Mostrando postagens com marcador #CinemaNacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #CinemaNacional. Mostrar todas as postagens

15 junho 2026

"Criadas" propõe quebrar paredes que perpetuam as desigualdades raciais, sociais e de gênero

Entre os maiores méritos da obra está a atuação das protagonistas Ana Flávia Cavalcanti e Mawusi Tulani (Fotos: Vitrine Filmes)
 
 

Silvana Monteiro

 
Em "Criadas", Carol Rodrigues constrói um drama que parte da intimidade de uma casa para investigar estruturas profundas da sociedade brasileira na pele de mulheres, a maioria delas negras. 

Sandra (Mawusi Tulani) está em busca de lembranças de sua mãe. Por isso ela procura Mariana (Ana Flávia Cavalcanti), sua prima, que vive no lugar em que sua mãe atuou como trabalhadora doméstica. 

O reencontro entre elas é permeado de conflitos necessários para ressignificar as relações. Por ser a herdeira de uma mulher que viveu o trabalho doméstico, Sandra traz em si uma força motriz com maior sensibilidade. 


A atuação das duas funciona como o eixo de uma narrativa que examina as diferentes experiências de mulheres negras situadas em posições sociais distintas, revelando como raça, classe e pertencimento produzem trajetórias marcadas por privilégios e vulnerabilidades desiguais. 

Embora ambas compartilhem origens, raça e afetos, suas experiências são atravessadas por formas distintas de reconhecimento social. Mariana, filha da patroa, alcança uma condição de relativa mobilidade e circula por espaços onde sua identidade racial é frequentemente relativizada ou invisibilizada por olhares brancos. 

Sandra, mulher negra retinta, ocupa uma posição de destaque profissional, mas continua submetida às formas mais explícitas do racismo estrutural e do machismo corporativo. O contraste entre as duas personagens permite ao filme abordar questões como colorismo, trabalho doméstico, mobilidade social e desigualdade racial sem recorrer a soluções simplificadoras.


A casa onde a narrativa se desenvolve torna-se uma metáfora do próprio Brasil. Seus cômodos guardam memórias, silêncios e hierarquias que atravessam gerações. 

As paredes não delimitam apenas espaços físicos, mas também fronteiras simbólicas entre quem serve e quem é servido, entre quem herda privilégios e quem precisa constantemente justificar sua presença. 

A ancestralidade ocupa papel central na narrativa. Os fantasmas que percorrem a casa não são apenas recursos sobrenaturais; representam memórias coletivas que insistem em permanecer. 

O passado não aparece como lembrança distante, mas como uma presença concreta que interfere no presente e desafia as protagonistas a compreenderem quem são. 


Nesse sentido, a busca pelo eu se confunde com a necessidade de reconhecer as marcas deixadas pela história, pela família e pelas relações raciais que moldam suas identidades.

O roteiro também amplia a discussão ao abordar relações afetivas fora da lógica heteronormativa. A sexualidade de Mariana traz, de modo breve, à reflexão sobre pertencimento, liberdade e construção identitária. O filme traz à tona os questionamentos de uma relação interracial. 

Entre os maiores méritos da obra está a atuação das protagonistas. Ana Flávia Cavalcanti entrega uma Mariana complexa, marcada por contradições e zonas de desconforto. 


Sua interpretação evita respostas fáceis e evidencia uma personagem constantemente tensionada entre consciência social e reprodução de privilégios. Já Mawusi Tulani oferece à Sandra uma presença de grande força dramática. 

Sua composição transita entre firmeza e vulnerabilidade, conferindo humanidade a uma mulher que precisa enfrentar diariamente estruturas de discriminação sem perder a capacidade de afeto. 

O encontro entre as duas atrizes constitui o coração emocional do filme de sustentar os debates sociais sem reduzir as personagens a meros instrumentos discursivos.


A trilha sonora, composta por excelentes canções brasileiras de grande sensibilidade, amplia essa dimensão afetiva. A fotografia é maravilhosa e nos leva à memória de um ambiente ancestral e afetivo. "Criadas" propõe uma reflexão ampla sobre o Brasil contemporâneo. 

Embora seja um pouco longo, trata-se de um filme que, mesmo quando sacrifica a sutileza em favor da pedagogia, demonstra coragem ao enfrentar temas historicamente silenciados e ao colocar duas mulheres negras no centro de uma narrativa sobre memória, identidade e transformação.


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Carol Rodrigues
Produção: Gato do Parque Cinematográfica, em coprodução com Telecine, Canal Brasil, NayMovie, Cinefilm, Volta Filmes e Netas de Esméria
Distribuição: Vitrine Filmes
Exibição: Cine Belas Artes BH
Duração: 1h45
Classificação: 14 anos
País: Brasil
Gênero: drama

09 junho 2026

Uma "BuenosAires" muito particular - e encantadora

Município pernambucano tem tantas peculiaridades que acabou virando tema de um documentário
(Fotos: Garimpo Filmes e Divulgação)
 
 

Patrícia Cassese

 
Na cidade de Buenos Aires, apenas um habitante nasceu de fato na Argentina. Não, você não leu errado. Ocorre que a "BuenosAires" à qual estamos nos referindo não é a capital do país vizinho, mas, sim, uma cidade localizada no interior de Pernambuco – precisamente, na Zona da Mata norte do estado, a cerca de 80 km do Recife. 

Na verdade, enquanto povoado, o local atendia pelo nome de Jacu, mas, em 1928, com a elevação do status para vila, virou Buenos Aires. Hoje com cerca de 13 mil habitantes, o município pernambucano tem tantas peculiaridades que acabou virando tema de um documentário – que, aliás, estreia no Cine Belas Artes BH neste 11 de junho. 


Dirigido pela cineasta Tuca Siqueira, “BuenosAires” apresenta ao espectador, por meio de uma professora de espanhol (que ministra aulas gratuitas para poucos alunos), o universo rico e deleitante desse lugar tão fora da curva, no qual, para citar um pequeno exemplo, há que mulheres empenhadas em se aperfeiçoar no preparo das empanadas (iguaria típica da Argentina e outros países platinos), para venda. 

Ou, ainda, quem tente reproduzir as casinhas coloridas características do Caminito, em La Boca, ponto turístico obrigatório para quem vai à Buenos Aires argentina (pelo menos na primeira visita). 

Há também o morador – Luzivaldo – que, enquanto fã de carteirinha do lendário jogador que hoje atua no Inter Miami, colocou o nome de Lionel em seu filho mais novo. 

No documentário, Janaína, a mãe do garoto, inclusive assume o arrependimento de não ter atendido ao desejo inicial do marido, que era registrar o rebento como Lionel Messi. Em tempo: um dos sonhos não realizados de Luzivaldo era morar na Argentina.


O futebol também é responsável pelo clima de frenesi que toma conta dos habitantes às vésperas do “clássico” Penãrol X Boca Juniors (não os originais, claro, mas os locais, homônimos ao time uruguaio e ao argentino). No alto falante, anuncia-se uma promoção de camisas da seleção argentina, assim como da brasileira, na loja Zé Paulo Variedades. 

Este comércio, vale dizer, é comandado por um ex-jogador (sim, óbvio, o Zé Paulo) que, apaixonado pelo Boca Juniors, criou o clube homônimo no sertão pernambucano, onde atua como preparador, técnico e massagista, além de também entrar no campo. Sua esquadra enfrenta times como o River Plate da Paraíba ou o já citado Penãrol pernambucano.


Em uma cena, jovens da Buenos Aires brasileira comentam, em tom de crítica, o fato de, por conta do nome da cidade, muitos habitantes do município torcerem entusiasticamente pela seleção argentina, e não pela brasileira, o que seria mais natural. 

Parênteses: isso porque as imagens de “BuenosAires” foram captadas em 2022, ano do Mundial, que, ao fim, foi vencido pelo país banhado pelo Rio da Prata, no confronto com a França. 

Outro momento do longa, mais uma vez ligado ao futebol, mostra torcedores vestidos com a camisa oficial do time azul e branco cantando: “Eu... sou argentino/com muito orgulho/com muito amor”. 

Ah, sim... A cidade pernambucana também tem um La Bombonera, que ostenta, na entrada, uma estátua de Maradona, assim como, nos muros que o delimitam, pinturas retratando ídolos como Messi ou Tévez. 


Para além das semelhanças com a capital argentina, “BuenosAires” também mostra outras características da cidade pernambucana, como o sósia de Roberto Carlos ou a rotina dos que trabalham na colheita da cana de açúcar. 

Mas mesmo aí a adoração pela seleção argentina se infiltra, como na figura de Catita, trabalhador que acorda às quatro da manhã para garantir o futuro da família, e que aparece na telona com a camisa da seleção argentina. 

Não só. Até a tradição cultural mais importante da cidade, o maracatu, surge maculada pela paixão pela bola em campo. Um contraponto é o patriótico Biart, escultor de figuras sacras (lindíssimas), que, lá atrás, sonhou em ser famoso com sua faceta cantor/compositor de rock e reggae – uma de suas músicas, aliás, está presente na trilha. 


Em um momento divertido, o doc fala de uma marcante semelhança entre as duas cidades: a presença incômoda dos mosquitos. Quem levanta o fato é o argentino citado no início da matéria, Leonardo, nascido em La Pampa, mas criado em Bariloche (não por outro motivo, o moço penou para se adaptar ao clima da sua nova morada, dividida com Josi, a “Gringa”). 

Programador de software, ele hoje é profundo conhecedor da história local e sonha em criar o Museu dos Engenhos. A câmera o flagra com seu detector de metais a procurar moedas no solo árido.


O cemitério da cidade (e seus túmulos singelos, pintados com afinco), a agremiação que faz bonito no Carnaval pernambucano, a alegria que emerge em meio às despretensiosas conversas cotidianas nas calçadas (para as quais as cadeiras são trazidas no interior das casas e instaladas nas calçadas, a fanfarra que motiva os jovens a ensaiarem coreografias, exibidas de forma empenhada... 

Outros pontos se incumbem de delinear de forma mais precisa o dia a dia dessa cidade que, ao fim, deixa no espectador a vontade sincera de conhecê-la. E o desenlace não poderia ser embalado por outra música que não a de Biart: “Na velha cidade da lua/na velocidade da luz/você é a nave que me conduz/e no balanço do reggae eu chego lá”. Ou, quizá, no balanço do tango, do maracatu...


Ficha técnica:
Direção e roteiro: Tuca Siqueira
Produção: Garimpo Filmes
Distribuição: ArtHouse Distribuidora
Exibição: Cine Belas Artes BH
Duração: 1h10
Classificação: 10 anos
País: Brasil
Gênero: documentário

08 maio 2026

"Eclipse": um jeito muito estranho de se contar uma história necessária

Djin Sganzerla criou o roteiro, dirigiu e ainda protagoniza a história de Cleo, uma astrônoma grávida que
recebe a visita da meio-irmã indígena (Fotos: Pandora Filmes)
 
 

Mirtes Helena Scalioni

 
Pode-se resumir em cenas separadas o filme "Eclipse", dirigido por Djin Sganzerla (filha de Helena Ignez e Rogério Sganzerla), com roteiro dela e de Vânia Medeiros. 

O longa estreou na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e está selecionado para a 33ª edição do San Diego Latino Film Festival. A pré-estreia em BH será nesta sexta-feira (8), no Una Cine Belas Artes, às 20h30, e no dia 13, na Faixa Especial do Centro Cultural Unimed-BH Minas, também às 20h30.

Cena 1: uma linda onça pintada, com sua bocarra aberta, mostra os dentes, esturra ameaçadoramente e depois caminha lentamente até sua imagem desaparecer na mata. Aliás, essa mesma onça reaparece depois em flashes não explicados, até que, numa conversa a certa altura, uma personagem conta à outra sobre a simbologia do animal relacionada à eclipse. Bom saber. 


Cena 2: Cléo (Djin Sganzerla) é uma astrônoma com seus quarenta e poucos anos, bem casada e grávida, que acaba de descobrir um novo asteroide e está vivendo tempos de muitas atividades na universidade onde trabalha. 

Como se viesse para atrapalhar sua felicidade equilibrada e certinha, além do asteroide, ela descobre também uma meia irmã indígena, nascida de uma traição do seu pai. 

Cena 3: Tony (Sérgio Guizé) é o marido perfeito de Cléo, que vive enchendo de mimos e cuidados sua mulher. Advogado bem- sucedido, ele forma, com a astrônoma, uma espécie de casal de publicidade de margarina. Os dois moram numa casa bonita e confortável e está sempre rodeado de amigos e brindes.


Cena 4: Lucélia (Selma Egrei) é mãe de Tony e aparece uma única vez no filme, contracenando com a nora na antessala de um consultório médico. As duas conversam sobre generalidades e Lucélia, de passagem, comenta sobre a morte de um de seus filhos, irmão de Tony, fato que parece ter acontecido há bastante tempo. 

Vale ressaltar que essa foi a única participação da grande Selma Egrei em todo o longa e que o assunto nunca mais apareceu na trama.

Cena 5: Nalu (Lian Gaia), a meia-irmã indígena de Cléo, acaba se aproximando muito da irmã e as duas, juntas, investigam a vida de Tony. É bom informar que, apesar de ser índia, a moça é craque em informática, agindo praticamente como uma hacker experiente, capaz de invadir celulares e computadores com muita facilidade.


Cena 6: Sr. Roberto (Luiz Melo) aparece quase que de relance como o dono da fazenda onde Nalu trabalha cuidando de cavalos, sempre rejeitando a paquera e enfrentando como pode as investidas do jovem Felipe (Pedro Goifmam), que vem a ser filho do dono.

Cena 7: Cléo vai ao consultório da sua ginecologista (Clarisse Abujamra), onde descobre que seu bebê é uma menina. Essa é também a única aparição de Clarice no filme.

Cena 8: Suspense, perseguição de carros numa estrada de terra e a descoberta de um local secreto frequentado por prostitutas e onde são cometidas atrocidades contra mulheres.


São muitas as formas de se contar uma história e, parece, essa é e será sempre uma opção pessoal de quem dirige. Mas talvez não precisasse de tantas e tão repentinas participações de atores renomados, que entram como meros coadjuvantes em tomadas quase sempre inúteis. Além dos artistas já citados, entraram e saíram rapidinho também Gilda Nomacce, Helena Ignez e Julia Katharine. 

Também são estranhas, quase inverossímeis, as ligações entre as cenas e os assuntos. Com todo respeito à origem de Djin Sganzerla, não precisava tantas voltas e rodeios para tratar de temas tão sérios quanto imprescindíveis como ancestralidade, violência contra a mulher, sororidade, estupro de vulnerável, deep web, redes sociais, hipocrisia, dissimulação... Faltou liga.


Ficha técnica:
Direção: Djin Sganzerla
Roteiro: Djin Sganzerla e Vana Medeiros
Produção: Mercúrio Produções
Distribuição: Pandora Filmes
Exibição: Una Cine Belas Artes
Duração: 1h48
Classificação: 16 anos
País: Brasil
Gêneros: drama, thriller

01 fevereiro 2026

Mostra de Cinema de Tiradentes reafirma seu papel estratégico no audiovisual brasileiro

Encerramento da 29ª edição que contou, de 23 a 31 de janeiro, com a presença de mais de 38 mil pessoas (Fotos: Leo Lara, Jackson Romanelli e Leo Fontes/Universo Produção)
 
 

Da Redação

 
Após nove dias de intensa e diversificada programação gratuita online e presencial, a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes encerra com números expressivos e consolida seu papel estratégico no calendário cultural brasileiro como espaço de lançamento, reflexão crítica, formação e articulação do audiovisual nacional. 

Os vencedores deste ano foram: o documentário "Anistia 79" (RJ), de Anita Leandro, que conquistou os prêmios Carlos Reichnbach de Melhor Filme na Mostra Olhos Livres e  Melhor Longa pelo Júri Popular; o mineiro "Para os Guardados", de Desali e Rafael Rocha, na Mostra Aurora, pelo Júri Jovem; “Entrevista com Fantasmas” (RS/SP), de LK, como Melhor Curta pelo Júri Oficial na Mostra Foco; e “Recife Tem um Coração” (RN), de Rodrigo Sena, como Melhor Curta pelo Júri Popular.

O nome de destaque desta edição foi a diretora e atriz Karine Teles, que teve sete filmes de sua trajetória exibidos na Mostra Homenagem.

O evento reuniu realizadores, profissionais do setor, pesquisadores, imprensa e um público de idades variadas. Mais de 38 mil pessoas participaram das ações, que movimentaram a cidade histórica e seu entorno, gerando impacto direto na economia local. 


A partir do tema central “Soberania Imaginativa”, a Mostra propôs um olhar sobre a invenção como gesto central do cinema nacional atual, valorizando a autonomia criativa e a diversidade de vozes e territórios. 

Com uma programação que celebrou o cinema brasileiro, a 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes exibiu 137 filmes nacionais, provenientes de 23 estados, entre longas e curtas-metragens, todos em pré-estreia, espalhados em 21 mostras ou sessões especiais. 

Os títulos, entre produções e coproduções estaduais, refletiram a diversidade e vitalidade da produção nacional. A Mostra exibiu trabalhos de Rio de Janeiro (30 filmes), Minas Gerais (27), São Paulo (22), Pernambuco (8), Rio Grande do Sul (7), Ceará (7), Bahia (6), Goiás (5), Pará (4), Paraná (3), Paraíba (3), Distrito Federal (2), Rio Grande do Norte (2), Maranhão (2), Espírito Santo (2), Sergipe (2) e Amazonas (2), Amapá (1), Santa Catarina (1), Rondônia (1), Piauí (1), Mato Grosso (1) e Alagoas (1).


4º Fórum Tiradentes 

A 29ª Mostra também sediou o 4º Fórum de Tiradentes – Encontros pelo Audiovisual, que reuniu mais 70 profissionais em seis grupos de trabalho e promoveu a sessão de abertura, três debates temáticos, seis painéis e uma sessão plenária. 

Com o tema central “Convergências de políticas públicas para o fortalecimento do setor audiovisual brasileiro”, o Fórum contou com a presença de representantes dos governos federal, estadual e de BH, de entidades e profissionais do setor audiovisual, entre outros.

Raquel Hallak - Coordenadora geral do Fórum

As discussões resultaram na Carta de Tiradentes 2026, documento que sistematiza propostas e diretrizes e será encaminhado a gestores públicos e instituições do setor. 

O texto reafirma a necessidade de convergência entre União, estados e municípios para superar assimetrias regionais e garantir um Sistema Nacional do Audiovisual baseado no equilíbrio federativo, na descentralização e no planejamento de longo prazo.

“A efetividade da Carta de Tiradentes 2026 dependerá do compromisso contínuo de todos nós, profissionais, instituições, redes e territórios representados aqui, em difundir, incorporar e transformar essas proposições em práticas concretas”, afirmou Raquel Hallak, coordenadora geral do Fórum. Leia a íntegra da carta clicando aqui.

Público presente

Atrações culturais

Além das exibições e debates, a Mostra promoveu uma programação artística diversa, com 32 atrações que ocuparam diferentes espaços da cidade, reforçando a integração entre cinema, artes e território. A edição também contou com o lançamento de sete livros, ampliando o debate sobre audiovisual e cultura brasileira.

O evento reafirmou Tiradentes como protagonista de sua própria narrativa ao contar com programação que incluiu uma exposição instalada em painéis urbanos no Cine Petrobras na Praça, a exibição de cinco filmes realizados na cidade — um longa-metragem e quatro curtas-metragens - e a participação de uma ala temática no Cortejo da Arte, tendo a Serra de São José como referência simbólica. 

Mais do que cenário, a cidade se apresentou como espaço de memória, experiência e imaginação, com atividades que ocuparam a praça central e promoveram o encontro entre moradores e visitantes.

Petrobras na Praça

Números da Mostra
● Filmes: 137 filmes de 23 estados brasileiros
● Atividades Formativas: 17 atividades com 623 vagas (10 oficinas, 2 workshops, 2 laboratórios e 3 masterclasses)
● Jornalistas credenciados: 97
● Número de pousadas parceiras: 21
● Número de restaurantes parceiros: 16
● Veículos de imprensa: Mais de 600
● Seminários: 160 profissionais em 59 debates e bate-papos
● Homenageada: Karine Teles, com 7 filmes exibidos na Mostra Homenagem
● Livros lançados: 7
● 4º Fórum Tiradentes: 6 grupos de trabalho, 5 debates, Carta de Tiradentes 2026 elaborada com a colaboração de 70 profissionais do setor
● Atrações artísticas: 32
● Conexão Brasil CineMundi: 20 projetos audiovisuais em desenvolvimento (14 projetos de longa + 6 wip), selecionados para rodadas de negócios com 22 convidados e players do mercado internacional, vindos de 12 países. Foram realizadas 70 reuniões entre os produtores e realizadores dos filmes WIP e convidados.
● Equipe de trabalho: 184 pessoas
● Empregos gerados - diretos e indiretos: mais de 2500
● Empresas mineiras contratadas: 280
● Público: Mais de 38 mil pessoas
● Recursos injetados na economia local: mais de R$ 10 milhões
● Plataformas digitais do evento: 4,2 milhões de visualizações e mais de 300 mil acessos contabilizados no site, vindos de 74 países.


Serviço:
29ª Mostra de Cinema de Tiradentes
Data de realização: de 23 a 31 de janeiro de 2026
Saiba mais: http://www.mostratiradentes.com.br/
Fotos do evento: https://www.flickr.com/photos/universoproducao/

27 maio 2025

Mostra “A Cinemateca é Brasileira” apresenta a história da repressão política do Brasil

Exibição contará com a uma seleção de 16 obras clássicas do cinema nacional (Fotos: Divulgação)
 
 

Da Redação


A partir desta terça-feira (27) até o dia 1º de junho de 2025, o Cine Humberto Mauro, localizado no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, receberá a mostra “A Cinemateca é Brasileira – Resistências Cinematográficas”. 

A programação apresenta uma seleção de 16 obras clássicas e contemporâneas do cinema nacional, abordando os períodos de repressão, resistência e enfrentamento político que marcaram a história do Brasil. 

Entre os filmes clássicos estão “Cabra Marcado Para Morrer”, de Eduardo Coutinho, e “Terra em Transe”, de Glauber Rocha. A iniciativa é realizada em parceria com a Cinemateca Brasileira e integra a segunda edição do projeto itinerante da instituição.

A entrada é gratuita, e 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, 1 hora antes de cada sessão, no site da Eventim. Já o restante dos ingressos será distribuído presencialmente pela bilheteria, meia hora antes da sessão, mediante apresentação de documento com foto.

"Cabra Marcado Para Morrer" (Eduardo Coutinho)

A mostra homenageia o cinema nacional como um espaço de memória, crítica e resistência frente à luta pela democracia. Reunindo ficções, documentários, animações e curtas-metragens, a programação dialoga com diferentes gerações e linguagens cinematográficas, e promove uma reflexão sobre os desafios enfrentados pela sociedade brasileira ao longo de décadas.

Entre os destaques estão títulos emblemáticos como “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha, que reflete as tensões políticas, sociais e culturais da época a partir da fictícia nação latino-americana de Eldorado. 

Também compõem a seleção filmes contemporâneos como “Meu Tio José” (2021), de Ducca Rios, que revisita o sequestro do embaixador Charles Elbrick pela ótica de uma criança. Inspirada no mesmo acontecimento, a obra indicada para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “O Que é Isso, Companheiro?” (1997), de Bruno Barreto, também será exibida. 

"Meu Tio José" (Ducca Rios)

O clássico “Cabra Marcado Para Morrer”, será exibido em homenagem aos 40 anos do filme (1964-1984), aos 100 anos da protagonista Elizabeth Teixeira e aos 10 anos de falecimento do cineasta Eduardo Coutinho. O filme teve suas filmagens interrompidas pelo golpe militar de 1964 e retomadas 17 anos depois.

A curadoria inclui, ainda, filmes que tratam de episódios pouco conhecidos ou silenciados da história brasileira, como “Arara: Um Filme Sobre um Filme Sobrevivente” (2017), de Lipe Canêdo, que denuncia a violência contra povos indígenas. Obras como “Libertação de Inês Etienne Romeu” (1979), de Norma Bengell, e “Torre” (2017), de Nádia Mangolini, abordam a tortura e a repressão política. 

"O Que é Isso, Companheiro" (Bruno Barreto)

Já a luta sindical e os movimentos populares ganham espaço com produções recentemente restauradas pela Cinemateca Brasileira como “Greve” (1979), de João Batista de Andrade; “A Luta do Povo” (1980), de Renato Tapajós; e “ABC da Greve” (1979–1990), de Leon Hirszman, mesmo diretor de “Eles Não Usam Black-tie”, que venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza e também integra a programação.

Outros títulos completam o panorama da mostra, como “A Opinião Pública” (1966), de Arnaldo Jabor, que captura o sentimento da classe média durante o regime militar; “Os Fuzis” (1964), de Ruy Guerra, que trata das tensões entre o Estado e populações oprimidas, e “Manhã Cinzenta” (1969), curta-metragem baseado em conto de Olney São Paulo, com imagens documentais das manifestações de 1968. 

"Eles Não Usam Black-tie" (Leon Hirszman)

A atmosfera de tensão e a mentalidade dessa época são contextualizadas na ironia de “Pra Frente Brasil” (1982), de Roberto Farias, e no sensível “O ano em que meus pais saíram de férias” (2006), de Cao Hamburguer.

Vitor Miranda, gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado e programador da mostra, comenta sobre o projeto itinerante. "Assim como a Cinemateca, o Cine Humberto Mauro é uma instituição pública que tem interesse na preservação do cinema brasileiro e que ele seja visto por mais pessoas. A seleção de filmes está impecável, são verdadeiros clássicos nacionais."

Miranda contou ainda que o Cine Humberto Mauro receberá também a mostra "Intérprete do Brasil: Uma Homenagem a Grande Otelo", que acontecerá de 5 a 29 de junho.

"Terra em Transe" (Gláuber Rocha)

SERVIÇO:
Mostra “A Cinemateca é Brasileira – Resistências Cinematográficas”
Data: 27 de maio (terça-feira) a 1º de junho (domingo)
Horários: variados
Local: Cine Humberto Mauro - Palácio das Artes - (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro)
Classificação: variadas
Entrada: gratuita; 50% dos ingressos estarão disponíveis, de forma on-line, 1 hora antes de cada sessão, no site da Eventim; o restante dos ingressos será distribuído presencialmente pela bilheteria, meia hora antes da sessão, mediante a apresentação de documento com foto.
Informações para o público: (31) 3236-7307 ou no site www.fcs.mg.gov.br

15 agosto 2023

"Tempos de Barbárie - Ato I" é repleto de falhas e irresponsável no conteúdo

Cláudia Abreu é destaque no filme, entregando interpretação primorosa
(Foto: Raquel Tanugi e Mariana Vianna/Atômica)


Larissa Figueiredo 


O longa nacional "Tempos de Barbárie - Ato I: Terapia da Vingança" estreia nesta quinta-feira (17), trazendo a trajetória de uma mãe, a advogada Carla (Cláudia Abreu), que vê a filha ser baleada durante uma tentativa de assalto. 

Carla, sem conseguir aceitar o destino da filha e a falta de soluções por parte da polícia, transforma a busca por justiça em uma vingança contra todo o sistema que alimenta a violência no Brasil. 


O que era para ser uma crítica de apelo moral sobre justiça com as próprias mãos, se tornou um conteúdo sem sentido e irresponsável. O roteiro do filme é repleto de falhas e não é nem de longe uma boa ideia.

A protagonista com a saúde debilitada se transforma em uma espécie de Exterminador do Futuro e de algum modo, consegue executar seus planos sem muita dificuldade. 


Os outros personagens, como o marido de Carla (César Mello), mal aparecem no longa, não há nenhuma complexidade, desenvolvimento e trama secundária, o que torna o filme repetitivo e pesado para quem está do outro lado da tela. 

Alexandre Borges também está no elenco interpretando Miranda, colega de trabalho de Carla que a incentiva a fazer sua própria justiça. Além de Julia Lemmertz, Kikito Junqueira, Pierre Santos, Adriano Garib, Claudia Di Moura, Roberto Frota e Giovanna Lima. 


Outro ponto que chama atenção é a forma que o longa alimenta todos os lugares comuns e estereótipos do contexto da violência nas grandes periferias brasileiras. 

O filme poderia ter explorado com maior complexidade o modus operandi das milícias e organizações criminosas de contrabando de armas de fogo, por exemplo, como vemos no clássico "Tropa de Elite" (2007). Mas a direção parece ter escolhido a mediocridade e um simplismo desleixado. 


A atuação de Claudia Abreu é um dos únicos pontos positivos de "Tempos de Barbárie - Ato I: Terapia da Vingança". Mesmo com as inúmeras falhas no roteiro, a atriz cumpriu seu papel com primor. 

Os planos curtos intercalados e os filtros frios na imagem trazem certo desespero ao espectador misturado com apatia, expressando os sentimentos de Carla na busca por vingança. Destaque também para a montagem do longa, fotografia e direção de arte. 


Ficha técnica:
Direção: Marcos Bernstein
Roteiro: Marcos Bernstein e Victor Atherino
Produção: Hungry Man, Pássaro Films e Neanderthal MB, com a coprodução da Globo Filmes
Distribuição: Paris Filmes
Exibição: nos cinemas
Duração: 1h55
Classificação: 14 anos
País: Brasil
Gêneros: drama, suspense
Nota: 2 (0 a 5)

17 maio 2022

Sesc Palladium abre espaço para o cinema nacional com ingressos a R$ 10,00

Programação de maio traz duas produções brasileiras contemporâneas de sucesso 


Da Redação


A programação do Sesc Palladium no mês de maio traz dois sucessos recentes do cinema brasileiro: "Eduardo e Mônica" (2022) e "O Segredo dos Diamantes" (2014). As sessões de cinema no Sesc Palladium oferecem um preço acessível para a população, com ingressos a R$10,00, e um desconto especial aos trabalhadores do comércio de bens, serviços, turismo e seus dependentes, com as entradas custando R$ 5,00. 

Nos dias 20, 21, 27 e 28 de maio e também no 4 de junho (sextas e sábados), será exibido o longa "Eduardo e Mônica", dirigido por René Sampaio. A comédia romântica ambientada em Brasília na década de 1980 conta a história do casal "nada parecido" que se apaixona e precisa amadurecer e aprender a superar as diferenças. 

A dupla dá nome à trama e à famosa música da banda Legião Urbana, que inspirou o roteiro. Com Alice Braga e Gabriel Leone nos papéis principais, o filme está entre as dez maiores bilheterias do ano até aqui. As exibições serão sempre às 19 horas. 
Duração: 1h54
Classificação: 14 anos
Gêneros: comédia / drama / romance


Nos sábados 21 e 28 de maio, a atração é destinada aos públicos infantojuvenil e adulto com a exibição, sempre às 16 horas, do longa "O Segredo dos Diamantes", dirigido pelo cineasta mineiro Helvécio Ratton. Ele conta a aventura de Ângelo, garoto interpretado por Matheus Abreu, que vai passar uma temporada na casa da avó, no interior de Minas.

Chegando lá, ele descobre um pequeno baú cheio de moedas e um enigma, supostamente deixado por um padre que, há 200 anos, teria escondido um punhado de diamantes na região. A produção foi indicada pela Academia Brasileira de Cinema ao Grande Otelo de Melhor Filme Infantil, em 2015. 
Duração: 1h26
Classificação: 10 anos
Gênero: aventura


SERVIÇO:
Maio no cinema do Sesc Palladium

Datas: 20 a 28 de maio
Horários: às 16 e às 19 horas
Endereço: Cinema do Sesc Palladium - Rua. Rio de Janeiro, 1046 - Centro.
Ingressos: R$ 10,00 (inteira / R$ 5,00 a meia-entrada), à venda no site Sympla - https://site.bileto.sympla.com.br/sescpalladium/

11 outubro 2020

"Bacurau" confirma favoritismo e conquista Melhor Longa de Ficção do GP do Cinema Brasileiro 2020

Montagem sobre fotos de divulgação


Maristela Bretas



"Bacurau", dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, foi o grande vencedor do 19º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020, conquistando os troféus Grande Otelo de Melhor Longa-Metragem de Ficção e outros cinco premiações. A produção estava com 15 indicações, o maior número da premiação. 

O segundo lugar foi para "A Vida Invisível", de Karim Aïnouz, com cinco estatuetas, seguido por "Simonal", de Leonardo Domingues, em terceiro, que levou quatro. "Hebe - A Estrela do Brasil" e "Cine Holliúdy - A Chibata Sideral", conquistaram dois prêmios.

O anúncio dos vencedores foi feito pela Academia Brasileira de Cinema na noite desse domingo. Por questões de segurança devido à pandemia de covid-19, a transmissão foi online, feita pela primeira vez pela TV Cultura. 

O troféu de Melhor Filme Brasileiro escolhido por Voto Popular foi entregue a "Eu Sou Mais Eu", de Pedro Amorim. O sul-coreano "Parasita", dirigido por Bong-Joon-ho, juntou à sua coleção de prêmios (entre eles o Oscar de 2020), a estatueta de Melhor Longa Metragem Internacional.

"Eu Sou Mais Eu" (Foto Catarina Souza)

A jornalista Adriana Couto, apresentadora do programa Metrópolis da TV Cultura, e a diretora, atriz e apresentadora Marina Person, anunciaram os vencedores e homenageados da noite. Elas lembraram as perdas deste ano na Cultura brasileira, entre eles, os compositores Aldir Blanc e Moraes Moreira, a roteirista Fernanda Young, os atores e atrizes Flávio Migliaccio, Cecil Thiré e Hilda Rabelo, o cineasta José Mojica Marins (o Zé do Caixão), os diretores Jorge Fernando e Maurício Sherman, o escritor Rubem Fonseca e muitos outros.


Quinze longas brasileiros foram indicados a finalistas de ficção (drama e comédia) e documentário. Longas e curtas metragens, além de produções internacionais premiadas em 2019 participaram da disputa em 32 categorias, com um grande destaque: a de Melhor Curta-Metragem Ficção, que contou somente com a participação de mulheres diretoras.


Francis Hime e Joyce Moreno, também online, fizeram uma homenagem com a canção "Cinema Brasil", composta por Hime em 2007, que foi ilustrada com a exibição de grandes produções nacionais. O encerramento do GP do Cinema Brasileiro 2020 foi dos músicos Pedro Luís e Teresa Cristina, apresentando um medley das canções “Quando o Carnaval Chegar”, “Vai Trabalhar, Vagabundo” e “Bye Bye Brasil”, todas de Chico Buarque.

 

Veja a lista dos vencedores:

 

Melhor Longa-Metragem Ficção: "Bacurau", de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. Produção: Emilie Natacha Lesclaux por Cinemascópio Produções Cinematográficas e Artísticas. A produtora afirmou que ficou muito feliz com o trabalho e que o filme representa o Brasil na sua força e na sua diversidade.

"Bacurau" (Crédito: Vitrine Filmes)

Melhor Direção - Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, por "Bacurau". Para o diretor Kleber Mendonça Filho trata-se de um filme sobre histórias, cultura e Brasil e que espera ver o cinema nacional sendo respeitado como cultura do país.


Melhor Ator: houve empate 

Silvero Pereira, como Lunga, por "Bacurau" - “Foi uma transformação gigantesca na minha vida como artista e pessoal. Tenho origem pobre estudei em escola pública e hoje vejo meu nome ao lado de artistas que admiro. Me sinto muito honrado de ser artista”.

Fabrício Boliveira, como Simonal, por "Simonal" -“Só tenho a agradecer pela aposta, de veteranos que estiveram de mãos dadas comigo”.

 
Silvero Pereira, em "Bacurau" (Vitrine Filmes)

Melhor Atriz: Andrea Beltrão como Hebe Camargo, por "Hebe – A Estrela doBrasil". Andrea Beltrão - "Nós estamos aqui falando da nossa cultura, da nossa alma, com a nossa língua. Agradeço a todas as indicações que Hebe recebeu".


Melhor Longa-Metragem Comédia: "Cine Holliúdy – A Chibata Sideral", de Halder Gomes. Produção: Mayra Lucas por Glaz Entretenimento e Halder Gomes ATC Entretenimento

Melhor atriz Coadjuvante: Fernanda Montenegro, como Eurídice, por "A Vida Invisível"

Melhor Ator Coadjuvante: Chico Diaz, como Véi Gois, por "Cine Holliúdy – AChibata Sideral"


Chico Diaz, em "Cine Holliúdy - A Chibata Sideral" (Divulgação)

Melhor Série Ficção TV Paga/ OTT: "Sintonia "– 1ª Temporada (Netflix). Direção Geral: Kondzilla, Guilherme Quintella e Felipe Braga. Diretores: Kondzilla e Johnny Araújo. Produtora Brasileira Independente: Los Bragas

Melhor Série de TV Aberta: "Cine Holliúdy" – 1ª Temporada (Globo). Direção Geral: Patrícia Pedrosa. Diretores: Halder Gomes e Renata Porto D’ave. Produtora Brasileira Independente: Glaz Entretenimento. Patrícia Pedrosa contou que foi muito importante falar sobre as raízes, a cultura e o povo de forma tão divertida.

Melhor Série Animação TV Paga/ OTT: "Turma Da Mônica Jovem" – 1ª Temporada (Cartoon Network). Direção Geral: Mauricio de Sousa e Roger Keesse. Diretor: Marcelo de Moura. Produtora Brasileira Independente: Mauricio de Sousa Produções.

Melhor Longa-Metragem Infantil: "Turma Da Mônica – Laços", de Daniel Rezende. Produção: Bianca Villar, Fernando Fraiha, Karen Castanho por Biônica Filmes, Charles Miranda, Cassio Pardini por Quintal Digital, Cao Quintas por Latina Estudio, Marcio Fraccaroli por Paris Entretenimento e Daniel Rezende, que agradeceu, dizendo que viu crianças saindo felizes do cinema após verem uma grande produção nacional.


"Turma da Mônica - Laços" (Biônica Filmes)

Melhor Série Documentário Tv Paga/OTT: "Quebrando O Tabu" – 2ª Temporada (GNT). Direção Geral: Katia Lund e Guilherme Melles. Diretor: Pio Figueiroa. Produtora Brasileira Independente: Spray Filmes.


Melhor Direção de Arte: Rodrigo Martirena, por "A Vida Invisível

Melhor Efeito Visual: Mikaël Tanguy e Thierry Delobel, por "Bacurau"


Melhor Figurino: Marina Franco, por "A Vida Invisível". Para a figurinista, ter colaborado no filme foi um grande desafio e a realização de um sonho profissional.


"A Vida Invisível" (Crédito: Bruno Machado)

Melhor Direção de Fotografia: Hélène Louvart, por ''A Vida Invisível"


Melhor Curta-Metragem Animação: "Ressurreição", de Otto Guerra

Melhor Curta-Metragem Documentário: "Viva Alfredinho!", de Roberto Berliner


"Viva Alfredinho!" (Crédito: TV Zero)

Melhor Curta-Metragem Ficção: "Sem Asas", de Renata Martins


Melhor Roteiro Adaptado: Murilo Hauser, Karen Aïnouz e Inés Bortagaray – baseado no livro “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Martha Batalha – por "A Vida Invisível". Murilo Hauser: “Foi um processo incrível e uma honra fazer parte desta turma incrível que dedica a vida pela luta de nossa arte”.

Melhor Roteiro Original: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, por "Bacurau". O corroteirista Juliano Dornelles afirmou que "o cinema brasileiro está num momento incrível, porque está sendo feito cada vez melhor".


Melhor Maquiagem: Simone Batata, por "Hebe – A Estrela do Brasil"

"Hebe - A Estrela do Brasil" (Divulgação)

Melhor Montagem Documentário: Karen Harley, por "Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar"

Melhor Montagem Ficção: Eduardo Serrano, por "Bacurau"

Melhor Som: Marcel Costa, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond, Armando Torres Jr., Abc e Renan Deodato, por "Simonal". Para o técnico de som Marcel Costa foi um prazer fazer o som desta produção por ser um universo muito rico e também de grande responsabilidade para entregar um trabalho à altura de um nome como Wilson Simonal.


Melhor Trilha Sonora: Wilson Simoninha e Max De Castro, por "Simonal"

"Simonal" (Crédito: Globo Filmes)


Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem: Leonardo Domingues, por "Simonal" - "Foi incrível contar a história de Wilson Simonal. Fazer filme com liberdade é poder contar histórias como esta. Viva o Cinema Brasileiro!"


Melhor Longa-Metragem Animação: "Tito E Os Pássaros", de Gustavo Steinberg, Gabriel Bitar e André Catoto. Produção: Gustavo Steinberg por Bits Filmes. Segundo ele, a animação já circulou por mais de 80 festivais, ganhou grandes prêmios e agora este é quase o fechamento de um ciclo.

Melhor Longa-Metragem Documentário: "Estou Me Guardando Para Quando O Carnaval Chegar", de Marcelo Gomes. Produção: João Vieira Jr. e Nara Aragão por Carnaval Filmes e Marcelo Gomes e Ernesto Soto por Misti Filmes. Marcelo Gomes: "Tivemos muitas alegrais e muitas tristezas. alegrias porque aprendemos muito com o poder de resistência dessas pessoas e tristeza com a política trabalhista do atual governo. A pergunta que fica é: trabalhamos para viver ou vivemos para trabalhar?”

Melhor Longa-Metragem Ibero-Americano: "A Odisseia dos Tontos" (La Odisea de lós Giles) - Argentina e Espanha) / Ficção / Direção: Sebastián Borensztein. Distribuidor Brasileiro: Warner Bros. Pictures


"A Odisseia dos Tontos" (Crédito: Alfa Filmes)

Melhor Longa-Metragem Internacional: "Parasita" (Parasite) - Coreia do Sul / Ficção / Direção: Bong-Joon-ho. Distribuidor Brasileiro: Pandora Filmes


Melhor Filme Brasileiro escolhido por Voto Popular: "Eu Sou mais Eu", de Pedro Amorim. Produção: Lara Guaranys, Marcus Baldini e Gustavo Munhoz por Damasco Filmes


Tags: #GrandePremioDoCinemaBrasileiro2020, #GPdoCinema,  #cinemanacional, #Bacurau, #AVidaInvisível, #ficção, #drama, #comédia, #Simonal, HebeAEstreladoBrasil, #TurmadaMonicaLacos, #cinemanoescurinho