019) após explodir uma unidade nuclear no Irã.

O filme tem muita ação e momentos tensos, já que a dupla precisa atravessar 640 quilômetros de deserto, passando por território hostil, para chegar a uma antiga base de resgate em Kandahar, que fica a 640 quilômetros de onde estão. 


Butler segue o mesmo estilo herói norte-americano com cara mal-humorada de outras produções que protagonizou. Como “Invasão a Londres” – 2016, (disponível no HBOMAX), “Tempestade – Planeta em Fúria” – 2017 (Telecine) e “Alerta Máximo” – 2023 (em exibição no Prime Vídeo). 

O “jeitão” do ator funciona e tem um público cativo que deve gostar do novo filme e esteja procurando outras opções nas salas de cinema. O enredo é bem conduzido, Gerard Butler e Navid Negahban entregam boas interpretações. 


Destaque para as cenas gravadas nos desertos - um espetáculo a parte de visual - e as perseguições, de carro, moto e caminhões. Os efeitos especiais também podem agradar quem procurar por um filme com muita ação. 

Vale reforçar que se trata de mais um longa para valorizar a atuação dos norte-americanos nos conflitos do Oriente Médio, especialmente contra o Estado Islâmico, colocando vários países como terroristas e eles como salvadores. 


O elenco é internacional, reunindo nomes como o australiano Travis Fimmel (da série “Vikings”– 2013 a 2016), o indiano Ali Fazal (o excelente “Victória e Abdul” – 2017) e vários outros atores britânicos, alemães, iranianos e sauditas.

Um ponto que pode atrapalhar a estreia de “Missão de Sobrevivência” foi ter acontecido uma semana depois dos fenômenos de bilheteria “Barbie” e “Oppenheimer”, além da disputa também com “Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte 1”. O longa está em cartaz nas salas Cineart Cidade e Del Rey e Cinemark BH Shopping e Pátio Savassi. 


Ficha técnica:
Direção: Ric Roman Waugh
Produção: Open Road
Distribuição: Diamond Films
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h59
Classificação: 14 anos
País: EUA
Gêneros: ação / suspense

29 julho 2020

"Oferenda à Tempestade" chega à Netflix e completa a instigante "Trilogia do Baztán"

Terceiro filme e seus antecessores estão disponíveis somente na plataforma de streaming (Fotos: Netflix/Divulgação)

Maristela Bretas


Uma das postagens que mais despertou interesse dos seguidores do blog @cinemanoescurinho nos últimos dias ganha uma sequência. Já está em exibição na @Netflix, "Oferenda à Tempestade" ("Ofrenda a la Tormenta"), filme que encerra a ótima "Trilogia do Baztán", adaptada dos best-sellers homônimos da escritora espanhola de sucesso, Dolores Redondo.

Novamente, o diretor Fernando González Molina conduz de maneira envolvente este terceiro suspense policial, tão bom quanto seu antecessor, "Legado nos Ossos" (2019), apresentado na postagem do blog do dia 4 de junho, juntamente com o primeiro filme da trilogia, "O Guardião Invisível" (2017). As três produções estão disponíveis e merecem ser conferidas seguindo a sequência.


A estreia de "Oferenda à Tempestade" era aguardada desde meados de junho, mas somente no dia 24 de julho o filme foi colocado no catálogo da plataforma. Para surpresa de vários fãs, que esperavam ansiosamente o desfecho das investigações da inspetora Amaia Salazar (muito bem interpretada por Marta Etura) sobre os diversos assassinatos e suicídios ocorridos na província de Navarra, no norte da Espanha.

A história do terceiro filme se passa um mês após a policial ter solucionado os crimes de "Legado nos Ossos". Sem acreditar na morte da mãe Rosário (vivida por Susi Sánchez), cujo corpo nunca foi localizado, Amaia ainda está atrás dos integrantes de uma seita, da qual a mãe fazia parte, que sacrifica bebês em rituais macabros.


Enquanto tenta desvendar os casos, a inspetora precisa dividir as atenções dentro de casa com o filho bebê e o marido, e ainda evitar a aproximação, cada vez maior, do juiz Markina, papel de Leonardo Sharaglia. Repetindo a participação no elenco estão Carlos Librado (policial Jonan Etxaide), Patrícia Lopez Arnaiz (Rosaura Salazar), Elvira Minguez (Flora Salazar) e Paco Tous, como o médico forense Dr. San Martín.


"Oferenda à Tempestade" encerra muito bem a "Trilogia do Baztán", mantendo uma duração muito próxima de seus antecessores. Novamente as locações na cidade e redondezas de Elizondo são uma atração à parte, menos exploradas neste longa que em "O Guardião Invisível". O período chuvoso, mesclado com a neve do inverno e as matas fechadas rodeando as estradas completam o cenário ideal para a trama.



São poucos os momentos de menor suspense e mesmo dando dicas claras do desfecho, este thriller psicológico prende até o final e é tão bom quanto o segundo. Mas os três filmes merecem ser vistos. Para saber mais, confira a crítica e os trailers no post do blog. E tem mais: há informações de que "Oferenda à Tempestade" pode ter uma continuação. Mas só assistindo para saber o que ficou sem solução que merece mais investigações de Amaia Salazar.


Ficha técnica:
Direção: Fernando González Molina
Classificação: 16 anos
Duração: 2h19
País: Espanha
Gêneros: Policial / Suspense


Tags: #OferendaATempestade, #OGuardiãoInvisível, #LegadoNosOssos, #Netflix, #DoloresRedondo, #FernandoGonzálezMolina, #suspense, #policial, #TrilogiaDoBaztán, #cinemaescurinho, @cinemanoescurinho

04 junho 2020

"Trilogia do Baztán" para quem curte suspenses policiais de roer as unhas

"O Guardião Invisível" e "Legado nos Ossos" são boas opções para assistir na Netflix (Fotos: Divulgação)

Maristela Bretas


Para quem ainda não teve oportunidade de ler a Trilogia do Baztán, da escritora espanhola Dolores Redondo, a Netflix disponibilizou para seus assinantes as produções cinematográficas "O Guardião Invisível" ("El Guardián Invisible"), de 2017 e "Legado nos Ossos" ("Legado en los Huesos"), de 2019, baseados nos famosos best-sellers homônimos. São duas boas opções para assistir em casa, o segundo ainda melhor, do tipo que deixa a gente roendo as unhas aguardando o desfecho. Fui conferir após indicação do meu amigo e editor do @jornaldebelo, Robhson Abreu.

O desfecho da obra no cinema, assim como na literatura, será com "Oferenda à Tempestade" ("Ofrenda a la Tormenta"), o terceiro e último filme, cujo lançamento na Espanha foi adiado por causa da pandemia do Covid-19 e agora está previsto para este mês. A autora conquistou com os três livros e outros na mesma linha de suspense policial mais de dois milhões de leitores, atingiu 193 edições e foi traduzida em mais de 30 países.


"Oferenda À Tempestade" (Divulgação)

A Trilogia do Baztán é ambientada em Elizondo e cidades vizinhas, na Província de Navarra, norte da Espanha. O local inclusive virou ponto turístico de leitores que querem conhecer os detalhes apresentados nas obras de Dolores Redondo e vividos pela personagem principal, a inspetora Amaia Salazar (vivida por Marta Etura). A policial tenta solucionar uma série de assassinatos cometidos nos arredores do Vale de Baztán ao longo dos três filmes.

O diretor Fernando González Molina foi fiel à trilogia literária, mesclando os mesmos elementos reais de uma investigação - crime bárbaro, tensão, suspense e perseguições - a fatos fantásticos, como bruxaria, e dramas pessoais. Ao retornar a sua cidade, a inspetora terá de rever parentes e velhos conhecidos que a fazem lembrar a todo o momento porque deixou Elizondo e nunca mais quis voltar, especialmente o contato com Rosário sua mãe, a personificação do mal.


"Legado nos Ossos" (Divulgação)

O Guardião Invisível


Em "O Guardião Invisível", a fotografia é o destaque, explorando bem as belezas naturais da região cercada por rios, matas, montanhas e estradas margeadas de muito verde. Um cenário atraente, mas ao mesmo tempo sombrio por causa da chuva e da neblina. 

'O Guardião Invisível (Foto: Manolo Pavón /Divulgação)

O filme peca pela narrativa arrastada, que chega a ser cansativa em algumas partes. Mas não a ponto de tirar o interesse na trama, que ganha mais agilidade da segunda metade pra frente, oferecendo um bom desfecho, que faz querer ver a sequência - "Legado nos Ossos".

No filme, assim como no livro homônimo que vendeu mais de um milhão de cópias, a inspetora Amaia é apresentada ao espectador. Ela tem de voltar a sua terra natal para desvendar as mortes de várias adolescentes na região cometidas por um serial killer. As vítimas sempre são encontradas da mesma maneira: asfixiadas, nuas e com um doce típico da região pousado na região do púbis.


Legado nos Ossos

Dando sequência, encontramos Amaia Salazar, um ano depois de solucionar os crimes em Elizondo e prestes a dar a luz a um bebê. Mas um novo mistério ligado à trama anterior fará com que ela retorne ao Vale de Baztán para investigar outra série de assassinatos e suicídios. As vítimas são encontradas com bilhetes apontando para uma figura do folclore da região basca - o Tartalo.

Com o nascimento do filho, a inspetora e o marido decidem ir morar na cidade natal dela. No entanto, cada vez mais os crimes parecem estar relacionados à sua família. O filme é tenso, com um bom suspense que prende na cadeira, mesmo  não se preocupando em apontar quem são os mocinhos e os vilões e o que esperar de cada um deles. 

Misticismo e rituais de bruxaria estão entre os destaques, mas o roteiro não deixa de lado assuntos polêmicos como a violência contra a mulher e a dificuldade de conciliar o trabalho e maternidade. Não é a toa que a produção chegou a ficar entre os dez conteúdos mais procurados na Netflix.



Oferenda à Tempestade

Para encerrar a Trilogia do Baztán temos o aguardado "Oferenda à Tempestade", sequências direta de "Legado nos Ossos". A história se passa um mês após a inspetora ter solucionado os crimes dos ossos. A morte de um bebê dá início a uma nova investigação e Amaia Salazar vai enfrentar as origens de seus pesadelos, enquanto desvenda segredos obscuros do vale de Baztán. Ela tem certeza que tudo está relacionado com sua mãe Rosário, interpretada por Susi Sánchez.

O elenco, além de Marta Etura, conta também nos três filmes com Leonardo Sharaglia, como o juiz Markina, Carlos Librado (policial Jonan Etxaide), Patrícia Lopez Arnaiz (Rosaura Salazar), Elvira Minguez (Flora Salazar) e Paco Tous, como o médico forense dr. San Martín. A expectativa agora é de que esta produção encerre tão bem a trilogia como aconteceu na obra literária.


Ficha técnica:
Direção: Fernando González Molina
Classificação: 16 anos
Duração: O Guardião Invisível: 2h09 // Legado nos Ossos: 2h01
Países: Espanha / Alemanha
Gêneros: Policial / Suspense

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22 outubro 2019

"Projeto Gemini" usa tecnologia 3D+ para criar clone jovem de Will Smith

Grandes perseguições e muita ação são os destaques do filme dirigido pelo premiado Ang Lee (Fotos: Ben Rosenstein/Paramount Pictures)

Maristela Bretas


Apesar de não ter atingido sucesso em bilheterias nas últimas produções das quais participou - exceto como o gênio da lâmpada de "Aladdin" (2019), Will Smith é sempre um chamariz. E foi apostando no carisma do ator e na tecnologia de ponta do 3D+ que a Paramount Pictures, Skydance e Alibaba Pictures produziram "Projeto Gemini" ("Gemini Man"), em cartaz nos cinemas. Mas até o momento, o super blockbuster não chegou nem perto do sucesso esperado para um investimento de US$ 138 milhões, que tem como diretor o premiado Ang Lee e os produtores Jerry Bruckheimer e David Ellison.


Will Smith fez bem a sua parte, divulgando o filme com muita simpatia e atuando em dose dupla, o real e mais velho e o clone digital mais jovem, resultado da utilização do formato 3D+ que tomou boa parte do orçamento. E é esta tecnologia de ponta que garante efeitos visuais espetaculares, com sequências e cenas de ação de tirar o fôlego, como a da perseguição de moto. Assim como boas lutas entre os dois Smith. Pena que o público ainda não tenha se interessado em assistir "Projeto Gemini".


O 3D+ é um novo formato digital de projeção de cinema em 60 quadros por segundo. Isso representa mais que o dobro do formato padrão, que é de 24 quadros. A experiência em 3D+ traz imagens com maior definição e profundidade, colocando o espectador no centro da ação e permitindo a percepção da cena de uma forma muito mais realista. Ang Lee e outras pessoas da produção falaram sobre o processo de captação e o formato em alta definição 3D+ em vídeo no Youtube. 


No filme, o ator interpreta Henry Brogan, um matador contratado de 51 anos que anuncia sua aposentadoria. A decisão faz dele um alvo da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos, para quem trabalhava anteriormente. Ele passa a ser perseguido por Júnior, um agente que é sua versão aos 23 anos e que consegue prever cada movimento seu. Brogan descobre que seus matadores do governo americano querem eliminá-lo para esconder um grande segredo, que ele pode desmascarar.


Na sessão que eu estava, um espectador comentou que o clone digital parecia Will Smith quando fazia a série "Um Maluco no Pedaço", sucesso exibido entre os anos de 1990 e 1996 na TV. Com a diferença que naquela época o ator fazia uma comédia e hoje, o Will digital é um rapaz sisudo, treinado para matar, mas que tem conflitos como qualquer jovem.


O elenco conta ainda com Mary Elizabeth Winstead, Clive Owen e Benedict Wong. Além dos efeitos gráficos, "Projeto Gemini" conta também com uma boa trilha sonora, composta por Lorne Balfe, que trabalhou em "Missão Impossível - Efeito Fallout" (2018), "Tempestade - Planeta em Fúria" (2017), "LEGO Batman - O Filme" (2017) e "13 Horas - Os Soldados Secretos de Benghazi" (2016).

Sessões com a inovadora tecnologia 3D+, somente na versão legendada, podem ser conferidas nas salas da Rede Cinemark no BH Shopping, Pátio Savassi e Diamond Mall. Nas demais redes, "Projeto Gemini" está sendo exibido nos formatos 2D, em sessões dubladas e legendadas.


Ficha técnica:
Direção: Ang Lee
Produção: Jerry Bruckheimer Films / Skydance Productions / Paramount Pictures
Distribuição: Paramount Pictures
Duração: 1h57
Gêneros: Ação / Ficção
País: EUA
Classificação: 14 anos
Nota: 3 (0 a 5)

Tags: #ProjetoGemini, #WillSmith, #ação, #CliveOwen, #SkydanceProductions, #AngLee, #ParamountPictures, #ficção, @cinemaescurinho, @cinemanoescurinho